sábado, abril 21, 2018

Cinco magníficas pontes em madeira

Assista à apresentação que se segue e que lhe apresenta cinco magníficas pontes em madeira. 
Uma delas é a Ponte U-Bein que se situa a cerca de 10 km de Mandalay. A ponte U Bein é a maior e mais antiga ponte de madeira do mundo, com mais de 150 anos e 1,2 km de comprimento. É toda de teca, uma madeira muito comum no sudeste asiático. A ponte começou a ser erguida em 1847, por U-Bein quando a capital do reino de (Ava)Innwa se mudou para perto de Amarapura. Dois anos depois e mais de mil pilares espetados no Lago Taungthaman, a ponte começou a ser utilizada pelos habitantes locais. Hoje, este verdadeiro monumento é motivo de orgulho para o povo da Birmânia. Atualmente, por uma questão de segurança, alguns dos pilares centrais foram substituídos por cimento, mas nada que tire o brilho a esta jóia maior de Myanmar.
Outra ponte interessante é a ponte de Kintai no Japão que é uma ponte de madeira e uma das três maiores pontes famosas do Japão. A sua estrutura de 5 arcos é muito bela. A estrutura foi terminada em 1673 por Kikkawa Yoshihiro, da província de Iwakuni. A ponte foi destruída por um tufão e uma inundação que ocurreu em 1950, mas foi reconstruída em 1953. O comprimento da ponte é 193.3, medidos transversalmente (210 m de comprimento ao longo da superfície da ponte). A largura é 5m e a altura é de 6.64 m. Esta ponte obteve duas estrelas atribuídas pelo Michelin Green Guide Japan.

Sabia que o nosso Rio Mondego também teve pontes de Madeira? Delas, neste momento só resta a memória. Se quiser ficar a saber mais acerca disto basta clicar aqui.
E agora um vídeo acerca da Ponte U.-Bein.

sexta-feira, abril 20, 2018

Um passeio pelo Douro

O Douro é o 2º maior rio da península Ibérica. Nasce no Norte de Espanha a 2080 metros de altitude na província de Sória, nos picos da Serra de Urbião (Sierra de Urbión) e percorre 850 kms até à sua Foz em Portugal junto às cidades do Porto e de Gaia.
Quer fazer um passeio ao longo do Rio Douro?
Quer percorrer virtualmente este nosso belo rio desde a Foz até Miranda do Douro?
Então não desperdice essa oportunidade apreciando a excelente apresentação que se segue.
Ora veja. Vale bem a pena.
Não perca esta oportunidade!

quinta-feira, abril 19, 2018

Sabe o que é o Teremin ?

Sabe o que é o Teremin ?
O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrónicos, controlado sem qualquer contacto físico pelo músico.
O instrumento é controlado através de duas antenas de metal, que percebem a posição das mãos do músico e controlam osciladores de frequência com uma das mãos, e com a outra a amplitude (volume), de forma que não seja preciso tocar no instrumento. Os sinais elétricos do teremim são, depois, amplificados e enviados para um altifalante. Este instrumento foi inventado pelo russo Lev Sergueïevitch Termen, conhecido por Leon Theremin, em 1919.
O Teremin foi utilizado na interpretação da música do filme "Era uma vez no Oeste", música de autoria de Ennio Morricone.
Proponho-lhe que assista, em baixo, à violinista e cantora húngara, Katica Illényi, interpretando a música Once Upon a Time in the West utilizando, para isso, o Teremin.

quarta-feira, abril 18, 2018

Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada

Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada é um livro de 1960 escrito por Carolina Maria de Jesus.
Carolina Maria de Jesus (1914 - 1977) foi uma escritora brasileira, que é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte da sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando-se a si e aos seus três filhos como apanhadora de papéis.
Carolina de Jesus já desde criança se interessava pela leitura, tendo mais tarde iniciado a escrita de um diário. A autora teve apenas dois anos de estudo, realizados na primeira escola espírita do Brasil, o Colégio Allan Kardec, fundado por Eurípedes Barsanulfo na sua cidade natal.
Em 1960, o jornalista Audálio Dantas visitou a favela do Canindé, local onde vivia Carolina de Jesus, relatando ter se encantado com a autora que, "apesar de ser uma mulher extremamente pobre e simples, demonstrava uma grande lucidez crítica".
Carolina de Jesus era também compositora e poetisa. A sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil como no estrangeiro.

