segunda-feira, abril 24, 2023

Bolo de Cajus e Pão Ralado

Hoje deixo-lhe uma receita de origem Indo-Portuguesa (Cozinha Indo-Portuguesa - receitas da bisavó - de Maria Fernanda Noronha da Costa e Sousa).

Ingredientes:
12 ovos
24 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de cognac
100 gr. de cajus torrados
100 gr. de pão ralado
3 a 4 colheres de sopa de manteiga

Preparação:

Separam-se os ovos e batem-se as claras em castelo duro. Vai-se envolvendo metade do açúcar nas claras, uma colher de cada vez. Passam-se pela máquina os cajus torrados e misturam-se com o pão ralado peneirado. Envolve-se esta mistura nas claras.
Unta-se um tabuleiro com óleo ou manteiga derretida, forra-se com papel manteiga que também se pinta com óleo, deita-se lá a massa e vai ao forno previamente aquecido.
Com as gemas e o restante açúcar faz-se uma porção de ovos moles um pouco grossos. Deixam-se arrefecer e depois deita-se uma colher de chá de manteiga de cada vez, batendo bem. Perfuma-se com cognac.
Quando o bolo esfriar corta-se ao meio, recheia-se com este creme e cobre-se com o mesmo. Passa-se um pouco do creme pela seringa e enfeita-se o bolo.

domingo, abril 23, 2023

Cozinha Indo-Portuguesa

Cozinha Indo-Portuguesa - receitas da bisavó, é um livro de Maria Fernanda Noronha da Costa e Sousa, publicado pela Assírio e Alvim (coleção: Coração, Cabeça e Estômago).

Sinopse:

Encontram-se reunidas neste livro as receitas tradicionais dos cozinhados goeses e da doçaria conventual, além de algumas receitas originais e iguarias de Damão e Diu.

Nele está bem patente o mundo aromático e estimulante do açafrão e do gengibre, do tamarindo e da pimenta, do cominho e do cardomomo, através das várias ementas onde o coco é rei e o arroz o mais fiel e nobre dos seus súbditos.

sábado, abril 22, 2023

O Calhambeque

Ouça o cantor brasileiro Roberto Carlos em O Calhambeque.

Mandei meu Cadillac pro mecânico outro dia
Pois há muito tempo um conserto ele pedia
Como vou viver sem meu carango pra correr
Meu Cadillac, bi-bi, quero consertar meu Cadillac

Com muita paciência o rapaz me ofereceu
Um carro todo velho que por lá apareceu
Enquanto o Cadillac consertava eu usava
O Calhambeque, bi-bi, quero buzinar o Calhambeque

Saí da oficina um pouquinho desolado
Confesso que estava até um pouco envergonhado
Olhando para o lado com a cara de malvado
O Calhambeque, bi-bi, buzinei assim o Calhambeque

E logo uma garota fez sinal para eu parar
E no meu Calhambeque fez questão de passear
Não sei o que pensei, mas eu não acreditei
Que o Calhambeque, bi-bi, o broto quis andar no Calhambeque

E muitos outros brotos que encontrei pelo caminho
Falavam "que estouro, que beleza de carrinho"
E fui me acostumando e do carango fui gostando
O Calhambeque, bi-bi, quero conservar o Calhambeque
Mas o Cadillac finalmente ficou pronto
Lavado, consertado, bem pintado, um encanto
Mas o meu coração na hora exata de trocar
O Calhambeque, bi-bi
Meu coração ficou com o Calhambeque

"Bem, vocês me desculpem
Mas agora eu vou-me embora
Existem mil garotas querendo passear comigo
Mas é só por causa desse Calhambeque sabe
Bye, bye"
Compositores: John Loudermilk, Erasmo Carlos, Gwen Loudermilk.

sexta-feira, abril 21, 2023

A Praça de Espanha

Palácio de Palhavã

A Praça de Espanha é uma praça existente em Lisboa, e que é abrangida pelas freguesias de Campolide, Avenidas Novas e São Domingos de Benfica. Durante séculos, esta zona foi conhecida por Palhavã. Só em meados do século passado passou a chamar-se Praça de Espanha. Hoje, é uma das praças e artérias mais movimentadas de Lisboa.

