segunda-feira, outubro 23, 2017

domingo, outubro 22, 2017

Os Pauliteiros de Miranda

Dança dos Pauliteiros de Miranda - Mário Costa
Pauliteiros de Miranda é o nome que se dá a grupos de oito homens que bailam ritmos tradicionais da Terra de Miranda, no nordeste de Portugal, Trás-os-Montes. Estes homens, vestem saias, usam chapéu e utilizam paus como adereços. O nome pauliteiro deriva de paulito.
Os Pauliteiros praticam uma dança guerreira que é característica do planalto mirandês. Esta dança dos paus é representativa de momentos históricos locais e é acompanhada com os sons da gaita-de-foles, da caixa e do bombo. Embora seja uma dança de homens, recentemente, também é dançada por mulheres, que vestem saia bordada e camisa de linho, um colete de pardo, botas de cabedal, meias de lã e chapéu que pode estar enfeitado com flores e finalmente por dois paus (palos). Com os paus ou paulitos os dançadores fazem uma série de diferentes passos e movimentos coordenados.
Ao repertório musical da dança dos paus, dá-se o nome de lhaços. A dança é constituída pela música, pelo texto e pela coreografia.
Com os seus saiotes brancos, os seus lenços, os seus chapéus, a sua música e respetiva dança, os pauliteiros transportam uma tradição que procuram defender com unhas e dentes, pois, as letras, os passos e os trajes, ainda se mantêm fiéis à sua origem.

sábado, outubro 21, 2017

Nova Iorque: O Mundo Segundo os Brasileiros

O Mundo Segundo os Brasileiros é um programa de televisão focado em viagens, criado pela Eyeworks em parceria com a Rede Bandeirantes.
Baseado no original espanhol Españoles en el mundo, a série leva o telespectador a percorrer alguns dos principais roteiros turísticos do mundo, lugares bastante conhecidos ou pouco explorados, porém repletos de descobertas e contrastes.
O programa que hoje proponho que veja, é dedicado à cidade de Nova Iorque. As várias facetas desta bela cidade, com dicas, roteiros, histórias e revelações divertidas e emocionantes.

sexta-feira, outubro 20, 2017

Poema de Outono




Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda

quinta-feira, outubro 19, 2017

O Turista de Sofá

Se é daquele género de turistas que viaja pelo mundo inteiro sem sair da sua casa e, fica bem instalado no seu sofá agarrado ao computador ou ao iPhone, aqui lhe deixo uma dica. Conheça o mais completo miradouro que existe para o Turista de Sofá.
Para chegar a este excelente miradouro basta que clique aqui . Depois toque no nome de cada país e veja as maravilhas que cada um tem para lhe oferecer.
Gostou?
Então faça boas viagens e curta-as bastante sem ter de sair da comodidade da sua sala.

quarta-feira, outubro 18, 2017

Amor Marginal

Oiça o cantor brasileiro Johnny Hooker em Amor Marginal.
Minha flor, não me machuques
Minha dor, não me abuses assim
Não tire mágoas
Tire mágoas de mim
Meu amor, não me invadas
Com o teu olhar
Não me deixes aqui a gritar
No meio do caminho, sozinho

Meu amor, não mais deixes escapar
Nenhum desejo no teu olhar
De pecados proibidos, esquecidos

Respirando mágoas de uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor, desse amor marginal
Eu vou

Minha flor, não me machuques
Minha dor, não me abuses assim
Não tire mágoas
Tire mágoas de mim
Meu amor, não me invadas
Com o teu olhar
Não me deixes aqui a gritar
No meio do caminho, sozinho

Meu amor, não mais deixes escapar
Nenhum desejo no teu olhar
De pecados proibidos, esquecidos

Respirando mágoas de uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor, desse amor marginal
Eu vou

Pra calar, o sexo mais banal
Pra virar poesia
Desse amor marginal
Eu vou

Minha flor,
Não mais deixes o azul dos dias nos calar
Pois nesse mundo algo há
De valer a pena, pequena

Meu amor, me faça acreditar
Que tudo é possível,
Pois eu temo que não amanheça
Se você se for

Respirando mágoas de uma outra dor
Do nosso caso imoral
Desse amor, desse amor marginal
Eu vou

Pra calar o sexo mais banal
Pra virar poesia
Desse amor marginal
Eu vou

terça-feira, outubro 17, 2017

O que são os ODS?


