Aproximadamente 20% da superfície continental da Terra é desértica. As maiores regiões desérticas do globo situam-se na África (deserto do Saara) e na Ásia (deserto de Góbi).
Um deserto, em geografia, é uma região que recebe pouca precipitação. Muitos desertos têm uma média anual de precipitação abaixo dos 400 mm de chuva. Apesar disso, abrigam uma riqueza de vida que normalmente permanece escondida (especialmente durante o dia) para conservar a humidade. A vegetação destas regiões é constituída por gramíneas e pequenos arbustos, é rala e espaçada, ocupando apenas lugares em que a pouca água existente se pode acumular (fendas do solo ou debaixo das rochas). A fauna predominante no deserto é composta por animais roedores (ratos-cangurus), por répteis (serpentes e lagartos), e por insectos. Os animais e plantas têm marcantes adaptações à falta de água. Muitos animais saem das suas tocas só à noite, e outros podem passar a vida inteira sem beber água, extraindo-a dos alimentos que ingerem.
As paisagens desérticas têm alguns elementos em comum. O solo do deserto é principalmente composto por areia, com frequente formação de dunas. Os processos de erosão eólica (isto é, provocados pelo vento) são importantes factores na formação de paisagens desérticas. Por serem locais secos, os desertos são ideais para a preservação de artefactos humanos e fósseis.
Veja, agora, uma bela apresentação que mostras cenas de algumas regiões desérticas do mundo, incluindo de desertos salgados.
segunda-feira, julho 15, 2013
domingo, julho 14, 2013
A Voz de Um Povo
O fado está no coração da maioria dos portugueses, podendo ser cantado por qualquer pessoa em qualquer ocasião.
Veja, agora, o fado cantado num evento promocional realizado junto ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Este evento serviu para fazer a apresentação do disco do cantor Jorge Fernando, "Chamam-lhe Fado".
Os fadistas por ordem de actuação são: Liliana Martins, Nelson Lemos, Lena Valério, Ana Catarina Grilo e Maurício Cordeiro. No acompanhamento musical estão o jovem Pedro Henriques na guitarra portuguesa e o mestre José Carvalhinho na viola de fado.
Ora veja!
Veja, agora, o fado cantado num evento promocional realizado junto ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Este evento serviu para fazer a apresentação do disco do cantor Jorge Fernando, "Chamam-lhe Fado".
Os fadistas por ordem de actuação são: Liliana Martins, Nelson Lemos, Lena Valério, Ana Catarina Grilo e Maurício Cordeiro. No acompanhamento musical estão o jovem Pedro Henriques na guitarra portuguesa e o mestre José Carvalhinho na viola de fado.
Ora veja!
sábado, julho 13, 2013
Viver Sem Tempos Mortos
Ouça um trecho do poema "Viver Sem Tempos Mortos" de Simone de Beauvoir, narrado por Fernanda Montenegro. Neste pedaço de reportagem em homenagem aos seus 80 anos, cedida pela Globo News, Fernanda Montenegro recita parte deste poema.
sexta-feira, julho 12, 2013
O Legado de Mandela
"O Legado de Mandela - Quinze Lições de Vida, Amor e Coragem", é um livro de Richard Stengel.
O livro é o resultado de dezenas de horas de conversas entre Richard Stengel, editor da revista Time, e Nelson Mandela. Durante 3 anos, Richard Stengel acompanhou Mandela para todo o lado, assistiu a várias conferências do líder mundial, viajou com ele, comeu ao seu lado, ouviu-o pensar em voz alta, ajudou-o na sua biografia. Como resultado das longas conversas do autor com esta enigmática figura, da profunda amizade e conhecimento mútuo, resultou o livro "O Legado de Mandela".
Nesta obra, Stengel revela os princípios que nortearam a vida do maior líder africano de todos os tempos e que, de resto, lhe deram a notabilidade e reconhecimento mundial e relata vários momentos (em sociedade e em família) da vida de Mandela.
O livro é o resultado de dezenas de horas de conversas entre Richard Stengel, editor da revista Time, e Nelson Mandela. Durante 3 anos, Richard Stengel acompanhou Mandela para todo o lado, assistiu a várias conferências do líder mundial, viajou com ele, comeu ao seu lado, ouviu-o pensar em voz alta, ajudou-o na sua biografia. Como resultado das longas conversas do autor com esta enigmática figura, da profunda amizade e conhecimento mútuo, resultou o livro "O Legado de Mandela".
Nesta obra, Stengel revela os princípios que nortearam a vida do maior líder africano de todos os tempos e que, de resto, lhe deram a notabilidade e reconhecimento mundial e relata vários momentos (em sociedade e em família) da vida de Mandela.
quinta-feira, julho 11, 2013
O Mostrengo
Este ano celebrou-se em Maio, o centenário do nascimento de João Villaret. Para o comemorar, aqui, veja este declamador português a dizer "O Mostrengo" de Fernando Pessoa.
João Villaret (1913 — 1961) foi um actor, encenador e declamador português. Depois de frequentar o Conservatório Nacional de Teatro, começou por integrar o elenco da companhia de teatro lisboeta Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Mais tarde, fez parte da companhia teatral "Os Comediantes de Lisboa", fundada em 1944 por António Lopes Ribeiro e o seu irmão Francisco, mais conhecido por Ribeirinho. Teve uma interpretação considerada antológica na peça "Esta Noite Choveu Prata", de Pedro Bloch, em 1954, no extinto Teatro Avenida, em Lisboa.
João Villaret foi, também, actor de cinema e apresentou programas de televisão. No cinema, João Villaret trabalhou com Leitão de Barros em filmes como “Inês de Castro” (1944) e “Camões” (1946). Mas, João Villaret é recordado, sobretudo, como declamador porque dizia poesia como ninguém. Morreu aos 48 anos mas, neste quase meio século de vida, fez com que os portugueses se apaixonassem pelos poetas nacionais, sobretudo por Fernando Pessoa. Mas não só. Muita gente ouviu falar pela primeira vez de José Régio através dele, com a declamação do poema "Cântico Negro".
A experiência que adquiriu no palco e no cinema, assim como em programas radiofónicos, fez do seu programa de televisão um êxito. Aos domingos era impreterível vê-lo declamar, com graça e paixão, poemas dos maiores autores nacionais. Na televisão, teve um papel muito importante na divulgação dos grandes poetas portugueses, sobretudo Fernando Pessoa e António Botto, que eram seus amigos.
Em conjunto com Aníbal Nazaré e Nelson de Barros, deu origem à canção “Fado Falado”, onde se afirmava: “Se o fado se canta e chora, também se pode falar.” Criava-se um estilo. De mão no peito e olhar fixo na câmara, prendia as famílias ao pequeno ecrã.
João Villaret (1913 — 1961) foi um actor, encenador e declamador português. Depois de frequentar o Conservatório Nacional de Teatro, começou por integrar o elenco da companhia de teatro lisboeta Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro.
Mais tarde, fez parte da companhia teatral "Os Comediantes de Lisboa", fundada em 1944 por António Lopes Ribeiro e o seu irmão Francisco, mais conhecido por Ribeirinho. Teve uma interpretação considerada antológica na peça "Esta Noite Choveu Prata", de Pedro Bloch, em 1954, no extinto Teatro Avenida, em Lisboa.
