sexta-feira, julho 26, 2019

I Don't Want To Talk About It

Oiça Rod Stewart em I Don't Want To Talk About It (de One Night Only! ao vivo no Royal Albert Hall).
Rod Stewart (1945) é um cantor e compositor britânico, com ascendência escocesa. Conhecido por ter uma voz áspera e rouca, Rod Stewart começou a ficar famoso no final dos anos 60 quando participou da Jeff Beck Group e depois juntou-se ao The Faces, iniciando paralelamente a sua carreira a solo que já dura há cinco décadas.

I can tell by your eyes that you've probably been cryin' forever
And the stars in the sky don't mean nothin' to you, they're a mirror
I don't want to talk about it, how you broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay here, won't you listen to my heart, whoa, heart?
If I stand all alone, will the shadow hide the color of my heart
Blue for the tears, black for the night's fears
The star in the sky don't mean nothin' to you, they're a mirror
I don't want to talk about it, how you broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay here, won't you listen to my heart, whoa, heart?
I don't want to talk about it, how you broke this old heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay here, won't you listen to my heart, whoa, heart?
My heart, whoa, heart

quinta-feira, julho 25, 2019

O Transiberiano: Uma Grande Viagem

O Transiberiano é um comboio que percorre a mais longa linha ferroviária do mundo (cerca de 9000 Km). O comboio parte de Moscovo em direção a Vladivostok .
A viagem dura uma semana e cativa passageiros de todo o mundo, como Robert Bird, de Inglaterra: "é a mais longa viagem de comboio que existe. Portanto, há que fazê-la. Pela viagem em si, pelas paisagens, pelos sítios por onde nunca passei. É fascinante."
As carruagens deste comboio tornam-se numa segunda casa para centenas de passageiros. A primeira pergunta que se coloca ao viajante é, como passar o tempo? A maquinista Irina Savina afirma haver "muito poucos passageiros a fazer, de uma só vez, o trajeto Moscovo-Vladivostok. Aqueles que o fazem têm de estar preparados física e mentalmente. Não é fácil passar uma semana inteira num comboio. Mas fazemos tudo o que está ao nosso alcance para tornar a viagem o mais agradável possível."
Na primeira e segunda classes, existem compartimentos para dois ou quatro passageiros. É a opção mais procurada pelos turistas estrangeiros e pelos empresários que preferem este meio de transporte ao avião para se deslocarem entre os centros de negócios russos.
Há cerca de sessenta estações entre Moscovo e Vladivostok. Alguns aproveitam o tempo de paragem para esticar as pernas. Outros saem para visitar as localidades e retomam o Transiberiano mais tarde. Os mais aventureiros viajam em terceira classe, a "platzkart", com carruagens sem compartimentos fechados, onde o convívio é praticamente obrigatório.
 Ao longo das várias paragens, muitos passageiros aproveitam para visitar a histórica cidade siberiana de Ecaterimburgo ou ir até um dos maiores lagos do mundo, o Baikal, antes de se dirigirem para a Mongólia ou para a China. Qualquer que seja o destino ideal, o Transiberiano oferece algo para quase todos os gostos.
Veja em baixo dois vídeos sobre esta mítica viagem de Moscovo até à fronteira da China: O Transiberiano - A maior das viagens.
 Agora veja o segundo vídeo.

quarta-feira, julho 24, 2019

Piper

Piper é uma curta-metragem de animação (E.U.A.)  realizada e escrita por Alan Barillaro e produzida pela Pixar Animation Studios.
Este filme estreou-se nos Estados Unidos em 2016, juntamente com o filme Finding Dory.
Ora veja!
Piper (2016) - Disney Pixar (HD) from slovomiru on Vimeo.

terça-feira, julho 23, 2019

Ser a ovelha negra não é ruim...



