quarta-feira, abril 01, 2020

Gosta de Ouvir Rádio?

Gosta de ouvir rádio? Se gosta, veja em baixo o que as novas tecnologias nos proporcionam.
É extraordinário!
Cada pontinho verde no mapa do site que lhe proponho que conheça, é uma rádio. Se posicionar o rato em cima de cada pontinho verde, vai conseguir escutar o som de uma rádio (ao vivo) que estiver a tocar naquele lugar. O som das rádios é nítido e claro.
É uma grande oportunidade de ouvir e conhecer todas as tendências musicais do Mundo. Girando com o dedo vamos a qualquer lugar do planeta. No canto inferior direito aparecem, ainda, outras rádios do país. É só trocar, que o som muda automaticamente.
É um site muito bom, realmente! Tem ainda a vantagem de viajarmos sem sair de casa, porque vamos de Islamabade até Nova Iorque passando por Paris ou Luanda.
Se quiser conhecer as Rádios pelo Mundo, basta clicar aqui.
Aproveite o facto de estar em casa, por causa do COVID 19.

terça-feira, março 31, 2020

Vai Ficar Tudo Bem ou Andrà tutto bene

Ouça e assista ao vídeoclip abaixo: Andrà tutto bene ou Vai Ficar Tudo Bem que é constituído por uma canção do cantor e compositor português (dos Açores) Flávio Cristóvam e um vídeo do realizador Pedro Varela. Estes artistas fizeram este trabalho, que está a correr o mundo, para animar todos os que estão em casa nesta quarentena e, sobretudo, todos os que estão na rua a cuidar de nós. É que quando tudo parecia tranquilo, de um dia para outro, vimos as nossas vidas mudadas, as nossas rotinas alteradas, não podendo sequer dar um abraço.
Vivemos uma fase em que não temos a certeza de coisa nenhuma, mas, precisamos de continuar a acreditar que "Vai Ficar Tudo Bem".

Cities are vacant like they've never been
Everyone's scared of what blows in the wind
The plans we all had
Have all gone down the drain
Our lives were postponed
But I know in the end we'll be alright
We stand together as one

People are lining in grocery stores
Silence is screaming the fear in their hearts
Don't give up your faith, no
Don't let your light fade
Together we'll get through the dark of these days

Two or three months
They're saying on TV
Be safe in your shelters and soon we'll be free
One day we'll remember the hardest of times
When distance meant love and it kept us alive

Andrà tutto bene
Vai ficar tudo bem
Everything will be alright
Andrà tutto bene
Tout ira bien
Everything will be alright

To doctors and nurses
And all those who fight
The heroes that save us
By risking their lives
We'll give them our love, yeah
We'll shout to the skies
Brothers and sisters
We're here by your side

Take care of our loved ones
Be strong and be brave
Your kindness is something that cannot be paid
And when this is over the memories will shine
Of those who passed on and those who stood in line

A few more months
The anchorman said
Divided we fight but united we stand
One day we'll remember the hardest of times
When distance meant love and it kept us alive

Andrà tutto bene
Vai ficar tudo bem
Everything will be alright
Andrà tutto bene
Tout ira bien
Everything will be alright
Andrà tutto bene
Alles wird gut
Andrà tutto bene
Todo estará bien
Everything will be alright

segunda-feira, março 30, 2020

A Bucólica Margem

Sento-me então a olhar o rio,
os pensamentos formam cardumes
que contra a corrente se insurgem
mas as águas são inexoráveis;
olhando-as, a superfície cintila,
propaga-se como se fossem notas
de um piano na garupa de um cavalo
que se dirige para o mar.

