segunda-feira, setembro 29, 2014

Nuvem Misteriosa...

Serviços Meteorológicos dos E.U.A.
Durante dias, os meteorologistas norte americanos deram voltas à cabeça por causa de uma nuvem misteriosa captada por radar sobre a cidade de S.Louis. Agora resolveu-se o enigma: a nuvem misteriosa era, afinal... um bando de milhares de borboletas.
Já agora, como pode ver na imagem ao lado, a forma da nuvem dava uma excelente pista, pois tinha a configuração de uma borboleta. Mais, os sinais captados pelo radar davam conta que a massa misteriosa se agitava, como se batesse asas, era plana e teria vida.
O caso é que ninguém conseguia identificar que "aquilo" era de facto a soma de muitos milhares de borboletas.
Não se chegando lá pela análise das imagens captadas, o caso deslindou-se por outra via, a do processo migratório das borboletas -  Monarca.
A borboleta-Monarca com ampla distribuição nas Américas, tem cerca de 70 mm de envergadura, asas laranjas com listas pretas e marcas brancas.
Há indícios de que esta espécie poderá estar a colonizar o sul de Portugal.
A aparição da "nuvem" coincidiu com a viagem dessa espécie da região dos Grandes Lagos, entre o Canadá e os Estados Unidos, para o centro da região oeste do México.
Normalmente, as borboletas-Monarca migram sozinhas ou aos pares, mas neste caso ter-se-ão agrupado às dezenas de milhar aproveitando as condições meteorológicas favoráveis. Com os ventos de feição, acabaram por formar uma massa o que lhes permite poupar  parte da energia de que precisam, para concluir a viagem de dois meses até ao solarengo México.

domingo, setembro 28, 2014

La Isla Negra

Foto de Edson Maiero
A "Isla Negra" é a mais famosa das casas de Pablo Neruda e situa-se a cerca de 120 km de Santiago do Chile.
A beleza do lugar, o enquadramento paisagístico, a casa, a decoração interior, o porquê de certos pormenores que a vivenda possui, os testemunhos do que foi a sua vida, têm transformado esta casa num local de romagem.
Pablo Neruda (1904-1973 ) era filho de um operário ferroviário e de uma professora primária, tendo como verdadeiro nome Ricardo Eliecer Neftali Reyes Basoalto.
Em 1920, utilizou pela primeira vez o pseudónimo Pablo Neruda com que viria a alcançar fama mundial. Em 1924, publica uma das suas obras de maior impacto, "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada".
A escolha que fez deste pseudónimo, mostra a sua enorme paixão pela poesia. Pablo vem de Paul Verlaine que foi um importante poeta francês do século XIX, cuja obra era muito admirada pelo pelo poeta chileno. Jan Neruda, era um poeta checo, também do século XIX, igualmente por si muito apreciado e daí o apelido escolhido: Neruda.
É a sua segunda mulher, Delia del Carril, que lhe compra o embrião da hoje mundialmente célebre casa de "Isla Negra". Contudo, foi a sua terceira mulher, Matilde Urrutia, que com ele partilhou a vivência desta casa, que o abrigou até à sua morte em 1973.
A Isla Negra, é a mais conhecida das três casas de Pablo Neruda. É de referir, que após o sangrento golpe de estado de Pinochet, em 11 de Setembro de 1973, a ditadura mandou destruir "La Chascona", e a outra casa, "La Sebastiana", em Valparaíso, também foi pilhada e vandalizada.

sábado, setembro 27, 2014

Lantanda

Esteve a concurso no Festival de Cinema de San Sebastian (País Basco, Espanha) um documentário, de 63 minutos, sobre a Guiné Bissau, focado na música e no crioulo deste país. "Lantanda" é o título deste filme realizado por Gorka Gamarra.
Lantanda, palavra em crioulo que significa "erguer", "pôr de pé", está a ser apresentado desde os dias 24 (Dia da Independência da Guiné-Bissau) , 25 e 27 de setembro no 62.º Festival de Cinema de San Sebastian.
"O filme percorre a história da Guiné-Bissau desde a década de 1960 através da música, com os primeiros temas em crioulo dos Cobiana Djazz e a sua relação com a luta da independência, até à nova geração, com Karyna Gomes, Binhan ou Patche de Rima", explica Gorka Gamarra.
A ideia do filme surgiu enquantoo realizador era funcionário das Nações Unidas em solo guineense. O objetivo passou por "ajudar a mostrar uma realidade da Guiné-Bissau muito diferente das razões pelas quais o país tem sido conhecido nos últimos anos" - como parte de uma rota de narcotráfico e devido à instabilidade político-militar. Subjacente à música, "surge a questão do crioulo e das línguas maternas", discussão para a qual contribuem as participações no documentário de figuras da cena cultural guineense como Abdulai Sila, Tony Thecka ou Nelson Medina.
Gorka Gamarra e a equipa que deu vida a "Lantanda", querem participar em festivais e dar a maior visibilidade possível ao filme, que "tem levado muitas pessoas a descobrir a Guiné-Bissau", refere.
Um dos temas musicais escolhidos para o filme "Lantanda" é um hino da revolução chamado "Mindjeris di Panu Pretu". A releitura deste tema clássico da música Guineense é feita por Karyna Gomes e Ernesto Dabó.   Assinalando mais um aniversário da Independência da Guiné-Bissau, aqui fica uma homenagem à riqueza da cultura desse país!