Um dos ex-líbris desta praça é o Palácio de Palhavã que é a atual residência do embaixador de Espanha em Portugal. 

Antes de ser adquirido pelo Estado do país vizinho, em 1918, este edifício senhorial do século XVII serviu de residência a vários condes e nobres. Mas os seus habitantes mais conhecidos foram os "meninos de Palhavã", filhos ilegítimos do rei D. João V, que o habitaram até 1760.

Até ao século XIX, o local onde hoje é a Praça de Espanha situava-se nos "arrabaldes" da cidade. Começou a desenvolver-se depois da construção das estradas da Circunvalação e do Rego, enquanto no início do século XIX passou a servir de ponto de encontro às avenidas de Berna, António Augusto de Aguiar e Columbano Bordalo Pinheiro.

Entre 1894 e 1903, acolheu o Jardim Zoológico de Lisboa. Em 1905, este deu lugar a um velódromo/hipódromo que, além de receber concursos hípicos e provas de ciclismo, ainda serviu de pista a várias demonstrações automobilísticas.

Em 1943 passou a servir de morada à Feira Popular de Lisboa, que por lá esteve até 1957.

Arco de S. Bento
Desde 1969 que junto à Praça de Espanha se encontra a Fundação Calouste Gulbenkian, um importante centro de cultura da capital portuguesa.

Nos anos 70 do século XX tornou-se um importante acesso à zona norte da cidade, depois de projetada a Avenida dos Combatentes. 

A antiga estação do metro de Palhavã (hoje chama-se Praça de Espanha), construída em 1959,  chegou a ser uma das mais importantes da cidade. A principal razão é porque servia de interface com os Transportes Sul do Tejo.

Nos arredores funcionou também o Mercado Azul (até 2015), com contentores que começaram por alojar alguns vendedores deslocados da zona do Martim Moniz.

Em plena praça foi reconstruído em 1998 o Arco de São Bento. Como é que foi parar um arco tão antigo no meio da Praça de Espanha?

Construído em 1758, fazia parte do Aqueduto das Águas Livres (Galeria da Esperança) e esteve na Rua de São Bento até 1938, altura em que teve de ser desmontado por causa das obras de remodelação do Palácio de São Bento.

À falta de melhor sítio, deixaram-no em "peças" na Praça de Espanha, onde só voltou a ganhar forma em 1998.

No verão de 2018 arrancaram as primeiras obras de uma revolução urbanística que procurou  transformar a Praça de Espanha num enorme Parque Verde.

O Parque Urbano da Praça de Espanha (que se chama "Parque Gonçalo Ribeiro Telles") tem mais de 6 hectares – uma área superior ao Jardim da Estrela –, e será uma importante zona verde e de lazer para as famílias.

O projeto da Câmara Municipal de Lisboa, dedicado ao lazer, com muitas árvores, parques infantis, esplanadas, quiosques e até um riacho que em tempos passou por esta zona (veja no vídeo abaixo). 

E agora veja outro vídeo, feito por um brasileiro que vive em Portugal, que lhe mostra muitas destas novas funções existentes nesta parte da cidade..

quinta-feira, abril 20, 2023

O Cioppino

Em São Francisco, o cioppino é um prato que faz muito sucesso. Sendo semelhante ao francês  "bouillabaisse", o cioppino, além de uma comida típica americana, é o mais apreciado pelos habitantes da região.

O Cioppino foi desenvolvido no final de 1800 por imigrantes italianos, muitos provenientes da cidade portuária de Génova, que pescavam em Meiggs Wharf e viviam no bairro de North Beach em São Francisco. 

A descrição impressa mais antiga do cioppino é de uma receita de 1901 no The San Francisco Call, embora o ensopado seja chamado de "chespini". "Cioppino" apareceu pela primeira vez em 1906 no The Refugee's Cookbook, que resultou dum esforço de arrecadação de fundos para beneficiar os moradores de São Francisco desalojados pelo terramoto e incêndio de 1906.

O Cioppino consiste num tipo de cozido que pode levar frutos do mar, tomates, pimentões, peixes, diferentes tipos de vinho, enfim, uma variedade muito grande de ingredientes. 

Geralmente os frutos do mar são cozidos em caldo e servidos com casca, inclusive o caranguejo, que costuma ser servido partido ao meio ou aos bocados. O prato pode ser servido com pão torrado ou pão francês. O pão funciona como uma massa, e é mergulhado no molho.

