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quarta-feira, fevereiro 18, 2026

O Dia dos Diabos e da Morte

Vinhais é uma vila raiana portuguesa localizada em terras de Trás-os-Montes (Bragança) com tradições seculares que atraem inúmeros visitantes. Uma delas é o Dia dos Diabos e da Morte que é celebrado em Vinhais na Quarta-feira de cinzas. 

Esta tradição secular é única em Portugal. As origens da mesma permanecem desconhecidas havendo, no entanto, diferentes interpretações que a situam nas celebrações dos Lupercais romanos, nas procissões da Quarta-feira de Cinzas, na Idade Média, ou mesmo por influência dos franciscanos do Convento de São Francisco de Vinhais, durante os séc. XVIII e XIX.

Durante a celebração um grupo de rapazes mascara-se de Diabo vestindo-se com um fato vermelho, a cara coberta com uma máscara vermelha e um cinto na mão; outros mascaram-se de Morte com um fato preto, a cara enfarruscada (pintada com cinza ou carvão) e carregando uma gadanha. A personagem da Morte, que é única, só sai na Quarta-feira de cinzas.

Os Diabos perseguem principalmente as raparigas. Saem a correr pelas ruas com um chicote e quando as apanham elas são levadas à pedra, onde as obrigam a ajoelharem-se para serem chicoteadas. Depois são obrigadas a recitar orações "pagãs":

"Padre-nosso, caldo grosso,
carne gorda não tem osso,
rilha-o tu que eu já não posso
Salve Rainha, mata a galinha,
põe-na a cozer,
dá cá a borracha que quero beber."
A Morte, mais calma, anda pelas ruas silenciosamente. Quando a Morte encontra alguma pessoa obriga-a a ajoelhar-se e a beijar a gadanha que leva na mão. Ela é a única que pode entrar na igreja, interditada para os Diabos, onde se refugiam as raparigas, para as ir buscar e as entregar aos Diabos.

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Arerê

 

"Arerê" é um dos maiores sucessos da música brasileira do género axé, lançado em 1997 pela Banda Evacom a voz de Ivete Sangalo

Composta por Gilson Babilónia e Alaim Tavares, a música é um clássico de Carnaval, conhecida pelo refrão contagiante "Arerê, um lobby, um hobby, um love com você". 

Assista agora à performance ao vivo da Banda Eva, com Ivete Sangalo, cantando "Arerê".

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

As Filhós de Cabrela

As Filhós de Cabrela, o bêbedo ou brinhol, são os doces tradicionais de Carnaval de Montemor-o-Novo.

Cabrela é uma povoação portuguesa do município de Montemor-o-Novo, freguesia com 194,84 km² de área e 509 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 2,6 hab./km².

Foi vila e sede de concelho entre 1170 e o início do século XIX. Este era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 892 habitantes.

Este doce típico do Carnaval esteve quase perdido no esquecimento. Há poucos anos recuperou-se a receita ancestral das Filhós de Cabrela que tem como ingrediente base a farinha e os ovos e depois uns toques de aguardente branca, azeite, manteiga, laranjas e mel (ou açúcar).

Com o apoio da Junta de Freguesia local, não só se recuperou a receita, como se candidatou o doce às 7 Maravilhas Doces de Portugal, chegando a finalista. A receita é feita 95% manualmente, o que lhe dá um toque estaladiço e um sabor inconfundível. Se quiser saber como se fazem estas Filhós é só clicar aqui e seguir abaixo a receita dos reis do Carnaval em Montemor-o-Novo.

Ingredientes:
250 g água
100 g erva-doce em grão
50 g banha
120 g sumo de laranja (2 unid. aprox.)
10 g azeite
50 g aguardente
25 g açúcar 
Açúcar q.b. p/ polvilhar
2 ovos
500 g farinha 
farinha q.b. p/ polvilhar
Óleo q.b. p/ fritar

