A conversa era sobre Deus,
embora o teólogo estivesse inclinado
a pensar que fosse sobre outra coisa,
pois era hora de jantar.
Pegou num cigarro e perguntou às senhoras se podia fumar.
Tinha devorado o pargo com honesto apetite
e elogiava as virtudes do cozinheiro.
Só Deus, Algures, chorava sobre
os despojos da sua pequena criatura na travessa
a caminho da copa, antes da sobremesa.
Manuel António Pina, in Atropelamento e fuga
sexta-feira, maio 04, 2012
quinta-feira, maio 03, 2012
A Invenção do Amor
A "Short Love Story In Stop Motion" é um filme de animação concebido e realizado pelo argentino Carlos Lascano, em 2008. Dois pássaros conseguem fugir, voando, do desenho concebido por uma criança. Através deles conseguimo-nos aperceber dos sonhos e aspirações daquela menina. Ora veja!
quarta-feira, maio 02, 2012
Sociedade & Democracia

Jean-Jacques Rousseau (1712 — 1778), foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço.
É considerado um dos principais filósofos do iluminismo e um precursor do romantismo.
terça-feira, maio 01, 2012
Poema do mais triste Maio
Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.
Acabou-se a idade das rosas!
Das rosas, dos lírios, dos nardos
E outras espécies olorosas:
É chegado o tempo dos cardos.
E passada a sazão das rosas,
Tudo é vil, tudo é sáfio, árduo.
Nas longas horas dolorosas
Pungem fundo as puas do cardo.
As saudades não me consolam,
Antes ferem-me como dardos.
As companhias me desolam,
E os versos que me vêm, vêm tardos.
Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.
Manuel Bandeira, Antologia, Relógio d'Água
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.
Acabou-se a idade das rosas!
Das rosas, dos lírios, dos nardos
E outras espécies olorosas:
É chegado o tempo dos cardos.
E passada a sazão das rosas,
Tudo é vil, tudo é sáfio, árduo.Nas longas horas dolorosas
Pungem fundo as puas do cardo.
As saudades não me consolam,
Antes ferem-me como dardos.
As companhias me desolam,
E os versos que me vêm, vêm tardos.
Meus amigos, meus inimigos,
Saibam todos que o velho bardo
Está agora, entre mil perigos,
Comendo, em vez de rosas, cardo.
Manuel Bandeira, Antologia, Relógio d'Água
segunda-feira, abril 30, 2012
A Odisseia da Cartier
"L'Odyssée de Cartier" é o novo filme publicitário da Cartier, realizado por Bruno Aveillan.
Veja como a publicidade pode ser mágica. Este pequeno filme publicitário mistura de forma fantástica o sonho e a realidade.
Descubra, através dele, a história da Cartier (desde 1847), as suas fontes de inspiração, os seus valores artísticos e a sua universalidade.
A Cartier (empresa ligada ao negócio das jóias e dos relógios) tem uma grande tradição de prestação de serviços não só a estrelas de cinema e a celebridades de todo o tipo, mas também à realeza mundial. A Cartier é, por isto mesmo, conhecida como "O Rei dos Joalheiros" ou como "Os Joalheiros de Reis".
Uma das suas imagens de marca, é a utilização de animais selvagens como fonte de inspiração para o fabrico de algumas das suas peças mais famosas. Quem não se lembra da jóia "Pantera" e da jóia "Flamingo" (1940), criadas para Wallis Simpson, ou do colar de diamantes criado para Bhupinder Singh, Marajá de Patiala?
Veja agora este pequeno filme publicitário que mostra como esta actividade nos pode surpreender e fazer sonhar.
L'Odyssée de Cartier from Luxury social media on Vimeo.
A Cartier (empresa ligada ao negócio das jóias e dos relógios) tem uma grande tradição de prestação de serviços não só a estrelas de cinema e a celebridades de todo o tipo, mas também à realeza mundial. A Cartier é, por isto mesmo, conhecida como "O Rei dos Joalheiros" ou como "Os Joalheiros de Reis".
Uma das suas imagens de marca, é a utilização de animais selvagens como fonte de inspiração para o fabrico de algumas das suas peças mais famosas. Quem não se lembra da jóia "Pantera" e da jóia "Flamingo" (1940), criadas para Wallis Simpson, ou do colar de diamantes criado para Bhupinder Singh, Marajá de Patiala?
Veja agora este pequeno filme publicitário que mostra como esta actividade nos pode surpreender e fazer sonhar.
L'Odyssée de Cartier from Luxury social media on Vimeo.
domingo, abril 29, 2012
O preço a pagar...
Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Foi autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e o seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental.
sábado, abril 28, 2012
O jacarandá florido
O jacarandá floridoBrando cantar trazia
Branda a viola da noite
Branda a flauta do dia
O jacarandá florido
Brando cantar trazia
O vinho doce da noite
A água clara do dia
Quem o olhava bebia
Quem o olhava escutava
O jacarandá florido
Que o silêncio cantava
Matilde Rosa Araújo - in As Fadas Verdes - ed. Civilização, 1994
sexta-feira, abril 27, 2012
A História da Arte
É muito interessante! Além do mais revela um sentido de humor fantástico.
quinta-feira, abril 26, 2012
Os Dias da Febre
"Os Dias da Febre" é um romance histórico,, escrito pelo historiador (e escritor) João Pedro Marques, que faz uma viagem pela Lisboa de meados do século XIX.
"Descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem, Elvira Sabrosa vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.
Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. O cerne da acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas". Não estamos, contudo, apenas perante um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor. É um livro que nos fala também da história da vida quotidiana da Lisboa do século XIX. Através deste romance pode-se não só conviver com as figuras da época, mas também percorrer a cidade de Lisboa em toda a sua diversidade. Pode-se ir desde os camarotes do S. Carlos até às ruas apertadas de Alfama, ou desde as enfermarias do Hospital de S. José até às bancadas das Cortes, ou dos salões das senhoras das classes altas até ao bulício do café Nicola.
"Descendo a Calçada de Santana e espreitando por entre as cortinas da sua carruagem, Elvira Sabrosa vislumbra Robert Huntley, um inglês que não via desde os tempos da infância, há mais de 20 anos.
Os Dias da Febre narra as circunstâncias que conduziram ao reencontro de Robert e Elvira, e o que dele decorreu. O cerne da acção situa-se em 1857, quando Lisboa estava a ser atingida por uma epidemia de febre-amarela que mataria quase 5 mil pessoas". Não estamos, contudo, apenas perante um romance sobre uma epidemia, a morte e o amor. É um livro que nos fala também da história da vida quotidiana da Lisboa do século XIX. Através deste romance pode-se não só conviver com as figuras da época, mas também percorrer a cidade de Lisboa em toda a sua diversidade. Pode-se ir desde os camarotes do S. Carlos até às ruas apertadas de Alfama, ou desde as enfermarias do Hospital de S. José até às bancadas das Cortes, ou dos salões das senhoras das classes altas até ao bulício do café Nicola.
quarta-feira, abril 25, 2012
25 de Abril - Mitos de uma Revolução
"25 de Abril - Mitos de uma Revolução" é um livro de Maria Inácia Rezola, que sugiro hoje como forma de celebrar, mais uma vez, este dia.
O que foi o 25 de Abril? Que verdades e que mitos se escondem por trás desta data?
"A 25 de Abril de 1974 um grupo de jovens capitães leva a cabo um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derruba uma ditadura que dominava Portugal há mais de quatro décadas. Tratou-se de uma revolução em nome da liberdade? Existia um grau de politização entre os revoltosos? Até que ponto não foram as questões corporativas centrais na mobilização e primeiros passos do movimento dos Capitães? Porque é que o primeiro presidente da República da transição foi António de Spínola e não Francisco da Costa Gomes como planeado pelos Capitães? Foram os partidos coagidos a assinar a Plataforma de Acordo Constitucional com o MFA? A 25 de Novembro os páras ocupam a base aérea de Tancos: houve ou não uma tentativa de golpe de Estado? Quais os seus autores? Quem deu a ordem de saída aos páras? Passados mais de 30 anos sobre estes episódios, só agora se começam a revelar as verdades que permitem desmascarar os mitos que fazem parte da história do 25 de Abril. Neste livro, a historiadora Maria Inácia Rezola traz-nos uma visão geral da Revolução, analisando os seus episódios mais polémicos, sem medo de desconstruir mitos e ideias formadas sobre este episódio fundamental do século XX português" (sinopse do livro).
O que foi o 25 de Abril? Que verdades e que mitos se escondem por trás desta data?
"A 25 de Abril de 1974 um grupo de jovens capitães leva a cabo um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derruba uma ditadura que dominava Portugal há mais de quatro décadas. Tratou-se de uma revolução em nome da liberdade? Existia um grau de politização entre os revoltosos? Até que ponto não foram as questões corporativas centrais na mobilização e primeiros passos do movimento dos Capitães? Porque é que o primeiro presidente da República da transição foi António de Spínola e não Francisco da Costa Gomes como planeado pelos Capitães? Foram os partidos coagidos a assinar a Plataforma de Acordo Constitucional com o MFA? A 25 de Novembro os páras ocupam a base aérea de Tancos: houve ou não uma tentativa de golpe de Estado? Quais os seus autores? Quem deu a ordem de saída aos páras? Passados mais de 30 anos sobre estes episódios, só agora se começam a revelar as verdades que permitem desmascarar os mitos que fazem parte da história do 25 de Abril. Neste livro, a historiadora Maria Inácia Rezola traz-nos uma visão geral da Revolução, analisando os seus episódios mais polémicos, sem medo de desconstruir mitos e ideias formadas sobre este episódio fundamental do século XX português" (sinopse do livro).
terça-feira, abril 24, 2012
Into Eternity
Into Eternity é um documentário (Dinamarca, Finlândia, Suécia e Itália) realizado por Michael Madsen (2010).Into Eternity "é uma visão documental fascinante sobre o tempo e um retrato de um grupo de pioneiros que planeiam para a eternidade, tentando descobrir o melhor modo de comunicar com o futuro desconhecido da raça humana.
A Finlândia está a construir o primeiro lugar para a derradeira morada de despojos nucleares. Estes deverão permanecer intocados por pelo menos 100 000 anos. Os construtores devem levar em conta as alterações climáticas, os desastres naturais, o erro humano e - talvez o pior de tudo - a curiosidade - a curiosidade humana."
segunda-feira, abril 23, 2012
A Verdadeira Compaixão
Martin Luther King , Jr. (1929 — 1968) foi um pastor protestante e ativista político dos E.U.A.. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Ele foi a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes do seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é o que começa com a frase "Eu Tenho Um Sonho".
domingo, abril 22, 2012
Dê um passo em frente
Chamamos a atenção para o Dia da Terra, que é hoje 22 de Abril, sugerindo-lhe que veja o vídeo abaixo.
Dê um passo em frente, a terra precisa da ajuda de todos e não pode esperar!