O Cioppino é tradicionalmente feito com a pesca do dia, que em São Francisco é tipicamente uma combinação de caranguejo Dungeness, amêijoas, camarões, vieiras, lulas, mexilhões e peixes, todos provenientes do oceano, neste caso do Pacífico. Os frutos do mar são então combinados com tomate fresco e um molho de vinho.

Quando um pescador voltava de mãos vazias, andava a pedir com uma panela para que os outros pescadores lhe dessem o que pudessem do seu quinhão. O que acabasse na panela virava o seu "cioppino". Os pescadores que tivessem contribuído esperavam, no futuro, o mesmo tratamento se voltassem de mãos vazias. 

O nome deste prato vem de ciuppin (também escrito ciupin ) que é o nome de uma sopa clássica da região italiana da Ligúria, de sabor semelhante ao cioppino, mas com menos tomate e usando frutos do Mar Mediterrâneo cozidos ao ponto de se desfazerem.

O prato também compartilha a sua origem com outras variações italianas regionais de ensopado de frutos do mar semelhantes ao cioppin, incluindo o cacciucco da Toscania, o brodetto di pesce de Abruzzo, entre outros. Pratos semelhantes podem ser encontrados nas regiões costeiras do Mediterrâneo, de Portugal à Grécia. Exemplos destes incluem suquet de peix de regiões de língua catalã e a bouillabaisse da Provença.

Como vê existe muito para explorar na gastronomia americana! 

quarta-feira, abril 19, 2023

Poema Amei Demais

Madruguei demais. Fumei demais. Foram demais
todas as coisas que na vida eu emprenhei.
Vejo-as agora grávidas. Redondas. Coisas tais,
como as tais coisas nas quais nunca pensei.

Demais foram as sombras. Mais e mais.
Cada vez mais ardentes as sombras que tirei
do imenso mar de sol, sem praia ou cais,
de onde parti sem saber por que embarquei.

Amei demais. Sempre demais. E o que dei
está espalhado pelos sítios onde vais
e pelos anos longos, longos, que passei

à procura de ti. De mim. De ninguém mais.
E os milhares de versos que rasguei
antes de ti, eram perfeitos. Mas banais.

Joaquim Pessoa (1948 - 2023) - Ano Comum

terça-feira, abril 18, 2023

Cabeça de Eiras

Cabeça de Eiras (mais uma terra dos meus ancestrais: avó e bisavós) é uma pequena aldeia da freguesia de Sandomil, concelho de Seia, distrito da Guarda.

De acordo com algumas referências históricas é uma povoação relativamente jovem porque só terá surgido em meados do século XIX. Localiza-se no cimo de um monte de onde se avista a Serra da Estrela e o vale do rio Alva.

A terra deve o seu nome ao facto de os primeiros habitantes se estabelecerem num cabeço muito soalheiro e às inúmeras eiras criadas para secar milho, feijão, peras, passas de uva, figos e outros produtos da terra.

Os habitantes de Cabeça de Eiras sempre estiveram ligados a tarefas agrícolas a que aliaram, mais tarde, a exploração de madeira e de resina, dos pinhais da região, e que teve o seu apogeu nas décadas de oitenta e noventa do séc. XX. 

Esta aldeia serrana ainda é conhecida como "terra de resineiros" embora, atualmente, sejam poucos os que ainda exercem esta atividade. Hoje em dia a maioria das pessoas trabalha nas áreas da construção civil e das confecções.

Em setembro realiza-se, aqui, uma festa em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que é a padroeira de Cabeça de Eiras

As realizações religiosas compreendem procissão das velas, missas e procissão solene pelas ruas da localidade carregando imagens e entoando rezas e cânticos devidamente acompanhados por uma Banda Filarmónica. A par das festividades de natureza religiosa desenvolve-se um conjunto de atividades lúdicas que envolvem desportos tradicionais e a atuação de vários grupos musicais.

segunda-feira, abril 17, 2023

Andar?! Não me custa nada!...