sexta-feira, setembro 26, 2014

Me Leva

A cantora Marjorie Estiano lançou recentemente o novo single, "Me Leva" que lhe proponho que oiça.  A música faz parte do repertório de seu terceiro disco, "Oito", que será lançado em breve. O disco conta com a produção de André Aquino, tem 11 faixas, sendo 8 da autoria de Marjorie e outra é uma versão especial para o sucesso de Carmem Miranda, "Tahí", de Joubert De Carvalho. O álbum tem ainda as participações especiais de Gilberto Gil em "Luz do Sol" e de Martinália em "A Não Ser o Perdão".
Desde que o mundo se fez mundo
Não se deve magoar
E se houver gente que ainda sente
A solidão não mais virá

Te procurei a noite inteira
Não posso mais com brincadeira
A vida é curta
E a minha sina é te querer demais

Anuncia, me diga
Aonde for
Só me deixe estar
Me deixe estar

Aonde você foi, me diz
Pra onde for, me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar

Anuncia, me diga
Aonde for
Só me deixe estar
Me deixe estar

Aonde você foi, me diz
Pra onde for, me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar

A noite fez, e em mim se deu
Sem ele não abuso, não vou suportar

Aonde você foi, me diz
Pra onde for, me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar

A noite fez-se, em mim se deu
Sem ele não abuso, não vou suportar

Aonde você foi, me diz
Pra onde for me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar

Aonde você foi (Me deixe estar)
Me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar (Me leva)

Anuncia, me diga
Aonde for
Só me deixe estar
Me deixe estar

A noite fez, e em mim se deu

Aonde você foi, me diz
Me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar (Me leva)

A noite fez, e em mim se deu
A noite fez, e em mim se deu

Aonde você foi, me diz
Só me deixe estar
Me deixe estar

Anuncia, anuncia, me diga
Aonde for
Me leva
Só me deixe estar
Me deixe estar

quinta-feira, setembro 25, 2014

Vivian Maier: Uma Mulher Enigmática

Vivian Maier (1926 - 2009) foi uma fotógrafa norte - americana, postumamente, considerada uma das maiores fotógrafas de quotidiano do século XX. A sua especialidade era a "street photography" ou fotografia de rua.
Maier passou a sua infância em França tendo,voltado, posteriormente, para os Estados Unidos, onde trabalhou como ama durante mais de 40 anos. Ao longo deste tempo, nos seus dias de folga, fotografou a cidade de Nova Iorque. As ruas, as pessoas e os edifícios, eram o alvo da sua máquina Rolleiflex. Fez mais de 150 mil fotografias mostrando as pessoas e a arquitectura da sua cidade natal, além de fotos de Los Angeles e Chicago, entre as décadas de 1950 e 1960.
Vivian também fez viagens internacionais, tendo fotografado as cidades de Manila, Bangkok, e Pequim, bem como as ruas de cidades do Egipto e de Itália,
Vivian viveu uma velhice com dificuldades financeiras, tendo chegado a morar em lares pagos pela segurança social. Alguns amigos compraram-lhe, depois, um apartamento em Chicago e passaram a pagar as suas contas. Entre estes amigos, estavam várias pessoas de quem Vivian tinha cuidado enquanto crianças.
Durante toda a sua vida, guardou as fotografias, os negativos e as fitas de áudio com pequenas entrevistas que fazia, com as pessoas que fotografava. Este material só foi descoberto em 2007, por John Maloof. Nesta altura, John Maloof comprou uma caixa que continha 40 mil negativos numa leiloeira de Chicago por 380 dólares (cerca de 276 euros). Estava longe de imaginar que tinha acabado de tropeçar nos inéditos de Vivian Maier, a ama americana de ascendência francesa nascida em 1926 e que foi postumamente considerada uma das maiores fotógrafas americanas do quotidiano do século XX. Por isso, foi só após a sua morte, em 2009, que houve o reconhecimento do seu trabalho e o material começou a ser reproduzido na internet e em revistas especializadas, além da publicação de livros com o seu acervo e da realização de exposições.

quarta-feira, setembro 24, 2014

A boa educação...

P. António Vieira evangelizando os índios brasileiros
 (Arquivo Ultramarino de Lisboa)




A boa educação é moeda de ouro,
em toda a parte tem valor.
Padre António Vieira.