Sinopse:
O diário da apanhadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o quotidiano triste e cruel da vida na favela do Canindé, nos finais da década de 1950.
Ambiente marcado pela extrema pobreza, o Canindé crescia na margem do rio Tietê ,com a chegada de nordestinos, sem-abrigo, e toda a sorte de pessoas que aumentavam o número de barrocões e as fileiras de desvalidos vivendo em condições subumanas na capital paulista. Entre eles vivia a mineira Carolina com os seus três filhos pequenos.
Negra, mãe solteira e desempregada, Carolina sobrevivia enfrentando a fome com o parco dinheiro que conseguia apanhando papel e "ferros" para vender. Nessa vida sofrida que muito a amargurava, o seu único consolo eram as palavras que imprimia no papel relatando a sua agonia e refletindo a injustiça da vida e dos homens. Seria também através das palavras que obteria a sua liberdade, ainda que momentânea.
Dos cadernos apanhados no lixo nasceria o diário que projetaria Carolina como uma das mais importantes escritora negras da literatura brasileira, injustiçada até o fim, mas que passaria a ser conhecida no mundo inteiro através de seu testemunho e exemplo.
A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível de quem conta o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo.

terça-feira, abril 17, 2018

Oiça a inesquecível voz de Nat King Cole em Perfidia. 
Nat King Cole (1919 -  1965) foi um cantor e pianista de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole.
O apelido de "King Cole" veio de uma popular cantiga de roda inglesa conhecida como Old King Cole.

Mujer, si puedes tú con Dios hablar
Pregúntale si yo alguna vez
Te he dejado de adorar

Y al mar, espejo de mi corazón
Las veces qué me ha visto llorar
La perfidia de tu amor

Te he buscado donde quiera que yo voy
Y no te puedo hallar
Para qué quiero otros besos
Si tus labios no me quieren ya besar?

Y tú, quien sabe por donde andarás?
Quien sabe que aventura tendrás
Que lejos estás de mi

segunda-feira, abril 16, 2018

Sal Tal Qual

O Sal é uma das substâncias existentes à superfície da Terra que apresenta um grande valor.  O sal é o mais precioso e indispensável condimento, para além de o encontramos em todas as manifestações da vida humana e entrar em grande percentagem em muitas matérias primas de quase todas as indústrias extrativas, químicas, alimentares, farmacêuticas, agrícolas, etc,.
É um produto considerado desde sempre como substância sagrada e que, no passado, foi de tal modo importante que serviu de moeda de troca de tal modo que deu origem à palavra salário. Hoje, tem igualmente uma enorme importância na vida humana, a tal ponto que sem ele não se pode viver agradavelmente!
Proponho-lhe, por isso, que assista a Sal Tal Qual que é uma TED Talk que se realizou em Coimbra e que contou com a participação de José João Rodrigues.
José João Rodrigues é Agente de Desenvolvimento em projectos de empreendedorismo social e um grande promotor da salinicultura da Figueira da Foz, em eventos por todo o país e no estrangeiro.

