quarta-feira, maio 29, 2019

Falando de Amor

Oiça Chico Buarque (Prémio Camões 2019) e Carminho em  "Falando de Amor", e veja o vídeoclipe oficial desta faixa, do álbum de  Carminho,"Carminho Canta Tom Jobim".

Se eu pudesse por um dia
Esse amor essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais, meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro-canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu, o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Esse choro falando de amor
Quando passas tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
Eu esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro-canção
Lá no fundo do meu coração
Antonio Carlos Jobim

terça-feira, maio 28, 2019

Órfãos do 27 de Maio querem Resgatar a Memória

Eles são os órfãos do 27 de Maio de 1977. Puseram a circular nas redes sociais um vídeo onde falam das suas histórias. Chega a ser lancinante.

Quando se assinalam 42 anos sobre o desaparecimento dos seus pais, alguns dos órfãos contam quem são, quem foram os seus progenitores e como eles desapareceram para sempre.

Na sua página do Facebook, Rui Tukayana, órfão do 27 de Maio de 1977, explicou o que eles pretendem:
  • Queremos as certidões de óbito que 42 anos depois ainda não temos.
  • Queremos um memorial aos milhares de vítimas. 
  • Queremos limpar-lhes a imagem pública. 
  • Queremos saber para que valas comuns foram atirados os nossos pais. 
  • Queremos testes de ADN. Já passaram 42 anos, queremos funerais. 
  • Queremos Dignidade.
Vale a pena segui-los na Página : 27 de Maio de 1977 em Angola

segunda-feira, maio 27, 2019

Catarse

"ADELINO ANTÓNIO RIBEIRO DOS SANTOS (BETINHO), natural de Malange, esteve preso nos anos 70 pelo Regime Colonial, na cadeia de São Nicolau, Moçâmedes até Maio de 1974.
Durante o cativeiro, na cadeia de São Nicolau, escreveu vários poemas, sob o pseudónimo de “Kolokota”, mais tarde publicados no livro intitulado Poemas dos Campos de Morte, em Fevereiro de 1976.
Ainda em vida, estudou Economia na Universidade Agostinho Neto, foi funcionário do Banco Totta Angola, Dirigente Político e Responsável para a Comunicação da JMPLA – Juventude do Movimento Popular de Libertação de Angola.
Foi co-autor e director do programa emitido nos primórdios da independência pela Rádio Nacional de Angola, o na altura famoso Kudibangela.
Na sequência dos acontecimentos do 27 de Maio de 1977, caracterizados por uma situação insurreccional, foi preso pela Polícia Política (DISA) acusado de envolvimento, tendo sido decretada a sua morte, oficialmente, a 25 de Junho de 1977, por fuzilamento".
Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras - 7 a 17 de Dezembro de 2018 | Nº 175 | Ano VI • Director: José Luís Mendonça 

CATARSE
Entendi o recado solidário
Moldado nas angústias da opressão
Vividas ante o monstro réptil
Sirgando as nossas fraquezas
Aos rumos amargos da servidão
CATARSE
Mutilado
Chagado no mais dentro profundo
Vi-te partir
Da pátria molhada em prantos
Lamaçal de sangue
De cujo brilho o suor acentua
Vi-te no exílio
Enterrando desgraças de cá
Ali na irmã nação do Congo
Em que os braços armamos
Para o regresso à terra
No combate pela liberdade
ADELINO ANTÓNIO RIBEIRO DOS SANTOS (BETINHO) ou KOLOKOTA - São Nicolau, Setembro/73

sexta-feira, maio 24, 2019

E foi assim que me fiz árvore!

A princípio era só céu!
E foi por isso que não deu
E zanguei-me com o céu!

Depois passei a ser só terra!
E foi por isso que não deu
E zanguei-me com a terra!

Finalmente, a pouco e pouco,
céu e terra deram-se as mãos fraternas.

