Na noite as luzes furam treva, não
para além dela, mas de mim com ela;
não sei se arranha-céus, ou se favelas
que lado a lado arranham morros para
sustento de miséria. Imenso mar,
de altíssimas sombrias transparências,
na noite em que perpasso qual silêncio.
Não sei se amor me evita ou me protege,
ou se é de amor que eu velo o brando sono
ruidoso e povoado.
Meu coração é só de amor que sabe;
mas o que sabe, de saudoso esquece,
na angústia dúplice de não ter-te ao lado.
Jorge de Sena - (22/8/1959)
sábado, junho 04, 2016
sexta-feira, junho 03, 2016
Volta
Oiça a cantora brasileira Fafá de Belém em Volta (Clip Oficial).
Esta canção é uma composição de Johnny Hooker e é uma faixa do CD Do Tamanho do Meu Sorriso (2015).
Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz
Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar
Volta
Que sem você eu já não posso viver
É impossível ter de escolher
Entre teu cheiro e nada mais
Volta
Me diz que o nosso amor não é uma mentira
E que você ainda precisa
Mais uma vez se desculpar
Então procurei
Nos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar
Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar
Então procurei
Nos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar
Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar
Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz
Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar
Esta canção é uma composição de Johnny Hooker e é uma faixa do CD Do Tamanho do Meu Sorriso (2015).
Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz
Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar
Volta
Que sem você eu já não posso viver
É impossível ter de escolher
Entre teu cheiro e nada mais
Volta
Me diz que o nosso amor não é uma mentira
E que você ainda precisa
Mais uma vez se desculpar
Então procurei
Nos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar
Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar
Então procureiNos bares da aurora me lamentei
E confesso que talvez joguei
Tuas fotos e discos no mar
Então procurei
Pelo teu cheiro nas ruas que andei
Nos corpos dos homens que amei
Tentando em vão te encontrar
Volta
Que o caminho dessa dor me atravessa
Que a vida não mais me interessa
Se você vai viver com um outro rapaz
Volta
Que eu perdoo teus caminhos, teus vícios
Que eu volto até o início
Te carregando mais uma vez de volta do bar
quinta-feira, junho 02, 2016
A Figueira de Bengala
A Figueira de Bengala (Ficus benghalensis) é uma espécie de figueira endémica do Bangladesh, Índia e Sri Lanka.
Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. Foi debaixo de uma árvore destas que Buda obteve a iluminação.
É uma árvore enorme, conhecida como a Árvore de Gralha, pertencente à família das Moráceas, que dá uma sombra maravilhosa.
A árvore Banyan (Ficus benghalensis) é a árvore nacional da Índia. No país, as pessoas adoram-na, vagando entre as suas poderosas raízes aéreas.
Esta árvore produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando depois a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares, chegando, por vezes, a atingir uma área de um quarteirão inteiro, como, por exemplo, a Grande Árvore Banyan, que por si só é como uma floresta (sim, a foto acima á direita, é de uma única árvore).
Foi construída uma estrada de 330 metros de comprimento em torno dela, mas mesmo assim, continua a espalhar-se para além dela.
Em sânscrito o seu nome é Vatavrkscha ou WataWrkscha. Foi debaixo de uma árvore destas que Buda obteve a iluminação.
É uma árvore enorme, conhecida como a Árvore de Gralha, pertencente à família das Moráceas, que dá uma sombra maravilhosa.
A árvore Banyan (Ficus benghalensis) é a árvore nacional da Índia. No país, as pessoas adoram-na, vagando entre as suas poderosas raízes aéreas.
Esta árvore produz raízes aéreas delgadas que crescem até atingir o solo, começando depois a engrossar até formarem troncos indistinguíveis do tronco principal. Deste modo, podem crescer até ocuparem vários hectares, chegando, por vezes, a atingir uma área de um quarteirão inteiro, como, por exemplo, a Grande Árvore Banyan, que por si só é como uma floresta (sim, a foto acima á direita, é de uma única árvore).Foi construída uma estrada de 330 metros de comprimento em torno dela, mas mesmo assim, continua a espalhar-se para além dela.
quarta-feira, junho 01, 2016
Miguel de Cervantes (1547 – 1616) foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, Dom Quixote, é muitas vezes considerada o primeiro romance moderno. É um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerada um dos melhores romances já escritos.
O trabalho de Cervantes é considerado entre os mais importantes em toda a literatura, e a sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Dom Quixote de la Mancha livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, cujo título e ortografia originais da obra eram El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha.
A primeira edição da obra foi publicada em Madrid no ano de 1605. Era composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revista, em quatro volumes, a cargo de Joaquín Ibarra, que foi niciada em 1777 e concluída em 1780.
O livro, D. Quixote, surgiu num período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de uma novela realista.
Em 2002, o livro (que faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para o ensino secundário como sugestão de leitura), foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelos Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.
Sinopse:
D. Quixote, um fidalgo de Castela assanhado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu "ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, e desfazendo agravos" e parte à aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança. As hilariantes maluquices do Cavaleiro Andante liquidam, com a sua "moral do fracasso", as últimas ilusões da epopeia: aquilo a que Adorno chama "a ingenuidade épica".
Depois de D. Quixote , nada mais será igual.
O trabalho de Cervantes é considerado entre os mais importantes em toda a literatura, e a sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Dom Quixote de la Mancha livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, cujo título e ortografia originais da obra eram El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha.
A primeira edição da obra foi publicada em Madrid no ano de 1605. Era composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revista, em quatro volumes, a cargo de Joaquín Ibarra, que foi niciada em 1777 e concluída em 1780.
O livro, D. Quixote, surgiu num período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de uma novela realista.
Em 2002, o livro (que faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para o ensino secundário como sugestão de leitura), foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelos Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.
Sinopse:
D. Quixote, um fidalgo de Castela assanhado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu "ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, e desfazendo agravos" e parte à aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança. As hilariantes maluquices do Cavaleiro Andante liquidam, com a sua "moral do fracasso", as últimas ilusões da epopeia: aquilo a que Adorno chama "a ingenuidade épica". Depois de D. Quixote , nada mais será igual.
terça-feira, maio 31, 2016
O Hipericão (do Gerês)
Em Portugal a espécie mais conhecida e utilizada de Hipericão é o Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum), também conhecido por Androsemo, Erva-Mijadeira, Erva-da-Pedra ou Erva-do-Gerês.O habitat desta espécie é a Europa Ocidental e Meridional e o próximo Oriente (até ao Irão).