domingo, fevereiro 15, 2026

Carnaval

Fotos: Observador
O Carnaval em Lisboa nem sempre foi como o conhecemos hoje. Ora veja:
"Accorda a gente ouvindo, na rua, as castanholas dos rapazes. De vez em quando passa ao longe, muito festiva, uma philarmonica de artistas. É o Carnaval, não ha que vêr. Estamos em pleno domingo gordo. E aqui mesmo, debaixo da janella, um garroche veio tocar buzina furiosamente. Parece um epigramma a nossa preguiça cheia de indiferença. A pe! a pé! até os gainachas nos fazem surriada. Já se sabe na visinhança que gostamos de levantar-nos tarde; portanto a visinhança aproveita a occasião para nos mandar uma bisca n'uma buzina. Que horas marca o relogio? Onze. Com efeito! a buzina teve razão. A pé! a pé! Abrimos a janella. Oh! santo Deus! que mal encarado dia! eu pesadão, ruas lamacentas. Adivinha-se frio lá fóra. Pois, senhores, os que gostam de divertir-se no carnaval vão ficar verdadeiramente codilhados com este domingo gordo. Pobres rapazes! Elles ainda querem iludir-se annunciando a festa com as suas castanholas, espantar O mau tempo com a buzina."
  Alberto Pimentel - Vida De Lisboa,  1900, pp. 115-116

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Vira Lata



Ouça João Gomes e Pabllo Vittar (Clipe Oficial) em Vira Lata.
"Vira-Lata" é uma música do cantor brasileiro João Gomes, que contou com a participação da cantora Pabllo Vittar. É a faixa de abertura do EP "Dois Lados". 

terça-feira, março 04, 2025

terça-feira, fevereiro 13, 2024

Marchinhas de Carnaval

Hoje dia de Carnaval proponho-lhe que ouça uma seleção de marchinhas que marcaram o Carnaval nos anos 30.
A Marcha criada no século XV para cadenciar o deslocamento dos soldados, cujo ritmo se associa à exaltação cívica e heroica, despertou mais tarde o interesse de grandes compositores clássicos e românticos.
A Marcha é a peça musical de compasso binário ou quaternário, com tempos fortes e andamentos variados, que se destina a marcar ou evocar o ritmo cadenciado do passo de uma pessoa ou de um grupo. 
A Marcha, como estilo musical, é como já referi, uma peça de música escrita originalmente para marchar e frequentemente executada por uma banda militar. Desta forma, marchas compreendem desde a marcha fúnebre de Wagner e de Chopin, até às marchas militares do luso-americano John Philip Sousa e de Edward Elgar e os hinos marciais do final do Século XIX.
No Brasil designa, especialmente no diminutivo, um género de música popular urbana, nascida nos ranchos e cordões carnavalescos, em compasso binário, cuja coreografia consiste num andar ritmado em voltas. Como o samba, é música de carnaval por excelência. Sofreu a influência de danças como o ragtime, o cakewalk e a polca, populares no Brasil até por volta de 1925.
Ora ouça. Vale bem a pena.

Abram Alas: É Carnaval

Ouça a cantora brasileira Beth Carvalho num pot - pourri carnavalesco onde sobressaem: Toque De Clarins; Ô Abre Alas e O Teu Cabelo Não Nega (DVD ao vivo no Parque Madureira).
Beth Carvalho (1946 - 2019), foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira. Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth tornou-se uma das maiores intérpretes do samba, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, grupo Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e Quinteto em Branco e Preto.

segunda-feira, fevereiro 12, 2024

Como Fazer Uma Máscara de Carnaval?


Se ainda se quiser mascarar para o Carnaval, que se comemora amanhã, pode começar por aprender, aqui, como fazer uma máscara de carnaval!

O vídeo abaixo é uma aula que lhe ensina como fazer uma máscara de carnaval de forma fácil e rápida. Pode usar esta máscara no carnaval, com as suas crianças, em fantasias ou na decoração da sua casa. 

domingo, fevereiro 11, 2024

Os Caretos de Podence & O Entrudo Chocalheiro

Os Caretos de Podence são originários da aldeia de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros. Foram declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019.

Inseridos nas festividades de Inverno, tão características na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, os Caretos de Podence representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas remotas saem à rua nas festividades relacionadas com o entrudo chocalheiro.


Se quiser ficar a saber um pouco mais acerca dos Caretos de Podence e do Entrudo Chocalheiro, não deixe de ver o vídeo abaixo que fez parte da Candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade - UNESCO.

sábado, fevereiro 10, 2024

A Feijoada de Orelheira

A Feijoada de Orelheira é muito apreciada na Beira Litoral por altura do Carnaval. 

