O Grandala azul (Grandala coelicolor) é uma espécie de pássaros que pertence à família dos Turdidae .
Estas aves são insetívoras arbóreas, pelo que possuem um bico comprido e forte. Normalmente as aves desta família têm cores discretas enquanto outras como o Grandala azul têm cores vibrantes, sobretudo os machos.
Aparecem no nordeste do subcontinente indiano e em algumas regiões adjacentes, existindo, principalmente, nas altitudes baixas a médias, dos Himalaias .
O Grandala azul pode ser encontrada em países como o Butão, a Índia, Mianmar e o Nepal, bem como no Tibete e noutras áreas da China.
A belíssima ária, "Nessum Dorma", da ópera Turandot, de Giacomo Puccini (1926), canta a vitória que virá a acontecer.
Na letra de Nessun Dorma, o herói fala da vitória que irá alcançar ao alvorecer de um novo dia e as suas últimas palavras são: Vencerei, Vencerei (como pode apreciar a seguir).
O Príncipe desconhecido (Il principe ignoto - Calaf)
Desapareça, ó noite! Esvaneçam, estrelas! (Dilegua, o notte!... Tramontate, stelle!)
Esvaneçam, estrelas! Ao amanhecer, eu vencerei! (tramontate, stelle!All` alba vincerò!...)
Vencerei! Vencerei!(Vincerò! Vincerò!)
O vídeo a seguir (com a música orquestrada), as pessoas que figuram no final do mesmo, aparecem retirando as suas máscaras, demonstrando assim a esperança na vitória sobre a pandemia, num futuro próximo!
A vitória chegará pra todos nós. Venceremos de certeza a pandemia !
Polignano a Mareé uma pequena cidade da região da Puglia, a 36 Km de Bari, no sul da Itália!
Polignano a Mare faz parte da província de Bari, junto ao Mar Adriático e a sua origem é muito antiga, pelo que é uma localidade com muitos vestígios históricos.
A origem da cidade remonta ao século IV a.C. quando um vilarejo foi ali fundado pelos gregos. Floresceu alguns séculos depois, sob o domínio romano. O Imperador Trajano ordenou a construção da Via Appia-Trajana para ligar Roma a Brindisi, passando por Polignano a Mare. Algumas partes dessa estrada ainda podem ser vistas ao norte do centro histórico, como a ponte romana Lama Monachile.
Polignano a Mare situa-se no alto de falésias de origem calcária (com 20 m de altura), daí que um evento muito conhecido acontece ali todos os anos: é o campeonato mundial de mergulhos Red Bull Cliff Diving World.
A cidade também é famosa pelo seu filho ilustre, o cantor Domenico Modugno, que transformoua canção Volare num quase hino italiano.
Com as suas altas falésias rochosas, mais de 800 grutas marinhas emolduradas pela água azul cristalina do mar Adriático e o Burgo antigo lá no alto, esta cidade faz-nos pensar que realmente todos os sonhos são possíveis!
As Waffles ou Gaufres (em francês) são um doce de origem belga, confecionado com um tipo de massa feita com farinha, açúcar, manteiga, ovos e leite, que depois é cozinhada num molde. Assim, a massa fica prensada num ferro que lhe imprime texturas quadriculares.
A massa das waffles já foi usada como hóstia em cerimónias religiosas católicas. Hoje as Waffles podem ser degustadas de forma simples ou com diversos tipos de coberturas e com diversos tipos de acompanhamentos, como doces de fruta, chocolate ou gelado.
As Waffles (termo que vem do flamengo Wafel) são consumidas em todo o mundo, mas, são muito apreciadas nos E. U. A. (e no Reino Unido) sobretudo durante o pequeno almoço.
Deixo-lhe aqui mais uma receita, se quiser experimentar esta sobremesa, aproveite para a fazer durante o novo confinamento que se avizinha.
Os Ingredientes:
260 g farinha
125 g açúcar
3 ovos médios
5 dl leite meio-gordo
65 g manteiga
A Preparação:
Numa tigela, misture a farinha com açúcar. Junte os ovos, um a um, e depois 2 dl de leite. Misture bem.
Num tacho, leve ao lume o restante leite e a manteiga. Reserve alguma manteiga para untar a forma.
Quando a manteiga derreter, junte ao preparado anterior e misture bem. Ligue uma máquina de waffles e unte com um pouco de manteiga.