O Douro bebe as cores da cidade,
sobre elas eu abro o coração
em que te encontras, as colinas
emolduram as raizes que à terra
nos ligam. Para os meus olhos
é momento de pausa: as coisas
que interrogo não resistem à maré,
não dão respostas; perdem-se no mar
como tudo o que a memória não reteve.
Egipto Gonçalves

domingo, março 29, 2020

A Primavera

"A Primavera" (1904) é uma pintura do pintor russo (de ascendência polaca-ucraniano) Kazimir Malevitch.
Antes de se dedicar à pintura abstrata, o vanguardista Kazimir Malevitch (1879-1935) retratava a natureza.
No início de sua carreira, o jovem pintor foi muito influenciado pelos impressionistas. Uma pintura de Monet impressionou-o profundamente: "Pela primeira vez, vi os reflexos do céu azul cheios de luz, os puros tons transparentes", escreveu em 1904.

sábado, março 28, 2020

O Adeus a Uderzo

A leitura de qualquer álbum do Asterix proporcionou-me grandes momentos de prazer e diversão, por isso, aqui fica o meu adeus a Uderzo. 


sexta-feira, março 27, 2020

Estado de Emergência & Cidadania

O mundo em que vivemos muda de um dia para o outro (às vezes ainda em menos tempo).
O mundo que conhecíamos ontem já não é igual àquele onde vivemos hoje.
Vivemos tempos surreais quase como se fossemos atores num filme de ficção científica. Mas, por muito que o mundo mude, há valores que se devem manter.
Daí que lhe proponha que veja hoje, os vídeos abaixo e que nos relembram ou esclarecem acerca do que significa cidadania.
Nesta fase de estado de emergência é nosso dever de cidadãos ficar em casa.
Pela sua saúde fique em casa!

E agora o outro sobre o que é a cidadania.

quinta-feira, março 26, 2020

Arbustos na Primavera

"Arbustos na Primavera" (1925) é uma obra do pintor suíço de nacionalidade alemã, Paul Klee.
Paul Klee (1879 - 1940) foi um autodidata.
Após ter sido rejeitado na Academia de Artes de Munique em 1898, viajou pelo mundo para ver obras artísticas de outros lugares.
Impressionaram-no, especialmente, as pinturas de Vincent van Gogh e de Paul Cézanne.
Mas ele tentou algo de diferente, ter uma linguagem própria, um trabalho detalhista, como se verifica nesta obra.

quarta-feira, março 25, 2020

Tudo é Paisagem

Proponho-lhe que veja o documentário "Tudo é Paisagem” (2018) do realizador português Duarte Natário e que conta com os seguintes oradores convidados: Álvaro Domingues (Geógrafo) Duarte Natário (Arquiteto Paisagista e Realizador) Nuno Grande (Arquiteto) Paulo Farinha Marques (Arquiteto Paisagista)

Sinopse:
Este documentário é uma procura pelas origens, histórias, obras e nomes que marcaram a Arquitetura Paisagista portuguesa até os nossos dias.
A partir do primeiro até ao seu último projeto de referência e através de encontros, fotografias e memórias, Duarte Natário, decide fazer um percurso pela Arquitetura Paisagista numa tentativa de desvendar o legado da profissão no nosso país. TUDO É PAISAGEM - Documentário from Duarte Natario on Vimeo.

terça-feira, março 24, 2020

I Will Survive

Veja, em baixo, um dos hinos da música disco, I Will Survive, interpretado por Gloria Gaynor.
Esta atuação realizou-se em 1980 no Festival de Viña del Mar.
At first I was afraid, I was petrified
Kept thinking I could never live without you by my side
But then I spent so many nights thinking how you did me wrong
And I grew strong, and I learned how to get along

And so you're back from outer space
I just walked in to find you here with that sad look upon your face
I should have changed that stupid lock
I should have made you leave your key
If I had known for just one second you'd be back to bother me

Go on now, go. Walk out the door
Just turn around now 'cause you're not welcome anymore
Weren't you the one who tried to hurt me with goodbye?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?

