sábado, dezembro 10, 2011

O gato que perdeu a lua

Era uma vez, o gato que perdeu a lua...

"O gato que perdeu a lua" é um pequeno filme de animação que nos conta a história do gato Pitorra. O Pitorra durante o seu passeio perde de vista a Lua, no entanto, descobre que quando se perde algo, também podemos encontrar novas oportunidades que nos trazem felicidade.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Meu amor marinheiro

Carminho (Lisboa,1984), é uma jovem fadista portuguesa, filha da também cantora Teresa Siqueira.
Cantou com o grupo Tertúlia de Fado Tradicional com quem gravou quatro canções ("Toca Pr'á Unha", "O Vento Agitou O Trigo", "Fado Pombalinho" e "O Fado da Mouraria") do cd "Saudades do Fado", editado em 2003. Em 2005 recebeu o prémio Amália, na categoria de Revelação Feminina. Carminho participou, também, no filme "Fados" de Carlos Saura de 2007. O disco com a banda sonora do filme inclui a faixa "Casa de Fados" com a participação de Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela, Carminho, Ricardo Ribeiro e Pedro Moutinho.
Em 2008, participou num concerto de Tiago Bettencourt, e, interpretou "Gritava contra o silêncio", excerto de um conto de Sophia de Mello Breyner Andersen, no primeiro disco de inéditos de João Gil. O disco de estreia de Carminho, "Fado", foi editado em 2009. Recentemente, Carminho, tornou-se a primeira portuguesa a liderar o top de vendas espanhol. O tema Perdonáme (do disco "Acústico"), de Pablo Alborán foi cantado em dueto com a fadista e está a ser um sucesso no país vizinho. Se os quiser ouvir neste dueto, basta clicar aqui.
Ouça, agora a Carminho no fado, "Meu amor marinheiro".

quinta-feira, dezembro 08, 2011

A Guerra Civil Espanhola

A Guerra Civil em Espanha (1936 -39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial. Nela estiveram presentes todos os elementos militares e ideológicos que marcaram o século XX.
De um lado posicionaram-se as forças nacionalistas e fascistas, aliadas das classes e instituições tradicionais da Espanha daquela época (exército, igreja e o latifúndio) e do outro a Frente Popular que constituía o Governo Republicano, representando os sindicatos, os partidos de esquerda e os partidários da democracia.A direita espanhola entendia que tinha que travar uma cruzada para livrar o país da influência comunista e da franco-maçonaria e restabelecer os valores da Espanha tradicional, autoritária e católica. Para isso, era preciso esmagar a república, que tinha sido proclamada em 1931, com a queda da monarquia.
A(s) esquerda(s) entendia
(m) que era preciso travar o avanço do fascismo que já tinha conquistado a Itália (em 1922), a Alemanha (em 1933) e a Áustria (em 1934). Assim, socialistas, comunistas (estalinistas e troskistas), anarquistas e democratas liberais deveriam unir-se para inverter a tendência mundial favorável aos regimes direitistas.
Foi, justamente, este amplo combate ideológico que fez com que a Guerra Civil deixasse de ser um acontecimento puramente espanhol para se tornar num campo de batalha entre forças que disputavam a hegemonia do mundo. Na Guerra Civil espanhola estiveram envolvidas, então, a Alemanha nazi e a Itália fascista, que apoiavam o golpe do General Franco e, a União Soviética, que se solidarizou com o governo Republicano.
Hoje proponho-lhe que assista a uma apresentação (muito bem feita) sobre a guerra civil espanhola. São imagens com história feitas por três fotógrafos. Elas contam a história desta guerra e incluem as da participação do batalhão canadiano - americano e de E. Hemingway que combateram ao lado dos republicanos.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

A rua onde moro

Moro na rua Avelino Dias
aqui nos Coqueiros.

Daqui avisto o mar
e vejo partir os navios
(com eles vai o meu olhar!)

Avisto também a ilha do Cabo
e aquelas três palmeiras unidas
nos bairros dos pescadores…

Oiço o apito dos vapores que partem e chegam
e os sinos da velha Sé, badalando,
badalando horas,
horas compassadas e iguais.

E assisto à vida da cidade e do cais
Logo que o dia começa.

São os pretos serviçais e os calcinhas
os brancos apressados e queimados
as pretas quitandeiras de lenços garridos,
os rapazes dos jornais de passos largo.

Uma cidade que desperta!

Moro na rua Avelino Dias
aqui nos Coqueiros.

Daqui avisto o mar
e a Fortaleza.

Vejo os dongos de Vieira da Cruz
a flutuar na baía,
e uma preta velha, de panos,
vendendo jinguba, rama e caju.

Daqui da minha rua
(da rua onde moro)
namoro a cidade inteira
e adoro a Lua,
uma Lua enorme, redonda,
que ilumina a minha rua!

Moro aqui na Avelino Dias
nos Coqueiros,
aqui fico à vossa disposição!

