Um filme interessante, que só pela atuação de Dustin Hoffman e Emma Thompson vale a pena ver.
quinta-feira, julho 24, 2025
A Um Passo do Amor
quarta-feira, julho 23, 2025
Malaca: A Presença Portuguesa
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| Rancho Folclórico - Malaca |
A capital do estado, a cidade de Malaca, está localizada estrategicamente entre duas capitais nacionais (Kuala Lumpur e Singapura) e conta com excelentes ligações rodoviárias. Embora não possua uma estação ferroviária, Malaca é servida por um aeroporto doméstico, localizado na cidade de Batu Berendam.
Já foi um dos mais antigos sultanatos malaios, no entanto, atualmente, o estado é governado por um governador.
Segundo J.P. Machado, a etimologia do topónimo português Malaca é controversa, embora seja provável uma origem malaia; João de Barros regista que o termo na língua local significaria "homem desterrado". Alternativamente, outros autores apontam um termo sânscrito (malaca) para a árvore Phyllantus emblica, abundante na região, como a origem do topónimo. O primeiro registo da forma "Malaca" em português parece ser em Gil Vicente, datado de 1562; fontes escritas anteriores adotavam as grafias "Melequa" e "Melaca". O gentílico "malaquês", formado com base no topónimo, é encontrado em português a partir de 1552.Malaca foi declarada, em 2008, Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Da presença portuguesa na cidade sobrevivem a Igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca, conhecida como "A Formosa".
Em 2007, o estado de Malaca tinha 759 000 habitantes. Compõe-se de: malaios (57%); chineses (32%); indianos (uma minoria importante) e uma pequena comunidade de cristang, um povo com antepassados portugueses.
A comunidade cristang é uma pequena comunidade, com origem em antepassados portugueses que remonta aos descobrimentos. A comunidade cristang fala a língua cristang, um crioulo de base portuguesa, sendo que "cristang" significa "cristão" nesta língua. A comunidade é conhecida entre si como "gente cristang"; outros sinónimos para esta comunidade são "Serani" (do malaio "Nasrani", significando seguidores de Jesus de Nazaré) e "gragok" (termo calão para "geragau" ou camarão, referindo-se ao facto de esta comunidade ser tradicionalmente de pescadores de camarão).O nome "cristang" é por vezes utilizado incorretamente para nomear outras populações eurasiáticas da Malásia e de Singapura, incluindo povos de descendência holandesa e britânica.
Mesmo depois de os contactos com Portugal cessarem em 1641, a comunidade cristang preservou as suas tradições, religião e língua, mantendo surpreendentes semelhanças culturais e linguísticas com o Portugal atual, especialmente da região do Minho. São maioritariamente católicos praticantes. Alguns serviços religiosos são ainda celebrados em português e a comunidade é sempre referida como portuguesa pelos malaios. Contudo a língua cristang, não é ensinada nas escolas, pelo que está em vias extinção, com excepção da comunidade portuguesa em Ujong Pasir Malacca.
O Bairro Português de Malaca, é o bairro mais famoso da cidade. Nos longínquos 130 anos de presença na cidade, os nossos navegadores deixaram um legado que milagrosamente sobreviveu até aos nossos dias.A Malaca Portuguesa era o território da atual Malaca, que durante 130 anos (1511-1641) foi uma colónia Portuguesa. 130 anos depois, perdemos Malaca para os holandeses. As famílias de luso-descendentes temiam a perseguição e refugiaram-se nas montanhas. Muitos traços os demarcavam já, as tradições, a língua, a religião, a gastronomia, os nomes de família. Distinguiam-se como a comunidade "cristang", papiavam "portugis", comiam "caldu pescador". Nunca abdicaram da sua identidade cultural, apesar das adversidades.
A dinâmica Comunidade Portuguesa em Malaca, estabelecida desde 1933 mantém o objetivo de reunir a comunidade cristang dispersa, preservando a sua cultura.