O que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU?
Em 2015, 193 países membros das Nações Unidas adotaram uma nova agenda para o  desenvolvimento sustentável e um acordo global sobre as mudanças climáticas.
Os Objetivos Globais são 17 e com eles pretende-se transformar o nosso mundo, pois, tem-se uma oportunidade sem precedentes de nos unirmos para melhorar a vida das pessoas em todos os lugares.
Os ODS devem ser implementados por todos os países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030.
E agora veja quais são os 17 ODS.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Florista

As Floristas - Luísa Esteves
Deixai passar pela margem da tarde
a velha florista
que levanta nos braços o fim das flores:
- imenso chapéu de ramos amontoados.

Vede os tristes cravos desfeitos,
e o lábio oscilante da ultima pétala de rosa.
Os lírios quase líquidos,
moles e túmidos,
prolongam densas lágrimas.

Deixai passar com o fim das flores,
com o fim da vida,
a velha florista,
de saia verde, de xale roxo, de meias grossas,
toda coberta de flores murchas,
de espesso pólen, de mortos espinhos
- canteiro deslizante,
a velha florista,
a escorregar para o ocaso,
lenta e sozinha,
sob os alamos amarelos,
ao longo de muros tão antigos,
como depois de uma grande festa,
de um culto de outrora.
Cecília Meireles

domingo, outubro 15, 2017

Visita Guiada: Palace Hotel do Buçaco

O Visita Guiada é um programa de televisão e de rádio sobre peças da história da arte e da cultura portuguesas, soberbamente conduzido pela jornalista Paula Moura Pinheiro.
Assista hoje ao Visita Guiada dedicado ao Palace Hotel do Buçaco (Portugal).
O Palace Hotel do Buçaco é uma das jóias neomanuelinas das várias que existem no nosso país.

sábado, outubro 14, 2017

Renúncia

Fui nova, mas fui triste; só eu sei
como passou por mim a mocidade!
Cantar era o dever da minha idade…
Devia ter cantado, e não cantei!

Fui bela. Fui amada. E desprezei…
Não quiz beber o filtro da ansiedade.
Amar era o destino, a claridade…
Devia ter amado, e não amei!

Ai de mim! Nem saudades, nem desejos;
nem cinzas mortas, nem calor de beijos…
— Eu nada soube, nada quis prender!

E o que me resta? Uma amargura infinda:
ver que é, para morrer, tão cedo ainda,
e que é tão tarde já para viver!
Virgínia Vitorino

sexta-feira, outubro 13, 2017

Ouro Preto

A Cidade Histórica de Ouro Preto, conhecida pela sua arquitetura colonial, situa-se em Minas Gerais, no Brasil, tendo sido o primeiro sítio brasileiro considerado Património Mundial da UNESCO, título que recebeu em 1980.
Ouro Preto localiza-se numa das principais áreas do ciclo do ouro. Oficialmente, foram enviadas para Portugal 800 toneladas de ouro no século XVIII, isso sem contar com o que circulou de maneira ilegal, ou com o que permaneceu naquela colónia, como por exemplo, o ouro empregado na ornamentação das igrejas.
Ouro Preto chegou a ser a cidade mais populosa da América Latina, contando com cerca de 40 mil pessoas em 1730 e, hoje tem cerca de 80 mil. Naquela época, a população de Nova York era de menos da metade desse número de habitantes e a população de São Paulo não ultrapassava os 8 mil.
O município foi fundado em 1711, tendo resultado da fusão de diversos arraiais, fundados por bandeirantes.
No município, há treze distritos: Amarantina, António Pereira, Cachoeira do Campo, Engenheiro Correia, Glaura, Lavras Novas, Miguel Burnier, Santa Rita de Ouro Preto, Santo António do Leite, Santo António do Salto, São Bartolomeu e Rodrigo Silva, além de Ouro Preto.