E foi assim que me fiz árvore
a crescer dentro de mim…
Eduardo Aleixo

quinta-feira, maio 23, 2019

The Shape




The Shape (2019) é uma curta metragem do realizador belga Jaco Van Dormael (cineasta, dramaturgo e roteirista belga) com o objetivo de promover a liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação social.
The Shape centra-se na liberdade de expressão, tanto dos meios de comunicação como dos cidadãos, tal como consagrado no artigo 11º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.
Ora veja! Vale bem a pena.

segunda-feira, maio 20, 2019

O Dia Mundial da Metrologia

O Dia Mundial da Metrologia é celebrado a 20 de maio.
Foi a 20 de maio de 1875 que 17 países (incluindo Portugal) assinaram a Convenção do Metro em Paris, estipulando as bases de medição no mundo com o Sistema Internacional de unidades (SI).
Este dia mundial é organizado anualmente pelo BIPM (Bureau Internacional de Pesos e Medidas) em parceria com a OIML (Organização Internacional de Metrologia Legal). A sua celebração decorre em mais de 80 países. Neste dia realizam-se atividades por todo o mundo subordinados a um tema anual.
Do programa do Dia Mundial da Metrologia fazem parte colóquios, workshops e visitas gratuitas ao Laboratório Nacional de Metrologia e ao Museu de Metrologia do IPQ.

Sabia que:
A metrologia permite medir a qualidade do ar e a pureza da água?
A metrologia possibilita medir os consumos domésticos de água, gás, eletricidade e combustíveis?
A metrologia garante a diminuição de custos médicos no diagnóstico e tratamento de doenças?

domingo, maio 19, 2019

Quem me Dera

Oiça a cantora portuguesa Mariza em “Quem me Dera”.
A letra e a música são do cantor angolano Matias Damásio.

Vale a pena passear o poema. E depois saborear a interpretação de Mariza:

Que mais tem de acontecer no mundo
Para inverter o teu coração pra mim
Que quantidade de lágrimas devo deixar cair
Que Flor tem que nascer
para ganhar o teu amor

Por esse amor meu Deus
Eu faço tudo
Declamo os poemas mais lindos do universo
A ver se te convenço
Que a minha alma nasceu para ti

Será preciso um milagre
Para que o meu coração se alegre
Juro não vou desistir
Faça chuva faça sol
Porque eu preciso de ti para seguir


Quem me dera
Abraçar-te no outono verão e primavera
Quiçá viver além uma quimera
Herdar a sorte e ganhar teu coração

Será preciso uma tempestade
Para perceberes que o meu amor é de verdade
Te procuro nos outdoors da cidade, nas luzes dos faróis
Nos meros mortais como nós
O meu amor é puro é tão grande e resistente como embondeiro
Por ti eu vou onde nunca iria
Por ti eu sou o que nunca seria

Eu preciso de um milagre
Para que o meu coração se alegre
Juro não vou desistir
Faça chuva faça sol
Porque eu preciso de ti para viver

Quem me dera
Abraçar-te no outono verão e primavera
Quiçá viver além uma quimera
Herdar a sorte e ganhar teu coração

sexta-feira, maio 17, 2019

Dizem os chineses:





Árvore plantada com amor ninguém derruba. Uma verdadeira amizade, também.
Quem planta árvores cria raízes. Quem cultiva amizades também.
Provérbio chinês

quarta-feira, maio 15, 2019

10 Ilhas Abandonadas


Conheça 10 ilhas abandonadas absolutamente surpreendentes.
Nestas ilhas havia bases militares, hospitais, prisões e cidades que foram abandonadas por causa de acidentes, terramotos ou erupções vulcânicas, entre outras causas.
Apesar da tradução e da apresentação em português não ser a melhor, vale a pena ver o vídeo abaixo e conhecer esta realidade.


terça-feira, maio 14, 2019

O Bairro Alto

Em Lisboa, de acordo com um estudo da UNL, podemos encontrar mais de 100 lugares que se designam por Bairro. No caso do Bairro Alto, basta dizer: vamos até ao Bairro, que toda a gente já sabe do que se está a falar.
Vamos então até ao Bairro, pelas mãos de um grupo de alunas do 11 E.
Venha então daí.

segunda-feira, maio 13, 2019

Jura

Pelas rugas da fronte que medita...
Pelo olhar que interroga — e não vê nada...
Pela miséria e pela mão gelada
Que apaga a estrela que nossa alma fita...