O Natal é uma ocasião festiva, quando muitas famílias cristang se juntam. Realizam-se também diversas festividades como o dia de São João (San Juang) a 24 de junho, hoje uma das maiores atracções turísticas de Malaca, a festa ao São Pedro (San Pedro), patrono dos pescadores, em 29 de junho. A música e dança cristang, é conhecida como branyok. A melodia branyok mais popular, a "Jingkli Nona", é vista como um hino não oficial da comunidade eurasiática de origem portuguesa.
terça-feira, julho 22, 2025
Só o Amor
Preta Gil foi uma cantora, atriz, apresentadora e empresária brasileira, fundadora e sócia-diretora da Music2Mynd.
segunda-feira, julho 21, 2025
A Flamiche
A Flamiche é um prato típico da região da Picardia, no norte de França. A Picardia é uma região histórica, com capital em Amiens, que se estende desde os subúrbios de Paris e dos vinhedos de Champagne até às praias na baía de Somme, no Canal da Mancha.
Esta torta/tarte salgada de origem flamenga, remonta ao século XVIII. A palavra flamenga "flamiche" significa "bolo". Originalmente, a flamiche era um pedaço de massa de pão assada e coberta com manteiga derretida.
A base da receita é uma massa preparada com farinha, manteiga e fermento, resultando numa textura amanteigada e crocante. O recheio é uma mistura cremosa de ovos, queijo gruyère e uma pitada de noz-moscada. A torta também leva alho francês/alho porro, refogado em manteiga antes de ser incorporado no creme.
Com o tempo evoluiu para uma torta salgada conhecida por ter na base ou massa folhada ou massa quebrada e um recheio cremoso de alho francês/alho-porro, natas, ovos e queijo. Pode ter ainda diferentes variações de recheios: cebola, endívias e queijos como Maroilles ou Roquefort.
A flamiche pode ser considerada uma variação da quiche, mas com menos ovo e mais alho francês/alho-porro.
Aqui lhe deixo agora uma receita ("pescada" num blogue)
(recheio)
1 alho-francês médio
3 c. de sopa de margarina
150 ml de natas
1 ovo e 1 gema de ovo caseiro L
sal e mistura de 4 pimentas acabada de moer q.b.
Queijo Brie Président q.b.
Preparação:
para a massa
Numa saladeira, colocar a farinha e a margarina amolecida.
Misturar e incorporar o ovo.
Juntar água suficiente até a massa unir e trabalhá-la até ficar homogénea.
Estender a massa numa superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma circular.
Forrar uma tarteira com esta massa e picar o fundo com um garfo.
Vai ao forno a 180 ºC por alguns minutos (uns 8 minutos).
para o recheio
Arranjar o alho-francês, retirando as partes muito verdes.
Lavar bem e cortar em rodelas de cerca de 1 cm.
Derreter a margarina numa frigideira grande e saltear o alho-francês.
Deixar cozinhar um pouco até ficar amolecido.
Retirar do lume e temperar com um pouco de sal e pimenta.
Numa saladeira, misturar as natas com o ovo e gema.
Deitar o alho-francês sobre a massa e cobrir com a mistura de ovo/natas.
Espalhar os pedaços de queijo pelo recheio.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 ºC até dourar (cerca de 20-25 minutos).
Servir com uma salada.
domingo, julho 20, 2025
Nómada: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin
Nómada: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin é um filme inglês (2019) do género documentário, realizado por Werner Herzog que conta no elenco com Werner Herzog e Bruce Chatwin e que faz parte do programa Porto/Post/Doc.
Werner Herzog revisita, neste filme, os passos do amigo e escritor Bruce Chatwin numa reflexão poética sobre o nomadismo, a amizade e a destruição cultural pelo turismo.
Quando o escritor e jornalista Bruce Chatwin estava nos dias finais da sua vida, devido à infeção pelo vírus da SIDA (AIDS), durante a década de 1980, recebeu uma visita de Werner Herzog. Presenteou-o então, com uma bolsa de viagem ou melhor uma mochila. Três décadas mais tarde, Herzog embarca na sua própria jornada nómada, inspirado pelo espírito do falecido amigo.
sábado, julho 19, 2025
Billie Jean
Proponho-lhe que ouça Michael Jackson em Billie Jean (vídeo oficial).
I said, "Don't mind, but what do you mean, I am the one
Who will dance on the floor in the round?"
