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sábado, novembro 17, 2018

Portugueses no Sri Lanka

Burgueses Portugueses
 Muitos séculos antes da chegada dos portugueses à ilha de Ceilão, que hoje se chama Sri Lanka, esta já era conhecida dos europeus da Antiguidade sob o nome de Taprobana. É este o nome que Luís de Camões lhe chama logo no início de "Os Lusíadas".
O Ceilão Português, era um território Português no atual Sri Lanka (de 1505 a 1658).
Os portugueses encontraram primeiramente o Reino de Kotte, com quem assinaram um tratado. O Ceilão Português foi estabelecido através da ocupação de Kotte e a conquista de reinos circundantes. Em 1565 a capital do Ceilão Português foi transferida de Kotte para Colombo. A introdução do cristianismo pelos portugueses deu origem a atritos com o povo cingalês.
Provavelmente os cingaleses procuraram ajuda da Holanda na sua luta pela libertação da Igreja Católica. O Império Holandês, calvinista e anti-católico, inicialmente assinou um acordo com o Reino de Kandy.
Após a crise da economia ibérica, em 1627, com a Guerra Luso-Holandesa os portugueses perderam algumas colónias asiáticas, conquistadas pelos holandeses. Foi este o destino dos territórios cingaleses de Portugal, ocupados então pela Holanda. Houve muitos mártires católicos.
Apesar do decurso da história, ainda há elementos da cultura portuguesa no Sri Lanka, datando do período colonial.
Mapa Português do Ceilão
No Sri Lanka há, então, uma comunidade de luso-descendentes que a maioria de nós desconhece. A sua existência só é conhecida por alguns académicos.
Têm a sua própria língua a que chamam "português do Sri Lanka" e foram o sinal da paz durante a guerra civil que assolou aquele país. É preciso salientar que o próprio General que fez cessar o conflito se chama Sarath Fonseka.
Burghers (burgueses) é a designação genérica usada no Sri Lanka para nomear os cidadãos de ascendência mista europeia (portuguesa, holandesa, inglesa, etc.) e oriental (cingalesa, tamil, malaia, etc.) que conservam costumes e tradições de origem europeia à mistura com costumes e tradições de origem local.
De entre os burgueses do Sri Lanka há a distinguir, sobretudo, duas comunidades:

  •  Os burgueses holandeses, frutos da colonização holandesa e inglesa da ilha, que são protestantes presbiterianos, falam inglês, vivem sobretudo na capital do país, Colombo, e nos últimos 40 anos têm emigrado em massa, sobretudo para a Austrália;
  • Os burgueses portugueses, predominantemente resultantes da união entre portugueses e habitantes locais, que seguem a religião católica, falam (cada vez menos) um crioulo indo-português e vivem predominantemente na costa oriental da ilha, sobretudo nas cidades de Batecalou (Batticaloa) e Trinquemale (Trincomalee).

Esta comunidade de burgueses portugueses com um grande sentido de lusitanidade, pretende dar a conhecer a Portugal algumas facetas da sua cultura.
Se quiser ficar a saber um pouco mais sobre estes lusodescendentes clique aqui e entretanto partilhe este post.

sábado, setembro 05, 2026

A Gastronomia no Sri Lanka

 A culinária do Sri Lanka é um dos maiores tesouros do país, pois reflete a sua história e diversidade cultural. O Sri Lanka, também conhecido como a Ilha das Especiarias, foi ocupado por portugueses, holandeses e ingleses, daí que a gastronomia seja vibrante e rica em especiarias (canela, cúrcuma, cardamomo, cravo-da-índia, gengibre e alho), tendo como base o arroz, o coco e o caril. Os pratos destacam-se pelos sabores intensos, o uso frequente de pimenta e influências do sul da Índia e do comércio marítimo feito ao longo da história.

A gastronomia do Sri Lanka é conhecida pela fusão de sabores e texturas diferentes, e inclui pratos doces, picantes e outros.

Da Herança Portuguesa resultou a introdução de pratos como o Prawn Curry (caril de camarão), o Seeni Sambol (compota de cebola) e o Bolo de Laranja. O uso de açúcar e especiarias na culinária doce também foi aprimorado durante o período português.

Os pratos principais são, entre outros: 

O Rice & Curry que é o prato nacional e que consiste numa base de arroz servida com vários pequenos recipientes de caril de peixe, de carne, de legumes ou lentilhas (como o parippu), acompanhados por papadams e sambols (condimentos picantes à base de coco).
O Kottu Roti (que significa pão cortado), que é uma famosa comida de rua, tem a sua origem em Batticaloa, no leste do Sri Lanka. Leva pão achatado (roti) picado na chapa com legumes, ovos, carne e muitas especiarias, preparado com um som característico de lâminas a bater no metal.
As Hoppers (Appam) que são panquecas em forma de taça feitas com massa de farinha de arroz fermentada e leite de coco. Podem ser simples ou levar um ovo inteiro partido no centro (egg hopper).
Os String Hoppers que são fios de massa de arroz cozidos a vapor, servidos, ao pequeno almoço ou jantar, em pequenos ninhos, que acompanham caris e sambol de coco.
Wattalapam ou Pudim de Coco
O Lamprais que é um arroz temperado cozinhado a vapor com carne, almôndegas e molhos, embrulhado e assado numa folha de bananeira (herança da colonização holandesa).

O Sri Lanka, conhecido como a "Lágrima da Índia", é muito mais do que um destino de paisagens deslumbrantes e história rica. Este pequeno país insular é também um paraíso para os amantes de gastronomia, como pode ver nos vídeos abaixo
 E ainda um outro vídeo.

domingo, julho 12, 2026

Vamos até Colombo?