domingo, abril 15, 2018

O Comboio Para o Tibete

O Comboio para o Tibete é um trecho da linha chinesa que custou 4,1 biliões de dólares e cuja construção foi finalizada 1 ano antes do que estava previsto e que tem como objetivo aproximar a China do Tibete.
O caminho-de-ferro Qinghai-Tibet  é a mais recente realização de um sonho que a China tinha há muitos anos. Desde a sua formação, em 1911, que o seu maior desejo era criar uma linha ferroviária nacional que ligasse todas as províncias desta nação e que foi finalmente concretizado em 2006.
Atravessa as altas montanhas dos Himalaias que se situam a 5.000 metros de altitude. Os trabalhadores durante a sua construção tiveram que usar máscaras de oxigénio e câmaras pressurizadas para poderem trabalhar.   
Sempre que possível a linha ferroviária passa em pistas elevadas de modo a permitir a passagem dos animais durante as suas migrações naturais, dado que a linha foi concebida para que o impacto ambiental fosse o menor possível.
Do total dos seus 1.956 km , 500 km atravessam solos que ficam congelados no inverno e se transformam em lama durante o verão e, sobre este tipo especial de solo, foi construída uma ponte de 11.7 km .  
Imagine o processo de contração e expansão do metal que ocorre em tal tipo de terreno e a tecnologia que teve de ser empregada para que os problemas fossem minimizados.
Devido à altitude, as carruagens de passageiros têm que ser pressurizados, tal como acontece com os aviões.
Estas obras de engenharia permitem conhecer o avanço tecnológico dos chineses e descobrir paisagens deslumbrantes!

sábado, abril 14, 2018

Arte de Rua: Tampas de Esgotos

Castelo de Osaka


A arte de rua vem ganhando cada vez mais espaço na paisagem de grandes metrópoles ao redor do globo.



Kobe

Existe mais do que uma forma de expressão desta arte urbana: os grafittis, os stencil, etc., dão cor ao cimento armado que é usado como tel, pelo mundo fora. As superfícies utilizadas são as mais diversas: postes, muros, calçadas e tampas de esgotos.


No Japão, decorar as tampas dos bueiros é um costume quase tão forte como ler Mangá ou tomar saqué.
Hakone



De Tóquio a Yokohama, a técnica é usada para expressar hábitos da cultura japonesa, prestar homenagens e contar histórias.
Aqui lhe deixo mais alguns exemplos.


sexta-feira, abril 13, 2018

As Tampas dos Esgotos no Japão

Kamakura
As tampas dos esgotos no Japão são autênticas obras de arte! A pintura e a escultura são utilizadas para transformar estas tampas em arte.
Os motivos que as enfeitam variam de região para região. Cidades e alguns distritos têm os seus desenhos próprios. As criações são incentivadas pelas autoridades locais.
No Japão, a arte deixou de estar apenas nos museus e passou para as ruas há muito tempo.. Os primeiros bueiros decorados surgiram na década de 1950, como forma de democratização do espaço público. Mas, foi na década de 80 que a tendência se tornou numa mania nacional.
Miyoshi, província de Hiroshima


Até faz pena pisar estas tampas, que, com certeza, são as mais bonitas do mundo.

Não se trata apenas de pintura, mas de escultura feita nos relevos do ferro. A pintura tem uma durabilidade de cerca de 20 anos. Ela é feita a partir da mistura de pigmentos e resinas, que são retiradas das árvores.






A tradição da arte nos bueiros também está documentada no livro Drainspotting, do fotógrafo Remo Camerot, lançado em 2010.

quinta-feira, abril 12, 2018

O Comércio Justo

Assista em baixo a três vídeos sobre o Comércio Justo.
O que é o Comércio Justo? É uma aliança entre os pequenos produtores dos países do Sul e os consumidores de todo o mundo, com o objetivo de promover condições de vida e de trabalho dignas, o respeito pelo meio ambiente e a garantia de produtos de qualidade.
O primeiro é um filme animado que descreve a exploração dos países do norte sobre os países do sul, relativamente à produção de matérias primas Este filme retrata as desigualdades Norte-Sul em termos do comércio tradicional.
Assista agora a um vídeo sobre o mesmo tema da série brasileira "Cidade Solidária". Este é realizado por Patrícia Antunes, da Arte em Movimento, e tem a encenação da Companhia Navegantes do Teatro de Marionetes, coordenado por Catin Nardi.
Esta curta metragem, que usa marionetes, tem a intenção de contribuir para a divulgação das práticas da Economia Solidária, para os mais diversos públicos.