Esta feijoada é um "petisco" que vale a pena experimentar. Deixo-lhe aqui uma receita "pescada" na net.

Ingredientes:
1 orelheira fumada
1 chouriço de carne
1 salpicão
700 g de feijão branco cozido
1 lata pequena de tomate pelado
2 cenouras
2 cebolas
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1 colher (sobremesa) de colorau
1 colher (chá) de cominhos
1 folha de louro
Salsa picada q.b.
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
 Ponha a orelheira a demolhar em água fria de um dia para o outro. No dia, limpe-a, lave-a e coza-a em água, juntamente com o chouriço e o salpicão. Descasque as cenouras, junte-as também ao tacho e deixe cozer mais 15 minutos. Vá retirando os ingredientes consoante forem ficando cozidos, deixe arrefecer as carnes, rejeite os ossos da orelheira e corte-a em pedaços pequenos. Reserve a água da cozedura. 
Descasque e pique as cebolas e os alhos, deite para um tacho, junte o azeite e a folha de louro, leve ao lume e deixe cozinhar até a cebola ficar douradinha. Adicione o tomate pelado picado com o molho e o colorau, mexa e deixe cozinhar, em lume brando, durante 10 minutos. Junte a orelheira, mexa, acrescente 5 dl da água de cozer as carne e as cenouras cortadas em rodela, mexa e deixe ferver. 
Adicione depois o feijão branco cozido, misture e deixe cozinhar até ficar bem apurado. Retifique o sal, tempere com um pouco de pimenta, polvilhe com os cominhos e sirva com o chouriço e o salpicão cortados em rodelas. Decore com salsa picada e acompanhe com arroz branco.  

quarta-feira, fevereiro 22, 2023

Marcha de Quarta-Feira de Cinzas

Ouça Vinicius de Moraes com Toquinho em Marcha de Quarta-Feira de Cinzas.

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando
Cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida
Feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza
Dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando
Seu canto de paz
Seu canto de paz

Vinicius de Moraes - Marcha de Quarta-Feira de Cinzas

Não Deixe o Samba Morrer

Ouça hoje a cantora brasileira Alcione em Não Deixe o Samba Morrer. 

Não deixe o samba morrerNão deixe o samba acabarO morro foi feito de sambaDe samba para gente sambar
Quando eu não puder pisar mais na avenidaQuando as minhas pernas não puderem aguentarLevar meu corpo junto com meu sambaO meu anel de bambaEntrego a quem mereça usar
Quando eu não puder pisar mais na avenidaQuando as minhas pernas não puderem aguentarLevar meu corpo junto com meu sambaO meu anel de bambaEntrego a quem mereça usar
Eu vou ficarNo meio do povo, espiandoMinha escola perdendo ou ganhandoMais um carnaval
Antes de me despedirDeixo ao sambista mais novoO meu pedido finalAntes de me despedirDeixo ao sambista mais novoO meu pedido final
Não deixe o samba morrerNão deixe o samba acabarO morro foi feito de sambaDe samba para gente sambar
Não deixe o samba morrerNão deixe o samba acabarO morro foi feito de sambaDe samba para gente sambar
Quando eu não puder pisar mais na avenidaQuando as minhas pernas não puderem aguentarLevar meu corpo junto com meu sambaO meu anel de bambaEntrego a quem mereça usar
Quando eu não puder pisar mais na avenidaQuando as minhas pernas não puderem aguentarLevar meu corpo junto com meu sambaO meu anel de bambaEntrego a quem mereça usar
Eu vou ficarNo meio do povo espiandoMinha escola perdendo ou ganhandoMais um carnaval
Antes de me despedirDeixo ao sambista mais novoO meu pedido finalAntes de me despedirDeixo ao sambista mais novoO meu pedido final
Não deixe o samba morrerNão deixe o samba acabarO morro foi feito de sambaDe samba para gente sambar
Não deixe o samba morrerNão deixe o samba acabarO morro foi feito de sambaDe samba para gente sambar
Não deixe o samba morrer...