She said I am the one
Who will dance on the floor in the round
She told me her name was Billie Jean as she caused a scene
Then every head turned with eyes that dreamed of bein' the one
Who will dance on the floor in the round
Don't go around breakin' young girls' hearts" (hee-hee)
And mother always told me, "Be careful of who you love
And be careful of what you do (oh-oh)
'Cause the lie becomes the truth" (oh-oh), hey-ey
She's just a girl who claims that I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (hoo)
She says I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (hee-hee-hee, no-no, hee-hee-hee, hoo)
But who can stand when she's in demand? Her schemes and plans
'Cause we danced on the floor in the round (hee)
So take my strong advice
Just remember to always think twice
(Do think twice) do think twice (ah-hoo)
She told my baby we'd danced 'til three, then she looked at me
Then showed a photo of a baby cryin', his eyes were like mine (oh, no)
Go and dance on the floor in the round, baby (ooh, hee-hee-hee)
And don't go around breakin' young girls' hearts" (don't break no hearts, hee-hee)
But she came and stood right by me
Just the smell of sweet perfume
This happened much too soon
She called me to her room, hey-ey
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
No-no-no, no-no, no-no-no (hoo)
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (no, no)
She says I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (no, hee-hee-ho, hee-hee-hee)
But the kid is not my son (no-no-no, hoo, oh)
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one (you know what you did to me, baby)
But the kid is not my son
No-no-no (no-no-no, ah), no-no-no-no (no-no-no)
She says I am the one (no)
But the kid is not my son (no-no-no-no)
She says he is my son (breakin' my heart, babe)
She says I am the one
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover (don't call me Billie Jean, hoo)
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not- (hee)
sexta-feira, julho 18, 2025
10 Segredos Japoneses
Gostaria de ter uma casa mais leve, mais equilibrada e cheia de paz - sem precisar de mudar radicalmente a sua vida? E, sobretudo, sem gastar muito dinheiro?
Deixo-lhe hoje um vídeo com os 10 segredos japoneses que vão transformar a sua casa para sempre. Vai descobrir 10 hábitos semanais que eles praticam que transformam a casa com pequenos gestos, renovando a energia do ambiente - e também a sua.
✅ Ventilar com intenção
✅ Limpeza silenciosa
✅ Cuidar de detalhes esquecidos
✅ Gratidão pela casa
quinta-feira, julho 17, 2025
Estanhadinha
Ouça Elida Almeida (1993) em Estanhadinha.
Elida Almeida é uma cantora e compositora cabo-verdiana, nascida em Santa Cruz, Ilha de Santiago. Ganhou reconhecimento internacional após vencer o Prix Découvertes RFI em 2015. A sua música mistura géneros cabo-verdianos como o batuque, o funaná e a coladera com influências latinas e pop, resultando num estilo único e vibrante.
quarta-feira, julho 16, 2025
O Festone do Macramê
O festone ou festonê é um dos principais nós do macramê. Contudo nem toda a gente consegue fazê-lo com facilidade e agilidade. Além disso, precisa de ficar sempre muito bem ajustadinho.
O nó festone é um tipo de nó que permite fazer desenhos no trabalho do macramê.
Ao mesmo tempo, ele dá-nos liberdade pra criar. Por exemplo, podem-se criar desenhos trabalhando em linha reta ou na diagonal.
O vídeo abaixo ensina uma maneira mais fácil e rápida de fazer o festone.
terça-feira, julho 15, 2025
O Paris Brest
O Paris Brest é uma sobremesa francesa feita de massa choux e creme mousseline com sabor de baunilha e praliné.
Este doce foi criado em 1910 por Louis Durand, chefe pasteleiro de Maisons-Laffitte, a pedido de Pierre Giffard, para comemorar a corrida de bicicleta que fazia o percurso Paris-Brest-Paris que ele havia iniciado como organizador em 1891. Este doce tornou-se rapidamente popular entre os ciclistas desta corrida de ciclismo, em parte por causa do seu valor energético e alto teor calórico e também pelo seu nome intrigante, e agora é encontrada em confeitarias em toda a França. A forma circular é representativa de uma roda que é feita de uma massa bem leve e airada (pâte à choux), com um recheio de creme mousseline com sabor de baunilha e praliné e coberto com amêndoas. O Paris-Brest existe em todos os tamanhos e é uma das receitas francesas mais famosas. Entre o pralinê, a massa de choux e o creme mousseline, cada um irá encontrar sabor ao seu gosto.
Assista agora à receita preparada pelo chef Juliete Soulé!
