quinta-feira, novembro 12, 2020

Sem Nome

Sem Nome é um filme, de 2008, do género drama, que conta no elenco com Edgar Flores, Paulina Gaytan, Kristyan Ferrer, Tenoch Huerta Mejía, Diana García.

Este extraordinário thriller do estreante argumentista e realizador Cary Fukunaga, é um corajoso conto de lealdade e redenção, tendo por cenário o rude e agreste México.

Vencedor dos prémios para Melhor Realizador e Melhor Fotografia no Festival de Sundance 2009 e do prémio para Melhor Realizador Estreante no Festival de Edimburgo 2009, Sem Nome marca a emergência de uma brilhante nova voz do cinema.


Sinopse:

Sayra (Paulina Gaytan) é uma rapariga das Honduras que, na companhia do pai e do tio, faz o percurso de emigração até ao México e daí para os Estados Unidos, onde o pai tem já uma nova família. 

Willy 'El Casper' (Edgar Flores) é um rapaz a viver em Tapachula, México, que enfrenta um futuro incerto inserido num gang perigoso e implacável. Quando, pelo caminho, os seus destinos se cruzam nasce, entre os dois, um sentimento de mútua solidariedade e ambos vão perceber que, arriscando tudo, poderão ter esperança numa nova vida e alcançar o sonho americano.

quarta-feira, novembro 11, 2020

Porto Cidade


Ouça a excelente canção Porto Cidade na voz do cantor português José Cid.

O poema é da autoria de Arnaldo Trindade e a melodia é assinada pelo portuense  Betó Souza-Pinto.

terça-feira, novembro 10, 2020

O Meu Lugar de Sonho É



O meu local de sonho no Canadá é Toronto, down town, pois eu vivia numa residência que se localizava a três minutos da CN Tower.




Era um local com bastante diversidade e extremamente agradável.

H. Leitão - PTT1

segunda-feira, novembro 09, 2020

Para Lá da Fronteira (Crossing Over)

Para Lá da Fronteira ou Crossing Over é um filme americano, do género drama, de 2009, realizado e escrito por Wayne Kramer, que é um imigrante da África do Sul.

O filme foi filmado na própria cidade de Los Angeles, em 2007 e conta no elenco com os atores:  Harrison Ford, Ray Liotta e Ashley Judd.

Sinopse:

Um drama sobre a imigração. Diferentes pessoas, de diversas nacionalidades lutam pelo sonho americano, usando de todo o tipo de esquemas, negócios e fraudes para chegar à América, o país das oportunidades, para conseguir o status de legalidade em Los Angeles, nos Estados Unidos. 

O filme aborda os temas de vigilância de fronteiras, fraudes de documentos, o direito a asilo, o processo de obtenção do green card, o emprego de imigrantes em situação ilegal, naturalização, o combate ao terrorismo e o conflito entre culturas. 

Harrison Ford é Max Brogan, um trabalhador do Controlo Alfandegário e Imigração de Los Angeles que se deixa comover com cada caso que lhe passa pelas mãos: ele compreende bem como o seu trabalho e as suas decisões interferem com os destinos individuais daquelas pessoas... para sempre.

domingo, novembro 08, 2020

Al Hajjarah

 Al Hajjarah é uma vila situada no Iémen, distrito de Manakhah, nas montanhas Haraz ou Kharaz

É uma antiga cidade mercantil, situada ao longo da estrada que vai de Sana'a a Al-Hudayda. Hoje  é usada como acampamento base por trekkers. A palavra Hajar significa pedra, daí que o seu nome seja o nome mais apropriado para descrever esta antiga localidade comercial. 

Al Hajjarah foi construída sobre um precipício e é famosa pelas suas casas altas construídas nas falésias. A cidadela desta vila foi fundada no século XII pelos sulaihidas e tornou-se uma importante fortificação durante a ocupação otomana do Iémen, dada a importância estratégica da sua localização. 

A zona rica em pedreiras facilitou um fornecimento ilimitado de material de construção, o que tornou possível cimentar de forma segura os imponentes edifícios de pedra.