Em Portugal, encontra-se em lugares sombrios e húmidos, do Minho, Beiras e Estremadura.
É uma planta medicinal hépato-protetora e com propriedades diuréticas e cicratizantes, sendo por isso muito utilizada no tratamento de doenças do fígado, de cólicas ou de queimaduras.
No Brasil, o Hipericão é, também, uma plana medicinal, conhecida como Erva-de-São-João, Milfurada, Ibitipoca ou Hipérico-Verdadeiro, cujo nome científico é Hypericum perforatum.
É também muito utilizada como remédio caseiro para combater a depressão, eliminar as lombrigas ou aliviar problemas respiratórios, por exemplo.
O chá de hipericão serve para tratar casos de ansiedade e depressão, funcionando como um tranquilizante natural.
Trata também inflamações da bexiga (cistites), dores nos rins e alguns problemas de fígado. É ainda usado para quem sofre de dores musculares e ciática.Usado com regularidade, dá excelentes resultados em caos de impotência e frigidez e resolve também problemas de incontinência urinária. Nas senhoras, este chá alivia ainda as dores menstruais e enxaquecas.
Como fazer o Chá de Hipericão?
O ideal será fazer o chá, com 2 colheres de sopa de hipericão para 1 litro de água a ferver. Coar e beber 3 a 4 chávenas por dia, quente ou frio.
segunda-feira, maio 30, 2016
Semente do Amor
Oiça o grupo brasileiro A Cor Do Som em Semente do Amor .
Este show foi realizado no Circo Voador (Rio de Janeiro) em 2014. A banda era constituída por: Armandinho (guitarra baiana), Mu (teclados), Dadi (baixo), Gustavo (bateria) e Ary Dias (percussão) e contou com a participação especial de Moraes Moreira (voz e violão).
A Cor do Som é um grupo brasileiro que se criou a partir do séquito de músicos que acompanhavam Moraes Moreira após a sua saída dos Novos Baianos. Originalmente este era o nome da banda instrumental que acompanhava os Novos Baianos, título sugerido por Caetano Veloso.
Sim, é como a flor
De água e ar luz e calor, o amor precisa para viver
De emoção, e de alegria, e tem que regar todo dia
No jardim da fé,

Eu já plantei um pé de esperança
No tempo do tempo,
Dia, chuva, vento e pensamento
Num jardim da vida
Já cresceu e é a consciência
Fruto da vivência é
É a consciência é
Sim, é como a flor...
domingo, maio 29, 2016
O Toucinho do Céu
O Toucinho do Céu é uma receita clássica da doçaria conventual portuguesa.
O Toucinho do Céu é uma espécie de bolo feito com açúcar em ponto (pérola) ao qual se adicionam amêndoas raladas, por vezes doce de gila (ou chila) e, finalmente, uma grande número de gemas de ovos.
Pensa-se que o nome Toucinho do Céu, se deve ao facto de a receita, na sua versão original, conter banha de porco como ingrediente.
Este doce conventual faz-se em todo o país, mas existem diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais famosos os de Guimarães e Murça (Trás-os-Montes).
O Toucinho do Céu de Guimarães está associado ao Convento de Santa Clara. Embora não se tenha encontrado, neste mosteiro, qualquer registo escrito da receita, ela surge escrita no século XIX, em cadernos de receitas supostamente herdados do convento, já depois da extinção das ordens religiosas (1834).
Estas receitas contêm doce de chila (ou gila), gemas de ovos e nalguns casos farinha. A massa daí resultante vai a cozer, em forma redonda, em forno brando. Há receitas que incluem também pedacinhos de cidrão cristalizado.
Depois do doce pronto, é polvilhado com bastante açúcar pilé. O bolo é então colocado numa caixa de cartão, devidamente enfeitada com papel recortado e com pequenas flores, feitas também em papel recortado e colocadas sobre o bolo.
Em Murça, no Convento de S. Bento, foi encontrada a receita que ainda hoje é utilizada na sua confecção. Acredita-se que terá sido em Murça que nasceu a receita original deste doce, uma herança das freiras beneditinas que durante séculos ali estiveram instaladas - até finais do século XIX.
Aqui o açúcar tem de atingir o ponto de espadana. Junta-se-lhe depois, a amêndoa ralada e o doce de chila. Em seguida, a canela e as gemas de ovos.
A outra grande diferença é que vai a cozer num tabuleiro retangular. Depois de pronto, polvilha-se com açúcar pilé, e pode cortar-se em fatias regulares que se colocam em caixas forradas com papel de seda recortado.
Em Amarante, Convento de S. Gonçalo de Amarante, há um outro toucinho do céu (receita idêntica foi também encontrada no Mosteiro do Vairão em Vila do Conde).
Neste caso coloca-se o açúcar em ponto de espadana, junta-se a amêndoa, o sumo de limão, as gemas de ovo, e algumas claras. Vai a cozer em forma redonda e enfeita-se a gosto.
Já no Alentejo, em Portalegre, há uma receita do Convento de S. Bernardo, que inclui o açúcar (em ponto de espadana), as amêndoas torradas e raladas, as gemas, algumas claras e alguma farinha. Não tem doce de chila. Também aí mas no Convento de Santa Clara, uma outra receita que inclui, manteiga de vaca. A massa fica mais cremosa.
Em Elvas, Convento de S. Domingos, o toucinho do céu surge com a denominação de Toucinho Rançoso.
O açúcar tem de atingir o ponto de pasta, e inclui doce de chila em maior quantidade do que a de amêndoa.
Ainda em Elvas, no Convento de Santa Clara, há um toucinho do céu menos conhecido, também apelidado de Soror Mariana. Neste, em vez de amêndoas, são utilizadas nozes.
Em Évora, a sua origem está associada ao Convento das Mónicas. Aqui as gemas são passadas por um passador e o açúcar tem de atingir o ponto de pérola. Leva amêndoas torradas e raladas, e gemas.
Chegados ao Algarve, destaca-se o toucinho do céu de Lagos, do Convento de Nossa Senhora do Carmo (da Conceição). Esta receita, um pouco em desuso, utiliza amêndoas, pinhões e avelãs.
Como viu são muitas, as variedades e as formas de toucinho do céu, que poderão ser encontradas no nosso país. Mas, se o quiser experimentar, aqui lhe deixo uma receita completa de uma das variantes deste doce conventual cheio de história.