Ser a ovelha negra não é ruim, apenas implica pensar ou agir de forma diferente.
De facto, Marc Twain alertou: "Toda vez que você se encontra do lado da maioria, é hora de parar e reflectir." E, Albert Einstein disse: "A pessoa que acompanha a multidão normalmente não vai além da multidão, a pessoa que anda sozinha provavelmente chegará a lugares onde ninguém esteve antes."
Você decide.
KUCKZYNSKI - Ilustrações honestas

segunda-feira, julho 22, 2019

Um paraíso à beira-mar!

Aqui lhe deixo mais um episódio do programa televisivo espanhol Paraísos Cercanos.
Este documentário tem 56 minutos e começa no Algarve. Segue para o Norte, Alentejo, Centro e Lisboa.
Tem imagens simplesmente fantásticas, esplendorosas e magníficas.
Deixam-nos cheios de orgulho por termos um país tão bonito!
Ora veja. Não perca esta oportunidade de ver Portugal mostrado pela TVE!


domingo, julho 21, 2019

Ravel na piscina!

Proponho-lhe que veja o vídeo abaixo, onde os quatro elementos da natureza se conjugam, através da mágica elegância da natação sincronizada e da pole dance.
Para o desempenho desta performance realizada na piscina do Hotel Cordial Mogán Playa (Canárias), o hotel contou com Thaïs Henríquez  integrante do grupo de natação sincronizada e medalhista olímpica e Saulo Sarmiento, campeão do mundo de Pole Arte.
O Bolero de Ravel foi a música eleita para inspirar este espetáculo onde os quatro elementos da natureza são os protagonistas.
Ora veja. Vale bem a pena.
Não perca!

sábado, julho 20, 2019

sexta-feira, julho 19, 2019

Aquametragem

A Aquametragem (2018) é uma curta-metragem de animação digital 3D (de cerca de 6, 23 minutos) sobre o uso eficiente da água. Foi escrita e realizada pela portuguesa Marina Lobo e produzida pela Lisboa E-Nova em parceria com a EGEAC.
Este filme visa sensibilizar o público em geral para uma mudança de comportamentos no modo de consumo da água e para um uso eficiente deste bem, contribuindo assim para uma maior sustentabilidade hídrica. A curta-metragem alia a cultura à sustentabilidade e aborda temas como o uso eficiente, a água reciclada, a água virtual e o nexo água-energia.
Este curta, Aquametragem, foi o vencedor da categoria "Proteger o nosso planeta" no Festival de Filmes ODSs em Acção, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esta é a maior competição de trabalhos cinematográficos dedicados aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Sinopse: 
O Hidro foi bafejado pela sorte. Em seu redor a água parece não ter fim. Mas o seu estado de alegria é interrompido por sinais de alerta. Afinal, a água é limitada e escassa. Será tarde demais? Conseguirá a família H2O mudar os seus comportamentos e gerir este recurso de forma eficiente, aplicando o princípio dos 5 R’s (Reduzir os consumos, Reduzir as perdas e desperdícios, Reutilizar a água, Reciclar a água e Recorrer a origens alternativas)?


quinta-feira, julho 18, 2019

Garota de Ipanema

Oiça João Gilberto (com Tom Jobim) numa das canções símbolo da Bossa Nova: Garota de Ipanema.
Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço
Caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do Sol de Ipanema
O seu balançado
É mais que um poema
É a coisa mais linda
Que eu já vi passar

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo, sorrindo
Se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

Tall and tan
And young and lovely
The girl from Ipanema
Goes walking
And when she passes
Each one she passes
Goes: Ah

When she walks
She's like a samba
That swings so cool
And sways so gently
That when she passes
Each one she passes
Goes: Ah

Oh, but he watches so sadly
How can he tell her he loves her?
Yes, he would give his heart gladly
But each day when she walks to the sea
She looks straight ahead not at he

Tall and tan
And young and lovely
The girl from Ipanema
Goes walking
And when she passes
He smiles but she doesn't see

Oh, but he watches so sadly
How can he tell her he loves her?
Yes, he would give his heart gladly
But each day when she walks to the sea
She looks straight ahead not at he

Tall and tan
And young and lovely
The girl from Ipanema
Goes walking
And when she passes
He smiles but she doesn't see
She just doesn't see