Andar?! Não me custa nada!...
Mas estes passos que dou
Vão alongando uma estrada
Que nem sequer começou.
Andar na noite?!Que importa?...
Não tenho medo da noite
Nem medo de me cansar:
Mas na estrada em que vou,
Passo sempre à mesma porta...
E começo a acreditar
No mau feitiço da estrada:
Que se ela não começou
Também não foi acabada!
Só sei que,neste destino,
Vou atrás do que não sei...
E já me sinto cansada
Dos passos que nunca dei.
Natália Correia - de Rio de Nuvens (1947)

domingo, abril 16, 2023

Don't Worry Be Happy

Aproveite o bom tempo e ouça Bobby McFerrin em Don't Worry Be Happy (Vídeo oficial).

Bobby McFerrin (1950), é um músico americano. Ficou conhecido internacionalmente com esta  canção que conquistou três Grammys em 1989. Gravou vários clássicos do jazz e da música erudita, além de outros géneros.

Here's a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry, be happy
In every life we have some trouble
But when you worry, you make it double
Don't worry, be happy
Don't worry, be happy now

Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy

Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy
The landlord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy (look at me, I'm happy)

Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Hey I give you my phone number
When you worry, call me, I make you happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh)

Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got no gal to make you smile
But don't worry, be happy
'Cause when you worry your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy
Don't worry, be happy now

Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy

Now there is this song I wrote
I hope you learned it note for note, like good little children
Dn't worry, be happy
Now listen to what I said, in your life expect some trouble
But when you worry, you make it double
But don't worry, be happy, be happy now

Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Be happy
(Ooh-ooh-ooh) Don't worry, be happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) don't worry, don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) Don't do it, be happy
(Ooh-ooh-ooh) Put a smile in your face, don't bring everybody down like this
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) Don't worry
(Ooh-ooh-ooh-ooh) It will soon pass, whatever it is
(Ooh-ooh-ooh) don't worry, be happy
(Ooh, ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh) I'm not worried
(Ooh-ooh-ooh-ooh) I'm happy

sábado, abril 15, 2023

Sapatetas

As Sapatetas são mais um exemplo do património gastronómico português de origem conventual. Esta receita é proveniente de Vila do Conde, em concreto do Real Mosteiro de Santa Clara.

Este mosteiro de Vila do Conde, que foi uma das maiores e mais ricas casas religiosas femininas portuguesas, ficou grandemente conhecido pela doçaria de excelência que ali era produzida, sendo um dos mais célebres do país pelas suas especialidades doceiras.

Aqui lhe deixo então a receita, "pescada na net", das Sapatetas.

Ingredientes:

10 gemas
100 g de amêndoas raladas
250 g de açúcar + q.b. p/ a calda da cobertura
folhas de hóstia

Preparação:

Leve o açúcar ao lume e deixe ferver até atingir o ponto de espadana (117º C) – a calda escorre da colher em fitas largas, com o aspeto de lâmina.
Retire do lume, junte a amêndoa ralada e as gemas de ovos, previamente batidas. Envolva bem.
Leve a massa ao lume até fazer pondo de estrada no fundo do tacho e deite, depois de arrefecida, em pequenas hóstias que enrolará de seguida.
Polvilhe um tabuleiro com bastante farinha e leve ao forno as sapatetas a dourar ligeiramente.
Passe as sapatetas por uma calda de açúcar em ponto de espadana, tendo o cuidado de as deixar em cima de uma rede para escorrerem bem e secarem.
Nota: Pode preparar um delicioso Pudim de Claras com Nozes para dar uso às claras que ficaram da confeção das sapatetas.

sexta-feira, abril 14, 2023

Blue No More

Ouça a canção de Buddy Guy, Blue No More

"Buddy" Guy (1936) é um guitarrista e cantor norte-americano de blues e rock. É conhecido por servir de inspiração a Jimi Hendrix e a outras lendas da música dos anos 60.

Guy também é considerado um importante expoente do chamado Chicago blues, tornado famoso por Muddy Waters e Howlin' Wolf. Foi considerado o 23º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.

