quarta-feira, outubro 13, 2021

Boom Boom

Oiça John Lee Hooker (o "bluesman") em Boom Boom ("The Blues Brothers").

John Lee Hooker (1917 - 2001) foi um influente cantor e guitarrista de blues norte-americano. Foi considerado o 35º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

Boom boom boom boom
I'm gonna shoot you right down
Right off of your feet
Take you home with me
Put you in my house
Boom boom boom boom
Hmmm
Hmmm hmmm hmmm hmmm

I love to see you wall
Up and down the floor
When you talking to me
That baby talk
I like it like that
You talk like that?
You nothing me do
Right off of my feet
How how how how
Uoahhh!!


When she walk that walk
And talk that talk
And whisper in my ear
Tell me you love
I love that talk
That baby talk
You nothing me do
Right off of my feet
How how how how
Yeah!

terça-feira, outubro 12, 2021

Almece ou Atabefe

" (...) Almece e  atabefe: obrigados, senhores árabes, por estas duas palavras tão descritivas de mais esta delícia escondida do Alentejo! (...)"- Miguel Esteves Cardoso

Almece ou atabefe (do árabe al-meiç) é o soro que escorre do queijo de cabras (ou de ovelhas), e que é uma gostosa iguaria alentejana. No Alentejo tudo se aproveita: o almece é um subproduto que se obtém no fabrico do queijo de ovelha ou de cabra.

Este soro branco, que escorre do queijo de cabra ou de ovelha, e que, misturado com pedacinhos de coalhada e algum leite, é fervido num tacho para se comer. O soro coalhado do almece, presta-se a sopas de pão. Basta pôr sal e pimenta preta para ficar sensacional. 

Mas há quem o preferia de outras formas: sozinho, sem o pão, ou então com açúcar e canela.

O almece que, em termos de preparação difere do requeijão pelo tempo de ebulição a que se deixa o soro, é vendido comercialmente em recipientes fechados, sendo constituído por flocos sólidos em suspensão num líquido translúcido.

Outras formas de se aproveitar o Almece ou Atabefe é utilizá-lo na confeção de pão ou de um bolo. Deixo-lhe agora aqui uma receita (pescada na Net) de um bolo que parece ser uma delícia.


Bolo de Almece Alentejano

Ingredientes:

3 gemas
3 ovos
500g de açúcar amarelo
500g de almece
65g de manteiga
3 colheres de sopa de farinha
raspa de limão q.b.
canela q.b.
açúcar em pó q.b.

Preparação:
Começa-se por bater bem os ovos com açúcar e as gemas.
Depois, adiciona-se o almece quando este estiver bem incorporado aí junta-se a manteiga derretida, a farinha e a raspa de limão.
Unta-se muito bem uma forma redonda com manteiga e polvilha-se com farinha.


A seguir, deita-se o preparado na forma e leva-se ao forno pré- aquecido a cozer a 180º C + ou - 45 minutos.
Depois, retira-se do forno desenforma-se com muito cuidado, polvilha-se por cima com canela e açúcar em pó a gosto.
Bom apetite!

segunda-feira, outubro 11, 2021

Margens e Travessias

Margens e Travessias é um livro do escritor angolano Boaventura Cardoso.

"Boaventura Cardoso produziu um alto romance. Indelével o sentido poético difuso que o atravessa. Ouve-se a música do pensamento, a expressão de uma língua serena e vibrátil." Marco Lucchesi, escritor e Presidente da Academia Brasileira de Letras.

Sinopse:

"É um romance histórico em que a geografia também protagoniza a construção romanesca, cujas inúmeras travessias penetram margens submersas da história de Angola, ao mesmo tempo que, pela lingua­gem da poesia, tecem uma “terceira margem” da estória.Cármen Lúcia Tindó Secco, autora e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

sábado, outubro 09, 2021

Anita Malfatti

Anita Malfatti - Autorretrato
Anita Malfatti (1889 – 1964) foi uma pintora, desenhadora, gravadora, ilustradora e professora ítalo-brasileira. Anita Malfatti (portadora de deficiência motora) é considerada pioneira da Arte Moderna no Brasil.