Qualquer pequena acção de cada um de nós poderá fazer a diferença!
Qualquer pequena acção de cada um de nós poderá fazer a diferença!
sábado, abril 21, 2012
O Homem Que Plantava Árvores
Hoje proponho-lhe um filme de animação delicado e único.
O Homem que Plantava Árvores (de Frédéric Back) foi vencedor de um OSCAR na categoria de cuta metragem de animação, e é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
Através de um desenho delicado e impressionista o realizador narra a história de um homem bom e simples.
Através de um desenho delicado e impressionista o realizador narra a história de um homem bom e simples.
O personagem principal é um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás, um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos.

Giono escreveu este conto lendário nos anos 50 do século XX, com a esperança de desencadear um programa de reflorestação a nível mundial que promovesse a regeneração do planeta. Uma mensagem muito à frente do seu tempo.
O filme, graças não só à mensagem, mas também ao minimalismo do desenhador e ao conjunto da obra deixa-nos presos ao computador durante cerca de 30 minutos.
Não perca. Vale bem a pena!
Inspiremo-nos, pois, no incansável pastor que transforma montes hostis numa magnífica floresta!
Inspiremo-nos, pois, no incansável pastor que transforma montes hostis numa magnífica floresta!
sexta-feira, abril 20, 2012
Publicidade & Preconceito

Veja este espectacular vídeo. Mostra a exploração publicitária de um preconceito.
"A Carlsberg colocou 148 motards numa sala de cinema e deixou apenas 2 lugares livres para um casal (que pagou o seu bilhete) se poder sentar mesmo no meio de 148 marmanjos de aspecto pouco simpático".
Veja as reacções dos vários casais. Imagine como se comportaria numa situação destas!A publicidade tem destas coisas... às vezes também nos obriga a pensar!
Veja as reacções dos vários casais. Imagine como se comportaria numa situação destas!A publicidade tem destas coisas... às vezes também nos obriga a pensar!
quinta-feira, abril 19, 2012
Não há farrapos humanos
Assista à palestra de Alberto Cairo nas TedTalks. Se a quiser legendada em português, clique aqui. Se prefere ouvi-lo em inglês basta abrir o vídeo abaixo.Alberto Cairo lidera o trabalho de reabilitação ortopédica, da Cruz Vermelha Internacional, no Afeganistão.
As clínicas de Alberto Cairo no Afeganistão costumavam fechar durante os combates. Agora, permanecem abertas. Nesta palestra, Cairo conta a história poderosa de como e por que motivo encontrou humanidade e dignidade no meio da guerra.
Nota: Atenção às siglas RC/CV que correspondem, respectivamente, a Cruz Vermelha/Crescente Vermelho.
quarta-feira, abril 18, 2012
O Hino à Alegria
Aprecie o conhecido Hino à Alegria aqui cantado por um coro de 10 000 japoneses. Excelentes vozes que interpretam o final da 9ª Sinfonia de Beethoven. Não perca é absolutamente arrepiante!
O Hino à Alegria, ou Ode à Alegria, é o nome do poema cantado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Beethoven, conhecida também como Hino Europeu ou Hino da União Europeia.
Beethoven compôs este texto em 1823, inspirado no poema "Ode à Alegria", de Schiller, escrito em 1785. Neste poema Schiller expressa uma visão idealista da raça humana como irmandade, uma visão que tanto este como Beethoven partilhavam. Porém, este poema não foi oficialmente adoptado nem pelo Conselho da Europa, nem posteriormente pela União Europeia, permanecendo como um hino sem letra, pois a música é uma linguagem universal e "per se" obtém o mesmo efeito de como se fosse cantada.
O Hino à Alegria, ou Ode à Alegria, é o nome do poema cantado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Beethoven, conhecida também como Hino Europeu ou Hino da União Europeia.
Beethoven compôs este texto em 1823, inspirado no poema "Ode à Alegria", de Schiller, escrito em 1785. Neste poema Schiller expressa uma visão idealista da raça humana como irmandade, uma visão que tanto este como Beethoven partilhavam. Porém, este poema não foi oficialmente adoptado nem pelo Conselho da Europa, nem posteriormente pela União Europeia, permanecendo como um hino sem letra, pois a música é uma linguagem universal e "per se" obtém o mesmo efeito de como se fosse cantada.
Este Hino expressa os ideais de liberdade, paz e solidariedade, ideais estes que a Europa e as suas instituições como um todo querem e ambicionam prosseguir.
terça-feira, abril 17, 2012
Ahh, se tivessemos mar...
Aqui fica, para reflexão, a crónica de João Quadros publicada no Negócio On-Line:"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses." Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco. Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti... Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras... fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso: o que não poupávamos se Portugal tivesse mar".
João Quadros
segunda-feira, abril 16, 2012
Não fique em casa...
O dia 18 de Abril é consagrado ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Criado precisamente a 18 de Abril de 1982 pelo ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios) e aprovado pela UNESCO, este dia tenta dar visibilidade aos monumentos e sítios (arqueológicos, bairros históricos, etc). Assim, não fique em casa. Saia, escolha um dos monumentos da sua cidade ou vila e veja que surpresa lhe reservaram para comemorar este dia! Se não quiser ser surpreendido pode sempre consultar o sítio do IGESPAR (clicando aqui) e descobrir tudo o que se pode fazer dos Açores ao Algarve no próximo dia 18 de abril, 4ª feira. É mesmo proibido ficar em casa.
domingo, abril 15, 2012
Titanic
O Titanic é um filme dos E. U. A. realizado, em 1997, por James Cameron. É uma história ficcionada do naufrágio do RMS Titanic. Os actores principais são: Leonardo DiCaprio (como Jack Dawson) e Kate Winslet (como Rose DeWitt Bukater), membros de diferentes classes sociais que se conhecem e apaixonam durante a viagem inaugural daquele navio. A bordo desse navio, autêntico retrato da sociedade desse século, os dois vivem uma curta mas intensa história de amor…Apesar de os personagens principais serem fictícios, alguns personagens são figuras históricas.