When I reach heaven's gate
And they see the joy on my face
They might not know me
'Cause I won't be blue no more

None of my songs will sound the same
'Cause all of the heartache and all of the pain
Will be taken from me
And I won't be blue no more

Lord knows the blues
Is deep in my soul
Is my whole life
Is everything I know
It's been my home
And I bring it everywhere I go
Oh, yeah, everywhere I go
I can't leave without it

One of these days (One of these days)
The road is gonna end
He'll call my name (Call my name)
Up yonder then
I believe (I believe, yes)
I won't be (No I won't be)
Blue no more
Yeah I believe
That I won't be (I won't be)
Blue (I won't be blue no more)

quinta-feira, abril 13, 2023

O Português e o Ucraniano são parecidos?

 Será que o Português e o Ucraniano são parecidos?

Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho lhe fala das semelhanças e diferenças entre o Português e o Ucraniano. 

Não perca esta oportunidade. 

Ora veja.

quarta-feira, abril 12, 2023

Tendências de Moda para o Verão

Saiba o quais são as tendências de moda para o Verão 2023, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

No vídeo de hoje Luciane Cachinski fala-lhe sobre as sete tendências de moda para o verão 2023. Com estas dicas poderá escolher melhor as peças que poderá usar para arrasar no próximo Verão!

terça-feira, abril 11, 2023

Paisagens Naturais de Seia

Seia é uma cidade portuguesa do distrito da Guarda, situada na província da Beira Alta, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região da Serra da Estrela, com cerca de 5 300 habitantes.

É a segunda maior cidade do distrito da Guarda, pertence à Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e fica próximo das cidades da Guarda e Viseu.

O município de Seia é, juntamente com os da Covilhã e de Manteigas, um dos municípios que partilham a Torre (Serra da Estrela), o ponto mais elevado de Portugal Continental.

Seia é a porta de entrada para a mais imponente montanha portuguesa, um local privilegiado de encontro com a natureza no seu estado mais puro.

Conheça agora as belíssimas paisagens naturais de Seia e não só, vendo o vídeo abaixo.

Não perca a oportunidade. 

Ora veja!

segunda-feira, abril 10, 2023

A Segunda-feira de Páscoa

A segunda-feira de Páscoa é o dia imediato ao Domingo de Páscoa. Este dia é considerado feriado em numerosos países do mundo e também em algumas localidades do nosso país. 

De acordo com o calendário litúrgico cristão ocidental, a Segunda-feira de Páscoa é o segundo dia do Tempo Pascal. De acordo com o rito bizantino, é considerada como o segundo dia da Semana Brilhante.

Nas Igrejas orientais e na Igreja Ortodoxa, este dia é conhecido como "Segunda-feira do Brilho" ou "Segunda-feira da Renovação"

Nalguns locais do nosso país realizam-se pic-nics pascais na segunda feira após o Domingo de Páscoa ou na segunda feira de Pascoela uma semana a seguir ao Domingo de Páscoa. É o caso do Dia do Vale ou o Dia das Sestas ou ainda do Dia do Anjo, a Segunda-feira do Anjo, o Anjo ou Festa da Hera.

Uma tradição linda, embora em vias de extinção, pelo seu conteúdo, pela sua liberdade, pela celebração da Vida!

domingo, abril 09, 2023

A Páscoa Cristã e a Pessach Judaica

Hoje é domingo de Páscoa ou Domingo da Ressurreição, para os cristãos. Contudo, judeus e cristãos comemorarão - cada um à sua maneira - a solenidade da Páscoa. 

Enquanto a comemoração judaica relembra a passagem do anjo da morte durante a décima praga que possibilitou a libertação dos judeus da escravidão, a Páscoa cristã relembra o sacrifício de Cristo e a sua ressurreição, isto é, a sua passagem da morte para a vida.

Os judeus referem-se a esta festa pelo seu nome original: Pessach. Pessach, de origem hebraica, quer dizer "passagem" e deu origem, entre outras, às palavras "Páscoa" em português, "Pascua" em espanhol, "Pasqua" em italiano, e "Pâques" em francês.

De acordo com o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil, Pessach "É a festa que comemora a passagem do povo israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida, através da travessia do Mar Vermelho".

A Páscoa cristã também está associada à ideia de "passagem": no caso, da morte para a vida. A solenidade que celebra a Ressurreição de Jesus é a mais importante do cristianismo. Mais até do que o Natal, que festeja a encarnação divina através do nascimento de Cristo.

De acordo com o que afirma o teólogo Isidoro Mazzarolo, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), citando a Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15, 17. "A vitória de Jesus sobre a morte é o que confere sentido ao cristianismo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé!"