terça-feira, setembro 23, 2014

O Palacete do Chafariz D’El Rei

O Palacete do Chafariz D’El Rei (1915) situa-se em Lisboa, na freguesia da Sé, ao pé de Alfama, um dos bairros mais antigos da capital portuguesa. Este edifício não passa despercebido, pois era exactamente esse o objetivo de João Antonio Santos, quando o decidiu construir, em 1909.
João Santos tinha acabado de voltar do Brasil, onde tinha feito fortuna e queria fazer-se notar na capital, pelo que mandou construír um palacete com uma uma mistura desordenada de estilos e de referências: estilo neo - islâmico, elementos neo-barrocos e neo-clássicos somados a referências art nouveau, com pinceladas de exotismo. Uma extravagância sem fim!
O resultado foi um prédio em oposição extrema ao gosto da tradicional burguesia lisboeta, de então.
No seu conjunto, o edifício é representativo de um revivalismo e espírito romântico que se vai prolongar até á segunda década do século XX no nosso país. Esse espírito romântico e ecléctico está patente na intenção de conciliar num mesmo espaço soluções decorativas referentes a várias influencias estilísticas, assim como recorrendo a uma grande variedade de materiais e técnicas decorativas e construtivas.
O Palacete do Chafariz d’El Rei tem este nome devido à fonte sobre a qual foi construído e mantém-se mais imponente do que nunca. Já agora saiba que o Chafariz d'El Rei é o chafariz mais antigo de Lisboa, tendo sido construido no século XII. Foi uma importante fonte de água doce no século XVI, para as embarcações dos descobrimentos portugueses.
Cem anos depois da sua construção como palacete privado, este edifício romântico abriu portas como um dos mais charmosos hotéis de Lisboa, graças ao madrilenho Emilio Castillejos que o comprou em 2009 e se uniu a Rui Teixeira, para lhe devolver toda sua majestade, após dois anos de restauro.
Se vier de férias até Lisboa, não deixe de passar ali uns dias.
Olhe que vale bem a pena!

segunda-feira, setembro 22, 2014

Poema de Outono

Quero apenas cinco coisas.
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda

domingo, setembro 21, 2014

Aves de Angola

Galinha d'Angola
Angola é um dos mais excitantes biótipos de África. No interior deste país africano há uma multiplicidade de habitats.
Desertos a sudoeste, savanas áridas no sul, montanhas a oeste, associadas a florestas, várzeas e pastagens.
No norte e em especial em Cabinda, bosques juntamente com áreas de floresta, de onde se destaca a floresta do Maiombe.
Angola tem, pois, uma multiplicidade de espécies diferentes de aves, mais de novecentas e oitenta, sendo muitas delas autóctones e algumas, exclusivas do território angolano, não se encontrando em mais nenhuma parte do mundo.
Se quiser ficar a conhecer algumas destas belas aves basta ver com atenção as apresentações e o vídeo que se seguem. Não perca esta oportunidade. Ora veja! Aqui vai, então, a segunda apresentação.
E agora o vídeo realizado pelo Fórum Kandando Angola.

sábado, setembro 20, 2014

Falésias Brancas

Beachy Head é um cabo situado ao sul da Inglaterra, perto da cidade de Eastbourne, no condado de East Sussex (Reino Unido).
Qual é a particularidade deste cabo? Em termos geológicos é constituído por calcário branco do período cretácico. Assim, o penhasco de Beachy Head é o mais alto penhasco marítimo, com arribas completamente brancas, da Grã Bretanha, elevando-se a 162 metros acima do nível do mar.
O cume proporciona vistas extraordinárias para a costa sudeste de Dungeness (a leste) e para Sealsey Bill (a oeste). A sua altura fez com que se tornasse um dos pontos de suicídio mais famosos do mundo.
Aprecie esta extraordinária paisagem de falésia brancas, através da excelente apresentação que se segue. Esta paisagem é de uma beleza extraordinária.... Ora veja! 

sexta-feira, setembro 19, 2014

Alentejo, tempo para ser feliz

"Alentejo, tempo para ser feliz", é uma curta metragem que mostra, em cerca de seis minutos, as emoções que os turistas podem viver no Alentejo.
O filme foi produzido pela Flavour Productions, conta com a direcção de fotografia e realização de Eduardo Sousa e co-realização de Tito Costa. A banda sonora é de Nuno Maló, compositor português que esteve na "shortlist" para os Óscares deste ano com o filme "LUV" e foi nomeado para os "Hollywood Music in Media Awards".
Este pequeno filme é protagonizado pela atctriz britânica Ela Clark e muitos habitantes do Alentejo.
Esta pequena aventura tem como ponto de partida a busca da felicidade.
Não perca, também, a oportunidade de ter tempo para ser feliz no Alentejo, nem que seja virtualmente! Ora veja!

quinta-feira, setembro 18, 2014

Adorai, montanhas

Adorai, montanhas,
o Deus das alturas,
também das verduras.

Adorai, desertos
e serras floridas,
o Deus dos secretos,
o Senhor das vidas.
Ribeiras crescidas,
louvai nas alturas
Deus das criaturas.

Louvai, arvoredos
de fruto prezado,
digam os penedos:
Deus seja louvado!
E louve meu gado,
nestas verduras,
o Deus das alturas.
Gil Vicente

quarta-feira, setembro 17, 2014

Cabide

Oiça a Ana Carolina (cantora, compositora, arranjadora e instrumentista brasileira) a interpretar "Cabide" aqui com a ilustre participação do grande Luiz Melodia.
E se eu fugir e sair por ai na noitada
Me acabando de rir
E se eu disser que não digo, e não ligo, e que fico
E que só vou aprontar
É que eu sambo direitinho, assim bem miudinho,
Cê não sabe acompanhar
Vou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude
E se vai me encarar

E se eu sumir dos lugares, dos bares, esquinas
E ninguém me encontrar
E se me virem sambando até de madrugada
E você for até lá
É que eu sambo direitinho assim bem miudinho,
Sei que você vai gostar
Vou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar

Chega de fazer fumaça, de contar vantagem
Quero ver chegar junto pra me juntar
Me fazer sentir mais viva
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mil léguas sem descansar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar.

