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terça-feira, outubro 22, 2019

O Museu Rafael Bordalo Pinheiro: Visita Guiada

Caso não possa vir até Lisboa para visitar este museu, não deixe de assistir a mais este episódio do programa televisivo, de Paula Moura Pinheiro: Visita Guiada ao Museu Rafael Bordalo Pinheiro.
A icónica figura do Zé Povinho foi inventada por Rafael Bordalo Pinheiro (RBP) na madrugada de 13 de Junho de 1875. Há muito quem ache que Rafael Bordalo Pinheiro é o mais genial artista português de todos os tempos. Virtuoso desenhador, caricaturista, ceramista, RBP colocou o seu imenso talento plástico ao serviço das suas convicções cívicas e políticas e as suas criações satíricas servem-nos hoje como serviram há 150 anos.
Brilhantíssimo, de humor felino, a torrencial produção de RBP deixou-nos um espólio impressionante que passa ainda pelos variadíssimos jornais que fundou e por uma fábrica que hoje exporta as suas criações em cerâmica para o mundo inteiro. Artistas contemporâneos reinventam-no com sucesso internacional.
João Alpuim Botelho, Elsa Rebelo e Bela Silva guiam-nos do Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, à Fábrica e à Casa Museu Bordalo Pinheiro nas Caldas da Rainha.

segunda-feira, março 16, 2020

O Covid 19 Versus Bordalo no Lazareto


A propósito da quarentena que nos é imposta pelo Covid 19, aqui fica a imagem ao lado, que relembra o que passou Rafael Bordalo Pinheiro em 1879.
Esta também foi a maneira original do Museu Rafael Bordalo Pinheiro informar que estará encerrado até 3 de abril pelo mesmo motivo.
Esta é uma auto-caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro a propósito da sua permanência no Lazaretoem Porto Brandão, onde foi obrigado a cumprir quarentena devido ao perigo de propagação da febre-amarela, quando do seu regresso do Brasil, em 1879. Publicada em 1881, com textos e ilustrações de sua autoria, a obra No Lazareto de Lisboa relata em magistrais caricaturas as peripécias da sua estadia no Brasil e as saudosas recordações de Lisboa.

segunda-feira, setembro 16, 2024

Anastácio Gonçalves & a sua Casa - Museu

Anastácio Gonçalves (1888 - São Petersburgo, 1965) foi um médico e colecionador português que legou ao Estado português uma valiosa coleção de arte que se encontra disponível ao público na Casa -Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa.

Anastácio Gonçalves participou na I Guerra Mundial como médico incorporado no Corpo Expedicionário Português.

Médico oftalmologista de prestígio, conviveu com personalidades do mundo da ciência, da literatura e das artes como Ricardo Jorge, Silva Porto, José Malhoa, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Fernando Fonseca, Aquilino Ribeiro e Ferreira de Castro, entre outros. 

A casa onde está instalado o Museu Dr. Anastácio Gonçalves foi encomendada pelo pintor José Malhoa a Norte Júnior que com este projeto ganhou o seu primeiro Prémio Valmor em 1905. Tratou-se, da primeira casa-de-artista da capital. A casa foi preparada para vir a ser museu a partir de 1933, quando o médico republicano Anastácio Gonçalves a comprou.

Esta Casa - Museu contém as coleções de arte construídas por Anastácio Gonçalves, de pintura portuguesa, porcelana chinesa e mobiliário europeu que têm reputação internacional. 

Se quiser conhecer esta casa não deixe de ver a Visita Guiada à Casa - Museu Anastácio Gonçalves, pelas mãos de Paula Moura Pinheiro e da historiadora de arte Ana Mântua, que é a guia desta visita, através de um vídeo de João Santos.

sábado, junho 14, 2025

O Zé Povinho

Zé Povinho é uma personagem satírica de crítica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro.

Surgiu pela primeira vez na 5.ª edição do periódico "A Lanterna Mágica", a 12 de Junho de 1875, na caricatura intitulada "Calendário Portuguez", alusiva aos impostos, onde se representa o então Ministro da Fazenda, Serpa Pimentel, a sacar ao Zé Povinho uma esmola de três tostões para o Santo António de Lisboa (representado por Fontes Pereira de Melo) com o "menino" (D. Luís I) ao colo, tendo ao lado o comandante da Guarda Municipal, de chicote na mão, presente para prevenir uma eventual resistência.

O Zé Povinho acabou de fazer 150 anos. É uma personagem genial que, há século e meio, dá corpo e cara ao povo português - com ironia, crítica e um certo desalento, mas sempre de punho cerrado. 

O Museu Bordalo Pinheiro celebra este aniversário com exposições e conteúdos especiais que mostram como o atravessou regimes, reinventou-se com novos autores e nunca deixou de ser atual. É que o "" não morre: transforma-se. Continua a representar um povo que resiste, que refila, que sofre… mas que não desiste.

Assinalando os 150 anos do Zé Povinho, os 51 anos do 25 de Abril e os 50 anos das independências dos PALOP, assista a um excerto de um filme (1978) de Lauro António: O Zé Povinho Na Revolução.
E agora assista o saudoso Luís Aleluia ao vivo numa paródia (mais recente) sobre o Zé Povinho (FadoTV).