terça-feira, setembro 27, 2022

Moçâmedes/Namibe

Para os nostálgicos, e também para os que o não são, aqui deixo algumas imagens da cidade do Namibe/Moçâmedes.

Moçâmedes é uma cidade e município de Angola, capital da província de Namibe. Entre 1985 e 2016, a cidade teve o mesmo nome da província, isto é, denominou-se "Namibe" quando, por decreto-lei , o nome voltou a ser "Moçâmedes". O primeiro nome do lugar foi "Chitoto Chobatua" (buraco dos passarinhos), dado pelos mucubais a uma aldeia de pescadores, pastores e caçadores que existia na baía do Namibe, no século XV.

Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 335 892 habitantes e uma área territorial de 8 916 km², sendo o município mais populoso da província.

Grande centro económico da província, é também um dos mais vitais centros logísticos de Angola, congregando porto, ferrovia, aeroporto e rodovias, num grande entroncamento de transportes.

segunda-feira, setembro 26, 2022

Algumas Palavras Portuguesas Com Origem Persa

Sabia que existem algumas palavras portuguesas de origem Persa? O persa enriqueceu, portanto, o português. 

Na nossa língua existem muitas palavras do reino da Pérsia. Algumas delas são: laranja, limão, berinjela, pato, açúcar, pijama, tafetá, cáqui, quiosque, divã, lilás, jasmim, chacal, caravana, bazar, xeque, persiana.

Aqui lhe deixo algumas explicações para a existência destas palavras na nossa língua. 

1. Açúcar

A palavra entrou nas línguas europeias a partir do árabe "as-sukkar", por duas vias: a via italiana, que levou a palavra até ao francês e ao inglês (entre outras), e a via ibérica, que nos deu a palavra "açúcar".

Ora, os árabes também já tinham ido buscar esta palavra ao persa, onde era "šakar". A palavra persa tem uma origem mais remota: o sânscrito "śárkarā".

2. Laranja e Limão

As palavras Laranja e Limão fizeram o mesmo caminho até ao português: "laranja", por exemplo, veio da "nārang" persa, passando pelo árabe (e, tal como no caso do açúcar, também já tinha vindo do sânscrito). A palavra "Laranja" em árabe diz-se "alburtuqaliu", que liga este fruto como originário ou que foi trazido de Portugal.

Também o "limão" veio do árabe "laymūn", que tinha vindo do persa "limu".

3. Pato

A palavra pato fez o mesmo caminho: do "bat" persa, passou ao "baṭṭ" árabe, que na nossa península se transformou em "pato"..

4. Xadrez

 A palavra Xadrez começou no sânscrito, de onde passou ao persa, onde se dizia "šatrang", que a emprestou ao árabe, na forma "aš-šaṭranj", que a ofereceu às línguas ibéricas, acabando no nosso português como "xadrez".

5. Cheque

Já que falamos de xadrez, diga-se que "xeque" e "xeque-mate" também são de origem persa — e, por acaso, "cheque" (de dinheiro) também.

6. Pijama

A palavra Pijama surgiu de forma um pouco diferente: começou no persa "pāy-jāma", que significava "roupa para as pernas", e passou para o hindi e urdu com a mesma forma.

Na Índia, os europeus (portugueses e ingleses entre eles) encontraram este tipo de roupa noturna e começaram a usá-la, aproveitando o nome.

Com o tempo, os ingleses trouxeram a palavra até à Europa. O inglês "pyjama" acabou por se espalhar pelas outras línguas — até chegar ao português.

7. Azul

Esta palavra tem origem no nome da pedra "lápis-lazúli", que já se extraía nas montanhas do Afeganistão há quase 10 000 anos.

O nome persa da pedra passou ao árabe, que o trouxe na forma "lāzuward" até à Península Ibérica.

Esta palavra acabou por dar origem ao "azul" com que, em várias línguas ibéricas, nos referimos à cor daquela rocha.

8. Magia

A palavra "magia" veio do latim "magia", aonde tinha chegado vinda do grego «μαγεία» — que significa "a arte do mago".