Oh, no, not I
I will survive
Oh, as long as I know how to love I know I'll stay alive
I've got all my life to live
I've got all my love to give
And I'll survive
I will survive, hey, hey

It took all the strength I had not to fall apart
Kept trying hard to mend the pieces of my broken heart
And I spent, oh, so many nights just feeling sorry for myself
I used to cry but now I hold my head up high

And you see me somebody new
I'm not that chained-up little person still in love with you
And so you felt like dropping in
And just expect me to be free
And now I'm saving all my loving for someone who's loving me

[2x]
Go on now, go. Walk out the door
Just turn around now 'cause you're not welcome anymore
Weren't you the one who tried to break me with goodbye?
Did you think I'd crumble?
Did you think I'd lay down and die?
Oh, no, not I
I will survive
Oh, as long as I know how to love I know I'll stay alive
I've got all my life to live
I've got all my love to give
And I'll survive
I will survive

segunda-feira, março 23, 2020

A Primavera em Giverny

"Primavera em Giverny" (1900) é uma obra do pintor Claude Monet (1840 -1926).
Para o impressionista francês, Claude Monet, o despontar da primavera era a maior de todas as fontes de inspiração.
No jardim e ao redor de sua casa em Giverny, ele desenvolveu um mundo de cores e capturou nuances de luz com seus pincéis. Nos seus dois ateliês, Monet podia pintar diretamente próximo da natureza.

domingo, março 22, 2020

Lisboa Ainda

Lisboa não tem beijos e abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.
Manuel Alegre - 20 de Março de 2020

sábado, março 21, 2020

Pomar na primavera

"Pomar na primavera" (1881) é uma obra do pintor francês Alfred Sisley (1839-1899) . Neste quadro o pintor eternizou na tela um pomar florido.
As tenras pétalas das flores dos pomares prenunciam a chegada da primavera na Europa. Depois é a vez das amendoeiras e das cerejeiras, que colorem ruas inteiras em alguns países.

sexta-feira, março 20, 2020

A Vila Rosário

A Vila Rosário era uma antiga vila operária que em 2018 foi recuperada e transformada num condomínio privado.
A reabilitação da Vila Rosário visou dar um rosto de modernidade e atribuir novas vivências a esta tradicional vila operária Lisboeta.
Situa-se no bairro da Penha de França, a paredes meias com o típico bairro da Graça e os seus encantadores miradouros, e está a curta distância do reboliço da Avenida Almirante Reis.



A reabilitação desta tradicional vila operária deu origem a 40 apartamentos, a logradouros, terraços e janelas com vista sobre a cidade de Lisboa, um agradável pátio exterior e um ginásio com balneários.
O respeito pela arquitetura existente, o uso de materiais e soluções construtivas características da cidade, a recuperação dos elementos chave do complexo foram compromissos assumidos na reconstrução da nova Vila Rosário.
O espaço comum da Vila será certamente palco de muitos encontros de culturas, conversas entre vizinhos e brincadeiras de crianças.

quarta-feira, março 18, 2020

Viva quem Canta

Um adeus ao cantor Pedro Barroso, que nos deixou 2ª feira, com o tema Viva quem Canta.
Já que aqui estou
Vou-lhes agora contar
De mil passos feitos vida
Desta vida atribulada
Desta vida de cantar

Se sobrar peito
Depois de mil melodias
Depois de tantas palavras
Tantas terras tant’stradas
Tantas noites tantos dias

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país

No Algarve mandei baile
Toquei adufes na Beira
Em Trás os Montes aprendi
A bombar como um Zé Pereira
Mundo fora dei abraços
Nos Açores e na Madeira
Deixei amigos do peito
E em casa cantei na eira

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país
Trago nos dedos malhões
Toquei rondas de caminho
No Douro aprendi Janeiras
Dancei as chulas no Minho

No Alentejo fica o peito
Da planície de cantar
No fado colhi o jeito
De um país por inventar