Se não conhece esta bela cidade brasileira, não deixe de ver o vídeo abaixo. Vale bem a pena!

quinta-feira, outubro 12, 2017

Alma Sebosa

Oiça o jovem cantor brasileiro Johnny Hooker em Alma Sebosa.
John Donovan, mais conhecido como Johnny Hooker (1987), é um cantor, compositor, ator e roteirista brasileiro.
Hooker foi vencedor do Prémio da Música Brasileira como Melhor Cantor na categoria de Canção Popular.
As suas músicas são conhecidas por darem a vida a bandas sonoras de séries, filmes e novelas brasileiras, como "Volta" (do filme Tatuagem), "Amor Marginal" (da novela Babilónia) e "Alma Sebosa" (da novela Geração Brasil, onde Johnny interpretou o personagem Thales Salgado).

terça-feira, outubro 10, 2017

A mulher lisboeta

 Proponho-lhe que leia mais uma crónica de Ruth Manus, publicada no Observador:

"A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses.

Quando vim morar em Lisboa, há dois anos, eu já namorava um lisboeta, mas percebi que não conhecia nenhuma mulher lisboeta de perto. Dias antes de me mudar, tentava formar um perfil na minha cabeça, misturava a imagem das mulheres que tinha visto caminhar na Avenida da Liberdade quando vim passar férias, com a fama da mulher portuguesa, de ser rígida e trabalhadora. Não conseguia visualizar bem quem seriam essas mulheres e perguntava-me se saberia me relacionar com elas, bem como se seríamos amigas ao invés de sermos adversárias.

O tempo começou a me dar respostas. A mulher lisboeta não cabe num padrão óbvio, muito menos nos velhos clichês sobre a mulher portuguesa- bruta demais, dura demais. Muitas vezes a mulher lisboeta lembra a mulher paulistana, que também não se encaixa no velho clichê sobre a mulher brasileira- sensual demais, vazia demais. Essa semelhança foi uma boa surpresa. São mulheres urbanas, sólidas e donas de si mesmas.

A mulher lisboeta dirige a própria vida. É uma mulher que estuda, trabalha e faz planos sem esperar que ninguém os faça por ela. Ela pode ter mais ou menos apoio, mas nada- nem muito suporte, nem pouco suporte- faz com que ela tenha menos coragem de seguir em frente.

A mulher lisboeta se veste bem. Ninguém sabe usar botas melhor do que elas. Ninguém sabe usar tons de castanho melhor do que elas. Sigo observando-as nas ruas, tentando aprender como um casaco cinzento e uma calça preta pode ganhar tanta graça quando bem escolhidos. Não precisam de muita maquiagem, não precisam de peças caríssimas, não precisam de salto fino. Não precisam de muito porque elas simplesmente sabem o que fazer.

A mulher lisboeta caminha com passos de certeza. Não acelera demais, como fazem as parisienses, não esbarra nos outros, como fazem as madrileñas, não pisa fundo demais, como fazem as berlinenses. Ela caminha, às vezes apressada no Saldanha, às vezes calma no Chiado, mas sempre com o ar de quem sabe aonde está indo. Você pode não saber, mas ela sempre sabe aonde vai.

A mulher lisboeta não pede licença para ocupar o espaço ao qual tem direito, seja na família, no trabalho, na universidade ou nas ruas. Ela tem consciência de que o mundo é machista e decide diariamente não se intimidar com isso. Ela segue em frente e vai derrubando as barreiras com sua capacidade e sua postura que, sim, às vezes é agressiva porque precisa ser. Num mundo que ainda é dos homens, ser doce nem sempre funciona.

A mulher lisboeta sabe esbravejar quando é necessário. Talvez seja isso o que mais falta nas brasileiras. Mas a mulher lisboeta também sabe sorrir. Sorri de forma tímida, não sei bem o porquê, mas sorri. A mulher lisboeta é divertida e sólida ao mesmo tempo. É forte, tem charme e sempre segue em frente.

A mulher lisboeta é grande, mesmo quando é pequena. Não vive de mesquinharias, não compra os rótulos burros que tentam lhes vender, inclusive sobre nós brasileiras. Isso ficou no passado. A mulher lisboeta não se sente ameaçada porque sabe quem é. Ela sorri seu sorriso riso curto e estende a mão de forma discreta. Mas sorri e estende a mão, é o que importa.