No, she doesn't see
But she doesn't see
She doesn't see
No, she doesn't see

quarta-feira, julho 17, 2019

O adeus a João Gilberto

João Gilberto (1931-2019) foi um cantor e compositor brasileiro. Considerado um artista genial, revolucionou a música brasileira ao criar uma nova batida de viola com influências do jazz para tocar samba: a chamada "bossa nova".
Dono de uma habilidade ímpar com a voz e a viola, João Gilberto tornou-se conhecido no mundo da música no fim da década de 50, com "Chega de Saudade", que rapidamente se tornou um símbolo da "bossa nova".
A bossa nova é um género musical que surgiu no Brasil no fim da década de 1950. Considerado uma nova forma de tocar samba — sob influência do jazz —, foi concebido por João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes e jovens cantores e compositores de classe média da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Tem como marco inicial o disco e a canção homónima Chega de Saudade, em 1959, onde João Gilberto cria uma nova batida de viola e canta de modo particular a música composta por Antônio Carlos "Tom" Jobim e Vinicius de Moraes.
O maestro Tom Jobim, cantor e instrumentista de renome, viria a tornar-se o compositor e arranjador dos maiores sucessos deste género musical.
De início, o termo Bossa Nova dizia respeito apenas a um novo modo de cantar e tocar samba, ou seja, a uma reformulação estética dentro do moderno samba carioca urbano.
Com o passar dos anos, a bossa nova tornou-se um dos movimentos mais influentes da história da música popular brasileira, passando a ser conhecida, também, em todo o mundo. Um exemplo disso é a canção "Garota de Ipanema", composta em 1962 por Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

segunda-feira, julho 15, 2019

A Morte Lenta



"A Morte Lenta: memórias dum sobrevivente de Buchenwald" é o único livro de Émile Henry. Este é o primeiro e único livro publicado originalmente em português, na primeira pessoa, sobre uma história de vida nos campos de concentração do III Reich.
Émile Henry, esteve mais de dois anos no campo de concentração nazi de Buchenwald, depois de ter sido apanhado pelos alemães a tentar regressar a Portugal - onde já vivia antes - depois de cumprir o serviço militar obrigatório em França.
Émile Henry, sobrevivente do campo de concentração nazi de Buchenwald, quis contar a sua história a Portugal, país onde escolheu viver.
De acordo com o historiador, Fernando Rosas "cerca de 400 portugueses, talvez um pouco mais" estiveram confinados durante a Segunda Guerra Mundial em campos de concentração, prisões ou 'stalag' (campos de prisioneiros de guerra), sujeitos a brutais condições de trabalho forçado". Destes, "pelo menos 30 não sobreviveram".

domingo, julho 14, 2019

Soy Loco Por Ti America

Oiça Caetano Veloso em "Soy Loco Por Ti America "(ao vivo).
"Soy loco por ti, América" é uma canção composta por Gilberto Gil e José Carlos Capinan e gravada originalmente por Caetano Veloso no seu segundo álbum homónimo, Caetano Veloso. Foi regravada por Gilberto em 1987, para o seu disco com mesmo título, e também por Ivete Sangalo em 2005 para o álbum As Super Novas.


Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la

Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo

Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover

Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira, nos braços de quem me queira

Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores
Compositores: Gilberto Gil, Capinan, Torquato Neto

quinta-feira, julho 11, 2019

O Arroz de Perdizes à Fialho

O escritor português, nascido no Alentejo, Fialho de Almeida, além de bom garfo tera também um excelente gastrónomo.
Para quem quiser experimentar, aqui fica uma das suas receitas: o Arroz de Perdizes à Fialho:

"Primeira operação - 
Ferver duas perdizes bem limpas, em água, com algumas tiras de presunto e linguiça magra, fresca podendo ser, e não rançosa. A trecho de meia cozedura, tirar para um prato as perdizes, e acessórios, ficando na panela o caldo posto em sossego, como nos Lusíadas, a linda Inês.

