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terça-feira, janeiro 06, 2026

É Dia de Reis

  Hoje é Dia de Reis. A Igreja Católica celebra nesta data, 6 de janeiro, a adoração do menino Jesus por Gaspar, Belchior e Baltazar, os três Reis Magos

As crianças de países como a Espanha e a Argentina só recebem os seus presentes de Natal neste dia. 

Entre muitas outras tradições, esta ocasião é também marcada pelo gesto simbólico de desmontar a árvore de Natal – e pelo delicioso Bolo Rei

Deixo-lhe hoje, não a receita do Bolo Rei, mas sim, de um Bolo de Reis, uma deliciosa receita da Chef Fátima Paschoalin.
Ingredientes:
Para a massa
250g de ovos
170g de iogurte natural
80ml de óleo
240g de açúcar
280g de farinha de trigo
15g de fermento em pó
1 maçã picada
20g de nozes trituradas
20g de frutas cristalizadas
20g de uvas passas
Cobertura
1 xícara de açúcar de confeiteiro
2 colheres (sopa) de sumo de limão
Água q.b.

Preparação da Massa:
Peneirar a farinha de trigo e o fermento para uma taça. Reserve
Pique a maçã em cubinhos médios.
No liquidificador coloque os ovos, o iogurte, o óleo e o açúcar.
Bata por uns dez segundos até que se dissolva o açúcar.
Junte a emulsão na taça dos secos e misture delicadamente com o fouêt.
Em seguida adicione a maçã, as nozes, as frutas e as uvas passas, incorpore bem na massa.

Unte uma forma de 22 cm de diâmetro, com furo no meio, transfira a massa e leve ao forno a uma  temperatura de 180°C por mais ou menos 40 à 45 minutos.
Desenforme o bolo ainda morno.

Preparação da Cobertura:
Misture o açúcar de confeiteiro com o sumo do limão
Vá colocando a água aos poucos até obter o ponto de fita.

Decoração:
Decore à gosto

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Wonderful Christmastime

Ouça Paul McCartney em Wonderful Christmastime.

The mood is right
The spirit's up
We're here tonight
And that's enough

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The party's on
The feeling's here
That only comes
This time of year

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The choir of children sing their song
Ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh
Doo-doo, doo-doo, doo-doo, doo

Simply having a wonderful Christmastime
We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The word is out
About the town
To lift a glass
Oh, and don't look down

Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

The choir of children sing their song
They practiced all year long
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong
Ding-dong, ding-dong

The party's on
The spirit's up
We're here tonight
And that's enough

Simply having a wonderful Christmastime
We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime



The mood is right
The spirit's up
We're here tonight
Oh, and that's enough

We're simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime
Simply having a wonderful Christmastime

Oh-oh-oh-oh
Oh-oh-oh
Wonderful Christmastime

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Natal… Natais…

 Tu, grande Ser,
Voltas pequeno ao mundo.
Não deixas nunca de nascer!
Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante,
Voz de menino.
Humano o corpo e o coração divino.

Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

Em cada estrela sempre pomos a esperança
De que ela seja a mensageira,
E a sua chama azul encha de luz a terra inteira.
Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos
Como um anúncio de alvorada;
E ein cada árvore da estrada
Um ramo de oliveira;
E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;



E no fragor do vento falas de anjos, e no vácuo
De silêncio da noite
Estriada de súbitos clarões,
A presença de Alguém cuja forma é precária
E a sua essência, eterna.
Natal… Natais…
Tantos vieram e se foram!
Quantos ainda verei mais?

Nascença Eterna

 Nascença Eterna,
Nasce mais uma vez!
Refaz a humílima Caverna
Que nunca se desfez.

Distância Transcendente,
Chega-te, uma vez mais,
Tão perto que te aqueças, como a gente,
No bafo dos obscuros animais.

Os que te dizem não,
Os épicos do absurdo,
Que afirmarão, na sua negação,
Senão seu olho cego, ouvido surdo?

Infelizes supremos,
Com seu fracasso alcançam nomeada,
E contentes se atiram aos extremos
Do seu nada.

