sábado, fevereiro 18, 2012

Rio

Dos criadores de A ERA DO GELO e realização de Carlos Saldanha, Rio é um filme (2011) de animação (3D) que conta a história de uma arara que troca a sua gaiola pela aventura de voar até ao Rio de Janeiro. Nesta viagem descobrirá inúmeras maravilhas, cores exuberantes e a música de seu país de origem, o Brasil. Personagens divertidos estarão com ele nessa incrível descoberta da cidade, retratada pela primeira vez num filme de animação (distribuido em Portugal pela Castello Lopes Multimédia).
BLU é uma arara domesticada, que nunca aprendeu a voar e que tem uma vida confortável com a dona e melhor amiga Linda, na pequena cidade de Moose Lake, no Minnesota. BLU e Linda pensam que ele é o último da sua espécie mas quando descobrem outra arara que vive no Rio de Janeiro, fazem-se ao caminho dessa terra longínqua e exótica a fim de encontrar Jewel, a sua equivalente feminina.
Pouco tempo depois de terem chegado, BLU e Jewel são raptados por um grupo de traficantes de aves exóticas. Com a ajuda de Jewel e de um grupo de pássaros da cidade do Rio de Janeiro, espertos e cheios de lábia, BLU consegue escapar. Agora, com Jewel ao seu lado, BLU terá de arranjar coragem para aprender a voar...
Veja agora dois vídeos com excertos deste fabuloso filme de animação.
Se não conhece ou não viu o filme, não desperdice esta oportunidade de se divertir um pouco.

Agora mais um cheirinho do "Rio".

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

O terceiro acto da vida

Nesta geração, foram adicionados cerca de 30 anos à nossa expectativa de vida. Estes anos não são, contudo, apenas uma nota de rodapé ou uma patologia.
Em TEDxWomen, Jane Fonda questiona como podemos considerar esta nova fase de nossas vidas. Explica também que o maior contingente de pessoas no terceiro acto da vida são mulheres.
Não perca esta palestra. Jane Fonda sabe do que fala!








quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Butão: O País da Felicidade

O Butão ou "Terra do Dragão" é um pequeno e fechado reino nos Himalaias. Fica encravado entre a China (a norte e oeste), e a Índia (a leste e sul) e tem como capital Thimphu. O Butão é uma nação interior, muito montanhosa, situada na Ásia. Os picos do norte atingem mais de 7 000 m de altitude, e o ponto mais elevado é o Gangkhar Puensum, com 7 570 m, que nunca foi escalado. A parte sul do país tem menor altitude e contém vários vales férteis densamente florestados, que escoam para o rio Bramaputra, na Índia. O Butão é um dos pedaços mais belos deste planeta e é considerado o país da felicidade.
A
felicidade é levada a sério no país - único do mundo a ter a Gross National Happiness (Felicidade Interna Bruta) como política pública. Ao estado cabe prover as condições necessárias para que a população possa concentrar-se na busca da felicidade, por meio dos ensinamentos do budismo.
O conceito da G. N. H. assenta em quatro pilares: a preservação das tradições butanesas e do meio-ambiente, o crescimento económico e um bom governo. Este indicador foi instituído pelo quarto rei, Jigme Singye Wangchuk, em 1972. Esta política foi criada para se contrapor à idéia do PIB (Produto Interno Bruto) - que é baseado em valores materiais.
A sua economia baseia-se, essencialmente, na agricultura, na extracção florestal e na venda de energia hidroelétrica para a Índia. A agricultura, fundamentalmente de subsistência, e a criação animal, são os meios de vida para 90% da população. É considerada uma das menores e menos desenvolvidas economias do mundo.A maioria da população vive nas terras altas centrais. A maior cidade do país, a capital Thimphu (conta com cerca de 50.000 habitantes), situa-se na parte ocidental destas terras altas. O clima varia de tropical no sul, passando a um clima de invernos frescos e verões quentes nos vales centrais, terminando num clima de invernos severos e verões frescos nos Himalaias.
A história deste reino começa (segundo reza a tradição) no século VII, quando o rei tibetano
Songtsen Gampo construiu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoché, "O Mestr
e Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa.
Hoje, o Butão e a Tailândia são os últimos reinos budistas do mundo.
Estêvão Cacella, missionário jesuíta português, foi o primeiro europeu a entrar no Butão. Este jesuíta, que viajou através dos Himalaias em 1626, encontrou-se com o Shabdrung Ngawang Namgyel e no fim de uma estadia de quase oito meses escreveu uma longa carta do Mosteiro Chagri relatando as suas viagens. Em 1907, Ugyen Wangchuck, foi coroado rei do
Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo contando, também, com o apoio dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.
Depois de um histórico discurso do rei Jigme Singye Wangchuck, no dia nacional, em dezembro de 2006, abdicando a favor do seu filho e anunciando a realização de eleições democráticas, os butaneses foram às urnas a 24 de março de 2008, terminando assim mais de um século de monarquia absoluta.
Se quiser ficar a saber um pouco mais sobre o Butão, veja o vídeo que se segue, que é uma excelente reportagem feita sobre aquele país, pelo Globo Repórter.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Espumas ao Vento