Massa choux
250ml de água
125g de manteiga
4g de sal
8g de açúcar
125g de farinha de trigo
225ml de ovos
500ml de leite
1 fava de baunilha
125g de açúcar
4 g de amido de milho
5 gemas de ovos
50g de manteiga
200g de manteiga pomada
150g de praliné
100 g de amêndoa laminada
segunda-feira, julho 14, 2025
Bruce Chatwin: Anatomia da Errância
Anatomia da Errância - Textos Escolhidos 1969-1989, é um livro de Bruce Chatwin, que lhe deixo hoje aqui como sugestão de leitura.
Antropólogo e arqueólogo, historiador da arte, ficcionista, crítico literário, jornalista, repórter à solta e escritor de viagens, Chatwin sabe que o nomadismo é uma condição do nosso destino.
A história de todas as civilizações oscila entre o desejo de ambas as coisas: mudar de lugar ou manter-se em casa (um sítio «onde pendurar o chapéu»), mas o que o surpreende é perceber que a busca de conforto, o sentido da vida tanto pode encontrar-se numa coisa como noutra.
Estes textos (ensaios, artigos, pequenos contos, relatos de viagem), reunidos e publicados depois da sua morte, são tentativas de compreender por que razão o nomadismo e a errância são tão essenciais para a nossa felicidade e para entendermos o mundo.
Quem nunca sentiu a tentação de, como Chatwin, deixar um recado a dizer «fui para a Patagónia» e partir?
domingo, julho 13, 2025
Lisboa, Eterna Madrugada
Não sei de graça igual à sua graça,
De ar como esse ar com que Ela nos fascina.
Atlântida talvez, grega, latina,
Alberto de Monsaraz (1889 - 1959)
sábado, julho 12, 2025
Mém di Omali: São Tomé e Príncipe
Comemoram-se hoje os 50 anos da independência de São Tomé e Príncipe (12 de julho de 1975). A proclamação da independência foi realizada pela Assembleia Constituinte eleita, e nesse mesmo dia foram estabelecidas relações diplomáticas entre Portugal e São Tomé e Príncipe, com a assinatura de um Acordo Geral de Cooperação e Amizade.
Para celebrar esta data proponho-lhe que veja o videoclipe da música "Mém di Omali" do general João Seria, com a participação da artista Sebastiana e do produtor musical Dico Mendes. Estes três artistas de São Tomé e Príncipe cantam ao seu povo nas três línguas locais (forro, angolar e lunguyè) em prol da conservação das tartarugas marinhas de São Tomé e Príncipe.
sexta-feira, julho 11, 2025
Almost Blue
Ouça Chet Baker em Almost Blue composta por Costello.
"Chet" Baker (1929 - 1988) foi um trompetista e vocalista de jazz norte-americano. Ficou conhecido por grandes inovações no cool jazz que lhe renderam o apelido de "Príncipe do Cool".
Em 1983, o cantor britânico Elvis Costello, um fã de longa data de Baker, contratou o trompetista para tocar um solo na sua música "Shipbuilding" para o álbum Punch the Clock. A música expôs a música de Baker a um novo público. Mais tarde, Baker frequentemente incluía a música de Costello "Almost Blue" (por sua vez, inspirada na versão de Baker de "The Thrill Is Gone") nos seus shows.
There's a girl here and she's almost you
Almost all the things that your eyes once promised
I see in hers too
Now your eyes are red from crying
Almost blue
It named me as the fool who only aimed to be
Almost blue
It's almost touching it will almost do
There's a part of me that's always true...always
Not all good things come to an end now it is only a chosen few
I've seen such an unhappy couple
quinta-feira, julho 10, 2025
A Casa Figueiredo: Uma Jóia em Goa
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| Fachada da Casa Figueiredo |
A Casa Figueiredo é uma verdadeira joia em Goa. Esta mansão é o lar da família mais influente de Goa há mais de 400 anos.
Na história da Índia, Portugal apesar de ser uma potência mediana, tinha fortes ambições mercantilistas e religiosas. Os portugueses chegaram séculos antes dos britânicos, em 1510, quando Afonso de Albuquerque capturou Goa, e partiram mais de uma década depois deles, em 1961, expulsos quando uma Índia recentemente independente exerceu a sua força militar.
Goa era a joia da coroa portuguesa na Ásia e 450 anos de assimilação cultural deixaram o pequeno estado costeiro muito diferente do resto da Índia, mais europeu do que indiano em muitos dos seus aspectos culturais e sociais.