Préstimos de poeta têm sempre devoção.
Mário Mota – Angola, Eu Quero Falar Contigo (1962).

terça-feira, dezembro 06, 2011

Porta Aberta

Camané é um jovem fadista português nascido em 1967. É o irmão mais velho dos também fadistas Hélder Moutinho e Pedro Moutinho.
Camané começou por ganhar a Grande Noite do Fado, numa época em que não havia competição em separado para os mais novos, o que lhe possibilitou a gravação de um álbum produzido por António Chainho.
Depois de uma interrupção de alguns anos regressou às lides do fado, actuando em diversas casas de fado. Participou também nas produções de musicais (de Filipe La Féria) como a "Grande Noite"; a "Maldita Cocaína" e "Cabaret".
A partir de 1995, em que grava o disco "Uma Noite de Fados" com a colaboração de José Mário Branco, nunca mais parou de gravar. Assim,"Na Linha da Vida" saiu em 1998,
"Esta Coisa da Alma" em 2000, "Pelo Dia Dentro" é lançado em 2001, "Como sempre… Como dantes" (um disco gravado ao vivo); Humanos e Humanos ao Vivo Coliseus de Lisboa e Porto), em 2004; em 2006 é lançado o DVD "Ao vivo no São Luíz ;"Sempre de Mim", é editado em 2008; em 2010 lança o álbum "Do Amor e dos Dias". Este álbum inclui um Poema de Alexandre O'Neil, O amor é o amor. O fado de principal deste álbum é "A guerra das Rosas" inspirado pelo filme com o mesmo nome.
Camané tem revelado toda a sua a sua versatilidade interpretativa nos grandes concertos realizados quer nos Coliseus quer no S. Luís. Daí que seja hoje considerado como uma das melhores vozes masculinas dos fadistas da sua geração.
Ouça-o, agora, no belíssimo fado, Porta Aberta.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Espaço Minúsculo

Este é um apartamento incrível, num espaço minúsculo...
Veja como o bom gosto, a criatividade e o pragmatismo andam de braço dado. Veja também como o design e a arquitectura se aliaram e conseguiram transformar este espaço num local agradável para se viver. Ainda por cima, com todas as comodidades porque o espaço foi aproveitado até ao último milímetro.
A idéia de organizar tudo, em tão pouco espaço, surgiu quando Christian Schallert comprou um apartamento de exactos 24 m², isso mesmo, 24. Dentro deste cubículo ele conseguiu colocar uma cozinha, uma sala de estar, uma sala de jantar, uma cama de casal, uma casa de banho e uma mesa. Ainda por cima o apartamento tem uma varanda com vista sobre a cidade.
Quando começar a assistir ao vídeo , vai perguntar-se onde é que ele colocou tudo isso? Nas paredes, pois claro!
A inspiração foi Christian buscá-la aos barcos pequenos, que têm todas as suas divisões em paredes com portas que se abrem e vão revelando outras partes.
Mas, se quiser ver outra proposta do mesmo tipo, basta clicar aqui.

domingo, dezembro 04, 2011

O "Desenrascanço" Português

"Desenrascanço", é a palavra e a qualidade que os ingleses e americanos queriam ter.
Um site norte-americano fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. A palavra portuguesa "desenrascanço" é a que lidera.
"Bakku-shan" é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a uma rapariga bonita, vista de costas. "Nunchi" é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para definir alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente. "Tingo" é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada.
A lista das "10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter" é liderada pela palavra portuguesa "desenrascanço". Esta é a expressão que, segundo os autores do site no
rte-americano, mais falta faz ao vocabulário Inglês.

Afinal o que é o "desenrascanço", segundo os norte-americanos?

Depois de duas páginas com explicações acerca das nove palavras estrangeiras mais fixes, chega-se ao número 1. A falta da cedilha não importa para se perceber que estamos a falar do "desenrascanço", tão típico da nossa cultura.
"Desenrascanço: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios", explica o site dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão MacGyver.
"O que é interessante sobre o desenrascanço - a palavra portuguesa para estas soluções de último
minuto - é o que ela revela sobre essa cultura". "Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros "sempre preparados", os portugueses fazem exactamente o contrário", prosseguem os autores.
"Conseguir uma improvisação de
última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos".
"E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas" à custa do desenrascanço, sublinham os autores, terminando o texto: "Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanco", termina o artigo.
Já agora, que o "desenrascanço" nos valha nesta época de crise..
.

sábado, dezembro 03, 2011

Velhinho Fado Menor

João Braga (Lisboa, 1945) é um fadista português que se estreou aos nove anos, como solista do coro do Colégio de São João de Brito. É na vila de Cascais, contudo, que começa a cantar em casas de fado amador.
O ano de 1967 marcou o seu lançadamento como intérprete profissional, com o primeiro disco: "É Tão Bom Cantar o Fado".
Com Luís Villas-Boas (seu produtor), organizou o I Festival Internacional de Jazz de Cascais, realizado em 1971.
De 1978 a 1982, integrou o elenco do restaurante de fados Pátio das Cantigas, em Lisboa. Lançou nesta fase , sete álbuns — Canção Futura (1977), Miserere (1978), Arraial (1980), Na Paz do Teu Amor (1982), Do João Braga Para a Amália (neste álbum de 1984, surge pela primeira vez como autor de melodias, musicando os poemas de Fernando Pessoa, "O Menino da Sua Mãe" e "Prece", o fado "Ai, Amália", de Luísa Salazar de Sousa, e o poema "Ciganos", de Pedro Homem de Mello), Portugal/Mensagem, de Pessoa (1985) e O Pão e a Alma (1987).
Depois do encerramento do Pátio das Cantigas, centrou a sua actividade nos concertos e na composição musical, tendo, a partir da década de 1990, contribuído para a renovação do panorama fadista através de convites a jovens intérpretes para integrarem os seus concertos, casos de Maria Ana Bobone, Mafalda Arnauth, Ana Sofia Varela, Mariza, Cristina Branco, Katia Guerreiro, Nuno Guerreiro, Joana Amendoeira, Ana Moura, Diamantina, entre outros.
Em 1990 o seu primeiro CD, Terra de Fados, que foi um êxito, incluiu poemas inéditos de Manuel Alegre, que pela primeira vez escreveu expressamente para um cantor. Seguiram-se Cantigas de Mar e Mágoa (1991), Em Nome do Fado (1994), Fado Fado (1997), Dez Anos Depois (2001), Fados Capitais (2002), Cem Anos de Fado - vol. 1 (1999) e vol. 2 (2001), e Cantar ao Fado (2000), onde reúne poemas de Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, Miguel Torga, David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, etc.
Em 2006 publicou o livro Ai Este Meu Coração. Neste mesmo ano, foi distinguido, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Além do fado, interpreta um repertório diversificado, que vai da música francesa, à brasileira, passando também pela anglo-saxónica.
É um intérprete com um estilo muito próprio, caracterizado por um timbre único, pela primazia do texto e por uma abordagem melódica imaginativa, sempre actualizada e de constante improviso.
Ouça, agora, João Braga no "Velhinho Fado Menor".