E se eu fugir e sair por ai na noitada
Me acabando de rir
E se eu disser que não digo, e não ligo, e que fico
E que só vou aprontar
É que eu mando direitinho, assim bem miudinho,
Sei que você vai gostar
Vou arrancar sua blusa e pôr no meu cabide só pra pendurar
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar
Quero ver se você tem atitude e se vai me encarar
 

terça-feira, setembro 16, 2014

Um Passeio pelo Museu

A proposta de passeio virtual de hoje é até ao Museu Nacional de História Natural, dos E.U.A. Esta visita virtual permitir-lhe-á descobrir uma das coleções de História Natural mais completas que existem: fósseis, borboletas, diamantes, mamíferos empalhados e, principalmente, dinossauros.
O museu é administrado pela Instituição Smithsoniana, e, localiza-se em Washington, D.C.  Foi fundado em 1910 e o edifício, de estilo neoclássico, foi o primeiro a ser construído naquela parte da cidade de Washington, como parte do plano da Comissão McMillan, em 1901.
A sua colecção totaliza mais de 125 milhões de espécies de plantas, animais, fósseis, minerais, rochas, meteoritos e objetos culturais humanos.
No museu trabalham mais de 185 profissionais especialistas em história natural, o maior grupo dedicado ao estudo cultural e natural de todo o mundo.
As amostras mais importantes do piso inferior estão no salão de mamíferos, que expõe mamíferos dessecados de todo o mundo, alguns dos quais foram colecionados pelo presidente Theodore Roosevelt. Também no piso inferior está a sala dos dinossauros. Ao lado desta sala fica a exposição sobre a evolução da Terra, que vai até ao Pré-Cambriano.
O primeiro piso contém a Coleção Nacional de Gemas, onde a peça de maior destaque é o diamante Hope.  O resto do piso contém ainda o cine IMAX que projecta filmes sobre a vida selvagem, geografia e natureza.
 No piso superior ficam as lojas do museu, a cafeteria e o auditório. Neste piso pode-se contemplar, também, uma coleção de 100 pássaros que vivem na zona metropolitana de Washington
Recomendo-lhe que veja com calma o site deste Museu Nacional da História Natural, clicando aqui. Olhe que vale bem a pena.

segunda-feira, setembro 15, 2014

O Parque dos Poetas

O Parque dos Poetas , situa-se em Oeiras, e é um projecto da Câmara Municipal  que pretendeu homenagear a cultura portuguesa.
Foi inaugurado em Junho de 2003 (1ª fase), proporcionando um espaço de lazer, de cultura e de desporto. Tem jardins, alamedas, parque infantil, fontes, parque de merendas, anfiteatro ao ar livre, entre outras possibilidades a descobrir e, procurou cruzar a poesia e a arte dos jardins.
Estão ali representados os seguintes poetas: Carlos de Oliveira, Camilo Pessanha, Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Alexandre O'Neill, António Ramos Rosa, David Mourão-Ferreira, António Gedeão e Ruy Belo. Destes poetas, para além da sua poesia, há esculturas da autoria do escultor Francisco Simões.
Depois das obras da 2ª fase  (2010 e 2013) o Parque dos Poetas  ficou com 27 ha e, o projecto ainda não terminou por aqui.
Se não tem possibilidades de se deslocar até Oeiras, aprecie a excelente apresentação que se segue e fique a conhecer este excelente parque de cultura e recreio..

domingo, setembro 14, 2014

ROMAGEM

Aqui lhe deixo um poema de saudade.
É longo, mas ficam avivadas as memórias dos nomes das cidades e dos sítios que enfeitiçaram algumas pessoas que passaram por Angola.

