sexta-feira, maio 30, 2014

A Gastronomia Turca

O passeio virtual de hoje é até à Turquia. Mas é um passeio diferente, porque vamos conhecer não o património edificado da Turquia, mas sim, o seu património gastronómico.
A gastronomia turca é rica em massas, vegetais, carnes, peixes e sobremesas. Herdeira da culinária otomana e da localização geográfica do país, a gastronomia turca caracteriza-se  pelo cruzamento de sabores da Ásia e do Mediterrâneo Oriental e foi enriquecida, ao longo dos séculos, devido  às migrações dos turcos, desde a Ásia Central até a Europa.
Entre os elementos trazidos da Ásia Central pelos turcos, estão o iogurte e o yufka, a fina massa também conhecida como filo, que constitui a base da baklava e da bureka. Além destes pratos,  existem outros muito difundidos por todo o Médio Oriente e Europa Oriental, como por exemplo, o dolma, o döner, os diferentes tipos de kebab, os mantis (uma espécie de ravioli), beğendi (pasta de berinjela), o pilaf de arroz, e o kadayif (doce feito de massa cabelo de anjo, ricota e pistachio).
A baklava ou baclava é um tipo de pastel elaborado com uma pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, existindo variedades que incorporam pistachios, avelãs e sementes de sésamo e de papoila. Se quiser ficar a saber como se prepara este doce, basta clicar aqui.
É geralmente servida como sobremesa nos países que fizeram parte do antigo Império Otomano, sendo um dos pratos nacionais da Turquia.
Baclava
A história da baclava não está bem documentada, sendo a sua invenção reivindicada por vários grupos étnicos. Mas há fortes evidências de que seja de origem túrquica da Ásia Central, e que sua forma atual tenha sido desenvolvida nas cozinhas imperiais do Palácio Topkapi.
Já agora, não poderiamos deixar de falar do café turco. O café turco é um tipo de café tradicional da Turquia e de diversos territórios que outrora integraram o Império Otomano, tais como a Grécia, o Médio Oriente, parte do Norte de África e os Balcãs. É preparado a partir de café moído com consistência de farinha. A bebida resultante fica muito concentrada e espessa, servindo-se tradicionalmente em chávenas pequenas, sem pega, com ou sem açúcar.

quinta-feira, maio 29, 2014

O Segundo Sexo

"O Segundo Sexo" é um clássico da literatura publicado por Simone de Beauvoir (1908 - 1986), filósofa, ensaísta e escritora francesa, em 1949. São dois livros sobre a situação da mulher.
Os temas discutidos neste célebre tratado sobre a mulher continuam a ser pertinentes e a dar continuidade a um debate já clássico. Entrelaçando argumentos retirados da Biologia, da Antropologia, da Sociologia, da Psicanálise, da Filosofia e outras disciplinas, a autora revela os desequilíbrios de poder entre os sexose a posição de «outro» que as mulheres ocupam no mundo.
"O Segundo Sexo" é "um texto essencial do feminismo contemporâneo. Um dos mais importantes ensaios feministas de sempre, "O Segundo Sexo" parte do princípio fundamental de que existe na sociedade um desequilíbrio estrutural e de poder entre os sexos. O masculino é tratado como referencial, neutro; o feminino é o "outro", definido sempre em relação ao primeiro. A partir desta premissa, Simone de Beauvoir desenvolve os seus argumentos recorrendo à biologia, à filosofia, à literatura e à cultura. Destaca-se a limpidez do seu discurso, que se pretende que seja acessível a todos os leitores, e a actualidade do tema".

quarta-feira, maio 28, 2014

La Cumparsita

Veja como Eduardo Cappussi e Mariana Flores, dançam de forma única e extraordinária, o tango "La Cumparsita".
Eduardo e Mariana dançam juntos o tango argentino desde 1997. São um dos casais que dançam tango, mais respeitados, criativos e expressivos, quer na sua Argentina natal quer no exterior. Têm um forte estilo individual que alia o humor e a mímica, a uma técnica de dança impecável.
Eduardo Cappussi começou a dançar tango em 1990.
Mariana Flores touxe ao tango um amplo conhecimento da arte de representar, da mímica e do clown.
Eduardo e Mariana são, portanto, um dos primeiros casais de tango, que tomaram a iniciativa de incorporar elementos teatrais nesta dança.
Ora veja! 

terça-feira, maio 27, 2014

Em Nome do Povo

"Em Nome do Povo" é um livro de Lara Pawson, que fala sobre o massacre de milhares de pessoas (que Angola tem silenciado ao longo de 37 anos) após os acontecimentos ocorridos naquele país, no dia 27 de Maio de 1977.
Este livro tem lançamento previsto, em Portugal, no dia 7 de Junho,
Lara Pawson foi correspondente da BBC no Mali, na Costa do Marfim e em São Tomé e Príncipe, entre 1998 e 2007. De 1998 a 2000, trabalhou em Angola, onde cobriu a guerra civil. Desde então, visita com regularidade o país. É actualmente jornalista freelance em Londres.