Ingredientes:
300 g de amêndoas raladas e sem pele
500 g de açúcar
200 ml de água
18 gemas
2 ovos inteiros
1 pitada de sal
1 colher de café de canela em pó
Açúcar de confeiteiro e canela em pó para polvilhar q.b.
Manteiga para untar e farinha de trigo para polvilhar a forma
Preparação:
Ponha o açúcar e a água num tacho. Leve ao lume até formar uma calda em ponto de pérola. Retire e misture, na calda, as amêndoas raladas, juntamente com a pitada de sal.
Deixe arrefecer o preparado e, misture a canela e as gemas e os ovos passados por uma peneira.
A calda deve estar suficientemente fria, para que as gemas não cozinhem ao entrar em contato com ela.
Leve novamente o tacho ao lume. Vá mexendo sempre o preparado, até obter um creme grosso que caia lentamente da colher.
Retire do fogo e coloque o toucinho do céu numa forma de aproximadamente 25 cm (de fundo amovível), que deve estar bem untada com manteiga e enfarinhada.
Leve ao forno (que deve estar pré-aquecido) brando (entre os 150° - 180º C.) durante 35 minutos.
Desenforme depois de frio. Polvilhe com a canela e o açúcar de confeiteiro.
E agora, bom apetite, porque é de comer e chorar por mais!
O Toucinho do Céu é uma espécie de bolo feito com açúcar em ponto (pérola) ao qual se adicionam amêndoas raladas, por vezes doce de gila (ou chila) e, finalmente, uma grande número de gemas de ovos.
Pensa-se que o nome Toucinho do Céu, se deve ao facto de a receita, na sua versão original, conter banha de porco como ingrediente.
Este doce conventual faz-se em todo o país, mas existem diferenças de região para região, sendo os toucinhos do céu mais famosos os de Guimarães e Murça (Trás-os-Montes).
O Toucinho do Céu de Guimarães está associado ao Convento de Santa Clara. Embora não se tenha encontrado, neste mosteiro, qualquer registo escrito da receita, ela surge escrita no século XIX, em cadernos de receitas supostamente herdados do convento, já depois da extinção das ordens religiosas (1834).
Estas receitas contêm doce de chila (ou gila), gemas de ovos e nalguns casos farinha. A massa daí resultante vai a cozer, em forma redonda, em forno brando. Há receitas que incluem também pedacinhos de cidrão cristalizado.Depois do doce pronto, é polvilhado com bastante açúcar pilé. O bolo é então colocado numa caixa de cartão, devidamente enfeitada com papel recortado e com pequenas flores, feitas também em papel recortado e colocadas sobre o bolo.
Em Murça, no Convento de S. Bento, foi encontrada a receita que ainda hoje é utilizada na sua confecção. Acredita-se que terá sido em Murça que nasceu a receita original deste doce, uma herança das freiras beneditinas que durante séculos ali estiveram instaladas - até finais do século XIX.
Aqui o açúcar tem de atingir o ponto de espadana. Junta-se-lhe depois, a amêndoa ralada e o doce de chila. Em seguida, a canela e as gemas de ovos.
A outra grande diferença é que vai a cozer num tabuleiro retangular. Depois de pronto, polvilha-se com açúcar pilé, e pode cortar-se em fatias regulares que se colocam em caixas forradas com papel de seda recortado.
Em Amarante, Convento de S. Gonçalo de Amarante, há um outro toucinho do céu (receita idêntica foi também encontrada no Mosteiro do Vairão em Vila do Conde).
Neste caso coloca-se o açúcar em ponto de espadana, junta-se a amêndoa, o sumo de limão, as gemas de ovo, e algumas claras. Vai a cozer em forma redonda e enfeita-se a gosto.
Já no Alentejo, em Portalegre, há uma receita do Convento de S. Bernardo, que inclui o açúcar (em ponto de espadana), as amêndoas torradas e raladas, as gemas, algumas claras e alguma farinha. Não tem doce de chila. Também aí mas no Convento de Santa Clara, uma outra receita que inclui, manteiga de vaca. A massa fica mais cremosa.
Em Elvas, Convento de S. Domingos, o toucinho do céu surge com a denominação de Toucinho Rançoso.
O açúcar tem de atingir o ponto de pasta, e inclui doce de chila em maior quantidade do que a de amêndoa.Ainda em Elvas, no Convento de Santa Clara, há um toucinho do céu menos conhecido, também apelidado de Soror Mariana. Neste, em vez de amêndoas, são utilizadas nozes.
Em Évora, a sua origem está associada ao Convento das Mónicas. Aqui as gemas são passadas por um passador e o açúcar tem de atingir o ponto de pérola. Leva amêndoas torradas e raladas, e gemas.
Chegados ao Algarve, destaca-se o toucinho do céu de Lagos, do Convento de Nossa Senhora do Carmo (da Conceição). Esta receita, um pouco em desuso, utiliza amêndoas, pinhões e avelãs.
Como viu são muitas, as variedades e as formas de toucinho do céu, que poderão ser encontradas no nosso país. Mas, se o quiser experimentar, aqui lhe deixo uma receita completa de uma das variantes deste doce conventual cheio de história.
Ingredientes:
300 g de amêndoas raladas e sem pele
500 g de açúcar
200 ml de água
18 gemas
2 ovos inteiros
1 pitada de sal
1 colher de café de canela em pó
Açúcar de confeiteiro e canela em pó para polvilhar q.b.
Manteiga para untar e farinha de trigo para polvilhar a forma
Preparação:
Ponha o açúcar e a água num tacho. Leve ao lume até formar uma calda em ponto de pérola. Retire e misture, na calda, as amêndoas raladas, juntamente com a pitada de sal.
Deixe arrefecer o preparado e, misture a canela e as gemas e os ovos passados por uma peneira.
A calda deve estar suficientemente fria, para que as gemas não cozinhem ao entrar em contato com ela.
Leve novamente o tacho ao lume. Vá mexendo sempre o preparado, até obter um creme grosso que caia lentamente da colher.Retire do fogo e coloque o toucinho do céu numa forma de aproximadamente 25 cm (de fundo amovível), que deve estar bem untada com manteiga e enfarinhada.
Leve ao forno (que deve estar pré-aquecido) brando (entre os 150° - 180º C.) durante 35 minutos.