sexta-feira, dezembro 02, 2011

O Perfumista

O Perfumista, de Joaquim Mestre, é um livro que se recorda como o perfume de quem se amou. Uma viagem perturbante ao Alentejo do início do século XX.
Um homem apaixona-se por uma mulher. Não pelos seus olhos, não pelos seus cabelos, mas pelo seu cheiro. É o perfumista de Almorim.
Quando na Europa deflagra a Iª Guerra Mundial, o homem integra o Corpo Expedicionário Português que vai combater na Flandres. Algum tempo depois chega a notícia de que morreu na Batalha de La Lys.
No entanto, um dia o barco da carreira que sobe o Guadiana traz um homem que diz ser o perfumista. A febre pneumónica tinha feito muitas vítimas: a mulher, os amigos, muitas pessoas da vila haviam morrido. Não fala com ninguém, fecha-se em casa a criar perfumes, cujos aromas enlouquecem as mulheres e os homens, alterando a vida de Almorim.
Entre odores de mirra e de jasmim, de açafrão e de rosmaninho, entre profetas e malteses, visionários e contadores de histórias, O perfumista é um romance que nos traz imediatamente à memória os ambientes oníricos e as personagens de assombro que encontramos em escritores como Gabriel Garcia Márquez ou José Luís Peixoto.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

"Portugal a Pé" - haverá melhor forma de aprender um país?

Mais de mil quilómetros percorridos, centenas de conversas, milhares de fotografias ... Um país contado em livro, por quem o quis ver e sentir de perto, devagar, a pé!



«Se toda a gente anda a viajar e a escrever sobre todos os cantos do mundo, pensei então, porque não revisitar o interior do meu país a pé e escrever sobre o que vou encontrando pelo caminho?» Esta pergunta do jornalista Nuno Ferreira mereceu a resposta que agora é apresentada em livro: o Portugal a Pé - 500 páginas (cem dedicadas exclusivamente a fotografias)




Em Fevereiro de 2008, o jornalista munido de mapa, mochila e vontade de redescobrir o país partiu de Sagres. Depois, ao longo de dois anos, com alguns percalços e interrupções pelo meio, Nuno Ferreira caminhou o país todo. Uma viagem essencialmente pelo interior do país, esquecido, «muitas vezes entregue a si próprio, a lutar desesperadamente contra a desertificação», diz, acrescentando, trata-se de «um país de sobreviventes que não estão dependentes do próximo discurso à nação do político»

O Portugal a Pé é passagem por terras e rostos, é descoberta de vidas, é narração de histórias de sobrevivência, é pincelada humana num território cada vez mais desertificado e envelhecido

Mas, nos tempos que correm, é também alerta e acusação a quantos, em nome de um ilusório «progresso» (que deu no que deu), não hesitaram em comerciar o país rural, a agricultura, as formas de subsistência e de sociabilidade locais, por um punhado de euros que se esfumaram… como costuma acontecer ao ouro e às especiaria na História de Portugal.

Sobre o livro diz Rui Dias José, um outro jornalista, responsável pela sua edição:
Estou certo que muitos, como eu, irão querer de uma penada percorrer aquelas páginas, encurtando distâncias para realidades que quase ignoramos, apesar de sabermos tudo acerca do que se passa no outro lado do mar, de discutirmos modismos e "saisons" de qualquer capital europeia ou de nos convencermos que o mundo e a vida cabem num ecrã e numas teclas de computador à mesa de uma qualquer rede social.

O Portugal a Pé já anda pelas livrarias. Para que o percorram e saboreiem.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Mondego

Deixo-o (a) com um documentário fabuloso sobre o rio Mondego (rio de barqueiros, calafetes, carreiros, estanqueiros, mas também de lentes, estudantes e poetas). O autor, Daniel Pinheiro, apresenta, assim, o contexto em que realizou este filme:
"Chamo-me Daniel Pinheiro. Terminei recentemente um mestrado em Wildlife Documentary Production na Universidade de Salford, UK, onde tive aulas com Sir David Attenborough, Paul Reddish, Neil Lucas e outros nomes da BBC Natural History Unit, Bristol. O documentário de vida selvagem "Mondego" é o meu projecto final do mestrado. O filme foi classificado com uma distinção e o próximo passo é concorrer a festivais desta especialidade na Europa. Estou na fase de publicitar o filme e achei que faria sentido fazê-lo para a QUERCUS, como documento científico sobre a fauna do Mondego e não só, visto que abranje algumas espécies com uma cobertura nacional mais ampla. Destacaria as mais ameaçadas como o tritão ibérico e a salamandra lusitânica".
Embora esteja em inglês, vale a pena ver o "Mondego". Recoste-se e aprecie, porque vai gostar de certeza.