A mostra expressionista da pintora, realizada em São Paulo na Exposição de Pintura Moderna (1922), foi um marco para a renovação das artes plásticas no Brasil. 

A crítica do escritor Monteiro Lobato, sobre a arte expressionista, publicada no jornal O Estado de São Paulo, intitulada "Paranoia ou mistificação?" serviu de ponto de partida para o Movimento Modernista no Brasil.

sexta-feira, outubro 08, 2021

Abdulrazak Gurnah: Prémio Nobel da Literatura de 2021

Abdulrazak Gurnah, romancista tanzaniano (nascido em Zanzibar), ganhou o Prémio Nobel da Literatura de 2021. 

Segundo a Academia, o prémio foi concedido "pela sua penetração intransigente e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino do refugiado no abismo entre culturas e continentes."

"Os seus romances fogem de descrições estereotipadas e abrem os nossos olhares para uma África Oriental culturalmente diversificada, desconhecida para muitos em outras partes do mundo", afirmou ainda a Academia.

Este romancista é conhecido sobretudo pelo livro "Paradise", de 1984, ambientado no leste da África durante a Primeira Guerra Mundial. A obra foi finalista na época, do Booker Prize de ficção.

O seu livro de estreia, "Memory of Departure", foi lançado em 1987. Este conta a história de um jovem talentoso que tenta uma nova vida sob a proteção do tio em Nairobi, mas em vez disso, é humilhado e precisa retornar para a sua problemática família, incluindo um pai alcoólatra e uma irmã que é forçada a prostituir-se.

"Pilgrims Way" (1988) e "Dottie" (1990) foram os livros seguintes do romancista. 

A sua obra mais recente, "Afterlives", foi lançada em 2020, e conta a história de Hamza, um jovem que é forçado a ir para a guerra ao lado dos alemães e que se torna dependente de um oficial que o explora sexualmente.

Abdulrazak Gurnah não tem atualmente obra traduzida disponível em Portugal. O seu único título trazido para o mercado nacional é "Junto ao Mar", que foi editado pela Difel, em 2003.

quinta-feira, outubro 07, 2021

As Casas da Roda dos Expostos

Em épocas recuadas os amores sacrílegos dos conventos e os amores adúlteros tinham consequências dolorosas para as mulheres desonradas por estes amores proibidos.

Até ao final do século XV, as mulheres que passavam por este tipo de situações enfrentavam dois cenários: ficar com o recém-nascido e assumir o papel de mãe solteira – papel esse que era muito malvisto na altura – ou abandoná-lo no meio da rua, rezando para que uma boa alma o acolhesse. Havia ainda uma terceira hipótese, a mais extrema: matar o recém-nascido. Assim não teriam de lidar com o escárnio e maldizer dos vizinhos por a criança não ter progenitor e ser fruto de uma relação proibida, ou com a vida de miséria que iria enfrentar nas ruas.

A urgência em resolver o problema coincide com o aparecimento das irmandades da Misericórdia. 

No século XIX foram instituídas, então, as Casas da Roda dos Expostos ou Rodas dos Expostos., as quais desempenharam um papel social fundamental no acolhimento das crianças abandonadas. 

A Casa da Roda dos Expostos de Almeida (ao lado)  ficava situada estrategicamente na rua da Muralha, junto a uma poterna. Esta pequena casa quadrangular (originalmente de dois pisos) apresenta na fachada a data epigrafada de 1843.



No vídeo abaixo pode ver uma Visita Teatralizada Online à Casa da Roda de Caria (esta visita em formato de filme online tem a apresentação de Verónica González e apresenta-nos a vila de Caria como cenário), que é um conteúdo que procura celebrar os nossos espaços e a história que temos, bem como assinalar o Dia Internacional dos Museus, que se celebra a18 de maio.

Quem não tem ascendentes expostos ou deixados na casa da Roda

quarta-feira, outubro 06, 2021

Vamos até Veliko Tarnovo?