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país

Cantei no alto de um monte
Num tractor ou num celeiro
Para vinte ou vinte mil
E das palavras fiz viveiro
P’ra quem canta por cantar
Pouco mais se pediria
Mas quem canta para sentir
Para explicar-se e para ser
Pensem só quanto haveria
Ainda para dizer

Viva quem canta

terça-feira, março 17, 2020

O Lazareto Novo de Lisboa

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Veja os vídeos abaixo, que lhe mostram a vista aérea do que foi o Lazareto Novo de Lisboa ou Asilo 28 de Maio.
O Lazareto Novo de Lisboa era um edifício próprio para as quarentenas, isolado e destinado a receber e a desinfectar as pessoas e os objectos provenientes de lugares onde reinasse uma doença epidémica ou contagiosa.
O Lazareto Novo de Lisboa era um local onde os viajantes que entravam na capital por via marítima suspeitos de alguma doença contagiosa ficavam retidos de quarentena.
Este Lazareto ficava situado no Porto Brandão, localidade pitoresca e aldeia piscatória na margem Sul. Estava agregado ao Forte de S. Sebastião da Caparica ou Torre Velha, foi construído em 1869 para substituir o antigo que que estava integrado na fortaleza atrás mencionada. Mais tarde foi baptizado como Asilo 28 de Maio e albergou no pós 25 de Abril sob a tutela da Casa Pia, um conjunto de pessoas vindas das ex-províncias africanas, em especial de Cabo Verde.
Atualmente o edifício está em ruínas, como pode ver clicando aqui, e aguarda-se a sua reabilitação e requalificação.
A instituição dos Lazaretos é muito antiga, mas só relativamente tarde é que, à força de serem devastadas pela peste, as cidades do Mediterrâneo trataram de se defender dessa terrível epidemia. Veneza estabeleceu em 1348 os provedores da saúde, em 1403 criou um hospital numa ilha dos frades Agostinhos, chamada Santa Maria da Nazaré.
A palavra Lazareto vem de S. Lázaro, considerado como advogado contra os leprosos. Em Marselha as primeiras medidas datam da peste de 1476.
O Lazareto de Lisboa é quase fronteiro ao Bom Sucesso, na outra margem do rio Tejo. Foi em 1490, que el-rei D João II mandou construir a uns 500 m a Oeste de Porto Brandão uma fortaleza, a que deu o nome de Castelo de Porto Brandão. Em 1570 foi reedificada por D. Sebastião, que lhe mudou o nome para Torre de S. Sebastião de Caparica, mais conhecida geralmente nos nossos dias, enquanto existiu, pela Torre Velha. Foi nesta fortaleza que se instituiu o 1º Lazareto, onde os viajantes, eram obrigados a ficar para realizar as suas quarentenas.
E agora outro vídeo
 E outro.

segunda-feira, março 16, 2020

O Covid 19 Versus Bordalo no Lazareto


A propósito da quarentena que nos é imposta pelo Covid 19, aqui fica a imagem ao lado, que relembra o que passou Rafael Bordalo Pinheiro em 1879.
Esta também foi a maneira original do Museu Rafael Bordalo Pinheiro informar que estará encerrado até 3 de abril pelo mesmo motivo.
Esta é uma auto-caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro a propósito da sua permanência no Lazaretoem Porto Brandão, onde foi obrigado a cumprir quarentena devido ao perigo de propagação da febre-amarela, quando do seu regresso do Brasil, em 1879. Publicada em 1881, com textos e ilustrações de sua autoria, a obra No Lazareto de Lisboa relata em magistrais caricaturas as peripécias da sua estadia no Brasil e as saudosas recordações de Lisboa.

domingo, março 15, 2020

Mulher Lua


Mulher lua
A outra face, a face nua
Mulher terra
O que é mistério, o que se espera
Mulher natureza
O que é firme, o que é beleza
Mulher força
A gravidade, a correnteza
Mulher água
O nascimento, a incerteza
Mulher vida
Por toda parte, a tua semente.
Mulher gente.
Rayme Soares

sábado, março 14, 2020

O Parque Jurássico de Querulpa

O Parque Jurássico de Querulpa situa-se no distrito de Aplao, na província de Castilla, em Arequipa, no Perú. O local onde se situa este parque servia como passagem de dinossauros que migravam entre a Argentina e o Chile.