"Mondego" by Daniel Pinheiro from Daniel Pinheiro on Vimeo.

terça-feira, novembro 29, 2011

Cabelo branco é saudade

Alfredo Marceneiro (n. Lisboa, 1891 - m. Lisboa, 1982) ficou conhecido com este nome devido à sua profissão, foi um fadista português que marcou uma época. Era detentor de uma voz inconfundível tornando-se um marco deste género de canção em Portugal.
Desde pequeno que sentia grande atracção pela arte de representar e pela música. Com os amigos começou a dar os primeiros passos como fadista em locais populares, começando a ser muito solicitado pela facilidade com que cantava e improvisava a letra das canções.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício, já que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão. É, assim, que vai dividir o seu tempo entre as canções e o trabalho e se transforma num fadista de renome.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a "Casa da Mariquinhas", de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Ouça, agora, Alfredo Marceneiro em "Cabelo branco é saudade".

segunda-feira, novembro 28, 2011

Mercado de Natal

No início de Dezembro (2, 3, 4 e 5), vai realizar-se na arena do Campo Pequeno uma mostra variada e de qualidade, de produtos e ofícios portugueses. A entrada é livre, e ali poderá adquirir artigos portugueses a preços apelativos, em áreas tão diversas como o Vintage, Gourmet, Crafts, Biológico, Design, Artes Plásticas, Plantas, Nostalgia, Decoração, Cerâmica, Joalharia, Moda, Coleccionismo, Livros e Instituições de Solidariedade Social. É o Mercado de Natal do Campo Pequeno.
A filosofia deste projecto é a de recriar o espírito dos mercados de outros tempos, onde se podia encontrar um pouco de tudo.
Os objectivos do Mercado de Natal são os seguintes:
1- Contribuir para a divulgação, estímulo e sustentabilidade de ofícios, artesãos e micro actividades produtivas nacionais, que pela sua reduzida dimensão têm muita dificuldade em dar-se a conhecer ao grande público de modo a poder apresentar e escoar as suas produções.
2- Aproximar do grande público as Instituições de Solidariedade Social (Unicef, Médicos do Mundo, entre outras) que neste período difícil que o país atravessa lutam diariamente com dificuldades, permitindo às mesmas uma participação gratuita para divulgação e angariação de apoios e receitas extraordinárias.
3- Sensibilizar o público para a aquisição de artigos portugueses,
Não se esqueça que muitas destas actividades são construídas com admirável persistência, paixão, engenho e criatividade, nas mais variadas vertentes produtivas, culturais ou sociais, constituindo notáveis exemplos de inovação, solidariedade e criatividade nacionais.Não esqueça, vá até lá!

domingo, novembro 27, 2011

Canção do Mar

Amália Rodrigues (1920 — 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa. É considerada o exemplo máximo do fado. Tem sido aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.
Amália tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.
Graças ao virtuosismo da sua voz, Amália Rodrigues teve à sua disposição poemas e letras de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill.
Recorde, agora, Amália Rodrigues em Canção do Mar.

Barco Negro

Mariza, a madrinha da candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade (Unesco), é uma fadista portuguesa que nasceu em Moçambique em 1973.
Tem sido presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, a Ópera de Sydney ou o Royal Albert Hall. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».
Foi o pai que determinou o gosto da cantora pelo fado. Segundo a fadista o pai estava «sempre a ouvir fado e, na hora das refeições, nunca se via televisão; ouviam-se discos, sempre de fado…». Fernando Farinha, Fernando Maurício, Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, entre muitos outros, eram os predilectos de José Nunes, e foram os que mais influenciaram a sua forma de cantar.
Logo aos cinco anos de idade recebeu o seu primeiro xaile. Começou, então, a moldar a voz que a tornou famosa. Sobre o estabelecimento onde aprendeu a cantar o fado e onde actuou pela primeira vez aos cinco anos, já envergando um xaile negro, Mariza já referiu em entrevistas:
"Foi aqui que toda a história começou. Se calhar é aqui que vai acabar. Tudo pode acabar de repente, tal como começou, e eu volto à minha Mouraria e à taberninha dos meus pais para servir dobradinhas e copos de vinho que não me chateia nada"!
Ali cruzou-se «com tantos fadistas que as suas caras já se esfumam na memória».
Ouça agora a Mariza, no conhecido fado "Barco Negro", cuja letra é de David Mourão Ferreira e que foi celebrizado pela fadista Amália Rodrigues.

sábado, novembro 26, 2011

Senhora do Almortão

Paulo Bragança é um cantor e fadista português, que atingiu o pico da sua popularidade na década de 1990.
Nasceu em Angola, tendo vindo para Portugal com doze anos. Desde muito novo esteve exposto ao fado pelo facto do seu pai tocar guitarra portuguesa como fadista amador. Quando veio de Bragança, para estudar Direito em Lisboa, começou a cantar no Bairro Alto. Esta experiência inspirou-o a seguir uma carreira musical, gravando o seu primeiro trabalho em 1991.
Nos seus primeiros tempos de fadista, Paulo Bragança chocava os mais tradicionalistas do mundo do fado, por exemplo, pela forma de vestir ou por cantar totalmente descalço.
Ouça Paulo Bragança, no tema Senhora do Almortão, num vídeo que é um excerto do concerto de apresentação do 1º disco de Paulo Bragança (com Mário Pacheco e João Nuno Represas)- Notas Sobre a Alma - no Museu da Água, em Lisboa.

sexta-feira, novembro 25, 2011

Lírio Quebrado

Aldina Duarte que começou nas lides fadistas no Clube do Fado, à Sé, em Lisboa, é hoje fadista residente no Sr.Vinho, à Lapa.
O repertório que deixou gravado em "Apenas o Amor", o seu álbum de estreia, foi repescado de entre alguns dos espécimes mais dignos do fado tradicional ("Fado Menor", "Fado Bailado", "Fado Carriche", "Fado das Horas", "Fado Tango", "Fado Laranjeira").
No seu segundo álbum, "Crua", inclui 12 fados tradicionais, com letras de João Monge.
Em 2008 lançou o disco "Mulheres Ao Espelho". A antologia "DIGA 33 - OS POETAS DAS QUINTAS DE LEITURA", inclui o poema "Princesa Prometida" da sua autoria.
O fado de Aldina Duarte apela a todos os sentidos. Ouve-se, cheira-se, saboreia-se; vê-se e até se toca tal a solidez do seu substracto, da sua profundidade. Aldina Duarte é firme nas palavras, límpida na voz, transparente no coração como pode comprovar, aqui, em Lírio Quebrado.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Um Livro Para Angola...