 Colombo ou Columbo é a maior cidade, o principal centro financeiro e a capital comercial do Sri Lanka. É uma cidade histórica e portuária, o principal centro financeiro, empresarial, económico e cultural do país, situada ao lado de Sri Jaiavardenapura-Cota, atual capital do Sri Lanka. Esta metrópole vibrante mistura arranha-céus modernos, arquitetura colonial britânica, holandesa e portuguesa, e templos religiosos multiculturais.

O nome Colombo foi introduzido pelos portugueses em 1505. Parece ter derivado do termo cingalês clássico kolon thota, que significa "porto sobre o rio Kelani". Outra teoria afirma que deriva da expressão cingalesa kola-amba-thota, que significa "porto com árvores frondosas de manga".

Se quiser visitar Colombo, os tuk-tuks (triciclos motorizados) são o meio mais popular e prático para deslocações curtas.

O que ver em Colombo?

  1. O Templo de Gangaramaya que é m dos templos budistas mais importantes de Colombo. É famoso pela sua arquitetura eclética e por albergar uma vasta coleção de artefactos sagrados e estátuas; 
  2. O Galle Face Green que é um longo passeio à beira-mar, ideal para caminhar ao pôr do sol, pôr a voar papagaios de papel e provar comida de rua local, como o famoso Kottu Roti (prato do Sri Lanka que consiste em roti picado, um curry de carne, à escolha, acompanhado de ovos mexidos, cebola e pimenta);
  3. A Colombo Lotus Tower, com mais de 350 metros de altura e a forma de lótus, proporciona vistas panorâmicas de 360 graus sobre toda a cidade e o Oceano Índico;
  4. O Bairro de Pettah é um mercado aberto e movimentado onde se pode encontrar de tudo, desde especiarias exóticas e tecidos até produtos eletrónicos, refletindo a azáfama local;
  5. A Praça da Independência ou Independence Square é um monumento histórico rodeado de jardins, construído para comemorar a independência do Sri Lanka do domínio britânico em 1948.
Bairro de Pettah

Um importante porto do oceano Índico, Colombo foi uma possessão portuguesa entre 1518 e 1524 e entre 1554 e 1656. Exploradores portugueses, liderados por Lourenço de Almeida, chegaram pela primeira vez ao Sri Lanka em 1505. Durante a sua primeira visita, fizeram um tratado com o rei de Cota, Parakramabahu VIII, que lhes permitiu negociar a canela, que existia ao longo das áreas costeiras da ilha, inclusive nas ilhas de Colombo. Os portugueses estabeleceram um forte na cidade para a defenderem de invasores, conforme tinham acordado com o rei Parakramabahu VIII. Após os portugueses, passou a ser dominada pelos holandeses, que intensificaram algumas políticas coloniais na cidade. A partir do fim do século XVIII, passou a ser um domínio britânico, cuja influencia se faz sentir grandemente na arquitetura da cidade, até o país obter independência deste de forma pacífica, em 1948.

sexta-feira, setembro 25, 2026

Kandy: A Capital Cultural do Sri Lanka

 Kandy é a segunda maior cidade do Sri Lanka e a capital da chamada "Região Montanhosa". Rica em história antiga e lendas, a cidade é conhecida por possuir uma das localizações e um dos climas mais privilegiados da Ásia. A cidade situa-se a 115 kms de Colombo e destaca-se pela sua beleza e por ser o coração do budismo.

Visitar Kandy é conhecer a capital cultural do Sri Lanka, uma cidade que foi o centro do poder político e militar de um reino que desafiou portugueses e holandeses durante séculos, mantendo-se inconquistado até ao século XIX quando se submeteu ao poder dos ingleses.

No meio das ruas e bazares sempre animados, encontramos o Mercado Central (o lugar ideal para comprar uma recordação de viagem), o Centro das Artes e Artesanato e o Dalada Maligawa, conjunto arquitetónico formado por pavilhões cor-de-rosa com tetos vermelhos onde se encontra o Templo do Dente de Buda, principal centro religioso dos budistas. O Templo da Relíquia do Dente Sagrado (Sri Dalada Maligawa) foi construído dentro do complexo do palácio real e abriga a única relíquia remanescente do Buda, um dente, que é venerado pelos Budistas. O templo é uma das principais atrações de Kandy e um famoso Património Mundial da UNESCO no Sri Lanka.
Mas, se quiser conhecer melhor esta cidade e os seus arredores não deixe de visitar também:

  • O Jardim Botânico Real de Peradeniya situado a poucos kms da cidade. É possível encontrar ali mais de 4.000 espécies de plantas, entre elas sobressaem especiarias de todos os tipos e aromas, da canela à noz-moscada. Este lugar é um paraíso tropical escondido no meio do burburinho da cidade, é um verdadeiro pedaço do Éden para escapar à agitação urbana das redondezas;
  • A Pekoe Trail (Passeios a Pé) é composta por percursos do século XIX, recentemente transformados em iniciativas de turismo sustentável com financiamento da União Europeia e dos EUA. Cada etapa liga-se a cidades e vilarejos onde é possível a hospedagem - seja em hotéis de luxo, em fazendas extremamente acolhedoras ou em alojamentos simples e autênticos de trabalhadores de plantações de chá. Esta proposta singular é uma das mais recentes atrações em Kandy.
  • O icónico Lago Kandy tem uma localização bastante central, o lago é visível de muitas das atrações da cidade, especialmente do Miradouro de Kandy. Visitá-lo no momento certo, de preferência ao pôr do sol, é fundamental para vivenciar toda a beleza e a atmosfera única do local.
  • O Circuito dos Três Templos: Embora o Templo da Relíquia do Dente de Buda seja um lugar incrível, ele não é o único templo a incluir no seu roteiro por Kandy. O circuito dos três templos abrange três templos magníficos, cada um deles uma verdadeira obra-prima do artesanato. Gadaladeniya Viharaya, Embekke e Lankathilaka são outros exemplos da relação do Sri Lanka com o budismo, sendo perfeitos para combinar com uma visita ao Jardim Botânico num belo passeio de um dia.