Não sei se as mulheres do Porto são como as de Lisboa. Nem se as de Coimbra, de Braga, de Évora, de Faro, de Funchal, de Viseu e de Santarém o são. Espero que sim, cada uma com suas nuances e sua identidade. Mas todas mulheres fortes, movendo o mundo. É bom poder contar com vocês".
Ruth Manus - Observador (04/02/17)

segunda-feira, outubro 09, 2017

As Saloias

Saloias - Silva Porto

Quem me dera em Lisboa
Á porta de uma taberna,
P´ra ver passar a saloia
Com saia a meia perna.


Sou saloia, trago botas,
E também trago mantéu,
Também trago carapuça
Debaixo do meu chapéu.


Sou saloia, trago botas,
Também trago o meu mantéu:
Também tiro a carapuça
A quem me tira o chapéu


Sou saloia, vendo queijos,
Também vendo requeijão,
Também falo ao meu amor,
Quando tenho ocasião.


Ó saloia, dá-me um beijo,
Que eu te darei um vintém,
Os beijos de uma saloia
São caros, mas sabem bem.
Luís Chaves - Lisboa nas auras do povo e da história - Ensaios Etnográficos, CML,1961

domingo, outubro 08, 2017

Aldeia da Roupa Branca

 A Aldeia da Roupa Branca foi o filme de Chianca de Garcia (de 1938) que projetou a atriz e  cantora portuguesa Beatriz Costa para o estrelato.
Chianca de Garcia contou com as participações de José Gomes Ferreira e de Ramada Curto no argumento, a de Aquilino Mendes na fotografia e Miguel Vieira de Sousa na montagem,

O filme retrata a típica Região Saloia (nos arredores de Lisboa) e os seus habitantes - os saloios, cuja actividade principal consistia ou no cultivo da hortaliça ou no lavar da roupa dos lisboetas, os "Alfacinhas".


Este filme é um exemplo do cinema português na sua era dourada, que se estendeu dos anos trinta aos anos cinquenta, sobretudo ao nível da comédia de costumes, em que se integra esta divertida história de duas famílias saloias.

A vida, o quotidiano, os costumes pitorescos, as zangas, as rivalidades e as paixões da pequena comunidade saloia da periferia de Lisboa, que se encarregava da lavagem da roupa no rio, são o pano de fundo deste filme.


Sinopse:
Duas famílias, a do tio Jacinto e a sua afilhada Gracinda, e da viúva Quitéria e o seu filho Luís, mantêm entre si uma viva e feroz concorrência no negócio da roupa branca, que os leva a alguns extremos. Tudo se irá, porém, resolver da melhor forma com o aparecimento de uma camioneta comprada em Lisboa, o que vai inaugurar uma nova era no trabalho da lavagem de roupa dos "alfachinhas"
Se não conhece o filme veja em baixo a Aldeia da Roupa Branca, passado na RTP MEMÓRIA.

sábado, outubro 07, 2017

A Região Saloia

Aldeia da Mata Pequena (Mafra)
 A Região Saloia era uma área vasta, situada na Estremadura, com características semelhantes do ponto de vista do ponto de vista dos usos e dos costumes e das afirmações etnográficas.

Estendia-se a norte e ao longo da faixa litoral a oeste de Lisboa. Ia desde Mafra e Loures, passando pelos concelhos de Sintra e Oeiras e chegando mesmo às Portas de Benfica - onde em tempos recuados se procedia à pesagem dos produtos que entravam na capital.

Á medida que a cidade e a população de Lisboa foram crescendo, verificou-se a suburbanização: As propriedades agrícolas dos arredores foram sendo vendidas e as velhas hortas deram lugar a grandes urbanizações que alteraram a paisagem e os costumes, desta vasta região.

As frutas e os produtos hortícolas que abasteciam os mercados de Lisboa eram produzidos nestas zonas agrícolas que envolviam a capital, e que constituíam a conhecida Região Saloia.

As mulheres dos agricultores ganhavam mais algum dinheiro como lavadeiras das famílias abastadas de Lisboa. Desses tempos, quando muitas aldeias dos arredores de capital se enchiam de peças de roupa a secar ao sol, ficou o termo Aldeia da Roupa Branca que se tornou título de um filme de Chianca de Garcia dos anos 30 do século XX.