Deite uma porção de massa. Quando estiver dourada dos dois lados retire. Repita o procedimento até que a massa termine.
Sugestão:
Polvilhe com açúcar em pó e sirva com compotas, chocolate derretido, mel ou fruta.
Oiça Cecilia Bartoli na ária Casta Diva da ópera Norma de Bellini, aqui num documentário acerca de Maria Malibran. Vincenzo Bellini (1801 - 1835) foi um compositor italiano, entre os mais célebres do século XIX. As suas óperas mais famosas e representadas são La sonnambula, Norma e I Puritani.
Maria Malibran (1808 - 1836) foi uma cantora lírica (mezzosoprano) francesa de ascendência espanhola, que se tornou a diva mais famosa, ainda atualmente, da primeira metade do século XIX, e que pertencia à talentosa família musical dos García, da qual fez parte a também célebre cantora - e sua irmã - Pauline Viardot-García.
Já Cecilia Bartoli (1966) é uma cantora lírica mezzosoprano italiana e uma popular intérprete de óperas e recitais.
Conhecida pelos seus papéis em óperas de Mozart e Rossini, Bartoli também é uma aclamada intérprete de cantos barrocos.
Diferentemente da maioria dos cantores de ópera, Bartoli tornou-se mundialmente célebre muito jovem, ainda com menos de vinte anos de idade. Entre os seus títulos, contam-se o de Cavalieri de Itália e de Chevalier des Arts et des Lettres, atribuído pelo governo francês. Cecilia Bartoli foi eleita Membro Honorário da Real Academia de Música em Londres e Accademico Effetivo di Santa Cecilia em Roma.
João Cutileiro (1937 - 2021) foi um escultor português recentemente falecido.
Cursou escultura, durante dois anos, na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, mas depois decidiu sair do País.
Pela mão de Paula Rego inscreveu-se na Slade School of Art de Londres.
No início dos anos 1970, regressou definitivamente a Portugal, fixando-se então no Algarve – e é no ateliê de Lagos que constrói a obra mais polémica de toda a sua vida: o "D.Sebastião", erguido na praça Gil Eanes de Lagos, que rompeu por completo com os padrões da escultura nacional.
Oiça e veja João Cutileiro, aqui, no seu ateliê, no registo em vídeo que se segue, sobre a escultura, as obras e as várias forças que o moldaram.
Nada como a receita de uns Biscoitos Rápidos para adoçar este Dia de Reisque encerra as festividades Natalícias.
Ingredientes:
10 colheres de sopa de farinha de trigo
6 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de margarina
1 ovo
Preparação:
Misture todos os ingredientes até a massa ficar homogénea.
Faça bolinhas e coloque-as numa forma untada com margarina e farinha de trigo.
Esta massa de biscoitos dá para ser recheada com Marmelada, goiabada ou chocolate, pois ficam muito bons. Se preferir pode colocar um cravo da Índia em cada biscoito porque também ficam muito bons.
Leve ao forno e deixe cozer por uns 15 minutos.
Nota: Estes biscoitos devem ser retirados do forno assim que fiquem prontos, senão ficam duros, nem podem ser muito cozidos.
Oiça Maria Callas, na ária Casta Diva, da ópera Norma de Bellini.
Este concerto foi gravado ao vivo em Dezembro de 1958 no Palais Garnier, em Paris, com a orquestra da Ópera Nacional de Paris e Georges Sebastian.
A grande Maria Callas interpreta aqui Norma que é uma grande sacerdotisa da Gália, na época da ocupação romana (50 AC). Os Druidas vêm pedir-lhe a sua autorização (a sua bênção) para se revoltarem contra os ocupantes, mas Norma convence-os de que não chegou ainda a altura de o fazer, movida pelo seu amor secreto, que era Romano.
Casta Diva é uma prece que Norma dirige à Lua, para que acalme os espíritos revoltosos dos Druidas, confessando o seu amor e dizendo que tudo fará para o proteger.
Com votos de um Feliz Ano Novo proponho-lhe que assista à interpretação de Maria Callas (1965) da famosa ária "Oh Mio Babbino Caro", que é uma das mais belas árias da ópera Gianni Schicchi, de Puccini(a única ópera cómica deste autor).
Positano é uma das localidades mais pitorescas de Itália e uma das mais bonitas da Costa Amalfitana.
