Neste momento existem pelo menos 10 Estados não reconhecidos internacionalmente, sendo que a existência de 9 deles também não é reconhecida pela própria Organização das Nações Unidas.
O Estado da Palestina é, no entanto, um Estado observador da Organização das Nações Unidas.
Estes estados são denominados Estados de facto mas não de jure.
Alguns deles têm décadas de existência e controlam realmente o seu território nacional, sendo que alguns são inclusive reconhecidos por um ou mais Estados (é o caso de Taiwan, da Palestina ou do Saara Ocidental que é reconhecido por 81 países). Outro é considerado pelos críticos como folclore (Seborga).
Esta situação não é um fenómeno recente e vários países declararam a sua indepêndencia unilateralmente: foi o caso de Portugal, por exemplo, e dos próprios Estados Unidos.
sábado, janeiro 17, 2015
sexta-feira, janeiro 16, 2015
Ilhas de Lixo
Os oceanos e os mares estão cada vez mais poluídos.
O Programa Ambiental da ONU constatou que o plástico forma 90% do lixo flutuante dos oceanos. Este lixo está depositado na sua maior parte no Oceano Pacífico.
São 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para ali pelas correntes marítimas e que formam um amontoado de 700 mil km2.
A quantidade de lixo sobre o Pacífico é de tal modo impressionante, queo activista ecológico Marcus Eriksen refere que se parece com "uma ilha de lixo plástico sobre a qual se pode andar. É uma sopa de plástico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode corresponder a até duas vezes o tamanho dos EUA".
O lixo está a agrupar-se no mar devido à influência das correntes marítimas, formando assim verdadeiras ilhas oceânicas de lixo. Translúcida, esta "mancha" flutua rente à linha da água, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 km da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e estende-se quase até ao Japão. Dois factores contribuem para formação deste problema: a acção humana e a própria natureza.
Em algumas áreas o plástico supera a quantidade de plâncton e a estimativa é de que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte a mais de um milhão de aves e a mais de 100 mil mamíferos marinhos.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pelo que não há processo natural que o elimine. É a durabilidade do plástico que o torna tão útil às pessoas. Mas, é isso também, que o torna tão prejudicial à natureza.
Entre 2010 e 2011 ocorreu a Expedição Malaspina 2010, uma expedição científica que deu a volta ao mundo a bordo de dois navios oceanográficos, com uma equipa de cientistas que puderam estudar e avaliar o impacto e a quantidade de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico.
Em 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambicionava dar visibilidade mundial a esta "catástrofe ecológica", através da recolha de imagens e de observações científicas.
Se quiser ficar a saber mais sobre o assunto, veja com atenção o vídeo que se segue.
Não perca esta oportunidade!
O Programa Ambiental da ONU constatou que o plástico forma 90% do lixo flutuante dos oceanos. Este lixo está depositado na sua maior parte no Oceano Pacífico.
São 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para ali pelas correntes marítimas e que formam um amontoado de 700 mil km2.
A quantidade de lixo sobre o Pacífico é de tal modo impressionante, queo activista ecológico Marcus Eriksen refere que se parece com "uma ilha de lixo plástico sobre a qual se pode andar. É uma sopa de plástico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode corresponder a até duas vezes o tamanho dos EUA".
O lixo está a agrupar-se no mar devido à influência das correntes marítimas, formando assim verdadeiras ilhas oceânicas de lixo. Translúcida, esta "mancha" flutua rente à linha da água, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 km da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e estende-se quase até ao Japão. Dois factores contribuem para formação deste problema: a acção humana e a própria natureza.Em algumas áreas o plástico supera a quantidade de plâncton e a estimativa é de que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte a mais de um milhão de aves e a mais de 100 mil mamíferos marinhos.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pelo que não há processo natural que o elimine. É a durabilidade do plástico que o torna tão útil às pessoas. Mas, é isso também, que o torna tão prejudicial à natureza.
Entre 2010 e 2011 ocorreu a Expedição Malaspina 2010, uma expedição científica que deu a volta ao mundo a bordo de dois navios oceanográficos, com uma equipa de cientistas que puderam estudar e avaliar o impacto e a quantidade de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico.Em 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambicionava dar visibilidade mundial a esta "catástrofe ecológica", através da recolha de imagens e de observações científicas.
Se quiser ficar a saber mais sobre o assunto, veja com atenção o vídeo que se segue.
Não perca esta oportunidade!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
O Corpo É Que Paga
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| António Variações |
Veja este original músico português, na célebre música "O Corpo É Que Paga".
Esta é a edição de um vídeo (Youtube) de João Graça feito a partir da versão original de "O Corpo É Que Paga" que tem música e letra de António Variações.
Quando a cabeça….