quinta-feira, outubro 01, 2026

Negombo: A Pequena Roma

O Canal de Hamilton

Negombo é uma importante cidade comercial e administrativa do Sri Lanka, localizada na costa oeste do país, junto à Laguna Negombo, na Província Ocidental. Negombo é também o maior centro balnear da costa oeste do país conhecido pelas longas praias arenosas e pela indústria pesqueira. Possui uma população de cerca de 142.136 habitantes e é a cidade mais próxima do Aeroporto Internacional Bandaranaike do Sri Lanka (a uma distância de cerca de 9 km).

Esta cidade colonial sofreu não só a influência portuguesa mas também holandesa e inglesa. O nome "Negombo" é uma corruptela portuguesa de seu nome tâmil, Neerkolombu.

A região estava sob o domínio da monarquia cingalesa, sediada em Sri Jayawardanapura Kotte, quando no início do século XVI, os portugueses derrubaram a monarquia cingalesa, cujos membros foram forçados a transferir-se para Seethawaka. Os portugueses construíram um forte em Negombo e assumiram o controle do comércio das especiarias e em particular a produção e exportação da canela para o Ocidente. Durante quase um século influenciaram também a implantação da religião católica na região. Durante a ocupação portuguesa, os Karava (o clã de navegadores dominante em Negombo), anteriormente budistas e hindus, foram convertidos ao catolicismo. Devido ao grande número de conversões, a atual Negombo é por vezes chamada de "Pequena Roma", uma vez que quase dois terços da sua população são católicos.
A cidade abriga uma grande população bilíngue de católicos romanos, conhecidos como tâmis negombos, que possuem o seu próprio dialeto tâmil, mas se identificam maioritariamente como sinhalas. 
Os portugueses reestruturaram a produção e a gestão tradicionais da canela e mantiveram o controle do comércio por mais de um século. O declínio de seu poder teve início na década de 1630, quando o conflito entre os portugueses e o Reino de Kandy chegou a um impasse, tendo o Rei de Kandy procurado a ajuda dos holandeses.
Os holandeses tomaram Negombo aos portugueses em 1646 e negociaram um armistício de dez anos com Portugal. Do legado colonial holandês pouco resta do forte de Negombo, construído em 1672. Ainda assim existem alguns edifícios holandeses, incluindo igrejas reformadas e o Canal Hamilton.

O que pode visitar em Negombo?

Em Negombo, tem várias alternativas para explorar:

1. O Mercado de peixe de Negombo

Aí pode observar os barcos, os pescadores a retirar o peixe das redes de pesca; outros a amanhar o peixe, ali mesmo, já salgado, para depois ser colocado a secar, ao sol, por mulheres, sempre curvadas, que dispõem os peixes ordenadamente em lonas no areal. 

2. O Forte Holandês

A Fortaleza de Negombo é uma antiga forticação fundada pelos portugueses no Sri Lanka. Era provavelmente a quarta em importância para os portugueses no Ceilão, a seguir a Colombo, Jafanapatão e Gale.

Um primeiro forte foi construído na década de 1590 por Lourenço Teixeira de Macedo a mando de Jerónimo de Azevedo e foi concluída em 1597.

O forte tinha um formato quadrado ou rombóide, algumas peças de artilharia pequena e três baluartes: Nossa Senhora da Vitória, Espírito Santo e São Lourenço. O canto sem baluarte situava-se a oeste, virado para a foz do rio. Perto do forte de Negombo ficava a fortaleza de Manicavaré.

O forte foi conquistado pelos holandeses em 1639, reconquistado pelos portugueses em 1640 e definitivamente perdido para os holandeses em 1644. Foi das estruturas portuguesas menos alteradas pelos holandeses. Os holandeses construíram um novo forte em 1672, não de formato quadrado mas pentagonal, porém só tinha quatro baluartes, o quinto nunca foi construído possivelmente devido ao custo elevado. Foi demolido pelos britânicos.

Um túnel e uma antiga torre no topo de uma pequena colina é o que resta do antigo Forte Holandês que é acessível aos visitantes.

Igreja de Santa Maria

3. A Main Street

Como Negombo esteve sob controlo das forças portuguesas, holandesas e posteriormente inglesas. Tem, por isso, influências externas ainda hoje bem visíveis, nomeadamente pela existência de igrejas e edifícios de arquitetura colonial. É o que acontece, por exemplo, na Main Street.

Para além de ser uma rua eminentemente comercial, aquilo que mais fascina são precisamente os edifícios de traça colonial que ainda existem no início da Main Street. E alguns estão muito bem conservados.
4. A Igreja de Santa Maria
A Igreja de Santa Maria é uma das mais imponentes igrejas de Negombo que vale a pena visitar e apreciar as pinturas no teto da nave central.