Desenforme depois de frio. Polvilhe com a canela e o açúcar de confeiteiro.
E agora, bom apetite, porque é de comer e chorar por mais!
sábado, maio 28, 2016
Para lá de Bagdad
Para lá de Bagdad, é o novo romance histórico do escritor português Alberto S. Santos.
Este é o quarto romance de Alberto S. Santos, advogado natural de Paço de Sousa, Penafiel, que exerceu o cargo de presidente da Câmara de Penafiel durante 12 anos.
Alberto S. Santos, apaixonado pelos livros e pela investigação histórica, comissário do prestigiado evento literário Escritaria, foi também autor de outros sucessos como: "A Escrava de Córdova" (2008), "A Profecia de Istambul" (2010) e "O Segredo de Compostela" (2013).
Sinopse:
O livro retrata o dia 21 de junho de 921, Ahmad ibn Fadlan, emissário do califa, que parte de Bagdad para uma arriscada missão na Bulgária do Volga, na Rússia atual. Para trás, deixa os mestres e companheiros da Casa da Sabedoria, que ergueram a época dourada do Islão. Os perigos que encontra ao longo do caminho levam Ahmad a alterar o rumo da viagem e a dirigir-se para as terras nórdicas do sol da meia-noite.
Ao longo da jornada, vive um amor proibido com Zobaida, a bela escrava do tio, que o faz repensar toda a sua existência. Por entre climas adversos, costumes bárbaros de povos não civilizados e inesperados jogos de poder, o emissário do califa descobre um desconcertante mundo novo. Ao mesmo tempo, em Bagdad, assiste-se ao início de uma nova era: os sábios são perseguidos e os livros queimados na praça.
Um romance envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da História da Idade Média, que dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida.
Este é o quarto romance de Alberto S. Santos, advogado natural de Paço de Sousa, Penafiel, que exerceu o cargo de presidente da Câmara de Penafiel durante 12 anos.
Alberto S. Santos, apaixonado pelos livros e pela investigação histórica, comissário do prestigiado evento literário Escritaria, foi também autor de outros sucessos como: "A Escrava de Córdova" (2008), "A Profecia de Istambul" (2010) e "O Segredo de Compostela" (2013).
Sinopse:
O livro retrata o dia 21 de junho de 921, Ahmad ibn Fadlan, emissário do califa, que parte de Bagdad para uma arriscada missão na Bulgária do Volga, na Rússia atual. Para trás, deixa os mestres e companheiros da Casa da Sabedoria, que ergueram a época dourada do Islão. Os perigos que encontra ao longo do caminho levam Ahmad a alterar o rumo da viagem e a dirigir-se para as terras nórdicas do sol da meia-noite.
Ao longo da jornada, vive um amor proibido com Zobaida, a bela escrava do tio, que o faz repensar toda a sua existência. Por entre climas adversos, costumes bárbaros de povos não civilizados e inesperados jogos de poder, o emissário do califa descobre um desconcertante mundo novo. Ao mesmo tempo, em Bagdad, assiste-se ao início de uma nova era: os sábios são perseguidos e os livros queimados na praça.
Um romance envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da História da Idade Média, que dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida.
sexta-feira, maio 27, 2016
Canção para "Paulo" (A Stuart Angel)
![]() |
| Vala comum de vítimas do 27 de Maio de 1977 em Angola |
com o silêncio
e trespassaram teu corpo
com uma corrente.
Eles te arrastaram em um carro
e te encheram de gases,
eles cobriram teus gritos
com chacotas.
Um vento gelado soprava lá fora
e os gemidos tinham a cadência
dos passos dos sentinelas no pátio.
Nele, os sentimentos não tinham eco
nele, as baionetas eram de aço
nele, os sentimentos e as baionetas
se calaram.
Um sentido totalmente diferente de existir
se descobre ali,
naquela sala.
Um sentido totalmente diferente de morrer
se morre ali,
naquela vala.
Eles queimaram nossa carne com os fios
e ligaram nosso destino à mesma eletricidade.
Igualmente vimos nossos rostos invertidos
e eu testemunhei quando levaram teu corpo
envolto em um tapete.
Então houve o percurso sem volta
houve a chuva que não molhou
a noite que não era escura
o tempo que não era tempo
o amor que não era mais amor
a coisa que não era mais coisa nenhuma.
Entregue a perplexidades como estas,
meus cabelos foram se embranquecendo
e os dias foram se passando.
Alex Polari - Inventário de Cicatrizes
quinta-feira, maio 26, 2016
Ylang Ylang ou a Flor do Desejo
O ilangue-ilangue é uma árvore perene, de porte médio, pertencente à ordem das Malpighiales e à família das Anonaceas, que pode atingir até 20 metros de altura.
Originária do continente asiático, tornou-se conhecida desde tempos remotos, devido ao seu aroma, pelas populações da Malásia, Indonésia, Comores, Madagáscar e, posteriormente, pelas populações do continente europeu.
O nome ilangue-ilangue provém do inglês Ylang Ylang, que por sua vez deriva do idioma malaio e significa a "Flor das Flores".
Esta planta é utilizada na composição aromática de vários perfumes. O seu óleo essencial é exótico e aromático e pode ajudar a acalmar o corpo e a mente. Já foi usado em Madagáscar e outras regiões tropicais para atrair parceiros.
Atualmente, as pessoas aproveitam as suas propriedades medicinais para tratar problemas de saúde.
No Brasil, ganhou popularidade na década de 1920, sendo importada com o nome de Kananga do Japão, por causa das propriedades afrodisíacas e suavizadoras da derme.
Em 1989, deu nome a uma telenovela da Rede Manchete, chamada Kananga do Japão.
Originária do continente asiático, tornou-se conhecida desde tempos remotos, devido ao seu aroma, pelas populações da Malásia, Indonésia, Comores, Madagáscar e, posteriormente, pelas populações do continente europeu.
O nome ilangue-ilangue provém do inglês Ylang Ylang, que por sua vez deriva do idioma malaio e significa a "Flor das Flores".
Esta planta é utilizada na composição aromática de vários perfumes. O seu óleo essencial é exótico e aromático e pode ajudar a acalmar o corpo e a mente. Já foi usado em Madagáscar e outras regiões tropicais para atrair parceiros.