Veliko Tarnovo é uma bonita cidade da Bulgária, frequentemente referida como a "Cidade dos Czares"  e conhecida como a capital histórica do Segundo Império Búlgaro. 

Veliko Tarnovo tem mais de 6000 anos de história e, a primeira evidência sobre a mesma, remonta a 4000 aC e foi encontrada na área de Kacica.

A parte velha da cidade está situada em três colinas, Tsarevets , Trapezitsa e Sveta Gora, erguendo-se entre os meandros do Rio Yantra.

Em Tsarevets estão os palácios dos imperadores búlgaros e do Patriarcado, a Catedral Patriarcal e também vários edifícios administrativos e residenciais.

Trapezitsa é conhecida pelas suas muitas igrejas e como a antiga residência principal da nobreza. Durante a Idade Média , a cidade estava entre os principais centros europeus de cultura e deu o seu nome à arquitetura da Escola de Arte de Tarnovo , à pintura da Escola de Arte de Tarnovo e à literatura.

O Que Há Para Ver Em  Veliko Tarnovo?

O castelo é o cartão postal de Veliko Tarnovo (onde se realiza o light & show - show de luzes). Antiga casa dos czares medievais, o Fortress Tsarevets é a principal atração da cidade. Fica no topo de uma colina, numa localização estratégica que os trácios e romanos usavam como posição defensiva. Mas foram os bizantinos que aqui construíram a primeira fortaleza entre os séculos V e VII d.C.

Além disso pode ver a Catedral Rozhdestvo Bogorodichno que é provavelmente a segunda construção que verá logo à chegada a Veliko Tarnovo.

No centro da cidade de Veliko Tarnovo pode ver ainda o Monumento Asenevtsi, que foi construído em 1985 para homenagear três reis e também para celebrar o poder búlgaro medieval.

Os cavaleiros no centro do monumento são os Asenevtsi (Asen): Petar, Kaloyan e Ivan Asen II, os três irmãos que governaram a Bulgária após a libertação do domínio bizantino. Eles governaram o estado medieval búlgaro, também chamado de Segundo Reino Búlgaro, entre 1187 e 1280.

A Gurko Street e a Stefan Stambolov, entre outras, são ruas que não deve deixar de visitar também, ou pelos seus murais coloridos ou pelas lojas de lembranças, os cafés e os restaurantes. 

O monumento à Mãe Bulgária é dedicado aos búlgaros mortos nas guerras russo-turca, sérvia-búlgara, balcânica e na primeira guerra mundial.

Atualmente Veliko Tarnovo é um importante centro administrativo, económico, educacional e cultural do norte da Bulgária.

terça-feira, outubro 05, 2021

Uma Data: Dois Significados!

 Hoje dia da Implantação da República em Portugal é também o Dia Mundial do Professor.

Aqui lhe deixo imagens e frases que celebram esta data.



"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina". 

Cora Coralina

"Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante".

Paulo Freire

segunda-feira, outubro 04, 2021

O Pudim Molotof ou Molotov

O Pudim Molotof ou Molotov é uma sobremesa feita em praticamente todo o país. 

Ao contrário da grande maioria dos bolos, sobremesas, doces, e pastéis de Portugal a versão original não leva doce de ovos, pelo contrário, leva as claras e não as gemas. Normalmente faz-se o Pudim Molotof para se gastar as claras, das gemas usadas noutras sobremesas, como o pudim de ovos, ou qualquer outro doce conventual.

A origem do nome e da receita é um pouco confusa e incerta. O nome original supostamente seria Malakoff e não Molotov. Malakoff é uma fortaleza localizada em Sebastopol na Crimeia. O nome "Malakoff" estaria então relacionado com a guerra da Crimeia, entre 1854 e 1855. Com o tempo, e devido à parecença do nome com o famoso cocktail molotov (arma química incendiária – utilizada em manifestações urbanas e guerrilhas – recebeu o nome de cocktail molotov, devido a um político russo Viatcheslav Mikhailovitch Molotov), o nome mudou para Molotof/Molotov

O Pudim Molotov é uma sobremesa muito suave e fofa, que se desfaz completamente na boca ao comer. Tem um sabor doce de caramelo.  