5. O Canal Hamilton
Reza a história que os primeiros canais do género foram construídos no Sri Lanka pelos Portugueses. Parte do Canal Hamilton terá sido iniciado pelos Holandeses, mas efetivamente construído pelas forças Britânicas, que passaram a controlar a ilha no início do século XIX.

6. Passeio de barco na lagoa de Negombo
O passeio de barco na lagoa de Negombo é mais uma hipótese no roteiro de um dia em Negombo. Durante o passeio poderá fazer uma paragem para apreciar a "ilha dos macacos".

7. Fim de tarde na praia de Negombo
Para relaxar  e apreciar o pôr do sol nada como um passeio e uma bebida na praia de Negombo. 

quinta-feira, setembro 03, 2026

Anuradhapura: Uma Cidade Sagrada

Anuradhapura é considerada uma Cidade Sagrada e uma das cidades com ocupação humana mais antigas da Ásia. A cidade destaca-se por combinar ruínas monumentais da antiga civilização cingalesa com uma profunda atmosfera espiritual.

É a primeira grande capital do Sri Lanka, tendo florescido como o coração da civilização cingalesa e o centro mundial do Budismo Theravada. É uma cidade importante situada na planície centro-norte da ilha, a 205 kms ao norte da atual capital, Colombo, nas margens do histórico rio Malwathu Oya. É Património Mundial da UNESCO desde 2006 e famosa pelas ruínas bem preservadas da antiga civilização cingalesa.

O vasto complexo histórico cobre mais de 40 km² e é constituído por ruínas monumentais, palácios, mosteiros e stupas colossais (dagobas). As principais atrações e locais de interesse na cidade sagrada incluem:

Jaya Sri Maha Bodhi, a árvore sagrada mais antiga do mundo (século III a.C.) com documentação histórica, considerada um rebento da árvore original de Bodh Gaya (Índia), sob a qual Buda atingiu a iluminação. É considerado, por isso, um dos locais mais sagrados do Budismo; 
A Ruwanweliseya Stupa é um dos monumentos mais majestosos e icónicos do Sri Lanka, construído no século II a.C., com uma impressionante cúpula branca frequentemente visitada por centenas de fiéis;
A Jetavanaramaya, no seu auge, esta estrutura de tijolos era uma das construções mais altas do mundo antigo e o terceiro maior monumento do mundo (depois das pirâmides de Gizé), com cerca de 122 metros de altura;
Os Kuttam Pokuna (Piscinas ou Lagos Gémeos), são um feito extraordinário de engenharia hidráulica e de arquitetura antiga, composto por duas piscinas de banho lindamente esculpidas e ornamentadas, destinadas aos monges do mosteiro e incrivelmente preservados;

O Isurumuniya, um templo rupestre situado perto do lago Tissa Wewaum, um templo budista esculpido na rocha, famoso pelos seus excelentes relevos em pedra, incluindo o famoso entalhe dos "Amantes de Isurumuniya";
A Thuparama Dagoba, que é considerada a stupa mais antiga do Sri Lanka, erguida no século III a.C. para consagrar uma relíquia da clavícula de Buda.

Esta cidade sagrada foi construída em torno de um rebento da "árvore da iluminação" - a figueira de Buda -, trazida para o local no século III a.C. por Sanghamitta, fundadora de uma ordem de monjas budistas. 
Anuradhapura, capital política e religiosa do Ceilão que floresceu durante 1.300 anos, foi abandonada após uma invasão em 993. Ocupando uma área escondida no meio de uma densa floresta por muitos anos, o esplêndido sítio - com seus palácios, mosteiros e monumentos - está agora novamente acessível, como pode ver abaixo.

sexta-feira, julho 17, 2026

Pinnawala & o Orfanato de Elefantes

Pinnawala é uma vila no distrito de Kegalle, no Sri Lanka, a cerca de 90 km da capital, Colombo. É conhecida pelo seu orfanato de elefantes.

O Orfanato de Elefantes de Pinnawela está situado a noroeste da cidade de Kegalle, a meio caminho entre a atual capital comercial Colombo e a antiga residência real de Kandy. Ali há cerca de 84 elefantes sob proteção.  

O orfanato foi criado em 1975 pelo Departamento de Vida Selvagem do Sri Lanka, numa propriedade de 25 ha de plantação de cocos, adjacente ao rio Maha Oya. O orfanato de elefantes foi fundado originalmente para oferecer cuidados e proteção aos muitos elefantes órfãos encontrados nas florestas do Sri Lanka.

quinta-feira, julho 30, 2026

Habarana

 Habarana é uma pequena cidade localizada no coração do Sri Lanka (distrito de Anuradhapura). Estima-se que a população da cidade varie entre os 5.000 e 10.000 habitantes.

Embora Habarana não seja Património Mundial da UNESCO, é sem dúvida a cidade estrategicamente mais bem posicionada e a base natural para uma exploração de 3/4 dias ao Triângulo Cultural do Sri Lanka. A partir daqui pode visitar, entre outros, os principais locais turísticos que ficam a 25–60 km de Habarana:

Sigiriya: 23 km a norte (30 min)
Dambulla: 12 km a oeste (20 min)
Polonnaruwa: 50 km a leste (1h)
Parque Nacional de Minneriya: 25 km a leste (35 min)
Parque Nacional de Kaudulla: 30 km a nordeste (40 min)
Anuradhapura: 53 km a oeste (1h)

Situada quase exatamente no centro do Triângulo Cultural do país,  Habarana permite que os viajantes cheguem, em menos de uma hora de carro e em praticamente qualquer direção, a antigas capitais reais, fortalezas rochosas no topo de grandes rochedos e algumas das melhores reservas de vida selvagem do país. É um destino turístico popular entre os entusiastas de safáris, servindo como ponto de partida para expedições à selva local e ao santuário de Minneriya, que abriga uma grande população de elefantes.