Desse passado há muitos vestígios da influência portuguesa. Desde logo as igrejas e conventos mas também, algumas casas senhoriais.
Um dos mais monumentais exemplos da casa senhorial goesa, é a Casa dos Figueiredo (séc. XVII), localizada em Loutolim, Goa. Loutolim é uma pequena vila escondida nos remansos e a uma curta distância do Zuari, o rio mais longo de Goa.Com um enquadramento único, frente a um extenso vale de arrozais, pontuado por palmares de coqueiros, a Casa Figueiredo é um dos mais belos exemplos da arquitetura indo portuguesa goesa. A extensa fachada que se recorta neste cenário natural é resultante de grandes transformações efetuadas no século XIX sobre uma anterior habitação do século XVIII, apresentando elementos estruturais possivelmente mais antigos.
Os Figueiredos, descendentes dos Poddiars de Sancoale, prosperaram sob o domínio português e a família alcançou destaque social e político em Goa, contando entre os seus membros com advogados, diplomatas e parlamentares.
Um clã tão distinto teria que ter uma sede familiar compatível com a sua posição na sociedade e, assim, a Casa Figueiredo surgiu sob a administração do fundador, Manuel João de Figueiredo, em 1590. Duzentos anos depois, para acomodar a crescente família, o tamanho da mansão foi dobrado com a adição de outra ala idêntica à primeira. Hoje, os seus 55 quartos estão espalhados por impressionantes 7.000 metros quadrados, oferecendo aos visitantes as belas paisagens dos verdes campos de arroz de Loutolim.
Muitas destas casas senhoriais encontradas por toda a Goa, estão quase todas em avançado estado de decadência e abandono. A Casa Figueiredo é uma das poucas exceções, graças à sagacidade do patriarca Vicente João de Figueiredo, que a legou inteiramente às duas filhas em quem confiou a execução da sua ordem de que fosse preservada para a posteridade como património histórico. Ambas as filhas faleceram e a propriedade agora pertence e é administrada como museu e como residência familiar pela única descendente sobrevivente, Fátima Figueiredo, e o seu filho, Pedro.
quarta-feira, julho 09, 2025
O Farol das Orcas
"O Farol das Orcas" é um filme (2015), realizado por Gerardo Olivares, que conta a história real de Roberto Bubas, um guarda florestal na Patagónia Argentina que se dedica ao estudo e proteção de orcas.
Este filme baseado em factos reais, explora temas como a ligação à natureza, a importância da escuta e do acolhimento, e a possibilidade de encontrar caminhos para a comunicação e o desenvolvimento emocional, mesmo diante de desafios como o autismo.
Beto (Joaquín Furriel), que mora na Argentina, é um homem solitário que trabalha como guarda florestal num Parque Nacional. Lola (Maribel Verdú) é espanhola e mãe de Tristán (Joaquín Rapalini), um menino autista de 11 anos. Depois de ver Beto num documentário, desesperada, Lola vai com o filho para Argentina em busca de ajuda, na esperança deque as orcas ajudem o menino a ligar-se às suas emoções. Um pouco relutante no início, Beto concorda em ajudar Tristán. Com o passar do tempo Beto e Lola passam a olhar-se de maneira diferente e a envolver-se emocionalmente.
terça-feira, julho 08, 2025
Pregões Matinais
Fumando qual filósofo ou palhaço,
Sem mulher… sem cuidados… sem dinheiro!
Ouvir trinar no cristalino espaço
Um pregão mais macio que um regaço,
Que se esvai a carpir… como um boieiro…
Com seu pregão chilrado de andorinha,
Passam varinas de gargantas sãs…
Eu creio que oiço ao longe as frescas Musas,
A vender uvas e a pregoar maçãs.
Gomes Leal (1848-1921) - «Mefistófeles em Lisboa», 1907
segunda-feira, julho 07, 2025
O Macaron
O Macaron é um dos doces franceses mais populares dos últimos tempos, mesmo no nosso país.
Se for a Paris, nos Champs-Elysées vai encontrar a loja dos macarons mais famosos do mundo, a Ladurée, que é uma famosa casa de chá francesa, que já conta com uma filial em Lisboa, na Avenida da Liberdade.