“Educar é Incluir, Livros para a Lunda Sul (Angola)” é uma campanha que decorre entre 10 de Novembro e 23 de Dezembro. Conta com participação da Fundação Portuguesa das Comunicações na campanha de recolha de livros promovida pela UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e à qual os CTT se associam, transportando gratuitamente os livros em “Embalagens Solidárias”.
Por decisão da UTAD, os livros a recolher devem obedecer à seguinte tipologia: “livros infantis e juvenis, livros técnicos, atlas, dicionários, enciclopédias, gramáticas de português, banda desenhada, e literatura de autores de língua portuguesa”.
Os objetivos desta iniciativa são: “proporcionar à população da província de Lunda Sul (que se situa a cerca de 1000 quilómetros para leste da capital Luanda) o acesso a um bem cultural tão importante como é o livro, e divulgar o uso da língua portuguesa, um veículo de união entre os países da lusofonia”.
Entre 10 de Novembro e 23 de Dezembro (das 09:00 às 18:00 horas), poderá depositar o seu contributo em caixotes próprios, disponíveis na Fundação Portuguesa das Comunicações ou fazer a sua entrega em qualquer estação de CTT.

quarta-feira, novembro 23, 2011

Berlusconi versus Verdi

No dia 12 de março deste ano, a Itália comemorou os 150 anos da sua criação. Neste dia, a Ópera de Roma, apresentou a obra Nabuco de Verdi, que é o símbolo da unificação do país e que invoca a escravidão dos Judeus na Babilónia. É uma obra não só musical mas também política, porque naquela época a Itália estava sujeita à ocupação pelo império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes do início do espectáculo o presidente da câmara de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas destinadas à cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Logo no início da ópera, houve uma incomum ovação. Mas, o clima transformou-se numa verdadeira «noite de revolução », quando a atmosfera de tensão se intensificou ao iniciarem-se os primeiros acordes do coral « Va pensiero », o famoso hino contra a dominação. A reação
visceral do público foi extraordinária quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida".
Quando o hino acaba os aplausos da platéia interrompem a ópera, e o público manifesta-se com gritos de « bis », « viva Itália » e « viva Verdi ». Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não é habitual "bisar-se" durante o decurso de um espectáculo de ópera. O maestro Mutti hesitou. Então, já que o público tinha revelado o seu sentimento patriótico, o maestro voltou-se, encarou o público e o próprio Berlusconi, pronunciando-se da seguinte forma, depois de mais um grito do público: « longa vida à Itália ».
« Sim, longa vida à Itália mas ... Já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto, aquiesço ao vosso pedido de bis do hino, "Va Pensiero". Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o côro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que a continuarmos assim, mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, a nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". Os aplausos foram retumbantes, incluindo os dos artistas da peça. Mutti continuou dizendo "Reina aqui um clima italiano". Por isso, "como estamos na nossa casa, no teatro da capital, com um côro que cantou magnificamente, e que foi magnificamente acompanhado, proponho, se for do vosso agrado, que todos se juntem a nós para cantarmos juntos", o hino Va Pensiero.
Todas as pessoas presentes na ópera de Roma se levantaram... O Côro dos Escravos foi entoado por todos, sobre a batuta do maestro Mutti. Foi um momento magnífico de ópera!
O hino termina com uma enorme ovação e o pranto dos artistas.
Haverá, seguramente, milhares de formas de protesto. Nenhuma, porém, tão bela como esta. Vale a pena ver!

terça-feira, novembro 22, 2011

Bota Minuto

A BOTA MINUTO, é uma empresa portuguesa de reparação de calçado que lançou uma campanha para recolher sapatos usados, com o objectivo de serem entregues a instituições de solidariedade social.
De 15 de Janeiro a 15 de fevereiro, os responsáveis da Bota Minuto convidam as pessoas a desfazerem-se dos sapatos que já não usam e deixá-los em qualquer loja desta cadeia.
Segundo Duarte Ramos, responsável da cadeia de lojas, em 2010 a campanha conseguiu angariar 9000 pares de sapatos e no ano anterior 6000.
"Sendo uma cadeia de reparação de calçado, inúmeros clientes deixavam cá o calçado e não o vinham buscar, mesmo em sistema de pré-pagamento. Ocorreu-nos, então, encaminhá-los para instituições de solidariedade social", explicou Duarte Ramos à agência Lusa.
A campanha de recolha, que se faz desde 2008, coincide com o período pós-Natal, uma altura em que "os armários se enchem de produto novos e se esvaziam do que já não é usado".
"Já temos um banco de instituições a quem perguntamos todos os anos de quantos pares necessitam", refere Duarte Ramos. "Sapatos com história" é o mote da campanha deste ano. Quem faz uma doação é convidado a partilhar a história do seu par de sapatos nas redes sociais. Saiba como, no site oficial: http://www.botaminuto.com/
Aqui lhe deixo, também, alguns dos Pontos de Recolha em Lisboa: Atrium Saldanha; Mercado Municipal de Campo de Ourique, Centro Comercial Amoreiras, Centro de Lazer Campo Pequeno, Galerias Lambert; El Corte Inglês; Rádio Renascença, etc.