E por último a um vídeo da campanha, acerca do Comércio Justo, realizada pela Oxfam (América) e que contou com a participação de Chris Martin dos Coldplay.
Este vídeo mostra como o Comércio Justo poderia fazer toda a diferença relativamente à pobreza em África.

quarta-feira, abril 11, 2018

O Solar dos Brasis

Solar dos Brasis
O Solar dos Brasis (séc. XVIII) fica na antiga freguesia de Torre do Terrenho, em Trancoso.
À chegada a Torre do Terrenho, escreveu Hipólito Raposo em "Beira Alta", que de imediato “nos intriga, entre arvoredo, um torreão setecentista rematado a pináculos”. É o fabuloso solar barroco, conhecido como o Solar dos Brasis ou Casa das Fidalgas, “primoroso testemunho da relacionada pomposidade luso-brasileira nos alvores de setecentos”. Contígua à casa, a bela capela da invocação de Nossa Senhora da Penha de França, com sua fachada toda em granito, onde uma lápide diz: “Esta capela a mandou fazer para si e seus herdeiros Luís de Figueiredo Monterroyo, capitão da Armada, guarda-mor e procurador dos quintos reais que foi nas minas de ouro. 1726-27”. Luís de Figueiredo encontrava-se, em 1703, numa galera ao largo da Baía (Brasil), quando um forte temporal ameaçou destroçar o navio e levar a sua vida e a da filha. Prometeu então a Nossa Senhora da Penha que se os poupasse, lhe faria erigir uma capela, rememorando o milagre.
A capela “é um esplendor do nosso barroco, lá está Nossa Senhora em apoteose, ladeada por festival de querubins, festões e grinaldas, a passarem-se também para as capelas laterais, tecto e púlpito numa exuberância rara, profundamente influenciada pelo tropicalismo sertanejo”. Ordenado sacerdote aos sessenta anos de idade, “logo ali sofremos com Luís de Monterroyo, a observar-nos da platibanda do arco triunfal onde faz duplamente retratado, na sua casaca encarnada e nas vestes negras da sua posterior ordenação, o dissipar da promessa que quis perene e está em vias de desaparecer. Como também assim vão perdendo testemunhos os dois soberbos ex-votos embutidos na capela-mor, que já mal retratam a tragédia-milagre”. Já no solar, “extasiamo-nos outra vez com o espantoso tecto do torreão, alardeando a espampanância do brasão dos Monterroyos, uma teoria de flores e galeria hagiológica, tudo suportado por quatro esforçados serafins-cariátides com penachos de índios do Brasil aos quais dão alento, em contraponto, os respectivos querubins-arautos”.

terça-feira, abril 10, 2018

A Pesca do Salmão no Iémen.

A Pesca do Salmão no Iémen é um filme britânico de 2011. Os principais intérpretes deste filme realizado por Lasse Hallström, que se baseou na primeira e premiada obra de Paul Torday são: Ewan McGregor, Emily Blunt, Amr Waked e Kristin Scott Thomas.
Sinopse:
Um xeque visionário do Iémen (Amr Waked) acredita que a sua paixão pela pesca do salmão pode enriquecer a vida do seu povo. Determinado a transformar esse sonho em realidade, atribui a tarefa a Harriet (Emily Blunt), a sua jovem assistente. É então que Harriet contacta o Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor), um dos maiores especialistas em pesca de toda a Grã-Bretanha que, infelizmente, considera a ideia totalmente descabida e se recusa a colaborar. Contudo, depressa o assunto chega ao conhecimento da secretária do primeiro-ministro britânico que, confiante de que isso traria melhorias na relação do seu país com o Médio Oriente, se dispõe a torná-lo um projecto de prioridade máxima. É assim que o Dr. Jones é forçado a aceitar a incumbência, mesmo a contragosto. Os três embarcam então numa impressionante jornada que acabará por provar como, com boa vontade e esforço conjunto, nada é impossível.

