sábado, junho 18, 2016

Here I Am

Oiça o cantor canadiano Bryan Adams em Here I Am.
Here I am - this is me
There's no where else on earth I'd rather be
Here I am - it's just me and you
And tonight we make our dreams come true

It's a new world - it's a new start
It's alive with the beating of young hearts
It's a new day - it's a new plan
I've been waiting for you
Here I am

Here we are - we've just begun
And after all this time - our time has come
Ya here we are - still goin' strong
Right here in the place where we belong

(Chorus)
Here I am - next to you
And suddenly the world is all brand new
Here I am - where I'm gonna stay
Now there's nothin standin in our way
Here I am - this is me
 

sexta-feira, junho 17, 2016

Agora É Que São Elas

Agora É Que São Elas (1954) é um filme português do género comédia,  realizado por Fernando Garcia e José César de Sá.
Este filme resultou da filmagem da revista Agora É Que São Elas, interpretada só por mulheres e levada à cena no Teatro Avenida.


Alguns dos quadros que aparecem no filme são:  Prá Felicidade do Lar e  3 Mosqueteiros (com Elvira Velez, Arminda Vidal, Nina Monteiro), 3 Vedetas (com Milú, Alzira Camargo, Elvira Velez) e Criada Moderna (com Clarisse Belo).
Se quiser passar um bocado divertido, assista ao vídeo abaixo.
Ora veja! Não perca esta oportunidade.

quinta-feira, junho 16, 2016

A Ilha de São Martinho

São Martinho (ou São Martim, São Martin, Saint Martin, Saint-Martin, Sint Maarten) é uma ilha do nordeste das Caraíbas (Antilhas) localizada 250 km a norte do arquipélago de Guadalupe e acerca de 300 km a leste de Porto Rico. O seu território é compartilhado por dois países: a França e o Reino dos Países Baixos (única fronteira terrestre compartilhada por estes dois países em qualquer lugar na Terra).
A porção setentrional, que constitui uma coletividade ultramarina (Coletividade de St. Martin) desde 2007, pertence à República Francesa. A porção meridional (que compreende Sint Maarten, é um dos quatro países constitutivos dos Países Baixos), que até 2010 integrou as Antilhas Holandesas, tem agora administração autónoma, sendo um país pertencente ao Reino dos Países Baixos.
Estas duas partes são praticamente iguais em termos populacionais (com um total de 77,741 habitantes), porém, com um pouco mais de pessoas a viver no lado holandês (40.917 habitantes).
A ilha de São Martinho é a menor ilha habitada dividida entre duas nações. A data de divisão da ilha remonta a 1648, quando a França e a Holanda concordaram em a dividir entre os dois países, com a assinatura do Tratado de Concordia.
São Martinho tem uma área total de 87 km2,  (53 km 2 sob a soberania da França e 34 km2 sob a soberania do Reino dos Países Baixos), coletivamente, os dois territórios são conhecidos como "St-Martin/St Maarten".  As principais cidades são Philipsburg (Holanda) e Marigot (França).
A mais alta colina é o Pic Paradis (424 metros) situado no lado francês. Mas ambos os lados são montanhosos apresentando grandes picos.
Esta ilha tem um clima de monção tropical , com uma estação seca, de janeiro a abril e uma estação chuvosa de agosto a dezembro.
Mas, esta ilha não é só conhecida pelos seus aspetos históricos ou geográficos. O que a torna especial e famosa é  Aeroporto Internacional Princesa Juliana, conhecido como SXM, situado no lado holandês.
Este aeroporto, recebe aviões de grande porte e possui no ínicio da pista de aterragem... uma praia.
Uma aterragem neste aeroporto, como pode comprovar nos vídeos abaixo, é um espectáculo inesquecível e aterrador, sobretudo se se estiver na praia.
Ora veja! Não perca esta oprtunidade.
E agora o outro!

quarta-feira, junho 15, 2016

Cinábrio: bonito porém, perigoso!