Enquanto a Páscoa está centrada na figura de Jesus, a Pessach evoca a memória de Moisés. Foi ele que, segundo o Livro do Êxodo, recebeu de Deus a missão de libertar os israelitas da opressão do faraó e, pelos próximos 40 anos, guiá-los até a Terra Prometida.
A Páscoa é uma solenidade tão importante que não basta um dia para a celebrar. Por essa razão, judeus e cristãos levam vários dias para festejar, respectivamente, a passagem do cativeiro à liberdade e da morte para a vida.
Os cristãos marcam a Semana Santa com missas especiais e procissões. Na sexta - feira santa, é o dia em que muitos fiéis evitam comer carne em respeito à morte de Cristo. No domingo, muitas famílias em Portugal celebram a tradição comendo cabrito, borrego ou leitão assados e doces específicos desta época (Pão-de-ló, folares, etc.). As amêndoas, os coelhos e os ovos de Páscoa tornaram-se, com o passar do tempo, também um dos símbolos desta data.
Já os judeus não podem comer nada feito à base de farinha. Uma iguaria que não pode faltar à mesa é o pão ázimo, feito só de trigo e água, sem fermento. Conhecida como matzá, simboliza a pressa do povo hebreu ao fugir da escravidão no Egito.

"Durante a Pessach, comemos ervas amargas para lembrar a amargura da escravidão, mas também bebemos vinho para recordar a doçura da liberdade. Não somos nem escravos nem livres. Ainda estamos no caminho", diz o rabino Michel Schlesinger.

sábado, abril 08, 2023

Hallelujah

Hoje Sábado de Aleluia não deixe de ouvir a banda Pentatonix em  Hallelujah.  

O Sábado de Aleluia é o dia que antecede a data da Páscoa. Neste dia realiza-se a Vigília Pascal, onde os fiéis dedicam o seu dia e principalmente a madrugada a realizar orações em nome de Jesus, aguardando a chegada da sua ressurreição.


Pentatonix é um grupo americano a cappella originalmente composto por cinco vocalistas: Scott Hoying, Kirstin "Kirstie" Maldonado, Mitchell "Mitch" Grassi, Avriel "Avi" Kaplan (vocalista baixo) e Kevin "KO" Olusola, formado na cidade de Arlington, Texas. O grupo venceu a terceira temporada do programa The Sing-Off, da rede de televisão norte-americana NBC em 2011, cantando um arranjo a cappella da canção "Eye of the Tiger". 

Que vozes! Que maravilha!

Não perca esta oportunidade. 

Ora veja.

sexta-feira, abril 07, 2023

A Amenta das Almas

Loriga e o seu Vale Glaciar

A Amenta das Almas, na Quaresma, em Loriga (Seia), é uma tradição religiosa com mais de 300 anos, que se vem mantendo de geração em geração. 

Loriga é uma vila situada na parte sudoeste da Serra da Estrela que se encontra a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de Lisboa.

Por meio de badaladas no sino da torre da Igreja anuncia-se a cerimónia. Os "Penitentes" começam por se reunir no adro da Igreja. Em plena noite, nas primeiras horas do dia, um grupo de homens distribui-se por vários pontos (altos) das ruas da Vila e entoam cânticos relativos aos martírios de Cristo. Estes homens como que travam um "duelo" de cantos, onde evocam e louvam a paixão e morte de Jesus e a salvação da Almas. Depois, voltam a reunir-se e, todos juntos, fazem uma arruada percorrendo as ruas da vila e parando para efetuarem novos cânticos que, na Sexta-Feira Santa, são alusivos à Mãe Dolorosa. No silêncio da noite os cânticos ecoam pela Vila, acordando os crentes que começam a rezar.

Os Cânticos que fazem parte da "Ementa das Almas" (Encomendação das Almas, na sua designação mais corrente) existem em Loriga, pelo menos desde o Séc. VIII, de acordo com algumas fontes. 

Bendita e louvada seja,
A paixão do Redentor,
Para nos livrar das culpas
Morreu em nosso favor

Acorda, pecador, acorda,
Do sono em que está “dormente”,
Lembra-te das benditas almas,
Que estão no fogo ardente.