MEU SER ORGULHOSO EXIBE
A SAUDADE QUE O ASSOLA:
SAUDADE DO MEU NAMIBE,
SAUDADE DA MINHA ANGOLA
1
Quero ver Namibe, Huila,
Onde o meu passado mora,
Numa romagem tranquila
Ir por essa Angola fora
Do mar à fronteira Leste,
Da fronteira Leste ao mar,
Por chanas, serras agrestes,
Minha saudade adoçar
Nos sabores divinais,
Nas majestosas miragens,
Nos sons ledos, celestiais,
Nos odores, nas paisagens.
2
Ouvir silvar a garrôa,
A calema marulhar,
Apanhar cacimbo à-toa,
No Vento-Leste abrasar;
Botar colar de missanga,
Pulseira de couro usar,
Vestir panos, vestir tanga,
Sandália de pneu calçar;
Queimar-me ao Sol nas anharas,
Molhar-me à chuva nas chanas,
Sentir gelar-me na cara
À noite o ar da savana.
3
Jogar o balde e, puxando,
Tirar água da cacimba,
Deixar na sanga, pingando,
Beber, fresca, da muringa;
Ir de chata ao alto mar,
Machimbombo em rota longa,
Camangas ir garimpar,
Fazer venda na kandonga;
Ir de ginga p’los muceques,
Dar pé num forro de arromba,
Entre cafekos, moleques,
Dar semba ao som de um kizomba;
Ouvir guizos de chingange,
Cazumbis sentir no ar,
Ouvir trinar o kissange,
Gemendo a puíta soar.
4
Pegar saltão no deserto,
Aranhuço no capim,
Ver um olongo de perto,
De longe a onça ou afim;
Botar pedra na chifuta
P’ra chirikuata caçar,
Pôr visgo em galho de fruta
Bico-de-Lacre pegar;
Pôr rede p’ra Papa-Areia,
Armar laço ao garajau,
Ver no fogo que se ateia
O haraquiri do lacrau
5
Sentir no corpo, qual forno,
Palúdica tremideira,
Ter do makulo o transtorno,
Da bitacaia a coceira;
Sentir o ardente prurido
Do ferrão do marimbondo,
O ruborizar dorido
Da picada do kissonde.
6
Comer maboque, pitanga,
Sape-sape, fruta pinha,
Anona, abacate e manga,
Cola e mandioca em farinha;
Comer múkua, tamarindo,
E tabaibo, e miramgôlo,
Beber bulunga e, convindo,
De caxipembe um bom golo;
Pegar milho e fazer fuba,
Tirar do dendem o azeite,
Comer doce de jinguba,
Do coco sugar o leite;
Fazer fogueira no chão,
Na brasa mulamba assar,
Comer com funje ou pirão
E jindungo de abrasar;
Comer guibulo gostoso,
Mucunza, ginguinga rica,
Um gulungo saboroso,
Uma pesada cangica;
Comer mukeca e fartar-me,
Em muamba me empanturrar,
De muzonguê lambuzar-me
Com farofa a acompanhar;
De peixes comer a zaza,
De carapau o bufete,
Chôco seco assar na brasa,
Saborear o mufete;
Comer matete adoçada,
Pirão frito, tapioca,
Beber Cuca acompanhada
De salgadinha macoca;
P’ra terminar numa boa,
Por sobremesa sublime,
Um dionjo ou dinhangoa,
Quitando ou, talvez, mahime.
7
De recordações liberto,
De sabores satisfeito,
No ar puro do deserto
Revitalizar o peito
E partir com ar solene
Nessa viagem tão linda
Que ligue a foz do Cunene
Ao Chiloango, em Cabinda.
Ver os Tigres, ver o Pinda,
Ter o Iona na retina,
S. João do Sul e, ainda,
O Coroca e Ponta Albina;
Transpor do Namibe as dunas
P’ra ver Tômbua, a cidade,
Recordar naus e escunas
Do Cabo Negro a saudade;
Admirar tômbua, a planta,
Espreguiçando ao deserto.
E a cidade-mãe que encanta
Qual milagre em céu aberto.
8
Ver florir as oliveiras
No meio do areal,
Pender cachos das videiras
Nesse Namibe infernal;
Sentir do mar as aragens,
Desde o Saco ao Pau-do-Sul,
Ir à Praia das Miragens,
Praia Amélia e Praia Azul;
Ir ao Cabo Submarino,
A Santa Rita, ao Quipola,
Torre-Tombo onde, menino,
Brinquei, cresci, fui à escola;
Ir às ostras na Lucira,
Ao burrié no Farol,
Secar choco em bruto ou tiras
No Chapéu Armado, ao Sol;
No Canjeque pescar mero,
Nas Furnas rever as grutas,
Beber das águas do Bero,
Ir às Hortas roubar fruta;
Ir ao Pico do Azevedo,
Olhar o Morro Maluco,
Ver a Bibala e, sem medo,
Aventurar-me p’lo Bruco.
9 
Subir a Chela de dia
Pela Leba, essa obra-prima,
Enquanto o olhar se extasia
Na paisagem, serra a cima;
Sentir Lubango defronte
Pelos perfumes que exala,
Ir à Senhora do Monte,
À fenda da Tundavala;
Olhar a terra fecunda,
Ver a beleza da muíla,
Ver Humpata, ir à Mapunda,
Chibia, Kipungo e Huila;
Ir a Hoque e Capelongo,
Ver as minas no Cassinga,
Ir a Ondjiva e Menongue,
A Nriquinha e Mavinga.
10
Do Lumbala ao Cazombo ir,
Por Luau Luena ver,
Passar Munhango e seguir
P’ra Kamacupa rever;
Passar Wama, ir ao Andulo,
No Kuito ver a embala,
Ao Huambo dar um pulo,
Ir mais p’ra Sul na Kaala;
De Caconda ir ver o mar
Entre Lobito e Benguela,
Na Restinga descansar,
Ver Cavaco e Catumbela;
De Sumbe à Cela subir
Para à Gabela descer,
Ir à Quibala e partir
P'ra Calulo à vista ter.
11
Dondo e Massangano olhar
E por Muxima passando
Seguir em frente e buscar
Catete e Ndalatando;
Ir a Malanje e Saurimo,
Embrenhar-me em densas matas,
Rever Cacolo e Luachimo,
Lucala e as cataratas;
Caungulo descobrir,
Ver Uíge, Sanza Pombo,
Kuango, Dambe, e prosseguir
Até Maquela do Zombo;
Ir de Mbanza a Cabinda,
Ver do Zaire a foz tão bela,
Nzeto, Quimbambe e, ainda,
Quiteche e Camabatela,
Por Nambuangongo passar,
Ir a Quibaxi e Caxito,
No Cacuaco findar
Este deambular bonito.
PORQUE PERTO, JUNTO AO MAR,
JÁ LUANDA SE PRESSENTE,
DA PÁTRIA NATAL ALTAR,
DESTA SAUDADE SEMENTE.
José António Teixeira