"A 27 de Maio de 1977, uma manifestação contra o MPLA levou ao massacre de milhares, senão dezenas de milhares, de pessoas.
Hoje, praticamente não se fala desta tragédia em Angola; no estrangeiro, ninguém sabe sequer da sua existência.
A jornalista Lara Pawson investigou os acontecimentos, e considerou-os em tudo equivalentes "aos massacres ordenados por Robert Mugabe, [...] e aos assassínios em massa da ditadura de Pinochet".

"Entre Londres, Luanda e Lisboa, Pawson conseguiu o que até aqui nunca fora possível: passados 40 anos, vítimas e testemunhas - ainda hoje sob a tensão do medo -, e até mesmo alguns dos carrascos, decidiram falar sobre o massacre, numa série de empolgantes entrevistas. João Van Dúnem, irmão de José, um dos líderes da revolta, bem como actuais membros da elite angolana - por exemplo, Ndunduma Wé Lépi, ex-director do Jornal de Angola, ou Aníbal João da Silva Melo, deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA - contam-se entre os muitos testemunhos que a autora reuniu.
Uma leitura indispensável para a história do massacre e suas sequelas, mas também para o melhor entendimento da actualidade angolana".
Já agora, a jornalista inglesa irá falar sobre o seu livro, no dia 6 de Junho na FCSH, em Lisboa, pelas 17 h e 30 m, na Av. de Berna (ver convite acima).

segunda-feira, maio 26, 2014

Angélica (Zuzu Angel)

Zuleika Angel Jones, nascida Zuleika de Souza Netto e conhecida como Zuzu Angel, (1921 — 1976) foi uma estilista brasileira, mãe do militante político Stuart Angel Jones e da jornalista Hildegard Angel.
Zuzu era uma personalidade muito conhecida no Brasil na época da ditadura militar. Ficou conhecida nacional e internacionalmente não apenas pelo seu trabalho inovador como estilista de moda, mas também pela busca pelo filho, militante de organizações extremistas, assassinado pelo governo brasileiro da época e transformado em desaparecido político. Zuzu enfrentou as autoridades brasileiras da altura e levou a sua busca e a sua denúncia ao conhecimento de várias personalidades importantes no exteriordo país .
A busca de Zuzu pelas explicações, pelos culpados e pelo corpo do filho só terminou com sua morte, ocorrida em 1976, num acidente de carro.
Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa de Chico Buarque de Hollanda um documento que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse, em que escreveu: "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho".
Depois de sua morte, Zuzu foi homenageada em livros, música e filme (que pode ver aqui). Chico Buarque compôs em sua homenagem, sobre a melodia de Miltinho, a música Angélica, que aqui lhe deixo.
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento
Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar
Miltinho - Chico Buarque -1977
 

domingo, maio 25, 2014

Bosque de Pedra versus Avatar

E que tal um passeio até à China? Neste passeio poderá apreciar a beleza dos cenários naturais que ajudaram a construir o filme Avatar. A viagem é até ao "Bosque de Pedra de Shilin" que se situa na província chinesa de Yunnán. Nestas paisagens, inspirou-se James Cameron para conceber as ilhas flutuantes do filme Avatar (2009).
Avatar é um filme americano de ficção científica, escrito e realizado por James Cameron, e interpretado por Sam Worthington, Zoë Saldaña, Michelle Rodriguez, Sigourney Weaver e Stephen Lang.
A acção do filme localiza-se no ano 2154. O enredo é baseado num conflito em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três planetas gasosos fictícios que orbitam o sistema Alpha Centauri.
Em Pandora, os colonizadores humanos e os Na'vi, nativos humanoides, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa.
O título do filme refere-se aos corpos Na'vi-humanos híbridos, criados por um grupo de cientistas através de engenharia genética, para interagir com os nativos de Pandora.
Se não viu o filme não deixe, contudo, de apreciar a bela apresentação que se segue e que lhe dá a conhecer o fantástico Bosque de Pedra de Shilin.
Ora veja!
E agora veja, também, o trailer do filme Avatar.

