sábado, fevereiro 01, 2025

A Art Déco

A Art Déco ou Déco, é um estilo de artes visuais, arquitetura e design internacional que começou na Europa em 1910 (pouco antes da primeira guerra mundial, conheceu o seu apogeu nos anos 1920 e 1930 e declinou entre 1935 e 1939). O nome deste estilo artístico tem origem na abreviatura do termo Artes Decorativas, resultante da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris em 1925. 
A Art Déco tem muito em comum com a Art Nouveau, mas um objetivo completamente diferente, ela surge para refletir o otimismo e a opulência dos anos 1920 e fez avançar a linguagem do design na direção da geometrização.

O estilo Art Déco é uma mistura de diversos estilos, às vezes contraditórios, e movimentos artísticos surgidos no início do século XX na França, inspirados na vanguarda do momento e com outras influências como o exotismo, o cubismo, o futurismo, e o princípio da Obra de Arte Total herdado da Art Nouveau. É assim um pastiche de muitos estilos diferentes unidos pelo desejo de serem modernos.

A simetria, as linhas e a utilização da geometria são comuns. O estilo Art Déco teve uma enorme influência em diferentes campos artísticos, nomeadamente na pintura, representada entre outros artistas por Tamara de Lempicka, na arquitectura existindo como exemplos vários edifícios muito conhecidos pelo mundo fora e no cinema onde o expoente mais conhecido é a longa - metragem Metrópolis.

Tamara de Lempicka

O Edifício Chrysler, o Empire State Building e outros arranha-céus de Nova York, construídos durante as décadas de 1920 e 1930, são monumentos do estilo Art Déco.

Art Déco afetou assim: as artes decorativas, a arquitetura, o design de interiores e desenho industrial, a moda, a pintura, as artes gráficas, o cinema e o design de vários tipos de meios de transporte (carros, comboios e transatlânticos). Sem prescindir do requinte, os objetos têm decoração geometrizada quer no design, na arquitetura, na escultura, na joalharia, no mobiliário e nas luminárias, mesmo quando são feitos com materiais aparentemente simples. 

O estilo Art Déco ficou associado às elites e à burguesia da década de 1920,  porque utilizava materiais inovadores como o aço, o alumínio, o betão armado, as lacas, o vidro, a madeira, ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim etc., ou seja, materiais muito caros e escassos para a época. 

Na década de 1930, durante a Grande Depressão, o estilo Art Déco tornou-se mais moderado. Novos materiais foram chegando, incluindo a cromagem, o aço inoxidável e o plástico. Uma forma mais elegante do estilo, chamada Streamline Moderno, surgiu na década de 1930; apresentava formas curvas e superfícies lisas e polidas.

Durante o seu apogeu, contudo, a Art Déco representou luxo, glamour, exuberância e fé no progresso social e tecnológico.

O pico da popularidade deste estilo na Europa, ocorreu durante os "Felizes Anos Vinte" e continuou com grande importância nos Estados Unidos, após os "Loucos Anos Vinte" através da década de 1930. Embora, na época, muitos movimentos de design tivessem raízes em correntes filosóficas ou políticas, tal não aconteceu à Art Déco, que foi meramente decorativa. Na altura, esta foi vista como um estilo elegante, funcional e ultramoderno. No entanto, não pode ser considerada um movimento artístico devido à ausência de uma doutrina unificadora que fornecesse conceitos e paradigmas definidos.

 A Art Déco é um dos primeiros estilos verdadeiramente internacionais, mas o seu domínio terminou com o início da Segunda Guerra Mundial e a ascensão dos estilos de modernismo, estritamente funcionais e sem adornos, e o estilo internacional de arquitetura que se lhe seguiu.
Para saber um pouco mais sobre este assunto não deixe de ver os dois vídeos que se seguem. Não perca.
Aqui vai o primeiro.
E agora aqui vai o segundo.

sexta-feira, janeiro 31, 2025

Casa - Museu Medeiros e Almeida

António de Medeiros e Almeida (1895 - 1986) foi um empresário, industrial, colecionador e benemérito português. Criou a Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, para doar ao país a sua coleção de artes decorativas. 

