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domingo, fevereiro 23, 2025

O Rio das Pérolas

O Rio das Pérolas é um livro da escritora portuguesa Isabel Valadão.

Sinopse:
Maria e Mei Lin podiam ser duas pessoas diferentes. Na verdade, são duas facetas da mesma mulher. Quando Mei Lin, uma menina irreverente, com grandes sonhos, foge do convento e das freiras que a criaram para não se ver condenada a uma vida sem fulgor, predestinada por outros, estava longe de imaginar que a sua escolha a precipitaria para o submundo das casas de ópio e de prostituição de Macau. Mas o destino prega-lhe uma partida e Mei Lin acaba por ser vendida como pei-pa-chai — no fundo, uma escrava sexual.
 É então que conhece Manuel, filho de uma das famílias portuguesas mais importantes do Território, alguém que lhe pode dar outra vida. Mas será a nova família capaz de a aceitar? E será que o passado ficou verdadeiramente para trás?
Uma viagem por Macau nas décadas de 40, 50 e 60 e pelas contradições da vida num território português às portas da China, no rescaldo da Segunda Guerra Mundial e da guerra sino-japonesa.

domingo, novembro 03, 2019

Explore Macau

Explore Macau é um documentário realizado para televisão, por Julian Davison.
Julian Davison (n. 1956), bacharel em Antropologia, é filho de um arquiteto e cresceu em Singapura e na Malásia.
Ele também é o apresentador da popular série de história de TV da Art Central, Site and Sound , que explora de forma peculiar o passado de Singapura, visitando os locais históricos e usando efeitos especiais da chamada "tela azul" para que literalmente caminhe por paisagens e locais desaparecidos há muito tempo.

É de salientar que a história de Macau tem pelo menos 600 anos. Os portugueses estabeleceram-se em Macau em 1557 e rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno pedaço de terra que se localiza junto à foz do Rio das Pérolas, tornando-a numa grande cidade comercial.
Macau é considerado o primeiro entreposto europeu em solo chinês e tinha um grande valor, principalmente ao nível comercial e estratégico para os portugueses, porque era um importante intermediário no comércio entre a China, a Europa e o Japão.
Após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China e através da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau, os dois países concordaram que Macau iria passar de novo à soberania chinesa em Dezembro de 1999, tornando-se numa Região Administrativa Especial.
Macau, além de ser o primeiro entreposto europeu na China, foi também a última colónia europeia na China.
A Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) está situada na costa meridional da China, a oeste da foz do Rio das Pérolas e é adjacente à província de Guangdong e mais precisamente à Zona Económica Especial de Zhuhai. 
A RAEM tem uma área de 28,6 km² e é constituído pela Península de Macau (com 9,3 km² e ligada à China Continental por um istmo), as ilhas da Taipa (6,5 km²) e Coloane (7,6 km²) e a Zona do Aterro de COTAI (5.2 km²).
A área total da RAEM continua a aumentar porque o Governo da RAEM está constantemente a fazer aterros, implantando novos terrenos na foz do Rio das Pérolas, para obter mais espaço de construção. No início do século XX, quando passou para a posse administrativa da China, Macau tinha apenas 11,6 km², distribuídos pela Península de Macau, incluindo a Ilha Verde (3,4 Km2) e as ilhas da Taipa (2,3 Km2) e Coloane (5,9 Km2).
Aprecie agora esta visita virtual por Macau pelas mãos de Julian Davison.

terça-feira, outubro 02, 2012

Mais uma voltinha por Macau

Hoje continuamos a passear por Macau, pelas mãos de Sophie Grigson. A gastronomia portuguesa e macaense está em evidência em mais este episódio do Travel Channel.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Vamos até Macau?



Proponho-lhe hoje, o início de um passeio até Macau, pelas mãos de Sophie Grigson ( filha do escritor e poeta Geoffrey Grigson).  Sophie Grigson (1959) é uma escritora inglesa de livros de culinária e uma celebrizada "Chef de Cuisine". Neste vídeo ela vai-nos desvendando Macau e os seus encantos, assim como os sabores da gastronomia portuguesa, com a ajuda de Luís Herédia.

sábado, fevereiro 04, 2012

Doci Papiaçám di Macau

A Doci Papiaçam di Macau é uma versão, em patuá, de uma canção escrita por José "Adé" dos Santos Ferreira. Esta canção faz parte do espectáculo "Macau Sâm Assi (This is Macau)".
Os Dóci Papiaçam di Macau são um grupo de teatro. Se quiser pode ter, aqui , um pequeno cheirinho do que foi o "Sorti Doci" (título de uma peça deste grupo de teatro, que girava à volta dos casinos).
O patuá, é uma língua crioula de base portuguesa existente em Macau. Patuá macaense, também chamada Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas da Índia.
Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.
Este crioulo foi originalmente desenvolvido pelos macaenses e, ao longo dos séculos, sofreu muitas mudanças na sua gramática, fonética e vocabulário para responder à evolução da demografia e da cultura de Macau. Alguns estudiosos dividem o patuá em dois tipos: o arcaico, falado até ao século XIX, e o moderno, desenvolvido e falado a partir do século XIX e muito influenciado pelo cantonês.

O Patuá era dominado e falado por um grande número de macaenses e por alguns chineses de Macau, principalmente as esposas chinesas de portugueses.
Para eles, o patuá é mais fácil de aprender e pronunciar visto que este crioulo tem influências chinesas. Até ao séc. XIX, ele tornou-se numa língua importante de comunicação entre os macaenses, os chineses e os portugueses, e contribuiu bastante para o desenvolvimento socio-económico da Cidade do Santo Nome de Deus de Macau. Mas, mesmo durante o seu apogeu, o número de falantes deste crioulo era relativamente baixo, não ultrapassando as dezenas de milhares.
Miguel Senna Fernandes é um dos rostos que ‘teima’ em preservar o patuá de Macau.
Aqui ficam estas referências, porque é bom apadrinharmos estes legados. Só, assim, os poderemos ajudar a manter vivos nos quatro cantos do mundo.

Assista, também aqui, ao vídeo em que é cantada em patuá, a canção "Macau". Esta canção foi interpretada, pelo grupo Doci Papiaçam di Macau, na apresentação feita por ocasião da transição de Macau, para a República Popular da China, em Dezembro de 1999.