Na Região Saloia destacavam-se: a beleza da paisagem, as feiras, o património construído (casas, moinhos, etc), os usos e costumes saloios e os tipos populares como a vendedora de queijos o carroceiro e a lavadeira.

Especial destaque para figura da Lavadeira, que, pelo facto de se deslocar á capital com frequência, viria tornar-se a mais emblemática figura da região saloia.


Assista agora à apresentação do Rancho Folclórico das Lavadeiras da Ribeira da Lage no Fandango Saloio.
Não perca. Vale bem a pena.

sexta-feira, outubro 06, 2017

No One Forgets a Good Teacher





Proponho-lhe que veja o documentário,"No One Forgets a Good Teacher".
Este filme narra a história do Sr. Shi, um professor da pequena aldeia de  Baiyan no condado de Baojing, Província de Hunan , no interior da China.

De Amor nada Mais Resta que um Outubro

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia -  "Poesia Completa"

quinta-feira, outubro 05, 2017

Ninguém Esquece Um Bom Professor

Celebra-se hoje O Dia Mundial do Professor. A data foi criada pela UNESCO em 1994 com o objetivo de chamar atenção para o papel fundamental que os professores têm na sociedade e na instrução da população.
O Dia Mundial do Professor homenageia todos os que contribuem para o ensino e para a educação da sociedade. Este dia promove todos aqueles que escolheram o ensino como forma de vida e que dedicam o seu dia-a-dia a ensinar, crianças, jovens e adultos.
O que se pretende com esta celebração é mostrar a dignidade e a importância do professor na sociedade, como construtor de pessoas.
Aprecie agora os vídeos abaixo cuja mensagem central é: "Ninguém Esquece Um Bom Professor"
TTA 'No one forgets a good teacher' from The VFXCo - Motion Control on Vimeo.
Veja agora um vídeo onde John Cleese, Bob Hoskins, Joanna Lumley, Stephen Hawking e Tony Blair entre outras celebridades dizem o nome de professores que lhes marcaram a vida e sem os quais dificilmente teriam sucesso nas suas profissões (Filme realizado por Mike Stephenson e Paul Weiland para a Film Company).

A Portuguesa

Em Portugal, quando se implantou a República mudaram-se os símbolos do país: a bandeira e o hino.
Quanto à bandeira a mudança gerou grandes discussões. Já no que se refere ao Hino Nacional o consenso foi enorme e toda a gente aprovou A Portuguesa que já existia desde 1890 e era cantada com grande entusiasmo pelos portugueses, porque fazia uma homenagem ao povo português e à História de Portugal.
A Portuguesa era uma canção de protesto composta na sequência do ultimato inglês e adotada pelos republicanos, vindo a transformar-se no hino em 1911. Se quiser saber mais sobre este assunto clique aqui e aqui.
A versão original da letra é a que se segue,  a versão de 1957 pode vê-la aqui e a versão oficial pode vê-la clicando aqui.
I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria ergue-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!
Data: 1890 (versão original); Letra: Henrique Lopes de Mendonça e Música: Alfredo Keil.
Aprecie agora o desempenho do Hino Nacional de Portugal - "A Portuguesa" - para orquestra, com soprano e coro, por ocasião das Comemorações do Centenário da República Portuguesa - 2010. Intérpretes: Orquestra Sinfónica Portuguesa, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e Elisabete Matos como soprano, sob a direcção musical de João Paulo Santos.

quarta-feira, outubro 04, 2017

Isfahan

Isfahan ou Isfaã é uma cidade do Irão, que se localiza no centro daquele país, a 340 km ao sul de Teerão.

Isfahan é a terceira maior cidade do país, e capital da província com o mesmo nome.



A cidade conta com uma população de 1 583 609 habitantes (dados de 2006), e a sua região metropolitana tem 3 430 035 habitantes, também de acordo com o censo de 2006.