Estas quadras cantadas com música elegíaca, arrastada, dolorosa, ecoam pelas ruas, despertando os que já dormem, para orarem pelas almas dos seus mortos queridos, cobrindo a vila de saudades.

Assista em baixo a dois vídeos sobre a Amenta das Almas, em Loriga (Seia)

E agora o segundo vídeo.

quinta-feira, abril 06, 2023

A Páscoa em Portugal

 Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho lhe fala

Com este vídeo pode-se aprender a história da Páscoa e como esta é celebrada em Portugal.

quarta-feira, abril 05, 2023

Corgas (Seia)

Corgas é uma lindíssima aldeia pertencente ao concelho de Seia (distrito da Guarda), na região centro do país, na Serra da Estrela, banhada pelo ribeiro das Corgas, o que lhe dá uma beleza extraordinária.
O termo corgas significa caminho estreito; sulco;
canal aberto pelas águas; regueiro; rego por onde corre bastante água. = Corgo, Córrego.

A paisagem natural e a rural das Corgas é o seu maior património.
Nesta aldeia serrana (berço dos meus ancestrais - avó e bisavós) tudo chama a atenção: o casario (sobretudo o núcleo mais antigo); as pessoas; as vertentes cobertas de vegetação, os afloramentos rochosos, as histórias e as tradições que ainda hoje permanecem. 
Se quiser conhecer a história do "Bispo das Corgas" ou então a dos Três Irmãos, não deixe de clicar aqui.

Nesta localidade realizam-se, anualmente, as festas de Nossa Senhora da Piedade (12 de Agosto), as de Nossa Senhora da Espectação (16 de  Dezembro) e as do Sagrado Coração de Jesus. Aqui ainda se joga ao chinquilho e à malha. Mas, uma das celebrações mais importantes é  a "Amenta das almas".

A "Amenta das Almas" é uma tradição muito antiga das Corgas e de algumas outras aldeias de Seia, nomeadamente de Loriga.

Esta tradição está relacionada com a Quaresma, com a morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e ainda é o tempo de se recordar quem partiu. A amenta, ementa ou encomendação das almas, era (é), uma das tradições mais respeitadas e acarinhadas pelo povo, que canta(va) as almas dos seus entes queridos, sujeitas às penas do purgatório e que necessitavam das preces dos vivos para alcançarem a vida eterna. O grupo da ementa das almas vai para a rua cantar e rezar-lhe, no sentido de que quem o ouça, dentro de casa, se junte nas preces pela salvação de parentes e amigos falecidos.

Se quiser ficar a conhecer melhor esta aldeia, não deixe de ver o vídeo que se segue. 

Não perca esta oportunidade. 

Ora veja.

terça-feira, abril 04, 2023

Folar Tradicional de Páscoa


Com votos de uma Feliz Páscoa aqui lhe deixo, para variar, em vez de um folar doce mais tradicional, um folar salgado (de carnes). 
 
No vídeo abaixo veja a confeção do tradicional folar de carne da localidade de Valoura (Vila do Conde).
Vale a pena experimentar fazer em casa!

domingo, abril 02, 2023

Amêndoas de Sobremesa ou Enxovalhadas

Como estamos quase a chegar à Páscoa aqui lhe deixo uma receita que encontrei no site Portugal, Roteiro Gastronómico: Amêndoas de Sobremesa ou Enxovalhadas e ainda outra que pode ver aqui.

Ingredientes:

1 chávena de amêndoas
1 chávena de açúcar
1 chávena de água
1 pitada de canela (facultativo)

Preparação:

Sem se pelarem, esfregam-se as amêndoas num pano. 

Num tacho, de preferência de cobre, deitam-se as amêndoas, o açúcar e a água e deixa-se repousar uns quinze minutos para amolecer o açúcar. 

Depois, leva-se o tacho a lume muito forte para levantar fervura rapidamente. Reduz-se imediatamente o calor para o mínimo, agitando o tacho de vez em quando, até o açúcar fazer ponto de areia, isto é, até que o açúcar solidifique e se agarre às amêndoas e às paredes do tacho. Nesta altura, volta a intensificar-se o calor e, mexendo vigorosamente com uma colher de pau forte, separam-se as amêndoas, tanto quanto possível, deixando-as caramelizar muito ligeiramente. Deitam-se as amêndoas imediatamente sobre a pedra da mesa, untada com óleo de amêndoas doces ou outro de sabor neutro. Depois de frias, separam-se. Guardam-se em caixas de folha para evitar que amoleçam.