E de onde veio a palavra mago? Do antigo persa…

E agora assista ao vídeo abaixo que lhe fornece mais explicações sobre este assunto. Não perca. Vale mesmo a pena.


domingo, setembro 25, 2022

Os Looks da Rainha Elizabeth II

Descubra tudo sobre os looks Rainha Elizabeth II vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Todos ficámos a saber da partida da Rainha Elizabeth II, um acontecimento que parou o mundo recentemente. E uma das coisas que mais marcaram a sua vida foram os looks de moda, os acessórios que utilizava, ou seja, a sua peculiar maneira de vestir, tão única e alegre. 

Neste vídeo Luciane dá-lhe a conhecer os looks da Rainha Elizabeth II e algumas das razões que os justificavam.

Espero que goste. 

Ora veja. Vale bem a pena.

sábado, setembro 24, 2022

Fernando de Noronha: O Paraíso É Aqui!

Baía dos Porcos

Fernando de Noronha é um arquipélago brasileiro (estado de Pernambuco) situando no Oceano Atlântico, a nordeste do Brasil, e distando 545 km da capital pernambucana, Recife. É formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica. Ocupa uma área total de 26 km² -  dos quais 17 km² fazem parte da ilha principal O centro comercial da ilha principal (Fernando de Noronha) é o núcleo urbano de Vila dos Remédios. 

Para preservar o seu ecossistema e o seu charme só são autorizados 700 visitantes por dia na ilha. Assim, Fernando de Noronha é considerado um dos destinos mais exclusivos do Brasil, e faz parte de um parque marinho protegido.

Na ilha há praias para todos os gostos: que vão do silêncio da Baía do Sueste, com águas rasas e claras, até à adrenalina de Cocimba do Padre, uma meca para os surfistas, graças às suas ondas de até 5 metros de altura, passando pela maravilhosa Baía dos Porcos, "vigiada" pela famosa e muito fotografada formação rochosa de "Dois Irmãos", onde não se podem praticar desportos aquáticos para não perturbar a paz do lugar. E depois há a Praia do Sancho, eleita a praia mais bonita do mundo em 2019!

Avistada pela primeira vez entre 1500 e 1502, tem sua descoberta atribuída a uma expedição comandada pelo explorador Fernão de Loronha/Noronha, porém é certo que o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, em expedição realizada entre 1503 e 1504. Primeira capitania hereditária do Brasil, o arquipélago sofreu constantes invasões de ingleses, franceses e holandeses entre os séculos XVI e XVIII. 

Em 1942, com a Segunda Guerra Mundial, o arquipélago tornou-se território federal, cuja sigla era FN, passando a servir como base avançada de guerra. 

Pôr do sol na praia da Conceição 

Após uma campanha liderada pelo ambientalista José Truda Palazzo Júnior, em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 11 270 ha, para a proteção das espécies endémicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos — o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. 

No ano de 2001 a UNESCO declarou Fernando de Noronha, Património Natural da Humanidade. A fauna é tão rica que pesquisadores continuam a descobrir novas espécies endémicas de peixes na região - em 2020, uma expedição descobriu quatro novas espécies de peixes ainda não descritas pela ciência.

A melhor descrição para Fernando de Noronha é: o paraíso é aqui!

Não acredita? Então veja os vídeos abaixo. Não perca esta oportunidade.


E o segundo episódio.

sexta-feira, setembro 23, 2022

Lygia Clark

Lygia Clark (1920 - 1988), foi uma pintora e escultora brasileira contemporânea que se autointitulava "não artista".

Lygia foi uma artista visual, pintora, escultora, desenhadora, psicoterapeuta e professora de artes plásticas brasileira.

Fez parte do neoconcretismo e a partir da década de 1960, começou a trocar a pintura pela experiência com objetos tridimensionais.


Após ir para a Europa, o seu trabalho passou a focar-se em expressões corporais. As suas obras renderam-lhe reconhecimento internacional a partir de 1980 e é considerada uma das mais importantes artistas brasileiras do século 20. 

quinta-feira, setembro 22, 2022

Alex & Anny


Assista ao Quadro Russo do Maior Cabaret Do Mundo.