Quando foram construídos, eram os edifícios mais altos da região e os primeiros destinados à vida doméstica. Os esforços para erguer construções tão altas só acontecia com objetivos bélicos ou de defesa, nunca como moradias para o povo.

Em Al Hajjarah existe também a antiga residência do Imam Yahya Muhammad, um signatário do Tratado Ítalo-Iemenita de 1926.

sábado, novembro 07, 2020

As Escadinhas dos Terramotos



As Escadinhas dos Terramotos ligam a Rua Maria Pia à Rua do Arco do Carvalhão, em Lisboa. 
O nome destas escadinhas está decerto relacionado com a Ermida do Senhor Jesus dos Terramotos (construída entre 1756 e 1798 e posteriormente reconstruída em 1842), localizada na R. do Arco do Carvalhão.

sexta-feira, novembro 06, 2020

A Incrível História de Gabriela de Jesus

Oiça o cantor português Miguel Araújo em A Incrível História de Gabriela de Jesus.

Pobre menina, tão acidentada sina

Encontrada numa esquina, numa cestinha de palha

Em Lourizela, nas traseiras da capela

Como cria de cadela sem santinho que lhe valha

O padre Alfredo velho, cobarde e azedo

Não é tarde nem é cedo, despachou a desditosa

Por este meio, foi na volta do correio

Numa mula sem arreio enviada pra Murtosa

A dona Otília que ninguém nem dela queria

Viu na curiosa cria, cura para a solidão

Deu-lhe uma sopa, e de alguns restos de estopa

Fez-lhe carapins e roupa e uma cama sem colchão

Ao ver aquela tez de cravo e de canela

Deu-lhe o nome Gabriela (Dava a cara com a careta)

Mas sua beleza em brasa, em chama acesa

Pegou fogo à redondeza como o bafo do capeta

E a inocente um pobre meio rei de gente

Muito recatadamente, espairecia a sua mágoa

Com um rádio velho boca de batom vermelho

A cantar em frente ao espelho as canções da Lena d'água

Lobos malvados, velhos loucos reformados

Mexericos, maus olhados das beatas da igreja

Mal via a hora de arrancar dali para fora

Sem deixar rasto, ir embora ver o mundo, ver Estarreja

Sem pé de meia teve uma brilhante ideia

Decidiu pedir boleia e só parar em Paris

Sem carteira, lá foi sem eira nem beira

E nem sequer viu a fronteira não chegou nem a Sanfins

E em Valpaços com alma em mil pedaços

Entreteve-se nos braços de um magala de alcafache

Pediu boleia a um pelintra de Gouveia

Que a mandou sair em Seia e nunca mais olhou para trás

Sem armar giga cantou-lhe uma cantiga

Deixou-a de barriga e arrancou sem dar sinal

Sem dois tostões deu por ela aos trambolhões

Junto ao porto de Leixões com uma filha e um ucal

Sacou dinheiro a um velho engenheiro

E escondeu-se num cargueiro que rumava à capital

Chegou-se à proa e quase achou que a vida é boa

Ao ver as luzes de Lisboa lindas como num postal

Entre destratos, desaforos, desacatos

Varreu escadas, lavou pratos, numa tasca do Cacém

Entregou-se a um tratante de Pedrouços

Saído dos calabouços que a deixou sem um vintém

No Intendente tropeçou numa vidente

Que jurou que mais à frente, a sorte havia de sorrir

A cartomante uma velha de turbante

Intuiu pelo semblante um futuro a reluzir

Na luz da vela, viu a luz de Gabriela

Com direito até a estrela no passeio de Hollywood

Em poucos dias por misteriosas vias

Cumpriam-se as profecias mais certeiras que o talmude

Nessa semana foi pra América, fez fama

Privou com a Primeira Dama, levou a filha ao Hawai

E em Gouveia passa um louco, volta e meia

Que blasfema e cambaleia e garante que é o pai

E na Murtosa o padre faz menção honrosa

Festa, missa, pompa e prosa que hoje é feriado local

Em Lourizela há uma estátua em honra dela

Aqui nasceu Gabriela o grande orgulho nacional

Em Lourizela, bem de frente para capela

Para sempre Gabriela como quem diz ah pois é

E o engenheiro confere o bolso traseiro

Vê que lhe faltou dinheiro e volta para Leça a pé

quinta-feira, novembro 05, 2020

Mary Magdalene

 

Aqui lhe deixo, para que aprecie, mais um cosplay do "Capture-me como faria Rembrandt", que é um grupo nas redes sociais em que as pessoas publicam cosplays de obras-primas. O conteúdo é criado pelos seguidores que enviam as suas fotografias no estilo de pinturas e esculturas. 