Atualmente, as pessoas aproveitam as suas propriedades medicinais para tratar problemas de saúde.No Brasil, ganhou popularidade na década de 1920, sendo importada com o nome de Kananga do Japão, por causa das propriedades afrodisíacas e suavizadoras da derme.
Em 1989, deu nome a uma telenovela da Rede Manchete, chamada Kananga do Japão.
quarta-feira, maio 25, 2016
Combater Duas Vezes, Mulheres na Luta Armada em Angola
"Combater Duas Vezes, Mulheres na Luta Armada em Angola" é um livro da investigadora Margarida Paredes.
Margarida Paredes (1953), investigadora social portuguesa, foi guerrilheira do MPLA na luta pela independência de Angola.
Em 1974 abandonou o curso universitário na Bélgica para lutar pela independência de Angola, ao lado do MPLA, movimento ao qual aderiu em 1973.
Foi uma das primeira militantes a entrar em Luanda após o 25 de Abril de 1974.
Depois da independência de Angola trabalhou na área da cultura daquele país, tendo regressado a Portugal em 1981.
Sinopse:
A história contemporânea de Angola é inseparável das guerras e conflitos que duraram entre 1961 e 2002, incluindo as Lutas de Libertação nacional e a Guerra Civil após a independência. Um dos aspetos mais marcantes destas guerras foi a participação das mulheres como combatentes.
terça-feira, maio 24, 2016
A Canção da Saudade
A Canção da Saudade (1964) - é um musical português com realização de Henrique Campos e José Luís Monter. O argumento é de Henrique Campos e Cecília Delgado. Este filme conta com as interpretações de Florbela Queiroz, Américo Coimbra, Ismael Melro, Vítor Gomes, Tony de Matos e Madalena Iglésias.
Sinopse:
Numa família modesta, o pai, Leonel, é um pianista nostálgico das melodias do passado, enquanto o filho, Tony, chefia Os Gatos Pretos, um conjunto de "twist". A filha, Cilinha - que namora Raul, um rapaz de situação desafogada - é uma jovem muito atinada. Raul acaba por proporcionar a Leonel, a Tony e a Os Gatos Pretos, uma oportunidade para demonstrarem os seus dotes musicais, criando o "dancing" da reconciliação: Lisboa Antiga e Moderna...
Sinopse:
Numa família modesta, o pai, Leonel, é um pianista nostálgico das melodias do passado, enquanto o filho, Tony, chefia Os Gatos Pretos, um conjunto de "twist". A filha, Cilinha - que namora Raul, um rapaz de situação desafogada - é uma jovem muito atinada. Raul acaba por proporcionar a Leonel, a Tony e a Os Gatos Pretos, uma oportunidade para demonstrarem os seus dotes musicais, criando o "dancing" da reconciliação: Lisboa Antiga e Moderna...
segunda-feira, maio 23, 2016
Canção da Saudade
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Não é por ti que dormes em meus braços que sinto amor. Eu amo a minha irmã gemea que nasceu sem vida, e amo-a a fantazia-la viva na minha edade.
Tu, meu amor, que nome é o teu? Dize onde vives, dize onde móras, dize se vives ou se já nasceste.
Eu amo aquella mão branca dependurada da amurada da galé que partia em busca de outras galés perdidas em mares longissimos.
Eu amo um sorriso que julgo ter visto em luz do fim-do-dia por entre as gentes apressadas.
Eu amo aquellas mulheres formosas que indiferentes passaram a meu lado e nunca mais os meus olhos pararam nelas.
Eu amo os cemiterios - as lágens são espessas vidraças transparentes, e eu vejo deitadas em leitos florídos virgens núas, mulheres bellas rindo-se para mim.
Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi.
Se eu fosse cego amava toda a gente.
Almada Negreiros - "Frisos - Revista Orpheu nº1"
domingo, maio 22, 2016
Wallis e Futuna
Wallis e Futuna, oficialmente Ilhas Wallis e Futuna, habitadas por povos polinésios, é uma coletividade ultramarina de França, situada a leste da Austrália, no oceano Pacífico.O território é constituído pelo arquipélago de Wallis, formado pela ilha de Wallis (Uvea) - onde está situada a capital - e 22 ilhotas, além da ilha Futuna e a quase desabitada Alofi.
Este conjunto está situado na Polinésia Ocidental, rodeado por Tuvalu (a norte), Fiji (a sul) e o arquipélago de Samoa (a leste). As ilhas têm um clima tropical chuvoso.
A composição étnica da população compreende uma maioria de origem polinésia, sendo que grande parte vive em Wallis e a restante em Futuna. O catolicismo é maioritário (99%) e, em relação aos idiomas, fala-se o francês (oficial), walliriano (oficial), bem como línguas polinésias.
Esta coletividade mantêm a divisão tradicional em três reinos: o de Wallis e os dois que dividem a ilha de Futuna (Sigave e Alo).Além do administrador-chefe, indicado por França, o território é dirigido por um conselho de seis membros, que inclui os três reis.
As ilhas que formam Wallis e Futuna são habitadas desde o século XII por imigrantes polinésios de Tonga e Samoa. Em 1616, os navegadores dos Países Baixos, Willem Schouten e Jacob Le Maire, descobrem Futuna e é só em 1767 que os franceses chegam a Wallis. Tornam-se território francês em 1842, como uma dependência da Nova Caledónia.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Wallis é utilizada como base militar pelos Estados Unidos. Após plebiscitos realizados nas ilhas, em 1959, o arquipélago adquire a condição de território ultramarino em 1961, com estatuto próprio.Este território vive da pesca, da agricultura (a cultura principal é o coqueiro do qual se processa a copra) e do turismo.
No início da década de 90, a economia local também beneficiou com a expansão do setor de construção civil e de obras públicas e, ainda, com a fundação do Banco de Wallis e Futuna, em 1991.
No plebiscito de 1992, 76,5% dos eleitores aprovam a integração na União Europeia.
Em 1998 a Nova Caledónia assina o Acordo de Nouméa com o governo francês e, no acordo, são estabelecidas relações com as ilhas Wallis e Futuna. O acordo dá poder de controle da imigração ao governo da Nova Caledónia e, em troca, exige apoio financeiro ao desenvolvimento económico e social de Wallis e Futuna. Desde o início de 2000 os governos também discutem acordos de livre comércio e direitos laborais entre os dois territórios.Se quiser ficar a conhecer melhor estas ilhas, veja com atenção os dois vídeos que se seguem. Valem bem a pena. Parecem um paraíso perdido no meio do Pacífico.
