A receita do croissant surgiu na Áustria, mas consolidou-se no território francês a partir de meados do século XIX. A sua origem é atribuída aos padeiros de Viena, onde era conhecido pelo nome de Kipferl desde o século XIII, sendo feito de tamanhos variados.
Para alguns autores, a origem do kipferl, viennoiserie antepassado do croissant, dá-se, assim, na Áustria entre os séculos XIII e XVII, e aparece também na Hungria e na Itália, mas não se sabe a receita exata (salgada ou doce) e nem se a massa era folhada ou não. Este tipo de pastelaria também pode ter tido as suas origens no Próximo Oriente e nas cozinhas do palácio de Topkapi, em Istambul, na Turquia.
Terá sido um oficial austríaco, August Zang, associado a um nobre vienense de nome Ernest Schwarzer, que os introduziu em Paris entre 1837 e 1839, abrindo uma padaria de nome Boulangerie Viennoise, cujo sucesso rapidamente inspirou imitadores a produzirem a massa.
Foi feito na França num primeiro momento por trabalhadores que imigraram de Viena, a viennoiserie começou em seguida a ser praticada pelos seus pupilos. A prática espalhou-se e começou a ser chamada de travail viennois (trabalho vienense), e o cozinheiro chamado de viennois (vienense). Dentre esses cozinheiros, distinguiam-se o croissantier, o biscottier e o pâtissier-viennois (pasteleiro-vienense).No entanto, foi só a partir do começo do século XX que essas receitas, especialmente a do croissant, se tornaram um símbolo da culinária francesa.
O Croissant é, hoje, uma delícia francesa que se espalhou pelo mundo e que faz sucesso tanto na sua versão salgada quanto na doce.
Ícone da confeitaria, este prato tem uma maciez irresistível e sabor amanteigado.
A preparação envolve uma massa de farinha, sal, açúcar, água, fermento e, é claro, manteiga de alta qualidade.
O segredo está na técnica meticulosa de esticar e dobrar a massa, criando camadas delicadas e crocantes.
O segredo do croissant está portanto na massa, que deve ser semifolhada. A massa semifolhada possui menos gorduras, menos dobras e leva fermento biológico. As dobras são responsáveis pela separação da massa e das camadas de gordura que proporcionam a folhagem do croissant.
Um bom croissant deve ter um bom aspecto, como uma lua em quarto crescente, com uma crosta crocante e uma bela cor dourada. As pontas devem estar descoladas do meio, e o miolo deve ser alvo, aerado, e mostrar a consistência certa.



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