sábado, maio 24, 2014

O Palácio da Fonte da Pipa

Hoje proponho-lhe um passeio até Loulé, para ficar a conhecer o Palácio da Fonte da Pipa.
Este palácio é mais um exemplo do nosso património edificado, que se encontra em avançado estado de degradação. As razões serão várias. Mas, as histórias de assombrações rodeiam o Palácio da Fonte da Pipa que segundo algumas fontes terá sido mandado construir para receber o rei D. Carlos.
Inicialmente foi baptizado como Quinta da Esperança, mas ficou conhecido por Fonte da Pipa, dada a fonte com o mesmo nome que existia no local.
De acordo com o texto de Luísa Fernanda Guerreiro Martins "As terras da Fonte da Pipa foram compradas por Marçal Pacheco (advogado, político do Partido Regenerador, deputado e presidente da Câmara de Loulé) , que quis erguer ali um palacete (1875) semelhante aos que vira nas suas viagens ao Norte da Europa.
 Embora não se saiba quem foi o arquitecto que desenhou o palacete, sabe-se que o decorador foi José Pereira Júnior (Pereira Cão), pintor e ceramista de Lisboa, que também trabalhou no restauro e decoração do Palácio da Ajuda por altura do casamento do príncipe D. Luís.
Marçal Pacheco faleceu no ano de 1896 sem ter visto terminada a construção do seu palacete.
Em 1920, a família do antigo presidente vendeu a Quinta a Manuel Dias Sancho, banqueiro de S. Brás de Alportel.
Dias Sancho introduziu melhorias, mandando eletrificar o palácio e construir os bancos dos jardins embutidos com conchas, corais, búzios, cascas de caracol, porcelana, cerâmica, num estilo Kitsch de feição romântica que envolve todo o edifício e jardins. Nos anos de 1927/29 os bens da Casa Bancária de Manuel Dias Sancho, a título ressarcivo, foram entregues ao Banco do Algarve. Por sua vez, Francisco Guerreiro Pereira terá comprado a Quinta ao banco.
O amor deste novo proprietário às plantas exóticas permitiu que ainda hoje permaneçam nos jardins espécies florais não autóctones. Após a morte de Francisco Guerreiro Pereira, foi herdeiro da Quinta o seu filho, o Dr. Guerreiro Pereira, de Faro. Em 1981, este médico vendeu a propriedade à empresa "Quinta da Fonte da Pipa, Urbanizações, Lda. A Quinta da Fonte da Pipa não está isenta de histórias de fantasmas, almas penadas e sons estranhos. Ainda hoje permanece o anátema tão arreigado na crença popular de fenómenos supostamente psicofónicos aí acontecidos."
E agora conheça-o por dentro, clicando aqui.

sexta-feira, maio 23, 2014

What A Difference A Day Made

Jamie Cullum (1979) é um cantor e pianista de jazz, de origem inglesa, que é considerado uma referência neste género musical.
Jamie Cullum recria músicas antigas de jazz, dando-lhes uma roupagem absolutamente nova, o que lhe grangeou um enorme sucesso quer na Europa quer na Ásia. Apesar de fazer versões de grandes músicas de vários autores/cantores (por exemplo de Frank Sinatra) também fazem sucesso as músicas de sua autoria. Estas encontram-se distribuídas em cinco discos como: "Heard It All Before", "Pointless Nostalgic", "Twentysomething", "Catching Tales" e "The Pursuit".
Se não conhece Jamie Cullum, veja a extraordinária interpretação de "What A Difference A Day Made", no vídeo abaixo.

quinta-feira, maio 22, 2014

Madagáscar e a Biodiversidade

O Dia Internacional da Biodiversidade é celebrado hoje, dia 22 de Maio.
Este dia visa alertar a população para a necessidade e importância da conservação da diversidade biológica.
O tema da Biodiversidade das Ilhas foi escolhido para coincidir com a designação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de 2014 como o Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.
Madagáscar, oficialmente República de Madagáscar, é um país africano que compreende a Ilha de Madagáscar e algumas ilhas próximas.
Está situado ao largo da costa de Moçambique, da qual está separado pelo Canal de Moçambique.
Faz fronteira com a possessão francesa de Mayotte, a noroeste, a possessão francesa da Reunião, a leste, e as suas dependências Ilhas Gloriosas (noroeste), Ilha de João da Nova (oeste), Bassas da Índia e Ilha Europa (sudoeste) e Tromelin (leste), as Comores a noroeste e as Seychelles a norte.
A capital deste país é a cidade de Antananarivo.
Madagáscar é o país com a maior diversidade de fauna e flora em todo o planeta, abrigando milhares de espécimes de pássaros, répteis e anfíbios, muitos deles existentes apenas no seu território (como por exemplo o lémure).
Apesar de 90% de suas matas terem sido devastadas nos ultimos séculos, nos 10% ainda existentes existem mais de doze mil espécies diferentes de plantas, algumas delas com mais de 80 milhões de anos e centenas delas apenas existem ali. Aproveite o viseo que se segue e aprecie as belezas naturais deste pequeno país.

quarta-feira, maio 21, 2014

De tudo ficaram três coisas...