É uma cidade antiquíssima, que foi conhecida na Antiguidade por Aspadana, tendo sido à época uma das maiores cidades do mundo.
A Praça de Naqsh-e Jahan, um enorme espaço público rodeado de edifícios construídos no início do século XVII, foi inscrita em 1979 na lista do Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

terça-feira, outubro 03, 2017

A Vida, Sem Petróleo

O petróleo é absolutamente fundamental para o funcionamento do mundo moderno.
É usado nos meios de transporte e no fabrico de uma infinidade de produtos.
No entanto, já pensou o que acontecerá a este mundo, que depende tanto do petróleo, se subitamente ficasse sem ele?


Quer saber como será a nossa vida sem o petróleo?
Se quiser mesmo saber não perca os vídeos abaixo.
Vale mesmo a pena vê-los! Não perca.
Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo!

segunda-feira, outubro 02, 2017

A Astrapia Paradisaeidae

A Astrapia Paradisaeidae é uma ave que foi recentemente descoberta entre as espécies de aves-do-paraíso. 
Foi vista pela primeira vez em 1938 pelo naturalista e explorador Fred Shaw Mayer. Embora os machos possam medir mais de 32 centímetros, as suas caudas podem medir até três vezes mais que o tamanho do corpo.
Estas aves têm a maior cauda do reino animal, quando comparada com o tamanho do corpo da espécie! As fêmeas são castanhas, com a cabeça de outra cor.
Esta espécie habita a região central da Papua-Nova Guiné.

domingo, outubro 01, 2017

A Noite em S. Petersburgo

São Petersburgo é considerada uma das mais belas cidades do mundo e é conhecida como: a "Veneza do Norte"devido aos seus canais e a cidade das famosas Noites Brancas devido aos dias longos na época do verão.
São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia e está localizada ao longo do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, no Mar Báltico.
Em 1914, o nome da cidade foi mudado para Petrogrado e, em 1924, para Leninegrado.
Em 1991, após o colapso da União Soviética, a cidade voltou a ter o seu nome original, sendo frequentemente chamada apenas de Petersburgo e informalmente conhecida como Peter.
São Petersburgo foi fundada pelo czar Pedro o Grande em 27 de maio de 1703.
Entre 1713-1728 e 1732-1918, São Petersburgo foi a capital do Império Russo. Em 1918, as instituições da administração central mudaram-se de São Petersburgo (Petrogrado) para Moscovo.
A cidade que conta com cerca de 5 milhões de habitantes (2012) é hoje um grande centro cultural europeu e também um importante porto russo no Báltico.
É frequentemente descrita como a metrópole mais ocidentalizada da Rússia, bem como a capital cultural do país. É a cidade mais setentrional do mundo com população acima de 1 milhão de habitantes.
O seu centro histórico e respetivos monumentos fazem parte da lista de locais que são Património Mundial da Humanidade (UNESCO).
O Hermitage, que é considerado um dos maiores museus de arte do mundo, localiza-se nesta cidade, bem como um grande número de consulados estrangeiros, corporações internacionais, bancos e outras empresas.
Aprecie em baixo, uma apresentação com 43 fotos assombrosas da noite em São Petersburgo, tiradas pelo excelente fotógrafo russo Sergey Louks.

sábado, setembro 30, 2017

Era Uma Vez

Oiça a jovem cantora brasileira Kell Smith em Era Uma Vez (videoclipe oficial).

Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens
Serem feitas de algodão
Dava pra ser herói no mesmo dia
Em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão
Dava pra ver, a ingenuidade a inocência
Cantando no tom
Milhões de mundos e os universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Dá pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mau
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real
E entender que ela mora no caminho e não no final
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido
É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

Era uma vez

sexta-feira, setembro 29, 2017

A triste geração que virou escrava

Aprecie o belo texto da escritora, blogueira e advogada brasileira, Ruth Manus.

"E a juventude vai escoando entre os dedos.Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa. Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguer, a escola e as viagens em família para pousadas no interior. Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim. Frequentou as melhores escolas. Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo selectivo dos melhores estágios. Foram efectivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam durante a vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que era necessário e o que era vício.

O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.

Mas, sabe como é? Prioridades. Acabavam sempre ficando, ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.

Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer destacar-se na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito. Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa. Aos 30 eles não foram ao aniversário de um velho amigo porque ficaram até às 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a perguntar-se se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.


Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.

Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude se estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta."
Ruth Manus  - Estadão