Quando a cabeça não tem juizo
Quando te esforças mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Quando a cabeça não se liberta
Das frustaçoes inibiçoes toda essa força
Que te aperta o corpo é que sofre
As privaçoes mutilaçoes (lap tap tere ...)
Quando a cabeça está convencidaDe que ela é a oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpro é que sofre
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofre
Se isso te dá prazer
Quando a cabeça está nessa confusão
Já sem saber que hás-de fazer, e já és tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir (lap tap tere ...)
Quando a cabeça rola pro abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer
Quando a cabeça não tem juizo
E tu não sabes mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagarSe tu estás a gostar
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso te dá prazer
Deixa´ó cantar deixa´ó cantar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó beijar deixa´ó beijar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó gritar deixa´ó gritar
Se tu estás a libertar
quarta-feira, janeiro 14, 2015
O Carimbó
O Carimbó é uma das mais tradicionais expressões culturais da região amazónica.
O Carimbó é uma dança de roda, característica do litoral do Pará, mas que se espalhou também pela região nordeste, do Brasil.
O carimbó é considerado um género de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente a negra.
O nome carimbó ou "curimbó" também se aplica ao tambor utilizado neste estilo de dança. O carimbó é, assim, um ritmo famoso pela batida do seu tambor, pelos instrumentos de cordas como o banjo e também por chocalhos.
Esta dança expressa-se pelos passos característicos dos casais de dançarinos, que usam um figurino que chama atenção pelas saias rodadas das mulheres, que têm sempre estampados vibrantes.
Maranhãozinho, no município de Marapanim e Araquaim, em Curuçá, são dois dos locais que reivindicam hoje a paternidade deste género de dança, sendo o primeiro o mais provável deles.
Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o género é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazónia".
O carimbó expressa, portanto, a força da identidade e da cultura do povo da Amazónia. Pode conferir a expressividade desta dança vendo o vídeo que se segue. Não perca!
O Carimbó é uma dança de roda, característica do litoral do Pará, mas que se espalhou também pela região nordeste, do Brasil.
O carimbó é considerado um género de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente a negra.
O nome carimbó ou "curimbó" também se aplica ao tambor utilizado neste estilo de dança. O carimbó é, assim, um ritmo famoso pela batida do seu tambor, pelos instrumentos de cordas como o banjo e também por chocalhos.
Esta dança expressa-se pelos passos característicos dos casais de dançarinos, que usam um figurino que chama atenção pelas saias rodadas das mulheres, que têm sempre estampados vibrantes.
Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o género é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazónia".
O carimbó expressa, portanto, a força da identidade e da cultura do povo da Amazónia. Pode conferir a expressividade desta dança vendo o vídeo que se segue. Não perca!
terça-feira, janeiro 13, 2015
Tiébélé
O Burkina Faso é um dos países mais pobres de África, sendo no entanto, um país muito rico culturalmente.
No sul do Burkina Faso, na África Ocidental, uma aldeia chama a atenção, pelas magníficas decorações murais das suas habitações.
A aldeia chama-se Tiébélé (17 500 habitantes), localiza-se próximo da fronteira com o Gana e faz parte do território dos Kassena (Gourounsi), uma das mais antigas etnias, que ali se instalou há muitos anos.
A espantosa arquitectura tradicional Gourounsi e as paredes decoradas das casas fortificadas da região de Tiébélé, transformaram o local num pólo de atracção turística.
Já agora saiba que a arquitectura Gourounsi, conhecida pela beleza funcional das suas linhas, foi motivo de inspiração para o vanguardista arquitecto suíço, Le Corbusier.
Estas pinturas murais, a preto e branco, são realizadas pelas mulheres que se socorrem de pigmentos naturais para pintar as paredes, em adobe, das suas habitações, utilizando como elementos gráficos, símbolos tradicionais, dando origem a belos e abstractos frescos.
O resultado é absolutamente magnífico!
Ora veja.
No sul do Burkina Faso, na África Ocidental, uma aldeia chama a atenção, pelas magníficas decorações murais das suas habitações.
A aldeia chama-se Tiébélé (17 500 habitantes), localiza-se próximo da fronteira com o Gana e faz parte do território dos Kassena (Gourounsi), uma das mais antigas etnias, que ali se instalou há muitos anos.
A espantosa arquitectura tradicional Gourounsi e as paredes decoradas das casas fortificadas da região de Tiébélé, transformaram o local num pólo de atracção turística.
Já agora saiba que a arquitectura Gourounsi, conhecida pela beleza funcional das suas linhas, foi motivo de inspiração para o vanguardista arquitecto suíço, Le Corbusier.