Milla

Ouça o cantor brasileiro Netinho em Milla, cantando em Portugal em 1998, no Coliseu de Lisboa.

Ô Milla

Mil e uma noites de amor com você
Na praia, num barco, num farol apagado
Num moinho abandonado
Em Mar Grande, alto astral

Lá em Hollywood, pra de tudo rolar
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você na Ilha do Sol
Na Ilha do Sol

Tira o pé do chão

E tudo começou
Há um tempo atrás, na Ilha do Sol
Destino te mandou de volta
Para o meu cais, yeah

Tudo começou
Há um tempo atrás, na Ilha do Sol
Destino te mandou de volta
Para o meu cais

No coração ficou
Lembranças de nós dois
Como ferida aberta
Como tatuagem (e aí?)

Ô Milla
Mil e uma noites de amor com você
Na praia, num barco, num farol apagado
Num moinho abandonado
Em Mar Grande, alto astral

Lá em Hollywood, pra de tudo rolar
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você na Ilha do Sol
Na Ilha do Sol

Tudo começou
Há um tempo atrás, na Ilha do Sol
Destino te mandou de volta
Para o meu cais, yeah

Tudo começou
Há um tempo atrás, na Ilha do Sol
Destino te mandou de volta
Para o meu cais

No coração ficou
Lembranças de nós dois
Como ferida aberta
Como tatuagem (vem)

Ô Milla
Mil e uma noites de amor com você
Na praia, num barco, num farol apagado
Num moinho abandonado
Em Mar Grande, alto astral

Lá em Hollywood, pra de tudo rolar
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você na Ilha do Sol
Na Ilha do Sol, é!

Ô Milla
Mil e uma noites de amor com você
Na praia, num barco, num farol apagado
Num moinho abandonado
Em Mar Grande, alto astral

Lá em Hollywood, pra de tudo rolar
Vendo estrelas caindo, vendo a noite passar
Eu e você na Ilha do Sol
Na Ilha do Sol

Vamo nessa, galera

terça-feira, fevereiro 21, 2023

Outros tempos, outros Carnavais...

Outros tempos e outros carnavais, noutras geografias.

Proponho-lhe hoje que assista a alguns vídeos e filmes acerca do Carnaval nas cidades angolanas, do Lobito (sobretudo) e Luanda, nos anos 60 e 70 do século XX. Pode assistir aos corsos, à passagem dos carros alegóricos, aos bailes, ao desfile dos foliões, às batalhas com fuba (onde as pessoas ficavam totalmente enfarinhadas). Para ficar a conhecer ou recordar estes carnavais, aqui lhe deixo algumas destas memórias.

O Lobito é uma cidade (436 467 habitantes e área territorial de 3 648 km²) e um município da província de Benguela, em Angola, localizada na costa do oceano Atlântico.

Limita-se ao norte com o município do Sumbe, ao leste com o município do Bocoio, ao sul com o município de Catumbela e ao oeste com o oceano Atlântico.

O Lobito é um dos centros logísticos de Angola: tem as suas ligações no importante porto e nos terminais ferroviários, bem como na rede rodoviária continental, que a conectam ao restante do país, levando-a até costa oriental da África.


O  LOBITO - Carnaval 1973 é um excerto do documentário "PANORAMA" de Angola, realizado pelo cineasta ANTÓNIO de SOUSA. Infelizmente a qualidade fotográfica do filme não é a mais desejável.

Outras imagens do Carnaval do Lobito. Era irresistível participar na guerra com fuba!

Nos anos 70 o Carnaval do Lobito era já um dos mais conhecidos. No vídeo que se segue pode ver imagens do Carnaval de 72,73 e 74.

Ainda o Lobito (Angola) de outros tempos.

Agora assista ao vídeo Carnaval em Angola, Luanda e Lobito, filmes de Angola da década de 70` - Memórias da África, onde pode ver a loucura do carnaval em Luanda e no Lobito. 

O Carnaval do Lobito era o expoente máximo da alegria dos angolanos no geral e dos lobitangas em particular. A alegria e a loucura do carnaval vivido no Lobito terminava sempre com grandes bombardeamentos de farinha (fuba) e água, entre os vários carros concorrentes no corso e a população que assistia. Os cortejos eram pensados e construídos pelos seus criadores. Os carros alegóricos e o cortejo dos mascarados que desfilavam na avenida mostravam grandiosidade e beleza.

segunda-feira, fevereiro 20, 2023

Canta canta, minha gente

Ouça o cantor brasileiro Martinho da Vila em Canta canta, minha gente

Canta Canta, minha Gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.