Pelo estertor da chama que crepita
No último arranco duma luz minguada...
Pelo grito feroz da abandonada
Que um momento de amante fez maldita...

Por quanto há de fatal, por quanto há misto
De sombra e de pavor sob uma lousa...
Oh pomba meiga, pomba da esperança!

Eu te juro, menina, tenho visto
Coisas terríveis — mas jamais vi coisa
Mais feroz do que um riso de criança!
Antero de Quental

sábado, maio 11, 2019

Museu do Dinheiro: Visita Guiada



Assista a mais um episódio do programa televisivo Visita Guiada, desta feita ao Museu do Dinheiro, em Lisboa.

O Museu do Dinheiro, é, até agora, o melhor dos museus congéneres na Europa. A sua aliciante narrativa começa com um lingote de ouro que o público pode tocar (e tentar levantar) e segue com peças da colecção do Banco de Portugal (dono do museu) e com interacções multimédia. Como nasceu o dinheiro, como evoluiu, quem o fabrica, como - eis algumas das questões a que este museu responde. Tão ou mais relevante que o museu é o edifício onde está instalado: a antiga Igreja de São Julião, na Baixa Pombalina, foi maravilhosamente restaurada por uma notável dupla de arquitectos portugueses. Gonçalo Byrne, um dos arquitectos autores da requalificação da Igreja de São Julião, e Sara Brighenti, a directora do Museu do Dinheiro são os guias desta Visita.

quinta-feira, maio 09, 2019

Sei de um Ninho

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…
Miguel Torga

O Bairro da Ameixoeira


Um bairro é uma unidade territorial de vida coletiva.
As identidades dos bairros não são imutáveis, como pode ver clicando aqui ou vendo a apresentação em baixo, sobre o Bairro da Ameixoeira, que resultou do trabalho de projeto de alguns alunos do 11º  E.

quarta-feira, maio 08, 2019

Bilhete De Identidade

Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda

Brinquei de pé descalço
Em poças de águas castanhas
Tive lagartas da caça
Não escapei às matacanhas

Comi manga sape-sape
Fruta-pinha tamarindo
Mamão a gente roubava
No quintal do velho Zindo

Pirolito que pega nos dentes
Baleizão, paracuca
E carrinhos de rolamentos
Numa corrida maluca

Tinha o Gelo, tinha a Biker
Miramar e Colonial
O Ferrovia, o Marítimo
Chás dançantes no Tropical

O N'Gola era só ritmo
O Liceu uma lenda
Kimuezo e Teta Lando
E os Ases do Prenda

Havia velhas que fumavam
E velhos com ar de sábio
Enquanto novas músicas
Se insinuavam na rádio

«E a cidade é linda
É de bem querer
A minha cidade é linda
Hei-de amá-la até morrer»



Quem não estudou no Salvador?
Quem não se lembra do Videira?
E das garinas de bata branca
Nossas colegas de carteira?

Depois havia o Kinaxixe
Futebol era nos Coqueiros
Havia praias, um mar quente
Savanas imensas, imbondeiros

E havia o som do vento
O cheiro da terra molhada
As chuvas arrasadoras
O fogo das queimadas

E havia todos os loucos
Do progresso e da guerra
A Joana Maluca, o Gasparito
A desgraça daquela terra

Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda
Nicolau Santos

terça-feira, maio 07, 2019

Avé Maria

Na sua visita ao Instituto Moammed VI, em Rabat, em março de 2019, no âmbito da viagem apostólica a Marrocos, o Papa Francisco foi presenteado com um momento musical inter-religioso. Três solistas interpretaram um arranjo musical feito a partir da soleníssima "Avé Maria" de Caccini, ao som da Orquestra Filarmónica Marroquina, misturada com orações do judaísmo e do islamismo.
Assim, neste concerto, um muçulmano canta uma oração em árabe, uma mulher judaica canta uma oração em hebraico e uma oração católica é cantada - a Avé Maria de Caccini .
No final do concerto, as três orações são cantadas em uníssono.
Uma lição de convivência entre cristãos, judeus e muçulmanos.
Aproveite esta jóia da paz e assista aos vídeos abaixo.
E agora o outro vídeo legendado em portugues.

segunda-feira, maio 06, 2019

1- Alertas Tecnológicos



1. O cerco da tecnologia - as chamadas, as mensagens recebidas, as notificações e os e-mails tornam-se perigos que nos assediam, colocando a nossa atenção sob controle, e impedindo-nos de relaxar.