A produção começou em 1996, quando Cameron filmou os verdadeiros destroços do Titanic. As cenas modernas foram filmadas no Akademik Mstslav Keldysh, navio de pesquisas russo que Cameron usou como base para filmar os destroços. Uma réplica do Titanic foi construída em Playas de Rosarito, no México; com miniaturas e computação gráfica sendo usadas para recriar o naufrágio. Na época, foi o filme mais caro feito na história do cinema, com um orçamento de aproximadamente 200 milhões de dólares.
O filme foi nomeado para 14 Oscars, tendo ganho 11, incluindo o de Melhor Filme e o de Melhor Realizador. Permaneceu como o filme mais rentável da história até 2010, sendo ultrapassado pelo, Avatar, também realizado por Cameron.
O filme Titanic foi relançado nos cinemas, em 4 de abril de 2012, após uma conversão em 3D, como homenagem aos 100 anos da viajem inaugural do RMS Titanic.
sábado, abril 14, 2012
Cem anos depois...
O Titanic partiu de Southampton (no sul de Inglaterra), a 10 de abril de 1912, e afundou-se, na viagem inaugural, nas águas do Atlântico Norte, na noite de 14 para 15 de Abril de 1912. Este naufrágio causou a morte de mais de 1500 pessoas. Southampton, um dos principais portos de passageiros de Inglaterra, perdeu cerca de 500 habitantes no naufrágio. Inicialmente, muitas pessoas não acreditaram na dimensão do acidente, mas pouco tempo depois a cidade estava em estado de choque, exibindo bandeiras a meia haste e a preparar serviços religiosos que atraíram dezenas de milhares de pessoas. A exposição do Seacity Museum de Southampton retrata, numa viagem virtual, a vida dos habitantes de Southampton que trabalhavam no Titanic, bem como explora o impacto da tragédia na vida das suas famílias.
Em New Tredegar (País de Gales, Reino Unido) uma outra exposição assinala o centenário do naufrágio, recorrendo às memórias escritas de um habitante local, Arthur Moore, que ouviu, na altura, os pedidos de socorro do navio através do seu transmissor de rádio. " Estamos a afundar” era o conteúdo da mensagem, que Arthur Moore, que morreu em 1949, transmitiu na altura à polícia local, que não acreditou na informação. Ainda no Reino Unido, em Belfast, cidade onde o Titanic foi construído, foi recentemente inaugurado um projecto que inclui uma recriação multimédia do naufrágio e até uma réplica do salão do navio.
Nos E.U.A, o National Geographic Museum, em Washington, preparou a exposição “Titanic: 100 Year Obsession”. A exposição incide no trabalho desenvolvido por Robert Ballard, um dos líderes da expedição que descobriu os destroços do navio em 1985, e por James Cameron, o realizador que transpôs para o grande ecrã a história do naufrágio com o filme “Titanic”. É preciso recordar que Cameron organizou 33 expedições até ao local dos destroços. Esta exposição, mostra, entre outros elementos, uma réplica detalhada do navio e modelos da casa das máquinas e da sala de transmissões. Também estão expostos adereços e figurinos do filme de Cameron.

Já em Atlanta, Geórgia, a história do Titanic é contada através de William Murdoch, um oficial do navio. A exposição mostra alguns objetos pessoais do oficial, como uma escova de sapatos, uma navalha e um cachimbo. William Murdoch ganhou alguma notoriedade quando foi retratado de forma controversa no filme de Cameron. No filme “Titanic”, a personagem de Murdoch recebe subornos, mata duas pessoas para tentar entrar nos botes de salva-vidas e suicida-se. Relatos históricos referem, no entanto, que o oficial reuniu todos os esforços possíveis para tentar salvar passageiros.
sexta-feira, abril 13, 2012
Morri pela Beleza
Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado -
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi -
"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais -
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -
E assim, como parentes próximos, uma Noite -
Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu - os nossos nomes -
Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas" - Tradução de Nuno Júdice (citador.pt)
quinta-feira, abril 12, 2012
"Millorianas"
Millôr Fernandes, (1923 — 2012), foi um escritor, desenhador, humorista, dramaturgo, tradutor e jornalista brasileiro.Para a sua reflexão, aqui ficam três frases (e não só) deste escritor e humorista, recentemente falecido no Brasil.
"Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado".
"Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito".
"Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo".