O macaron é um biscoito redondo, que pode ter entre 3 e 5 centímetros de diâmetro. A massa é feita de claras de ovos em neve, açúcar e farinha de amêndoas, que é cozida até ficar crocante por fora e macia por dentro. Este biscoito tem ainda um recheio cremoso que pode ter diversos sabores, como por exemplo de ganache, de creme de confeiteiro ou de geleia, entre outros. Originalmente, eram produzidos em sabores clássicos, como baunilha, morango, café e chocolate, mas profissionais criativos foram inventando sabores novos. Os macarons são conhecidos também pelas suas cores vibrantes, que podem variar bastante de acordo com o sabor.
Apesar de ter origem italiana, o macaron popularizou-se em França, principalmente a partir do século XVI, quando foi levado para a corte francesa por Catarina de Médicis.
A origem da palavra macaron vem de "maccherone". Na Itália, a palavra "maccherone" é usada para designar uma massa leve. Como o macaron era um biscoitinho leve feito de amêndoas, açúcar e claras, então recebeu esse nome. Quando Catarina de Médicis o levou para França, os franceses não sabiam pronunciar a palavra maccherone. Rapidamente afrancesaram o termo que acabou por se tornar macaron.
A receita do "Doce da Rainha" – como eram conhecidos – foi mantida em segredo e estavam apenas ao alcance da nobreza.
No sec. XVIII as irmãs do Convento de Saint-Sacrement (em Nancy, na Lorena) popularizaram os macarons quando os começaram a produzir e vender.
No século XIX, o confeiteiro Pierre Desfontaines, da Ladurée, teve a ideia de unir dois biscoitos com recheio, criando a versão que conhecemos hoje.
Deixo-lhe a seguir uma receita da Filipa Gomes (24 kitchen) e ainda dois vídeos sobre os macarons.
O processo de preparação pode ser um desafio, pois a massa é delicada e requer técnicas específicas. É importante seguir as instruções com atenção, pois o macaron é um doce sensível à humidade e à temperatura.
100 gr Açúcar de Confeiteiro
1 chávena Amêndoas Peladas e Laminadas
1 c. sopa Cacau em Pó
2 Ovos tamanho L
4 c. sopa Açucar Fino
1 lata Leite Condensado Cozido
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| Ladurée - Paris |
1. Aqueça o forno a 175ºC e forre um tabuleiro com papel vegetal.
2. Junte amêndoas cruas laminadas e sem pele com açúcar de confeiteiro e triture tudo até ficar bem fino.
3. Adicione o cacau, e continue a triturar.
4. Quando tudo estiver em farinha, peneire para uma taça.
5. De seguida, bata as claras de ovo, e quando começar a formar uma espuma, adicione lentamente o açúcar fino, para que tudo fique bem incorporado.
6. Continue a bater até obter a consistência de picos duros, junte a farinha de amêndoa e envolva tudo suavemente.
7. Transfira a massa para um saco de pasteleiro e coloque no tabuleiro formas redondas com cerca de 3 centímetros cada, mantendo-as afastadas entre si.
8. Deixe repousar alguns minutos, e de seguida leve ao forno durante cerca de 15 minutos.
9. Por fim, recheie os macarons com leite condensado cozido, e deixe arrefecer antes de poder surpreender os seus convidados.
domingo, julho 06, 2025
O Uganda
O Uganda, é um país sem ligação ao mar situado no leste da África. O Uganda é o segundo país sem litoral mais populoso do continente africano. Faz fronteira a leste com o Quénia, a norte com o Sudão do Sul, a oeste com a República Democrática do Congo, a sudoeste com o Ruanda e a sul com a Tanzânia. A parte sul do país inclui uma parcela substancial do Lago Vitória, compartilhado com o Quénia e a Tanzânia, situando o país na região dos Grandes Lagos Africanos. Também é o principal refúgio do gorila-das-montanhas. O Uganda encontra-se dentro da bacia do Nilo. Tem um clima variado, mas geralmente, um clima tropical húmido. O território do país está, assim, coberto por savanas e selvas equatoriais de altitude, devido à sua localização numa região de planaltos e montanhas. O Uganda está dividido em duas regiões de montanhas entre os ramos ocidental e oriental do Vale do Rifte. Possui, também, uma rede hidrográfica com grande número de rios e lagos.
O nome Uganda deriva do reino do Buganda, que ainda hoje é considerado administrativamente como uma entidade semiautónoma, compreendendo toda a região central do país, incluindo a capital, Campala. Os túmulos dos Reis do Buganda em Kasubi (uma colina em Campala) são considerados património da humanidade.