O Cinábrio, cinabre ou cinabarita é o nome usado para o sulfito de mercúrio, o minério de mercúrio comum.
O nome vem do grego, usado por Teofrasto e provavelmente foi aplicado a muitas substâncias diferentes. Acredita-se que a palavra vem do persa, originalmente significando "sangue perdido de dragão".
O Cinábrio foi extraído pelo Império Romano e é o principal minério de mercúrio ao longo dos séculos. Algumas minas usadas pelo romanos continuam até hoje em atividade.
O Cinábrio é geralmente encontrado numa forma massiva, granular ou terrosa, de cor vermelha viva a cor de tijolo. Mas, ocasionalmente ocorre em cristais. Os cristais pertencem ao sistema romboédrico (trigonal).
O cinábrio apresenta uma semelhança marcante com o quartzo na sua simetria e características ópticas.
Como o cinábrio pode estar associado ao mercúrio elementar (no estado líquido), portanto, a sua manipulação é perigosa.

terça-feira, junho 14, 2016

O Baobá ou Imbondeiro

1 – O Baobá, Imbondeiro ou Árvore-de-Pão-de-Macaco
Os baobás, embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras (Adansonia) são um género de árvore com oito espécies, seis nativas da ilha de Madagáscar, uma do continente africano e Médio Oriente e uma da Austrália.
A espécie encontrada em África, Adansonia digitata, existe também em Madagáscar.
O baobá é a árvore nacional de Madagáscar e o emblema nacional do Senegal.
Em Angola e Moçambique, esta árvore é conhecida como "embondeiro" ou "imbondeiro". Em certas regiões de Moçambique, o tronco é escavado por carpinteiros especializados para servir como cisterna comunitária.
É uma árvore que chega a alcançar uma altura que pode variar entre os  5 e os 25 m (excepcionalmente 30 m) de altura. O diâmetro do tronco pode atingir os 7m (excepcionalmente 11m). Esta árvore destaca-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120 000 litros.
Os baobás ou imbondeiros desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca.  As folhas caem durante a estação seca.
Alguns imbondeiros têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser confirmado.
O nome Adansonia foi dado por Bernard de Jussieu em homenagem a Michel Adanson (1727-1806), botânico e explorador francês, que foi quem primeiro descreveu o baobá no Senegal.
O Imbondeiro, baobá ou  árvore-de-pão-de-macaco pode apresentar muitas formas estranhas, como por exemplo o formato de garrafa de "cabeça para baixo".
A "mukua" ou fruto do imbondeiro, tem no seu interior um miolo seco comestível (não tem sumo), que se desfaz facilmente na boca e tem um sabor agridoce (adocicado com uma ligeira acidez). Este fruto é rico em vitaminas e minerais.
Ao dissolver-se a mukua em água a ferver obtém-se um sumo que, depois de arrefecido, é tomado como uma bebida fresca com um sabor muito apreciado em determinados países.
Em Moçambique, o fruto, tem o nome de "malambe" na língua xi-nyungwe da província de Tete. Este fruto é utilizado para a alimentação, em tempos de escassez de comida e é também é referido como cura para a malária. Os frutos da árvore são também chamados de "frutas de Judas" (a fruta tem 30 sementes dentro, como as 30 "moedas de prata" de Judas).
O cronista português Gomes Eanes de Zurara  descreveu assim esta árvore: "Árvores muito grandes e de aparência estranha; entre elas, algumas tinham desenvolvido um cinturão de 108 palmos a seu pé (ao redor 25 metros). O tronco de um baobá não mais alto do que o tronco de uma árvore de noz; rende uma fibra forte usada para cordas e pano; queima da mesma maneira como linho. 
Tem uma grande fruta lenhosa como abóbora cujas sementes são do tamanho de avelãs; pessoas locais comem a fruta quando verde, secam as sementes e armazenam uma grande quantidade delas".

segunda-feira, junho 13, 2016

Lisboa dos Manjericos

Em dia de Santo António proponho-lhe que oiça Amália Rodrigues em Lisboa dos Manjericos (com letra de António Vilar da Costa e música de Nóbrega e Sousa).





Olha, olha para ela
Trás o mundo num balão
Ai Lisboa é sempre aquela
Ai Lisboa é sempre aquela
Que mantém a tradição

Trás S. Pedro na canoa
Com a Esperança que é varina
Vem lembrar as naus de Goa
Vem lembrar as naus de Goa
Dos seus tempos de menina

Ai, ai Lisboa
Tenho um beijo p'ra te dar
Vem p'ra roda trás um par
Que esta noite é cá das nossas
Ai, ai Lisboa
Que cheirinho a manjerico
Deve andar no bailarico
Santo António a ver as moças

Ai, ai Lisboa
S. João de brincadeira
Salta a chama da fogueira
Que acenderam teus avós
Ai, ai Lisboa
Canta, canta, que me encanta
Pois ninguém terá garganta
P'ra calar a tua voz