"Espumas ao vento", música composta por Acioly Neto, faz parte do CD "Terral" (1997), do cantor e compositor brasileiro, Fagner.
Raimundo Fagner (1949), desde muito cedo se sentiu atraído pela música tendo formado grupos musicais já na adolescência. Em 1968 venceu o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou" de sua autoria, com Marcus Francisco.
Mudou-se para Brasília em 1971 onde estudou (arquitectura) e participou em vários festivais estudantis de música. Nesse mesmo ano, Elis Regina gravou a sua música "Mucuripe" que veio a tornar-se o seu primeiro grande sucesso como compositor.
De realçar a feliz parceria que Fagner tem estabelecido com o também cantor e compositor Zeca Baleiro. Desse relacionamento musical ressalta poesia, amizade e cumplicidade.
Fagner é autor de inúmeras músicas e cantor de sucesso com mais de trinta LPs, CDs e DVDs gravados, sempre com sucesso.
Hoje, ouça-o a solo, em Espumas ao Vento.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

O Lenço dos Namorados

O lenço dos namorados é um lenço fabricado a partir de um pano de linho fino ou de um lenço de algodão, bordado com motivos variados. É uma peça de artesanato e vestuário típico do Minho, sendo usado por mulheres em idade de casar.
Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ser bordados versos, para além de vários tipos de desenhos, alguns padronizados, com simbologias próprias.
O lenço era usado como ritual de conquista. Depois de confeccionado, acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço,
publicamente, era sinal que tinha decidido não dar início à ligação amorosa.

É provável que a origem dos "Lenços do Amor", "Lenços de Namorados", também conhecidos por "Lenços de Pedidos" esteja intimamente ligada aos lenços senhoris dos séculos XVII - XVII que, posteriormente, foram
adaptados pelas mulheres do povo, adquirindo os mesmos, consequentemente, um aspecto mais popular.

Existe, actualmente, uma comissão técnica que funciona como órgão avaliador e de certificação deste tipo de artesanato regional.

Se quiser ver um tipo de proposta diferente, de um lenço de namorados, adequado à época de crise em que vivemos, basta clicar aqui.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Black Sun

Veja, aqui, a última apresentação de Kagemu, em Paris (2011). Kagemu é uma união criativa entre o bailarino Katsumi Sakakura, do Orientarhythm, e o artista Nobuyuki Hanabusa que, juntos, conceberam o espetáculo Black Sun.
Balck Sun é um espectáculo meticulosamente coreografado que inclui a dança e a projecção de elementos gráficos em movimento. O espectáculo faz uma mistura harmoniosa de elementos modernos e tradicionais da cultura japonesa com as artes marciais.
Este é um show incrível e de uma perfeita sincronia de movimentos.
Não perca!

domingo, fevereiro 12, 2012

O Douro do vinho e das paisagens

A Região Vinhateira do Alto Douro ou Alto Douro Vinhateiro é uma área do nordeste de Portugal com mais de 26 mil hectares, classificada pela UNESCO, em 14 de Dezembro de 2001, como Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.
Esta região é banhada pelo Rio Douro e produz vinho há mais de 2000 anos. De destacar o mundialmente célebre vinho do Porto.
Em 1756, o Marquês de Pombal, criou por Lei, a Região Demarcada do Douro, que se estendia ao longo do vale do rio Douro e seus afluentes, de Barqueiros até Barca D' Alva. Tornando-se, assim, a mais antiga (e a 1ª) região demarcada do mundo.
A longa tradição de viticultura produziu uma paisagem cultural de beleza excepcional que reflecte a sua evolução tecnológica, social e económica.
Esta tradição vitivinícola é fruto dos prodígios da natureza, mas também do esforço e da energia despendida pelo homem na sua transformação. A vinha que gera as castas do célebre Vinho do Porto é a causa e a razão maior de todo este árduo trabalho.
Séculos de labuta, fadiga e suor humano, desventraram a terra, removeram o xisto, moldaram os muros e patamares de socalcos para plantar as videiras, erguendo esta obra colossal, que o Marquês de Pombal recompensaria, no século XVIII, com o título de Região Demarcada.
Veja, agora, belíssimas fotografias (tiradas a partir da Quinta do Crasto) do Douro no Outono de 2011, através da apresentação que seleccionei para hoje.