Ora veja!
sábado, maio 21, 2016
Rosa da Madragoa
Oiça a fadista portuguesa Raquel Tavares (1985) em Rosa da Madragoa.
Em 2005 foi a atracção da revista Arre Potter que é demais!, no Parque Mayer.
O seu álbum, Raquel Tavares, é lançado em 2006 enquanto em 2008, saiu o álbum de estúdio, Bairro.
Ainda em 2006 Raquel Tavares recebeu o Prémio Amália Rodrigues para Revelação Feminina, da Fundação Amália Rodrigues. Já em 2007, seria a vez da Casa da Imprensa a atribuir-lhe o Prémio Revelação.
Raquel Tavares passou por várias casas de fados (Café Luso, Senhor Vinho, Arcadas do Faia, Adega Mesquita, Adega Machado), sendo em 2009 uma presença regular na Casa de Linhares "Bacalhau De Molho", onde se podiam também encontrar nomes como Celeste Rodrigues, Maria da Nazaré, Ana Moura, Jorge Fernando, Manuel Bastos, Maria do Carmo ou Vânia Duarte.
Por esta altura, as actuações de Raquel estendem-se a vários países e cidades como Paris, Roma, Madrid e até a Santiago do Chile.
Raquel Tavares participou no documentário O Fado da Bia (2012), realizado por Diogo Varela Silva, tendo com figura central, a sua grande referência, Beatriz da Conceição.
Raquel Tavares voltou, após uma paragem de oito anos, a lançar o terceiro álbum de originais chamado Raquel .
Raquel Tavares ganhou notoriedade no fado em 1997, ano em que, com 12 anos, venceu a Grande Noite do Fado. Em 1999 editou o seu primeiro álbum de fados.
Em 2004, estreou-se no cinema para desempenhar um pequeno papel de fadista, no filme de Mário Barroso, denominado O Milagre Segundo Salomé.Em 2005 foi a atracção da revista Arre Potter que é demais!, no Parque Mayer.
O seu álbum, Raquel Tavares, é lançado em 2006 enquanto em 2008, saiu o álbum de estúdio, Bairro.
Ainda em 2006 Raquel Tavares recebeu o Prémio Amália Rodrigues para Revelação Feminina, da Fundação Amália Rodrigues. Já em 2007, seria a vez da Casa da Imprensa a atribuir-lhe o Prémio Revelação.
Raquel Tavares passou por várias casas de fados (Café Luso, Senhor Vinho, Arcadas do Faia, Adega Mesquita, Adega Machado), sendo em 2009 uma presença regular na Casa de Linhares "Bacalhau De Molho", onde se podiam também encontrar nomes como Celeste Rodrigues, Maria da Nazaré, Ana Moura, Jorge Fernando, Manuel Bastos, Maria do Carmo ou Vânia Duarte.
Por esta altura, as actuações de Raquel estendem-se a vários países e cidades como Paris, Roma, Madrid e até a Santiago do Chile.Raquel Tavares participou no documentário O Fado da Bia (2012), realizado por Diogo Varela Silva, tendo com figura central, a sua grande referência, Beatriz da Conceição.
Raquel Tavares voltou, após uma paragem de oito anos, a lançar o terceiro álbum de originais chamado Raquel .
sexta-feira, maio 20, 2016
O Sabugueiro
O sabugueiro é um arbusto ou pequena árvore, que pode atingir até 11/14 metros de altura, possui pequenas flores de cor branca e perfume agradável e é considerada uma planta medicinal devido às suas propriedades, que trazem imensos benefícios à saúde humana.
O Sambucus nigra L., conhecido pelos nomes comuns de sabugueiro-da-europa, sabugueiro-negro, sabugueiro ou sabugueirinho, é uma espécie arbustiva pertencente ao género Sambucus (família Adoxaceae), com distribuição natural na Europa e Norte de África mas actualmente naturalizada em diversas zonas temperadas e subtropicais, (incluindo algumas regiões do Brasil como por exemplo no Rio Grande do Sul).
O sabugueiro é uma espécie muito comum, sendo as suas flores e frutos amplamente utilizados como medicamento, alimento e corante. O sabugo ou baga de sabugueiro, é um fruto comestível, utilizado na preparação de doces e de bebidas, razão pela qual a espécie é comercialmente cultivada no centro e leste da Europa.
Para Que Serve o Sabugueiro?
Como Usar o Sabugueiro?
As partes utilizadas do sabugueiro são as suas flores, as bagas, as folhas e a parte interna do caule.
As flores, permitem fazer o Chá de Sabugueiro: Colocar 1 colher (de sopa) de flores secas de sabugueiro numa chávena de água a ferver. Deixe a macerar durante 10 minutos. Coe e tome 3 chávenas do chá por dia.
A segunda casca, que é aquela que fica depois de se raspar a parte externa das varas, é purgante e diurética.
As folhas são utilizadas ou em fresco, ou secas. Depois de secas podem-se utilizar na preparação de um unguento: “Unguentum Sambuci Viride”. Este era ou foi muitas vezes utilizado como remédio doméstico para tratar escoriações, entorses, frieiras, assim como para cicatrizar cortes.
A baga do sabugueiro contem flavonóides (rutina e isoquercitina), ácidos orgânicos, pigmentos antocianicos, açúcares redutores, isto para além de pectina, taninos e vitaminas A, e C assim como elementos minerais.
O extracto da baga de Sabugueiro, tem propriedades laxativas. O sumo é um óptimo remédio contra as enxaquecas e as dores nervosas.
Os Efeitos Colaterais do Sabugueiro:
Os efeitos colaterais do sabugueiro podem incluir reações alérgicas variadas.
Contraindicações do Sabugueiro:
O sabugueiro está contraindicado para grávidas e lactantes.
O Sambucus nigra L., conhecido pelos nomes comuns de sabugueiro-da-europa, sabugueiro-negro, sabugueiro ou sabugueirinho, é uma espécie arbustiva pertencente ao género Sambucus (família Adoxaceae), com distribuição natural na Europa e Norte de África mas actualmente naturalizada em diversas zonas temperadas e subtropicais, (incluindo algumas regiões do Brasil como por exemplo no Rio Grande do Sul).
O sabugueiro é uma espécie muito comum, sendo as suas flores e frutos amplamente utilizados como medicamento, alimento e corante. O sabugo ou baga de sabugueiro, é um fruto comestível, utilizado na preparação de doces e de bebidas, razão pela qual a espécie é comercialmente cultivada no centro e leste da Europa.