A partir de 1800 toda aquela área foi governada como uma colónia pelos britânicos, que estabeleceram o direito administrativo em todo o território. O Uganda obteve a independência do Reino Unido em 9 de outubro de 1962. Desde então, o país tem vivido conflitos intermitentes. Mais recentemente, viveu uma longa guerra civil contra o Exército de Resistência do Senhor, que resultou em milhares de vítimas e deslocou mais de um milhão de pessoas.
As línguas oficiais do Uganda são o inglês e o suaíli. O luganda, uma língua bantu, é falada em boa parte do país, principalmente na região de Buganda. O atual presidente de Uganda é Yoweri Kaguta Museveni, que chegou ao poder através de um golpe estado em 1986, mas, foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático.
sábado, julho 05, 2025
Maria Júlia
sexta-feira, julho 04, 2025
A Nova Goa do Brasil
Sabia que há mais de 60 anos, foi escolhido um local, no Brasil, para receber os portugueses expulsos da cidade de Goa?
O projeto era ambicioso e minucioso. Para atenuar as saudades, a vila planeada, que serviria para abrigar 5 mil goeses, seria uma réplica em miniatura da cidade de Goa que ficava do outro lado do oceano. No entanto, só uma pequena capela, a Igreja de Santa Catharina, foi construída pelos portugueses expulsos de Goa, na Índia.
Abandonada no alto de um morro nas margens da Lagoa Formosa, em Planaltina de Goiás, uma imponente igrejinha lembra hoje os laços que unem o Brasil à Índia.
Os planos de fundar, no coração do Brasil, a povoação de Nova Goa, foram abandonados por aqueles portugueses.
Sozinha, a igreja continuou de pé no meio do mato tendo sido encontrada por um agricultor, anos mais tarde, em pleno cerrado de Goiás. O local recentemente redescoberto chamou a atenção dos fiéis e do pároco da região. Os católicos mobilizaram-se num trabalho de fé e de reconstrução.
Os vídeos abaixo, revelam as lendas e histórias que circundam este templo misterioso. Através deles pode seguir a transformação da igreja, desde um projeto abandonado a um local negligenciado, até à sua recente redescoberta e aos esforços de restauração pela comunidade local.
| Igreja de Santa Catarina de Goa |
A beleza e a importância desta réplica exata da igreja de Santa Catarina de Alexandria, que existe há 500 anos na Índia, foi um dos segredos mais bem guardados da região. Uma igreja fascinante construída no Brasil, no século passado, e que fez parte originalmente de um sonho ambicioso.
quinta-feira, julho 03, 2025
A Caminho de Kandahar
Não é Hollywood que mais tem alertado para o facto do regime Talibã ser um dos piores regimes do mundo. São os cineastas afegãos e muçulmanos de outros países, na sua maioria, que mais têm chamado a atenção para este assunto.
A Caminho de Kandahar é um filme (drama) franco-iraniano de 2001, realizado por Mohsen Makhmalbaf e que conta no elenco com Noam Morgensztern.
Denso e alegórico, o filme baseado numa história verídica, mistura um interessante esquema dual entre uma narrativa documental e aspectos do cinema "ficcional".
Uma jovem jornalista nascida na Índia mas filha de pais afegãos (Niloufar Pazira), residindo no Canadá, decide retornar ao seu país, após receber uma carta da irmã relatando que se iria suicidar antes que ocorresse o próximo eclipse solar (na viragem para o século XXI). Nafas resolve então retornar ao Afeganistão a fim de tentar salvar a sua irmã.
A partir do momento da entrada no país, de onde tinha fugido no meio de uma guerra civil provocada pelos Talibãs, dá-se conta da situação do Afeganistão com as imposições do regime fundamentalista islâmico e vive momentos de suspense para ir ao encontro da irmã.
quarta-feira, julho 02, 2025
A Quiche Lorraine
A Quiche Lorraine é um prato tradicional da culinária francesa, mas de origem alemã. É uma receita da Lorena (ou Lorraine), região do nordeste da França. A palavra "quiche" deriva da palavra alemã (e do dialeto da região) "kuchen", que significa "torta", e do nome região onde foi criada, hoje conhecida como Lorraine (ou Lorena).