João Villaret foi, também, actor de cinema e apresentou programas de televisão. No cinema, João Villaret trabalhou com Leitão de Barros em filmes como “Inês de Castro” (1944) e “Camões” (1946). Mas, João Villaret é recordado, sobretudo, como declamador porque dizia poesia como ninguém. Morreu aos 48 anos mas, neste quase meio século de vida, fez com que os portugueses se apaixonassem pelos poetas nacionais, sobretudo por Fernando Pessoa. Mas não só. Muita gente ouviu falar pela primeira vez de José Régio através dele, com a declamação do poema "Cântico Negro".
A experiência que adquiriu no palco e no cinema, assim como em programas radiofónicos, fez do seu programa de televisão um êxito. Aos domingos era impreterível vê-lo declamar, com graça e paixão, poemas dos maiores autores nacionais. Na televisão, teve um papel muito importante na divulgação dos grandes poetas portugueses, sobretudo Fernando Pessoa e António Botto, que eram seus amigos.
Em conjunto com Aníbal Nazaré e Nelson de Barros, deu origem à canção “Fado Falado”, onde se afirmava: “Se o fado se canta e chora, também se pode falar.” Criava-se um estilo. De mão no peito e olhar fixo na câmara, prendia as famílias ao pequeno ecrã.
quarta-feira, julho 10, 2013
Poética
Neste ano que se comemora o centenário do nascimento do poetinha, aqui fica a sua Poética:
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinícius de Moraes
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Vinícius de Moraes
terça-feira, julho 09, 2013
Gardénia Branca
Proponho-lhe que oiça, mais uma vez, uma das grandes vozes do Brasil em "Gardénia Branca". Filipe Catto é uma das vozes mais recentes da música brasileira. Não perca!
Gardênia branca no cabelo dela
Gardênia branca no cabelo, assim
Dizem que é mulher da vida
Mas vale mais que ouro para mim
Mulher que é boa não se esconde
Faz o que pode pra se virar
Ela me recebe no seu barraco
me conta casos e me pede pra lhe amar
Gardênia branca no cabelo dela
Gardênia branca no cabelo, assim
Dizem que é mulher da vida
Mas vale mais que ouro para mim
Dessa mulher eu não reclamo
Todos os dias eu bato no portão
Ela é dengosa e sabe o jeito
De me deixar apaixonado em suas mãos
E o povo pode até falar do nosso caso
Mas eu não ligo, pois a conheço bem
Essa nega de noite quando deita na cama
Dorme tranquila, pois não teme a ninguém
Ela é mulher da vida
Mas não é puta, não
Traz a linda flor branca
Dentro do seu coração
Gardênia branca no cabelo dela
Gardênia branca no cabelo, assim
Dizem que é mulher da vida
Mas vale mais que ouro para mim
Mulher que é boa não se esconde
Faz o que pode pra se virar
Ela me recebe no seu barraco
me conta casos e me pede pra lhe amar
Gardênia branca no cabelo dela
Gardênia branca no cabelo, assim
Dizem que é mulher da vida
Mas vale mais que ouro para mim
Dessa mulher eu não reclamo
Todos os dias eu bato no portão
Ela é dengosa e sabe o jeito
De me deixar apaixonado em suas mãos
E o povo pode até falar do nosso caso
Mas eu não ligo, pois a conheço bem
Essa nega de noite quando deita na cama
Dorme tranquila, pois não teme a ninguém
Ela é mulher da vida
Mas não é puta, não
Traz a linda flor branca
Dentro do seu coração
segunda-feira, julho 08, 2013
A Jordânia
A Jordânia, oficialmente Reino Hachemita da Jordânia, é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Síria, a leste pelo Iraque, a leste e a sul pela Arábia Saudita e a oeste pelo Golfo de Aqaba (através do qual faz fronteira marítima com o Egipto), por Israel e pelo território palestiniano da Cisjordânia. A capital da Jordânia é a cidade de Amã. A Jordânia é essencialmente um grande planalto. A parte ocidental é a mais acidentada, não só devido às cadeias montanhosas, mas também à descida abrupta até à depressão que liga o mar Vermelho ao mar Morto e ao rio Jordão.
Todo o país é desértico ou semi-desértico, sendo a zona menos árida também aquela onde se aglomera a maior parte da população: a região noroeste, separada da Cisjordânia pelo Jordão. As maiores cidades são Amã e Irbid.
A história desta região remonta há muitos anos, tendo sido dominada por diferentes tipos de povos. A partir do século VII a.C., a presença mais expressiva é a dos nabateus, um povo nómada que constrói uma próspera civilização na área, assumindo o controle das importantes rotas de caravanas localizadas na região. Mais tarde por esta região passaram invasores e colonos como por exemplo: egípcios, israelitas, assírios, babilónios, persas, gregos, romanos, árabes muçulmanos, cruzados cristãos, turcos otomanos e, finalmente, os britânicos.
No fim da Primeira Guerra Mundial, o território que agora compreende Israel, a Jordânia, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém foi concedido ao Reino Unido como o Mandato Britânico da Palestina. Em 1922, a Grã-Bretanha dividiu o controle da região estabelecendo o semiautónomo Emirado da Transjordânia, regido pelo príncipe hachemita Abdullah, enquanto continuou a administração do resto da Palestina sob um alto comissariado britânico. O domínio sob a Transjordânia acabou oficialmente em Maio de 1946. Nesse mesmo mês, o país tornou-se independente assumindo a designação de Reino Hachemita da Transjordânia. O tratado especial de defesa com o Reino Unido acabou em 1957.
A Jordânia é um país pequeno com recursos naturais bastante limitados. A sua economia depende da exploração de fosfatos, carbonato de potássio, do turismo, da comercialização de fertilizante e de outros serviços. Tem apostado, também, no gás natural para suprir internamente pelo menos parte de suas necessidades de energia.A maior parte da população jordana é de origem árabe. As principais minorias étnicas correspondem à dos arménios e a um reduzido grupo de origem caucasiana. Quase todos os habitantes são muçulmanos sunitas, embora existam pequenas comunidades xiitas e cristãs - das quais um terço pertence à Igreja Ortodoxa Grega. A elevada taxa de natalidade e a entrada de imigrantes constituem a base do alto crescimento demográfico. As condições climáticas e a disponibilidade de água são os factores que determinam a distribuição da população, concentrada, sobretudo, nas proximidades do Lago Tiberíades, do mar Morto e ao longo do rio Jordão. Aprecie agora algumas belas imagens da Jordânia, através da apresentação que se segue.
domingo, julho 07, 2013
Está de ananases...
A onda de calor que se tem feito sentir, em Portugal, fez-me lembrar o grande Eça de Queiroz. Aqui fica, pois, a sua verve, a propósito deste Verão quente!
"(...) entrei no quarto atordoado com bagas de suor na face. E debalde rebuscava desesperadamente uma outra frase sobre o calor, bem trabalhada, toda cintilante e nova. E nada... Só me acudiam sordidezes paralelas em calão teimoso:
-É de rachar, está de ananases, derrete os untos. (...)".
Eça de Queiroz - "A Correpondência de Fradique Mendes".