Segunda operação -
Em caçarola lavada, pôr a refogar à parte, e a fogo brando, em três colheres de manteiga de vaca, três dentes de alho, pimenta, salsa picada, cravo da Índia e, loiro – o loiro em mui exígua quantidade. Quando a manteiga tiver já feito estes temperos, sem lhes consumir porém o perfume, juntar tomates bastantes (uns cinco ou seis, dos grandes, cortados em bocados, e completamente limpos da buxada interior), e duas ou três cebolinhas de Lisboa, descascadas, bem limpas, e aos bocados.       
Refogar tudo, até ficar n’um todo uniforme, e em termos que no paladar predomine um ligeiro queimor de pimenta. Ao refogado juntareis então uma massa picada feita com os bocados de presunto e linguiça da primeira operação, e bem assim os miúdos das perdizes, ou quaisquer outras de aves e caça que se possam obter das outras olhas do jantar.  Nova fervura, e incorporar aos poucos, dois decilitros de vinho tinto (velho, e até generoso, quem quiser), e todo o caldo de fervura da chamada primeira operação.
 
Apura-se tudo isto a fogo brando, sem deixar de ir provando sempre, até que o paladar de cozinheiro confirme e reconheça a permanência e boa altura dos aromas e mais riquezas sápidas do molho. Por fim, junta-se no molho, arroz em quantidade, que se vai cozendo a fogo lento, mexendo constantemente, para que se não toste e pegue ao fundo da caçarola. Quando está pronto, ajuntem as perdizes, cortadas em bocados certos e bonitos, e que se farão embeber completamente dos perfumes do guisado, metendo por fim a caçarola no forno do fogão, com ramos de salsa por cima, para tostar e aloirar a crosta do arroz, que deve-se servir quente e a pouco trecho de tirado."

Fialho de Almeida

quarta-feira, julho 10, 2019

Mordillo


Mordillo (1932-2019).
Guillermo Mordillo, foi um cartonista e ilustrador, conhecido internacionalmente pelas ilustrações humorísticas caracterizadas pelo uso abundante da cor e ausência de texto, focadas na temática dos desportos (especialmente futebol e golfe), romance e animais.

domingo, julho 07, 2019

Português não é para Amador…

Vale bem a pena a leitura!

A diferença de doida e doída é um acento.
Assento não tem acento.
Assento é embaixo, acento é em cima.
Embaixo é junto e em cima separado.
Na sexta comprei uma cesta logo após a sesta.
É a primeira vez que tu não vês.
Vão tachar de ladrão se taxar muito alto a taxa da tacha.
Asso um cervo na panela de aço que será servido pelo servo.
Vão cassar o direito de caçar de dois pais no meu país.
Por tanto nevoeiro, portanto, a cerração impediu a serração.
Para começar o concerto tiveram que fazer um conserto.
Ao empossar permitiu-se à esposa empoçar o palanque de
lágrimas.
Uma mulher vivida é sempre mais vívida, profetiza a profetisa.
Calça você bota, Bota você Calça
Oxítona é Proparoxítona

Realmente, não é para amador!
(Desconheço a autoria)

terça-feira, julho 02, 2019

segunda-feira, julho 01, 2019

Atlas Comestível

Henry Hargreaves é Neozelandês e criou o primeiro atlas comestível. Este serve para mostrar o mundo de hoje através de mapas comestíveis que explicam visualmente como se alimenta o nosso planeta.

Henry Hargreaves é fotógrafo, apaixonado por viagens e um confesso seguidor da alimentação saudável. Numa série a que chama "Food Maps" associa-se à artista Caitlin Levin e apresenta-nos visualmente o que come cada região do mundo. Para ter acesso a este atlas basta clicar aqui.
Ora veja! Mais palavras para quê?

domingo, junho 30, 2019

A Kalanchoe tubiflora

A Kalanchoe tubiflora (Flor-da-abissínia. Cacto-da-abissínia. Cacto-japonês. Alligator plant) é uma planta suculenta, muito atraente, também conhecida como Kalanchoe delagoensis. É de fácil cultivo e excelente crescimento.