Este parque é de tal maneira incrível que os seus visitantes se imaginam a voltar milhões de anos atrás no tempo. Além disso, a paisagem árida da região colabora para que a atmosfera paleontológica se torne ainda mais impressionante.

O Parque Jurássico de Querulpa conta, não só, com cerca de 70 pegadas de dinossauros reais, mas também, com representações gigantescas desses animais.
Ali existem pegadas enormes com dimensões como 60 cm de largura e 10 de profundidade. Essas pegadas milenares são supostamente de dinossauros!
A região também conta com fósseis de peixes, crocodilos e múmias centenárias.
No vídeo abaixo pode ficar a ter um "cheirinho" deste autêntico Parque Jurássico.

quinta-feira, março 12, 2020

Constantina: A Cidade das Pontes

Constantina é uma cidade especial que se situa na Argélia e que conta com três universidades.
Com cerca de 750 mil habitantes, é a capital do leste do país e a terceira cidade mais importante da Argélia, após Argel e Oran. É um importante centro cultural e industrial.
A cidade foi descrita na edição de 1911 de O Mediterrâneo, portos e rotas marítimas: guia para viajantes, de Baedeker, como "tipicamente berbere em sua dificuldade de acesso."
A cidade foi chamada de Cirta no período clássico, mas o imperador Constantino mandou-a reconstruir.
Centro de comércio e de invasões desde há séculos, Constantina atraiu árabes, genoveses, venezianos, judeus deslocados e turcos otomanos. O Baedeker descreveu parte da cidade como "lembrando a casbá de Argel, cujo charme pitoresco, até ao momento, foi manchado pela construção de apenas algumas ruas novas".  A foto acima mostra o teatral cenário da cidade, com as suas ravinas circundantes, que "apresentam uma cena realmente impressionante, especialmente durante o descongelamento da neve ou após chuva pesada." As ravinas são atravessadas por pontes, uma das quais pode ser vista na imagem acima.
Constantina acaba por ser constituída por duas cidades, aliás, uma nova e uma velha, separadas por desfiladeiros profundos que só as pontes sobre o Rio Rhumel conseguem unir. E são quatro, as pontes. O resto são penhascos, ravinas e vistas capazes de emudecer o mais experiente dos viajantes.
Do ponto de vista defensivo, é difícil imaginar melhor localização; e talvez tenha sido isso que atraiu o imperador romano Constantino I, a quem se deve o nome atual da terceira maior cidade da Argélia.
O que é que se pode ver em Constantina? 
Entre outras coisas pode e deve visitar o Palácio de Ahmed Bey.
O palácio é composto por três suites, um jardim com laranjeiras, belos pátios interiores e pormenores arquitetónicos muito curiosos, entre os quais portas de madeira com esculturas também de madeira, fontes de mármore e um corredor com arcos sustentados por belas colunas de mármore branco.
Deve aproveitar também para passear pelas ruas da cidade antiga, visitar a rua comercial Didouche Mourad e passar pela ponte suspensa Sidi M’Cid.
Entretanto, passeie-se virtualmente pela cidade assistindo ao vídeo abaixo.