O serviço de chá de Napoleão Bonaparte no exílio ou o carrinho de brincar do filho do general Wellington são duas das peças desta colecção de nove mil. Construída ao longo da vida pelo empresário Medeiros e Almeida, a colecção da casa-museu com o seu nome - na grande maioria, artes decorativas europeias até ao séc. XIX - tem núcleos de relojoaria, tapeçaria, mobiliário, pintura, mas também porcelana asiática com alguns exemplares únicos no mundo. Um só critério pareceu guiar Medeiros e Almeida nas suas aquisições: a excepcionalidade das peças. 

Se quiser conhecer esta casa não deixe de ver a Visita Guiada à Casa - Museu Medeiros e Almeida, pelas mãos de Paula Moura Pinheiro e das historiadoras de arte Teresa Vilaça e Maria Mayer que são as guias desta visita, através de um vídeo de João Santos.

E agora mais um outro vídeo sobre esta mesma casa.
E ainda mais um vídeo sobre  Medeiros e Almeida e a sua Casa - Museu.

quinta-feira, janeiro 30, 2025

O Chade

O Chade, oficialmente República do Chade, é um país sem acesso ao mar. Localiza-se no centro-norte da África e faz fronteira com a Líbia a norte, com o Sudão a leste, com a República Centro-Africana a sul, com os Camarões e a Nigéria a sudoeste e com o Níger a oeste. 

Tem uma área de 1 284 000 km2 e encontra-se dividido em três grandes regiões geográficas: a zona desértica no norte, o cinturão árido do Sael no centro e a savana sudanesa fértil no sul. 

O Lago Chade, do qual o país obteve o seu nome, é o segundo maior corpo de água de África e o maior do país. Outrora um dos maiores lagos de África, encolheu mais de 90% desde a década de 1960, devido às mudanças climáticas e ao desvio das águas para irrigação.

O ponto mais alto do Chade é o Emi Koussi, um vulcão adormecido que se eleva a 3.415 metros, nas Montanhas Tibesti, no Deserto do Saara, que se situam a norte do país. 

A capital e cidade mais populosa é Jamena ou N'Djamena, localizada junto ao rio Chari, que é o centro político, económico e cultural do país.

O país, que foi uma colónia francesa até obter a sua independência em 1960, tem uma rica herança cultural, com mais de 200 grupos étnicos, cada um com a sua própria língua, música e tradições. Os idiomas oficiais são o árabe e o francês, enquanto as religiões oficiais são o islão e o cristianismo. O povo Toubou, que vive na região desértica do Chade, é conhecido pela resiliência e estilo de vida nómada, sobrevivendo em ambientes duros ao longo de várias gerações.

Os Toubou

Este país é frequentemente chamado de "Coração Morto da África" por causa da sua posição sem litoral e vastas paisagens áridas de deserto. Tem um dos climas mais quentes da Terra, com temperaturas que chegam, frequentemente a mais de 50°C, em algumas regiões, durante os meses mais quentes. O país tem das regiões mais remotas e inexploradas do mundo, com vastos trechos de deserto que permanecem em grande parte intocados pela civilização moderna.

No Chade o Parque Nacional Zakouma, é uma das principais reservas de vida selvagem de África, sendo conhecido pelos seus 559 elefantes, leões e búfalos. De referir que o animal nacional, o leão, tem sido um símbolo de força e coragem na cultura do país durante séculos.

O Chade é um dos poucos países onde ainda se podem encontrar as "caravanas de camelos" únicas do Saara e que fazem parte da sua cultura comercial há séculos. 

Este país também é conhecido pelos seus coloridos mercados tradicionais, como o mercado de N'Djamena, onde pode se encontrar artesanato, especiarias e tecidos locais.

O país enfrenta desafios de segurança contínuos, não só devido a conflitos nos países vizinhos, mas também devido à instabilidade da sua política interna.

Apesar das dificuldades e de ser um dos países mais pobres do mundo (IDH: 0,398 - baixo) o Chade abriga algumas das pessoas mais resilientes e hospitaleiras do mundo, com um forte sentido de comunidade e de solidariedade entre as suas diversas culturas.