Estas pinturas murais, a preto e branco, são realizadas pelas mulheres que se socorrem de pigmentos naturais para pintar as paredes, em adobe, das suas habitações, utilizando como elementos gráficos, símbolos tradicionais, dando origem a belos e abstractos frescos.O resultado é absolutamente magnífico!
Ora veja.
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Please Forgive Me
Oiça Bryan Adams em "Please Forgive Me" (1993). A letra desta música foi escrita por Bryan Adams e Robert Lange.
Bryan Adams (1959), é um cantor, compositor e fotógrafo canadiano.
Bryan é filho de pais britânicos e aoscatorze anos mudou-se para Vancouver, no Canadá ondecomeçou a participar de audições como guitarrista.
Bryan Adams passou parte da sua infância e adolescência em Portugal devido à profissão do pai que era embaixador.
Viveu em Birre, perto de Cascais, a cerca de 25 km de Lisboa, o que fez com que aprendesse um pouco de português e mantivesse uma ligação ao nosso país que perdura até hoje.
It still feels like our first night together
Feels like the first kiss
It's getting better baby
No one can better this
Still holding on
You're still the one
First time our eyes met
Same feeling I get
Only feels much stronger
I want to love you longer
Do you still turn the fire on?
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you, a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
Still feels like our best times are together
Feels like the first touch
We're still getting closer baby
Can't get closer enough
Still holding on
You're still number one
I remember the smell of your skin
I remember everything
I remember all your moves
I remember you yeah
I remember the nights, you know I still do
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
The one thing I'm sure of
Is the way we make love
The one thing I depend on
Is for us to stay strong
With every word and every breath I'm praying
That's why I'm saying,
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Babe believe it, every word I say is true
Please forgive me, if I can't stop loving you
No, believe me, I don't know what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
I can't stop, loving you
Bryan Adams (1959), é um cantor, compositor e fotógrafo canadiano.
Bryan é filho de pais britânicos e aoscatorze anos mudou-se para Vancouver, no Canadá ondecomeçou a participar de audições como guitarrista.
Bryan Adams passou parte da sua infância e adolescência em Portugal devido à profissão do pai que era embaixador.
Viveu em Birre, perto de Cascais, a cerca de 25 km de Lisboa, o que fez com que aprendesse um pouco de português e mantivesse uma ligação ao nosso país que perdura até hoje.
It still feels like our first night together
Feels like the first kiss
It's getting better baby
No one can better this
Still holding on
You're still the one
First time our eyes met
Same feeling I get
Only feels much stronger
I want to love you longer
Do you still turn the fire on?
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you, a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
Still feels like our best times are together
Feels like the first touch
We're still getting closer baby
Can't get closer enough
Still holding on
You're still number oneI remember the smell of your skin
I remember everything
I remember all your moves
I remember you yeah
I remember the nights, you know I still do
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
The one thing I'm sure of
Is the way we make love
The one thing I depend on
Is for us to stay strong
With every word and every breath I'm praying
That's why I'm saying,
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Babe believe it, every word I say is true
Please forgive me, if I can't stop loving you
No, believe me, I don't know what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
I can't stop, loving you
domingo, janeiro 11, 2015
Via Láctea
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
sábado, janeiro 10, 2015
Pintura Em Movimento
Surpreendente, surpreendente mesmo, é este site de Pintura em Movimento. É simplesmente espantoso.
A pintura capta o movimento e fixa-o. O autor deste trabalho faz o inverso, dá movimento às grandes obras de arte. Veja as obras de Rubens, Caravaggio,Tiziano e Rembrandt em movimento!
É fantástico ver-se o poder expressivo do movimento que a tecnologia permite proporcionar à pintura. Um gesto discreto, uma carícia, um movimento subtil, dão uma nova dimensão à beleza que, habitualmente, apreciamos na quietude de uma pintura.
Abra o site aqui (e veja com o ecrã no máximo). É simplesmente maravilhoso! Não perca!
A pintura capta o movimento e fixa-o. O autor deste trabalho faz o inverso, dá movimento às grandes obras de arte. Veja as obras de Rubens, Caravaggio,Tiziano e Rembrandt em movimento!
É fantástico ver-se o poder expressivo do movimento que a tecnologia permite proporcionar à pintura. Um gesto discreto, uma carícia, um movimento subtil, dão uma nova dimensão à beleza que, habitualmente, apreciamos na quietude de uma pintura.
Abra o site aqui (e veja com o ecrã no máximo). É simplesmente maravilhoso! Não perca!
sexta-feira, janeiro 09, 2015
Na idade dos porquês
Professor diz-me porquê?
Por que voa o papagaio
que solto no ar
que vejo voar
tão alto no vento
que o meu pensamento
não pode alcançar?
Professor diz-me porquê?
Por que roda o meu pião?
Ele não tem nenhuma roda
E roda gira rodopia
e cai morto no chão...