Algumas pessoas procuram repetir os detalhes das obras, enquanto outras fazem isso usando o sentido de humor. No final, o resultado é sempre surpreendente.

No caso de hoje temos a "Mary Magdalene", pintada por Frederick Sandys e uma Mary Magdalene da atualidade.

Frederick Sandys, 1829 - 1904, foi um pintor, ilustrador e desenhador britânico associado aos pré-rafaelitas, tendo também estado associado à Escola de Pintores de Norwich .

quarta-feira, novembro 04, 2020

O Meu Lugar de Sonho É...



Os EUA, porque gostaria de conhecer mais a sua cultura e também por causa do seu desenvolvimento a nível económico e social. 







Gostaria de ter a experiência em saber mais da convivência e do dia-a-dia da população americana. E também porque quero experimentar coisas novas, visitar muitos lugares históricos da América e conhecer Hollywood.

M. Antunes - PTT1


terça-feira, novembro 03, 2020

Vamos até Pitigliano?

Pitigliano faz parte da rede de aldeias mais bonitas de Itália e está localizada na Toscana, na região da Maremma, a meio caminho entre Florença e Roma. 

Localizada em cima de penhascos cravejados por cavernas, 313 metros acima do nível do mar, o vilarejo parece debruçado sobre uma janela com vista para vales verdejantes.

É também conhecida como a Pequena Jerusalém, devido à longa presença de uma comunidade judaica. 

Antes desta parte particular da história, Pitigliano tem um passado muito antigo. Foi uma localidade etrusca o que até hoje deixa as suas marcas.

A principal característica de Pitigliano são as suas construções de tufo vulcânico, rochas porosas, de baixa densidade, e fáceis de serem escavadas (desde a ápoca etrusca), dando origem a cavernas que mais tarde têm sido usadas como refúgios e adegas. Não é por acaso que nos subterrâneos desta localidade existe um incrível labirinto de túneis e sepulturas de origem etrusca.

A cidade é muito graciosa, conhecida como a pequena Jerusalém, porque possui um antigo bairro judeu.  

No século XVI, Pitigliano era um território governado pelos condes da família Orsini. 

Em 1556, Niccolò IV Orsini – que era favorável à presença de judeus na cidade – doou ao seu próprio médico, de origem hebraica, um terreno para a construção de um cemitério para a comunidade. Mais tarde foi também construída uma sinagoga e criado um gueto hebraico.

Mas, se quiser dar um passeio virtual por esta aldeia italiana, para a conhecer melhor, não deixe de ver o vídeo  abaixo. Não perca esta oportunidade de viajar sem sair de casa.

segunda-feira, novembro 02, 2020

Carta a Eugénio de Andrade



Porto. Abril. Tantos de tal...

E continuo a teu lado,

Hoje como ontem. Igual

A mim próprio: abandonado

Por todos, menos por ti.

Posto que tão diferente

Seja o berço em que nasci

Da praia, livre, onde passas

Com Sol a pino. Sorriste

Alheio às minhas desgraças?

Vê: mendigo sou que aceita

Mesmo uma côdea de pão,

Mas que traz na mão direita

A flor que as roseiras dão...

Vela apagada ou acesa?

- Sei que me podem comprar

Tudo, menos a nobreza

De sorrir quando há luar...

Pedro Homem de Mello - Poesias Escolhidas


domingo, novembro 01, 2020

A Foto do Século

A foto ao lado foi considerada a melhor foto deste século.

Uma leoa e a sua cria atravessavam a savana mas o calor era excessivo e, o leãozinho estava em grandes dificuldades.

Um elefante apercebeu-se que a cria morreria e transportou-a na sua tromba até a um charco de água,  caminhando ao lado da mãe leoa.