Habarana fica nas proximidades de Sigiriya - famosa por uma antiga fortaleza rochosa e pelas ruínas de um castelo/palácio - e está situada na estrada principal que liga Colombo a Trincomalee, Polonnaruwa e Batticaloa. 

Ainda nas redondezas de Sigiriya, mas noutra província, pode sentir-se a simplicidade da vida rural e dos camponeses. Aqui, podem ver-se extensos campos de arroz, andar-se num carro de bois, fazer-se um safari e andar-se de barco no lago Habarana. 

Esta combinação - riqueza cultural aliada a vida selvagem - é o que faz de Habarana uma das bases mais práticas e gratificantes para um roteiro pelo Sri Lanka.

segunda-feira, setembro 07, 2026

Beruwala

 Beruwala é uma cidade situada no distrito de Kalutara, província ocidental, no Sri Lanka. A cidade cobre uma área total de aproximadamente 15 km² e está localizada na costa sudoeste daquele país, 60 km ao sul de Colombo. 
Beruwala é uma vibrante cidade costeira famosa por ser o local da primeira fixação muçulmana da ilha no século VIII. A cidade combina uma rica herança cultural, praias douradas de águas calmas e uma próspera cultura pesqueira.
As principais atrações turísticas são: 
A Mesquita de Kechimalai está construída numa falésia à beira-mar. Esta mesquita histórica é um marco crucial para a comunidade islâmica e oferece vistas panorâmicas do porto. Está também associada ao local de sepultamento do primeiro muçulmano a desembarcar no Sri Lanka; 
O Farol da Ilha de Barberyn, que é um farol histórico da era colonial situado numa pequena e pitoresca ilha tropical rodeada por palmeiras e acessível através de uma rápida viagem de barco a partir da costa;
O Porto de Pesca de Beruwala, um porto movimentado onde centenas de barcos coloridos se reúnem diariamente. É o lugar ideal para vivenciar a rotina dos pescadores locais e ver o comércio de peixe fresco logo pela manhã;
A Praia de Moragalla que é uma das principais praias da região, conhecida por ser um refúgio tranquilo para relaxar, tirar fotografias e praticar desportos aquáticos;
O Mercado Internacional de Pedras Preciosas ou Gemas, que é uma área de comércio de rua famosa pela venda e troca de pedras preciosas brutas e lapidadas

sexta-feira, dezembro 04, 2020

Conheça esta história de poligamia

Conheça a história do moçambicano Orlando Macuácua vendo a entrevista que lhe é feita no vídeo abaixo. Esta é uma história de poligamia.

Orlando Macuácua é um homem que segue algumas das tradições africanas. Assim é casado com 7 mulheres e consequentemente tem 46 filhos...

Veja como este grande gestor consegue o sustento e a harmonia para as suas várias famílias.

Vale a pena conhecer esta realidade.

Não perca !!!!

Azul: Poligamia humana legalizada em legislação;

  Castanho: Poligamia não regulada: nem reconhecida, nem criminalizada;

  Preto: Poligamia humana criminalizada em legislação;

1Outros: India, Filipinas, Singapura, Malasia e Sri Lanka: legal só para Muçulmanos.

2Eritrea: Só os muçulmanos podem legalmente contrair casamentos poligâmicos em certos países e regiões sob a lei da xaria que o permita.

3República da Maurícia: uniões polígamas não são legalmente reconhecidas. Os homens muçulmanos podem "se casar" com quatro mulheres, que, no entanto, não gozam do estatuto legal de esposas..

segunda-feira, julho 11, 2016

Do Minho até Timor: Festejos Globais

Xanana Gusmão - Díli
(Timor Leste)
Díli - Timor - Leste
A celebração da vitória portuguesa no Campeonato Europeu de Futebol foi global.
Os portugueses e a lusofonia estão eufóricos e em festa.


Na Ásia e Oceania os festejos começaram ao nascer do sol.
De Timor, a Macau, passando por Malaca, Indonésia, Índia e Sri Lanka, as comunidades lusófonas e seus descendentes comemoraram com animação.


O mesmo se passou na África (África do Sul, Angola, Cabo Verde, Moçambique, S. Tomé e Principe e Guiné Bissau).
Não nos podemos esquecer que Éder tem as suas origens na Guiné Bissau e a população deste país lusófono e a sua avó Ricardina, comemoraram o golo da vitória em Bissau.



Os portugueses e as comunidades de luso-descendentes na América do Norte (E.U.A. e Canadá) e na América do Sul (Venezuela, Brasil, etc) exultaram com a vitória portuguesa.

Já agora a seleção contou com um apoio ilustre… Robert Sherman, o embaixador dos Estados Unidos em Portugal, apoiou a nossa equipa e gravou um bem-humorado vídeo de apoio à seleção nacional que pode ver clicando aqui.

Mas, os emigrantes em França  (e nos restantes países da Europa) apoiaram sem desânimo a seleção e comemoraram de forma efusiva pela noite fora, a sua vitória.





Já o nosso país (de Norte a Sul) não parou ainda de festejar. Foi pela noite fora e já hoje com a chegada dos jogadores.



Milhares de portugueses receberam os jogadores, no Marquês de Pombal, e na Alameda Afonso Henriques em Lisboa, ao som da música: A Minha Casinha.