2. Carlos Catañeda disse: “Enquanto te sentes a coisa mais importante do mundo, não podes verdadeiramente apreciar o mundo ao teu redor, porque és como um cavalo com vendas: só te vês a  ti, alheio a tudo o resto”.
A Internet, e especialmente as redes sociais, geram esse efeito aterrorizante, impedindo-nos de apreciar as coisas e as pessoas ao nosso redor.




3. O confessionário das redes sociais, onde a ruptura entre o privado e o público é clara.
De acordo com Bauman: “o espaço público é onde ocorre a confissão de segredos e intimidades particulares”.
A linha divisória entre os dois mundos foi obscurecida, esvaziando o sentido público de significado e subtraindo o poder de unir as pessoas ao privado.

domingo, maio 05, 2019

Quando Eu For Pequeno

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria - "O Livro Branco da Melancolia"

sábado, maio 04, 2019

A Madrinha do Samba

Morreu a Madrinha do Samba - Beth Carvalho (1946 - 2019).
Apaixonada por música, Beth cresceu a ouvir canções de Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Sílvio Caldas, amigos do seu pai. Influenciada pela Bossa Nova, tornou-se cantora nos anos 1960.
Em 1965, gravou o primeiro compacto, “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.

Militante fiel dos movimentos sociais e causas políticas, Beth expandiu as suas fronteiras nas reuniões musicais do Cacique de Ramos.

No disco “Pé no Chão”, revelou ao país um novo grupo de compositores e músicos, além de introduzir nos seus discos instrumentos como o banjo com afinação de cavaquinho, o tantã e o repique de mão, inovações criadas pelos músicos do Fundo de Quintal. 
O Brasil inteiro aplaudiu e Beth passou a ser chamada de "madrinha do samba", lançando no estrelato grandes nomes, entre outro, como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. 
O vídeo que lhe proponho que veja em baixo - Samba na Gamboa - presta um tributo aos 40 anos do disco “Pé no Chão”.
Convidados de honra, Beth Carvalho e Fundo de Quintal contam como a geração formada no Cacique de Ramos revolucionou as rodas do país.   
No repertório, super sucessos do samba, como “Água de chuva no mar”, “Ô Isaura”, “Chinelo novo”, “O show tem que continuar”, “Água na boca”, “Coisinha do pai”, “Vou festejar”, “Goiabada cascão” e “Agoniza mas não morre”.
Além de revelar ao país a musicalidade do grupo Fundo de Quintal e da geração do Cacique, o disco ainda ficou famoso por marcar um encontro de gerações. Beth recolheu composições de um grupo de génios lendários da MPB, como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulo da Portela, unindo o clássico às maiores inovações das rodas de samba.

sexta-feira, maio 03, 2019

O Bairro do Lumiar

O Bairro do Lumiar foi o objeto de pesquisa de alguns alunos do 11º E, no âmbito da disciplina de Geografia. Aqui lhe deixo o resultado deste trabalho de projeto. Não deixe de assistir à apresentação e entrevista que se seguem.
Não deixe de ver. Vale bem a pena.
 Assista agora a uma entrevista concedida a estes alunos pelo Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar e deputado do Partido Socialista, Pedro Delgado Alves.

quinta-feira, maio 02, 2019

O Silêncio dos Outros

O Silêncio dos Outros é um documentário espanhol, de 2019, realizado por Almudena Carracedo e Robert Bahar.