Na nossa ambiguidade,
Somos piores, nós, talvez,
E uns e outros só vemos a verdade
Que, Verdade de Sempre!, tu nos dês.

Se nada tem sentido sem a fé
No seu sentido, Sol que não te apagas,
Rompe mais uma vez na noite, que não é
Senão o dia de outras plagas.

Perpétua Luz, Contínua Oferta
A nossa escuridade interna,
Abre-te, Porta sempre aberta,
Mais uma vez, na humílima Caverna.
José Régio - "Obra Completa"

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Natal

Natal, antes e agora
imutável. Feliz
noite branca sem hora
no pátio da Matriz.

Natal: os mesmos sinos
de repiques iguais.
Brinquedos e meninos,
Natal de outros natais.

A Banda, vozes, passos
da multidão fiel.
Tudo nos seus espaços,
o mundo e o carrossel.

Tudo, menos o andejo
homem que se conclui.
Olho-me, e não me vejo,
não sei para onde fui.
Mauro Mota - "Itinerário"

It's Beginning To Look A Lot Like Christmas

 Com votos de Boas Festas e de um Santo Natal proponho-lhe que ouça o canadiano Michael Bublé em It's Beginning To Look A Lot Like Christmas (Áudio oficial).

It's beginning to look a lot like Christmas
Everywhere you go
Take a look at the five and ten, it's glistening once again
With candy canes and silver lanes that glow

It's beginning to look a lot like Christmas
Toys in every store
But the prettiest sight to see is the holly that will be
On your own front door

A pair of Hopalong boots and a pistol that shoots
Is the wish of Barney and Ben
Dolls that'll talk and will go for a walk
Is the hope of Janice and Jen
And Mom and Dad can hardly wait for school to start again

It's beginning to look a lot like Christmas
Everywhere you go
There's a tree in the Grand Hotel, one in the park as well
It's the sturdy kind that doesn't mind the snow

It's beginning to look a lot like Christmas
Soon the bells will start
And the thing that'll make 'em ring is the carol that you sing
Right within your heart

It's beginning to look a lot like Christmas
Toys in every store
But the prettiest sight to see is the holly that will be
On your own front door

Sure, it's Christmas once more

terça-feira, dezembro 23, 2025

O Natal no Iraque

O Iraque é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Turquia, a leste pelo Irão, a sul pelo Golfo Pérsico, pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e pela Síria. A sua capital é a cidade de Bagdade, no centro do país e nas margens do rio Tigre

A história do Iraque é milenar, uma vez que o território iraquiano abrigou diversos povos antigos, como os sumérios. Os aspectos culturais e as curiosidades do país perpassam pela sua grandiosa história.

O parlamento iraquiano decidiu por unanimidade que o Natal passasse a ser uma festividade para todo o país a partir de 2021.

Esta proposta foi divulgada durante um encontro entre o presidente iraquiano e o patriarca caldeu, cardeal Louis Raphael I Sako, que expressou a sua alegria e gratidão por esta decisão tão esperada.

Antes da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, havia cerca de 1,4 milhão de cristãos no país. No entanto, o seu número diminuiu para cerca de 300.000 depois de centenas de milhares terem fugido da nação após a violência e os ataques de vários grupos armados ao longo dos anos.

Na véspera de Natal os cristãos iraquianos reúnem-se em família e uma das crianças lê em voz alta a história do nascimento de Jesus, enquanto que os restantes elementos da família escutam, segurando velas.

Depois das leituras acende-se a lareira. Quando o fogo se apaga todos devem saltar três vezes sobre as cinzas e pedir um desejo.

Durante a eucaristia de Natal o sacerdote, segurando a imagem de Jesus Menino abençoa uma pessoa que, tocando na que está ao seu lado, a abençoa e assim sucessivamente. É a Paz de Cristo para estes cristãos.

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Hotel Timor

Com votos de Boas Festas proponho-lhe que leia Hotel Timor, um livro do escritor timorense Luís Cardoso.