segunda-feira, abril 09, 2018

Harajuku: Bairro de Moda Japonesa


Harajuku é o nome popular dado a uma área que se situa em redor da Estação Harajuku, na Linha Yamanote, do bairro Shibuya em Tóquio, Japão.
Esta parte da cidade de Tóquio é conhecida principalmente como ponto de encontro de adolescentes, e pela loja Laforet, que trabalha com a maioria das marcas famosas de moda jovem. É o bairro mais jovem e da moda do Japão, senão do mundo.
Harajuku tornou-se famoso nos anos 90 devido ao grande número de artistas de rua e jovens com roupas extravagantes que ali se reuniam aos domingos, quando Omotesando ficava fechada ao trânsito. Isto terminou no fim da mesma década e o número de artistas, fãs de visual kei, rockabillies e punks diminuiu gradativamente desde então. Outro aspeto da JPop japonesa que era típica  de Harajuku eram as lolitas (nomeadamente as góticas entre outras subdivisões deste estilo de moda).

domingo, abril 08, 2018

A Capadócia

A Capadócia  é uma região histórica e turística da Anatólia central (Ásia Menor), na Turquia. Crê-se que o nome Capadócia provém de um vocábulo hitita que significa "terra de cavalos de raça".
A noção de "Capadócia" é tanto geográfica como histórica, tendo os seus contornos variado consideravelmente, conforme as épocas e pontos de vista. O geógrafo e historiador grego Heródoto considerava que a Capadócia estava delimitada pelos Montes Tauro a sul, pelo Lago Tuz a oeste, pelo rio Eufrates a leste, e pelo mar Negro a norte.
Atualmente, o termo Capadócia tanto pode referir-se a uma área de aproximadamente 15 000 km² entre Aksaray, Hacıbektaş, Kayseri e Niğde, cuja população total não chega ao milhão de habitantes, como a uma área muito mais restrita, o triângulo com aproximadamente 20 km de lado delimitado por Nevşehir, Avanos e Mustafapaşa, a sul de Ürgüp, sendo esta última zona a mais conhecida em termos turísticos.
Na Antiguidade, o termo Capadócia designava uma região ainda mais vasta que a descrita por Heródoto, estendendo-se à costa mediterrânica a sul e quase até ao que é hoje a Arménia a norte.

As características mais distintivas desta região são as formações geológicas únicas (entre elas as Chaminés de Fadas), resultantes de fenómenos vulcânicos e da erosão, e o seu rico património histórico e cultural, nomeadamente cidades subterrâneas e inúmeras habitações e igrejas escavadas na rocha, muitas destas com admiráveis frescos.
Em 1985, o Parque Nacional de Göreme, uma das áreas mais famosas da região, com 9 576 ha, foi declarada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Aprecie em baixo, alguns postais desta bela região da Turquia.

sábado, abril 07, 2018

Primavera Nos Dentes

"Primavera nos Dentes" é uma das canções do grupo Secos & Molhados, lançada no seu álbum de estreia. É uma poesia escrita pelo pai de João Ricardo (ator e encenador português), João Apolinário (que foi um poeta e jornalista português que combateu o fascismo em Portugal e nos seus anos de exílio no Brasil. Colaborou em inúmeras publicações importantes nos dois países. É, no entanto, mais conhecido pelos seus poemas, musicados pelo filho João Ricardo e apresentados pelo conjunto Secos e Molhados), e musicada por ele.
A canção é a mais longa lançada pelo grupo, com 4 minutos e 50 segundos. É composta por uma  longa introdução instrumental em Blues, composta por baixo, bateria, guitarra e teclado. A parte vocal da canção, com as vozes de Ney Matogrosso, Gérson Conrad e João Ricardo desagua num grito, após versos poéticos e calmos.
O tempo e a introdução são levemente inspirados em "Breathe", faixa de Dark Side of the Moon dos Pink Floyd.
Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera

sexta-feira, abril 06, 2018

O Fandango

No século XVIII já se falava da dança do Fandango, tida como originária de Espanha, apesar de alguns autores admitirem nela reminiscências de danças árabes.

Mas o Fandango enraizou-se em Portugal há muito tempo e é bailado em quase todo o país.

Já Bocage se referia a esta dança e Gil Vicente usou, por vezes, o termo "esfandangado".

Em tempos passados, o fandango era caracterizado por ser dançado pela mulher de forma sensual. Ao mesmo tempo, o homem galanteava a mulher, cantava e gritava, juntando também gestos, na época considerados obscenos. Era tido como uma dança de sedução entre homem e mulher.