"(...) entrei no quarto atordoado com bagas de suor na face. E debalde rebuscava desesperadamente uma outra frase sobre o calor, bem trabalhada, toda cintilante e nova. E nada... Só me acudiam sordidezes paralelas em calão teimoso:
-É de rachar, está de ananases, derrete os untos. (...)".
Eça de Queiroz - "A Correpondência de Fradique Mendes".
sábado, julho 06, 2013
13 curiosidades acerca da cultura japonesa
Hoje vamos aprender um pouco com os Japoneses ! Eis aqui algumas das características do país do sol nascente:
1 - Sabia que as crianças japonesas limpam as escolas todos os dias, durante 15 minutos, juntamente com os professores? E que este facto levou ao surgimento de uma geração de japoneses modestos e entusiastas da limpeza?
2 - Sabia que qualquer cidadão japonês que tenha um cão, é obrigado a usar, para apanhar os dejectos do animal, sacos de pano especial ? O desejo de manter a limpeza e a higiene faz parte da cultura e ética japonesas.
3 - Sabia que um empregado (a) de limpeza no Japão é chamado "engenheiro da saúde" e pode ter salários de 5000-8000 dólares por mês? Sabia que estes técnicos estão sujeitos a provas escritas e orais!
4 - Sabia que o Japão é um país que não tem recursos naturais, que está exposto a centenas de terramotos por ano mas, ainda assim, conseguiu tornar-se a terceira maior economia do mundo?
5 - Sabia que a cidade de Hiroshima retornou à sua economia vibrante, após a queda da bomba atómica, em apenas 10 anos?
6 - Sabia que o Japão impede o uso de telemóveis em comboios, restaurantes e esplanadas?
7 - Sabia que no Japão os alunos do primeiro ao sexto ano devem aprender a ética no lidar com as pessoas?
8 - Sabia que os japoneses, ainda que sejam uma das populações mais ricas do mundo, não têm empregados domésticos? Os pais são responsáveis quer pela a casa quer pelos filhos.
9 - Sabia que no Japão não há nenhuma avaliação (exame) do primeiro ao terceiro ano, porque o objectivo da educação é incutir os conceitos e desenvolvimento do carácter, e não apenas o exame e os conteúdos?
10 - Sabia que num restaurante japonês, com o sistema buffet, as pessoas só se servem do que vão comer e comem tudo até ao fim? Nenhum alimento é desperdiçado!
11 - Sabia que os comboios de alta velocidade no Japão, apresentam no máximo, um atraso de cerca de 7 segundos por ano? Eles apreciam o valor do tempo. São hiper pontuais, à escala do minuto e do segundo.
12 - Sabia que as crianças japonesas em idade escolar, escovam os dentes e usam fio dental, após as refeições na escola, para aprenderem a manter a sua saúde oral desde cedo?
13 - Sabia que os alunos japoneses terminam as refeições em meia hora de maneira a garantirem uma boa digestão?
1 - Sabia que as crianças japonesas limpam as escolas todos os dias, durante 15 minutos, juntamente com os professores? E que este facto levou ao surgimento de uma geração de japoneses modestos e entusiastas da limpeza?
2 - Sabia que qualquer cidadão japonês que tenha um cão, é obrigado a usar, para apanhar os dejectos do animal, sacos de pano especial ? O desejo de manter a limpeza e a higiene faz parte da cultura e ética japonesas.
3 - Sabia que um empregado (a) de limpeza no Japão é chamado "engenheiro da saúde" e pode ter salários de 5000-8000 dólares por mês? Sabia que estes técnicos estão sujeitos a provas escritas e orais!
4 - Sabia que o Japão é um país que não tem recursos naturais, que está exposto a centenas de terramotos por ano mas, ainda assim, conseguiu tornar-se a terceira maior economia do mundo?5 - Sabia que a cidade de Hiroshima retornou à sua economia vibrante, após a queda da bomba atómica, em apenas 10 anos?
6 - Sabia que o Japão impede o uso de telemóveis em comboios, restaurantes e esplanadas?
7 - Sabia que no Japão os alunos do primeiro ao sexto ano devem aprender a ética no lidar com as pessoas?
8 - Sabia que os japoneses, ainda que sejam uma das populações mais ricas do mundo, não têm empregados domésticos? Os pais são responsáveis quer pela a casa quer pelos filhos.
9 - Sabia que no Japão não há nenhuma avaliação (exame) do primeiro ao terceiro ano, porque o objectivo da educação é incutir os conceitos e desenvolvimento do carácter, e não apenas o exame e os conteúdos?
10 - Sabia que num restaurante japonês, com o sistema buffet, as pessoas só se servem do que vão comer e comem tudo até ao fim? Nenhum alimento é desperdiçado!11 - Sabia que os comboios de alta velocidade no Japão, apresentam no máximo, um atraso de cerca de 7 segundos por ano? Eles apreciam o valor do tempo. São hiper pontuais, à escala do minuto e do segundo.
12 - Sabia que as crianças japonesas em idade escolar, escovam os dentes e usam fio dental, após as refeições na escola, para aprenderem a manter a sua saúde oral desde cedo?
13 - Sabia que os alunos japoneses terminam as refeições em meia hora de maneira a garantirem uma boa digestão?
sexta-feira, julho 05, 2013
Crime Passional
Oiça Filipe Catto em "Crime Passional". O músico brasileiro canta no programa Ensaio do dia 01/01/2012.
Tem samba no meu quarto a noite inteira
Especialmente quando tu te vais
Tem dança quando diz que não me chegas
Que é para distrair o que me faz sofrer aqui demais
Na madrugada tem perfume e vela
Pra atrair alguém que vem e traz
Alguma coisa que em ti me falta
Uma atenção singela pra deixar a noite em paz
Se for pra me ferir com teu silêncio
Respondo teu vazio com a paixão
Pra outros corpos que me satisfazem
Já que essa rua te acalanta muito mais que o meu colchão
Enquanto te convence para os outros
Enquanto te bajulam pelo bar
Não vê, nem por milagre, que tua casa
Pega fogo, espalha, luxuriosa, regozija...
Até que um belo dia me culpaste
Disseste que assim não pode mais
Eu ri e disse: "vai, pode cantar vitória agora
Eu fiz mesmo e faria é de novo se tivesse..." mas...
Três tiros irromperam a noite surda
Pr´um corpo de calor que se extinguiu
Me deu três beijos úmidos de lágrima
Selou meus olhos como um arrepio
Tem samba no meu quarto a noite inteira
Especialmente quando tu te vais
Tem dança quando diz que não me chegas
Que é para distrair o que me faz sofrer aqui demais
Na madrugada tem perfume e vela
Pra atrair alguém que vem e traz
Alguma coisa que em ti me falta
Uma atenção singela pra deixar a noite em paz
Se for pra me ferir com teu silêncio
Respondo teu vazio com a paixão
Pra outros corpos que me satisfazem
Já que essa rua te acalanta muito mais que o meu colchão
Enquanto te convence para os outros
Enquanto te bajulam pelo bar
Não vê, nem por milagre, que tua casa
Pega fogo, espalha, luxuriosa, regozija...
Até que um belo dia me culpaste
Disseste que assim não pode mais
Eu ri e disse: "vai, pode cantar vitória agora
Eu fiz mesmo e faria é de novo se tivesse..." mas...