Para Que Serve o Sabugueiro?
- Combate os radicais livres – O sabugueiro possui quantidades significativas de substâncias antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres no organismo. Os radicais livres estão associados ao envelhecimento, ao aparecimento de doenças cardíacas, ao cancro e aos derrames;
- Melhora o sistema imunológico – Por ser rico em vitamina C, o sabugueiro pode ajudar no fortalecimento do sistema imunológico;
- Combate o envelhecimento – Os antioxidantes e as substâncias como flavonoides e antocianinas protegem as células e podem reduzir a degeneração celular, reduzindo os efeitos do envelhecimento, mantendo o corpo jovem e saudável;
- Trata as gripes ou resfriados – Auxilia o tratamento de gripes, resfriados, febre, tosse, rinite e sintomas alérgicos.
- Outras qualidades: graças às suas propriedades serve para tratar feridas (é cicatrizante), abcessos, problemas renais, hemorróidas, espasmos, ácido úrico, litíase urinária, nefrite, queimaduras e reumatismo. O sabugueiro tem, ainda, propriedades depurativas, diuréticas, laxantes e sudoríferas.
Como Usar o Sabugueiro?As partes utilizadas do sabugueiro são as suas flores, as bagas, as folhas e a parte interna do caule.
As flores, permitem fazer o Chá de Sabugueiro: Colocar 1 colher (de sopa) de flores secas de sabugueiro numa chávena de água a ferver. Deixe a macerar durante 10 minutos. Coe e tome 3 chávenas do chá por dia.
A segunda casca, que é aquela que fica depois de se raspar a parte externa das varas, é purgante e diurética.
As folhas são utilizadas ou em fresco, ou secas. Depois de secas podem-se utilizar na preparação de um unguento: “Unguentum Sambuci Viride”. Este era ou foi muitas vezes utilizado como remédio doméstico para tratar escoriações, entorses, frieiras, assim como para cicatrizar cortes.
A baga do sabugueiro contem flavonóides (rutina e isoquercitina), ácidos orgânicos, pigmentos antocianicos, açúcares redutores, isto para além de pectina, taninos e vitaminas A, e C assim como elementos minerais.
O extracto da baga de Sabugueiro, tem propriedades laxativas. O sumo é um óptimo remédio contra as enxaquecas e as dores nervosas.Os Efeitos Colaterais do Sabugueiro:
Os efeitos colaterais do sabugueiro podem incluir reações alérgicas variadas.
Contraindicações do Sabugueiro:
O sabugueiro está contraindicado para grávidas e lactantes.
quinta-feira, maio 19, 2016
A Pomba Gira
A Pomba Gira (Pombajira, Bombogira ou Pombagira) é uma entidade espiritual da umbanda, que se manifesta incorporada num médium.
Para muitos, é uma espécie de forma feminina do orixá Exu. O termo poderia ser uma corruptela de Pambu Njila, equivalente ao orixá Exu, no candomblé de Angola. Esta entidade é a mensageira entre o mundo dos orixás e a terra.
O Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totémica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo mais de três milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil.
A umbanda, uma religião brasileira com origens africanas, foi trazida para o Brasil pelos escravos de origem bantu (Angola, Nigéria, etc), e é caracterizada por vários rituais. A Pomba Gira está fundamentada como arquétipo criado a partir da bombogira, originária dos cultos africanos de Angola.
Para muitos a Pomba Gira veio para construir um arquétipo forte e poderoso, para ultrapassar o machismo ostentado por Exu e todos os homens vaidosos, e, a sua força e poder sobre as mulheres.
Com o tempo a entidade construiu um arquétipo de mulher libertada, exibicionista, provocante, livre das convenções sociais e, passou a ser chamada de Pomba Gira.
Segundo a umbanda a Pomba Gira é um espírito de luxúria, já que todos os prazeres deste mundo lhe são agradáveis.
Para alguns sacerdotes, a Pomba Gira é um espírito de mulheres que na sua vida foram prostitutas, ou mulheres ligadas aos prazeres das coisas carnais, e, que ao morrer se transformaram em entidades espirituais, que voltaram depois ao mundo para evoluir ajudando os outros.
A Pomba Gira é especializada no amor e nos relacionamentos por ser o orixá do trono do desejo e dos estímulos.
É vista como a personificação das forças da natureza, que equivale à força feminina de Exu – orixá guardião do comportamento humano, das casas, das aldeias etc.
Afirma-se na teologia Umbanda e Kimbanda, que o conceito Pomba-Gira, serve para distinguir toda uma linhagem de espíritos femininos que costumam auxiliar os médiuns nos terreiros de umbanda, como por exemplo: Sete Saias, Pombagira Maria Mulambo (pombas giras ligadas a locais ermos), Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas (pombas giras ligadas ás encruzilhadas), Pombagira da Calunga (pombas giras afetas aos cemitérios), Pombagira das Almas, Pombagira Cigana (pombas giras relacionadas com ciganas), Rosa Vermelha, Dona Rosinha Caveira, entre outras.
As cores predominantes da Pomba Gira são o vermelho e o preto. É representada com saias rodadas, blusas com rendas, colares, flores e muitos enfeites.
As suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a aguardente, o gim, os espelhos, as bijuterias, os batons, as cigarrilhas e os cigarros de filtro branco, as rosas vermelhas (sempre em número ímpar), as jóias, os perfumes, o mel, o licor de anis (que é uma das suas bebidas preferidas). Enfim, todo o tipo de aparato que se atribui à chamada "vaidade feminina".
Os despachos às Pomba Giras são feitos em encruzilhadas em forma de "T", cemitérios, estradas e, em alguns casos, jardins.
Assista agora, através do vídeo abaixo, à Festa Pomba Gira 2014, num Terreiro de Umbanda.
Para muitos, é uma espécie de forma feminina do orixá Exu. O termo poderia ser uma corruptela de Pambu Njila, equivalente ao orixá Exu, no candomblé de Angola. Esta entidade é a mensageira entre o mundo dos orixás e a terra.
O Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totémica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo mais de três milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil.