No início do Século XIX, o Fandango era dançado e, por vezes, cantado pelos vários estratos sociais, sendo considerado por alguns visitantes estrangeiros como a verdadeira dança nacional. Ao longo da sua história foi dançado e bailado, tanto em salões nobres e teatros populares de Lisboa, como nas ruas, feiras, festas e tabernas, normalmente entre homem e mulher, entre pares de homens ou entre pares de mulheres.

Hoje em dia, o Fandango é dançado em quase todas as províncias de Portugal, através das mais diversas formas musicais e coreográficas.

Actualmente existem, só no Ribatejo, quase vinte variantes de fandangos, tocados não só por acordeons, mas também por pífaros, gaitas-de-beiços, harmónios e clarinetes.

Nas suas variadas nuances, o fandango pode ser também uma versão apenas instrumental, pode ser cantado, dançado em roda ou dançado a pares com várias combinações - homem/homem (mais frequente), homem/mulher (nalguns casos) e mulher/mulher (raramente), para além de pequenos grupos.

No Ribatejo, a versão mais conhecida é aquela que se denomina por "Fandango da Lezíria", dançada entre dois campinos vestidos com "fato de gala". Trata-se de uma dança de agilidade entre dois homens, onde se adivinha uma espécie de torneio de jogo de pés, em que o homem pretende atrair as atenções femininas, através da destreza dos seus movimentos, promovendo a coragem, a altivez e a vaidade do homem ribatejano.

O poeta Augusto Barreiros, num trabalho ao qual intitulou de “Aguarela Ribatejana”, escreve assim sobre o Fandango:

"A dança é uma briga. Um duelo frenético em que dois competidores se medem, a princípio receosos, logo mais desenvoltados. Os sapatos de salto de prateleira, a que teve o cuidado de tirar as esporas, exigem resposta pronta às frases cantadas que atiram de jacto. O homem quer ganhar a sua vitória (...)".
O Fandango está enraizado entre os portugueses, mas é, por excelência, a dança ribatejana, descrevendo na perfeição aquilo que foi e ainda é o Ribatejo". - Fonte:  "Info Lezíria do Tejo", Revista da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, de Abril/Maio/Junho de 2004.

Há várias teorias sobre a verdadeira origem do Fandango, seja a andaluz com reminiscências árabes, seja outras que vão para norte, até à Irlanda, onde se dança de forma semelhante à nossa versão ribatejana (metade de cima do corpo erecto e inflexível, metade de baixo do corpo em total frenesim), importa acima de tudo reforçar o carácter de disputa que o fandango ganhou no Ribatejo.


Uma batalha de galanteio com o objetivo de chamar a atenção das mulheres.

Os portugueses levaram o Fandango para o Brasil onde se descortina a influência lusa no fandango caiçara, esse sim, com reconhecíveis afinidades com o nosso.
  • NOTA: Caiçara é um termo de origem tupi e refere-se aos habitantes tradicionais do litoral das regiões Sudeste e Sul do Brasil, formados a partir da miscigenação entre índios, brancos e negros. As comunidades caiçaras surgiram a partir do sec. XVI.
E agora assista ao Fandango do Varapau:

quinta-feira, abril 05, 2018

A Meia-unha

A Meia-unha (mão de vaca com grão) é um prato da tradicional gastronomia lisboeta, pois,  era muito popular nas antigas tabernas de Lisboa.
A designação "Meia-unha" deve-se ao facto de ser servida metade da mão de vaca em cada dose.