Três tiros irromperam a noite surda
Pr´um corpo de calor que se extinguiu
Me deu três beijos úmidos de lágrima
Selou meus olhos como um arrepio
quinta-feira, julho 04, 2013
Recomeça...
quarta-feira, julho 03, 2013
Quanto mais estudamos a vida...
"Quanto mais estudamos a vida e a literatura, mais nos damos conta de que tudo o que é magnífico se prende com o indivíduo, e que não é o momento que faz o homem, mas o homem que cria o seu tempo."
Oscar Wilde
Oscar Wilde
terça-feira, julho 02, 2013
No Porto: Women Friendly!
Steve Clark foi à cidade do Porto para descobrir porque há tão poucas mulheres em engenharia informática. Na sua pesquisa vai até à BLIP que é uma empresa que se dedica à engenharia informática e ao software. A Blip.pt é uma empresa de Engenharia Web especialista em Aplicações Web de alta performance e desenvolve produtos de software utilizando metodologias Agile, capazes de criar um impacto positivo na vida e nos negócios dos seus clientes. É, também, uma empresa Women Friendly porque tem uma cultura empresarial verdadeiramente fantástica. A Blip proporciona tantas mordomias às mulheres, que não se percebe porque há tão poucas a seguir engenharia informática! Ora veja!
segunda-feira, julho 01, 2013
Em busca do sol...
Viganella, andou em busca do sol e trouxe - o para o vale.
Viganella é uma pequena vila na Itália, a cerca de 130 km ao norte de Milão, que depende de um espelho, porque está localizada no fundo de um vale profundo, no lado errado de uma montanha íngreme. O vale é tão profundo que as montanhas circundantes lançam uma sombra sobre toda a vila bloqueando completamente o sol durante três longos meses, durante o inverno. A partir de 11 de Novembro o sol desaparece e só reaparece a partir de 2 de Fevereiro, transformando Viganella numa pequena Sibéria.
Durante séculos, os moradores aceitaram o seu destino. Recentemente, um engenheiro e arquitecto local surgiu com uma ideia brilhante: usar um espelho para reflectir a luz solar para a vila.

Em 2005, com o apoio de Pierfranco Midali, o presidente da câmara de Viganella, 100.000 euros foram levantados e a construção do espelho começou. Em Novembro de 2006, o espelho de 40 metros quadrados, com um peso de 1,1 toneladas, foi instalado na encosta oposta da montanha, a uma altitude de 1.100 metros. Claro que um espelho com estas dimensões não permitiu iluminar toda a vila. Por isso, foi direccionado para a praça principal de Viganella, em frente à igreja. O espelho é operado por um computador que segue o caminho do sol durante todo o dia, reflectindo a luz solar para a praça da vila a meia milha de distância e, iluminando uma área de 300 m2, durante pelo menos seis horas por dia.
Depois do espelho ter sido instalado, uma mudança positiva aconteceu no humor e no comportamento dos habitantes. Pierfranco Midali, exemplifica com a missa de domingo: "no inverno, as pessoas costumavam ir para casa logo após o final da mesma. Mas quando, graças ao espelho, o sol brilhou sobre a igreja e a praça, as pessoas passaram a ficar lá fora para conversar umas com as outras".
Viganella transformou-se num acontecimento, porque tem chamado a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo, desde que o espelho foi instalado há seis anos.
Viganella é uma pequena vila na Itália, a cerca de 130 km ao norte de Milão, que depende de um espelho, porque está localizada no fundo de um vale profundo, no lado errado de uma montanha íngreme. O vale é tão profundo que as montanhas circundantes lançam uma sombra sobre toda a vila bloqueando completamente o sol durante três longos meses, durante o inverno. A partir de 11 de Novembro o sol desaparece e só reaparece a partir de 2 de Fevereiro, transformando Viganella numa pequena Sibéria.
Durante séculos, os moradores aceitaram o seu destino. Recentemente, um engenheiro e arquitecto local surgiu com uma ideia brilhante: usar um espelho para reflectir a luz solar para a vila. 
Em 2005, com o apoio de Pierfranco Midali, o presidente da câmara de Viganella, 100.000 euros foram levantados e a construção do espelho começou. Em Novembro de 2006, o espelho de 40 metros quadrados, com um peso de 1,1 toneladas, foi instalado na encosta oposta da montanha, a uma altitude de 1.100 metros. Claro que um espelho com estas dimensões não permitiu iluminar toda a vila. Por isso, foi direccionado para a praça principal de Viganella, em frente à igreja. O espelho é operado por um computador que segue o caminho do sol durante todo o dia, reflectindo a luz solar para a praça da vila a meia milha de distância e, iluminando uma área de 300 m2, durante pelo menos seis horas por dia. Depois do espelho ter sido instalado, uma mudança positiva aconteceu no humor e no comportamento dos habitantes. Pierfranco Midali, exemplifica com a missa de domingo: "no inverno, as pessoas costumavam ir para casa logo após o final da mesma. Mas quando, graças ao espelho, o sol brilhou sobre a igreja e a praça, as pessoas passaram a ficar lá fora para conversar umas com as outras".
Viganella transformou-se num acontecimento, porque tem chamado a atenção de milhões de pessoas em todo o mundo, desde que o espelho foi instalado há seis anos.
domingo, junho 30, 2013
Beleza Pura
Oiça duas grandes vozes da música brasileira em "Beleza Pura". Senhoras e senhores fiquem com Caetano Veloso e Maria Gadú.
Não me amarra dinheiro não!
Mas formosura
Dinheiro não!
A pele escura
Dinheiro não!
A carne dura
Dinheiro não!...
Moça preta do Curuzu
Beleza Pura!
Federação
Beleza Pura!
Boca do rio
Beleza Pura!
Dinheiro não!...
Quando essa preta
Começa a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda trama da trança
Transa do cabelo
Conchas do mar
Ela manda buscar
Prá botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia...
Não me amarra dinheiro não!
Mas elegância...
Não me amarra dinheiro não!
Mas a cultura
Dinheiro não!
A pele escura
Dinheiro não!
A carne dura
Dinheiro não!...
Moço lindo do Badauê
Beleza Pura!
Do Ilê-Aiê
Beleza Pura!
Dinheiro hié!
Beleza Pura!
Dinheiro não!...
Dentro daquele turbante
Do filho de Gandhi
É o que há
Tudo é chique demais
Tudo é muito elegante
Manda botar!
Fina palha da costa
E que tudo se trance
Todos os búzios
Todos os ócios...
Não me amarra dinheiro não!
Mas os mistérios...
Não me amarra dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro Hié!
Beleza Pura!
Ah! Ah! Ah! Ah!...
Não me amarra dinheiro não!
Mas formosura
Dinheiro não!
A pele escura
Dinheiro não!
A carne dura
Dinheiro não!...
Moça preta do Curuzu
Beleza Pura!
Federação
Beleza Pura!
Boca do rio
Beleza Pura!
Dinheiro não!...
Quando essa preta
Começa a tratar do cabelo
É de se olhar
Toda trama da trança
Transa do cabelo
Conchas do mar
Ela manda buscar
Prá botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia...
Não me amarra dinheiro não!