E veja como Timor Leste celebrou a passagem de Portugal à Final do Euro 2016. Imagine agora, como foi a festa com a consagração de Portugal como campeão europeu.


A Minha Casinha transformou-se, assim, no hino da vitória da nossa seleção.
Oiça então aqui em baixo,  os Xutos e Pontapés em A Minha Casinha ( Rock In Rio 27/05/2010 Lisboa ).


quinta-feira, novembro 24, 2022

Catar: O País do Mundial de 2022

O Catar ou Qatar, é um país árabe, conhecido oficialmente como um emirado do Médio Oriente. Situa-se na costa nordeste da Península Arábica, ocupando a pequena península do Catar.  Faz fronteira com a Arábia Saudita a sul, e o Golfo Pérsico envolve o resto do país. Um estreito do Golfo Pérsico separa o Catar da nação insular vizinha, o Bahrein.

A península do Catar localiza-se entre as latitudes de 24° e 27°N e as longitudes de 50° e 52°E. A maioria do país é composta por uma planície árida baixa e coberta de areia. A sudeste encontra-se o Khor al Adaid ("mar interior"), uma área de dunas de areia que cercam uma entrada do Golfo. O clima caracteriza-se por invernos amenos e verões muito quentes e húmidos.

O Catar é um país cuja paisagem abrange um deserto árido e um longo litoral no Golfo Pérsico repleto de praias e dunas. Também na costa, fica a capital Doha, conhecida pelos arranha-céus futuristas e pela arquitetura ultramoderna inspirada no antigo design islâmico, com exemplos como o Museu de Arte Islâmica, feito de calcário e localizado na marginal à beira-mar da cidade, chamado Corniche.

O ponto mais alto no Qatar é Qurayn Abu al Bawl, com 103 metros de altura. Na área de Jebel Dukhan existem as principais jazidas terrestres de petróleo do país, enquanto os campos de gás natural se localizam no mar, a noroeste da península.

O nome Catar deriva de Qatara, que se acredita referir à antiga cidade de Zubarah, um importante porto comercial e cidade da região. A palavra "Qatara" aparece pela primeira vez num mapa do mundo árabe de Ptolomeu.

O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. As posições mais importantes no país são ocupadas por membros ou grupos próximos da família al-Thani. Em 1995, o xeque Hamad bin Khalifa Al Thani tornou-se emir após depor o pai, Khalifa bin Hamad al Thani, num golpe de Estado​​.

O Catar foi um protetorado britânico até se tornar independente em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas provenientes do petróleo e do gás natural (possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, a economia do país era baseada principalmente na extração de pérolas e no comércio marítimo. Atualmente, lidera a lista dos países mais ricos do mundo e está classificado em 41º lugar (logo depois de Portugal) na lista das Nações Unidas de países com maior desenvolvimento humano (IDH), e em 3° no mundo árabe. A Freedom House considera o país como "não livre". A  Amnistia Internacional tem noticiado vários atropelos aos direitos humanos. Desde a primeira Guerra do Golfo, tem sido um importante aliado militar dos Estados Unidos e atualmente abriga uma importante base militar na região.

Em 1515, D. Manuel I de Portugal tornou o Reino de Ormuz um Estado vassalo. O Reino de Portugal passou a controlar uma parcela significativa da Arábia Oriental em 1521. O Forte de Al Zubara (provavelmente de origem portuguesa), é uma  fortaleza militar histórica do Catar que é património mundial do UNESCO. Em 1550, os habitantes de al-Hasa colocaram-se voluntariamente sob domínio do Império Otomano, preferindo-o em relação ao Império Português.

O Catar tem uma população estimada em 2,8 milhões de habitantes, dos quais apenas 313 mil são nativos catarianos. Os demais são trabalhadores estrangeiros, especialmente de outras nações árabes (13%), do subcontinente indiano (Índia 24%, Nepal 16%, Bangladesh 5%, Paquistão 4%, Sri Lanka 2%), do Sudeste Asiático (Filipinas 11%) e demais países (7%). Também é um dos poucos países do mundo em que os seus cidadãos não pagam impostos.

A religião predominante e oficial do Catar é o islamismo (sunita) embora haja cerca de 5% de seguidores do islamismo xiita. A lei xaria é a principal fonte da legislação do Catar de acordo com a Constituição.

Em 2010, de acordo com o Pew Research Center havia 67,7% de muçulmanos, 13,8% de cristãos, 13,8% hindus e 3,1% budistas. 

A população cristã é composta quase inteiramente por estrangeiros. Desde 2008, os cristãos foram autorizados a construir igrejas em terrenos doados pelo governo, mas a atividade missionária estrangeira é desencorajada oficialmente. Apesar de serem uma parcela significativa da população, hindus e budistas não têm um lugar oficial de culto.

Se quiser saber quais são os melhores passeios no Catar, O País do Mundial de 2022, não deixe de ver os restantes vídeos desta série especial do Viaje Comigo. São mais três vídeos mostrando a cultura, costumes, museus, parques, estádios e atrações turísticas na capital do país, Doha, que pode ver clicando nos links a seguir: Passeios e Compras, Mercado Waqif e Catar 4 (Os Estádios Do Mundial FIFA 2022).

domingo, julho 26, 2026

Polonnaruwa

 Polonnaruwa é uma das cidades históricas mais importantes do Sri Lanka.  Hoje, as suas ruínas monumentais constituem um dos principais vértices do Triângulo Cultural do país. O destino turístico combina monumentos budistas, arquitetura hindu, engenharia hidráulica avançada e uma forte ligação à vida selvagem local.