Luís Cardoso de Noronha (1958) é um dos mais importantes escritores timorenses. Estudou na ilha de Ataúro e nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro, no seminário dos jesuítas e no Liceu Dr. Francisco Machado, em Díli. Mais tarde, em Portugal, licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e realizou uma Pós-Graduação em Direito e Política do Ambiente, na Universidade Lusófona. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere, em Portugal. É autor dos romances: Crónica de Uma Travessia (1997); Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo (2002); A Última Morte do Coronel Santiago (2003); Réquiem para o Navegador Solitário (2007); O Ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013); Para onde vão os gatos quando morrem? (2017); e o Plantador de Abóboras (2020), romance galardoado com o Prémio Oceanos 2021.

Sinopse:
No coração de Díli, debruçado sobre um mar que guarda mais silêncios do que ondas, ergue-se o Hotel Timor. O edifício é mais do que um lugar de passagem: é testemunha de uma história que resiste ao tempo. Entre Lisboa e Timor, entre a partida e o regresso impossível, este romance habita a fronteira do exílio. As personagens movem-se como viajantes perdidos, estrangeiros na sua própria terra, seres que procuram redenção na lembrança e tropeçam na ferida ainda aberta da História. Amores interrompidos, destinos fragmentados, cartas nunca enviadas, vozes que regressam na madrugada: tudo converge na atmosfera rarefeita do hotel, metáfora de um país e de uma identidade suspensa entre a ruína e a esperança. Com uma escrita densa, melódica e por vezes cruel, o autor ergue uma narrativa que é ao mesmo tempo íntima e coletiva. Hotel Timor fala da dor e da resistência, do esquecimento e da memória, do peso das ausências e da obstinação em continuar a viver, mesmo quando tudo em redor ameaça desaparecer. Ler este livro é entrar num espaço onde a literatura se torna morada de sombras, mas também de claridade inesperada — um lugar onde a palavra resiste, como último refúgio contra a perda.

domingo, dezembro 21, 2025

Heléboro: A Rosa do Natal

O Heléboro é uma flor resistente ao frio e por isso é conhecida como a Flor do Inverno ou a Rosa de Natal.
Esta planta é nativa da Suíça, Áustria e Alemanha. Usada na Idade Média com fins medicinais, ela pode ser tóxica e deve ser manuseada com cuidado. Os heléboros pertencem à família Ranunculaceae, surgem no inverno e são resistentes à neve e às geadas mais intensas. Embora a maioria das espécies sejam de folha perene, as caducifólias podem manter as folhas velhas durante todo o inverno, contribuindo para a decoração dos jardins até surgir a primeira cor das flores. A folhagem é grande e muito brilhante, a floração começa em novembro, altura em que normalmente os jardins começam a perder charme e o encanto, prolongando-se até março.
A maior parte das variedades de Heléboros começam a florir em novembro, suportando o frio e a neve. Outras florescem no fim do inverno e continuam a sua floração até à primavera. Após a floração, os  Helleborus funcionam como uma ótima planta de cobertura, desde o fim da primavera até ao outono.
Esta planta é bastante procurada porque, numa época em que os jardins estão sem vida e sem cor, os heléboros destacam-se com as suas belas flores, que desabrocham brancas e depois adquirem tons vivos.
Apesar de todas as variedades de Helleborus serem conhecidas na Europa como Rosa de Natal, este nome apenas se aplica a uma espécie, ao Helleborus niger, a verdadeira "celebridade" entre todos os Helleborus. Poucas espécies são capazes de apresentar tamanha riqueza de formas e cores no inverno como o Helleborus niger.
As espécies mais comuns são a popular H. niger; o H. lividus, que oferece raminhos de flores de cor verde amarelado a partir do segundo ano de vida; e o H. orientalis, que produz flores com pontinhos na parte inferior e cores amarelo pálido, branco, verde, vermelho ou grená, de acordo com a variedade.