Nota: Para que as amêndoas se conservem macias, é fundamental que o caramelo final seja na realidade muito ligeiro.

sábado, abril 01, 2023

O Dia das Mentiras em Portugal

Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho lhe fala sobre 

O Dia das Mentiras (em Portugal). Aqui poderá ficar a conhecer a história do Dia das Mentiras e de como este dia é celebrado em Portugal.

sexta-feira, março 31, 2023

Blues In The Night

Lembrando José Duarte que nos deixou ontem, e todos os apreciadores de Jazz, proponho-lhe que ouça a canção Blues in the Night, na voz do fantástico Louis Armstrong.

My mama done tol' me
When I was in pigtails
My mama done tol' me
A man's gonna sweet-talk and give you the big eyes
But when the sweet-talking's done
A man is a two-face, a worrisome thing
Who'll leave you to sing the blues in the night

Now the rain's a-fallin'
Hear the train a-callin, "whoo-ee!"
My mama done tol' me
Hear that lonesome whistle blowin' 'cross the trestle, "whoo-ee!"
My mama done tol' me
A-whooee-ah-whooee ol' clickety-clack's
A-echoin' back the blues in the night

The evenin' breeze'll start the trees to cryin'
And the moon'll hide it's light
When you get the blues in the night
Take my word, the mockingbird'll sing the saddest kind of song
He knows things are wrong, and he's right

From Natchez to mobile
From Memphis to St. Joe
Wherever the four winds blow
I been in some big towns
And heard me some big talk
But there is one thing I know
A man's a two-face, a worrisome thing
Who'll leave you to sing the blues in the night

The evenin' breeze'll start the trees to cryin'
And the moon'll hide it's light
When you get the blues in the night
Take my word, the mockingbird'll sing the saddest kind of song
He knows things are wrong, and he's right

From Natchez to mobile
From Memphis to St. Joe
Wherever the four winds blow
I been in some big towns
And heard me some big talk
But there is one thing I know
A man's a two-face, a worrisome thing
Who'll leave ya to sing the blues in the night
Yes, the lonely, lonely blues in the night

quinta-feira, março 30, 2023

Egito: A Terra dos Faraós

O Egito ou República Árabe do Egito, é um país localizado entre o nordeste da África e o sudoeste da Ásia, através da Península do Sinai. É um país mediterrâneo limitado pela Faixa de Gaza e Israel a nordeste, o Golfo de Ácaba e o Mar Vermelho a leste, o Sudão ao sul e a Líbia a oeste. Embora não tenha nenhuma fronteira terrestre, fica próximo dos seguintes países: a Jordânia, a Arábia Saudita, a Grécia, a Turquia e Chipre.

O Egito é o país mais populoso do Médio Oriente, o terceiro mais populoso do continente africano e o 14.º mais populoso do mundo, com cerca de 98 milhões e 800 mil habitantes (2019).

O país tem uma das mais longas histórias entre qualquer outra nação, traçando-se a sua herança até o VI ou IV milénio a.C. Considerado um berço da civilização, o Egito Antigo viu alguns dos primeiros desenvolvimentos da escrita, agricultura, urbanização, religião organizada e governo central.

O Egito Visto do espaço

A longa e rica herança cultural do Egito é parte integrante da sua identidade nacional, que muitas vezes assimilou várias influências estrangeiras, como gregos, persas, romano, árabes, otomanos e núbios. O Egito foi um dos primeiros e importantes centros do cristianismo, mas foi amplamente islamizado no século VII e continua a ser um país predominantemente muçulmano, embora com uma significativa minoria cristã.

O Egito foi berço de uma das civilizações antigas mais desenvolvidas do planeta. O país guarda monumentos históricos importantes desse período, como as famosas pirâmides.

Os egípcios antigos foram uma das primeiras grandes civilizações a codificar elementos de design na arte. Se quiser ficar a conhecer alguns exemplos da arquitetura e da escultura egípcia antiga, não deixe de ver a apresentação que se segue.

Não perca esta oportunidade. 

Ora veja.