Deixo-o agora com 3 vídeos. Não deixe de os ver. Valem bem a pena.
O primeiro é: "Fomos em busca de uma caravana de camelos no Chade" e clicando aqui  vê "Quase não sobrevivemos a uma caravana de camelos no deserto do Chade"!
O segundo vídeo mostra-lhe mais algumas curiosidades acerca deste país.
E agora o último vídeo, sobre A Importância da Água no Chade.

quarta-feira, janeiro 29, 2025

Guia Da Doceira Em Sua Casa

 


Guia Da Doceira Em Sua Casa é um livro de culinária de Maria Margarida, s/d, 1ªEdição, Cartaxo; Papelaria e Tipografia Treze.

Esta obra é dedicada aos artistas do teatro português, em que as receitas apresentadas têm os seus nomes associados, como por exemplo: Figos à António Rosa; Broinhas à Adelina Abranches; etc.... 

terça-feira, janeiro 28, 2025

Me and Bobby McGee

Ouça a inesquecível cantora Janis Joplin na inolvidável canção Me and Bobby McGee (Vídeo oficial).

Busted flat in Baton Rouge, waitin' for a train
When I's feelin' near as faded as my jeans
Bobby thumbed a diesel down, just before it rained
And rode us all the way into New Orleans

I pulled my harpoon out of my dirty red bandana
I's playin' soft while Bobby sang the blues
Windshield wipers slappin' time, I's holdin' Bobby's hand in mine
We sang every song that driver knew

Freedom is just another word for nothin' left to lose
Nothin', don't mean nothin' hon' if it ain't free, no-no
And feelin' good was easy, Lord, when he sang the blues
You know feelin' good was good enough for me
Good enough for me and my Bobby McGee

From the Kentucky coal mine to the California sun
There Bobby shared the secrets of my soul
Through all kinds of weather, through everything we done
Yeah, Bobby baby, kept me from the cold

One day up near Salinas, Lord, I let him slip away
He's lookin' for that home, and I hope he finds it
But, I'd trade all of my tomorrows, for one single yesterday
To be holdin' Bobby's body next to mine

Freedom is just another word for nothin' left to lose
Nothin', and that's all that Bobby left me, yeah
But feelin' good was easy, Lord, when he sang the blues
That feelin' good was good enough for me, mmm-hmm
Good enough for me and my Bobby McGee

La-da-da, la-da-da-da, la-da-da-da-da-da-da
La-da-da-da-da-da-da-da, Bobby McGee, yeah
La-da-da-da-da, la-da-da-da-da
La, la-la-la-da-da- Bobby McGee, oh yeah

La-da-da, la-da-da, la, da-da, la, da-da
La-da-da, la-da-da, la-di-da
Hey now, Bobby now, now Bobby McGee, yeah
Lord, oh Lord, oh Lord, lo-da-da, na-na-na, na-na-na, na-na-na
Hey now, Bobby now, now Bobby McGee, yeah

Well, I wanna call him my lover, call him my man
I said, I call him my lover, did the best I can, come on
Hey now, Bobby now, hey now Bobby McGee, yeah
Lord, a Lord, a Lord, a Lord, a Lord, a Lord, a Lord, a Lord, oh
Hey-hey-hey, Bobby McGee, Lord

segunda-feira, janeiro 27, 2025

Cedofeita: a passo, cada tarde...

Cedofeita: a passo, cada tarde
a faço, sem projecto. Ímpar, traço
pedras gastas, e casas, nesse baço
regresso, quase espera, quando arde

ao longe, o quarto, e vão, trespasso
a carne, não de largo, que se fecha.
Um corpo será alvo porque deixa
aí, seu rasto. Que boca ou braço

é vento? Esparsa, a luz separa
a morte de seu laço; e já tal
olhar marca os modos e passagens

de manchas e perfis onde se pára.
Tão móveis são as formas que sinal
é o canto, possível, das imagens.