O talento, a graça, a poesia e mesmo um toque de humor de Alex & Anny. Um número muito completo mas... impróprio para cardíacos. 

Belíssimo. Não deixe de o ver.

quarta-feira, setembro 21, 2022

Sopra o Vento

Ouça a fadista portuguesa Joana Amendoeira em Sopra o Vento (poema de Fernando Pessoa).

Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora


Há uma íntima intenção

Que tumultua o meu ser

E faz do meu coração

O que um vento quer varrer


Não sei se há ramos deitados

Abaixo no temporal

Se pés do chão levantados

Num sopro onde tudo é igual


Dos ramos que ali caíram

Sei só que há mágoas e dores

Destinadas a não ser

Mais que um desfolhar de flores


Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora


Sopra o vento, sopra o vento

Sopra alto o vento lá fora

Mas também meu pensamento

Tem um vento que o devora

terça-feira, setembro 20, 2022

Ditados Populares Portugueses

Hoje deixo-lhe aqui esta lista exaustiva de Ditados Populares Portugueses.

"A ambição cerra o coração

A pressa é inimiga da perfeição

Águas passadas não movem moinhos

Amigo não empata amigo

Amigos amigos negócios à parte

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura

A união faz a força

A ocasião faz o ladrão

A ignorância é a mãe de todas as doenças

Amigos dos meus amigos, meus amigos são

A cavalo dado não se olha a dente

Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo

Antes só do que mal acompanhado

A pobre não prometas e a rico não devas.

A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina

A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo

A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado

A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata

A necessidade aguça o engenho

A noite é boa conselheira

A ocasião faz o ladrão

A preguiça é mãe de todos os vícios

A palavra é de prata e o silêncio é de ouro

A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas

A pensar morreu um burro

A roupa suja lava-se em casa

Antes só que mal acompanhado

Antes tarde do que nunca

Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam

Ao rico não faltes, ao pobre não prometas

As palavras voam, a escrita fica

As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras

Até ao lavar dos cestos é vindima

Água e vento são meio sustento

Águas passadas não movem moinhos

Boi velho gosta de erva tenra

Boca que apetece, coração que padece

Baleias no canal, terás temporal

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia

Boa romaria faz, quem em casa fica em paz

Boda molhada, boda abençoada

Burro velho não aprende línguas

Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura

Cada cabeça sua sentença

Chuva de São João, tira vinho e não dá pão

Casa roubada, trancas à porta

Casarás e amansarás

Criou a fama, deite-se na cama

Cada qual com seu igual

Cada ovelha com sua parelha

Cada macaco no seu galho

Casa de ferreiro, espeto de pau

Casamento, apartamento

Cada qual é para o que nasce

Cão que ladra não morde

Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato

Com vinagre não se apanham moscas

Coma para viver, não viva para comer

Com o direito do teu lado nunca receies dar brado

Candeia que vai à frente alumia duas vezes

Casa de esquina, ou morte ou ruína

Cada panela tem a sua tampa

Cada um sabe as linhas com se cose

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos

Casa onde entra o sol não entra o médico

Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém

Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo

Com a verdade me enganas

Com papas e bolos se enganam os tolos

Comer e o coçar o mal é começar

Devagar se vai ao longe

Depois de fartos, não faltam pratos

De noite todos os gatos são pardos

Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra

De Espanha nem bom vento nem bom casamento

De pequenino se torce o pepino

De grão a grão enche a galinha o paparrão

Devagar se vai ao longe

De médico e de louco, todos temos um pouco

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'