Mas elegância...
Não me amarra dinheiro não!
Mas a cultura
Dinheiro não!
A pele escura
Dinheiro não!
A carne dura
Dinheiro não!...
Moço lindo do Badauê
Beleza Pura!
Do Ilê-Aiê
Beleza Pura!
Dinheiro hié!
Beleza Pura!
Dinheiro não!...
Dentro daquele turbante
Do filho de Gandhi
É o que há
Tudo é chique demais
Tudo é muito elegante
Manda botar!
Fina palha da costa
E que tudo se trance
Todos os búzios
Todos os ócios...
Não me amarra dinheiro não!
Mas os mistérios...
Não me amarra dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro não!
Beleza Pura!
Dinheiro Hié!
Beleza Pura!
Ah! Ah! Ah! Ah!...
sábado, junho 29, 2013
O Mimo e a Mariposa Negra
Hoje deixo-o com a excelente curta metragem de animação "O Mimo e a Mariposa Negra". Este pequeno filme foi realizado por José Luis Saturno, tem música de Robin Servant e foi produzido pela Enjambre Hexagonal (numa produção mexicana e canadiana).
"O Mimo e a Mariposa" narra-lhe a história de Marcelo, que se encontra às portas da morte. Para que tenha uma nova oportunidade para viver, Marcelo tenta ensinar a morte a rir.
É um pequeno filme que dá que pensar e que foi indicado para vários festivais realizados pelo mundo fora em 2011. Ora veja!
"O Mimo e a Mariposa" narra-lhe a história de Marcelo, que se encontra às portas da morte. Para que tenha uma nova oportunidade para viver, Marcelo tenta ensinar a morte a rir.
É um pequeno filme que dá que pensar e que foi indicado para vários festivais realizados pelo mundo fora em 2011. Ora veja!
sexta-feira, junho 28, 2013
Silêncio
Na folha em branco
silenciosa
as mãos descansam.
Silêncio
na mente que espera
mensagens
do coração...
Alma liberta
corpo de mulher
um rosto sem máscaras
fugindo de mim.
No espaço infinito
paina pluma pelo
anseios angústias
esboço de beijos
afloram desejos.
Ausente de mim
espírito flutua
carícias no espelho
silêncio...
Teruko Oda
silenciosa
as mãos descansam.
Silêncio
na mente que espera
mensagens
do coração...
Alma liberta
corpo de mulher
um rosto sem máscaras
fugindo de mim.
No espaço infinito
paina pluma pelo
anseios angústias
esboço de beijos
afloram desejos.
Ausente de mim
espírito flutua
carícias no espelho
silêncio...
Teruko Oda
quinta-feira, junho 27, 2013
Os Arrozais da China
A 25 Junho deste ano, a China viu mais dois locais (num total de 45) a ser incluídos na lista do Património da Humanidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), subindo, assim, para segundo lugar no ranking mundial, atrás somente da Itália, com 49.
O vice-primeiro-ministro do Camboja, Sok An, presidente da 37ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, elogiou a China pelos dois locais recém-inscritos na lista. "Em termos de preservação, aprecio muito os esforços da China", disse ele. "Vejo que o governo chinês aproveita a cultura e os locais que são património para desenvolver o país."
Os dois lugares em destaque são: a reserva natural Tianshan, em Xinjiang, e a Paisagem Cultural de Terraços de Arroz de Honghe Hani.
Para assinalar esta iniciativa, aqui ficam mais algumas imagens da China, entre elas, algumas dos seus belos arrozais, através da excelente apresentação que se segue. Não perca! Vale bem a pena.
O vice-primeiro-ministro do Camboja, Sok An, presidente da 37ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, elogiou a China pelos dois locais recém-inscritos na lista. "Em termos de preservação, aprecio muito os esforços da China", disse ele. "Vejo que o governo chinês aproveita a cultura e os locais que são património para desenvolver o país."
Os dois lugares em destaque são: a reserva natural Tianshan, em Xinjiang, e a Paisagem Cultural de Terraços de Arroz de Honghe Hani.Para assinalar esta iniciativa, aqui ficam mais algumas imagens da China, entre elas, algumas dos seus belos arrozais, através da excelente apresentação que se segue. Não perca! Vale bem a pena.
quarta-feira, junho 26, 2013
O Luar Através dos Altos Ramos
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| Descobrir Portugal - 23/06/2013 |
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos.
Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa) - "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXV"
terça-feira, junho 25, 2013
Lisboa: Outro Ponto de Vista
Lisboa é uma cidade com uma beleza arrebatadora. Mas, é também uma cidade, em que os laços entre o homem e a natureza não foram completamente quebrados.
O vídeo de hoje, mostra-lhe Lisboa num outro ponto de vista. É uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de recuperação de animais selvagens.
O Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS), é um equipamento vocacionado para a recolha, tratamento e libertação de animais pertencentes à fauna autóctone portuguesa.
O documentário realizado por João Teles de Vasconcelos e produzido pela aidnature.org , é no mínimo surpreendente e interessante.
Ora veja!
O vídeo de hoje, mostra-lhe Lisboa num outro ponto de vista. É uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de recuperação de animais selvagens.
O Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS), é um equipamento vocacionado para a recolha, tratamento e libertação de animais pertencentes à fauna autóctone portuguesa.
O documentário realizado por João Teles de Vasconcelos e produzido pela aidnature.org , é no mínimo surpreendente e interessante.Ora veja!
segunda-feira, junho 24, 2013
A Biblioteca Joanina
A Universidade de Coimbra é símbolo de uma “cultura que teve impacto na humanidade”. Quem proferiu esta afirmação foi a UNESCO, que anunciou no dia 22 de Junho, a classificação da Universidade de Coimbra como Património Mundial da Humanidade. Esta decisão tomada na 37ª sessão do Comité do Património Mundial, que aconteceu em Phom Penh, no Cambodja, concretiza um projecto com 15 anos.Para assinalar este facto, proponho-lhe que conheça melhor um dos tesouros que faz parte da Universidade de Coimbra, e que é a Biblioteca Joanina. Esta biblioteca deve o seu nome ao monarca sob cuja égide se verificou a sua edificação: D. João V, o Rei Magnânimo. A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito daquela Universidade. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no seguimento de um projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. O mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tectos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini. Esta biblioteca reúne cerca de 70 mil volumes, a maior parte dos quais no andar nobre, o único, dos três pisos do edifício, aberto ao público. Aí se conservam os principais fundos de Livro Antigo (documentos até 1800) da Universidade. Os seus cerca de 1250 m² úteis actuais, foram obtidos com o arranjo de dois níveis de caves, para depósito e salas de trabalho.
Exteriormente assemelha-se a um paralelipípedo, onde se salienta o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir: D. João V.Interiormente compõe-se de três salas que comunicam entre si através de arcos idênticos ao portal e integralmente revestidos de estantes, decorados a motivos chineses (na primeira sala em contraste ouro sobre fundo verde, na segunda, ouro sobre fundo vermelho e na última ouro sobre fundo negro).
Toda a sua arquitectura envolve um retrato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como "ponto de fuga" da biblioteca da Universidade de Coimbra, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato de D. João V ocupa o lugar do altar. A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o rei.