Existe igualmente uma variação do Pudim Molotov com doce de ovos por cima, o que estraga um pouco a ideia de o fazer para gastar as sobras de claras.

Ingredientes:

10 claras de ovo
10 colheres de sopa de açúcar
caramelo q. b.
1 pacote de amêndoas laminadas (opcional)
canela q. b.

Confeção:

Pré-aqueça o forno a 180º. Bata as claras em castelo e vá colocando o açúcar, aos poucos, enquanto for mexendo.

Acrescente o caramelo até o preparado anterior ficar com a tonalidade  "café com leite".

Coloque na forma e coza o Molotof durante 10 minutos, Deixe-o repousar dentro do forno  durante 20 minutos apenas com a porta do forno um pouco aberta.

Depois de retirar o Molotof do forno, desenforme-o de imediato para ser decorado com um pouco de caramelo, amêndoas laminadas (opcional) e canela ao seu gosto.

domingo, outubro 03, 2021

Mannish Boy

Se aprecia Blues não deixe de ouvir Muddy Waters em Mannish Boy (áudio).

Muddy Waters (1913 -1983) Cantor e guitarrista norte-americano, foi um músico de blues norte-americano, considerado o pai do Chicago blues. Foi considerado o 49.º melhor guitarrista da história, pela revista norte-americana Rolling Stone.

Muddy Waters serviu de referência e inspiração para inúmeros agrupamentos de blues dos anos 60. A sua influência estendeu-se ainda aos domínios do rock e a artistas como Chuck Berry, Bob Dylan, Eric Clapton, Jimi Hendrix, Jeff Beck ou os Rolling Stones.

Oh, yeah
Oh, yeah
Everything gonna be alright this mornin'
Now, when I was a young boy
At the age of five
My mother said I was gonna be
The greatest man alive
But now I'm a man
I'm age twenty-one
I want you to believe me, honey
We having lots of fun
I'm a man (yeah)
I spell M
A, child
N
That represent man
No B
O, child
Y
That spell mannish boy
I'm a man
I'm a full-grown man
I'm a man
I'm a rollin' stone
I'm a man
I'm a hoochie-coochie man
Sittin' on the outside
Just me and my mate
I'm made to move
Come up two hours late
Wasn't that a man?

I spell M
A, child
N
That represesnt man
No B
O, child
Y
That spell mannish boy
I'm a man
I'm a full-grown man
I'm a man
I'm a rolllin' stone
I'm a man
Full-grown man
Oh, well
Oh, well

sábado, outubro 02, 2021

Líderes Mundiais Com Humor


Aprecie o vídeo que se segue e que nos mostra os grandes líderes mundiais duma forma diferente da habitual. 
Divirta-se com Joe Biden, Macron, Merkel, Bolsonaro, etc. 
Não perca porque vai divertir-se mesmo.
Ora veja. 

quinta-feira, setembro 30, 2021

Amor Livre

Oiça a música "Amor Livre", na voz da cantora guineense Karyna Gomes ,e do seu álbum Mindjer (2014).

Bu udju na boia ba mimo
Riba de un mar sussegado
Rafelga de tchuba
Tchora si larma dinguidu
Bas de un sucuru que cubrinu ba

Lagrimas quirci I intchi dentru
De un corson de mimu
Alegria prumessa so de momentu
Amor livre stau na sangui

Bu udju na boia ba mimo
Riba de un mar sussegado
Rafelga de tchuba
Tchora si larma dinguidu
Bas de un sucuru que cubrinu ba

Lagrimas quirci I intchi dentru
De un corson de mimu
Alegria prumessa so de momentu
Amor livre stau na sangui

Nta goci gora I cuma
I cuma
Pa no fical sin

Nta goci gora I cuma
I cuma
Goci gora I cuma
I cuma

Pa no fical sin
Nta goci gora I cuma
I cuma

Uum
Udju na boia ba mimo
Riba de un mar sussegado (uuh)