Conta a lenda que a pastora, Medelon, enquanto observava o seu rebanho, viu um grupo de homens passar com presentes para o recém-nascido Jesus. Medelon chorou porque não tinha nenhum presente, nem mesmo uma simples flor… Um anjo, ao ouvir o seu choro, apareceu e, com a mão, afastou a neve. Foi então que apareceu a mais bela flor branca: a Rosa de Natal

sábado, dezembro 20, 2025

O Natal no Irão

Na República Islâmica do Irão, onde 98% da população é muçulmana quase não se sente a chegada do Natal , exceto nos bairros cristãos das grandes cidades, onde é possível ver pinheiros decorados.

Embora o Natal não seja oficialmente reconhecido no país, é no Irão, antiga Pérsia, que se crê terem vivido os três Reis Magos

Os iranianos nascidos num lar cristão e frequentadores de uma das igrejas tradicionais têm a sua própria maneira de comemorar o Natal. 

Hoje em dia os cristãos iranianos iniciam o seu jejum de produtos à base de carne no dia 1 de Dezembro, naquele que é conhecido como o Pequeno Jejum (que tem o objetivo de purificar a mente, corpo e alma para receber Cristo), por oposição ao jejum de 40 dias da Quaresma. A véspera de Natal é o ultimo dia do jejum, e as pessoas reúnem-se para irem ao culto antes do amanhecer.

Assim, depois da Missa de 25 de Dezembro tem lugar o Pequeno Banquete - o Grande Banquete tem lugar na Páscoa. O prato central do Pequeno Banquete é composto por um cozido de galinha denominado harasa.

Os cristãos no Irão podem ser divididos em três grupos, com três maneiras diferentes de celebrar o nascimento de Cristo.

Os "nativos", em maior número, são descendentes das primeiras comunidades cristãs, católicas e ortodoxas, com tradições da Arménia (que têm uma forte presença em Isfahan) e Assíria. Quase todos são cidadãos iranianos, discriminados ao nível legal e social, mas com status legal, desfrutando de liberdade de culto. Celebram, por isso o Natal, decorando árvores, trocando presentes e indo ao culto. Esses cristãos, descendentes de igrejas tradicionais no Irão, são livres para praticar a sua religião nas suas casas e igrejas. Não podem, contudo, como os outros iranianos, festejar nas ruas ou restaurantes, pois certos alimentos, música, roupas e gestos são proibidos. Para celebrar em paz, a melhor opção é fazê-lo em particular.

Há também os cristãos estrangeiros, que trabalham ou moram no Irão, de diferentes tradições religiosas, que celebram o Natal de acordo com sua cultura. São, contudo, pequenas comunidades com membros que vivem permanentemente no Irão.

Há ainda os cristãos secretos que são o terceiro grupo de cristãos. Eles celebram o Natal correndo riscos. A vigilância da polícia sobre as igrejas não é apenas para garantir a ordem pública, mas também para controlar a frequência ao culto daqueles que não são "legalmente" cristãos.

Normalmente não há no Natal iraniano troca de prendas, mas as crianças vestem sempre roupas novas que orgulhosamente exibem no dia de Natal.

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Natal cada Natal

 Quando na mais sublime dor,
A mulher dá à luz,
Há sempre um Anjo Anunciador
A murmurar-lhe ao coração — Jesus!

Cada criança é o Céu que vem
Pra nos remir do pecado
E as palhas d’oiro de Belém
Espalham-se no berço, como um Sol espelhado

Por sobre o lar presepial , o brilho
Da estrela abre o convite dos portais:
— Vinde adorar a floração do filho
No alvoroço da raiz dos pais.
António Manuel Couto Viana - Mínimos

quinta-feira, dezembro 18, 2025

Winter Wonderland

Com votos de Boas Festas proponho-lhe que ouça Michael Bublé e Rod Stewart em Winter Wonderland.
Sleigh bells ring, are you listenin',
In the lane, snow is glistenin'
A beautiful sight,
We're happy tonight,
Walking in a winter wonderland.

Gone away is the bluebird,
Here to stay is a new bird,
He sings a love song,
As we go along,
Walking in a winter wonderland.

In the meadow we can build a snowman,
Then pretend that he is Parson Brown
He'll say: Are you married?
We'll say: No man,
But you can do the job
When you're in town.

Later on, we'll conspire,
As we dream by the fire
To face unafraid,
The plans that we've made,
Walking in a winter wonderland.