quarta-feira, março 11, 2020

Ray-Dee-Oh

Oiça o grupo português Os Azeitonas em Ray-Dee-Oh.
Smartphone, Syncronize
Mac, Rec, Hypnotise
Download
Download
Chat, Chat, Chat, Chat
Já te chamo
Cá te espero
Que eu te quero
Quero bem
Quero Bem
Liga a ficha, fecha a porta
Nada mais importa agora
Quem vem lá?
Quem vem lá?
Mando logo porta fora
Mãe já vou
Pai já vou
Que isto já sincronizou
E que musica era aquela que ainda agora deu no meu?
E que musica era aquela que ainda agora deu?
Acabou de dar no meu Ray-dee-oh
E se não me engano era em stereo
Ouvi eu, lá no meu Ray-dee-oh
Smartass, IOS
Sai daqui, desaparece
Upgrade, upgrade
Ai meu Deus, como é que hei-de?
Mãe já vou
Pai já vou
Que isto já descarregou
É low kit e é low-fi
Kit Kit Kit Kit
Kat, Tablete
Disca 7
Discoteca
Diz que não quis a cassete
Ainda nem rebobinou
Diz mas é que musica era a que ainda agora deu no meu!
Diz…
Os Azeitonas

terça-feira, março 10, 2020

As Ilhas do Porto: Visita Guiada

Assista a mais um episódio do excelente programa televisivo Visita Guiada às "Ilhas do Porto".

Não se conhece, ao certo, a origem da palavra "ilha" aplicada aos lotes de habitação clandestinos que, a partir de meados do séc. XIX, enxamearam a zona industrial da cidade do Porto.
Nos anos 40 do séc. XX, viviam nas chamadas "ilhas" cerca de 45 mil pessoas. Hoje, são apenas cerca de 10 mil.

Mas esta realidade marcou de forma singular o desenho urbano portuense e produziu uma cultura comunitária que, apesar do estigma que sobre ela impendeu durante quase 200 anos, tem traços muito positivos. A solidariedade entre as pessoas é um deles.
Agora que as "ilhas" do Porto se tornaram destino turístico, eis uma visita guiada por Jorge Ricardo Pinto, um investigador que tem as suas raízes na Rua de São Victor, a rua do Porto com a maior concentração de ilhas da cidade, e José Alberto Rio Fernandes, geógrafo e Professor Catedrático da Universidade do Porto.

Não perca este episódio.
Vale bem a pena!

segunda-feira, março 09, 2020

Menina dos olhos d´água

Oiça o cantor português Pedro Barroso, aqui ao vivo em Torres Novas, em  "Menina dos olhos d´água", do disco "Cantos d'Oxalá" (1996)
Menina em teu peito sinto o tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos 'esteiros' com soeiro
E aprendi na 'fanga' com redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar

domingo, março 08, 2020

Noites Amadas

Ó noites claras de lua cheia!
Em vosso seio, noites chorosas,
Minh’alma canta como a sereia,
Vive cantando n’um mar de rosas;

Noites queridas que Deus prateia
Com a luz dos sonhos das nebulosas,
Ó noites claras de lua cheia,
Como eu vos amo, noites formosas!

Vós sois um rio de luz sagrada
Onde, sonhando, passa embalada
Minha Esperança de mágoas nua…

Ó noites claras de lua plena
Que encheis a terra de paz serena,
Como eu vos amo, noites de lua!
Auta de Souza - Macaíba – Agosto de 1898.

sábado, março 07, 2020

As Escadinhas da Porta do Carro

As Escadinhas da Porta do Carro ficam no centro de Lisboa, paredes meias com a Praça do Martim Moniz.

Este topónimo já aparece referido no Atlas da Carta Topográfica de Lisboa, de 1858, de Filipe Folque, como Travessa da Porta do Carro do Hospital de São José. 

Em 1875, a Comissão de Obras e Melhoramentos Municipais propôs a "construção de calçada nas Escadinhas da Porta do Carro".
Em 1943, após a criação da Comissão Municipal de Toponímia de Lisboa esta aprovou a manutenção do topónimo Escadinhas da Porta do Carro que até hoje permanece.
Estas velhas escadas fazem a ligação entre a Rua de São Lázaro e a Travessa do Hospital

No seu topo existem os armazéns do Hospital de São José junto aos quais parava o carro que aí vinha trazer os abastecimentos necessários e daí veio, provavelmente, o nome destas Escadinhas.