Diogo Alcoforado, in Eugénio de Andrade, O Poeta e a Cidade (antologia)

domingo, janeiro 26, 2025

A Art Nouveau

A Art Nouveau ou Arte Nova é um estilo internacional de arquitetura e de artes decorativas - especialmente o início da arte aplicada à indústria - que foi muito apreciado de 1890 até aos anos 1920.  A Art Nouveau ilustra a transição do século XIX para o XX na arte, pensamento e sociedade.

A expressão Art Nouveau é a expressão francesa para "arte nova", e é também conhecida como Jugendstil, termo alemão para "estilo da juventude", que recebeu o nome devido à revista Jugend. A Arte Nova é uma reação à arte académica do século XIX. Este movimento artístico é inspirado principalmente por formas e estruturas naturais, não somente de flores e plantas, mas também de linhas curvas.

No início, esta forma de arte não se designava nem Art Nouveau nem Jugendstil. Estes dois nomes proveem, respectivamente, da galeria Maison de l'Art Nouveau (Casa da Arte Nova) de Samuel Bing (também conhecido como Siegfried Bing) em Paris e da revista Jugend (Juventude) em Munique, porque ambas promoveram e popularizaram o estilo.

A Art Nouveau foi mais popular na Europa, mas a sua influência foi global. O período em que esteve muito em voga foi chamado de Belle Époque. O estilo Art Nouveau conheceu várias formas em vários locais. Na França, as entradas do metropolitano de Paris feitas por Hector Guimard eram do estilo Art Nouveau. Émile Gallé praticou o estilo "Escola de Nancy". Victor Horta teve um efeito decisivo na arquitetura na Bélgica

A Art Nouveau também era o estilo de indivíduos distintos como Gustav Klimt, Charles Rennie Mackintosh, Alfons Mucha, René Lalique, Antoni Gaudí e Louis Comfort Tiffany, cada um dos quais interpretou a Arte Nova à sua própria maneira.

Antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o estilo mudou para um estilo mais geométrico, uma característica do movimento artístico Art Déco (1910-1939).

Apesar da Arte Nova ter sido substituída pelos estilos modernistas do século XX, é, atualmente, considerado uma importante transição entre o historicismo e o modernismo. Além disso, os monumentos Arte Nova são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura na sua lista de Patrimónios Mundiais como contribuições significativas para o património cultural. 

O Centro Histórico de Riga, na Letónia, é considerado como "a melhor coleção de construções Art Nouveau na Europa". tendo sido incluído na lista da UNESCO, em 1997, em  conjunto com quatro casas: Casa Tassel, Casa Solvay, Casa van Eetvelde e Casa-Museu Horta em Bruxelas, feitas por Victor Horta (1861-1947).

Se quiser conhecer um pouco mais sobre este movimento artístico não deixe de ver os dois vídeos que se seguem. Aqui vai o primeiro.
E agora o segundo.

sábado, janeiro 25, 2025

Visita Guiada: A Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha

O Visita Guiada é um programa de televisão e de rádio sobre peças da história da arte e da cultura portuguesas.

A autoria e apresentação é de Paula Moura Pinheiro que faz uma visita guiada ao património cultural português. Hoje vamos ficar a conhecer melhor a Igreja Nossa Senhora da Conceição Velha, mas se quiser aceder a outros episódios deste programa, não deixe de clicar aqui na RTP Play.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha é uma igreja localizada no centro de Lisboa (Rua da Alfândega). Resultou da reconstrução após o terramoto de 1755 da antiga Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia de Lisboa, sede da primeira Misericórdia do país. A sua fachada é, juntamente com o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, uma das melhores estruturas do estilo manuelino sobreviventes ao grande terramoto.

Veja então o Visita Guiada à Igreja Nossa Senhora da Conceição Velha. 
Vale bem a pena. Não perca.

sexta-feira, janeiro 24, 2025

Duas Vezes João Liberada

Duas Vezes João Liberada é uma primeira longa-metragem de ficção realizada por por Paula Tomás Marques. Trata-se de uma produção independente de Cristiana Cruz Forte e Paula Tomás Marques em colaboração com a atriz principal e co argumentista, June João.