Polonnaruwa foi a segunda das antigas capitais do antigo Reino do Ceilão (ilha no Oceano Índico conhecida também por Taprobana) , após a destruição de Anuradhapura em 993. Foi centro do poder político e militar de um reino que reconquistou terras aos invasores vindos do sul da Índia e floresceu entre os séculos XI e XIII.

Esta antiga cidade, declarada Património Mundial da UNESCO em 1982, é composta por um conjunto de edifícios – palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos – rodeados por um lago artificial.

O conjunto arquitetónico de Pollonaruva, que ocupa uma área bastante grande, é composto por palácios, pontes, salas de reuniões, banhos reais, mosteiros e diversos templos entre os quais se destacam os de Lankatilaka e Tivanka, com magnificas decorações de estuque e ladrilhos, e o do Templo de Vatadage, de forma circular com quatro estátuas de Buda sentado.  Os monumentos mais famosos e uma das principais atrações deste magnífico local, são os Budas de Galvihara, gigantescas estátuas, talhadas em rocha, de Buda em diversas posições (duas estátuas de Buda sentado, uma de Buda em pé e outra, a mais extraordinária do conjunto, um Buda deitado com 14 metros!).

A cidade é construída em diversos blocos, sendo o primeiro o Grupo do Palácio Real. Este teria sido um edifício de sete andares, mas hoje só resta uma ruína de paredes grossas e pouco mais do que terão sido dois pisos. Ainda neste grupo, pode ver o Salão das Audiências, guardado por dois imponentes leões de pedra, bem como a piscina real.

Situado na parte mais antiga e sagrada, o quadrilátero é o local onde foram construídos os templos com maior importância. 

Dá que pensar como foi possível construir tanta grandeza e criar tanta beleza numa altura em que tudo era feito à mão, sem computadores ou máquinas elétricas. 
A não perder!

quarta-feira, novembro 14, 2018

Oito Árvores Incríveis

Elas podem ser enormes, ter formatos bizarros e viver milhares de anos. Conheça algumas árvores incríveis que estão espalhadas pelo mundo.

1 - O Baobá é a árvore símbolo de vários países africanos, entre eles Madagascar e Senegal. Chega a alcançar 30 metros de altura e tem a capacidade de armazenar grandes quantidades de água dentro do tronco.


2 - O Angel-Oak-Quercus (ou Carvalho dos Anjos) é uma espécie de carvalho nativa dos Estados Unidos.
Os carvalhos são conhecidos não por serem altos, mas por terem copas gigantescas.
O Angel tem uma altura de 22 metros, uma circunferência de tronco de quase 20 metros, e a copa cobre 450m² de terreno. Os galhos são tão grandes (o maior tem 27m), que encostam no chão para depois subir de novo. Para sustentá-los foram colocados cabos de aço e apoios. A sua copa imensa lembra a aura de um anjo, por isso seu nome.
O da foto fica na Carolina do Sul e pode ter até 1.500 anos!

3 - A Dracaena cinnabari (ou Árvore Sangue de Dragão) é uma espécie nativa de Socotorá, um pequeno arquipélago, próximo do Iémen, que fica no Oceano Índico.




4 - A Figueira de Bengala é típica do Bangladesh, Índia e do Sri Lanka. As raízes podem crescer tanto que se tornam parecidas com o tronco principal.




5 - O pinheiro ao lado é bastante comum nos Estados Unidos e no Canadá.  Uma árvore destas pode viver até 5 mil anos pelo que estes pinheiros estão lá há muito tempo!


6 - Esta árvore é comum nas partes mais frias dos Estados Unidos. Mais do que a beleza das folhas, o que espanta mesmo está debaixo da terra. É que no estado norte-americano de Utah, incontáveis dessas árvores dividem as mesmas raízes, sendo portanto o mesmo organismo e o mais pesado do planeta, com cerca de 6 mil toneladas.


7 - O Pinheiro da Escócia, também conhecido como Pinheiro Silvestre, é muito utilizado no fabrico de móveis. Este pinheiro pode atingir cerca de 40 metros de altura.




8 - Uma das mais famosas árvores desta lista, a Sequoia Gigante é a maior árvore do planeta. Ela pode chegar perto dos 100 metros de altura e viver milhares de anos.

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

A Maior Palmeira do Mundo: A Corypha umbraculifera

A Corypha umbraculifera é uma palmeira nativa do sul da Índia e do Sri Lanka. É uma das maiores espécies de palmeiras do mundo, podendo chegar até aos 25 metros e as suas folhas chegam a atingir os 5 m.
Possui a maior inflorescência do reino vegetal atingindo de 6 a 8 m de comprimento. A Corypha umbraculifera floresce apenas uma vez na sua vida, entre os 30 e os 80 anos de idade e leva  cerca de um ano para que os frutos amadureçam.
Espécie rara, apresenta desenvolvimento moderado e foi muito utilizada por Roberto Burle Marx nos seus projetos na cidade do Rio de Janeiro, onde alguns exemplares já floresceram.
Apresenta um grande potencial paisagístico desde a sua fase jovem, podendo ser empregada com sucesso em grande jardins, quer como planta isolada quer em grupo.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

A Incrível Índia

A Índia, é um país da Ásia Meridional. É o sétimo maior país em área geográfica, o segundo país em termos demográficos e a democracia mais populosa do mundo. Está delimitado a sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía de Bengala a leste. Faz fronteira com o Paquistão a oeste; a norte com a República Popular da China, o Nepal e o Butão; e a leste com Bangladesh e Mianmar. A Índia está nas proximidades do Sri Lanka, das Maldivas, da Indonésia e do Oceano Índico e tem uma costa de 7.517 km.
País de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, é identificado também pela sua riqueza comercial e cultural e pela sua longa história. Foi o berço de quatro grandes religiões (Hinduísmo, Budismo, Jainismo e Sikhismo). No primeiro milénio d.C. chegaram à Índia o Zoroastrismo, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Estas religiões moldaram a diversidade cultural do subcontinente indiano.