Se não sabe como fazer este prato aqui lhe deixo uma Receita:
Ingredientes:
1 mão de vaca (arranjada e aberta ao alto)
1 chouriço de carne
2 cebolas grandes
4 dentes de alho
2 cenouras
2 folhas louro
500 gr grão de bico seco
azeite
salsa
3 ou 4 tomates maduros
1 dl vinho branco
sal
malaguetas ou piripiri
Preparação:
Deixa-se o grão a demolhar em água, de véspera. Coze-se o grão e guarda-se a água da cozedura.
Coze-se a mão de vaca, em água e sal, de preferência na panela de pressão, durante uma hora. Retiram-se os ossos,  partem-se as partes moles em pedaços e reserva-se, bem como algum caldo da cozedura.
Refogam-se as cebolas e alhos picados em azeite juntam-se os tomates cortados em cubos. Adicionam-se as cenouras e o chouriço cortados às rodelas , as malaguetas e o louro.
Deixa-se apurar e junta-se a mão de vaca, rega-se com o vinho branco e um pouco do caldo de cozer o grão e do caldo da mão de vaca.
Retificam-se os temperos e serve-se simples ou acompanhado de arroz branco.

quarta-feira, abril 04, 2018

Pesadelo na Rua Carroll


Pesadelo na Rua Carroll é um filme de suspense (1988) realizado por Peter Yates, que conta como intérpretes: Kelly McGillis, Jeff Daniels, Mandy Patinkin e Jessica Tandy.

Sinopse:
Durante um momento de paranóia anti-comunista, a editora Emily Crane (Kelly McGillis), recusa-se entregar as identidades de colegas que são procurados pelo Comité de Atividades Anti-Americanas e entra na lista negra.
Como precisa de dinheiro, aceita um emprego como dama de companhia de uma senhora (Jessica Tandy) que vive numa casa dos subúrbios.
Depois de começar a trabalhar a sua vida entra num ritmo normal, até que certo dia, ouve pessoas falar em alemão na casa vizinha.  Emily fica também intrigada, com a presença de um senador (Mandy Patinkin) que fez parte do comité que a tinha pressionado.
Sabendo que estava a ser vigiada pelo agente do FBI, Cochran (Jeff Daniels), por causa do problema com o governo, Emily decide falar com ele e contar-lhe a atitude suspeita do senador. A curiosidade levará à descoberta de uma conspiração.
O roteiro do filme mistura a chamada "caça aos comunistas", com a atuação dos nazis que fugiram para outros países após a guerra e foram acobertados por governos ou pessoas influentes.

terça-feira, abril 03, 2018

Os Tapetes de Beiriz

Os tapetes de Beiriz são um produto de artesanato rústico em lã, originários da freguesia de Beiriz, concelho da Póvoa de Varzim, a 30 Km do Porto, em Portugal.

Estas peças de artesanato são produzidas em teares de madeira 100% manuais, sendo este um trabalho extremamente minucioso e que envolve grande pericia.


Estes tapetes celebrizaram-se pelo chamado "ponto de Beiriz", mas também pelo "ponto estrela" e pelo "ponto zagal". A sua característica mais notável é o fato do desenho do tapete se manter quando este é virado do avesso. Os tapetes apresentam desenhos originais com flores como tema predominante. As mulheres, no tear, "cantam" as cores dos cartões e, com uma perícia notável criam modelos de tapeçaria fina que fazem do tapete de Beiriz um excelente embaixador do artesanato do concelho.

A sua origem está na antiga fábrica de Tapetes Beiriz, fundada em  1919, por Hilda Brandão, uma aristocrata portuguesa criada no Brasil e a viver em Beiriz. Disposta a reavivar a tradição da tapeçaria, introduz a técnica do nó Turco, que rapidamente ganhou a designação de nó Beiriz.
Com sucesso imediato, o negócio rapidamente cresceu como sólida industria. Apesar disso, a fábrica viria a encerrar a sua atividade na década de 70.

Em 1988, uma empresária alemã vê na arte de Beiriz uma oportunidade para erguer um negócio. Adquiriu alguns dos teares da antiga empresa e recrutou alguns dos seus ex-trabalhadores, permitindo que Beiriz voltasse a ver produzidos os seus amados tapetes.

Para além de casas particulares, os famosos Tapetes de Beiriz podem ser vistos e pisados nos salões nobres das Câmaras Municipais do Porto e de Lisboa,Teatros Nacionais, Palácios, bem como no Tribunal Internacional de Haia (Países Baixos).

Angola é um dos principais mercados para este tipo de tapeçarias, que podem ser apreciadas em quase todos os edifícios públicos, governamentais e institucionais.