O documentário é sobre a luta épica das vítimas dos 40 anos da ditadura de Franco, em Espanha, que continuam hoje a procurar justiça. Filmado ao longo de 6 anos, o filme acompanha várias vítimas e sobreviventes, enquanto organizam o "Processo Argentino" e enfrentam uma amnésia imposta pelo Estado perante crimes contra a Humanidade num país, que após quatro décadas de democracia, continua dividido.

Sinopse
Em 1977 o parlamento espanhol aprovou uma Lei de Amnistia que garantia a liberdade de todos os presos políticos e a proibição do julgamento de qualquer ato criminoso ocorrido durante a ditadura de Francisco Franco no país.
O Franquismo assombrou a Espanha durante 38 anos deixando um imenso número de vítimas e parentes sem respostas.
Os cineastas Almudena Carracedo e Robert Bahar foram atrás desses sobreviventes e, durante um período de 6 anos, entrevistaram pessoas como José Galantes, que hoje em dia vive muito próximo de seu torturador, e Maria Martín, que até hoje não conseguiu ter acesso aos restos mortais do seu pai, morto durante o regime.

Para Sempre

Para Sempre é um livro do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996).
Para Sempre é um livro recomendado para a Formação de Adultos, pelo Plano Nacional de Leitura, como sugestão de leitura.
Este romance semiautobiográfico transpõe para a narrativa, como grande parte da obra do autor, o pensamento filosófico e a sensação de inquietude do indivíduo.
Para Sempre é uma obra onde a morte está presente do início ao fim, mas que surge ao leitor como a única solução para o fim do sofrimento. Nas páginas deste livro acompanhamos a dor do protagonista e partilhamos a sua mágoa, como se fossemos nós a senti-la.
A forma como Vergílio Ferreira explora a língua portuguesa para transmitir emoções é de uma mestria digna de destaque.

As Primeiras Frases
“Para sempre. Aqui estou. É uma tarde de Verão, está quente. Tarde de Agosto. Olha-a em volta, na sufocação do calor, na posse final do meu destino.”

Sobre o Autor
“Ele escreve como falava, com o mesmo sarcasmo, a mesma capacidade de, com duas ou três palavras, fazer o retrato de uma pessoa e esmagá-la.” - Eduardo Lourenço

Sinopse 
Em Para Sempre, «no final de uma vida, entrando no seu epílogo, um homem já sem destino para cumprir medita sobre o seu passado e o seu futuro, no regresso a uma casa vazia onde passou parte da sua infância, povoada de fantasmas que evocam os momentos-chave da sua existência. Recheado de flashbacks para o passado e para o futuro (!), a antevisão, real e com todos os detalhes, da degradação da sua velhice e do seu funeral urge em Paulo a derradeira tentativa de procura da explicação de um sentido para a vida». 

«Contínua e cada vez mais solitária viagem em volta do único ponto do seu universo: o da sua infância como monólogo inacabado e inacabável em torno do milagre ardente e pavoroso da sua própria aparição no meio do mundo - montanha, estrelas, água, vento que é uma resposta antes de ser desesperada e inútil interrogação.» (Eduardo Lourenço)

terça-feira, abril 30, 2019

Maio Maduro Maio

Oiça Emmy Curl - ou Catarina Miranda - em mais uma versão de Maio Maduro Maio - de José Afonso.

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o sol já no sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre no mês do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El rei-pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu
Compositores: José Afonso

O Aeroporto Internacional de Denver

O Aeroporto Internacional de Denver está localizado na cidade de Denver, capital do estado do Colorado, nos Estados Unidos. É o quinto aeroporto mais movimentado da América do Norte, o décimo mais movimentado do mundo, com mais de 1400 voos por dia e servindo mais de 130 destinos ao redor do mundo.
A construção do aeroporto foi concluída em março de 1994, mas devido a problemas no sistema automatizado de bagagens o aeroporto só foi inaugurado em fevereiro de 1995.
O Aeroporto de Denver é um lugar incomum em vários aspectos, já que atrai não só pela sua arquitetura e aparência, mas também pelas lendas que tem suscitado. Durante a construção, uma enorme quantidade de terra foi extraída (a mesma quantidade que foi removida para criar o Canal do Panamá). Muitos sugerem que, sob o aeroporto, há enormes espaços não utilizados e as pessoas já criaram até algumas teorias da conspiração.
Muitos teóricos da conspiração citam o aeroporto internacional de Denver como um lugar com inúmeras referências à nova ordem mundial, e que a suposta cápsula do tempo aí existente possa ser uma data para algum evento que irá de vez implantar a nova ordem.
Como o aeroporto está a passar por uma grande reforma, a administração do local resolveu brincar com isso e os pósteres que anunciam as reformas abusaram de símbolos misteriosos, ilustrações de E.Ts e trocadilhos com as teorias mais famosas.