In the meadow we can build a snowman,
And pretend that he's a circus clown
We'll have lots of fun with mister snowman,
Until the other kiddies knock him down.

When it snows, ain't it thrillin',
Though your nose gets a chillin'
We'll frolic and play, the Eskimo way,
Walking in a winter wonderland.

Walking in a winter wonderland,
Walking in a winter wonderland.

quarta-feira, dezembro 17, 2025

O Natal nos Países Baixos

Sinterklaas e Zwarte Piet (Pedro negro)

Embora nos Países Baixos (Holanda) também se celebre o Natal, as celebrações são mais modestas e as tradições um pouco diferentes.

Nos Países Baixos, S. Nicolau (o santo que deu origem à lenda do Pai Natal) é conhecido entre os holandeses como SinterklaasSinterklaas ou Sint-Nicolaas é uma figura lendária baseada em São Nicolau, padroeiro das crianças.

Para as crianças holandesas, Sinterklaas parte de Espanha no dia 5 de Dezembro e ruma até às suas casas. Assim nos Países Baixos, o dia mais importante não é o dia 25 de dezembro. O dia mais importante é o dia 5 de dezembro - o Dia de Sinterklaas.

A noite de 5 de dezembro, véspera do Dia de São Nicolau, é celebrada por grande parte das famílias holandesas. As crianças enchem os sapatos de feno e açúcar para o cavalo Amerigo de Sinterklaas (cavalo branco) e dele recebem em troca prendas, doces e frutos secos.

O jantar é feito em família e em algumas casas aparece um Sinterklaas que lê alguns poemas, consulta o seu livro vermelho para saber se as crianças se portaram bem e entrega os presentes.

O Sinterklaas é tão importante que tem até um jornal na televisão aberta, o Sinterklaas  journaal, que mostra o que o barbudo e seus ajudantes andam fazer. 

Em certas aldeias holandesas são usados cornos de animais como instrumentos de sopro para afastar os maus espíritos e anunciar a vinda de Cristo.

Durante esta época do ano é comum encontrar em cada canto uma barraquinha com comidas tradicionais, chamadas oliebollenkramen onde pode provar uma variedade de alimentos fritos tradicionais e sazonais, como os Oliebollen.

Os Oliebollen são bolinhos de massa fritos, recheados com uvas passas e groselha, e cobertos com uma camada de açúcar de confeiteiro. É tradição servir oliebollen com café durante esta época do ano.

Nas cidades dos Países Baixos, o dia 24 de dezembro é um dia útil normal, não há sequer o hábito de trabalhar meio dia ou fechar mais cedo. Por outro lado, os holandeses ficam em casa no dia 26 de dezembro que é feriado e conhecido como o segundo dia de Natal.

Os pepernoten
Logo depois do Dia do Sinterklaas, os holandeses decoram as suas casas e as suas árvores com decorações natalícias. Os holandeses são apanhados, igualmente, pela febre das compras de natal que são deixadas debaixo da árvore até à manhã de 25 de Dezembro, quando são tradicionalmente abertas.

A ceia de Natal é feita em família e junto de amigos, tendo como pratos o peru ou outras carnes.

As sobremesas são variadas desde bolos de amêndoa amarga, pepernoten, tartes, speculaas (Bolachinhas de São Nicolau- uma espécie de biscoitos feitos no forno com manteiga, canela e outras especiarias); stroopwafels (parecidas com as bolacha waffle) e Wentelteefjes (as rabanadas holandesas).

Na Holanda, os coros de Natal (Kerstzang) são uma parte importante da celebração. Grupos de pessoas reúnem-se para cantar músicas natalícias nas ruas, em igrejas ou em eventos comunitários. É uma maneira de criar uma atmosfera festiva e compartilhar a alegria do Natal com os outros.

E agora fique com a receita dos Oliebollen.