Trás nos arcos e balões
Ramalhetes de cantigas
São os versos de Camões
São os versos de Camões
P'ra ensinar às raparigas

Não precisa de queimar
Alcachofras por ninguém
Não lhe falta a quem amar
Não lhe falta a quem amar
Todo o mundo lhe quer bem

domingo, junho 12, 2016

Noite de Santo António

Hoje é a grande noite de Santo António, a noite dos arraiais em Lisboa, a noite das marchas populares, da sardinha assada e dos mangericos.
Aproveite e recorde Amália Rodrigues na marcha Noite de Santo António (com letra de Norberto Araújo e música de Raúl Ferrão)



Cá vai a marcha, mais o meu par
Se eu não o trouxesse, quem o havia de aturar?
Não digas sim, não me digas não
Negócios de amor são sempre o que são
Já não há praça dos bailaricos
Tronos de luxo num altar de manjericos
Mas sem a praça que foi da Figueira
A gente cá vai quer queira ou não queira

Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantar
De alcachofras a florir
De foguetes a estoirar
Enquanto os bairros cantarem

Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo António
Lisboa não morre mais

Lisboa é sempre namoradeira
Tantos derriços que já até fazem fileira
Não digas sim, não me digas não

Amar é destino, cantar é condão
Uma cantiga, uma aguarela
Um cravo aberto debruçado da janela
Lisboa linda do meu bairro antigo
Dá-me o teu bracinho
Vem bailar comigo



sábado, junho 11, 2016

A Labradorite: uma pedra surpreendente

A Labradorite é  uma pedra semipreciosa fascinante devido ao seu jogo de cores e aos seus efeitos terapêuticos surpreendentes.
Terá sido descoberta pela primeira vez, há cerca de 200 anos encantando, desde então, apreciadores de jóias e de pedras de cura.
A Labradorite, é um mineral do grupo dos feldspatos, sendo frequentes os cristais maclados.
A sua característica mais facilmente reconhecível é a sua reflecção superficial com aspecto de uma mancha de óleo.
Este mineral ocorre na Ilha de Paul perto da localidade de Nain, no Labrador, Canadá, região que deu origem à sua designação. Mas, também aparece em Itália, na Gronelândia, na Finlândia, na Rússia, e na Península da Escandinávia.
Ocorre em grandes massas cristalinas exibindo iridescência ou jogo de cores.
As variedades gemológicas de Labradorite que exibem um alto grau de iridescência são designadas Espectrolites.

Os benefícios da Labradorite:
Como o cálcio é um dos principais componentes da labradorite, é indicada, no tratamento de transtornos ligados aos ossos (doenças dos ossos, doenças reumáticas, gota e elevada sensibilidade à mudança do tempo).
Mas também é benéfica, no tratamento de problemas circulatórios, no fortalecimento do sistema imunológico e no tratamento da tensão baixa.
Esta pedra semipreciosa é também eficaz na meditação, no fortalecimento da memória, ou seja, atua sobre o estado psíquico e emocional.
A labradorite é, aliás, a pedra dos médicos, dos terapeutas, das pessoas empáticas e de todas as pessoas que estão em contacto com o público (professores, taxistas, empregados de café, lojistas, entre outros…) porque ela permite que não sejam afectados pelo mal dos outros.

sexta-feira, junho 10, 2016

Aviso de porta de livraria

Não leiam delicados este livro,
sobretudo os heróis do palavrão doméstico,
as ninfas machas, as vestais do puro,
os que andam aos pulinhos num pé só,
com as duas castas mãos uma atrás e outra adiante,
enquanto com a terceira vão tapando a boca
dos que andam com dois pés sem medo das palavras.
E quem de amor não sabe fuja dele:
qualquer amor desde o da carne àquele
que só de si se move, não movido
de prémio vil, mas alto e quase eterno.
De amor e de poesia e de ter pátria
aqui se trata: que a ralé não passe
este limiar sagrado e não se atreva
a encher de ratos este espaço livre
onde se morre em dignidade humana
a dor de haver nascido em Portugal
sem mais remédio que trazê-lo n’alma.
Jorge de Sena - (25/1/1972) - Exorcismos, Poesia III

quinta-feira, junho 09, 2016

Angola – O Nascimento de Uma Nação

Angola - O Nascimento de Uma Nação, de Maria do Carmo Piçarra e Jorge António,  é uma trilogia que recomendo vivamente.
O terceiro volume da obra foi lançado recentemente, com a apresentação de Teresa Mateus e do realizador Jorge António, que também é um dos coordenadores da obra.
Depois dos dois primeiros volumes, O Cinema do Império e O Cinema da Libertação, respectivamente, O Cinema da Independência completa esta trilogia, que teve início em 2013.