Duas Vezes João Liberada, está na competição Perspectives da Berlinale dedicada a primeiras longas-metragens de ficção.

Sinopse:

Duas Vezes João Liberada segue João, uma atriz lisboeta, que protagoniza uma biopic sobre Liberada, uma dissidente de género perseguida pela Inquisição portuguesa no século XVIII. A produção do filme torna-se num local de disputa quando João entra em conflito com o realizador sobre a forma como o legado de Liberada deve ser representado. Estas tensões intensificam-se à medida que os sonhos de João são assombrados pelo fantasma de Liberada, abrindo uma fresta entre o passado e o presente. Quando o realizador sofre de uma misteriosa paralisia, deixando o filme inacabado, João é deixada a navegar no caos que se desenrola. A atriz enfrenta perguntas sem resposta, não só sobre o futuro do filme, mas também sobre a sua própria ligação ao espírito e história de Liberada.

quinta-feira, janeiro 23, 2025

Músicas Italianas: Um mimo

Este post é um mimo para as pessoas que apreciam música italiana: um site que lhe proporciona a audição de 1420 Músicas Italianas (e não só).

É um site impressionante. É rápido e tem cantores e cantoras variados, por ordem alfabética. Som estéreo, com traduções para o português de todas as músicas.

É imperdível para os os que viveram o apogeu da música italiana na sua adolescência. Melodias que não ouvimos na rádio há décadas e que são espantosamente belas. 

Para os apreciadores, aqui ficam horas e horas de boa companhia musical e muitas recordações garantidas. 

Uma verdadeira preciosidade que vale a pena explorar: Clicando aqui para aceder ao site.

Entretanto, pode ouvir algumas delas através dos vídeos abaixo.
Aqui vai o primeiro.
Ainda outo.
Agora outro.

quarta-feira, janeiro 22, 2025

O Manual da Cosinheira e O Manual da Conserveira



Este Manual da Cosinheira é uma colecção de 308 receitas de cosinha economica à portugueza dedicadas às boas donas de casa (Lisboa: Henrique Zeferino, 1891), de autoria desconhecida. É capaz de ser uma obra rara. Teve pelo menos duas edições, esta é 2.ª edição corrigida.

Se clicar aqui pode consultar 3 páginas deste manual onde constam receitas de Bacalhau, Sardinhas e Ostras.






O Manual da Conserveira, Henrique Zeferino - Livreiro Editor, Lisboa, 1890,  1ª edição.

Habitualmente referido pelo nome do editor, este livro consta da "Collecção de 300 receitas de doces compotas e licores dedicadas ás boas donas de casa".  Informa-nos, igualmente, tratar-se da "2ª parte do "Manual da Cosinheira, colecção de 308 receitas de cosinha económica à portugueza, dedicadas às boas donas de casa"; receitas extrahidas de um livro antigo muito apreciado e que de ha muito se não encontra á venda."


terça-feira, janeiro 21, 2025

A Casa Oliveira Fernandes

 



A "Casa Oliveira Fernandes" em Merces, PangimGoa, é uma casa indo portuguesa com 250 anos e é atualmente habitada pela 7ª geração da Família Oliveira Fernandes.







A casa
Ainda um outro vídeo sobre a casa.
A capela Privada (Parte 1)
A Capela Privada (Parte 2)

segunda-feira, janeiro 20, 2025

Café Soçaite

Ouça a música Café Soçaite na voz de Jorge Veiga.  Com "Café soçaite", de 1955, o compositor Miguel Gustavo,  alcançou o seu primeiro sucesso. O samba foi gravado por Jorge Veiga na Copacabana e ironizava o colunismo social carioca dos anos 1950.