Millôr Fernandes
quarta-feira, abril 11, 2012
Índia Versus Paquistão
A fronteira entre a Índia e o Paquistão é a linha que limita os territórios destes países, e foi estabelecida aquando da independência destes dois estados. As relações entre os dois estados são muito tensas e a passagem na fronteira de pessoas e bens é estritamente limitada. A principal fonte desta discórdia relaciona-se com a questão de Caxemira. Nesta região, não há consenso sobre o traçado da linha de fronteira, e portanto, o mesmo está por definir. A Índia reclama soberania sobre as províncias de Caxemira Livre e Áreas do Norte, atualmente sob controle paquistanês. O Paquistão considera-se soberano na zona do glaciar de Siachen, controlado pela Índia desde o conflito de Siachen em 1984. A região não tem nenhuma fronteira no sentido internacional, mas apenas uma linha de cessar-fogo, a "Line of Control", limite das posições militares aquando do fim da Primeira Guerra Indo-paquistanesa em 1949. Esta linha de controle está materializada na quase totalidade do seu traçado por uma fileira dupla d
e arame farpado rodeado por campos minados. As escaramuças entre os dois exércitos são regulares.O resto da fronteira, denominada "International Border", está fortemente demarcado. Só existe um ponto de passagem terrestre entre os dois países, em Wagah, no caminho entre Amritsar, na Índia, e Lahore, no Paquistão. Neste ponto exibem-se todos os dias os guardas fronteiriços dos dois países num ritual que atrai multidões e no qual procedem a movimentações coordenadas antes do fecho dos portões.
Se quiser aprofundar o assunto, aqui fica uma perspectiva do conflito indo-paquistanês, através do "power point" elaborado pela aluna do 12º B, Ana Filipa, e do vídeo que escolheu também, para a apresentação oral deste trabalho.
E agora, veja o vídeo escolhido pela Ana.
.
terça-feira, abril 10, 2012
Contrastes Demográficos
segunda-feira, abril 09, 2012
Só a arte é útil

"Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se vê, porque dura".
Fernando Pessoa, em "Ideias Estéticas - Da Arte"
domingo, abril 08, 2012
Ilumina-se a Igreja por Dentro da Chuva
Ilumina-se a igreja por dentro da chuva deste dia,E cada vela que se acende é mais chuva a bater na vidraça...
Alegra-me ouvir a chuva porque ela é o templo estar aceso,
E as vidraças da igreja vistas de fora são o som da chuva ouvido por dentro ...
O esplendor do altar-mor é o eu não poder quase ver os montes
Através da chuva que é ouro tão solene na toalha do altar...
Soa o canto do coro, latino e vento a sacudir-me a vidraça
E sente-se chiar a água no facto de haver coro...
A missa é um automóvel que passa
Através dos fiéis que se ajoelham em hoje ser um dia triste...
Súbito vento sacode em esplendor maior
A festa da catedral e o ruído da chuva absorve tudo
Até só se ouvir a voz do padre água perder-se ao longe
Com o som de rodas de automóvel...
E apagam-se as luzes da igreja
Na chuva que cessa ...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
sábado, abril 07, 2012
Tradições Pascais
A Páscoa é uma época cheia de tradições, de lendas, de símbolos e de usos e costumes. A maioria das tradições Pascais remete para actos pagãos que foram a pouco e pouco sendo incorporados na vida cristã.No nosso país ainda (cada vez com mais dificuldade) se vão mantendo alguns usos e costumes, associados a esta época festiva. Assim, na semana antes da Páscoa em algumas localidades, fazem-se grandes limpezas e amassam-se os folares que depois de tendidos são levados em tabuleiros para o forno. No sábado antes da Páscoa matam-se os cabritos (ou os borregos), que depois são temperados para no domingo serem o prato principal desta festa religiosa.
Na segunda-feira, depois da Páscoa, faz-se um piquenique no campo (sobretudo no sul de Portugal) onde se come o resto do cabrito (ou do borrego), os folares, os chouriços, pão, vinho e amêndoas.

No norte de Portugal uma das tradições é o “compasso” Pascal que vai de porta em porta ao som do toque do sino. No Minho a Páscoa é vivida com alegria. Estreia-se roupa nova, espera-se pelo “compasso”, e prova-se o pão-de-ló típico da época. É hábito por estas paragens conceder o “folar” ao pároco que visita as casas. As ofertas são variadas… Mas quase sempre passam pelo dinheiro em nome da paróquia. Mas as oferendas podem, também, ser o açúcar, o arroz ou os ovos. Em Braga, do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, a cidade dedica-se totalmente às cerimónias da Semana Santa. Aqui podem-se destacar a Procissão da Nossa Senhora da «burrinha», a Procissão do Senhor «Ecce Homo», a Procissão do Enterro do Senhor, a Vigília Pascal e a Procissão da Ressurreição. Em Trás-os-Montes, manda a tradição haver em cada mesa o folar de carne. Este é mais importante que qualquer outra iguaria. É uma bola feita de farinha, fermento, ovos, leite, azeite ou manteiga, carne de porco, entre outras carnes.
A Páscoa no centro e sul de Portugal é também uma época cheia de tradições cuja origem ainda se tenta manter. A região das Beiras não é diferente das outras regiões do país. São feitas as limpezas de véspera e confeccionados os tradicionais bolos da Páscoa. Na região centro as broinhas e os bolos de azeite marcam a diferença. Na Beira Litoral, a chanfana ou o leitão assado são os pratos preferidos por alturas da Páscoa.No Alentejo o cordeiro é o prato principal. No Alto Alentejo, em Castelo de Vide, o folar assume a forma de um duplo coração de ovos, decorado com motivos feitos da mesma massa. Próximo de Elvas, os folares apresentam formas de animais, representando borregos, lagartos,

pintainhos e pombos.
No Algarve a festa pascal apresenta algumas diferenças etnográficas entre a serra e o litoral. No litoral, fazem-se as procissões da Semana Santa, de entre elas, destaque-se a Procissão das Tochas realizada, no dia de Páscoa, em S, Brás de Alportel. Esta procissão tem na sua essência a comemoração de um dos mais heróicos acontecimentos históricos do Algarve: a expulsão pela confraria dos moços solteiros, das tropas inglesas comandadas pelo duque de Essex, que em Julho de 1596 saquearam a cidade de Faro e o seu termo.