Esta planta é nativa da ilha de Madagáscar, pelo que cresce bem em locais de climas quentes e húmidos, embora seja muito resistente à falta de água.
A Kalanchoe tubiflora, para crescer bem, precisa de receber luz direta de preferência, pelo menos 4 horas por dia.


Deve tratar-se dela como se trata de um cacto, mas atenção, porque é uma planta que contém toxinas na seiva. Por isso, deve-se tomar cuidado para que crianças ou animais não a coloquem na boca.

sexta-feira, junho 28, 2019

O Mês dos Santos Populares

Está a terminar o mês dos Santos Populares. A sardinha assada no pão, os manjericos, as quadras aos santos, as marchas, as rusgas, os balões, os martelos, os bailaricos e o fogo-de-artifício têm animado o país de norte a sul e ilhas.
Deixe-se contagiar pela magia dos Santos Populares e descubra ainda as festas e arraiais em honra de São Pedro.
Hoje 29 de junho é dia de São Pedro, o santo protetor dos pescadores. Este dia é celebrado em Sintra com diversas festividades gratuitas, tendo o ponto alto lugar no Largo de São Pedro, entre febras, sardinhas e os tradicionais doces como os travesseiros e as queijadas.
As rusgas, em que os participantes estão vestidos com trajes locais, saem à rua, na Póvoa do Varzim, onde exibem os seus tronos ao santo da sua devoção.
Mas, se está na Madeira ou nos Açores ainda pode assistir às Festas da Espada Preta e da Ribeira Brava que homenageiam São Pedro em Câmara de Lobos, Madeira, e, nos Açores, é no Pico e em S. Miguel que reina a animação.

Nome de Código - Lise

Nome de Código - Lise é um livro de Larry Loftis que conta a verdadeira história da espia mais condecorada da segunda Guerra Mundial. O escritor norte-americano Larry Loftis, dá-nos a conhecer uma mulher cujas ações e altruísmo lhe granjearam as maiores honras e reconhecimento de uma nação agradecida.
A sua história foi também contada no filme Odette (1950) realizado por Herbert Wilcox
Aqui fica mais esta sugestão de leitura para as férias de verão.

Sinopse:
Em 1942, ainda não se vislumbra um fim para a Segunda Guerra Mundial. Odette Sansom, mãe de três meninas, decide seguir o exemplo heróico do pai na Primeira Guerra Mundial e torna-se agente SOE — Executivo de Operações Especiais — para ajudar a Grã-Bretanha e a sua amada pátria, a França.
Após cinco tentativas falhadas e um acidente de avião, Odette desembarca por fim na França ocupada para dar início à sua missão. E é aqui que conhece o seu oficial superior, o capitão Peter Churchill.
À medida que completam com êxito missão atrás de missão, Peter e Odette apaixonam-se. Mas cada sucesso aproxima os inimigos da sua localização, até que o impensável acontece: são traídos por outro agente! Detidos e enviados para a prisão em Paris, Odette é entregue à Gestapo. Interrogada 14 vezes e sujeita a tortura, nunca quebrou.
Mesmo quando foi enviada para o inferno no campo de concentração de Ravesnbrück, na Alemanha, acreditou sempre que sobreviveria para se reencontrar com Peter.

Críticas de Imprensa:
"A história de como uma mãe "comum" de três meninas se tornou na mulher mais condecorada da Segunda Guerra Mundial."
New York Post

quinta-feira, junho 27, 2019

A Ruiva e A Taça do Rei de Tule

A Ruiva e a Taça do Rei de Tule são dois livros, que hoje recomendo, do escritor português Fialho de Almeida.
Fialho de Almeida formou-se em medicina e a sua passagem pela capital (“cidade de frades, beatas e desembargadores”, Almeida, 1903: 7) ficará impressa em muitas páginas acintosas, nomeadamente no volume Lisboa Galante (1890a), cujo contraponto surge em A Cidade do Vício (1882), coletânea de contos de pendor realista, onde o narrador se apresenta como “peregrino” (Almeida, 1882: 13) por entre “campos e terreolas” (Almeida, 1882: 13), colhendo uma “singular lucidez” (Almeida, 1882: 13) do facto de não ler sequer jornais.