O Cinema Da Independência
Sinopse:
O Volume III, aborda vários temas e entrevista protagonistas da história, historiadores e investigadores.Este livro contém ainda 40 cartazes (a cores) de filmes que fizeram a história de Angola desde a independência até aos dias de hoje.





O Cinema do Império
Sinopse:
Este é um contributo para olhar como o cinema fixou o nascimento de uma nação, Angola. Esse olhar, que não podia fechar-se às visões do colonialismo português, faz-se panorâmica integradora de múltiplos pontos de vista: o da propaganda do Estado Novo; o da ficção portuguesa feita em Angola; o dos filmes sobre o progresso económico; o da Diamang; e,finalmente, o dos filmes científicos e etnográficos.










O Cinema da Libertação
Sinopse:
Neste volume, fixa-se o olhar corte-de-navalha nascido da militância, da luta pela independência, e de afirmação da identidade angolana. 
O Cineclubismo, a militância e a vontade de cinema em textos que fazem história.

quarta-feira, junho 08, 2016

Trouble

Oiça o rei  Elvis Presley em Trouble / Guitar Man (Comeback Special '68).
Elvis Presley (1935 — 1977) foi um famoso músico e ator norte-americano, mundialmente denominado como o Rei do Rock e com a alcunha de  Elvis, The Pelvis, devido à forma extravagante e ousada como dançava e se mexia, adquirida na década de 50.
Elvis também foi um dos pioneiros do rock and roll.  Pelo virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, tornou-se um dos maiores e melhores cantores populares do século XX.


If you're looking for trouble
You came to the right place
If you're looking for trouble
Just look right in my face
I was born standing up
And talking back
My daddy was a green-eyed mountain jack
Because I'm evil, my middle name is misery
Well I'm evil, so don't you mess around with me

I've never looked for trouble
But I've never ran
I don't take no orders
From no kind of man
I'm only made out
Of flesh, blood and bone
But if you're gonna start a rumble
Don't you try it on alone
Because I'm evil, my middle name is misery
Well I'm evil, so don't you mess around with me
I'm evil, evil, evil, as can be
I'm evil, evil, evil, as can be
So don't mess around don't mess around don't mess around with me
I'm evil, I'm evil, evil, evil
So don't mess around, don't mess around with me
I'm evil, I tell you I'm evil
So don't mess around with me
Yeah!

terça-feira, junho 07, 2016

O Jacarandá

1 – O Jacarandá
O jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia, D. Don) é uma árvore ornamental da família Bignoniaceae, nativo da Argentina e Bolívia, que se encontra ameaçada no seu habitat natural.
Esta jóia da botânica, que também existe na Austrália e na Nova Zelândia, é uma árvore com belas flores em tom lilás, azul ou roxo.
É uma das poucas árvores a ter o mesmo nome comum em quase todos os idiomas do mundo. Além disso, tem dois nomes científicos porque em 1822 foi identificada por duas pessoas que lhe deram nomes científicos diferentes: jacaranda mimosifolia e jacaranda rotundifolia.
O Jacarandá é uma árvore de porte médio, que pode atingir cerca de 15 metros. No inverno, perde as folhas, que dão lugar às flores na primavera. As flores são duráveis, perfumadas e grandes. A floração estende-se por toda a primavera e início do verão e os frutos surgem no outono.
É uma árvore maravilhosa para a arborização urbana, devido à rusticidade, ao crescimento rápido e á beleza das suas flores.
Muitos países utilizam o jacarandá-mimoso na arborização de grandes cidades, entre estes podemos citar Portugal, a Argentina, o Brasil, a África do Sul, os Estados Unidos, a Austrália, a Nova Zelândia, a Itália, a Espanha e o México, entre outros.

segunda-feira, junho 06, 2016

Borboleta Brasileira

Patas de prata
losango de asas brancas
de negro debruadas
plumas cinzentas como cauda insólita


e a longa e a fina tromba alaranjada
instantânea língua
olhos de esfera negra que me fitam
da estática assustada imóvel calma
que as patas pousam na vidraça
um animal        ser vivo       e borboleta
a mosca como eu olha-a espantada.