No Algarve é tradição, também, no Domingo de Páscoa comer-se borrego ou carneiro assado. Em matéria de doçaria fazem-se os folares de mel e os bolos finos de amêndoa, delicadamente decorados.
No Algarve a festa pascal apresenta algumas diferenças etnográficas entre a serra e o litoral. No litoral, fazem-se as procissões da Semana Santa, de entre elas, destaque-se a Procissão das Tochas realizada, no dia de Páscoa, em S, Brás de Alportel. Esta procissão tem na sua essência a comemoração de um dos mais heróicos acontecimentos históricos do Algarve: a expulsão pela confraria dos moços solteiros, das tropas inglesas comandadas pelo duque de Essex, que em Julho de 1596 saquearam a cidade de Faro e o seu termo.
No Algarve é tradição, também, no Domingo de Páscoa comer-se borrego ou carneiro assado. Em matéria de doçaria fazem-se os folares de mel e os bolos finos de amêndoa, delicadamente decorados.
Depois deste roteiro festivo e gastronómico por Portugal aqui ficam os meus votos de Feliz Páscoa.
sexta-feira, abril 06, 2012
Sexta - Feira Santa
Lua absíntica, verde, feiticeira,Pasmada como um vício monstruoso...
Um cão estranho fuça na esterqueira,
Uivando para o espaço fabuloso.
É esta a negra e santa Sexta-Feira!
Cristo está morto, como um vil leproso,
Chagado e frio, na feroz cegueira
Da morte, o sangue roxo e tenebroso.
A serpente do mal e do pecado
Um sinistro veneno esverdeado
Verte do Morto na mudez serena.
Mas da sagrada Redenção do Cristo,
Em vez do grande Amor, puro, imprevisto,
Brotam fosforescências de gangrena!
Cruz e Sousa (poeta brasileiro)
quinta-feira, abril 05, 2012
Afinal têm corpos...
São muitos os mistérios que existem na ilha de Páscoa. Agora descobriu-se que as estátuas ali existentes afinal têm um corpo. Esta última descoberta deixa-nos ainda mais espantados.Sempre se conheceram estas estátuas, os "Moais", como sendo apenas enormes cabeças de pedra. Mas, jamais se poderia imaginar que tinham corpos. Isso mesmo, as cabeças gigantes são estátuas completas. Assim, o corpo e as mãos das estátuas está enterrado.
Um grupo privado de pesquisadores escavou, recentemente, as estátuas da ilha de Páscoa e tem estudado os hieróglifos inscritos nos corpos das mesmas. Aliás, existem hieróglifos por toda a ilha e se fossem decifrados iriam revelar muito sobre a cultura e a civilização que as esculpiu.
Esta ilha vulcânica, localizada ao sul do Oceano Pacífico, foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa, de 1722. Em 1888 tornou-se parte do Chile. A ilha tem 170 km2 de extensão (com altitudes que variam de 200 à 500m) e fica a 3500 km da costa oeste da América do sul.
Muitos segredos e mistérios cercam a Ilha de Páscoa. Agora surgem mais alguns. As dúvidas agora são: porque é que os moais têm os corpos enterrados? As estátuas sempre estiveram enterradas? Há quanto tempo estão desta maneira? Quem e que ferramentas foram usadas na construção destas estátuas? Porque ficaram por terminar cerca de 200 moais?
De qualquer modo uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação, facto que conduziu a conflitos internos e a falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme "raz de marée" pode ter varrido a ilha e a sua civilização. Este desastre natural aniquilou a população e fez com que as estátuas ficassem com boa parte do seu corpo enterrado.
Mas se pensarmos bem, o Mundo está repleto de enigmas para os quais ainda não temos respostas. Este é o enigma do "Te pita, te henua" (umbigo do mundo).
quarta-feira, abril 04, 2012
Um show de miúdo!
Veja como Ethan Bortnick, de seis anos, dá um show de desenvoltura e interpretação no "Tonight Show".Ao apresentar-se ele toca "The entertainer", de Scott Jopplin,a "Marcha Turca", de Mozart e o "Minuete", de Bach.
A última música que interpreta ao piano, neste programa televisivo, chama-se "A Fuga do Tigre no Zoológico" e foi composta por ele mesmo.
Veja bem bem e oiça melhor!
O miúdo é mesmo sensacional!
terça-feira, abril 03, 2012
Férias radicais
Se apesar da crise é daqueles que tem hipótese de gozar férias no estrangeiro, veja a apresentação que escolhi para hoje. Pode, assim, conhecer novos destinos e novos tipos de hotéis. Hotéis na selva, hotéis feitos de areia ou de gelo, hotéis subaquáticos ou hotéis cápsula são algumas das sugestões. O exotismo, a aventura, o luxo e o inesperado são algumas das propostas aqui apresentadas. Algumas são até bastante radicais. Ora veja!
segunda-feira, abril 02, 2012
Assim se fazem os filmes
Se quer saber como se fazem os filmes basta ver o vídeo que se segue.Este é um vídeo a não perder! Assim, quando for ao cinema poderá ter uma ideia mais precisa de como são manipuladas as imagens, de como são construídos cenários e espaços inexistentes.