Descoberta pelos portugueses, foi anexada, gradualmente, pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Reino Unido a partir de meados do século XIX. Tornou-se uma nação independente em 1947 após uma luta pela independência que foi marcada pela resistência não-violenta. O líder que marcou esta fase da história indiana foi Mahatma Gandhi.

Hoje é a décima segunda maior economia do mundo. As reformas económicas feitas desde 1991, transformaram a Índia numa das economias de mais rápido crescimento do mundo. No entanto, ainda sofre com altos níveis de pobreza, analfabetismo, doenças e desnutrição. É uma sociedade pluralista, multilingue e multi-étnica e também o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitats protegidos.
Veja agora a apresentação que se segue. Vale a pena!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Património da Humanidade em Portugal

Um local classificado património mundial é reconhecido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como de especial importância.
Esta classificação é também fundamental para a preservação dos monumentos históricos e do património natural dos diversos países.
Até 2006, eram 13 os sítios ou conjuntos de sítios considerados Património Mundial, em Portugal. Portugal é um dos países com maior número de monumentos no mundo, classificados como Património da Humanidade. Devido ao nosso passado histórico, monumentos portugueses podem ser encontrados por todo o lado, o que mostra bem a dimensão e influência da presença portuguesa à escala global.
Do Brasil à Tanzânia, do Paraguai ao Sri Lanka, os portugueses deixaram marcas culturais e de enorme valor, classificadas oficialmente pela UNESCO, em três continentes diferentes. Em abaixo tem a relação completa dos locais histórico-culturais ou naturais que foram classificados como património mundial da UNESCO, em Portugal. A seguir tem uma belíssima apresentação acerca dalguns destes locais.
Centro Histórico de Angra do Heroísmo (1983) - Angra do Heroísmo, Açores
Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (1983) - Lisboa
Mosteiro da Batalha (1983) - Batalha
Convento de Cristo (1983) - Tomar
Centro Histórico de Évora (1986) - Évora
Mosteiro de Alcobaça (1989) - Alcobaça
Paisagem Cultural de Sintra (1995) - Sintra
Centro Histórico do Porto (1996) - Porto
Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa (1998)
Floresta Laurissilva da Ilha da Madeira (1999) - Madeira
Centro Histórico de Guimarães (2001) - Guimarães
Região Vinhateira do Alto Douro (2001)
Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (2004) - Pico, Açores
Não perca agora, a apresentação que escolhi para hoje. Vale mesmo a pena!

quinta-feira, maio 05, 2011

A Língua Portuguesa


"Uma língua é o lugar donde se vê o mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso, a voz do mar foi a da nossa inquietação".
Virgílio Ferreira

Hoje (5 de maio) comemora -se o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura. Esta comemoração é promovida pela CPLP e celebrada em todo o espaço lusófono.
A língua portuguesa é uma língua românica que se originou no que é hoje a Galiza e o norte de Portugal. Deriva do latim vulgar que foi introduzido no oeste da península Ibérica há cerca de dois mil anos. Tem um substrato céltico/lusitano, resultante da língua nativa dos povos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da península (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cónios). O nosso idioma espalhou-se pelo mundo nos séculos XV e XVI quando Portugal estabeleceu um império colonial e comercial (1415-1999) que se estendeu do Brasil, na América, a Goa, na Ásia (Índia, Macau na China e Timor-Leste). O português foi utilizado como língua franca exclusiva na ilha do Sri Lanka por quase 350 anos. Durante esse tempo, muitas línguas (cerca de vinte) crioulas baseadas no português também apareceram em todo o mundo, especialmente na África, na Ásia e nas Caraíbas.
Com mais de 240 milhões de falantes, é a quinta língua mais falada no mundo. É também a 5ª mais usada na Internet e a mais falada no hemisfério sul. É a língua oficial em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 13 de julho de 2007, na Guiné Equatorial. É ainda falada nos antigos territórios da Índia Portuguesa (Goa, Damão, Ilha de Angediva, Simbor, Gogolá, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli) e em pequenas comunidades que faziam parte do Império Português na Ásia como Malaca (Malásia) e na África Oriental como Zanzibar (Tanzânia). Possui estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul, na União Africana, na Organização dos Estados Americanos, na União Latina, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e na Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP).
É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Paraguai, Uruguai, Namíbia, Maurícia, Suíça e África do Sul. Além disso, encontram-se em várias localidades no mundo numerosas comunidades de emigrantes, onde se fala o português, como em Paris, na França, Hamilton, nas Ilhas Bermudas, Toronto, Hamilton, Montreal e Gatineau no Canadá, Boston, Nova Jérsei e Miami nos EUA e nas províncias de Aichi, Shizuoka, Gunma e Mie, no Japão.
Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estágio conhecido atualmente.
O português é conhecido como "A língua de Camões" (em homenagem a Luís Vaz de Camões, escritor português, autor de Os Lusíadas).