segunda-feira, abril 29, 2019

He Ain't Heavy He's My Brother.

"(...) Dizem que a história que inspirou esta canção foi a que se segue.
Certa noite de forte temporal, na sede de um orfanato em Washington DC, um padre ouviu bater à porta.
Ao abri-la deparou-se com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo às costas, um outro menino, mais novo.
A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois, comoveram o padre.O sacerdote mandou-os entrar e exclamou:
“Ele deve ser muito pesado !” Aquele que carregava o mais pequeno disse:
“Ele não pesa, ele é meu irmão. (He ain’t heavy, he is my brother)".
Na verdade, não eram irmãos de sangue mas de rua.
O autor da música tomou conhecimento do caso e, assim, acabou, inspiradamente, por compor (1969) a melodia.
Os dois meninos, foram adotados pela instituição ”Missão dos Órfãos”, em Washington, DC.(...)".

The road is long, with many a winding turn
That leads us to who knows where,
who knows where
But I'm strong,
strong enough to carry him
He ain't heavy
He's my brother
So on we go, his welfare is my concern
No burden is he to bare,
we'll get there
For I know he would not encumber me
He ain't heavy - he's my brother
If I'm laden at all, I'm laden with sadness
That everyone's heart isn't filled with gladness
of love for one another
It's a long, long road
from which there is no return
While we're on our way to there,
Why not share
And the load, it doesn't weigh me down at all
He ain't heavy
he's my brother
He ain't heavy
he's my brother
he's my brother
he's my brother
Compositores: B. RUSSELL / B. SCOTT
Agora veja e ouça, interpretada por The Justice Collective, a genial composição, intitulada He Ain't Heavy He's My Brother.

domingo, abril 28, 2019

A Festa da Páscoa na Igreja Ortodoxa

Todas as Igrejas Ortodoxas canónicas celebram a Páscoa, segundo o Calendário Juliano, instituído por Júlio César, no ano 46 antes de Cristo.
O calendário para a Páscoa é baseado na astronomia e, por isso mesmo, muito complexo.
Desde os primeiros anos do Cristianismo este assunto foi motivo de divergências entre o Oriente e o Ocidente e de aprofundados estudos.


A sua importância religiosa começou no ano 325 com a realização do Concílio Ecuménico realizado em Nicéia, convocado pelo Imperador Constantino Magno, quando os santos Padres da Igreja resolveram, por unanimidade, que a Páscoa seria comemorada por todos os cristãos no mesmo dia.

As resoluções daquele concílio para a celebração da Páscoa foram:

1. Páscoa deverá ser comemorada sempre num Domingo.

2. Que a Páscoa seja comemorada no Domingo que se segue a lua cheia do equinócio da primavera no Oriente, isto é, depois do dia 21 de março.

3. Assim sendo, a Páscoa cristã realizar-se-á sempre após a Páscoa judaica.




A Igreja Ortodoxa, fiel às decisões deste Concílio, continua seguindo este calendário, observando fielmente os cânones deste concílio e não aceitando reformas, nem tão pouco inovações no que diz respeito à Grande Quaresma e às festividades pascais até o dia de Pentecostes, no 50º dia após a Páscoa.
Assim sendo, este ano a Festa da Páscoa na Igreja Ortodoxa, de acordo com o calendário ortodoxo, ocorre a 28 de abril.
A tradição manda pintar e adornar ovos em família, devendo um – vermelho – ser mantido todo o ano para trazer boa sorte e saúde.