sábado, fevereiro 11, 2012

Georgina

Waldemar Bastos é um artista angolano (1954) que se afirmou no período pós-independência daquele país. Contudo, Waldemar Bastos começou a cantar e a fazer música desde a mais tenra idade. As suas influências passam pela música africana, pela música brasileira e também pela anglo-saxónica. Os Beatles, Nat King Cole, os Bee Gees e Carlos Santana, são as influências não-africanas que o marcaram desde cedo.
Mas, com uma guerra civil pós - independência, Angola não era um lugar fácil para se viver. Na sequência de uma visita a Portugal em 1982, ele decidiu, então, não regressar ao seu país. No entanto, Waldemar não permaneceu em Portugal por muito tempo. Acabou por ir para Berlim, na Alemanha Ocidental, onde tinha alguns amigos. Waldemar permaneceu na Alemanha durante alguns meses até que partiu para o Brasil, onde contactou com alguns músicos bem conhecidos, como Chico Buarque, João do Vale, Elba Ramalho, DJAVAN e Clara Nunes, entre muitos outros que tinham em Angola, em finais dos anos setenta, integrado o Kalunga Projecto.
A sua estada no Brasil correu bem. O conhecido álbum "ESTAMOS Juntos", um marco definitivo na carreira de Waldemar Bastos, inclui o tema "A Velha Chica" ( "Xê, menino, não fala política"), e teve, como convidados especiais, Chico Buarque, João do Vale, Dorival Caimmy, Martinho da Villa, entre outros.
Em 1985 instala-se em Lisboa. Grava, depois, o seu segundo álbum "Angola Minha Namorada" (1990), e "Pitanga Madura", em 1992.
Em 1997, a convite de David Byrne da Luaka Bop, Waldemar Bastos grava em Nova Iorque o album "Pretaluz", com Arto Lindsay.
O mais recente álbum de Waldemar Bastos, "Renascence" contém alguma coisa que se pode identificar como tranquilidade e familiaridade.
Waldemar Bastos é um cantor que faz da sua música uma linguagem universal porque consegue construir pontes entre o património musical de África com a música da Europa contemporânea.
Proponho-lhe, agora, que ouça Waldemar Bastos a cantar "Georgina". Este registo ao vivo de Waldemar Bastos foi gravado em Dezembro de 2004 no Tropentheater em Amesterdão.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Escrevo diante da janela aberta

I
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mário Quintana - A Rua dos Cataventos

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Uma China Fascinante...




Ainda há quem considere que a China não é fascinante...
Veja a apresentação que se segue, que mostra algumas fotografias deste país, feitas por dois fotógrafos texanos (pai e filho): Bernardo e Tomas Medina.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Aurea: A menina da voz de ouro

Aurea (1987) é uma cantora portuguesa, que canta, pop, blues e soul music.
O seu sonho desde muito cedo era ser atriz, entrando assim para o curso de Teatro da Universidade de Évora (que não acabou). Foi Rui Ribeiro, um colega de curso da mesma escola, que a fez aperceber-se da poderosa voz que tinha. Aurea ofereceu bastante resistência até se decidir dedicar ao mundo da música e das canções. Segundo diz, "nunca pensei fazer da minha voz, profissão".
Depois de muita insistência gravou a primeira maqueta num estúdio improvisado (depois de descobrir o estilo de música que mais se adequava ao seu timbre de voz), com o single "Busy (for me)".
De acordo com a própria Aurea, "este tema fez-me apaixonar pela música soul". Rui Ribeiro foi autor de sete dos dez temas do disco de estreia, que revela, claramente, influências da pop e do soul.
Aurea foi considerada a revelação do ano e, já gravou o seu 2º álbum, "Aurea ao vivo no coliseu dos recreios".
A cantora é muito fiel ao seu visual e quando está em palco interpreta uma personagem em cada música, sendo também conhecida por cantar descalça.
O álbum de estreia homónimo foi lançado em Setembro de 2010. Em setembro de 2011, foi nomeada para os prémios MTV Europe Music Awards, na categoria "Best Portuguese Act", tendo ganho o mesmo, a 18 de outubro de 2011.
De entre as suas influências musicais, estão nomes como Aretha Franklin, Joss Stone, John Mayer, Amy Winehouse, James Morrison e ainda Zero 7.
Aurea participou num disco baseado no espetáculo "Viva Elvis", do Cirque du Soleil, em Las Vegas e que assinala o 75º aniversário do cantor (que morreu em 1977). Quando Elvis morreu, Aurea ainda não tinha nascido. A cantora cresceu a ouvir o rei Elvis que o pai lhe mostrava, sem sequer pensar que um dia ia gravar com o próprio. Foi feita uma nova versão de "Love Me Tender", na qual foi adicionada a voz do rei que culminou num dueto virtual, que saiu no disco Viva Elvis, The Album, em Novembro de 2010. Acerca deste assunto, Aurea disse numa entrevista: "Esta versão é a minha cara. A primeira vez que ouvi "Love Me Tender" era ainda muito pequenina, e acho que me deve ter sido mostrada pelo meu pai (...) Têm-me dito que eu faço inteira justiça à canção."
Ouça, agora, esta menina de voz de ouro no tema que a lançou: Busy (for me).