Doutor de anedota e de champanhota
Estou acontecendo num Café Soçaite
Só digo enchanté, muito merci, all right
Troquei a luz do dia pela luz da Light

Agora estou somente contra a Dama de Preto
Nos dez mais elegantes, eu estou também
Adoro Riverside, só pesco em Cabo Frio
Decididamente, eu sou gente bem

Enquanto a plebe rude na cidade dorme
Eu ando com Jacinto, que também é de Thormes

Terezas e Dolores, falam bem de mim
Eu sou até citado na coluna do Ibrahim



E quando alguém pergunta: como é que pode?
Papai de Black-tie, jantando com Didu
Eu peço outro Whisky
Embora esteja pronto
Como é que pode?
Depois eu conto

domingo, janeiro 19, 2025

D. Dinis, A Ciência & A Muralha

A ciência (através de uma equipa multidisciplinar que contou, entre outros, com o trabalho e o entusiasmo da Drª Eugénia Cunha) chegou às reais feições do rei D. Dinis, que resultaram de um estudo baseado em dados genéticos. A recolha aconteceu quando o túmulo foi aberto, em 2019.

Assim, recentemente, o rosto do rei D. Dinis (ver foto ao lado) foi revelado 700 anos depois da sua morte. É a primeira imagem cientificamente fundamentada de um monarca português.

D. Dinis, o sexto rei de Portugal (1279-1325), foi o primeiro monarca português a nascer na cidade de Lisboa, em 9 de outubro de 1261. 

Pensa-se ter sido o primeiro monarca português a saber ler e escrever, tendo assinado sempre com o nome completo. Com os cognomes de O Lavrador e O Rei-Trovador, foi Rei de Portugal e do Algarve de 1279 até à sua morte. Era o filho mais velho do rei D. Afonso III de Portugal e da sua segunda esposa D. Beatriz de Castela.

Destacou-se como patrono das artes e das letras, tendo sido autor de mais de uma centena de composições trovadorescas (cantigas), além de ter feito do galaico-português a língua oficial nos diplomas da chancelaria, e estabelecido a primeira universidade do país em Lisboa (1290).

Na cidade de Lisboa mandou erguer, em 1294, a muralha dionisina para proteger a cidade junto ao rio. 

No subsolo da antiga igreja de S. Julião há um Monumento Nacional, que esteve enterrado mais de 700 anos! É a Muralha de D. Dinis, construída em 1294 e que hoje podemos ver no Museu do Dinheiro.

Artur Rocha, o arqueólogo responsável pelas escavações na sede do Banco de Portugal,  ajuda-nos a compreender a sua importância para a cidade de Lisboa.

Proponho-lhe, assim, que assista agora ao vídeo A Muralha de D. Dinis explicada por Artur Rocha. Vale bem a pena. 
Não perca.
Ora veja.

sábado, janeiro 18, 2025

Hotel Vermelho

Hotel Vermelho é um livro do escritor e jornalista Alan Philps.

Alan Philps serviu como correspondente da Reuters e do Daily Telegraph em Moscovo

A história do Hotel Metropol de Moscovo - um lugar efervescente de intrigas e segredos, e o centro da nefasta propaganda de Estaline durante a Segunda Guerra Mundial.

Sinopse:
Em 1941, o exército alemão marchava em direção a Moscovo, antecipando-se a iminente queda da União Soviética. No entanto, tal nunca chegou a acontecer e, em 1945, um Estaline triunfante assumia o papel do transformador de um país pobre numa superpotência vitoriosa. Ao longo desses quatro anos de guerra, por insistência de Churchill, Estaline aceitou que um grupo de jornalistas americanos e ingleses ficasse em Moscovo para cobrir a guerra na Frente Oriental.
Hotel Vermelho dá a conhecer a gaiola dourada que era o Hotel Metropol, onde o caviar não faltava e jovens mulheres serviam como tradutoras e companheiras de cama, mas também onde a intriga reinava: enquanto algumas tradutoras fizeram dos jornalistas meros transmissores da propaganda do Kremlin, outras eram dissidentes secretas que revelavam a dura realidade da vida soviética. Com recurso a informação inédita, o papel único das mulheres do Metropol é contado aqui pela primeira vez.
Num claro sinal de que tudo se repete, a história do Metropol reflete as lutas da nossa era moderna, com o uso da desinformação como arma de guerra, a falsificação da história e a neutralização de Estados independentes.