Tenho nove anos professor
e há tanto mistério à minha roda
que eu queria desvendar!
Por que é que o céu é azul?
Por que é que marulha o mar?
Porquê?
Tanto porquê que eu queria saber!
Tu falas falas professor
daquilo que te interessa
e que a mim não interessa.
Tu obrigas-me a ouvir
quando eu quero falar.
Obrigas-me a dizer
quando eu quero escutar.
Se eu vou a descobrir
Fazes-me decorar.
É a luta professor
a luta em vez de amor.
Eu sou uma criança.
Tu és mais alto
mais forte
mais poderoso.
E a minha lança
quebra-se de encontro à tua muralha.
Mas
enquanto a tua voz zangada ralha
tu sabes professor
eu fecho-me por dentro
faço uma cara resignada
e finjo
finjo que não penso em nada.
Mas penso.
Penso em como era engraçada
aquela rã
que esta manhã ouvi coaxar.
Que graça que tinha
aquela andorinha
que ontem à tarde vi passar!...
E quando tu depois vens definir
o que são conjunções
e preposições...
quando me fazes repetir
que os corações
têm duas aurículas e dois ventrículos
e tantas
o meu coração
o meu coração que não sei como é feito
nem quero saber
cresce
cresce dentro do peito
a querer saltar cá para fora
professor
a ver se tu assim compreenderias
e me farias
mais belos os dias.
Alice Gomes (1946)
quinta-feira, janeiro 08, 2015
A Majestade O Sabiá
Oiça as cantoras brasileiras Paula Fernandes e Roberta Miranda em "A Majestade O Sabiá".
Meus pensamentos tomam formas
Eu viajo, vou pra onde Deus quiser
Um vídeo-tape que dentro de mim retrata
Todo o meu inconsciente de maneira natural
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A Majestade, o sabiá
Tô indo agora tomar banho de cascata
Quero adentrar nas matas
Onde Oxossi é o Deus
Aqui eu vejo plantas lindas e cheirosas
Todas me dando passagem
Perfumando o corpo meu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Esta viagem dentro de mim foi tão linda
Vou voltar à realidade
Pra este mundo de Deus
É que o meu eu, este tão desconhecido
Jamais serei traído
Este mundo sou eu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Meus pensamentos tomam formas
Eu viajo, vou pra onde Deus quiser
Um vídeo-tape que dentro de mim retrata
Todo o meu inconsciente de maneira natural
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A Majestade, o sabiá
Tô indo agora tomar banho de cascata
Quero adentrar nas matas
Onde Oxossi é o Deus
Aqui eu vejo plantas lindas e cheirosas
Todas me dando passagem
Perfumando o corpo meu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Esta viagem dentro de mim foi tão linda
Vou voltar à realidade
Pra este mundo de Deus
É que o meu eu, este tão desconhecido
Jamais serei traídoEste mundo sou eu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Odemira, Alentejo Singular
"Odemira, Alentejo Singular" é um filme promocional do concelho de Odemira, no Alentejo (Portugal).
Este filme foi considerado o melhor filme português e o melhor filme de destino turístico, no Festival ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico, que decorreu na cidade do Porto.
Este festival é um dos mais prestigiados certames a nível mundial no circuito do cinema turístico. Na 7ª edição participaram 16 filmes de 37 países, distribuídos pelas categorias de documentários, reportagens de TV, filmes promocionais e publicitários. O Júri Internacional do Festival ART&TUR incluiu elementos de 10 países de três continentes, desde jornalistas, professores universitários, empresários, dirigentes associativos e especialistas em marketing, cinema e televisão. O festival contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República.
"Odemira, Alentejo singular" mostra as qualidades ambientais, culturais e económicas deste concelho, através das atividades que ali se desenvolvem e das suas singularidades. Mostra um concelho a descobrir, cheio de recantos e paisagens inesperadas, de rio, mar, serra e planície, património e cultura, sensações, alma e amor. Através das aventuras de um fotógrafo, Odemira releva-se muito além do sol e praia.
A realização, a fotografia e a edição do filme são da responsabilidade de Eduardo de Sousa, os textos são de Mário Lino e Eduardo de Sousa e a locução de Ian Velosa. A música original é de Tó Viegas e Viviane.
Se ainda tem uns dias de férias aproveite a oportunidade e vá passá-los em Odemira.
Para programar a sua viagem inspire-se no vídeo que se segue. Não perca esta oportunidade!
Este filme foi considerado o melhor filme português e o melhor filme de destino turístico, no Festival ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico, que decorreu na cidade do Porto.