Sinopse:
Na Ruiva de Fialho de Almeida testemunhamos a visceralidade e nudez do primeiro corpo que este médico analisou literalmente: a Ruiva, que acaba por nos fornecer o conhecimento do nosso próprio corpo.
É à luz da estética naturalista, mas também do crivo decadentista que se compreende a construção da personagem Carolina, conhecida pela Ruiva, que protagoniza o título homónimo.

De acordo com Helena Matos este é um Pequeno Grande Livro de um Escritor (Ainda) na Sombra (27/11/2014).

"De Fialho de Almeida, não se percebe o porquê de não ombrear com os nomes grandes da nossa literatura. Ainda algo desconhecido e certamente pouco valorizado, tem nesta sua Ruiva um dos exemplos mais sintéticos e claros da sua originalidade. Este é um romance fabril, industrial, e é incrível como se sentem a imundície, os pulmões doentes, o vinho fraco das tabernas, as ruas sujas dos bairros pobres de Lisboa. E a forma como a miséria molda o espírito e dita os gestos, embrutecendo tudo, ditando um ''fado'' irreversível de não se saber ser de outra forma. Lê-se num fôlego, tão cru como o amor que também paira nesta história. Um dos meus livros de eleição, que merece ser descoberto por muito tempo."

quarta-feira, junho 26, 2019

Paraísos Cercanos: O Norte de Portugal

"Paraísos Cercanos"é um dos programas veteranos da Televisão Espanhola. Tem como finalidade dar a conhecer diferentes países a potenciais viajantes sugerindo-lhes destinos à medida das suas possibilidades e da sua imaginação.
A aproximação e o entendimento da diversidade de paisagens, culturas, história e gentes são o objetivo deste programa de produção da própria TVE.
Este programa com 11 anos de antena, dedicou alguns episódios ao nosso país, tendo no episódio que lhe proponho que veja em baixo, visitado Solares de Portugal, o Porto e o Norte de Portugal.
Ora veja. Não perca esta oportunidade.

terça-feira, junho 25, 2019

O Traje de Montar à Portuguesa

O Traje de Equitação tradicional que hoje vemos na Feira de S. Martinho, na Golegã, é o traje popular que se usava em Portugal para montar, nos trabalhos do campo e nos momentos lúdicos no século XIX e inícios do Século XX.
O Traje masculino, difere do traje mais popular pelo chapéu e pela riqueza dos tecidos e de alguns adornos.

O chapéu de hoje de aba larga, perdeu a virola e a copa é “metida para dentro” desenhando um rebordo a que alguns chamam o “tachinho”.
O colete persistiu como peça de indumentária que vem da Idade Média evoluído do loudel ou do gibão e sobre ele assenta a jaqueta cortada a direito nas costas, por cima da linha da cintura. A jaqueta (com inúmeros modelos de golas) fecha com botões de osso, prata ou outros metais ou com alamares ricos, algumas vezes recordação de um familiar próximo.
A calça é de cós alto, segura com suspensórios e na cintura bem ajustada e com as franjas à esquerda, enrola-se a cinta, usualmente negra no trabalhador rural e vermelha no campino.

 A calça desce a direito até à bota de pele de carneira ou de vitela, terminando em boca-de-sino no cavador da terra e a direito, sem dobra e um pouco acima do tornozelo, quando se pretende montar a cavalo, tapando a polaina ou o botim ou a bota alta com salto de prateleira. Com o traje rico as polainas, botins ou botas altas são de polimento.

No campino persistiu o calção, modelo do século XVIII usado até à Revolução Francesa, com meia branca até ao joelho sem polaina, com sapato de salto de prateleira onde assenta a espora ou o esporim de lira.
A camisa é branca, sem gravata ou laço, de colarinho com as pontas redondas viradas para o peito, fechado por botões em casas ou por abotoaduras de ouro ou prata, duplas ou singelas. A carcela da camisa ‘pode ser adornada de folhos, num resquício do traje rico da corte do século XVIII.