E ainda lhes chamamos animais selvagens!!!

sábado, outubro 31, 2020

Broinhas de Batata Doce



Estamos quase a chegar ao Dia de Todos os Santos, por isso, aqui ficam duas receitas de Broinhas de Batata Doce, para oferecer a quem vier bater-lhe à porta, a pedir o chamado Pão Por Deus.

Ingredientes: 

1 kg. de batata doce; 

3 ovos; 

500 gr. de açúcar; 

500 gr. de farinha; 

1 colher (café) de canela; 

1 colher (café) de fermento em pó; 

frutos secos a gosto (nozes, amêndoas ou avelãs).

Preparação: 

Descasque as batatas e coza-as em água temperada com sal. Depois de cozidas, reduza-as a puré e deixe arrefecer. 

De seguida junte o açúcar e misture muito bem. Adicione depois os ovos, mexendo sempre até os incorporar bem na mistura. 

Junte a farinha, o fermento e a canela peneirados. 

Adicione os frutos secos à massa e volte a amassar tudo muito bem. 

Molde a massa em pequenas broas com a ajuda da farinha.

Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido durante 

aproximadamente 25 minutos ou até estarem douradas.

Agora, veja no vídeo abaixo, uma outra receita. Não perca a oportunidade de ver como se fazem.

quinta-feira, outubro 29, 2020

Os Grandes Exportadores Mundiais

Veja, no vídeo abaixo, a evolução dos Grandes Exportadores Mundiais desde os anos 70 do século XX até 2019. Tire as suas conclusões.

Não perca esta oportunidade. Vale bem a pena ficar a conhecer todas as alterações que se têm verificado nas últimas décadas.

Ora veja.

quarta-feira, outubro 28, 2020

Medo do Medo

Assista ao vídeo Medo do Medo, de Capícua (com Beat de João Ruas), com realização de Vasco Mendes.

Ouve o que eu te digo, vou-te contar um segredo, 

é muito lucrativo que o mundo tenha medo, 

medo da gripe, são mais uns medicamentos, 

vem outra estirpe reforçar os dividendos, 

medo da crise e do crime como já vimos no filme, 

medo de ti e de mim, medo dos tempos, 

medo que seja tarde, medo que seja cedo 

e medo de assustar-me se me apontares o dedo, 

medo de cães e de insectos, medo da multidão, 

medo do chão e do tecto, medo da solidão, 

medo de andar de carro, medo do avião, 

medo de ficar gordo velho e sem um tostão, 

medo do olho da rua e do olhar do patrão 

e medo de morrer mais cedo do que a prestação, 

medo de não ser homem e de não ser jovem, 

medo dos que morrem e medo do não!


Medo de Deus e medo da polícia, 

medo de não ir para o céu e medo da justiça, 

medo do escuro, do novo e do desconhecido, 

medo do caos e do povo e de ficar perdido, 

sozinho, sem guito e bem longe do ninho, 

medo do vinho, do grito e medo do vizinho, 

medo do fumo, do fogo, da água do mar, 

medo do fundo do poço, do louco e do ar, 

medo do medo, medo do medicamento, 

medo do raio, do trovão e do tormento, 

medo pelos meus e medo de acidentes, 

medo de judeus, negros, árabes, chineses, 

medo do "eu bem te disse", medo de dizer tolice, 

medo da verdade, da cidade e do apocalipse, 

o medo da bancarrota e o medo do abismo, 

o medo de abrir a boca e do terrorismo.


Medo da doença, das agulhas e dos hospitais, 

medo de abusar, de ser chato e de pedir demais, 

de não sermos normais, de sermos poucos, 

medo dos roubos dos outros e de sermos loucos,

medo da rotina e da responsabilidade, 

medo de ficar para tia e medo da idade, 

com isto compro mais cremes e ponho um alarme,

com isto passo mais cheques e adormeço tarde, 

se não tomar a pastilha, se não ligar à família, 

se não tiver um gorila à porta de vigília, 

compro uma arma, agarro a mala, fecho o condomínio, 

olho por cima do ombro, defendo o meu domínio, 

protejo a propriedade que é privada e invade-me 

a vontade de por grade à volta da realidade, 

do país e da cidade, do meu corpo e identidade, 

da casa e da sociedade, família e cara-metade... 

tenho tanto medo... nós temos tanto medo... tenho tanto medo...