Cantem o samba de roda,
O samba-canção e o samba rasgado.
Cantem o samba de breque,
O samba moderno e o samba quadrado.

Cantem ciranda, o frevo,
O côco, maxixe, baião e xaxado,
Mas não cantem essa moça bonita,
Porque ela está com o marido do lado.

Canta Canta, minha gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas a vida vai melhorar.
A vida vai melhorar.

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro
Ou sambando no asfalto.
Eu canto o samba-enredo,
Um sambinha lento e um partido alto.

Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado.
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado.

Canta Canta, minha gente.
Deixa a tristeza pra lá.
Canta forte, canta alto,
Que a vida vai melhorar.

Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas eu disse: Que vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Ora se vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.
Mas será que vai melhorar?
Que a vida vai melhorar.
Eu já vou é me mandar.
Que a vida vai melhorar.
Que a vida vai melhorar.

domingo, fevereiro 19, 2023

Malandro Não Vacila e Sequestraram Minha Sogra

Ouça Bezerra da Silva em dois sambas muito divertidos: Malandro Não VacilaSequestraram Minha Sogra.   

Bezerra da Silva (1927 - 2005) foi um cantor, compositor, violonista, percussionista e intérprete brasileiro dos géneros musicais coco e samba, em especial de partido-alto.

No princípio, dedicava-se principalmente ao coco até se transformar num dos principais expoentes do samba. Através do samba, cantou os problemas sociais das favelas e da população marginalizada, atuando entre a marginalidade e a indústria musical. 

Gravou o seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975, de um total de 28 álbuns lançados em toda a carreira que, somados, venderam mais de 3 milhões de cópias. Ganhou 11 discos de ouro, 3 de platina e 1 de platina duplo. Apesar de ter sido um dos artistas mais populares do Brasil, foi bastante ignorado pelo mainstream. 

Ouça agora o Malandro Não Vacila. 
E agora Sequestraram Minha Sogra.  

sábado, fevereiro 18, 2023

O Carnaval em Portugal

Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho lhe fala

sobre a história do Carnaval e como este é celebrado em Portugal.

terça-feira, março 01, 2022

A Jardineira (Marcha de Carnaval)

Oiça  A Jardineira, que é uma Marcha de Carnaval de 1938, na voz de Orlando Silva (1959).

Orlando Silva (1915- 1978) foi um cantor brasileiro da primeira metade do século XX.

O jardineira por que estas tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a Camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Foi a Camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

O jardineira por que estas tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Foi a Camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira

Vem meu amor

Não fique triste

Que este mundo é todo teu

Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu

O jardineira por que estas tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Foi a Camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Vem jardineira

Vem meu amor

Não fique triste

Que este mundo é todo teu

Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu

O jardineira por que estas tão triste

Mas o que foi que te aconteceu

Foi a camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Foi a Camélia que caiu do galho

Deu dois suspiros e depois morreu

Compositores: Benedicto Lacerda; Humberto Porto

segunda-feira, fevereiro 28, 2022

Taí (Pra Você Gostar de Mim)

Oiça mais uma Marchinha de Carnaval, Taí (ou Pra Você Gostar de Mim) de Joubert de Carvalho, na voz da inesquecível Carmen Miranda.

Esta marchinha tem muita história. Foi com ela que Carmen Miranda se lançou como cantora, tornando-se a principal cantora/vedeta brasileira da época e uma das maiores de todos os tempos. O disco foi um sucesso absoluto em 1930, batendo recordes de venda no Brasil.

Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim

Ô, meu bem, não faz assim comigo não

Você tem, você tem que me dar seu coração

Meu amor, não posso esquecer

Se dá alegria faz também sofrer

A minha vida foi sempre assim

Só chorando as mágoas que não têm fim


Essa história de gostar de alguém

Já é mania que as pessoas têm

Se me ajudasse Nosso Senhor

Eu não pensaria mais no amor