Ingredientes:
125 gramas de farinha 
75 ml de leite morno 
7 gramas de fermento biológico seco 
20 gramas de manteiga amolecida 
15 gramas de açúcar 
1 colher de chá de raspas de limão 
Uma pitada de sal 
1 ovo 
20 gramas de uvas passas e groselha ou outras frutas secas 
1 colher de sopa bem cheia de açúcar de confeiteiro

Preparação:
Mergulhe as passas por algumas horas em água morna, de preferência na noite anterior. Dissolva o fermento no leite morno. Misture a farinha, o açúcar e as raspas de limão, misture o leite e o fermento com cuidado. Adicione o ovo e o sal e misture até obter uma massa homogénea. Escorra as passas e misture com a massa. Cubra e deixe crescer até que duplique o seu volume, vire a massa e deixe crescer novamente. Enquanto isso, aqueça o óleo na frigideira a 190ºC. Coloque um prato com várias folhas de papel absorvente para absorver o excesso de gordura dos bolinhos fritos. De seguida, use uma colher grande para pegar uma parte da massa, solte-a no óleo quente e frite por cerca de quatro minutos de cada lado ou até dourar. Escorra os bolinhos em papel absorvente e polvilhe-os com açúcar de confeiteiro.
E ainda um vídeo com canções natalícias holandesas.

terça-feira, dezembro 16, 2025

Merry Christmas Baby

Com votos de Boas Festas ouça Merry Christmas Baby, canção com letra e voz de Otis Redding.

Merry Christmas, baby
Sure did treat me nice
Merry Christmas, baby
Sure did treat me nice
Bought me a diamond ring for Christmas
I feel like I'm in paradise

I feel mighty fine, y'all
I've got music on my radio
Feel mighty fine, girl
I've got music on my radio, oh, oh, oh
I feel like I'm gonna kiss you
Standing beneath that mistletoe

Santa came down the chimney
Half past three, y'all
Left all them a good ol' present
For my baby and for me, ha, ha, ha

Merry Christmas, baby
Sure did treat me nice
You bought all those good ol' presents
I love you, baby, rest of my life

Merry Christmas, girl
Merry, merry, merry Christmas, baby
Sure did treat me nice
Merry Christmas, baby
I said you sure did treat me nice
You bought me all those lovely things, yeah
I feel like I'm in paradise

I wish you a merry Christmas, baby
Happy New Year, ha
Merry Christmas, honey
Everything here is beautiful
I love you, baby
For everything that you give me
I love you, honey
More, Lord have mercy
Merry Christmas, honey

segunda-feira, dezembro 15, 2025

Retornados - E a vida nunca mais foi a mesma

Neste Natal ofereça livros. Aqui fica uma sugestão.

Retornados - E a vida nunca mais foi a mesma é um livro de Marta Martins Silva.

Sinopse:
Com o 25 de Abril, mais de seiscentos mil portugueses abandonaram África - para muitos a única casa que até então tinham conhecido - e chegaram a um Portugal que os ostracizou, perpetuando uma sensação de abandono a quem partiu de mãos vazias.

Neste livro, Marta Martins Silva dá voz a vinte e uma histórias, relatos impressionantes, que se cruzam com a análise histórica, política e social da época sobre a qual se edificou o Portugal contemporâneo. Nestes testemunhos, cabem dias repletos de amor, dor, luta e desespero - sentimentos que parecem unir a vida no antes e no depois do retorno -, mas também de resiliência e superação.

Permitindo ao leitor recuar no tempo e ficar a conhecer, através de quem lá esteve, um momento fundamental da História de Portugal, este livro assume-se como um importante exercício de preservação da memória coletiva. Honrando a verdade da História e de todas as histórias que se construíram num período em que muitos foram esquecidos e injustiçados, quase cinquenta anos depois recordam-se vidas que, após o regresso, nunca mais foram as mesmas.

domingo, dezembro 14, 2025

O Bife Chateaubriand

O Bife Chateaubriand ou Chateaubriand é um prato clássico francês que homenageia o escritor, político e diplomata François-René de Chateaubriand (século XIX). Embora as origens exatas do prato e do seu nome sejam um mistério culinário, há quem considere que foi inventado pelo próprio Visconde de Chateaubriand.