sexta-feira, janeiro 17, 2025

Língua

Mpurukuma, Língua, corpo quase,
o que sou de sobrepostas vozes,
Bayete!
E tu, pássaro da alma, Mpipi adejando
sobre o losango tumultuante de cores,
Templo onde me cerco,
não me abandones, cão inflando para o rio
uma escarninha balada que nos enforca.
Esfumou-se a Torre na praia nocturna,
a preposição que olfactava o nervo
e Ele dorme ainda e expulso.
Quando a palavra surge, inteira, das águas
e os espíritos batem a respiração do batuque,
Ele tacteia os nomes nas abóbadas de sangue
e entra pelo silêncio, dobrando-se
em número.
Leva-o nas tuas asas, ó sombra
que as patas de cinza espargiram no vento,
soluço de Leanor
em saínhos sete de capulanas mil,
Ilha mineral, Mpipi hílare no azul
onde me cego.



Que sinais sobre que mar do exílio ou
som de algas lavando-te o rosto, se inscreveram
em ti, mulher larga no Índico,
língua por dentro dos lábios cavando, obscuro,
um reino por achar?
Língua, Mpurukuma quase.
Luís Carlos Patraquim (1953, Moçambique)

quinta-feira, janeiro 16, 2025

Typography Timeline

Hoje proponho-lhe um site que vale a pena explorar. Desde as pinturas das grutas de Lascaux, por altura da era da pedra lascada, a 2017 e ao HTML 5.

Muito útil e interessante.

Clique aqui para aceder ao Typography Timeline (ou Linha do tempo da tipografia). 

 É muito giro!

quarta-feira, janeiro 15, 2025

Separações

Separações é um filme brasileiro (2002), do género comédia, realizado por Domingos de Oliveira, com roteiro do mesmo e de Priscilla Rozenbaum, que também protagonizam o filme. No elenco tem ainda Maria Ribeiro, Fábio Junqueira, Ricardo Kosovski e Dedina Bernadeli.
O filme acompanha a história de um casal e as dificuldades que enfrentam durante a separação.

Sinopse:
Cabral (Domingos de Oliveira) é casado com Glorinha (Priscilla Rozenbaum) há 12 anos, sendo muito mais velho que ela. Ambos estão insatisfeitos com a relação e resolvem dar um tempo, que se transforma numa verdadeira separação. Ela acaba por se apaixonar por Diogo (Fábio Junqueira), um arquiteto da sua idade. Cabral, de quem partiu a ideia do afastamento, descobre o erro que cometeu. Cego pelos ciúmes, usa de todos os meios para reconquistar Glorinha.



Neste processo envolvem-se as pessoas próximas do casal: Ricardo (Ricardo Kosovski), ex-namorado de Glorinha; Maribel (Nanda Rocha), namorada de Ricardo; Júlia (Maria Ribeiro), filha de Cabral e também em crise no casamento; e Laura (Suzana Saldanha), velha amiga e confidente de Cabral. Todos agem por impulso e guiados pela máxima, nem sempre correta, de que é melhor o arrependimento de ter feito do que de não ter feito. 

E agora um dos trechos mais fortes deste filme! Sobre a saudade...

terça-feira, janeiro 14, 2025

As Tíbias

As Tíbias são um doce de origem conventual, típicas da cidade de Braga e, representadas em várias pastelarias desta cidade. 
Para ter uma ideia, este doce é produzido pela pastelaria S. Vicente desde 1829.
As Tíbias são da família dos profiteroles e éclairs, digamos que são uma espécie de primos direitos.
De massa leve e estaladiça, absolutamente deliciosa, polvilhada com açúcar, este doce é recheado com um creme pasteleiro muito suave.
Embora a origem seja conventual conta já com algumas variações modernas.
Aqui lhe deixo hoje uma receita deste bolo delicioso. 

Ingredientes:
320ml de água;
2 cascas de limão;
160g de farinha com fermento;
50g de manteiga;
6 colheres de sopa de óleo;
Pitada de sal;
5 ovos pequenos;
1 receita de creme pasteleiro.

Para o Creme de pasteleiro:
500ml de leite;
125g de açúcar;
50g de farinha de milho (maizena);
4 gemas peneiradas;
uma pitada de sal;
2 cascas de limão;
1 colher de café de pasta de baunilha.