Este festival é um dos mais prestigiados certames a nível mundial no circuito do cinema turístico. Na 7ª edição participaram 16 filmes de 37 países, distribuídos pelas categorias de documentários, reportagens de TV, filmes promocionais e publicitários. O Júri Internacional do Festival ART&TUR incluiu elementos de 10 países de três continentes, desde jornalistas, professores universitários, empresários, dirigentes associativos e especialistas em marketing, cinema e televisão. O festival contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República."Odemira, Alentejo singular" mostra as qualidades ambientais, culturais e económicas deste concelho, através das atividades que ali se desenvolvem e das suas singularidades. Mostra um concelho a descobrir, cheio de recantos e paisagens inesperadas, de rio, mar, serra e planície, património e cultura, sensações, alma e amor. Através das aventuras de um fotógrafo, Odemira releva-se muito além do sol e praia.
A realização, a fotografia e a edição do filme são da responsabilidade de Eduardo de Sousa, os textos são de Mário Lino e Eduardo de Sousa e a locução de Ian Velosa. A música original é de Tó Viegas e Viviane. Se ainda tem uns dias de férias aproveite a oportunidade e vá passá-los em Odemira.
Para programar a sua viagem inspire-se no vídeo que se segue. Não perca esta oportunidade!
terça-feira, janeiro 06, 2015
Em dia de Reis, o Rei dos Bolos
O Bolo Rei é um bolo típico português que se come tradicionalmente entre o Natal e o Dia de Reis (o nome alude aos três reis magos).
Tem a forma de coroa (é redondo, com um grande buraco no centro), e é feito de uma massa levedada branca e fofa onde se misturam passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo encontravam-se também uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse.
A origem do bolo rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característico do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece atualmente.
O Bolo Rei atual terá surgido na corte de Luis XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta iguaria. Greuze celebrou-o num famoso quadro com o nome de Gâteau des Rois. Com a Revolução Francesa em 1789 o bolo rei foi proibido, só que os pasteleiros, que não quiseram perder o negócio, em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo mudando-lhe o nome para Gâteau des Sans-cullotes.
O Bolo Rei popularizado em Portugal no século passado segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris. Aos poucos, outras confeitarias da cidade passaram também a fabricar o bolo rei, originando assim várias versões diferentes. No Porto, o Bolo Rei foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris.
Com a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, a existência do Bolo Rei ficou em risco por causa do nome conter a palavra "Rei". De acordo com a lógica vigente, deixando este símbolo (o rei) de existir na hierarquia nacional, também o bolo tinha que desaparecer. Os confeiteiros, partindo mais uma vez do princípio de que negócio é negócio e política é política, continuaram a fabricar o bolo sob outra designação. Os menos imaginativos deram-lhe o nome de "ex-bolo rei", mas a maioria chamou-lhe "Bolo de Natal" ou "Bolo de Ano Novo". Não contentes com nenhuma destas designações, alguns republicanos passaram a chamar-lhe "Bolo Presidente", ou mesmo "Bolo Arriaga".
Passada esta fase da política portuguesa o bolo voltou a readquirir o antigo nome, Bolo Rei, e nos dias de hoje não há nesta quadra natalícia, nenhuma casa portuguesa onde não exista um Bolo Rei.
E aqui lhe deixo, uma das muitas receitas de Bolo Rei que existem em Portugal:
Ingredientes:
750 g de farinha ;
30 g de fermento de padeiro ;
150 g de manteiga ou de margarina ;
150 g de açúcar ;
150 g de frutas cristalizadas ;
150 g de frutas secas (pinhões, nozes, passas, etc.) ;
4 ovos ;
1 limão ;
1 laranja ;
1 dl de vinho do Porto ;
1 colher de sobremesa (rasa) de sal grosso
Preparação:
Picam-se as frutas cristalizadas e põem-se a macerar com o vinho do Porto juntamente com as frutas secas.
Dissolve-se o fermento em 1 dl de água tépida e junta-se a uma chávena de farinha (tirada do peso total). Mistura-se e deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 15 minutos.
Entretanto, bate-se a gordura escolhida, o açúcar e a raspa das cascas do limão e da laranja. Juntam-se os ovos, um a um, batendo entre cada adição, e depois a massa de fermento. Quando tudo estiver bem ligado, adiciona-se a restante farinha peneirada com o sal. Amassa-se ou bate-se a massa muito bem. Esta massa deve ficar macia e elástica. Se estiver muito rija, junta-se um pouco de leite tépido. Misturam-se as frutas maceradas no vinho do Porto. Volta a amassar-se e molda-se em bola. Polvilha-se a massa com um pouco de farinha, tapa-se com um pano e envolve-se a tigela num cobertor. Deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 5 horas.
Quando a massa estiver bem levedada - em princípio deve dobrar de volume -, mexe-se e molda-se novamente em bola (ou em várias bolas) e já sobre um tabuleiro untado faz-se-lhe um buraco no meio. Introduz-se a fava e o brinde, este embrulhado em papel vegetal. Deixa-se levedar durante mais 1 hora.