A mulher do campo não montava a cavalo. Daí que as senhoras “de posses” (as Amazonas) vestem a moda estrangeira, que entretanto o contacto facilitado com os novos meio de comunicação, permitia que lhes chegasse do Reino Unido e de França. É difícil por isso encontrar um genuíno modelo português, mas o exemplo pode ver-se na Rainha Senhor Dona Amélia que montando à Amazona usava quer o traje Inglês, quer o traje que se pode entender como português, com chapéu de virola de aba mais curta que o modelo do chapéu de homem e adornado de dois “pom-pom”, que se designava por “chapéu serrano” e jaqueta curta de corte bem feminino, ou jaqueta de quartos e quartilhos com camisa de carcela enfeitada de folhos.

Quando as Senhoras começam a montar sem ser de lado a saia de amazona é substituída por uma saia comprida até abaixo do tornozelo.
Por baixo desta saia fendida à frente e atrás para “cair” para os dois lados da sela, a Amazona continua a vestir, como o fazia com a saia de amazona de anos atrás, um calção comprido até ao tornozelo, que aperta, como se fosse no punho, por três botões em casa. Este calção não era nem deve ser uma calça à homem cortada a direito, (ao contrário do que erradamente se vê hoje) pois nessa época exigia-se rigorosa distinção no modo de trajar entre os dois sexos.
Por este facto as Senhoras não usam colete, que como atrás foi dito é peça própria da indumentária masculina.

Com o Traje de Amazona calça-se botina de cano curto e de tacão pouco alto e com o traje de montar bota ou  botim que nos últimos anos ganhou tacão, sem perder o salto de prateleira.

Fonte: O Traje Português - Feira da Golegã.

segunda-feira, junho 24, 2019

As noites do Porto

Shakespeare podia ter vivido aqui. Podia
ter dançado na noite de S. João, quando o rio
transborda para as ruas nas correntes
humanas que as inundam. Podia ter escrito
nos invernos de ausência o que a noite
ensina sobre a privação. Podia ter
ensinado, à beira do cais, que o tempo lascivo
corre como a água, levando o que não há-de
voltar e trazendo o que nunca terá nome
nem corpo. As almas, que empalidecem quando
o sol poente se reflecte nos vidros,
cantam bruscamente o verão: reflexo de um
reflexo, frutos que se deixam colher pela
memória, seres sem ser que não hão-de voltar
a nascer. Mas o que ele cantou, podia
tê-lo cantado aqui. Todos os lugares são,
afinal, lugar nenhum para quem não habita
senão a própria voz: sonho de outra margem,
cantor perdido no labirinto das pontes. Perto
da foz, sem o saber; sonhando a nascente,
como se não fosse ele próprio a única fonte.
Nuno Júdice

domingo, junho 23, 2019

Epitáfio

Veja o videoclipe oficial do tema ''Epitáfio'' da banda brasileira Titãs.
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
O acaso…

sábado, junho 22, 2019

Ramsés II

Ramesés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo.
Reinou entre aproximadamente 1279 e 1 213 a.C. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigiado da história egípcia tanto no aspecto económico e administrativo como no cultural e militar. Foi também um dos mais longos reinados da história egípcia.
Houve 11 faraós com este nome no reino do Egito, mas apenas ele foi chamado de Ramesés, o Grande.
Uma enorme esfinge do faraó egípcio Ramsés II viu finalmente a luz do dia, no passado dia 12 de junho, depois de ter sido recolocada, através de um sistema especial, no Museu Penn, em Filadélfia, onde se encontrava há quase 100 anos.
Segundo o Live Science, que cita o comunicado do Museu Penn, em Filadélfia, a esfinge tem mais de três mil anos e pesa quase 13 toneladas, por isso, embora a nova localização – a entrada principal do museu – ficasse a apenas 76 metros de distância do sítio onde estava desde 1926, o seu transporte representava um grande desafio, como pode ver no vídeo abaixo.
Então, como foi possível transportar a estátua? Em primeiro lugar, o museu fez uma digitalização em 3D da esfinge, para calcular o seu peso e a sua densidade. Depois, em colaboração com uma equipa de engenheiros, conseguiu chegar a uma solução para a mover de forma segura.
A esfinge foi escavada no Templo do Deus Ptá, em Mênfis, cidade do Antigo Egipto, num projeto com a colaboração do Serviço de Antiguidades Egípcias, Fundo de Exploração do Egipto e a Escola Britânica de Arqueologia, tendo sido levada para os EUA em 1913.