Rafelga de tchuba
Tchora si larma dinguidu
Bas de un sucuru que cubrinu ba

Lagrimas quirci I intchi dentru
De un corson de mimu
Alegria prumessa so de momentu
Amor livre stau na sangui

Goci gora I cuma
I cuma
Pa no fical sin
Nta goci gora I cuma
I cuma

Goci gora I cuma
I cuma
Pa no fical sin (i cuma)
Nta goci gora I cuma
I cuma

Bu udju na boia ba mimo
Riba de un mar sussegado
Compositor: Zé Manuel Fortes

quarta-feira, setembro 29, 2021

Rapto em Teerão

Rapto em Teerão (1991) é um filme americano realizado por Brian Gilbert e que conta no elenco com Sally Field e Alfred Molina. 

Rapto em Teerão narra uma história verídica de terror e fuga. 

Sinopse:

Baseado em factos reais, este filme conta-nos a história da fuga desesperada de uma mulher Americana e da sua filha através do Irão.

Betty uma dona-de-casa de Alpena, Michigan, é convidada pelo marido, um médico de origem iraniana com a alcunha de "Moody", a visitar a família dele em Teerão. Depois de ter acedido a acompanhar o marido à chegada a este país, é informada pelo marido de que este não tenciona regressar aos Estados Unidos e de que não deixa que ela leve a sua filha.

De repente, Betty conheceu um lado do marido que não conhecia, quando ela lhe diz que não vai permanecer no Irão, ele bate-lhe e tira-lhe todos os seus cartões de créditos, o dinheiro e o seu passaporte. Ela percebe, então, que se tornou prisioneira na casa da sua cunhada...

Na época tumultuosa que se vive no Irão e no Médio Oriente (a Revolução Iraniana ou Islâmica sob o comando do aiatolá Khomeini e a Guerra de Irão-Iraque), uma mulher Americana vai tentar a fuga para a liberdade.

segunda-feira, setembro 27, 2021

O Tecelão

 A minha vida é tecida

Entre o meu Deus e eu.

Não pude escolher as cores

Daquilo que Ele teceu.


Muitas vezes tece amargura;

E eu em orgulho insensato

Esqueço que Ele vê por cima

Enquanto eu vejo por baixo.


Só com o tear em silêncio,

Quando o pente já não bater,

Deus revelará a trama

E a razão para assim ser.


São tão úteis os fios negros

Na mão hábil do tecelão

Como os fios de ouro e prata

No planeado padrão.

Benjamin Malachi Franklin (1882 - 1965)

domingo, setembro 26, 2021

Como Usar Os Acessórios?

Saiba Como Usar Acessórios, nomeadamente, brincos, colares, anéis e pulseiras, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Tem dúvidas no uso de acessórios? Não sabe como usar colares, brincos, anéis e pulseiras? Deve-se misturar tudo? 

Assista ao vídeo que se segue para tentar ultrapassar essas dúvidas.

Não perca. Olhe que vale mesmo a pena.

Espero que goste.

sábado, setembro 25, 2021

O Pão de Ló

O Pão de Ló, é um bolo (por vezes, pode ser considerado um doce) criado pelo cozinheiro genovês Giovan Battista Cabona que, na sua receita original, era elaborado com ovos, açúcar e farinha de trigo e sem fermento.

Na Itália, o doce chama-se Pan di Spagna, em homenagem ao rei Fernando VI de Espanha, porque Giovan Cabona, enviado a Espanha  presenteou o rei espanhol, por ocasião de um banquete, com um bolo extremamente leve que designou com este nome em homenagem à corte espanhola da época.

A inovação dessa receita é justamente o modo de preparação da massa a frio e rica em ovos, com todos os ingredientes adicionados num recipiente e depois cozinhados em banho-maria. Com os anos, essa técnica de preparação foi abandonada.