segunda-feira, novembro 21, 2011

O Perfume

O Perfume é um romance do escritor alemão Patrick Süskind, publicado pela primeira vez em 1985. Foram vendidos 15 milhões de exemplares em quarenta línguas. O título em português é a tradução literal do alemão (O Perfume, História de um Assassino).
O Perfume foi considerado o livro da década de 1980 na Alemanha, e é um livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, para leitura autónoma, pelo Plano Nacional de Leitura.
É um estranha história que se passa no século XVIII. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele - nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua - uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos.
O sucesso transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre.
Em 2006, O Perfume passa a ser, também,uma longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.

domingo, novembro 20, 2011

Os Fados do Fado

No próximo fim de semana espera-se a sagração do Fado enquanto
Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A candidatura do fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade, apresentada em Janeiro, será submetida a votação no VI Comité Inter-Governamental da Convenção da UNESCO, que se reúne de 22 a 29 de Novembro, em Bali, na Indonésia.
Antecipando este acontecimento, proponho-lhe que veja o vídeo "Fados" onde Vicente da Câmara, Maria da Nazaré, Ana Sofia Varela, Carminho, Ricardo Ribeiro, Pedro Moutinho dão voz à nossa canção nacional. Aproveito ainda para lhe lembrar que o Museu do Fado (em Alfama) vai estar aberto durante 36 horas consecutivas, nos dias 26 e 27 de Novembro, para acompanhar (e celebrar) a esperada declaração do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A programação daquele museu inclui visitas guiadas, concertos e actuações espontâneas de vários fadistas. Espera-se a participação de artistas de referência, entre eles nomes como: José da Câmara, Maria da Fé, António Zambujo e Maria Armanda.
A responsável do museu pela comunicação social, Rita Matos Oliveira, referiu a um jornal que "O que
pretendemos criar é, acima de tudo, um ambiente de festa e celebração". É preciso não esquecer que o Museu do Fado em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, são os mentores desta candidatura.
Aqui fica também a proposta para uma visita a este museu tendo como pano de fundo a festa do Fado.
No domingo à noite, o programa televisivo Câmara Clara, da RTP2, será transmitido em directo do auditório do museu e contará com Mariza, que tem o seu prémio BBC Rádio3 Word Music Award depositado no museu, e Carlos do Carmo; isto é, os padrinhos da candidatura.
Em breve, será feito, também, o lançamento oficial do álbum “Fado – Estranha Forma de Vida”. Este álbum conta 43 temas repartidos por dois CD. Tem as participações de Camané, Carminho, Mariza e Mafalda Arnauth, entre outras, além de fados gravados por Amália Rodrigues e Hermínia Silva. O primeiro CD reúne um conjunto de novos talentos, e o segundo um naipe de fadistas consagrados.
Como vê vai ser um fim de semana inteirinho dedicado ao Fado. Não desperdice nenhuma destas sugestões.



sábado, novembro 19, 2011

Viagem ao Tecto do Mundo


Proponho-lhe que assista à adaptação do livro, Viagem ao Tecto do Mundo, de Joaquim Magalhães de Castro (Editorial Presença), à televisão (série documental de 4 episódios para a RTP2) com estreia marcada para o 20 de Novembro, pelas 19:30, na RTP 2 e intitulada Himalaias – Viagem dos Jesuítas Portugueses.Os restantes três episódios serão transmitidos, à mesma hora, nos domingos seguintes. Ou seja, dia 27 de Novembro e dias 4 e 11 de Dezembro.Veja esta viagem impressionante pela história (400 anos da ida dos primeiros ocidentais – o padre António de Andrade e outros jesuítas - ao Tibete), e pelos mais sagrados locais do planeta. Para abrir o apetite pode ver a seguir a este post, o vídeo com o trailler da série.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Pelo segundo ano consecutivo, vai realizar-se na cidade de Natal (Brasil) o II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, nos dias 23, 24 e 25 de Novembro. Este encontro tem como organizadores a Prefeitura de Natal e a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), e conta também com o apoio da Associação Lisboa/Natal (LisNatal),
Os organizadores contam com a presença de mais de 1 500 participantes, entre escritores, professores, estudantes e público em geral, a animar os encontros e mesas redondas. Os assuntos abordados serão os seguintes:
1. LITERATURA DE VIAGENS: aqui se reflectirá sobre crónicas e descrições de viagens de ontem e de hoje, das viagens através dos livros. A viagem entendida nas mais diversas formas, como itinerário turistico, literário e interior, que propicia o encontro do Outro e contribui para um melhor conhecimento da nossa identidade, da relatividade dos quadros mentais e culturais, logo de um melhor conhecimento do mundo e da própria globalização.
2. O ESTADO E A EVOLUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA: na qual poderão, nomeadamente, ter lugar intervenções sobre as diferentes perspectivas de utilização da língua no
Mundo Lusófono; bem como a reflexão sobre as estratégias de afirmação da nossa língua comum, como forma de valorização do nosso património literário, cultural e da Lusofonia.3. POESIA ESCRITA PARA A MÚSICA: que permitirá, nomeadamente, a reflexão sobre temas como, a poesia utilizada nas letras do Samba e do Fado, e as tendências da poesia dos diferentes universos musicais que compõem a lusofonia. Nos grandes temas deste encontro estarão presentes, entre outros, alguns escritores conhecidos: Armindo Jaime Gomes (Angola); Danny Spínola e José Luis Hopffer Almada (Cabo Verde); o escritor e poeta Tony Tcheka da Guiné Bissau; Sangare Okapi (poeta e membro da Associação de Escritores Moçambicanos); Pedro Rosa Mendes (escritor e jornalista, português); Angelson Coelho D ´Assunção (de S. Tomé e Príncipe) e Domingos Francisco de Sousa (embaixador de Timor em Brasília).