A umbanda, uma religião brasileira com origens africanas, foi trazida para o Brasil pelos escravos de origem bantu (Angola, Nigéria, etc), e é caracterizada por vários rituais. A Pomba Gira está fundamentada como arquétipo criado a partir da bombogira, originária dos cultos africanos de Angola.Para muitos a Pomba Gira veio para construir um arquétipo forte e poderoso, para ultrapassar o machismo ostentado por Exu e todos os homens vaidosos, e, a sua força e poder sobre as mulheres.
Com o tempo a entidade construiu um arquétipo de mulher libertada, exibicionista, provocante, livre das convenções sociais e, passou a ser chamada de Pomba Gira.
![]() |
| P. G. do Fogo |
Para alguns sacerdotes, a Pomba Gira é um espírito de mulheres que na sua vida foram prostitutas, ou mulheres ligadas aos prazeres das coisas carnais, e, que ao morrer se transformaram em entidades espirituais, que voltaram depois ao mundo para evoluir ajudando os outros.
A Pomba Gira é especializada no amor e nos relacionamentos por ser o orixá do trono do desejo e dos estímulos.
![]() |
| P. G. Maria Mulambo |
Afirma-se na teologia Umbanda e Kimbanda, que o conceito Pomba-Gira, serve para distinguir toda uma linhagem de espíritos femininos que costumam auxiliar os médiuns nos terreiros de umbanda, como por exemplo: Sete Saias, Pombagira Maria Mulambo (pombas giras ligadas a locais ermos), Maria Padilha, Rosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas (pombas giras ligadas ás encruzilhadas), Pombagira da Calunga (pombas giras afetas aos cemitérios), Pombagira das Almas, Pombagira Cigana (pombas giras relacionadas com ciganas), Rosa Vermelha, Dona Rosinha Caveira, entre outras.
![]() |
| P. G. Calunga |
As suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a aguardente, o gim, os espelhos, as bijuterias, os batons, as cigarrilhas e os cigarros de filtro branco, as rosas vermelhas (sempre em número ímpar), as jóias, os perfumes, o mel, o licor de anis (que é uma das suas bebidas preferidas). Enfim, todo o tipo de aparato que se atribui à chamada "vaidade feminina".
Os despachos às Pomba Giras são feitos em encruzilhadas em forma de "T", cemitérios, estradas e, em alguns casos, jardins.
Assista agora, através do vídeo abaixo, à Festa Pomba Gira 2014, num Terreiro de Umbanda.
quarta-feira, maio 18, 2016
Hei-de Trazer-te Aqui
Hei-de trazer-te aqui para te mostraros pequenos barcos brancos
que levam o Verão desenhado nas velas
e trazem no bojo a alegria dos arquipélagos
onde se ama sem azedume nem pressa.
Aqui, temos a ilusão breve
de que os dias sabem a pólen
e esvoaçam nas asas das abelhas
como cartas eternamente sem resposta.
José Jorge Letria - "Capela dos Ócios"
terça-feira, maio 17, 2016
A Tulipeira do Gabão
1 – Tulipeira do GabãoA bisnagueira, tulipeira-do-gabão ou chama-da-floresta,é uma árvore da família das Bignoniaceae, sendo a única espécie do seu género botânico.
Esta árvore atinge de 7 a 25 metros de altura, e é nativa da África tropical.
É utilizada com frequência como planta ornamental em zonas tropicais. É muito apreciada pelas suas vistosas flores campanuladas de cor vermelha-alaranjada, rubras ou, mais raramente, amarelas e tem, em condições favoráveis, a capacidade de se tornar uma espécie invasora.
O botão floral em forma de bisnaga contém água, e por isso as flores, são usadas pelas crianças nas suas brincadeiras, tirando partido desta sua particularidade.A seiva provoca manchas amarelas nos dedos e na roupa, e, as flores são muito atractivas para muitas espécies de aves, apesar da toxidade apresentada pelas mesmas .
Em jardins e parques, o seu néctar atrai muitos beija-flores.
A sua madeira é macia e por isso é, por vezes, usada por aves que fazem os seus ninhos escavando os troncos.
segunda-feira, maio 16, 2016
Mayotte
Mayotte ou Maiote é um departamento ultramarino francês, com a capital em Mamoudzou, situado entre o Oceano Índico e o Canal de Moçambique, na porção mais oriental do Arquipélago das Comores.Maiote é constituído pela ilha Mayotte propriamente dita, também conhecida por Mahoré ou Grande Terre, e duas ilhas bem mais pequenas: Pamanzi (ou Petite Terre) e Chissioi m'Zamboro.
Os seus vizinhos mais próximos são as Comores, a noroeste; Madagáscar, a sudeste; Seicheles, a nordeste; ilhas Gloriosas, dependentes de Reunião, a nordeste; e Moçambique, a oeste.
Foi descoberta por navegadores árabes do período Abássida, no século IX, e anexada, juntamente com as Comores. Em 1503, os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à ilha. Foi anexada pela França em 1841.
É uma ilha de origem vulcânica, com um clima tropical, e chuvas de novembro a maio.Se for até lá não deixe de visistar: A reserva natural de Saziley; as ilhotas Choazils e M’tzamboro; o Monte Choungui; a reserva da Passagem em “S” e a barreira de colinas de Combani e os seus campos de ylang-ylang.
Um dos principais encantos de Mayotte reside na sua barreira de corais que delimita uma das maiores lagunas fechadas do mundo. Mayotte oferece também dos mais belos espetáculos da natureza: o das baleias-jubarte que ensinam os rudimentos da vida aos seus recém-nascidos ou a observação das tartarugas marinhas. A fauna selvagem é diversificada: o maki, espécie de lêmure próprio de Mayotte ou ainda o roussette, morcego imponente que percorre os céus tanto de dia quanto de noite.
Baobás, Tulipeiras do Gabão ou ainda Takamakas espalham-se pelas florestas úmidas e secas. Podem ser vistos também o ylang-ylang e magníficas orquídeas selvagens (existem quase 50 espécies diferentes) entre as quais a baunilha.
A sua economia tem por base a agricultura, cujos principais produtos são o coco, o cacau, as especiarias e a pesca.
A maioria da população é muçulmana, praticando o islamismo como religião, o que corresponde a 97% da população. Os restantes 3% seguem o cristianismo (na sua maioria católico).
Mayotte é uma sociedade miscigenada, porque herdou um mosaico de culturas: africana, persa, oriental, malgaxe, europeia e árabe. Este cruzamento de vários mundos e civilizações forjou una cultura rica e autêntica.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