sábado, setembro 13, 2014

Alentejo, Alentejo

«Alentejo, Alentejo», é um filme de Sérgio Tréfaut, que parte ao encontro da tradição popular do Cante Alentejano, mas acaba por ser uma lição de história sobre modos de vida no século XX, sobre as características da maior região do país e uma obra eminentemente antropológica e estética.
Este filme recebeu o prémio de Melhor Filme Português no Festival Indie Lisboa 2014 e estará em cartaz a partir do dia 18 de setembro.
Este filme é também importante, em particular,  porque este será o ano em que o Cante Alentejano será, como se espera, classificado pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

sexta-feira, setembro 12, 2014

A Guerra e Paz de Tolstoi

Tolstoi, mais conhecido em português como Leon  (9 de setembro de 1828 —  1910) foi um escritor russo.
Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por se tornar, já na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias contrastavam com as igrejas e os governos do seu tempo, porque pregava uma vida simples e a necessária proximidade à natureza.
Com Dostoiévski, Turgueniev, Gorki e Tchecov, Tolstoi foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX. As suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da literatura.
Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, em busca de uma vida simples.
Leon Tolstoi foi o grande homenageado do Doodle do Google esta terça-feira (9), data que celebrou o que seria o seu 186º aniversário.
Delicie-se agora com dois vídeos. Um é sobre o livro Guerra e Paz e o outro sobre a série televisiva (de grande qualidade) da mesma obra de Leon Tolstoi.
E agora a série sobre o livro Guerra e Paz. O primeiro episódio da minissérie foi bloqueado, no entanto, aos que se interessarem, ele está disponível aqui (legendado).

quinta-feira, setembro 11, 2014

Um passeio por Paris

Terminadas as férias de verão, começam as nossas propostas de passeios virtuais. Hoje vamos até Paris.
Paris é a capital e a mais populosa cidade da França. A cidade situa-se num dos meandros do rio Sena, no centro da bacia parisiense, entre os confluentes do Marne e do Sena, e do Oise e do Sena. As margens parisienses do Sena foram inscritas, em 1991, na lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
No início do século XIV, Paris era a mais importante cidade de todo o mundo ocidental. No século XVII, era a capital da maior potência política europeia; no século XVIII, era o centro cultural da Europa e, no século XIX, era a capital da arte e do lazer, a Meca da Belle Époque.
Foi, por isso, a capital dum império que se estendia pelos cinco continentes, e é, hoje, a capital do mundo francófono.
A sua arquitetura, os seus parques, as suas avenidas e os seus museus fazem-na, a cidade mais visitada do mundo francófono.
Conheça, agora, muitos dos edifícios notáveis ​​da capital francesa. Descubra a herança cultural desta cidade, em todas as suas facetas. Ora veja.

quarta-feira, setembro 10, 2014

Happy Burúndi

O Burúndi, oficialmente República do Burúndi, é um pequeno país da África Oriental. Fica encravado entre o Ruanda a norte, a Tanzânia a leste e a sul e a República Democrática do Congo a oeste. Neste minúsculo país encontra-se a nascente do Rio Nilo. A capital é Bujumbura, que é também a sua cidade mais populosa. O Burúndi está entre os países mais pobres de África e do mundo, tendo sido classificado em 2013, como o décimo com o menor IDH.
O Burúndi, pequeno país dos Grandes Lagos, tem a sua história marcada pela violência étnica, e acabou de sair de uma guerra civil em 2006.
Apesar da pobreza e da violência aí existente, aprecie o vídeo abaixo que, com alegria e entusiasmo, incentiva as jovens estudantes a apostarem as suas carreiras profissionais nos sectores mais dinâmicos da economia do país. Apela à inscrição em cursos de Empreendedorismo, Gestão Hoteleira, e Sistemas de Informação do Instituto Kilah, que é a única faculdade para mulheres, existente no Ruanda e no Burúndi. 

terça-feira, setembro 09, 2014

Mar

Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.