Esta é uma pequena amostra de como os meios de comunicação e as novas tecnologias de informação conseguem fazer quase tudo, levando os telespectadores a acreditar numa realidade inexistente... Dá que pensar!
domingo, abril 01, 2012
O Concerto

O vídeo que lhe proponho hoje, mostra a cena final do filme "O Concerto" (filme de 2009 e realizado por Radu Mihaileanu). Este filme baseia-se numa história real. Passa -se na URSS (no tempo de Brezhnev), em 1980. Narra a história do maestro Andrei Filipov e de alguns músicos (judeus) da orquestra do Bolshoi, que foram demitidos por motivos políticos. O maestro para sobreviver financeiramente aceita, entretanto, o cargo de empregado de limpeza do teatro. Num determinado dia, ao limpar a sala do diretor desta casa de espectáculos, intercepta um fax do famoso Teatro Châtelet de Paris que convida a orquestra do Bolshoi para ir tocar aquela cidade francesa.
Surge, então, na mente do ex maestro uma idéia : reunir os músicos demitidos e apresentar-se em Paris como se fosse a orquestra do Bolshoi.
Se os planos derem certo, este concerto tem tudo para ser muito especial e um verdadeiro triunfo.
Surge, então, na mente do ex maestro uma idéia : reunir os músicos demitidos e apresentar-se em Paris como se fosse a orquestra do Bolshoi.
Se os planos derem certo, este concerto tem tudo para ser muito especial e um verdadeiro triunfo.
sábado, março 31, 2012
As Galápagos
As Galápagos são um grupo de 13 ilhas, situadas no Oceano Pacífico, das quais apenas quatro são habitadas. Entre elas está a ilha Isabela - nome dado em homenagem à rainha Isabel, esposa de D. Fernando, Rei da Espanha. Estes foram os reis que patrocinaram a viagem de Colombo às Galápagos. Tem uma área de 4.640 Km2 e é a maior ilha deste arquipélago. O ponto mais elevado da ilha Isabela é o vulcão do Lobo com uma altura de 1.707 metros. A maior cidade desta ilha é Puerto Villamil, que se situa na ponta do sudeste da mesma.
As Galápagos ficam a aproximadamente mil quilómetros a oeste da costa do Equador, país a que pertencem e ponto continental mais próximo.O arquipélago apresenta uma biodiversidade elevada e é o habitat de uma fauna peculiar que inclui muitas espécies endémicas como as tartarugas das Galápagos.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do
Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo.
Veja, agora, esta belíssima apresentação sobre as Galápagos.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do
Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo.
Veja, agora, esta belíssima apresentação sobre as Galápagos.
sexta-feira, março 30, 2012
Apresentação
Aqui está minha vida — esta areia tão claracom desenhos de andar dedicados ao vento.
Aqui está minha voz — esta concha vazia,
sombra de som curtindo o seu próprio lamento.
Aqui está minha dor — este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança — este mar solitário,
que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.
Cecília Meireles, in 'Retrato Natural'
quinta-feira, março 29, 2012
Um tempo sem nome
Para além da música Essa Pequena, o namoro do Chico Buarque com a cantora ruiva Thais Gulin rendeu, também, a interessante crónica UM TEMPO SEM NOME da escritoraRosiska Darcy de Oliveira sobre o novo conceito de envelhecer. Ora veja!
"Um tempo sem nome"
"Com seu cabelo cinza, rugas novas e os mesmos olhos verdes,
cantando madrigais para a moça do cabelo cor de abóbora, Chico Buarque
de Holanda vai bater de frente com as patrulhas do senso comum. Elas
torcem o nariz para mais essa audácia do trovador. O casal cinza e cor
de abóbora segue seu caminho e tomara que ele continue cantando eu sou
tão feliz com ela sem encontrar resposta ao que será que dá dentro da
gente que não devia.
Afinal, é o olhar estrangeiro que nos faz estrangeiros a nós
mesmos e cria os interditos que balizam o que supostamente é ou deixa
de ser adequado a uma faixa etária. O olhar alheio é mais cruel que a
decadência das formas. É ele que mina a autoimagem, que nos constitui
como velhos, desconhece e, de certa forma, proíbe a verdade de um
corpo sujeito à impiedade dos anos sem que envelheça o alumbramento
diante da vida .
Proust, que de gente entendia como ninguém, descreve o
envelhecer como o mais abstrato dos sentimentos humanos. O príncipe
Fabrizio Salinas, o Leopardo criado por Tommasi di Lampedusa, não
ouvia o barulho dos grãos de areia que escorrem na ampulheta. Não fora
o entorno e seus espelhos, netos que nascem, amigos que morrem, não
fosse o tempo um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho, segundo
Caetano, quem, por si mesmo, se perceberia envelhecer? Morreríamos nos
acreditando jovens como sempre fomos.
A vida sobrepõe uma série de experiências que não se anulam, ao
contrário, se mesclam e compõem uma identidade. O idoso não anula
dentro de si a criança e o adolescente, todos reais e atuais,
fantasmas saudosos de um corpo que os acolhia, hoje inquilinos de uma
pele em que não se reconhecem. E, se é verdade que o envelhecer é um
fato e uma foto, é também verdade que quem não se reconhece na foto,
se reconhece na memória e no frescor das emoções que persistem. É
assim que, vulcânica, a adolescência pode brotar em um homem ou uma
mulher de meia-idade, fazendo projetos que mal cabem em uma vida
inteira.
Essa doce liberdade de se reinventar a cada dia poderia
prescindir do esforço patético de camuflar com cirurgias e botoxes
obras na casa demolida a inexorável escultura do tempo. O medo pânico
de envelhecer, que fez da cirurgia estética um próspero campo da
medicina e de uma vendedora de cosméticos a mulher mais rica do mundo,
se explica justamente pela depreciação cultural e social que o avançar
na idade provoca.