Jorge de Sena - (5/3/1964)

domingo, junho 05, 2016

O abade de Priscos e o seu pudim...

O Abade de Priscos (1834 - 1930), que foi considerado um dos maiores cozinheiros portugueses do século XIX, colocou Priscos no mapa, devido à sua história de sucesso.
Priscos é uma freguesia portuguesa (Santiago de Priscos) do concelho de Braga, com 3,65 km² de área e 1 341 habitantes (2011) e é conhecida como a Terra do Pudim Abade de Priscos.
O abade de Priscos, que faleceu com 96 anos, e que serviu Priscos durante 47, ficou também conhecido pelos seus grandes dotes a engomar roupa, a costurar, a arranjar flores e a bordar a ouro e matiz.
O que lhe deu fama, contudo, foram os seus dotes na cozinha. O seu estilo e a sua técnica radicavam-se na escola francesa, mas também, o receituário regional português, sobretudo o nortenho, tinha nele um fervoroso adepto.
O expoente máximo da sua atividade gastronómica é o famoso pudim com o seu nome e que hoje continua a fazer parte dos cardápios dos restaurantes e de qualquer casa do Minho.
O abade era também conhecido pela maleta mágica (na qual se julgava estar o seu livro de receitas) que o acompanhava, e que, além de ter uma panóplia de temperos únicos, também resolvia qualquer imprevisto que surgisse a um dos seus colaboradores na cozinha. O tal livro de receitas ou nunca existiu ou nunca foi encontrado. Segundo alguns relatos das pessoas que com ele conviveram, ele nunca o escreveu, pois, segundo o próprio, as receitas estavam nos seus dedos e paladar.
O pudim abade de Priscos (ou Pudim de Toucinho) é uma das poucas receitas que o abade de Priscos transmitiu ao público. O pudim ficou conhecido quando Pereira Júnior, director do Magistério Primário feminino de Braga, no antigo Convento dos Congregados, pediu ao Abade de Priscos receitas para ensinar no magistério.
Outra história muito conhecida do abade de Priscos (Manuel Joaquim Machado Rebelo) aconteceu em 1887, quando o rei D. Luís I e a família real visitavam o Norte de Portugal e, o abade foi convidado para preparar o banquete real, na Póvoa de Varzim. O rei, ficou de tal maneira agradado com o banquete, que mandou chamar o abade, para o conhecer pessoalmente. D. Luís quis saber qual a composição de um determinado prato que tinha um sabor delicioso. O abade sorridente afirmou – era palha, real Senhor!
Palha!? Disse o monarca espantado. – Então dá palha ao seu rei!?
O abade baixando a cabeça e com um sorriso malandro, esclareceu: Majestade! Todos comem palha, a questão é saber dar-lha…
Entretanto, aqui lhe deixo a receitinha do Pudim Abade de Priscos ou Pudim de Toucinho. embora não lhe possa deixar os dedos e o paladar do padre Manuel Rebelo.
Receita:
O pudim é confeccionado num tacho de latão ou cobre onde é colocado meio litro de água. Quando esta estiver a ferver, coloca-se meio quilo de açúcar, uma casca de limão, um pau de canela e cinquenta gramas de toucinho (gordo e de preferência de Chaves ou de Melgaço) e deixa-se ferver até atingir ponto de espadana. Batem-se quinze gemas e mistura-se-lhes um cálice de vinho do Porto, depois deve bater novamente. A calda de açúcar é, então, passada através de um coador fino para a tigela onde estão as gemas, mexendo-se tudo.
Barra-se, depois, uma forma com açúcar em caramelo e deita-se aí o preparado que é posto a cozer durante 30 minutos em banho maria. O pudim é desenformado quando estiver quase frio.
Já agora, Bom Apetite!

sábado, junho 04, 2016

Vespertino do Rio de Janeiro

Na noite as luzes furam treva, não
para além dela, mas de mim com ela;
não sei se arranha-céus, ou se favelas
que lado a lado arranham morros para
sustento de miséria. Imenso mar,
de altíssimas sombrias transparências,
na noite em que perpasso qual silêncio.
Não sei se amor me evita ou me protege,
ou se é de amor que eu velo o brando sono
ruidoso e povoado.
Meu coração é só de amor que sabe;
mas o que sabe, de saudoso esquece,
na angústia dúplice de não ter-te ao lado.