Se, agora, quiser ficar a saber mais algumas curiosidades e segredos acerca desta biblioteca, não perca o vídeo seguinte, onde Carlos Fiolhais fala sobre a Joanina.
domingo, junho 23, 2013
Um passeio pelo Porto
Aqui fica a sugestão de hoje: um passeio pelo Porto. Até porque o S. João se comemora já na próxima madrugada, e o Porto vai estar em festa.
A cidade do Porto que é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte, foi considerada pela Lonely Planet, no Top 10 dos destinos europeus para 2013. O Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e beneficia de uma localização geográfica privilegiada, complementada por uma moderna rede de transportes. É a 2ª cidade portuguesa (é uma cidade global de tipo gama) e fica situada no noroeste da Península Ibérica. Tem 41,66 km² de área, e uma população de 237.584 habitantes (2011). É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho (o vinho do Porto), pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, bem como pela sua gastronomia.
O São João do Porto é uma festa popular, que tem lugar de 23 para 24 de Junho, em que se celebra o nascimento de São João Baptista. Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam o lançamento de balões de ar quente, os martelos de plástico usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os alhos-porros, os ramos de cidreira e de limonete, usados para pôr na cara das pessoas que passam e as cascatas sanjoaninas. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I.
Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade, especialmente, nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existe música popular e quase sempre, boa comida, em especial, sardinhas e carnes grelhadas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada. Os mais resistentes, percorrem, depois, toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
Se não puder ir até lá, veja o belíssimo filme que se segue, e que foi realizado por Emílio de Azevedo Campos.
A cidade do Porto que é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte, foi considerada pela Lonely Planet, no Top 10 dos destinos europeus para 2013. O Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e beneficia de uma localização geográfica privilegiada, complementada por uma moderna rede de transportes. É a 2ª cidade portuguesa (é uma cidade global de tipo gama) e fica situada no noroeste da Península Ibérica. Tem 41,66 km² de área, e uma população de 237.584 habitantes (2011). É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho (o vinho do Porto), pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, bem como pela sua gastronomia.
O São João do Porto é uma festa popular, que tem lugar de 23 para 24 de Junho, em que se celebra o nascimento de São João Baptista. Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam o lançamento de balões de ar quente, os martelos de plástico usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os alhos-porros, os ramos de cidreira e de limonete, usados para pôr na cara das pessoas que passam e as cascatas sanjoaninas. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I.Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade, especialmente, nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existe música popular e quase sempre, boa comida, em especial, sardinhas e carnes grelhadas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada. Os mais resistentes, percorrem, depois, toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
Se não puder ir até lá, veja o belíssimo filme que se segue, e que foi realizado por Emílio de Azevedo Campos.
sábado, junho 22, 2013
Vai uma Sombra?
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| Estrada em Castelo de Vide, Portugal. |
Graças a estes túneis, localizados em vários países, tem a possibilidade de dar uma bela volta ao mundo, sem sair de casa.
Faça uma boa viagem!
sexta-feira, junho 21, 2013
Canção do Mar
"Canção do Mar" é uma canção portuguesa da autoria de Frederico de Brito e Ferrer Trindade. Foi cantada por Amália Rodrigues em 1955, no filme "Os Amantes do Tejo" sob o nome de "Solidão".
Em 1987, Anamar lança o álbum "Almanave", onde incluiu uma nova versão de "Canção do Mar". Dulce Pontes gravou depois, também, uma versão da música no seu álbum "Lágrimas", de 1993. Esta tornou-se a mais conhecida versão, sendo incluída nas bandas sonoras dos filmes americanos "A Raiz do Medo" ("Primal Fear"), no qual Richard Gere (que quis pessoalmente, que esta música fosse incluída) contracena com Edward Norton e "Atlantis: O Continente Perdido" ("Atlantis: The Lost Empire"), da Disney.
Outras artistas internacionais também se renderam a esta música, cantando as suas próprias versões em outras línguas, tal como: Hélène Segara ("Elle, tu l'aimes", 2000, com o videoclipe filmado no Alentejo e com Ricardo Pereira), Chenoa ("Oye, Mar", 2002) e Sarah Brightman ("Harem", 2003).
No Brasil, a "Canção do Mar" foi gravada inicialmente por Agostinho dos Santos em 1956, e no ano seguinte, foi gravada por Almir Ribeiro. Esta música também foi usada como tema de abertura de uma telenovela, que é uma adaptação do romance "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis.
Interpretado por Dulce Pontes, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da música portuguesa de sempre. É, provavelmente, a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo fora por vários artistas.
Veja agora dois vídeos: um com a Canção do Mar cantada em português, russo e tártaro e outro com a cantora portuguesa Dulce Pontes, que transformou este tema, num hino.
Fui bailar no meu batel
Além no mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar...contigo
E agora ouça a cantora portuguesa Dulce Pontes, a interpretar a Canção do Mar. Não há palavras, para descrever as emoções que transmite.
Em 1987, Anamar lança o álbum "Almanave", onde incluiu uma nova versão de "Canção do Mar". Dulce Pontes gravou depois, também, uma versão da música no seu álbum "Lágrimas", de 1993. Esta tornou-se a mais conhecida versão, sendo incluída nas bandas sonoras dos filmes americanos "A Raiz do Medo" ("Primal Fear"), no qual Richard Gere (que quis pessoalmente, que esta música fosse incluída) contracena com Edward Norton e "Atlantis: O Continente Perdido" ("Atlantis: The Lost Empire"), da Disney.
Outras artistas internacionais também se renderam a esta música, cantando as suas próprias versões em outras línguas, tal como: Hélène Segara ("Elle, tu l'aimes", 2000, com o videoclipe filmado no Alentejo e com Ricardo Pereira), Chenoa ("Oye, Mar", 2002) e Sarah Brightman ("Harem", 2003).
No Brasil, a "Canção do Mar" foi gravada inicialmente por Agostinho dos Santos em 1956, e no ano seguinte, foi gravada por Almir Ribeiro. Esta música também foi usada como tema de abertura de uma telenovela, que é uma adaptação do romance "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis.
Interpretado por Dulce Pontes, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da música portuguesa de sempre. É, provavelmente, a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo fora por vários artistas.Veja agora dois vídeos: um com a Canção do Mar cantada em português, russo e tártaro e outro com a cantora portuguesa Dulce Pontes, que transformou este tema, num hino.
Fui bailar no meu batel
Além no mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar...contigo
E agora ouça a cantora portuguesa Dulce Pontes, a interpretar a Canção do Mar. Não há palavras, para descrever as emoções que transmite.
quinta-feira, junho 20, 2013
Tree for Two
Proponho-lhe hoje um pequeno filme de animação. "Tree for Two" foi realizado por Joel Furtado com música de Maichael Creber. Foi elaborado em oito meses, para um trabalho que realizou enquanto estudante do Instituto Emily Carr de Art & Design, em 2006. Joel Furtado vive em Vancôver (no Canadá) e trabalha para a Microsoft. Não perca a oportunidade de ver este filme e de conhecer melhor o seu autor, clicando aqui.
quarta-feira, junho 19, 2013
Chan Chan
Oiça e veja Compay Segundo, ao vivo no Olympia, em Paris (1999), interpretando Chan Chan.