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Tempos Difíceis

Assinalando aqui, o Bicentenário de Charles Dickens sugiro a (re) leitura de "Tempos Difíceis".
"Tempos Difíceis" escrito no ano de 1854, marca um período importante na obra do autor.
Este livro apresenta um aspecto novo na sociedade provinciana de seu tempo, a luta entre o moderno e o antigo, através da burguesia e de pensamentos novos, como o Positivismo, por exemplo. Dickens mostra uma feia cidade chamada Lancashire Coketown - cidade do carvão (coque) - com a sua fábrica de tecidos e algodão. Uma cidade marcada pela Revolução Industrial evidenciada no aspecto cinzento dos tijolos e nas altas chaminés que lançavam para o ar gases poluentes.
As condições de trabalho eram terríveis. Os operários eram obrigados a trabalhar duramente e as crianças tinham que trabalhar com o intuito de "as tirar das ruas e das seduções que a vida mundana proporcionava".
Dickens também critica, nesta obra, o atraso da educação que permitia a submissão total dos trabalhadores.
"Tempos Difíceis" é uma obra imortal. É um libelo contra ideias e preconceitos arreigados na sociedade. Os problemas básicos de sobrevivência presentes neste romance vão além de qualquer período. Dickens, com a sua mão de mestre, construiu um enredo e desenhou um conjunto de personagens excepcionais, que o transformaram num dos maiores escritores de todos os tempos.
Se quiser saber mais alguma coisa acerca das comemorações, em Portugal, do Bicentenário deste escritor clique aqui e aqui.



segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Universidade dos Pés Descalços

O vídeo que hoje lhe sugiro conta, na primeira pessoa, uma história de amor que tem já 45 anos.
A palestra que este vídeo mostra é, certamente, a melhor mensagem que podíamos receber neste início de 2012.
Somos bombardeados com tantos discursos e relatórios de personalidades tão importantes com cursos tirados nas melhores Universidades, e, a solução está onde menos a queremos procurar!
Ora veja!








domingo, fevereiro 05, 2012

O Padrão dos Descobrimentos

O Monumento aos Descobrimentos Portugueses, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se em Belém, na cidade Lisboa.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos nos Descobrimentos portugueses.
O monumento original foi encomendado pelo regime de Salazar ao arquitecto Cottinelli Telmo (1897-1948) e ao escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), para a Exposição do Mundo Português (1940), e desmontado em 1958.
O atual monumento, é uma réplica. Este foi erguido em betão com esculturas em pedra de lioz, erguendo-se a 50 metros de altura. Foi inaugurado em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique (o Navegador).

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada.
D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos.
Se não sabe quem é quem, neste monumento, aqui ficam duas imagens, com a indicação das personagens ali representadas.

sábado, fevereiro 04, 2012

Doci Papiaçám di Macau

A Doci Papiaçam di Macau é uma versão, em patuá, de uma canção escrita por José "Adé" dos Santos Ferreira. Esta canção faz parte do espectáculo "Macau Sâm Assi (This is Macau)".
Os Dóci Papiaçam di Macau são um grupo de teatro. Se quiser pode ter, aqui , um pequeno cheirinho do que foi o "Sorti Doci" (título de uma peça deste grupo de teatro, que girava à volta dos casinos).
O patuá, é uma língua crioula de base portuguesa existente em Macau. Patuá macaense, também chamada Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas da Índia.
Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.
Este crioulo foi originalmente desenvolvido pelos macaenses e, ao longo dos séculos, sofreu muitas mudanças na sua gramática, fonética e vocabulário para responder à evolução da demografia e da cultura de Macau. Alguns estudiosos dividem o patuá em dois tipos: o arcaico, falado até ao século XIX, e o moderno, desenvolvido e falado a partir do século XIX e muito influenciado pelo cantonês.

O Patuá era dominado e falado por um grande número de macaenses e por alguns chineses de Macau, principalmente as esposas chinesas de portugueses.
Para eles, o patuá é mais fácil de aprender e pronunciar visto que este crioulo tem influências chinesas. Até ao séc. XIX, ele tornou-se numa língua importante de comunicação entre os macaenses, os chineses e os portugueses, e contribuiu bastante para o desenvolvimento socio-económico da Cidade do Santo Nome de Deus de Macau. Mas, mesmo durante o seu apogeu, o número de falantes deste crioulo era relativamente baixo, não ultrapassando as dezenas de milhares.
Miguel Senna Fernandes é um dos rostos que ‘teima’ em preservar o patuá de Macau.
Aqui ficam estas referências, porque é bom apadrinharmos estes legados. Só, assim, os poderemos ajudar a manter vivos nos quatro cantos do mundo.

Assista, também aqui, ao vídeo em que é cantada em patuá, a canção "Macau". Esta canção foi interpretada, pelo grupo Doci Papiaçam di Macau, na apresentação feita por ocasião da transição de Macau, para a República Popular da China, em Dezembro de 1999.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Vida No Campo



Álvaro Domingues, geógrafo de formação (docente na Faculdade de Arquitectura do Porto), "pré-lança" o livro 'Vida no Campo'. O livro, editado pela Dafne, integra com "A Rua da Estrada" e "Volta a Portugal" uma triologia do autor.Este livro, Vida no Campo, fala da desruralização do nosso país.