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!
Fernando Sabino

terça-feira, maio 20, 2014

Uma mina com história (s)...

Wieliczka é uma cidade do sul da Polónia, fundada em 1290 e situada na área metropolitana de Cracóvia.   Por baixo desta cidade, existe uma das mais antigas minas de sal do mundo, ainda em funcionamento. Esta mina é também famosa por ter uma longa tradição de visitas turísticas. Foi visitada por diversas figuras culturais proeminentes, tais como Nicolau Copérnico, Goethe, Alexander von Humboldt, Dmitri Mendeleev, Robert Baden-Powell, Karol Wojtyła (o papa João Paulo II), Bill Clinton, assim como por inúmeras pessoas anónimas.
Durante a segunda guerra mundial, as minas de sal foram ocupadas pelos alemães, funcionando como armazém para as fábricas de produtos militares.
A partir de 1978, as minas de sal de Wieliczka passaram a figurar na lista do património da mundial humanidade, da Unesco. Para esta eleição contribuiu a capela de Santa Cunegunda, onde é possível encontrar diversas esculturas feitas em sal, entre as quais se destaca uma estátua do papa João Paulo II. Nas visitas guiadas, é possível contemplar diversas capelas mais pequenas, assim como estátuas nos corredores, sendo a que retrata Nicolau Copérnico uma das mais populares.
Estas minas são visitadas anualmente por mais de um milhão de turistas. Nas suas galerias subterrâneas, realizam-se também diversos eventos sociais, tais como banquetes, concertos e provas desportivas. Existe ainda um sanatório, onde pessoas com problemas alérgicos ou respiratórios podem desfrutar dos benefícios de uma temporada subterrânea.
Se quiser ficar a conhecer melhor esta mina veja agora a bela apresentação que se segue.
E agora veja a reportagem feita pelo SBT Repórter (televisão brasileira), em 2010, acerca desta mina situada na Polónia.

segunda-feira, maio 19, 2014

Esculturas Com Alma

Philippe Faraut  é um artista francês que se tem distinguido na escultura de figuras humanas, sobretudo bustos, embora a sua área de formação seja o design e a construção de mobiliário.
Se é amante da arte escultórica, sugiro-lhe que aprecie a extraordinária habilidade Philippe Faraut, através do vídeo que se segue. 

domingo, maio 18, 2014

Soneto já antigo

Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás-de
dizer aos meus amigos aí de Londres,
embora não o sintas, que tu escondes
a grande dor da minha morte. Irás de
 
Londres pra York, onde nasceste (dizes...
que eu nada que tu digas acredito),
contar àquele pobre rapazito
que me deu tantas horas tão felizes,

Embora não o saibas, que morri...
mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,
nada se importará... Depois vai dar

a notícia a essa estranha Cecily
que acreditava que eu seria grande...
Raios partam a vida e quem lá ande!
Álvaro de Campos

sábado, maio 17, 2014

O Ano em Que Não ia Haver Verão

"O Ano em Que Não ia Haver Verão" (Oficina do Livro 2014), é um romance de Rute Silva Correia. Rute da Silva Correia (1981) é uma autora, investigadora e jornalista portuguesa.
Rute Silva Correia é Mestre em Literatura Portuguesa Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com uma dissertação sobre Agustina Bessa-Luís (2009). É Licenciada em Estudos Românicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2007) e em Comunicação Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (2003).
Sinopse
"Gizela Espinosa é uma herdeira deslumbrante que acumula dinheiro e poder de sedução. Santiago é um artista interesseiro e dominador. Em Lisboa, toda a gente conhece os dois amantes. Quando o guitarrista Jonas Vasconcelos morre misteriosamente, um terrível segredo de família ameaça revelar-se e só a indiscreta Rosalina poderá, ou não, evitar um desfecho escandaloso. Num diálogo de desencontros, as personagens deste romance urbano, decorrido na Lisboa dos dias de hoje, entram e saem das camas uns dos outros, do divã do psicólogo Raúl Veracruz e também de um obscuro clube secreto na Praça de Londres, onde máscaras e mentiras são os acessórios mais excitantes".