Compay Segundo, (1907 - 2003) foi um clarinetista, tresero e compositor cubano.
Compay Segundo costumava afirmar que, desde os cinco anos, acendia os puros (charutos) para a avó. Não é por acaso que em Santiago, fez o que grande parte da população cubana fazia: aprendeu o ofício de enrolador de charutos. Ao mesmo tempo, tinha aulas de clarinete. Foi tocando este instrumento que fez a sua primeira viagem a Havana, em 1929, com a Banda Municipal de Música. Autodidata do tres e de violão, criou um novo instrumento de corda, que misturava aqueles instrumentos, o armónico. Muitas das suas composições musicais caracterizam-se pelo conteúdo imaginativo e por um grande sentido de humor. Na década de 30, com o quarteto Hatuey, viajou até ao México, onde participou em dois filmes, "México Lindo" e "Tierra Brava".
Também foi no México que integrou, como clarinetista, o grupo "Matamoros" e teve a oportunidade de trabalhar com o músico Benny Moré. Aí, fundou ainda, em 1942, a dupla "Los Compadres", cantando com o cubano Lorenzo Hierrezuelo. Lorenzo era a primeira voz e tinha o apelido de Compay Primo (primeiro compadre), enquanto Repilado (um dos seus apelidos) era a segunda voz, o Compay Segundo, pseudónimo que o acompanhou até o fim de seus dias e pelo qual é reconhecido mundialmente.
A sua carreira sofreu inúmeras mudanças. Integrou o sexteto "Los Seis Ases", o "Cuarteto Cubanacán", e foi clarinetista da Banda Municipal de Santiago de Cuba. Em 1956 criou o grupo "Compay Segundo y sus Muchachos", com quem trabalhou até à morte.
Compay Segundo foi um artista único. Os estilos musicais em que transitava eram: o "son", a "guaracha", o "bolero" e as "canciones" com marcados matizes caribenhos. A sua voz, grave e redonda, acompanhou célebres cantores de fama internacional. Com os "muchachos" do seu grupo, foi capaz de fazer dançar multidões de todos os continentes. Realizou digressões pela América Latina e Europa, particularmente Espanha, onde gravou os seus últimos discos. É em Espanha entre 1992 e 1995, que se iniciou a sua consagração internacional e se verificou a retomada da sua carreira artística, a partir de uma antologia sua, organizada por Santiago Auserón.
Compay Segundo participou, também activamente, do ambicioso projecto "Buena Vista Social Club", um disco produzido por Ry Cooder, em 1996, em que se reuniram os grandes nomes da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Juan de Marcos González, Rubén González, Manuel "Puntillita" Licea, Orlando "Cachaito" López, Manuel "Guajiro" Mirabal, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Barbarito Torres, Amadito "Tito" Valdés e Pio Leyva. O disco foi premiado com o Grammy e promoveu um ressurgimento fabuloso de músicos cubanos que, em alguns casos, estavam no ostracismo há mais de 10 anos.
O disco é o tema central do documentário homónimo, dirigido pelo alemão Wim Wenders.
Aos 94 anos, Compay Segundo estreou-se, ainda, nos palcos como actor, numa peça intitulada "Se secó el arroyto" (algo como "secou-se o riozinho"). Esta peça é baseada numa de suas canções e narra os amores frustrados de um casal de jovens, nos anos anteriores à Revolução Cubana (1959).
Entre as canções mais conhecidas, interpretadas por Compay Segundo, estão: "Sarandonga", "Saludos, Compay", "¿Y tú, qué has hecho?", "Amor de la loca juventud", "Juramento" e "Veinte años". No entanto, a mais famosa de todas é "Chan Chan", que, lhe proponho que oiça hoje.
A sua carreira sofreu inúmeras mudanças. Integrou o sexteto "Los Seis Ases", o "Cuarteto Cubanacán", e foi clarinetista da Banda Municipal de Santiago de Cuba. Em 1956 criou o grupo "Compay Segundo y sus Muchachos", com quem trabalhou até à morte.Compay Segundo foi um artista único. Os estilos musicais em que transitava eram: o "son", a "guaracha", o "bolero" e as "canciones" com marcados matizes caribenhos. A sua voz, grave e redonda, acompanhou célebres cantores de fama internacional. Com os "muchachos" do seu grupo, foi capaz de fazer dançar multidões de todos os continentes. Realizou digressões pela América Latina e Europa, particularmente Espanha, onde gravou os seus últimos discos. É em Espanha entre 1992 e 1995, que se iniciou a sua consagração internacional e se verificou a retomada da sua carreira artística, a partir de uma antologia sua, organizada por Santiago Auserón.
Compay Segundo participou, também activamente, do ambicioso projecto "Buena Vista Social Club", um disco produzido por Ry Cooder, em 1996, em que se reuniram os grandes nomes da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Juan de Marcos González, Rubén González, Manuel "Puntillita" Licea, Orlando "Cachaito" López, Manuel "Guajiro" Mirabal, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Barbarito Torres, Amadito "Tito" Valdés e Pio Leyva. O disco foi premiado com o Grammy e promoveu um ressurgimento fabuloso de músicos cubanos que, em alguns casos, estavam no ostracismo há mais de 10 anos.
O disco é o tema central do documentário homónimo, dirigido pelo alemão Wim Wenders.Aos 94 anos, Compay Segundo estreou-se, ainda, nos palcos como actor, numa peça intitulada "Se secó el arroyto" (algo como "secou-se o riozinho"). Esta peça é baseada numa de suas canções e narra os amores frustrados de um casal de jovens, nos anos anteriores à Revolução Cubana (1959).
Entre as canções mais conhecidas, interpretadas por Compay Segundo, estão: "Sarandonga", "Saludos, Compay", "¿Y tú, qué has hecho?", "Amor de la loca juventud", "Juramento" e "Veinte años". No entanto, a mais famosa de todas é "Chan Chan", que, lhe proponho que oiça hoje.
terça-feira, junho 18, 2013
Ai Margarida
Para assinalar o 125º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa, comemorado recentemente, proponho-lhe que oiça, hoje, o fado "Ai Margarida". Este poema de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa) é interpretado pelo fadista português Camané, com música de Mário Laginha, que o acompanha ao piano. Este tema, "Ai Margarida", é um dos inéditos da compilação de êxitos que chegou às lojas em final de Abril. "O Melhor 1995-2013" é o nome do disco "best of" que reúne os principais temas do repertório do fadista de 45 anos. Camané estreou-se nos discos em 1995, com "Uma Noite de Fados", e lançou o seu mais recente álbum, "Do Amor e dos Dias", em 2010.
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
— (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.
E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
— Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.
Comunicado pelo Engenheiro Naval Sr. Álvaro de Campos (Fernando Pessoa ) em estado de inconsciência alcoólica.
Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.
Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
— (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.
E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
— Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.
Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.
Comunicado pelo Engenheiro Naval Sr. Álvaro de Campos (Fernando Pessoa ) em estado de inconsciência alcoólica.
segunda-feira, junho 17, 2013
As Desigualdades no Mundo
As Desigualdades no Mundo actual através de uma apresentação elaborada por alunos do 12º B.
Os grandes contrastes entre os Estados Unidos da América e a República Democrática do Congo, estão hoje em evidência.