Para viabilizar economicamente a publicação do livro, o autor e a editora lançaram uma campanha de subscrição de compra antecipada, de uma edição numerada e assinada pelo autor.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A "Bolha" Chinesa

A "bolha" do imobiliário chinês quando rebentar poderá ser ainda mais devastadora do que foi a americana, em 2008.
Veja com atenção este vídeo, que é bastante elucidativo! O documentário que aqui é apresentado mostra como a China está a provocar um crescimento fictício, construindo gigantescas cidades fantasmas. Constrói-as sem que haja procura para tal. Este facto, altera os dados económicos e cria números que não existem.
A ver vamos, o que vai acontecer ao mundo e à China a breve trecho!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Yu Ming

Ju Ming é um escultor de Taiwan (Formosa) que atingiu a fama, no seu país, nos anos 70 e em Nova York nos anos 80.
Na adolescência começou a sua aprendizagem esculpindo em madeira. Hoje, utiliza na sua arte uma série de outros materiais: bronze, aço, espuma de borracha, etc.
Ju Ming é um escultor aclamado internacionalmente. Dos trabalhos que tem exposto um pouco por todo o lado, há a salientar: "The Living World "family" que continua a aumentar e "Living World".
Muito do seu trabalho encontra-se exposto no Museu Juming, que se localiza nos arredores de Taipé. Este Museu, que está aberto ao público, foi construído a expensas do próprio artista. Não deixe pois, de ver a apresentação abaixo, que mostra as obras e o Museu de Ju Ming.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Xico

Luísa Sobral é uma jovem cantora e compositora portuguesa, nascida em Lisboa em 1987.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos. Não venceu, mas ficou em 3.º lugar. Pouco tempo depois rumou para os Estados Unidos para estudar na Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura em 2009.
Editou o seu álbum de estreia, "The Cherry On My Cake", em Março de 2011 que atingiu, na primeira semana, o nº 3 da tabela de vendas em Portugal.
Entre as suas influências, destacam-se nomes como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Björk, Regina Spektor, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
Ouça agora, Luísa Sobral, interpretando ao vivo no CASCAIS COOLJAZZFEST 2011 (29 de Julho), a música Xico.

domingo, janeiro 29, 2012

Auroras Boreais


A maior erupção solar dos últimos seis anos provocou uma aurora boreal (26/1), observada em várias zonas da Europa e da Ásia. Aprecie, aqui, a beleza de mais este fenómeno da natureza.

sábado, janeiro 28, 2012

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mário Quintana - Esconderijo do tempo

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O FB

É preciso estarmos atentos às novas tecnologias. Veja o que aconteceu ao estudante austríaco (Viena), Max Schrems. Este jovem, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação recolhida durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Todo o material - histórico de chats, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente o cruzamento de dados. Assim, é possível descobrir-se qualquer informação que se deseja acerca da pessoa, quer seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política. Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia apagado continuavam armazenados nos servidores do Facebook. Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas os "removia da página" e não os "apagava". Pode-se, então, concluir que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída. Schrems descobriu que o Facebook possui servidores na Irlanda, e entre agosto e setembro de 2011, abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país. Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook".
Veja o vídeo que se segue, em que Schrems explica toda esta situação e, em que nos alerta para um dos perigos ou ameaças resultantes destas novas tecnologias.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

A RUA DOS CATAVENTOS

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A Dália Negra

A Dália Negra foi o romance que, em 1987, consagrou James Ellroy como um novo grande nome da literatura «negra».
O livro ficciona um crime realmente ocorrido em Los Angeles, durante o pós-guerra, nos finais dos anos 40. A imprensa referiu-se-lhe como o caso da «Dália Negra», pelo facto de a vítima, Elizabeth Short, uma jovem aspirante a actriz, enfeitar os cabelos com uma dália dessa cor. O seu corpo apareceu num terreno vago, horrivelmente mutilado e com sinais de ter sido torturado. Contudo, o caso nunca viria a ser deslindado e tornar-se-ia uma verdadeira lenda urbana. James Ellroy ressuscita-o, no contexto de uma Hollywood minada pela violência e pela corrupção, sobre um fundo nostálgico de música jazz.
James Ellroy, em entrevistas dadas na altura do lançamento do livro, referiu-se ao assassínio da mãe, quando tinha apenas dez anos, esclarecendo que este facto o teria empurrado para a marginalidade. Superou o trauma ao contar não só a história da mãe, mas também a da Dália Negra, assassinada 11 anos antes em circunstâncias idênticas.
Há pouco tempo, o livro ganhou um filme de fôlego, com Josh Hartnet fazendo o papel do detetive que investigava o caso, e que traz Scarlet Johansson para um dos papéis chave.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Dança ma mi Crioula

Tito Paris é um músico, compositor e cantor caboverdiano (1963, Mindelo, Ilha de São Vicente). Está radicado em Lisboa e é um dos responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de ser uma figura de relevo da comunidade africana na capital de Portugal.
Começou cedo a tocar, em Cabo Verde, com os irmãos e com o primo Bau. Aí recebeu a influência de músicos como o clarinetista Luís Morais e do pianista Chico Serra.
Aos dezanove anos de idade, veio viver para Lisboa, a pedido de Bana, outro nome sonante da música de Cabo Verde, que queria tê-lo a tocar no seu agrupamento musical Voz de Cabo Verde. Tocou neste grupo durante quatro anos, após os quais começou a seguir uma carreira individual, tornando-se um dos músicos caboverdianos mais conhecidos de Lisboa, com solicitações constantes de conterrâneos seus e também de músicos portugueses, como Rui Veloso.
Lançou e produziu o seu primeiro álbum em 1987. Mais tarde, formou um grupo próprio, com o qual gravou o álbum "Dança Ma Mi criola". Em 1996, lançou o álbum "Graça de Tchega". Posteriormente lançou dois trabalhos ao vivo e, em 2002, um novo trabalho de estúdio denominado "Guilhermina". Os seus trabalhos encontram-se pelo mundo fora, desde Nova Iorque até Paris, divulgando a música de Cabo Verde e o seu talento como instrumentista e como cantor.
Ouça, agora, Tito Paris em "Dança ma mi Crioula".