Depressa e bem não há quem

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

Depois da tempestade vem a bonança

Da mão à boca vai-se a sopa

Deus ajuda, quem cedo madruga

Dos fracos não reza a história

Em casa de ferreiro, espeto de pau

Enquanto há vida, há esperança

Entre marido e mulher, não se mete a colher

Em terra de cego quem tem olho é rei

Erva daninha a geada não mata

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão

Em tempo de guerra não se limpam armas

Falar é prata, calar é ouro

Filho de peixe, sabe nadar

Gaivotas em terra, tempestade no mar

Guardado está o bocado para quem o há de comer

Galinha de campo não quer capoeira

Gato escaldado de água fria tem medo

Guarda o que comer, não guardes o que fazer

Homem prevenido vale por dois

Há males que vêm por bem

Homem pequenino ou velhaco ou dançarino

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto

Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles

Lua deitada, marinheiro de pé

Lua nova trovejada, 30 dias é molhada

Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão

Longe da vista, longe do coração

Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar

Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital

Manda quem pode, obedece quem deve

Mãos frias, coração quente

Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto

Madruga e verás trabalha e terás

Mais vale um pé no travão que dois no caixão

Mais vale uma palavra antes que duas depois

Mais vale prevenir que remediar

Morreu o bicho, acabou-se a peçonha

Muita parra pouca uva

Muito alcança quem não se cansa

Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá

Muito riso pouco siso

Muitos cozinheiros estragam a sopa

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe

Nuvem baixa sol que racha

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu

Nem tudo o que reluz é ouro

Não há bela sem senão

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Não há fome que não dê em fartura

Não vendas a pele do urso antes de o matar

Não há duas sem três

No meio é que está a virtude

No melhor pano cai a nódoa

Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes

Nem oito nem oitenta

Nem tudo o que vem à rede é peixe

No aperto e no perigo se conhece o amigo

No poupar é que está o ganho

Não dá quem tem, dá quem quer bem

Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça

O saber não ocupa lugar

Os cães ladram e caravana passa

O seguro morreu de velho

O prometido é devido

O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura

O segredo é a alma do negócio

O bom filho à casa retorna

O casamento e a mortalha no céu se talha

O futuro a Deus pertence

O homem põe e Deus dispõe

O que não tem remédio remediado está

O saber não ocupa lugar

O seguro morreu de velho

O seu a seu dono

O sol quando nasce é para todos

O óptimo é inimigo do bom

Os amigos são para as ocasiões

Os opostos atraem-se

Os homens não se medem aos palmos

Para frente é que se anda

Pau que nasce torto jamais se endireita

Pedra que rola não cria limo

Para bom entendedor meia palavra basta

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Para baixo todos os santos ajudam