sexta-feira, maio 16, 2014

AfrikPlay no Largo

Cumprindo o seu objectivo de apresentar cinema sobre a África contemporânea a um público alargado, o AfrikPlay | Filmes à Conversa, estará no Largo Café Estúdio, no Intendente (Lisboa), durante o mês de maio.
O AfrikPlay no Largo, volta assim a apresentar os filmes "Sunday in Brazzaville" e "Framing the Other" em duas sessões com debate, música e petiscos, num ambiente informal e aberto a todos. As sessões são de entrada livre e abertas ao público em geral.
A primeira sessão é já hoje dia 16 de maio às 19 h 30, com o filme "Sunday in Brazzaville" (Enric Bach e Adrià Monés, 52’, 2011).
Para lhe abrir o apetite deixo-lhe a sinopse  e o trailer, do mesmo, onde se apresentam algumas personagens do "Sunday in Brazzaville".
Sinopse
"Um jovem apresentador de rádio, Carlos La Menace, revela no seu programa de fim de semana três figuras da capital do Congo, Brazzaville. O Sapeur Yves Saint Laurent, rodeado por pobreza extrema, escolhe a elegância como um modo de vida. Cheriff Bakala não é um rapper normal. Mistura hip hop com cultura congolesa, e utiliza instrumentos locais: como tambores feitos com latas. Ele está prestes a gravar o seu primeiro álbum num país onde quase não existem produtores. Finalmente, Palmas Yaya, campeão de wrestling de Brazzaville conta com o vodu para defender o seu trono num momento crucial da sua vida."

quinta-feira, maio 15, 2014

Te Ver Feliz

Proponho-lhe que oiça a jovem cantora brasileira Ana Cañas, na música "Te Ver Feliz", do DVD "Coração Inevitável", que foi lançado em Dezembro de 2013.
Ana Cañas estreou em 2007 no cenário musical brasileiro, com o álbum "Amor e Caos", que incluia a canção "Coração Vagabundo" de Caetano Veloso.  

quarta-feira, maio 14, 2014

Poemas ao Vento

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
 Tem um vento que o devora.
Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.
Fernando Pessoa

terça-feira, maio 13, 2014

Um festival de laranjas...

Todos os anos se realiza na cidade de Menton, em França, o Festival da Laranja e do Limão.
Este festival reúne toneladas de limões e laranjas que se transformam em diferentes e originais esculturas.
O tema deste ano baseou-se na obra literária "20 Mil Léguas Submarinas" de Júlio Verne.
Menton é uma localidade francesa situada nos Alpes Marítimos, na região de Provença. Está situada quase na fronteira italiana, a meio caminho da cidade italiana de Ventimiglia e do principado do Mónaco.
De 1346 a 1848, a cidade de Menton pertenceu ao Principado de Mónaco (excepto durante a Revolução Francesa). Depois pertenceu à Sardenha e em 1860 passou a integrar, novamente, a França. Durante a Segunda Guerra Mundial (de 1940 a 1943) foi ocupada pelos italianos.
Se quiser ficar a conhecer melhor este festival, basta apreciar a excelente apresentação que se segue.
Vale bem a pena.
Ora veja!

segunda-feira, maio 12, 2014

Quanto tempo mais?

Assista, através do vídeo abaixo, à conferência de imprensa de , pesquisadores da Universidade do Alasca em Fairbanks e membros da Academia Russa de Ciências. Esta cientista demonstra com rigor e em estado de choque a previsivel e rápida extinção da humanidade. Não deixa de ser assustador observarmos as reacções da cientista.
A mensagem final, após a conferência de imprensa, é de um conteúdo que revela muita sabedoria.
Para quem não saiba o que é o permafrost, aqui fica a explicação: o permafrost ou pergelissolo é o tipo de solo encontrado na região do Ártico.
A etimologia de permafrost vem de perma, de permanent (inglês), e frost (inglês para congelado), palavra referenciada pela primeira vez em 1943, por S. W. Muller.
O permafrost é constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Esta camada é recoberta por uma camada de gelo e neve que, se no inverno chega a atingir 300 metros de profundidade em alguns locais, ao derreter-se no verão, reduz-se para de 0,5 a 2 metros, tornando a superfície do solo pantanosa, uma vez que as águas não são absorvidas pelo solo congelado.
Agora já cá está o vídeo.

domingo, maio 11, 2014

Dorme enquanto eu velo...

Dorme enquanto eu velo...
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.

A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.

Dorme, dorme. dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.
Fernando Pessoa