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Meus olhos que por alguém

Meus olhos que por alguém
Meus olhos que por alguém
deram lágrimas sem fim
já não choram por ninguém
- basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
a vida como ela é,
meus olhos vão conquistando
mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!
Mas se as coisas são assim,
chorar alguém - que loucura!
- Basta que eu chore por mim.
António Botto

domingo, janeiro 22, 2012

A Dália Azul

Raymond Chandler (1888 -1959) foi um escritor e um dos autores de contos e romances policiais mais lidos de sempre. Teve uma influência decisiva sobre a literatura policial contemporânea, especialmente devido ao seu estilo de escrita e à sua atitude, aspectos que ainda hoje caracterizam o género. Foi um prosador inigualável, que privilegiou um certo tipo de reflexão sobre os comportamentos humanos a que o detective privado Philip Marlowe, a sua criação por excelência, viria a dar voz.
Chandler começou a sua carreira de escritor nos anos 30, como autor de "short stories". "The Big Sleep" (1939) foi o seu primeiro romance, onde aparece pela primeira vez Philip Marlowe, que figura na totalidade dos seus seis romances. Todos eles foram adaptados ao cinema e Humphrey Bogart foi o actor que, em 1946, deu rosto a esta singular personagem da ficção.
A DÁLIA AZUL
Uma bela mulher é encontrada morta em circunstâncias misteriosas. O marido, que tinha acabado de chegar da guerra no Pacífico, descobre que a mulher o traía. Torna-se, então, o principal suspeito do assassinato. Mas quem é realmente o assassino?
Raymond Chandler escreveu, originalmente, A Dália Azul como roteiro para o cinema. A Dália Azul transformou-se num clássico romance policial que mantém o suspense até ao último momento.

sábado, janeiro 21, 2012

Fado da Sina

Veja hoje este vídeo (extraído do filme de Henrique Campos "Um Homem do Ribatejo"), que mostra Hermínia Silva a cantar o célebre «Fado da Sina».
Hermínia Silva (1907 - 1993) foi uma fadista portuguesa, que nasceu cinco anos depois de Ercília Costa, a primeira fadista que saiu das fronteiras de Portugal.
Hermínia, cedo se tornou presença notada nos retiros de Lisboa, que não hesitaram em contratá-la, pela originalidade com que cantava o Fado. O Fado dos Bairros de Lisboa estava-lhe nas veias, não fôra ela nascida, ali mesmo junto ao Castelo de São Jorge. Passados poucos anos, em 1929, Hermínia Silva estreava-se numa Revista do Parque Mayer.
Hermínia trouxe para o fado, letras menos tristes, por vezes com um forte cunho de crítica social, e fados não tradicionais, compostos por maestros como Jaime Mendes e compositores como Raul Ferrão, criando assim o chamado "fado musicado".
Hermínia Silva torna-se pois, na fadista que iria levar o Fado para as grandes salas do Teatro de Revista. A sua fama atingiu um tal ponto que o Cinema, quis aproveitar o seu sucesso como figura de grande plano.
Efectivamente, nove anos depois de se ter estreado na Revista, Hermínia integra o elenco do filme de Chianca de Garcia, "Aldeia da Roupa Branca (1938)", num papel que lhe permite cantar no filme. Nascera assim, a que viria a ser considerada, a segunda artista mais popular do século XX português, depois de Amália Rodrigues.
Depois de várias presenças no estrangeiro, com especial incidência no Brasil e em Espanha, Hermínia aposta numa carreira mais concentrada em Portugal.
Em 1943 é chamada para mais um filme, o "Costa do Castelo", e em 1946 roda "O Homem do Ribatejo", onde canta o Fado da Sina.
Cantou quase até morrer, na sua Casa - "O Solar da Hermínia", restaurante que manteve quase até ao fim da sua vida artística.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A MÚSICA

A música partilha com a flor
a carne que se alaga como um copo.
A música é um rizoma atómico
cheia de sílabas grossas e finas
no peito maduro da onda.

Por isso a onda cai e a flor
também. E se te digo sei que ficas
triste e é quando substituis essa
geração de força por dois pequenos
vasos à entrada do teu dorso (e qual
és tu e qual sou eu é uma haste subindo)

Do teu lado esquerdo é dia.
O vestido é branco e aponta
a cidade a que chegas com os
dedos, rodando os ombros mas
não a cabeça. O teu olhar
é uma ferida musical sem verbo fixo:
a penumbra bate às vezes na
pálpebra, outras na imaginação.

A queda gera o seu próprio
impulso, como se fosse o preen-
chimento de uma forma: chama-se amor
e serve para os ouvintes ouvirem o esbracejar
do desejo, esses versos de asa silenciosa-
ouves?