Preparação:
Numa panela coloque a água, as cascas de limão, a manteiga, o óleo e a pitada de sal. Deixe ferver, depois, acrescente a farinha peneirada e mexa até esta se dissolver completamente. Deixe cozer a massa, mexendo sempre, com o fogo no mínimo, por 3 a 4 minutos.
Retire a massa para uma taça e espalhe bem a mesma para que esta arrefeça.
Quando estiver morna pode começar a adicionar os ovos até dar obter o ponto a massa.
Coloque tudo num saco pasteleiro com um bico estrela (grande) e estenda a massa no formato que mais gosta.
Vão a assar em formo pré - aquecido a 180 graus por 20 a 25 minutos. Se gostarem delas crocantes deixe-as dentro do forno por mais 20 minutos com o forno desligado e a porta um pouco aberta.

Faça uma receita de creme pasteleiro, abra as tíbias e recheie a gosto. Polvilhe com açúcar em pó.

Preparação do Creme de pasteleiro:
Coloque 400 ml de leite para ferver com o sal e as cascas de limão.
Misture as gemas, o açúcar e a farinha e mexa bem. Por fim adicione o restante leite e reserve.
Quando o leite ferver tempere a mistura das gemas com três conchas de leite a ferver mexendo sempre para não cozer as gemas. Depois verta a mistura das gemas no leite a ferver, adicione a baunilha e mexa sem parar ate o creme engrossar e ferver.
Experimente e bom apetite.

segunda-feira, janeiro 13, 2025

Clube do Choro de Betim: Boa Música Brasileira

Ouça o compacto com os melhores momentos da primeira live do Clube do Choro de Betim Nº 1!  Ligue o som e deixe a música tomar conta do ambiente.

O Clube do Choro de Betim é uma instituição cultural que foi fundada em 2001 na cidade de Betim, Minas Gerais. Tem o intuito de preservar e difundir o choro e o clube, através de diversas atividades, incentivando a criação e a inovação dentro desse género musical.

O choro ou chorinho é um género da música popular brasileira surgido no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

Segundo José Ramos Tinhorão, o choro aparece não como género musical, mas como "forma de tocar", por volta de 1870. A sua origem, portanto, está no estilo de interpretação que os músicos populares do Rio de Janeiro imprimiam à execução das danças de salão europeias, principalmente as polcas, a dança mais popular no Brasil desde 1844.

São quase duas horas de boa música brasileira a partir da live realizada em 2020, em plena pandemia, em Betim, Minas Gerais. Esta é a versão sem interrupções pra ouvir onde preferir. Não deixe de prestar atenção à letra do tema Café Soçaite (15) que faz uma referência a Eça de Queiroz e A Cidade e as Serras.

🥁Ramon Braga - Pandeiro e Voz
🎸Henrique 7 Cordas - Violão
🎙 Juninho Braga - Voz
🎸Dudu Braga - Cavaquinho e Voz
🎸Cleidiano Machado - Cavaquinho
🎺Marcos Flávio - Trombone
🎺Marcelo Batista - Trombone

E agora a lista das músicas:
01 - No Rancho Fundo 
02 - Carioquinha 
03 - Numa Seresta 
04 - O Mundo é Um Moinho 
05 - De Papo Pro Ar
06 - Naquela Mesa 
07 - Jura 
08 - Acariciando / Delicado 
09 - Já Te Digo 
10 - Maracangalha 
11 - Tive Sim
12 - Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua 
13 - Reconvexo / Você Não Entende Nada / Cotidiano 
14 - Nenê / Santa Morena 
15 - Café Soçaite 
16 - Pinga Ne Mim 
17 - Partido Alto 
18 - As Mariposas 
19 - Amigo Velho / Na Glória
20 - Vide Vida Marvada / Eu Bebo Sim 
21 - Eu Bebo Sim
22 - Ária da Quarta Corda
23 - Forró de Gala 
24 - Espumas ao Vento / Respeita Januário / Riacho do Navio 
25 - Boneca Cobiçada 
26 - Arrasta Pé 
27 - O Que É O Que É