Localizada na península de Sorrento, Positano, é uma romântica e colorida cidade que se localiza na encosta de uma montanha. As suas vistas são incríveis e dela pode contemplar o azul do mar que envolve a Costa Amalfitana. A cidade é famosa também pela sua bebida típica, o limoncello.
Durante a Idade Média, Positano foi um porto pertencente à república de Amalfi. A cidade prosperou nos séculos XVI e XVII, porém entrou em decadência em meados do século XIX, quando mais da metade da população emigrou, principalmente para a América. Durante a primeira metade do século XIX, Positano foi uma pequena vila de pescadores.
A partir dos anos 1950, porém, a cidade começou a atrair turistas, especialmente depois do escritor americano John Steinbeck ter publicado um ensaio sobre a cidade, na revista Harper's Bazaar (1953).
Os músicos Keith Richards e Mick Jagger compuseram a música Midnight Rambler (1969) durante uma estadia de férias na cidade. O realizador e produtor de cinema Franco Zeffirelli manteve, durante 35 anos, uma residência na cidade que se converteu em ponto de encontro de artistas, a Villa Treville, que, hoje, é um hotel.
Aquando das invasões francesas, Melo foi afetada por elas, nos seus palácios, capelas, etc., como, por exemplo, na Capela de Santa Marta, São Caetano e a das Almas. Foram todas vandalizadas e saqueadas.
Havia um convento no lugar de Nabaínhos, freguesia de Melo, onde hoje se encontra a capela de Nossa Senhora do Coito (ou Couto). As freiras, com medo dos soldados, fizeram o voto de vestir o Menino Jesus da igreja da Misericórdia com farda igual à de Napoleão, se os soldados não as molestassem. Depois das tropas passarem, cumpriram o seu voto e assim ficou a dita imagem, que ali se encontra desde 1814.
Melo, com uma população de cerca de 800 pessoas, tem como padroeiro Santo Isidoro. No entanto comemoram-se aqui as festas da Senhora do Coito, Santa Eufémia e Senhor do Calvário.
A localidade é de fundação muito antiga, teve importante protagonismo político e social na região.
Melo destaca-se também pelo facto de ser a terra natal de Vergílio Ferreira, destacado vulto das letras portuguesas do século XX.
A primitiva imagem deste Menino Jesus do Senhor da Lareira era a de um galante rapaz, vestido à portuguesa (segundo ficou registado na revista "Ilustração Portuguesa", de 1906).
Entretanto, subsiste a lenda que, após a violência das invasões francesas, nomeadamente a segunda invasão, uma devota mulher do povo prometeu "revestir" o Menino com um traje "à Napoleão" em desafronta aos inimigos, ladrões, incendiários e assassinos. E eles passaram ao largo, felizmente, e o Menino Jesus afastou igualmente de Arganil os terceiros invasores.
Ainda hoje O Menino Jesus da Ladeira continua de pé, sorridente, alegre e parece que irónico, bonito, com o seu bastão de comando e o símbolo do poder do mundo nas mãos (tal como pode ver na imagem ao lado).
Colmar é uma encantadora cidade francesa, conhecida como "a pequena Veneza", porque o seu centro histórico é travessado por canais. Situa-se na fronteira com a Alemanha e a Suíça, e é conhecida por realizar a mais famosa feira de Natal da Alsácia e de toda a Europa!
É também a cidade mais importante da Rota do Vinho da Alsácia e um destino a considerar, quando puder viajar.
Passar o Natal em Colmar deve ser maravilhoso porque Colmar é uma " cidade de interior", bastante hospitaleira, localizada entre vinhedos e canais, famosa pelos vinhos e a comida deliciosa.
Nos mercados de Natal pode provar o famoso Vin Chaud, a cerveja artesanal da região, um chocolate quente, as tartes flambée, o Pain de épices (pão doce com especiarias), o kugelhopf (uma espécie de panetone), as bretzels (pão tradicional alemão, em forma de nó, seco, estaladiço, habitualmente assado e salgado, que na sua forma infinita surge pendurada por todos os cantos) e os deliciosos biscoitos de manteiga e de coco, entre muitas outras coisas, como pode ver nos dois vídeos abaixo.
Com votos de Feliz Natal aqui lhe deixo um vídeo onde pode apreciar o cantor britânico Rod Stewart interpretando canções alusivas a esta época (Christmas Live at Stirling Castle em 2012).