quinta-feira, novembro 17, 2011

O Púlpito

Hoje vamos passear até à Noruega e apreciar mais uma maravilha da natureza. Esta é, absolutamente arrebatadora.
Preikestolen ou Prekestolen, que significa "Púlpito do Pregador" ou "Rocha do Púlpito", é uma falésia de 604 metros que se ergue sobre o fiorde Lysefjord, em Stavanger, Noruega. O topo desta falésia é um quadrado quase plano, de aproximadamente 25 por 25 metros. O caminho que conduz a Preikestolen é bastante íngreme em alguns lugares e começa num albergue, aproximadamente, 270 metros acima do nível do mar.
A Pedra do Púlpito, é hoje uma das atrações turísticas naturais mais visitadas da Noruega. Durante os quatro meses de verão, cerca de 100.000 pessoas, percorrem os 3,8 km de caminhada até Preikestolen, transformando o Púlpito, num percurso turístico importante neste país do Norte da Europa.

quarta-feira, novembro 16, 2011

O Povoamento da Terra

Em poucos minutos tem, aqui, a possibilidade de acompanhar toda A JORNADA DA HUMANIDADE ao longo de milhares de anos e apreciar o processo de Povoamento da Terra.
A Fundação Bradshaw, em associação com Stephen Oppenheimer, apresenta a jornada global virtual do homem moderno, nos últimos 160.000 anos. Esta apresentação também mostra a interação entre as migrações e o clima existente neste período. Vai poder verificar que somos os descendentes de pequenos grupos de africanos tropicais unidos frente à adversidade.
Se quiser pode ver, clicando aqui, o filme "A Origem do Homem - The Real Eve"; do realizador Andrew Piddington (2002). Este é um documentário feito pela Discovery Chanel sobre o primeiro ser humano a pisar a Terra: Uma mulher africana.

terça-feira, novembro 15, 2011

Pigeon: Impossible

"Pigeon: Impossible" é uma curta metragem de animação (2009). O autor do filme levou cinco anos para o finalizar.
É importante chamar a atenção para alguns detalhes desta obra que a tornam incomum. O realizador Lucas Martell fez tudo praticamente sozinho. Escreveu, dirigiu, animou e produziu o filme sem ajuda. Só trabalhava no projeto nas suas horas livres. Mas, mais importante que tudo o resto, é que nunca tinha feito nada em 3D. Segundo Lucas Martell, o filme Pigeon: Impossible foi a sua desculpa para aprender a fazer animação em 3D.
O resultado do seu trabalho e determinação, é sensacional. A qualidade técnica deste filme de animação em 3 D, impressiona pela perícia extraordinária de um novato nestas andanças.
Confira lá, vendo: Pigeon Impossible.


segunda-feira, novembro 14, 2011

CIDADE

Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.
1944 - Sophia de Mello Breyner Andresen



domingo, novembro 13, 2011

Yolanda

Os Irmãos Verdades, que proponho que ouça hoje, eram no início da sua carreira, bailarinos. Passados alguns anos apostaram numa carreira musical como banda que acompanhava Raul Indypwo (dos Duo Ouro Negro).
Cresceram em Vialonga (localidade próxima de Lisboa), que era o local de residência de dois dos seus membros. Gravaram, mais tarde, o seu primeiro trabalho que obteve um grande sucesso em Portugal, Angola, Cabo Verde e Moçambique.
Até aos dias de hoje já produziram mais de seis álbuns e algumas compilações. Actuaram com sucesso em França, Luxemburgo, Países Baixos, Reino Unido, Portugal e nos PALOP. Receberam vários Discos de Ouro e de Platina.
Ouça, então esta banda portuguesa, no tema Yolanda.

sábado, novembro 12, 2011

Rotas & Rituais

O Cinema São Jorge em Lisboa recebe, entre os dias 16 e 20 de Novembro de 2011, a 4ª edição do festival Rotas e Rituais este ano dedicado às várias expressões culturais dos países africanos da língua oficial portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe) em diálogo com Portugal. Este ano o Festival tem como lema «A minha casa é tua».
«Tendo como mote o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, proclamado pela ONU, que reforça a necessidade do compromisso público para erradicar a descriminação a descendentes africanos e promover maior conhecimento e respeito pela sua herança e cultura diversificadas, a IV Edição do Rotas & Rituais» apresenta, além de uma boa série de documentários e filmes que retratam as paisagens africanas lusófonas, um conjunto de concertos que promovem o diálogo entre músicos destas paragens e convidados portugueses.

Não perca, portanto, a 17 de novembro, Tcheka e Mário Laginha, a 18, Nancy Vieira e Camané, a 19 Mirri Lobo e Rui Veloso e por último a 20 de novembro, Waldemar Bastos e Mingo Rangel.
Vá até lá e divirta-se.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Quadras a São Martinho

Há muitos anos que eu ouvia,
Ainda era pequenino,
Que o dia 11 de Novembro
Era dia de S. Martinho

Já lá vão 60 anos,
E recordo com carinho,
O meu avô me dizia
Hoje vamos provar o vinho

Se não houvesse castanhas,
Ou se fossem miudinhas
a minha avó nos dizia
hoje vamos comer sardinhas

Nunca mais me esqueci
dessas falas de carinho
que sardinhas ou castanhas
só mesmo dia de S. Martinho

Tudo isto está gravado
dentro do meu coração
nunca me esqueci
e mantenho a tradição

O dia 11 de Novembro
Vamos todos recordar
Provando o nosso vinho
E as castanhas assar

Vamos manter a tradição
Com afecto e carinho
Esse dia importante
Pois é dia de S. Martinho

Se não tiveres castanhas
Ou não as possas comer
Vamos assar sardinhas
E a boa pinga beber

Se no fim desse convívio
Te sentires com o grão na asa
Vai pedir a S. Martinho
Que te acompanhe a casa

Se tomares o meu conselho
Vai pedindo pelo caminho
Que nós estamos à espera
Do Verão de S. Martinho

No dia de S. Martinho
É grande a festa do povo,
Da boa sardinha assada
Castanhas e vinho novo.