Se gosta de carne, vai gostar de experimentar o Chateaubriand. É um prato sofisticado apresentado de forma magnífica e complementado por molhos sofisticados. 

O prato é uma celebração do filé mignon  (é um corte grosso e central), cozinhado no ponto de mal passado (deve ser caramelizado por fora, mas macio e mal passado por dentro para uma textura ideal) e servido com um molho rico (como o Béarnaise ou molho Madeira) e guarnições como batatas e legumes. A preparação começa com a carne na grelha até ficar bem suculenta e com um interior rosado que derrete na boca.

O molho Béarnaise é um molho feito de manteiga clarificada emulsionada em gema de ovo e vinagre de vinho branco e aromatizado com ervas. O molho Madeira é um molho feito à base de vinho da Madeira, chalota e manteiga.
Fique agora com dois vídeos de Bife Chateaubriand.
E o segundo vídeo.

sábado, dezembro 13, 2025

O Natal em França

 As celebrações natalícias francesas são menos pagãs do que as de outras culturas europeias, pelo que o presépio (Crèche) ainda ocupa um lugar central nos lares franceses.

Os presépios franceses são conhecidos pela quantidade e riqueza das figuras que os compõem. A noite de Natal é conhecida como Réveillon e traduz-se numa ceia depois da Missa da Meia Noite, onde não pode faltar o Tronco de Natal (bolo típico com forma de tronco de árvore).

Em França, tanto o Natal (Noël) como o Ano Novo (Réveillon de la Saint-Sylvestre) são celebrados com jantares festivos em família, com muitos pratos gourmet como o foie gras, as ostras e o salmão fumado, acompanhados de champanhe e do Bolo de Tronco de Natal (Bûche de Noël). O Réveillon de Noël (24 de dezembro) é a principal ceia de Natal, onde se trocam presentes, enquanto o Réveillon do Ano Novo (31 de dezembro) foca-se mais na festa da passagem do ano, com celebrações nos Champs-Élysées e Cruzeiros no rio Sena

As crianças recebem as prendas do Pai Natal, que viaja acompanhado de Pre (père) Fouettard, que avalia quem se portou bem durante o ano. Os adultos trocam presentes apenas no Ano Novo.

Père Fouettard é uma personagem lendária que acompanha São Nicolau nas suas rondas durante o Dia de São Nicolau (6 de dezembro) dispensando pedaços de carvão e/ou surras às crianças desobedientes enquanto São Nicolau dá presentes aos bem comportados. Esta personagem é conhecida principalmente nas regiões do extremo norte e leste da França, no sul da Bélgica e na Suíça francófona , embora existam personagens semelhantes em toda a Europa.
E ainda outro vídeo.

quinta-feira, dezembro 26, 2024

Red-Suited Super Man

Com os votos de continuação de Boas Festas proponho-lhe que ouça Rod Stewart em Red-Suited Super Man (ao vivo).

Oh, yeah
Listen!

The tree is ready and the stockings are all hung
The fire is blazing and the carols are all sung
Everybody's waiting for a miracle
So Santa bring some joy to us all

It's the season to leave our troubles behind
How amazing if the world was giving and kind
It might be crazy, it might take a miracle
Santa bring some peace to us all

If anyone can do it, it's Santa who can
He's a red suited super superman
He knows everybody, got a list with all our names
And he rocks the whole world in that old fashioned sleigh

Come over here baby, let's watch the snow fall (watch the snow fall)
Check out the North star, didn't it start it all?
It's still shinin', that's a miracle
So Santa bring some hope to us all
Bring us some hope, santa
Ah, yeah

He's a red suited super superman
And he rocks the whole world in that old fashioned sleigh

I look around me, what else could I need?
All my friends and family, so I gotta believe
Life is a blessing for every boy and girl
So Santa bring some love to us all

I said Santa bring some love to us all
I mean Santa! (Santa)
I said Santa!
Bring some love to us all

Oh bring us, bring us
Just a little peace and love on this earth
I know, I know, I know, I know