Por morrer uma andorinha não acaba a primavera

Patrão fora, dia santo na loja

Para grandes males, grandes remédios

Preso por ter cão, preso por não ter

Paga o justo pelo pecador

Para morrer basta estar vivo

Para quem é, bacalhau basta

Passarinhos e pardais,não são todos iguais

Peixe não puxa carroça

Pela boca morre o peixe

Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber

Pimenta no cu dos outros para mim é refresco

Presunção e água benta, cada qual toma a que quer

Quando a esmola é grande o santo desconfia

Quem espera sempre alcança

Quando um não quer, dois não discutem

Quem tem telhados de vidro não atira pedras

Quem vai à guerra dá e leva

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte

Quem sai aos seus não degenera

Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento

Quem semeia ventos colhe tempestades

Quem vê caras não vê corações

Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece

Quem casa quer casa

Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa

Quem com ferros mata, com ferros morre

Quem corre por gosto não cansa

Quem muito fala pouco acerta

Quem quer festa, sua-lhe a testa

Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar

Quem dá aos pobres empresta a Deus

Quem cala consente

Quem mais jura é quem mais mente

Quem não tem cão, caça com gato

Quem diz as verdades, perde as amizades

Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos

Quem não deve não teme

Quem avisa amigo é

Quem ri por último ri melhor

Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha

Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima

Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto

Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Quem não chora não mama

Quem desdenha quer comprar

Quem canta seus males espanta

Quem feio ama, bonito lhe parece

Quem não arrisca não petisca

Quem tem boca vai a Roma

Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão

Quando um cai todos o pisam

Quanto mais depressa mais devagar

Quem entra na chuva é pra se molhar

Quem boa cama fizer nela se deitará

Quem brinca com o fogo queima-se

Quem cala consente

Quem canta seus males espanta

Quem comeu a carne que roa os ossos

Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro

Quem muito escolhe pouco acerta

Quem nada não se afoga

Quem nasceu para a forca não morre afogado

Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele

Quem não sabe é como quem não vê

Quem não tem dinheiro não tem vícios

Quem não tem panos não arma tendas

Quem não trabuca não manduca

Quem o alheio veste, na praça o despe

Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso

Quem paga adiantado é mal servido

Quem parte velho paga novo

Quem sabe faz, quem não sabe ensina

Quem tarde vier comerá do que trouxer

Quem te cobre que te descubra

Quem tem burro e anda a pé mais burro é

Quem tem capa sempre escapa

Quem tem cem mas deve cem pouco tem

Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita

Quem tudo quer tudo perde

Quem vai ao mar avia-se em terra

Quem é vivo sempre aparece

Querer é poder

Recordar é viver

Roma e Pavia não se fez em um dia

Rei morto, rei posto

Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota

Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei

Santos da casa não fazem milagres

São mais as vozes que as nozes

Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade

Todo o homem tem o seu preço

Todos os caminhos vão dar a Roma

Tristezas não pagam dívidas

Uma mão lava a outra

Uma desgraça nunca vem só

Vão-se os anéis e ficam-se os dedos

Vozes de burro não chegam aos céus

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades".

segunda-feira, setembro 19, 2022

A Casa da Esperança

Ouça em baixo um poema de Hafez de Shiraz - "A Casa da Esperança".

Hafez é um poeta que vive na alma do povo iraniano até aos dias de hoje.

Hāfez ou Hafiz, foi um poeta lírico e místico persa, nascido entre 1310 e 1337 na cidade de Xiraz na Pérsia (Irão), filho de Baha-ud-Din.

As suas obras selecionadas (Divã) podem ser encontradas nas casas da maioria dos iranianos, que aprendem os seus poemas de cor e os usam como provérbios e ditados até hoje. A sua vida e os seus poemas têm sido objeto de muitas análises, comentários e interpretações e têm influenciado a literatura persa pós-século XIV mais do que qualquer outra coisa.

Os principais temas de seus gazeis são o amor, a celebração do vinho e da embriaguez e a exposição da hipocrisia daqueles que se colocaram como guardiões, juízes e exemplos de retidão moral. Os seus poemas líricos são notáveis pela beleza, pelo fruir do amor e pelo misticismo.

sábado, setembro 17, 2022

Ta'aruf, Taarof ou Taaruf: O Que É?

Taarof é a arte persa da etiqueta. O Ta'aruf ou Taaruf é um conjunto de regras de etiqueta social,  que norteiam todas as relações no Irão, quer seja dentro quer seja fora de casa, e causam grande estranheza aos estrangeiros. O Taaruf é então um código que regula a vida social nos negócios, família, namoros, etc. É uma espécie de competição pela atitude mais humilde perante os outros – sejam eles convidados, familiares ou parceiros de negócio. É uma atitude bastante louvável e que demonstra uma grande educação. Mas está tão enraizada que, por vezes, é difícil perceber as verdadeiras intenções e personalidade das pessoas. Porque, basicamente, há muitas pessoas que estão a dizer que não, mas o que querem mesmo dizer é que sim e vice-versa. 

Um exemplo de taaruf acontece com aqueles que andam de autocarro ou de avião e se sentam num lugar à frente de alguém. Deve-se pedir desculpas a quem está atrás pelo simples facto de que o outro está a ver as suas costas.

Outro exemplo é o que aconteceu a um jornalista americano que elogiou o relógio de um vendedor  de tapetes. O que ele não sabia é que, de acordo com o taaruf, o dono do objeto elogiado é obrigado a oferecê-lo. O homem aceitou o presente e saiu da loja, o que fez o vendedor ir atrás dele para explicar o mal entendido e reaver o relógio. 

Se, numa viagem ao Irão, pedir a algum iraniano para lhe comprar qualquer coisa e este, depois, não quiser receber o dinheiro correspondente, é porque está a fazer Ta'aruf. Assim, deve continuar a insistir porque à terceira vez ele acaba por receber o dinheiro.