Ó meu rico S. Martinho,
Ó meu santo padroeiro.
És o santo advogado,
Do vinho do mundo inteiro.

S. Martinho, S.Martinho,
És um santo milagroso.
Dá-me água em vez de vinho,
Pró meu pai ser amoroso.
Autores Desconhecidos

quinta-feira, novembro 10, 2011

Vamos vencer a genética?


Proponho-lhe que assista hoje a uma pequena palestra apresentada pela jornalista, da revista Pais e Filhos e da Time Out, Sónia Morais Santos. Embora gere polémica e algumas das suas ideias suscitem controversia não deixa de nos fazer reflectir. Ora veja!

quarta-feira, novembro 09, 2011

Sete lagos

A Argentina, é o segundo maior país da América do Sul (sendo uma das suas maiores economias). É uma potência de média dimensão constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autónoma, Buenos Aires (que é a capital).
É o oitavo maior país do mundo em área territorial e o maior entre as nações de língua espanhola.
A Argentina situa-se entre a Cordilheira dos Andes a oeste e o Oceano Atlântico, a leste. Faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia a norte, o Brasil e o Uruguai a nordeste e com o Chile a oeste e sul. A Argentina reivindica, também, uma parte da Antártida, mesmo após todas as reivindicações terem sidos suspensas pelo Tratado da Antártida de 1961. O país reivindica, tanbém, as Ilhas Malvinas e ainda a Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, que são administradas pelo Reino Unido como territórios britânicos ultramarinos.
A rota dos Sete Lagos Argentinos é uma proposta de viagem turística que vai desde "La Angostura" até São Martinho dos Andes. A vila de Angostura é uma das belas cidades argentinas que ponteiam esta rota. Entretanto, pode deliciar-se com a apresentação que seleccionei para hoje: A Rota dos Sete Lagos.

terça-feira, novembro 08, 2011

Do cavaquinho ao ukelele

O cavaquinho é um instrumento musical de origem portuguesa. É, também, um objecto que se pode considerar, uma marca da influência cultural que Portugal deixou pelo mundo.
O cavaquinho, braguinha, braga, machete, machetinho ou machete-de-braga é um instrumento cordofone, menor que a viola (guitarra, violão), de grande popularidade como acompanhador e mesmo solista nas orquestras do povo.
O ukulele é um instrumento musical de cordas beliscadas, semelhante a uma viola, mas menor. O ukulele, muitas vezes chamado erradamente de guitarra havaiana, tem origem em dois instrumentos tradicionais da Ilha da Madeira (Portugal). O machete madeirense (também conhecido por braguinha, que por sua vez tem origens no cavaquinho português) e o rajão (viola de cinco cordas da Madeira), que foram levados pelos madeirenses, para o Havaí, que como emigrantes, foram trabalhar no cultivo da cana-de-açúcar naquelas ilhas.
Esta é mais uma história da nossa história. Se a quer conhecer um pouco melhor veja a apresentação que seleccionei para hoje. Aprecie o imapacto que este objecto cultural de origem portuguesa tem, hoje, em todo o mundo.

segunda-feira, novembro 07, 2011

Ormie, o guloso

Ormie é um porquinho. Ainda por cima, é um porquinho guloso. Não consegue resistir a uma deliciosa tentação. Mas, nem sempre é fácil conseguir os seus intentos. Veja as tentativas de Ormie, para atingir o doce sabor de uns biscoitos.
Este é um pequeno filme de animação (de 2010), criado por Rob Silvestri e produzido pela Arc Productions, a mesma produtora que fez Nine, de Tim Burton. Este pequeno filme já ganhou 8 prémios, incluindo o de “Melhor Curta Infantil, no Animamundi, já em 2011″.
Ormie é uma óptima animação, que conta bem uma história muito engraçada.
Ora veja!

Ormie from Ormie Pig on Vimeo.

domingo, novembro 06, 2011

Comboio Mala de Benguela

Manuel d'Oliveira (mentor do projecto, director musical, produtor e guitarrista), Janita Salomé (voz), Filipa Pais (voz), o angolano Yami (co-director musical, voz e baixo) e a cabo-verdiana Ritinha Lobo (voz) juntaram-se, constituiram o grupo Muxima, para fazer uma merecida e justificada homenagem, ao Duo Ouro Negro (50 anos depois do início deste Duo de angolanos). Com eles estão também o pianista Filipe Raposo e o baterista e percussionista Quiné. Recuperando as canções mais emblemáticas do Duo Ouro Negro, o tributo tem
como nome “Muxima”. O 1º disco surgiu em 2010 e marcou o inicio da caminhada do grupo, tendo atingido o 3º lugar do top nacional de vendas. Este disco, conta com as novas canções “Mulowa”, N’Zambi”,
“Kalunga”, “Comboio Mala de Benguela” e “Yemanja”.
Já agora o COMBOIO MALA, era um comboio do Caminho de Ferro de Benguela, que transportava passageiros entre a cidade do Lobito (no litoral ) e Vila Teixeira de Sousa (no interior leste de Angola), hoje conhecida como Dilolo.
Ouça os Muxima, nesta belíssima homenagem ao Duo Ouro Negro e ao Comboio Mala.