E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia I 

segunda-feira, setembro 08, 2014

Pipas

"Pipas" é uma curta metragem, com a duração de 3 minutos, da realizadora espanhola Manuela Moreno Septimo. A interprtação está a cargo das actrizes, Marta Martín e Saida Benzal.
Este filme ganhou os prémios do melhor guião e da  melhor realização na XI Edição do Notodofilmfest.
Vale a pena ver esta curta metragem porque a realizadora demonstra uma enorme capacidade de contar uma história em três minutos, só com un único plano. Manuela Moreno serve-se do zoom para levar o espectador ao lugar que deseja, conseguindo um sorriso cúmplice em toda a película.  
Corto PIPAS from Manuela Moreno on Vimeo.

domingo, setembro 07, 2014

O Palacete Rosa Pena

O Palacete Rosa Pena situa-se na cidade de Espinho. A grandiosidade deste edifício não deixa ninguém indiferente. Ocupa um quarteirão inteiro daquela cidade e infelizmente encontra-se num elevado estado de degradação.
O palacete Rosa Pena data de 1930 e aparentemente foi projectado pelo Eng. José Alves Pereira da Silva, casado com Rosa Pena da Silva. Apesar destes não serem os verdadeiros donos do palacete, o edifício acabou por ficar conhecido como Rosa Pena quando o seu nome verdadeiro é apenas Palacete dos Pena.

sábado, setembro 06, 2014

Tanto Faz

Proponho-lhe que oiça, mais uma vez o cantor brasileiro Fagner.  A canção é "Tanto Faz" do seu álbum "Pássaros Urbanos", que é o primeiro disco de inéditas de Raimundo Fagner em cinco anos.
Tanto faz pra você
Eu sei, tanto faz
Sei que me enganei
Não dá mais
Pra viver de ilusão
Deixei sofrer meu coração
No seu fiquei em vão

Sem você
A vida é sem sentido
Sem você
Me perdi no paraíso

Quero saber
Se ainda pensa em mim
Porque o tempo que durou
Foi bom, nós dois as sós

Não vem dizer pra mim
Que você sabe amar
Como posso sorrir
Se você me fez chorar

Quando o verão
Passou por mim
Chorei o mar
Esfriei o sol

Eu deixei queimar
O meu coração
Eu fiquei tão mal
Tão só com a solidão
Mas o inverno vai passar
E esse dia vai chegar
E você vai voltar pra mim

Eu sei, eu sei
Vai voltar
Eu sei, eu sei   

sexta-feira, setembro 05, 2014

A Natureza em Portugal

A proposta de hoje é um documentário sobre a Natureza em Portugal. Este mostra-lhe o nosso país do Gerês ao Montesinho, do Alentejo ao Algarve passando pelos Açores e Madeira.  Percorre, assim, o nosso país de norte a sul e vai até às regiões autónomas.
Fique, então, a conhecer as belezas paisagísticas de Portugal , a sua fauna e a sua flora.
São cerca de cinquenta minutos de puro prazer. Ora veja.

quinta-feira, setembro 04, 2014

Olga: Muitas Paixões Numa Só Vida

"Olga" é um filme brasileiro realizado em 2004 pelo realizador Jayme Monjardim, inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes. No filme, as interprtações estão a cargo de Camila Morgado (como Olga), Caco Ciocler (como Luís Carlos Prestes) e Fernanda Montenegro como Dona Leocádia Prestes, mãe de Luís Carlos Prestes.
Sinopse:
O filme retrata uma grande história de amor, em todos os sentidos: a luta; os ideais; o marido; a maternidade.
Olga Benário, desde jovem que é uma militante comunista. Foi perseguida pela polícia e foge para Moscovo, onde teve treino militar. Aí é encarregue de acompanhar Luís Carlos Prestes de volta ao Brasil, para liderar a Intentona Comunista de 1935.  Apaixonam-se durante a viagem. Com o fracasso da revolução, Olga é presa com Prestes. Grávida de 7 meses, é deportada pelo governo de GetúlioVargas para a Alemanha nazi e tem a sua filha Anita Leocádia na prisão. Afastada da filha, Olga é então enviada para o campo de concentração de Ravensbrück.
Da infância burguesa de Olga, na Alemanha, à sua morte numa das câmaras de gás de Hitler, as imagens retratam a alma de uma revolucionária que descobriu o amor e a crueldade no Brasil, onde Olga Benário se casou, engravidou e foi entregue aos nazis.

quarta-feira, setembro 03, 2014

O Caso Rembrandt

"O Caso Rembrandt" é o título de um livro de ficção sobre espionagem do escritor norte-americano Daniel Silva, publicado pela primeira vez no ano 2010.
Este foi o terceiro livro de Daniel Silva  a atingir o 1º lugar da lista semanal de bestsellers de ficção do New York Times.
Daniel Silva (1960) , filho de pais açorianos emigrantes em Massachusetts, é um autor de romances de espionagem, tendo escrito vários bestsellers que alcançaram o topo da lista semanal de ficção do New York Times,
Antes de se dedicar em exclusivo à escrita, Daniel foi produtor executivo da programação da CNN em Washington e em 1987 foi nomeado correspondente no Médio Oriente, no Cairo. Viajou muito por toda a região, cobriu a Guerra Irão-Iraque, o terrorismo e os diversos conflitos políticos na região.
Sinopse
"Decidido a cortar os laços com o Departamento, Gabriel Allon refugiou-se nos penhascos da Cornualha com a sua bela mulher, Chiara. Mas, uma vez mais, esse isolamento é interrompido por alguém vindo do seu complexo passado: Julian Isherwood, o sedutor e excêntrico negociante de arte londrino. Como de costume, Isherwood tem um problema. E apenas Gabriel o pode resolver. Em Glastonbury, um restaurador de arte é brutalmente assassinado e um quadro de Rembrandt, há muito desaparecido, é misteriosamente roubado. Apesar da sua relutância, Gabriel é persuadido a utilizar os seus talentos singulares para encontrar o quadro e os responsáveis pelo crime. Mas, ao seguir meticulosamente um rasto de pistas com início em Amesterdão, passagem por Buenos Aires e fim numa villa nas margens graciosas do Lago Genebra, Gabriel descobre que há segredos mortíferos associados ao quadro. E homens malévolos por trás deles. Uma vez mais, Gabriel vai ser atraído para um mundo que pensava ter deixado para sempre e deparar-se-á com um elenco extraordinário: uma deslumbrante jornalista londrina, determinada a desfazer o pior erro da carreira, um esquivo ladrão de arte, atormentado pela sua consciência, e um influente multimilionário suíço, conhecido pelas suas boas ações mas bem capaz de estar por trás de uma das maiores ameaças que o mundo enfrenta".