Santa bring some love to us all
Santa bring some love to us all
Santa, Santa, I believe in Santa, oh yes I do, oh yes I do
(Peace, peace) Santa bring some love to us all
(Peace, peace) Santa bring some love to us all
(Peace, peace) Santa bring some love to us all

quarta-feira, dezembro 25, 2024

Ode aos Natais Esquecidos

Eu vinha, pé ante pé, em busca da pequena porta
que dava acesso aos mistérios da noite,
daquela noite em particular, por ser a mais terna
de todas as noites que a minha memória
era capaz de guardar, com letras e sons,
no seu bojo de coisas imateriais e imperecíveis.
Tinha comigo os cães e os retratos dos mortos,
a lembrança de outras noites e de outros dias,
os brinquedos cansados da solidão dos quartos,
os cadernos invadidos pelos saberes inúteis.
E todos me diziam que era ainda muito cedo,
porque a meia-noite morava já dentro do sono,
no território dos anjos e dos outros seres alados,
hora inatingível a clamar pela nossa paciência,
meninos hirtos de olhos fixos na claridade
enganadora de uma árvore sem nome.

Depois, o meu pai morreu e as minhas ilusões também.
Tudo se tornou gélido, esquivo e distante
como a tristeza de um fantasma confrontado
com a beleza da vida para sempre perdida.
Deixaram de me dar presentes e de dizer
que era o Menino Jesus que os trazia
para premiar a minha grandeza de alma,
o meu desejo de ser bom para os outros.
Passei a escrever sobre tudo isso, sofregamente,
só para não ter de escrever sobre a saudade
que esse tempo fugidio deixou em mim.

A árvore mirrou de frio num canto da sala,
os presentes apodreceram no sótão da casa,
juntamente com os doces da Consoada
que ninguém teve vontade de comer,
nem mesmo os mais gulosos como eu.
Um homem de muita idade bateu-me à porta
e depositou-me nas mãos um pequeno embrulho:
«Eis o teu presente de Natal» — disse-me.
Abri-o e vi um livro onde se contava
toda a minha vida desde o primeiro Natal
de que conseguia lembrar-me, tudo o mais esquecendo.
Ali estava eu de pé, muito quieto, junto da árvore,
à espera que alguém me viesse dizer
que o céu era pródigo em revelações e dádivas.
Era para lá que eu sonhava ir quando morresse.

Quando Dezembro se aproximar do fim,
lançarei pétalas ao vento como se tentasse
semear o perfume do que fui enquanto acreditei.
Talvez o homem volte com outro embrulho secreto,
só para me dizer que esse é o livro que ainda me falta escrever.
Então, juntarei os amigos, os filhos e os netos
numa roda de luz à minha volta e direi do Natal
o que os antigos diziam dos heróis e dos deuses:
foi à sombra deles que nos fizemos homens.
Quando eu partir de vez, lembrem ao menos
a ternura do meu sorriso de menino
quando a meia-noite soava no relógio da sala
e eu acreditava ainda que a felicidade era possível.
José Jorge Letria - "Natal"

terça-feira, dezembro 24, 2024

Iavnana

Iavnana é um género de música popular georgiana, tradicionalmente destinado a ser uma canção de embalar. Mas, historicamente, as canções são cantadas também como cura para as crianças doentes. Algumas das letras de Iavnana são, no entanto, de caráter didático ou heroico.

O nome deste género musical vem do seu refrão iavnana (ou iavnaninao, nana naninao, etc), que contém a palavra nana (ნანა), supostamente derivado do nome de uma deusa mãe pagã. 

Mais de sessenta versões de "Iavnanas" foram gravadas. A maioria dessas canções de embalar são cantadas diretamente para as crianças e em grande parte estão preservadas na Geórgia moderna.

A Iavnana foi explorada por vários poetas georgianos, como Ilia Chavchavadze, Akaki Tsereteli e Galaktion Tabidze.

Proponho-lhe que ouça agora uma música Iavnana (იავნანა) da Geórgia, que segundo a tradição cristã, seria uma canção de embalar que a Virgem Maria cantava ao Menino Jesus!

Se quiser saber como o conhecimento desta canção chegou ao grupo coral católico Harpa Dei que a decidiu interpretar, basta clicar aqui.