" (...) Excepto... bem, aconteceu uma coisa com um rapaz numa loja de sumos. Ele recusou-se a aceitar o nosso dinheiro, mas uns minutos depois veio atrás de nós pela rua abaixo para no-lo pedir. (...) - ... é taarof - Hamid ri-se muito - . (...) Um homem não pode receber primeira vez, não, não pode aceitar - Hamid faz tsk várias vezes e abana a cabeça como fez o rapaz - nem segunda vez - fecha os olhos e põe uma mão sobre o coração - ... depois terceira vez tudo bem. É o costume". (...).

 Lua-de-Mel no IrãoAlison Wearing,  Gótica, Lisboa, 2001.

quinta-feira, setembro 15, 2022

Salar de Uyuni: Um Espelho de sal

O Salar de Uyuni, nos Andes, sudoeste da Bolívia, é o maior e mais alto deserto de sal do mundo. Trata-se do legado de um lago pré-histórico que secou, deixando uma paisagem desértica de quase 11.000 km2 com sal branco e claro, formações rochosas e ilhas repletas de cactos. O seu tamanho é impressionante embora a vida selvagem seja rara neste ecossistema único.

Este deserto localiza-se nos departamentos de Potosí e Oruro, no sudoeste da Bolívia, perto da Cordilheira dos Andes. O salar é também o único ponto natural brilhante que pode ser visto do espaço. Ele serviu de guia aos astronautas da Apollo 11, que chegaram à lua em 1969.

A crosta do Salar de  Uyuni serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, que é extremamente rica em lítio. Ele contém de 50 a 70% das reservas mundiais de lítio, recurso que está em processo de ser extraído

Espelho de sal. Mais uma maravilha da natureza... 

Ora veja. 

Não perca esta oportunidade.

E agora um vídeo:

quarta-feira, setembro 14, 2022

Lua-De-Mel No Irão

Lua-De-Mel No Irão é um livro (2001) da jornalista canadiana Alison Wearing. 

Sinopse:

Alison Wearing é uma jornalista canadiana e multi-premiada autora de livros de viagens. Visitou o Irão durante um ano e relata-nos essa viagem, dando-nos o retrato das várias pessoas com quem ela e Ian, suposto marido que com ela viajou, já que para uma mulher será praticamente impossível fazer turismo sozinha no país de Kohmeini, se cruzaram ao longo da estadia. Não se pense que Wearing adopta uma postura de quem está acima. Ela limita-se a relatar e retratar pessoas e situações, com ironia, subtileza e humor, e, ao mesmo tempo, a tentar perceber uma sociedade que é bastante diferente da nossa e que poderá mesmo inspirar o medo, tal como acontecia com a jornalista/escritora antes de se decidir visitar o Irão.

" A infinita generosidade que se depreende dos encontros narrados por Wearing alia-se a uma ironia subtil na forma como a autora lida com assuntos mais delicados, nomeadamente o da condição feminina. "Subitamente reparo que todas as mulheres e raparigas usam o 'chadoor' por cima do resto da roupa. (...) que a devastadora diferença dos nossos fatos é a postura que eles proporcionam. Eu tenho o lenço de cabeça apertado, o casaco abotoado, as mão livres; posso estar de cabeça levantada, tenho liberdade de movimentos. A grande dificuldade do 'chadoor' é mantê-lo no sítio. Estar na vertical com as mãos desocupadas implica deixá-lo cair" (pág. 237). O humor está sempre presente."

terça-feira, setembro 13, 2022

Alconcoras, Alcôncoras ou popias

 Alconcoras, Alcôncoras ou popias são bolinhos típicos do alentejo, nomeadamente de Odemira.

À primeira vista parecem um bolo seco, mas depois o recheio é surpreendente e delicioso. É feito à base de mel, açúcar e azeite cozinhado ao lume até formar uma pasta. Essa pasta é depois envolvida numa massa fina, sem açúcar, indo ao forno a cozer por cerca de 15 minutos.

Também já existem variantes de batata doce, amêndoa, etc, mas as Alconcoras  típicas são as de mel. Se as vir à venda em feiras ou supermercados não deixe de as comprar porque estes bolinhos são muito bons.

Para conhecer um pouco mais sobre as Alcôncoras não deixe de ver os vídeos abaixo. 