Refrão: 

o medo paga a farmácia, aceita a vigilância, 

o medo paga à máfia pela segurança, 

o medo teme de tudo por isso paga o seguro, 

por isso constrói o muro e mantém a distância!


Eles têm medo de que não tenhamos medo!

terça-feira, outubro 27, 2020

Técnicas e Truques Fantásticos


Aprenda, no vídeo em baixo, algumas técnicas e truques fantásticos para cortar e apresentar frutas e legumes.

Não perca esta oportunidade. Vale bem a pena.

Ora veja.

segunda-feira, outubro 26, 2020

Se eu pudesse trincar a terra toda

Assista ao vídeo abaixo, onde Pedro Lamares diz o poema de Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa, Se eu pudesse trincar a terra toda.
XXI

Se eu pudesse trincar a terra toda

E sentir-lhe um paladar,

E se a terra fosse uma coisa para trincar

Seria mais feliz um momento...

Mas eu nem sempre quero ser feliz.

É preciso ser de vez em quando infeliz

Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,

E a chuva, quando falta muito, pede-se.

Por isso tomo a infelicidade com a felicidade

Naturalmente, como quem não estranha

Que haja montanhas e planícies

E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo

Na felicidade ou na infelicidade,

Sentir como quem olha,

Pensar como quem anda,

E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,

E que o poente é belo e é bela a noite que fica...

Assim é e assim seja...

O Guardador de Rebanhos”. Poemas de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa -  7-3-1914

domingo, outubro 25, 2020

A Casa Costa Lobo

A Casa Costa Lobo, na Rua dos Coutinhos, é um imóvel especial situado numa zona privilegiada da cidade de Coimbra. 
José de Sousa Gonzaga comprou o edifício e outros edifícios à volta, unindo-os para ter uma casa grande para toda a família. O que a torna singular é precisamente a junção de construções do século XVII, XVIII e XIX. 
Assim, nesta casa encontra um arco da renascença, uma escadaria ladeada por azulejos do século XVIII, janelas manuelinas, janelas de guilhotina com bancos de século XVII, jardins interiores, e muitas estrelas em referência a Maria Estrela, filha única de José de Sousa Gonzaga a quem esta casa foi oferecida em dote quando casou com o lente da universidade de Coimbra, Francisco Miranda da Costa Lobo. A Casa manteve-se desde então na posse da sua descendência, como habitação da família.



As vistas da Casa Costa Lobo sobre a cidade são soberbas: a Sé Velha, a Universidade, o Rio Mondego e Santa Clara. 
"Não é uma casa museu, é uma casa onde vivem pessoas" mas, como "sempre foi uma casa que recebeu muito, gostamos de partilhar o espaço". 
É assim que Joana Costa Lobo apresenta a Casa Costa Lobo
Se a quiser ficar a conhecer melhor assista, em baixo, ao programa televisivo da RTP2, que faz uma visita a esta casa.

sábado, outubro 24, 2020

(Porto – cidade de luz de granito)

 

(O Eugénio de Andrade espera-me num Café.

Atravesso as ruas do Porto – a cidade onde

nasci – com os punhos cerrados de dor.)


Não nasci por acaso nestas pedras

mas para aprender dureza,

lume excedido,

coragem de mãos lúcidas.


Aqui no avesso da construção dos tempos

a palavra liberdade

é menos secreta.


Anda nos olhos da rua

pega lanças aos gestos,

tira punhais das lágrimas,

conclui as manhãs.

Porto - Ester Durães

E  principalmente

não cheira a museu azedo

ou musgo embalado

pela chuva da boca dos mortos.


Começa nos cabelos das crianças

para me sentir mais nascido nestas pedras.


Porto

 – cidade de luz de granito.


Tristeza de luz viril

com punhos de grito.

José Gomes Ferreira - Daqui Houve Nome Portugal (antologia de verso e prosa sobre o porto

organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade) - editorial inova - 1968