Pincela-se o bolo com gema de ovo e enfeita-se com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar, pinhões inteiros, meias nozes, etc.
Leva-se a cozer em forno bem quente.
Depois de cozido, pincela-se o bolo-rei com geleia diluída num pouco de água quente.
Tem a forma de coroa (é redondo, com um grande buraco no centro), e é feito de uma massa levedada branca e fofa onde se misturam passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo encontravam-se também uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse.
A origem do bolo rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característico do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece atualmente.
O Bolo Rei atual terá surgido na corte de Luis XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta iguaria. Greuze celebrou-o num famoso quadro com o nome de Gâteau des Rois. Com a Revolução Francesa em 1789 o bolo rei foi proibido, só que os pasteleiros, que não quiseram perder o negócio, em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo mudando-lhe o nome para Gâteau des Sans-cullotes.
O Bolo Rei popularizado em Portugal no século passado segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris. Aos poucos, outras confeitarias da cidade passaram também a fabricar o bolo rei, originando assim várias versões diferentes. No Porto, o Bolo Rei foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris.Com a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, a existência do Bolo Rei ficou em risco por causa do nome conter a palavra "Rei". De acordo com a lógica vigente, deixando este símbolo (o rei) de existir na hierarquia nacional, também o bolo tinha que desaparecer. Os confeiteiros, partindo mais uma vez do princípio de que negócio é negócio e política é política, continuaram a fabricar o bolo sob outra designação. Os menos imaginativos deram-lhe o nome de "ex-bolo rei", mas a maioria chamou-lhe "Bolo de Natal" ou "Bolo de Ano Novo". Não contentes com nenhuma destas designações, alguns republicanos passaram a chamar-lhe "Bolo Presidente", ou mesmo "Bolo Arriaga".
Passada esta fase da política portuguesa o bolo voltou a readquirir o antigo nome, Bolo Rei, e nos dias de hoje não há nesta quadra natalícia, nenhuma casa portuguesa onde não exista um Bolo Rei.
E aqui lhe deixo, uma das muitas receitas de Bolo Rei que existem em Portugal:
Ingredientes:
750 g de farinha ;
30 g de fermento de padeiro ;
150 g de manteiga ou de margarina ;
150 g de açúcar ;
150 g de frutas cristalizadas ;
4 ovos ;
1 limão ;
1 laranja ;
1 dl de vinho do Porto ;
1 colher de sobremesa (rasa) de sal grosso
Preparação:
Picam-se as frutas cristalizadas e põem-se a macerar com o vinho do Porto juntamente com as frutas secas.
Dissolve-se o fermento em 1 dl de água tépida e junta-se a uma chávena de farinha (tirada do peso total). Mistura-se e deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 15 minutos.
Entretanto, bate-se a gordura escolhida, o açúcar e a raspa das cascas do limão e da laranja. Juntam-se os ovos, um a um, batendo entre cada adição, e depois a massa de fermento. Quando tudo estiver bem ligado, adiciona-se a restante farinha peneirada com o sal. Amassa-se ou bate-se a massa muito bem. Esta massa deve ficar macia e elástica. Se estiver muito rija, junta-se um pouco de leite tépido. Misturam-se as frutas maceradas no vinho do Porto. Volta a amassar-se e molda-se em bola. Polvilha-se a massa com um pouco de farinha, tapa-se com um pano e envolve-se a tigela num cobertor. Deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 5 horas.
Quando a massa estiver bem levedada - em princípio deve dobrar de volume -, mexe-se e molda-se novamente em bola (ou em várias bolas) e já sobre um tabuleiro untado faz-se-lhe um buraco no meio. Introduz-se a fava e o brinde, este embrulhado em papel vegetal. Deixa-se levedar durante mais 1 hora.
Pincela-se o bolo com gema de ovo e enfeita-se com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar, pinhões inteiros, meias nozes, etc.
Leva-se a cozer em forno bem quente.
Depois de cozido, pincela-se o bolo-rei com geleia diluída num pouco de água quente.
segunda-feira, janeiro 05, 2015
Lembrança de Um Beijo
Oiça o cantor brasileiro, Fagner, em "Lembrança de Um Beijo".