terça-feira, setembro 02, 2014

A Escalada da Torre

Sabia que a Torre dos Clérigos, no Porto, foi escalada por dois acrobatas galegos, em Julho de 1917?
Pois é verdade! Em 1917,  a Torre dos Clérigos foi escalada com sucesso por dois acrobatas espanhóis, pai e filho (de nomes D. José e D. Miguel Puertullano), perante uma enorme multidão que se apinhava à sua volta. Uma proeza que, olhando para a Torre, parece inacreditável. Tanto mais que escalaram os seus 76 m sem usarem quaisquer instrumentos de ajuda.
Uma vez lá em cima, fizeram ainda umas acrobacias na cruz que existe a rematar a torre. Espalharam depois pelo ar papelinhos coloridos. Cá em baixo havia uma enorme multidão observando tudo isto.
Esta aventura é mostrada num vídeo de cerca de 8 minutos, que foi feito a partir do filme efectuado na altura, por Raul de Caldevilla. 
Chamo a  atenção para a forma como estão vestidos os acrobatas: calças e camisa e… nem sequer faltou a gravata!
Ao que parece os acrobatas fizeram esta escalada como objectivo de promoverem uma marca de bolachas de uma fábrica portuense. Os papelinhos acima referidos eram publicidade às bolachas da tal  fábrica do Porto. Quando chegaram ao alto da torre, tomaram chá acompanhando-o com as ditas bolachinhas.    
Se quiser ficar a conhecer a Torre dos Clérigos e não quiser praticar uma escalada tão radical suba a escada interior (240 degraus), que permite o acesso ao topo, onde se pode admirar uma das mais belas panorâmicas do Porto.
Admire, contudo, a fantástica façanha destes dois galegos em 1917, reparando com atenção no final do vídeo. Ora veja!

segunda-feira, setembro 01, 2014

Purabossanova

Sérgio de Britto (1959) é um músico brasileiro, que integra a banda de rock "Titãs". PuraBossaNova (do álbum PuraBossaNova) é uma música do seu projecto musical a solo.
Veja o clipe oficial  de PuraBossaNova em que Sérgio Britto conta com a participação de Rita Lee. 
Se você não sabe, eu sei
Eu vou lhe mostrar
O que é sentir tristeza assim
E ter que se alegrar
O meu pranto é
Para lhe lembrar
Que quem ri também pode chorar

Se você não sabe, eu sei
Eu vou lhe contar
O que é sentir alegria assim
Fora de lugar
Meu sorriso é
Para garantir
Que quem chora também pode rir

Olha quem corre da chuva
Quem fica esperando
Parar de chover
Olha, olhando pra lua
Talvez encontrando
Eu perca você

Olha quem vai pela rua
Quem fica ali vendo
Essa gente correr
Olha, olhando pra lua
Talvez me perdendo
Talvez me perdendo
Eu... encontre você

O meu pranto é
Para lhe lembrar
Que quem ri também pode chorar

Olha quem corre da chuva
Quem fica esperando
Parar de chover
Olha, olhando pra lua
Talvez encontrando
Eu perca você

Olha quem vai pela rua
Quem fica ali vendo
Essa gente correr
Olha, olhando pra lua
Talvez me perdendo
Talvez me perdendo
Eu... encontre você
Sérgio Britto

sábado, agosto 30, 2014

Magia em Londres

Para aqueles que ainda continuam de férias, proponho-lhes mais um espectáculo de magia. Este aconteceu na cidade de Londres.
Transeuntes e  motoristas foram surpreendidos pela apresentação "Bus Levitation" do mágico Dynamo, que apareceu a pairar acima deles, ao lado dum autocarro londrino.
Este mágico e ilusionista é famoso por fazer estas acrobacias audaciosas e esta foi muito bem conseguida.
Ora veja. Não perca esta oportunidade de apreciar mais uma performance de ilusionismo!

sexta-feira, agosto 22, 2014

Os Segredos da Magia

Com votos de continuação de umas óptimas férias de verão aqui lhe deixo um vídeo inspirador para pequenas brincadeiras. No 1º episódio deste programa são revelados alguns truques da História da Magia.
Não perca a oportunidade de os aprender. Ora veja!