sexta-feira, junho 21, 2019

De Que São Feitos os Dias?

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inactuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Cecília Meireles - Canções

quarta-feira, junho 19, 2019

O Corpo de Deus

O Dia do Corpo de Deus é um feriado nacional religioso que se celebra sempre a uma quinta-feira.
Esta data acontece na segunda quinta-feira a seguir ao Domingo de Pentecostes e, portanto, celebra-se anualmente entre 21 de maio e 24 de junho.
O Pentecostes é celebrado 50 dias após a Páscoa, enquanto o Corpo de Deus, 60 dias depois.



O Corpo de Deus é uma celebração católica que tem como fim celebrar o mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo.



Esta celebração ocorre desde o século XIII pois, a data foi oficialmente instituída pelo Papa Urbano IV em 1264.
Em várias localidades do nosso país realizam-se procissões e festas religiosas neste dia. As ruas são decoradas com flores e em algumas localidades são colocados tapetes florais no chão para a procissão passar.

O Palácio do Salvador

O Palácio do Salvador ou Palácio dos Condes dos Arcos (de Valdevez ou dos Condes de S. Miguel) é uma casa senhorial situada na freguesia de Santa Maria Maior em Lisboa.
Foi construída por iniciativa do sexto conde dos Arcos, provavelmente entre 1755 e 1768, sobre as ruínas das antigas casas nobres anexas ao Convento do Salvador, fundado no século XIII.
O Palácio do Salvador é um singelo mas imponente edifício setecentista de cinco pisos, domina o Largo do Salvador, no coração do bairro lisboeta de Alfama, apresentando características próprias da reconstrução pombalina.
No interior, os salões do piso nobre exibem azulejos setecentistas e tetos apainelados seiscentistas. Este palácio possui capela com altar setecentista em talha dourada e policromada, enquadrado por um pórtico de desenho clássico em mármore rosa, e onde figura uma tela com uma representação de Nossa Senhora da Conceição, de feição italianizante, provenientes do Palácio dos Condes de São Miguel, em Arroios; nas paredes encontram-se azulejos que apresentam cenas da vida da Virgem. Por ser um imóvel particular, não é permitido visitar o seu interior.

terça-feira, junho 18, 2019

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas, é um filme realizado por Tiago Guedes, que estreou mundialmente, em março, no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, na Competição Internacional de Longas Metragens.
Este filme marca o regresso de Tiago Guedes ao cinema depois de em 2014 ter realizado a curta metragem Coro dos Amantes.
O filme, produzido pela Take it Easy e distribuído internacionalmente pela Portugal Film, é uma adaptação da peça de teatro de Tiago Rodrigues com música de Manel Cruz e que conta no elenco com nomes como Maria Abreu, Tonan Quito, Miguel Borges, Miguel Guilherme, Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues. 

Sinopse:
O filme aborda o tema da ausência e da dor do crescimento de uma forma invulgar. Relata-nos a historia de uma menina que para resolver um problema decide partir em busca da única pessoa que julga poder ajudá-la: o primeiro ministro. Dessa aventura heróica pela cidade de Lisboa fazem parte a crise económica, um urso de peluche com tendências suicidas chamado Judy Garland, o Discovery Channel, um pantera negra e o dramaturgo russo Anton Tchekhov.

TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS - Trailer from Take It Easy Film on Vimeo.