Quando a saudade invade o coração da gente
Pega a veia onde corria um grande amor
Não tem conversa nem cachaça que de jeito
Nem um amigo do peito que segure o chororô
Que segure o chororô
Que segure o chororô
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
O cabra pode ser valente
E chorar
Ter meio mundo de dinheiro
E chorar
Ser forte que nem sertanejo
E chorar
Só na lembrança de um beijo
E chorar
Fagner
Quando a saudade invade o coração da gente
Pega a veia onde corria um grande amor
Não tem conversa nem cachaça que de jeito
Nem um amigo do peito que segure o chororô
Que segure o chororô
Que segure o chororô
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
O cabra pode ser valente
E chorar
Ter meio mundo de dinheiro
E chorar
Ser forte que nem sertanejo
E chorar
Só na lembrança de um beijo
E chorar
Fagner
domingo, janeiro 04, 2015
País de mim
Aqui fica uma pequena homenagem ao escritor e poeta moçambicano Eduardo White (que viveu temporariamente no bairro da Ameixoeira em Lisboa), que faleceu em Agosto de 2014.
Eduardo White (50 anos de idade), tinha acabado de publicar o livro "Bom dia, dia". A sua carreira literária tinha começado em 1984 com o livro "Amar sobre o Índico".
Eduardo White era filho de mãe portuguesa e pai inglês e foi distinguido ao longo do seu percurso, com vários prémios literários.
Se não conhece este poeta moçambicano fique com o poema, "País de mim".
O peso da vida!
Gostava de senti-lo à tua maneira
e ouvi-la crescer dentro de mim,
em carne viva,
não queria somente
rasgar-te a ferida,
não queria apenas esta vocação paciente
do lavrador,
mas, também, a da terra
e que é a tua
Assume o amor como um ofício
onde tens que te esmerar,
repete-o até à perfeição,
repete-o quantas vezes for preciso
até dentro dele tudo durar
e ter sentido
Deixa nele crescer o sol
até tarde,
deixa-o ser a asa da imaginação,
a casa da concórdia,
só nunca deixes que sobre
para não ser memória.
Eduardo White
Eduardo White (50 anos de idade), tinha acabado de publicar o livro "Bom dia, dia". A sua carreira literária tinha começado em 1984 com o livro "Amar sobre o Índico".
Eduardo White era filho de mãe portuguesa e pai inglês e foi distinguido ao longo do seu percurso, com vários prémios literários.
Se não conhece este poeta moçambicano fique com o poema, "País de mim".
O peso da vida!
Gostava de senti-lo à tua maneira
e ouvi-la crescer dentro de mim,
em carne viva,
não queria somente
rasgar-te a ferida,
não queria apenas esta vocação paciente
do lavrador,
mas, também, a da terra
e que é a tua
Assume o amor como um ofício
onde tens que te esmerar,
repete-o até à perfeição,
repete-o quantas vezes for preciso
até dentro dele tudo durar
e ter sentido
Deixa nele crescer o sol
até tarde,
deixa-o ser a asa da imaginação,
a casa da concórdia,
só nunca deixes que sobre
para não ser memória.
Eduardo White
sábado, janeiro 03, 2015
Downton Abbey
Downton Abbey é uma série de televisão britânica produzida pela companhia Carnival Films para o canal ITV.
A acção passa-se numa propriedade (na sua maior parte) fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey. Narra a história dos Crawley, uma família aristocrática inglesa, e dos seus criados, no início do século XX, a partir de 1912.
Esta série foi criada por Julian Fellowes, e estreou em 2010. A recepção à série tem sido positiva e a audiência é alta. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981.
O que lhe proponho hoje é que assista aos dois vídeos abaixo, que são inspirados em Downton Abbey e que contam até com a participação especial de George Clooney. Uma verdadeira pérola do humor inglês para o Natal, feito com fins caritativos.
Não perca! Vale bem a pena! E agora a parte II.
A acção passa-se numa propriedade (na sua maior parte) fictícia, localizada em Yorkshire, chamada Downton Abbey. Narra a história dos Crawley, uma família aristocrática inglesa, e dos seus criados, no início do século XX, a partir de 1912.
Esta série foi criada por Julian Fellowes, e estreou em 2010. A recepção à série tem sido positiva e a audiência é alta. Tornou-se a série de época britânica de maior sucesso desde Brideshead Revisited, de 1981.
O que lhe proponho hoje é que assista aos dois vídeos abaixo, que são inspirados em Downton Abbey e que contam até com a participação especial de George Clooney. Uma verdadeira pérola do humor inglês para o Natal, feito com fins caritativos.
Não perca! Vale bem a pena! E agora a parte II.
sexta-feira, janeiro 02, 2015
O Espírito de Partilha do Natal
Veja dois dos primeiros anúncios de Natal deste ano.
No primeiro, John Lewis conta a história de um rapazinho, o Sam, e o do seu melhor amigo o pinguim Monty. É uma história de amizade, de amor e de partilha.
Ora veja, porque vale bem a pena!
O segundo é o anúcio de Natal da Sainsbury. Foi feito em parceria com a Royal British Legion.