A primeira receita portuguesa escrita com o nome de pão de ló apareceu no Caderno de Receitas da Infanta D. Maria, mas que em nada se assemelhava ao bolo que conhecemos. Mais tarde, Lucas Rigaud no seu livro "Cozinheiro Moderno" (1780) apresenta uma receita de Pão de Ló ou Bolo de Sabóia, que já se pode associar ao fofo e leve bolo que apreciamos nos dias de hoje.

Em Portugal, existem versões (mais ou menos húmidas) modificadas da receita de pão de ló que se tornaram símbolos dessas regiões, como o de Alfeizerão, o de Ovar (reconhecido a nível nacional e internacional, este doce garantiu a proteção internacional da sua denominação de origem), o de Rio Maior, o de Guimarães, o de Margaride (Felgueiras) e o de Arouca (preparado e vendido desde 1840).

Ainda em Portugal, existe uma versão não original da receita, chamado "pão de ló à brasileira", totalmente diferente do original tradicional, principalmente por levar muito menos ovos.

O bolo mais parecido com o pão de ló da culinária da Inglaterra e outros países de idioma inglês, incluindo a culinária dos Estados Unidos, é o sponge cake.

Os primeiros portugueses que chegaram ao Japão no século XVI levaram consigo a receita de pão de ló português chamado Bolo Castella, que se tornou num dos doces mais típicos do Japão, o Kasutera.

Agora deixo-lhe a receita de um inusitado pão de ló que não leva farinha e que foi publicado no blogue As Receitas da Avó Helena e que terá sido publicada em 1908 em Azulejos : semanario illustrado de sciencias, lettras e artes. Ano 1, série 1, n.º 18, 20 de Janeiro de 1908, pág. 7

Bolo Castella (Kasutera)
Ingredientes: 

1 dúzia de ovos, 
500 gr de açúcar refinado 
1 chávena de queijo ralado.

Preparação:

Separam-se as gemas das respetivas claras, batem-se muito bem as primeiras com o açúcar, juntando-lhe depois as claras que devem ter sido também muito batidas, até ficarem como neve, por último adiciona-se-lhe o queijo e vai ao forno em forma untada com manteiga.

Nada como experimentar fazer e provar.

sexta-feira, setembro 24, 2021

O Poço de Barhout

O Poço de Barhout (no Iémen) ou "Poço do Inferno", como é conhecido popularmente, é um buraco de 30 metros de largura, localizado no solo do deserto da província oriental de Al-Mahra, a cerca de 1.300 km a leste da capital do país, Sanaa, e próximo da fronteira com Omã tem cerca de 112 metros de profundidade e, de acordo com alguns relatos, exala odores estranhos.

É um lugar misterioso, há muito tempo objeto de mitologia e folclore, que tem, por isso, impressionado geólogos e curiosos.

Uma equipa de espeleólogos de Omã fez, recentemente, o que se acredita ser a primeira descida ao fundo do lendário Poço de Barhout. 

A Equipa de Exploração de Cavernas de Omã desceu até às suas profundezas, mas não encontrou nenhum sinal do sobrenatural. No seu interior, havia cobras, animais mortos e pérolas.

quinta-feira, setembro 23, 2021

O Ciclo da Vida

O ciclo da vida humana, com muita arte!

Não deixe de ver o vídeo que lhe proponho hoje.

Vale mesmo a pena. 

Ora veja!

quarta-feira, setembro 22, 2021

Aonde

Retrato de Graça Martins

Aonde teus passos me levam,

aí, o voo segue da noite.


Escrevo as linhas do percurso, e

toco, a teu lado, entre fetos e

urtigas, a câmara escura da casa.


Rasga o comboio os campos manchegos,

com uma toalha húmida e 

um livro aberto, a cobrir a nudez que

sofremos.


E desenhas o mapa dos líquenes, e

aprendes, a meu lado, sobre o esqueleto

dos reis, a aresta antiga das

torres.


Aonde os anjos escalam o oiro das uvas,

aí, o horizonte morre da manha.

Mário Cláudio - Doze Mapas, (Poesia Reunida 1969-2019)