Para além do primor de execução e acabamentos, os tapetes de Beiriz têm como característica, na atualidade, a introdução de elementos de inovação e criatividade. De modo a que surjam produtos ainda mais actuais e versáteis, com novas técnicas, desenhos, materiais e acabamentos.

Se quiser assista, aqui, ao programa televisivo Visita Guiada acerca dos Tapetes de Beiriz e em baixo a um vídeo institucional sobre estes tapetes.

segunda-feira, abril 02, 2018

O Dia do Anjo

O Dia do Anjo, a Segunda-feira do Anjo, o Anjo ou Festa da Hera, é uma festa do litoral norte português com origem na Póvoa de Varzim, mas também comemorado em diversas localidades (em especial Vila do Conde e Esposende) no qual a população faz um piquenique familiar nos campos e bouças da região, na segunda-feira depois da Páscoa.
Na Póvoa de Varzim, a população e empresas preferem trabalhar na Sexta-Feira Santa, feriado nacional, e ter a segunda-feira de folga para poder fazer o seu piquenique.
Esta festividade popularizada na Festa da Hera dos anos 20 do século XX, possuiu algumas reminiscências de cultos pagãos, iniciada com a ida tradicional da população da Póvoa de Varzim às bouças do Anjo, como é conhecida a freguesia de Argivai (paróquia de São Miguel - o Anjo), onde parte da população tinha origem.
Argivai é paróquia desde a época medieval e foi também uma antiga freguesia civil. Teve esse estatuto civil entre 1836 e 1842 e, pela última vez, entre c. 1853 e 2013. É, pois, uma das freguesias eclesiásticas da cidade da Póvoa de Varzim, e está dividida em duas partes: Argivai e Gândara.
A Argivai estão associadas devoções religiosas poveiras, como o Senhor dos Milagres, Nossa Senhora do Bom Sucesso e o Dia do Anjo.
No final do século XX, o desenvolvimento urbano da Póvoa de Varzim, nomeadamente a criação de auto-estradas (reduzindo e dividindo significativamente os espaços verdes), a crescente população e a necessidade de variedade de destinos fizeram com que muitas outras áreas da região fossem usadas para esse piquenique familiar, sendo Barca do Lago e Pinhais do litoral de Esposende, São Félix e Serra de Rates na Póvoa de Varzim e o litoral de Mindelo em Vila do Conde bastante populares. No entanto, algumas famílias tradicionais continuam a visitar as zonas verdes que restam da freguesia de Argivai. 
Porquê Festa da Hera?
A Hera é uma planta muito comum na Póvoa de Varzim. Encontra-se com grande frequência nos muros graníticos que dividem os campos rurais. Na Páscoa, quando chega a primavera, adquirem simbolismo, aquando da visita do compasso com a cruz dando a "boa nova" a cada casa, a população espalha folha de hera em frente à porta de suas casas para serem calcadas pelo compasso. Estas folhas espalhadas pelas ruas podem também formar caminhos, por onde deve passar o compasso ao passar a rua, visitando todas as casas com a porta aberta. A colocação das folhas depende do brio dos residentes de cada rua.
O Dia do Anjo era também um dia dos namorados. Os estudantes e outros rapazes solteiros esperavam esse dia com ansiedade porque era o único dia que os pais davam inteira liberdade de manhã à noite. A meio do piquenique cantavam-se muitas músicas do cancioneiro poveiro que puxavam para a dança.
As raparigas, nos anos 20, para financiar os músicos dissidentes da Banda Poveira e que fundaram a Banda Povoense (popularmente Banda dos Passarinhos) aproveitaram a tradicional ida ao Anjo e colocavam-se à entrada das bouças, onde as famílias faziam os piqueniques, vendendo folhas de hera aos casais que passassem:

Quem pela hera passou
e uma folhinha não tirou,
do seu amor não se lembrou.
ou

Quem me dera ser a hera
Pela parede subir
E espreitar à janela
Do teu quarto de dormir.

Levando a que os casais que passassem as comprassem. Os rapazes colocavam uma folha no chapéu ou no bolso do casaco e as raparigas prendiam-nas ao peito.