Há poetas azuis que julgam que a
coerência é um pardal azul (da goela
até aos pés). Normalmente limpam os óculos
com coerência, em vez de com (enfim)
e depois vêem o mesmo pardal, a todas
as horas do dia e da noite, sentado azul-
mente sobre o seu nariz azul.

Pela direita, dizes que os versos
não caem se mudares constantemente
o chão. Mas os sonhos sim, e que a transla-
ção do vento sabe do remorso dos bichos mais
pequenos: procura as palavras junto ao chão
e se não me vires,
é porque o silêncio é também a música
e canto-a sem nome
para ti
Rui Costa (1972 - 2012) - in Um poema para Fiama, Labirinto (2007)

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Minutos de deslumbramento


A natureza é de uma beleza tão arrebatadora que quase nos deixa sem respiração.
Umas vezes, quase diariamente, ela fala-nos com a sua voz suave e nós não a ouvimos. Outras vezes grita-nos e... continuamos sem a ouvir.
Mas, se quisermos continuar a apreciar as suas belezas naturais temos que aprender a ouvi-la e a entendê-la. O mínimo que que cada um de nós pode fazer é ajudar a preservá-la.
Nada melhor do que este documentário para deixar aqui este alerta.




quarta-feira, janeiro 18, 2012

Portugal é...

Portugal é para mim o país mais belo do mundo, apesar de todos os problemas que temos passado e de todos os obstáculos que se puseram à nossa frente. Nós, o povo português, sempre conseguiu viver com isto, porque não somos uma nação de desistentes.
Podemos ser um povo sofredor e podemos estar no maior sarilho da história do nosso país, mas ele é a nossa casa, o que nos define. E, eu terei sempre orgulho em dizer bem alto, para todos ouvirem: eu sou português e tenho orgulho do meu país.
Iago A. - 10º B

terça-feira, janeiro 17, 2012

Uma delícia...



Se gosta de ginástica olímpica, assista ao espetáculo proporcionado por Paulette Huntinova, ou será melhor dizer por Paul Hunt!
É, de facto preciso ter-se muito talento, flexibilidade e sentido de humor!!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Kalinka e não só...

Hoje não perca a "performance" do Coro do Exército Russo, interpretando algumas das melhores canções russas de todos os tempos, desde a célebre Kalinka até aos "Barqueiros do Volga".
"Kalinka" é uma conhecida música russa escrita e composta em 1860 pelo compositor Ivan Petrovich Larionov e representada pela primeira vez em Saratov. Foi, posteriormente, popularizada por um grupo coral ao qual tinha sido cedida pelo compositor. Esta canção foi também foi regravada pelo cantor russo Vitas no seu CD Obras-primas de Três Séculos (2010).
"Barqueiros do Volga", é uma canção sublime do folclore russo, que começa de uma forma vagarosa e triste e, em crescendo, termina com um vigor quase arrepiante.
Aprecie estas canções ouvindo este extraordináriocoro.

domingo, janeiro 15, 2012

Nos teus braços...

Cuca Roseta é uma joven fadista portuguesa que começou a cantar no coro da igreja dos Salesianos, em São João do Estoril, próximo de Lisboa.
Colaborou com os Toranja, de Tiago Bettencourt, onde substituiu Mariana Norton, tendo em seguida abandonado este grupo para se dedicar, inteiramente, ao fado.
Começou a frequentar Casas de Fado, com amigos, apenas aos 18 anos. Foi convidada por João Braga para participar num programa na RTP e depois recebeu o convite de Mário Pacheco para cantar no seu Clube do Fado.
É no Clube do Fado que é convidada por Ivan Dias para participar no filme "Fados", de Carlos Saura. Na mesma semana e no mesmo local conhece o músico e produtor argentino Gustavo Santaolalla com quem viria a gravar o seu primeiro disco.
Lança em 2011 o seu primeiro álbum de originais, produzido por Gustavo Santaolalla e tendo como single de avanço "É Lisboa a Namorar".
Ouça esta jovem fadista portuguesa apelidada de "a nova voz do fado" em "Nos teus braços" ou veja-a aqui em "Maria Lisboa".