A história deste anúcio é inspirada em factos verídicos que ocorreram há 100 anos, durante a Primeira Guerra Mundial, e teve como principal objectivo reforçar o espírito de partilha desta quadra natalícia.
Ora veja!
No primeiro, John Lewis conta a história de um rapazinho, o Sam, e o do seu melhor amigo o pinguim Monty. É uma história de amizade, de amor e de partilha.
Ora veja, porque vale bem a pena!
O segundo é o anúcio de Natal da Sainsbury. Foi feito em parceria com a Royal British Legion.
A história deste anúcio é inspirada em factos verídicos que ocorreram há 100 anos, durante a Primeira Guerra Mundial, e teve como principal objectivo reforçar o espírito de partilha desta quadra natalícia.
Ora veja!
quinta-feira, janeiro 01, 2015
Feliz Ano Novo
Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependidopelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, dezembro 30, 2014
S. Sivestre
Nesta altura do ano ouvimos falar muito, graças ao desporto, das corridas de S. Silvestre. Mas, quem é que foi o S. Silvestre?
São Silvestre I, foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos.
Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Nascido em data desconhecida de um romano de nome Rufino, segundo o Liber pontificalis, e de Justa, de acordo com o Vita beati Sylvestri, morreu em 31 de dezembro de 335. Daí que a sua festa ocorra em 31 de Dezembro.
Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Como Papa, não existe grande informação sobre o seu pontificado apesar de esta ser a época de Constantino, o Grande, em que a igreja sofreu uma notável evolução.
A maior parte das lendas sobre a sua vida foram compiladas no Vita beati Sylvestri que surgiu no Oriente e foi preservada em grego, siríaco e latim no Constitutum Sylvestri, um relato apócrifo de um concílio e no Donatio Constantini. Estas narrativas não passam, contudo, de lendas.
Foram construídas grandes igrejas em Roma durante o pontificado de São Silvestre, tais como a Basílica e o Batistério de Latrão, junto ao primeiro palácio imperial onde o Papa vivia, a Basílica do Palácio Sessoriano (Santa Croce in Gerusalenne), a igreja primitiva de São Pedro no Vaticano e várias igrejas e cemitérios sobre os túmulos de mártires. Foram também construídas durante o seu pontificado, a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e as igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.
A figura de São Silvestre está especialmente ligada à Igreja de Equitius, um presbítero romano, situada perto das termas de Diocleciano. Responsável pela existência da escola romana de canto, São Silvestre contribuiu ainda para o desenvolvimento da liturgia da Igreja, tendo o primeiro martirológio sido concebido durante o seu pontificado. O túmulo de São Silvestre situa-se na igreja por ele mandada construir, no cemitério da Catacumba de Priscila, na Via Salaria.
São Silvestre I, foi Papa entre 31 de Janeiro de 314 até 31 de dezembro de 335, durante o reinado do imperador romano Constantino I, que determinou o fim da perseguição aos cristãos.
Silvestre I foi um dos primeiros santos canonizados sem ter sofrido o martírio. Nascido em data desconhecida de um romano de nome Rufino, segundo o Liber pontificalis, e de Justa, de acordo com o Vita beati Sylvestri, morreu em 31 de dezembro de 335. Daí que a sua festa ocorra em 31 de Dezembro.
Depois da morte de Melquíades, São Silvestre foi nomeado Bispo de Roma, ocupando este cargo durante 21 anos. Como Papa, não existe grande informação sobre o seu pontificado apesar de esta ser a época de Constantino, o Grande, em que a igreja sofreu uma notável evolução.
A maior parte das lendas sobre a sua vida foram compiladas no Vita beati Sylvestri que surgiu no Oriente e foi preservada em grego, siríaco e latim no Constitutum Sylvestri, um relato apócrifo de um concílio e no Donatio Constantini. Estas narrativas não passam, contudo, de lendas.
Foram construídas grandes igrejas em Roma durante o pontificado de São Silvestre, tais como a Basílica e o Batistério de Latrão, junto ao primeiro palácio imperial onde o Papa vivia, a Basílica do Palácio Sessoriano (Santa Croce in Gerusalenne), a igreja primitiva de São Pedro no Vaticano e várias igrejas e cemitérios sobre os túmulos de mártires. Foram também construídas durante o seu pontificado, a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e as igrejas dos Santos Apóstolos em Constantinopla.A figura de São Silvestre está especialmente ligada à Igreja de Equitius, um presbítero romano, situada perto das termas de Diocleciano. Responsável pela existência da escola romana de canto, São Silvestre contribuiu ainda para o desenvolvimento da liturgia da Igreja, tendo o primeiro martirológio sido concebido durante o seu pontificado. O túmulo de São Silvestre situa-se na igreja por ele mandada construir, no cemitério da Catacumba de Priscila, na Via Salaria.
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