Jorge de Sena - (22/8/1959)

sexta-feira, junho 03, 2016

Volta

Oiça a cantora brasileira Fafá de Belém em Volta (Clip Oficial).
Esta canção é uma composição de Johnny Hooker e é uma faixa do CD Do Tamanho do Meu Sorriso (2015).
Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz

Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar

Volta
Que sem você eu já não posso viver
É impossível ter de escolher
Entre teu cheiro e nada mais

Volta
Me diz que o nosso amor não é uma mentira
E que você ainda precisa
Mais uma vez se desculpar

Então procurei
Nos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar

Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar

Então procurei
Nos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar

Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar

Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz

Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar

quinta-feira, junho 02, 2016

A Figueira de Bengala

A Figueira de Bengala (Ficus benghalensis) é uma espécie de figueira endémica do Bangladesh, Índia e Sri Lanka.
Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. Foi debaixo de uma árvore destas que Buda obteve a iluminação.
É uma árvore enorme, conhecida como a Árvore de Gralha, pertencente à família das Moráceas, que dá uma sombra maravilhosa. 
A árvore Banyan (Ficus benghalensis) é a árvore nacional da Índia. No país, as pessoas adoram-na, vagando entre as suas poderosas raízes aéreas.
Esta árvore produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando depois a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares, chegando, por vezes, a atingir uma área de um quarteirão inteiro, como, por exemplo, a Grande Árvore Banyan, que por si só é como uma floresta (sim, a foto acima á direita, é de uma única árvore).
Foi construída uma estrada de 330 metros de comprimento em torno dela, mas mesmo assim, continua a espalhar-se para além dela.

quarta-feira, junho 01, 2016

Miguel de Cervantes (1547 – 1616) foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, Dom Quixote, é muitas vezes considerada o primeiro romance moderno. É um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerada um dos melhores romances já escritos.
O trabalho de Cervantes é considerado entre os mais importantes em toda a literatura, e a sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Dom Quixote de la Mancha livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, cujo título e ortografia originais da obra eram El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha.
A primeira edição da obra foi publicada em Madrid no ano de 1605. Era composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revista, em quatro volumes, a cargo de Joaquín Ibarra, que foi niciada em 1777 e concluída em 1780.
O livro, D. Quixote, surgiu num período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de uma novela realista.
Em 2002, o livro (que faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para o ensino secundário como sugestão de leitura), foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelos Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.
Sinopse:
 D. Quixote, um fidalgo de Castela assanhado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu "ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, e desfazendo agravos" e parte à aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança. As hilariantes maluquices do Cavaleiro Andante liquidam, com a sua "moral do fracasso", as últimas ilusões da epopeia: aquilo a que Adorno chama "a ingenuidade épica". 
Depois de D. Quixote , nada mais será igual.

terça-feira, maio 31, 2016

O Hipericão (do Gerês)

Em Portugal a espécie mais conhecida e utilizada de Hipericão é o Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum), também conhecido por Androsemo, Erva-Mijadeira, Erva-da-Pedra ou Erva-do-Gerês.
O habitat desta espécie é a Europa Ocidental e Meridional e o próximo Oriente (até ao Irão).
Em Portugal, encontra-se em lugares sombrios e húmidos, do Minho, Beiras e Estremadura.
É uma planta medicinal hépato-protetora e com propriedades diuréticas e cicratizantes, sendo por isso muito utilizada no tratamento de doenças do fígado, de cólicas ou de queimaduras.
No Brasil, o Hipericão é, também, uma plana medicinal, conhecida como Erva-de-São-João, Milfurada, Ibitipoca ou Hipérico-Verdadeiro, cujo nome científico é Hypericum perforatum.
É também muito utilizada como remédio caseiro para combater a depressão, eliminar as lombrigas ou aliviar problemas respiratórios, por exemplo.
Para que serve o chá de hipericão?
O chá de hipericão serve para tratar casos de ansiedade e depressão, funcionando como um tranquilizante natural.
Trata também inflamações da bexiga (cistites), dores nos rins e alguns problemas de fígado. É ainda usado para quem sofre de dores musculares e ciática.
Usado com regularidade, dá excelentes resultados em caos de impotência e frigidez e resolve também problemas de incontinência urinária. Nas senhoras, este chá alivia ainda as dores menstruais e enxaquecas.
Como fazer o Chá de Hipericão?
O ideal será fazer o chá, com 2 colheres de sopa de hipericão para 1 litro de água a ferver. Coar e beber 3 a 4 chávenas por dia, quente ou frio.