Os Estados Unidos da América, são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte. Os E.U.A. localizam-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios nas Caraíbas e no Oceano Pacífico.
Com 9,37 milhões de km² de área e cerca de 309 milhões de habitantes, o país é o quarto maior em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em população. Os Estados Unidos são uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. A sua geografia e clima são extremamente diversificados, com desertos, planícies, florestas e montanhas que abrigam uma grande variedade de espécies.
A República Democrática do Congo (ex-Zaire), é por vezes designada RDC, RD Congo, Congo-Kinshasa, para se diferenciar do vizinho Congo (que também é chamado de República do Congo, Congo-Brazzaville ou Congo-Brazavile). A RDC tornou-se o segundo maior país de África, depois da Argélia, após a independência do Sudão do Sul. Confina a norte com a República Centro-Africana e com o Sudão do Sul, a leste com Uganda, Ruanda, Burúndi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, a sul com Angola e a oeste com o Oceano Atlântico, com o enclave de Cabinda e com o Congo. A capital e maior cidade é Kinshasa.
Com uma população de quase 70 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo é o mais populoso país francófono, além de ser o décimo segundo país mais extenso do mundo. Tornou-se independente da Bélgica em 1960, e está entre um dos países com os menores valores de PIB nominal per capita, à frente apenas do Burúndi. Porém, o país é considerado o mais rico do mundo no que diz respeito a recursos naturais e recursos económicos.
O país é cortado pelo rio Congo, que é a principal fonte de abastecimento de água do país. O clima da RDC é, predominantemente, equatorial (quente e húmido), com chuvas frequentes quase todo o ano. Nos planaltos e montanhas a leste, predomina o clima tropical de altitude e subtropical.
Os grandes contrastes entre os Estados Unidos da América e a República Democrática do Congo, estão hoje em evidência.
Os Estados Unidos da América, são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte. Os E.U.A. localizam-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios nas Caraíbas e no Oceano Pacífico.
Com 9,37 milhões de km² de área e cerca de 309 milhões de habitantes, o país é o quarto maior em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em população. Os Estados Unidos são uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. A sua geografia e clima são extremamente diversificados, com desertos, planícies, florestas e montanhas que abrigam uma grande variedade de espécies.
A República Democrática do Congo (ex-Zaire), é por vezes designada RDC, RD Congo, Congo-Kinshasa, para se diferenciar do vizinho Congo (que também é chamado de República do Congo, Congo-Brazzaville ou Congo-Brazavile). A RDC tornou-se o segundo maior país de África, depois da Argélia, após a independência do Sudão do Sul. Confina a norte com a República Centro-Africana e com o Sudão do Sul, a leste com Uganda, Ruanda, Burúndi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, a sul com Angola e a oeste com o Oceano Atlântico, com o enclave de Cabinda e com o Congo. A capital e maior cidade é Kinshasa.
Com uma população de quase 70 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo é o mais populoso país francófono, além de ser o décimo segundo país mais extenso do mundo. Tornou-se independente da Bélgica em 1960, e está entre um dos países com os menores valores de PIB nominal per capita, à frente apenas do Burúndi. Porém, o país é considerado o mais rico do mundo no que diz respeito a recursos naturais e recursos económicos.O país é cortado pelo rio Congo, que é a principal fonte de abastecimento de água do país. O clima da RDC é, predominantemente, equatorial (quente e húmido), com chuvas frequentes quase todo o ano. Nos planaltos e montanhas a leste, predomina o clima tropical de altitude e subtropical.
domingo, junho 16, 2013
Afinal a quem é que devemos tanto dinheiro?
Hoje sugiro-lhe que veja e oiça Jeremy Irons, na entrevista que deu ao programa televisivo português, de humor e crítica social, "Cinco para a Meia Noite". Um dos assuntos abordados foi a crise na Europa, ou seja, falou das dívidas de alguns países e acerca de, a quem é que devemos tanto dinheiro?
Jeremy Irons (1948) é um premiado actor britânico. Estudou arte dramática na conceituada escola Bristol Old Vic School e acabou por entrar para a companhia de teatro Bristol Old Vic, onde ganhou experiência a trabalhar em diversas peças, desde obras de Shakespeare até dramas contemporâneos. Em 1971, mudou-se para Londres. Aí iniciou uma carreira bem sucedida num teatro no West End e na televisão. Sendo extremamente elegante e bem-falante, Jeremy Irons encaixava perfeitamente em papéis que retratassem membros da aristocracia. Assim, em 1981, desempenhou o papel principal na famosa série da BBC "Brideshead Revisited" (Reviver o Passado em Brideshead), que contava, entre outros nomes consagrados, com a presença de Laurence Olivier. Com este trabalho, a sua fama ultrapassou as fronteiras da Europa, chegando aos EUA. Nesse mesmo ano, contracenou com Meryl Streep no filme "A Mulher do Tenente Francês". Em 1990, desempenhou o papel de um milionário suspeito de assassínio, no filme "O Reverso da Fortuna", onde contracenou com Glenn Close, desempenho que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor (principal) e o Golden Globe Award para Melhor Actor. Consagrado como um dos actores mais respeitados tanto na Europa como nos EUA, a sua carreira conta com outros filmes de renome como "Kafka" (1990), uma película do aclamado realizador francês Louis Malle na qual Irons contracena com Juliette Binoche, "M. Butterfly" (1993). Ainda nesse ano, Jeremy Irons deslocou-se a Portugal, onde se desenrolaram parte das filmagens de "The House of the Spirits" (A Casa Dos Espíritos), um filme inspirado no livro de Isabel Allende.
Jeremy Irons (1948) é um premiado actor britânico. Estudou arte dramática na conceituada escola Bristol Old Vic School e acabou por entrar para a companhia de teatro Bristol Old Vic, onde ganhou experiência a trabalhar em diversas peças, desde obras de Shakespeare até dramas contemporâneos. Em 1971, mudou-se para Londres. Aí iniciou uma carreira bem sucedida num teatro no West End e na televisão. Sendo extremamente elegante e bem-falante, Jeremy Irons encaixava perfeitamente em papéis que retratassem membros da aristocracia. Assim, em 1981, desempenhou o papel principal na famosa série da BBC "Brideshead Revisited" (Reviver o Passado em Brideshead), que contava, entre outros nomes consagrados, com a presença de Laurence Olivier. Com este trabalho, a sua fama ultrapassou as fronteiras da Europa, chegando aos EUA. Nesse mesmo ano, contracenou com Meryl Streep no filme "A Mulher do Tenente Francês". Em 1990, desempenhou o papel de um milionário suspeito de assassínio, no filme "O Reverso da Fortuna", onde contracenou com Glenn Close, desempenho que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor (principal) e o Golden Globe Award para Melhor Actor. Consagrado como um dos actores mais respeitados tanto na Europa como nos EUA, a sua carreira conta com outros filmes de renome como "Kafka" (1990), uma película do aclamado realizador francês Louis Malle na qual Irons contracena com Juliette Binoche, "M. Butterfly" (1993). Ainda nesse ano, Jeremy Irons deslocou-se a Portugal, onde se desenrolaram parte das filmagens de "The House of the Spirits" (A Casa Dos Espíritos), um filme inspirado no livro de Isabel Allende.
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