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terça-feira, junho 30, 2026

Nôs Morna

 Ouça Cremilda Medina (1991) e Tito Paris (1963) em Nôs Morna. 
Considerada a Voz da Morna (Património da Humanidade) da nova geração, Cremilda Medina é uma das mais conceituadas intérpretes da música tradicional cabo-verdiana. 
Cremilda Medina nasceu e cresceu na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente em Cabo Verde, e desde criança que a música faz parte da sua vida. Começou a cantar com apenas 9 anos e aos 14 já fazia parte de um grupo musical juvenil chamado "Rytmos" que animava festas e acontecimentos sociais na ilha do Monte Cara.
Tito Paris é um músico, compositor e cantor cabo-verdiano, radicado em Lisboa. É um dos maiores responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de uma figura de relevo da comunidade africana na capital.

domingo, fevereiro 20, 2022

Xandinha






Oiça o cantor cabo - verdiano Djosinha na morna "Xandinha" (Dante Mariano & Amândio Cabral).

terça-feira, janeiro 19, 2021

Lua Nha Testemunha

Oiça os cantores portugueses Ana Moura e António Zambujo, no Coliseu de Lisboa, interpretando a  morna Lua Nha Testemunha, tornada célebre pela cantora cabo - verdiana Cesária Évora.

Bô ka ta pensâ

nha kretxeu

Nen bô ka t'imajiâ,

o k'lonj di bó m ten sofridu.


Perguntâ

lua na séu

lua nha kompanhêra

di solidão.

Lua vagabunda di ispasu

ki ta konxê tud d'nha vida,

nha disventura,

El ê k' ta konta-bu

nha kretxeu

tud k'um ten sofridu

na ausênsia

y na distânsia.


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Bô ka ta pensâ

nha kretxeu

Nen bô ka t'imajiâ,

o k'lonj di bó m ten sofridu.


Perguntâ

lua na séu

lua nha kompanhêra

di solidão.

Lua vagabunda di ispasu

ki ta konxê tud d'nha vida,

nha disventura,

El ê k' ta konta-bu

nha kretxeu

tud k'um ten sofridu

na ausênsia

y na distânsia.


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz


Mundu, bô ten roladu ku mi

num jogu di kabra-séga,

sempri ta persigi-m,

Pa kada volta ki mundu da

el ta traze-m un dor

pa m txiga más pa Déuz

sábado, dezembro 19, 2020

Rochas à Vista

Oiça a cantora Celina Pereira em "Rochas à Vista" do disco "Areias mornas de Bubista". Este disco foi uma celebração dos 45 anos de música da cantora e uma homenagem ao compositor cabo-verdiano Luis Rendall e à primeira "cantadeira" de morna Maria Bárbara que participou na primeira exposição musical colonial realizada no ano 1932 em Lisboa.

Celina Pereira foi uma cantora e educadora cabo-verdiana (f. a 17-12-2020) que tirou em Viseu o curso do magistério Primário.

O seu primeiro single foi editado em 1979 pela etiqueta Discos Monte Cara de Bana. Em 1986 é editado o seu primeiro disco, "Força di Cretcheu" (Força do Meu Amor), com arranjos e direção musical de Paulino Vieira, que inclui histórias e cantigas de roda, brincadeira, casamento e trabalho.

Em 1990 lançou "Estória, Estória... No Arquipélago das Maravilhas" que contou com a colaboração de Paulino Vieira. Iniciou um trabalho de contadora de estórias em 1991, nos Estados Unidos.

Edita pela editora francesa Melódie, em 1993, o álbum "Nós Tradição".

No disco "Harpejos e Gorjeios", editado em 1998, canta em crioulo e português. Contou com a direção musical de Zé Afonso. Interpreta a morna "Bejo de Sodade", da autoria de B. Leza, com o fadista Carlos Zel.

Colabora com Martinho da Vila no tema "Nutridinha (nutridinha do sal)" do disco "Lusofonia" de 2000.

"Estória, Estória..." foi reeditado em CD e em formato audiolivro (livro/cassete) tendo vários prémios internacionais. "Estória, Estória… do Tambor a Blimundo" é um áudio-livro que pretende recuperar o património expressivo das histórias e jogos de roda tradicionais africanos. As ilustrações são da autoria da italiana Cláudia Melotti e os textos são da autoria de Celina Pereira bem como a adaptação de dois contos africanos.

Celina Pereira foi condecorada, em 2003, com a medalha de mérito - grau comendadora - pelo presidente português, Jorge Sampaio, pelo seu trabalho na área da educação e da cultura cabo-verdiana.

segunda-feira, dezembro 16, 2019

A Morna

A Morna é um género musical e de dança de Cabo Verde que foi proclamado Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em dezembro de 2019.  Seguindo os entendidos terá nascino na Ilha da Boavista no século XIX.
Tradicionalmente tocada com instrumentos acústicos, a morna reflecte a realidade insular do povo de Cabo Verde, o romantismo intoxicante dos seus trovadores e o amor à terra (ter de partir e querer ficar).
É verdadeiramente o símbolo nacional do país, do mesmo modo que o tango é para a Argentina, a rumba para Cuba, o samba para o Brasil, etc. A morna é o único género musical que consegue ser largamente transversal a todos os grupos etários, cronologicamente, geograficamente, etc., daquele país.
Nesta canção apela-se ao sentimento, versando temas vinculados ao amor, à saudade, ao sofrimento, ao desprezo. Geralmente pode-se escutar a morna em ambientes informais onde decorrem as famosas tocatinas, contudo, é nas famosas "noites caboverdianas" que se pode escutar este género musical.
A morna sempre teve os seus embaixadores (Bana, Dany Silva, Tito Paris, Paulinho Vieira, etc) , mas, nos últimos anos, a morna foi conhecida internacionalmente por vários artistas, nomeadamente em França e nos Estados Unidos, sendo a mais famosa a cantora Cesária Évora. O timbre da voz desta diva conquistou e alargou o público da morna, de Cabo Verde até ao Olympia, passando pelo Carnegie Hall, pelo Hollywood Bowl e pelo Canecão.
Oiça agora Cesaria Évora em Lua nha testemunha e Partida.
Partida.