E agora o outro vídeo.

segunda-feira, setembro 12, 2022

Erro Planejado

Ouça Luan Santana (com Henrique e Juliano) em Erro Planejado (Luan City).


Um erro cometido mais que uma vez é uma decisão
Desculpa, mas não tem como eu te dar duas vezes o meu perdão
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (consciente)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca, uoh-oh
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (ah, muleque)
Era só terminar antes de trair
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir (joga lá pra cima, vem)
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (foi?)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh-oh)
Era só terminar antes de trair (não é?) Só isso
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir

Ninguém escreve o vosso destino por vocês...

Aqui vos deixo este pensamento de Barack Obama. Nos tempos que correm, é um pensamento que nos permite boas reflexões. 

“(…) Ninguém escreve o vosso destino por vocês. (…) Somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro. (…) Assumam a responsabilidade pelos estudos e esforcem-se por alcançar objetivos. (…) Não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam – temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. (…)

(…) Nunca desistam de vocês mesmos…”

Barack Obama

domingo, setembro 11, 2022

Se amo alguns livros...



"Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência".

Miguel Unamuno

sábado, setembro 10, 2022

Como Ensinar a Estudar



Aprenda como ensinar a estudar através da apresentação abaixo. 
Não perca porque vale muito a pena. Ora veja.

sexta-feira, setembro 09, 2022

Botas: Tendência Inverno 2022

 Conheça uma das tendências da moda de inverno de 2022, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Estamos a caminho da estação em que as mulheres costumam usar botas. Lembre-se que elas estão em alta neste inverno!

As botas trazem modernidade, classe, muito estilo feminino e versatilidade aos nossos looks. Há vários tipos de botas pelo que só tem de escolher aquele que melhor lhe fica.

Temos as botas over the knee, as botas de cano curto, os coturnos femininos, as botas com salto e as botas sem salto, etc.. Realmente uma variedade incrível de calçado feminino em 2022!!

Espero que goste. 
Ora veja. Vale bem a pena.

quinta-feira, setembro 08, 2022

A Literatura Persa

A literatura persa abrange cerca de dois mil anos e meio de criação literária, apesar de muito do material pré-islâmico se ter perdido. As suas fontes são a região em que se situa o atual Irão bem como outras áreas da Ásia Central onde a língua persa é ou foi usada. Por exemplo, Molana, um dos mais amados poetas persas, nascido em Bactro (actual Afeganistão), escreveu em persa e viveu em Icônio, então capital dos Seljúcidas. Os gasnévidas conquistaram extensos territórios na Ásia Central e do Sul e adotaram o Persa como língua da corte. Por essa razão há literatura persa em língua persa originária do Irão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Nem toda esta literatura foi escrita em Persa, uma vez que alguns consideram as obras escritas por persas noutras línguas, como o grego ou o árabe, como fazendo parte da literatura persa.

Descrita como uma das grandes literaturas da humanidade, a literatura persa tem as suas raízes nas obras sobreviventes escritas em Persa Médio e Persa Antigo, o último desde 522 a.C. (a data da inscrição Aqueménida mais antiga, a Inscrição de Beistum). No entanto, a maior parte da literatura persa é a do período após a conquista islâmica do Irão, em cerca de 650 d.C. Após a subida o poder dos Abássidas no ano 750, os persas tornaram-se os escribas e burocratas do Império Islâmico e, cada vez mais, os seus escritores e poetas. A literatura em Persa Moderno surgiu e floresceu nas regiões de Coração e da Transoxiana, por razões políticas - as primeiras dinastias iranianas, como os Taíridas e os Samânidas, tinham o centro do seu poder no Coração.

Os persas escreveram tanto em Persa como em Árabe, predominando o Persa mais tardiamente. Poetas persas como Ferdusi, Saadi, Hafez, Attar, Rumi e Omar Khayyām são mundialmente conhecidos e influenciaram a literatura em vários países.



Assista agora ao vídeo abaixo, onde a música clássica do Irão sublinha a voz de Mahsa Vahdat, que interpreta grandes poemas persas.