sábado, janeiro 14, 2012

O Falcão de Malta

O Falcão de Malta, é um romance policial de 1930, do escritor americano Dashiell Hammett.
Considerada uma das melhores obras do autor, o seu enredo foi adaptado diversas vezes para o cinema.
O personagem principal é Sam Spade, que só aparece neste romance e em mais três contos menos conhecidos, do autor. Porém, este personagem é considerado uma das figuras responsáveis pela consolidação do género do romance "noir". Philip Marlowe, por exemplo, o personagem de Raymond Chandler, foi fortemente influenciado pelo Spade de Hammett.
Sam Spade reune diversas características de detetives anteriores. O que mais o caracteriza é a frieza, a sua atenção aos detalhes e a sua determinação incansável para conseguir uma justiça muito própria.
O Falcão de Malta fala de um tesouro pelo qual vale a pena matar. Sam Spade é um detective privado já curtido pelo tempo, com o seu solitário código de ética. Um bizarro ladrão chamado Joel Cairo, um homem gordo que dá pelo nome de Gutman e Brigid O'Shaughnessy, uma bela e traiçoeira mulher cuja lealdade muda com um tilintar de moedas, são os outros personagens. Estes são os ingredientes da melhor obra, da brilhante ficção policial, de Dashiell Hammett, uma novela que seduziu gerações de leitores.
Algumas das críticas de imprensa dizem o seguinte, acerca deste livro:
"O Falcão de Malta não é apenas a melhor história de detectives que alguma vez lemos; é um romance extraordinariamente bem escrito." - The Times Literary Suplement.
"Um reconhecido ponto de referência literário." - The New York Times Book Review.
"Dashiell Hammett é original. É um mestre das histórias de detectives, sim, mas também um escritor dos diabos." - The Boston Globe.
"A prosa de Hammett é limpa e totalmente excepcional. As suas personagens são as mais perspicazes e concisamente definidas da ficção americana." - The New York Times
Se quiser pode ver, já a seguir, o trailer do filme de 1941 com Humphrey Bogart e Mary Astor. Mas, sefor muito curioso, pode também visualizar um pequeno extrato do mesmo filme, clicando aqui.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Vamos até ao Alasca?

Vai uma voltinha de combóio até ao Alasca?
Não perca a oportunidade de fazer este passeio, sem ter que sair de casa! Para isso, basta ver a apresentação de hoje.
O Alasca é um dos 50 estados dos Estados Unidos, sendo o mais setentrional, o mais ocidental e o de maior em extensão territorial deste país. É maior do que os estados americanos do Texas, da Califórnia e de Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos). É também considerado por alguns como o estado mais oriental do país, uma vez que duas das ilhas do Arquipélago das Aleutas estão localizadas no Hemisfério Oriental.
O Alasca é uma península e faz fronteira somente com o Canadá (território do Yucão, província da Colúmbia Britânica). É um dos dois estados americanos (o segundo estado é o Havaí) que não fazem parte dos Estados Unidos continentais e o seu cognome oficial é "The Last Frontier" (A Última Fronteira).
O Alasca é também o estado mais escassamente povoado dos Estados Unidos. Se fosse um país o Alasca seria o 17° maior país do mundo em extensão territorial. A maior parte da população do Alasca vive na região sul e sudeste do estado. Atualmente, a discussão sobre a independência do Alasca tem ganho força e está na ordem do dia.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

DOS NOSSOS MALES


A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...
Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 11, 2012

RECORDO AINDA


Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
Mário Quintana

terça-feira, janeiro 10, 2012

Uma Lição de Alegria

Snoopy é um cão de raça Beagle, personagem da história em quadradinhos "Peanuts", criado por Charles Schulz.
Esta personagem aparece pela primeira vez em 1950. Snoopy foi durante dois anos uma figura silenciosa, agindo como um cão real (caminhava sobre as quatro patas) mas, em Outubro de 1952, verbalizou os seus pensamentos aos leitores, pela primeira vez, através de balões. Snoopy tinha, também, a capacidade de entender tudo o que as restantes personagens dos Peanuts, com quem interagia, diziam. Schulz, após esta data, passou a incluir essas características na sua banda desenhada.
Snoopy é um cão extrovertido, com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casota.
Muitos dos momentos memoráveis dos "Peanuts" ocorreram durante esses sonhos nos quais ele era um escritor.
À exceção do seu dono, Charlie Brown, o melhor amigo de Snoopy é o pequeno pássaro amarelo Woodstock, que apenas "fala" em marcas da apóstrofe.
Hoje proponho-lhe que veja "Uma Lição de Alegria", com o Snoopy. Se quiser, entretanto, ver também as partes 2 e 3 é só clicar aqui e aqui.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O Passarinho

A ilha de São Miguel (Açores) fica situada no coração do Atlântico, e, é conhecida pela extraordinária diversidade de espécies que habita as suas águas. Mas este paraíso subtropical guarda outros tesouros em terra. Nas encostas montanhosas a Leste, encontramos a última mancha de floresta Laurissilva da ilha: o reino de um animal tímido e ameaçado – o Priolo.
O Priolo é uma espécie endémica da ilha de São Miguel e uma das aves canoras mais raras da Europa. A sua sobrevivência depende profundamente da preservação de um habitat único e ameaçado - a floresta Laurissilva.
Em 2009, Madalena Boto, realizou uma curta-metragem de 10 minutos sobre o Priolo e os perigos que ameaçam a conservação desta ave. Este vídeo serviu de apresentação do filme, que foi exibido em Dezembro pela SIC.
Esta é uma das três propostas que lhe faço hoje.

Priolo - teaser from Madalena Boto on Vimeo.

Primeiro veja a apresentação do Priolo e depois o filme de 2009 (que foi o Projecto final de curso em Produção de Documentários de Vida Selvagem na Universidade de Salford, e foi realizado com o apoio da equipa do Projecto LIFE Priolo da SPEA), clicando aqui.

Agora assista também, à espera frenética da autora deste projeto (a jovem realizadora Madalena Boto) pelos passarinhos, durante as duas primeiras semanas de rodagem do filme.

Behind the scenes from Madalena Boto on Vimeo.