A receita original da Quiche nasceu no século XVI, quando a Lorraine pertencia à Alemanha. Originalmente era uma torta/tarte aberta recheada com creme feito de leite e ovos e acrescida de bacon defumado. Somente depois foi acrescentado o queijo à receita.
Hoje em dia pode ser acrescida de todo o género de ingredientes. O queijo gratinado sobre a torta dá o toque final à receita. O queijo está sempre presente na culinária francesa, tornando os pratos ainda mais saborosos. Entre eles estão o suflé de queijo e o tartiflette, uma receita típica de inverno.
É, portanto, uma tarte/torta coberta com uma mistura de nata e ovos, toucinho (bacon), queijo, pimenta do reino e noz moscada. A Quiche Lorraine é normalmente servida quente e como prato principal (ao almoço ou ao jantar), embora se tenha tornado comum o seu uso como entrada/aperitivo (cortada em pedaços pequenos e espetada em palitos), em coquetéis ou em piqueniques.
Além de muito fácil de fazer, leva pouquíssimos ingredientes o que é essencial para uma refeição simples que agradará à família toda!
Para a massa da quiche
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
125g de manteiga gelada cortada em cubinhos
1 ovo
1 colher (sopa) de água gelada
1 colher (chá) de sal
Misture a manteiga com a farinha usando as pontas dos dedos, até obter uma espécie de areia grosseira.
Junte o ovo, misture bem e adicione a água.
Incorpore tudo até que se forme uma massa homogénea.
Modele uma bola, embrulhe em plástico filme e no frigorífico por no mínimo 2 horas.
Numa superfície polvilhada com farinha de trigo, abra a massa com um rolo e disponha numa forma de fundo amovível. Ou então pegue em pedaços da massa com as mãos e vá preenchendo a forma.
Com um garfo, faça vários furos por toda a massa e leve ao congelador enquanto pré-aquece o forno a 200ºC por 10 minutos.
Leve a massa ao forno por 7 minutos.
Retire a massa do forno, que deve continuar ligado, e reserve enquanto prepara o recheio.
Preparação do Recheio
Frite o bacon até ficar quase dourado. Escorra em papel absorvente e reserve.
Numa vasilha, misture os ovos com o leite e o creme de leite (natas).
Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz moscada.
Acrescente o bacon, misture bem e disponha por cima da massa já pré-assada.
Espalhe o queijo por cima do recheio e leve ao forno a 180ºC por 35/40 minutos (ou até a massa e o topo dourar). Para ver se a quiche está cozida basta fazer o teste do palito.
E está pronta uma deliciosa Quiche Lorraine!
Algumas Notas:
- Se não quiser fazer a massa pode optar por uma massa quebrada de compra.
- Escolha nata líquida fresca (creme de leite no Brasil) que adicionará maciez à sua preparação.
- Para uma versão mais leve, pode substituir o bacon por quadrados de presunto ou fiambre.
- Para a quiche ter um efeito gratinado, costuma adicionar-se queijo ralado por cima. Se quiser, contudo, seguir a receita da tradicional quiche Lorraine, não pense nisso nem por um segundo (corre o risco de incorrer na ira dos puristas)!
- Mas não se aflija porque há muitas variações da quiche Lorraine. Assim, se adicionar queijo (ralado ou não) à sua preparação, obterá uma Quiche de Vosges, se adicionar cebola, terá uma quiche alsaciana.
- Pode acompanhar a Quiche Lorraine com uma salada verde ou uma salada mista e terá assim uma refeição rápida e fácil.
- A Quiche Lorraine combina com vinhos brancos secos e frutados. Assim, se estiver em França, pode optar por um vinho branco da Alsácia: Riesling ou Pinot Blanc, que pela sua frescura e acidez equilibram a riqueza do creme, ou por um Chardonnay (sem carvalho), ou por um Bourgogne Aligoté, ou ainda por um Mâcon-Villages. Ainda pode optar por um vinho branco do Loire: como um Sancerre ou um Sauvignon da Touraine porque trazem uma vivacidade agradável.
- Se estiver em Portugal, as sugestões são as seguintes: Brancos portugueses: Encruzado (Dão), Arinto (Lisboa ou Bucelas), vinho Verde (Alvarinho ou Loureiro mais estruturado) ou Tintos leves (se preferir): Baga, Tinta Roriz/Jaen (Dão).







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