A Casa da Rússia é um livro do escritor britânico John le Carré, recentemente falecido.
John le Carré (1931- 2020), estudou em Berna e Oxford e foi professor em Eton. Esteve durante cinco anos ligado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo primeiro secretário da Embaixada Britânica em Bona e, posteriormente, cônsul político em Hamburgo.
Começou a sua carreira literária em 1961, tendo-se tornado um escritor mundialmente reconhecido com o livro O Espião Que Saiu do Frio. A consagração de le Carré deu-se com o excelente acolhimento que teve a célebre trilogia de Smiley: Tinker Tailor Soldier Spy, The Honourable Schoolboy e A Gente de Smiley.
Entre os seus romances, todos eles assinaláveis êxitos de vendas e de crítica, contam-se O Alfaiate do Panamá, Single & Single, O Fiel Jardineiro, Amigos até ao Fim, O Canto da Missão e Um Homem Muito Procurado.
Sinopse:
John le Carré arrasta-nos, uma vez mais, para o seu mundo secreto e faz dele o nosso. Em Moscovo, Leninegrado, Londres e Lisboa, numa ilha da costa do Maine que pertence à CIA, e no coração do próprio Barley Blair, Carré desenvolve não apenas uma história de espionagem, mas uma alegoria do amor individual confrontado com atitudes coletivas de beligerância.
Oiça a cantora Celina Pereira em "Rochas à Vista" do disco "Areias mornas de Bubista". Este disco foi uma celebração dos 45 anos de música da cantora e uma homenagem ao compositor cabo-verdiano Luis Rendall e à primeira "cantadeira" de morna Maria Bárbara que participou na primeira exposição musical colonial realizada no ano 1932 em Lisboa.
Celina Pereira foi uma cantora e educadora cabo-verdiana (f. a 17-12-2020) que tirou em Viseu o curso do magistério Primário.
O seu primeiro single foi editado em 1979 pela etiqueta Discos Monte Cara de Bana. Em 1986 é editado o seu primeiro disco, "Força di Cretcheu" (Força do Meu Amor), com arranjos e direção musical de Paulino Vieira, que inclui histórias e cantigas de roda, brincadeira, casamento e trabalho.
Em 1990 lançou "Estória, Estória... No Arquipélago das Maravilhas" que contou com a colaboração de Paulino Vieira. Iniciou um trabalho de contadora de estórias em 1991, nos Estados Unidos.
Edita pela editora francesa Melódie, em 1993, o álbum "Nós Tradição".
No disco "Harpejos e Gorjeios", editado em 1998, canta em crioulo e português. Contou com a direção musical de Zé Afonso. Interpreta a morna "Bejo de Sodade", da autoria de B. Leza, com o fadista Carlos Zel.
Colabora com Martinho da Vila no tema "Nutridinha (nutridinha do sal)" do disco "Lusofonia" de 2000.
"Estória, Estória..." foi reeditado em CD e em formato audiolivro (livro/cassete) tendo vários prémios internacionais. "Estória, Estória… do Tambor a Blimundo" é um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos. As ilustrações são da autoria da italiana Cláudia Melotti e os textos são da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos africanos.
Celina Pereira foi condecorada, em 2003, com a medalha de mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.
Epifânia de Freitas Silva Ramos Évora (1919 - 2014), conhecida como Dona Tututa ou Tututa Évora, foi uma pianista e compositora cabo-verdiana.
Considerada uma figura lendária no seu país, foi autora de temas como Grito d’ Dor, Sentimento, Mãe Tigre e Vida Torturada, entre outros. Cesária Évora, Bana, Humbertona e a sua filha Magda Évora são alguns dos intérpretes que gravaram temas seus.
Epifânia Évora amava a música e o piano, tanto quanto era possível alguém o fazer. Ao longo da sua vida, transformou dor e alegria em melodias e cantou-as, rompendo convenções. Para esta Cabo-Verdiana, filha do "inventor da coladera" , a vida só fazia sentido com aplausos.
Das noites quentes e gloriosas do Café Royal no Mindelo de outrora, à vida familiar na inóspita Ilha do Sal, é possível viajar pela biografia – ora coladera, ora morna – desta apaixonante mulher e celebrar com ela a cultura singular de um país de músicos, que carinhosamente a trata por “Dona Tututa”, através do documentário que foi feito em sua homenagem .