Ninguém quer parecer idoso, já que ser idoso está associado a
uma sequência de perdas que começam com a da beleza e a da saúde.
Verdadeira até então, essa depreciação vai sendo desmentida por uma
saudável evolução das mentalidades: a velhice não é mais o que era
antes. Nem é mais quando era antes. Os dois ritos de passagem que a
anunciavam, o fim do trabalho e da libido, estão, ambos, perdendo
autoridade. Quem se aposenta continua a viver em um mundo
irreconhecível que propõe novos interesses e atividades. A curiosidade
se aguça na medida em que se é desafiado por bem mais que o
tradicional choque de gerações com seus conflitos e desentendimentos.
Uma verdadeira mudança de era nos leva de roldão, oferecendo-nos ao
mesmo tempo o privilégio e o susto de dela participar.
A libido, seja por uma maior liberalização dos costumes, seja
por progressos da medicina, reclama seus direitos na terceira idade
com uma naturalidade que em outros tempos já foi chamada de despudor.
Esmaece a fronteira entre as fases da vida. É o conceito de velhice
que envelhece. Envelhecer como sinônimo de decadência deixou de ser
uma profecia que se autorrealiza. Sem, no entanto, impedir a lucidez
sobre o desfecho.
Meu tempo é curto e o tempo dela sobra, lamenta-se o trovador,
que não ignora a traição que nosso corpo nos reserva. Nosso melhor
amigo, que conhecemos melhor que nossa própria alma, companheiro dos
maiores prazeres, um dia nos trairá, adverte o imperador Adriano em
suas memórias escritas por Marguerite Yourcenar.
Todos os corpos são traidores. Essa traição, incontornável, que
não é segredo para ninguém, não justifica transformar nossos dias em
sala de espera, espectadores conformados e passivos da degradação das
células e dos projetos de futuro, aguardando o dia da traição.Chico, à
beira dos setenta anos, criando com brilho, ora literatura , ora
música, cantando um novo amor, é a quintessência desse fenômeno, um
tempo da vida que não se parece em nada com o que um dia se chamou de
velhice. Esse tempo ainda não encontrou seu nome. Por enquanto podemos
chamá-lo apenas de vida".
Rosiska Darcy de Oliveira, O Globo, 21/01/12
quarta-feira, março 28, 2012
Essa Pequena
O namoro do Chico Buarque com a cantora (ruiva) Thais Gulin, rendeu a música "ESSA PEQUENA", cuja letra pode seguir abaixo, ao mesmo tempo que ouve e vê Chico Buarque no vídeo que se segue.Essa Pequena
Meu tempo é curto, o tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena
Chico Buarque
terça-feira, março 27, 2012
Na ARCO em Madrid
A Feira Internacional de Arte Contemporânea ARCO é uma feira aberta ao público, organizada pelo IFEMA e que se realiza em Madrid. A ARCO estabeleceu-se em 1991, e aí os visitantes podem comprar objetos de arte provenientes de diferentes propostas apresentadas pelos expositores. Entre os expositores encontram-se galerias de arte e artistas individuais que expõem esculturas, objetos, tecidos e criações multimédia. A agenda é completada com exposições especiais, artistas convidados e shows ao vivo.Venha agora dar um passeio pela ARCO, e veja o que aconteceu por lá há já alguns anos. Dá que pensar!
segunda-feira, março 26, 2012
Amanhã

Amanhã, aqui numa belíssima homenagem ao Duo Ouro Negro com Janita Salomé, Filipa Pais, Ritinha Lobo, Yami, Manuel d'Oliveira, Filipe Raposo e Kiné.
Amanhã, vou acender uma vela da Muxima
Amanhã, levo para os meus santos flores de acácias
Amanhã, peço para toda gente que me estima
Amanhã, peço para o novo dia que virá ,amanhã
Amanhã,
Peço ao meu lema que faça com que eu volte
A morar na terra amada que me viu nascer
Quero chegar de madrugada
Para ver o sol raiar
Quero chegar de madrugada....... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar
Vou andar por aí com o meu violão
Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer
Por "ma curia a naqui" sou igual a toda a gente
Na linha da terra nova, só paro lá no Musseque.
Com a minha gente entre mufete e conversa
E de madrugada, com Catembe vou p'rá Puita.
Zag, zag, zag, zag ... Zanga-zuzi até cair ...
Duo Ouro Negro
Amanhã, vou acender uma vela da Muxima
Amanhã, levo para os meus santos flores de acácias
Amanhã, peço para toda gente que me estima
Amanhã, peço para o novo dia que virá ,amanhã
Amanhã,
Peço ao meu lema que faça com que eu volte
A morar na terra amada que me viu nascer
Quero chegar de madrugada
Para ver o sol raiar
Quero chegar de madrugada....... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar
Vou andar por aí com o meu violão
Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer
Por "ma curia a naqui" sou igual a toda a gente
Na linha da terra nova, só paro lá no Musseque.
Com a minha gente entre mufete e conversa
E de madrugada, com Catembe vou p'rá Puita.
Zag, zag, zag, zag ... Zanga-zuzi até cair ...
Duo Ouro Negro
domingo, março 25, 2012
Compadre Mantin

Proponho-lhe que ouça mais uma vez, Dany Silva, desta feita em "Compadre Mantin".
Dany é um músico, cantor e compositor cabo-verdiano (nasceu na Cidade da Praia), que vive em Portugal desde 1961.
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