terça-feira, janeiro 25, 2011

Inundações na Austrália

O Ano Novo não começou bem na Austrália. Dias de chuva torrencial atingiram várias partes deste país, nomeadamente, o centro e o sul do estado de Queensland. Foram afectadas centenas de milhares de pessoas localizadas numa área do tamanho da França e da Alemanha juntas. Casas e negócios inundados, cortes de estradas e a evacuação forçada da totalidade da população de algumas cidades tem sido uma realidade.
As autoridades australianas, não têm tido mãos a medir, por isso, têm-se afadigado a evacuar comunidades, a distribuir alimentos e água ou a acudir aos pedidos de socorro.
Deixo-lhe aqui uma apresentação, que reune algumas fotos sobre as inundações na Austrália e que é uma pequena amostra dos seus efeitos em residentes e animais.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Dispuestos en Cruz

"Dispuestos en cruz" é um poema de José Saramago que foi musicado por Luis Pastor.
Luis Pastor nasceu em Berzocana (Cáceres), em 9 de Junho de 1952. E um cantautor espanhol, com uma vasta obra discográfica, contanto com perto de duas dezenas de discos editados, bem como diversas colaborações. Compôs uma versão da música "Coro da Primavera" de Zeca Afonso, e tem contado com a colaboração nos seus álbuns de artistas portugueses como Fausto, entre outros.


domingo, janeiro 23, 2011

Um Assalto Orquestrado

O Olsen Gang é um "bando de criminosos" dinamarquês criado para o conjunto de filmes com o mesmo nome. O chefe do "gang" é o génio do crime, Egon Olsen. Os outros membros do bando chamam-se Benny and Kjeld. Estes bandidos são inofensivos e nunca usam a violência.
É interessante referir também que, os restantes países escandinavos (Suécia e Noruega) produziram as suas próprias versões destes filmes, que na Noruega atingiram um total de 14 (realizados entre 1968 e 1999).
Veja agora algumas cenas de um dos filmes dinamarqueses "The Olsen Gang Sees Red" realizado por Erik Balling. Aproveitando a Abertura de Elverhøj de Friedrich Kuhlau o bando assalta a ópera. A sincronicidade dos actos dos "criminosos" com a música de Kuhlau é fabulosa. Ora Veja!

sábado, janeiro 22, 2011

As Nove Vidas de Dewey

Mais uma novidade do mundo dos livros: As Nove Vidas de Dewey.
Nunca houve um gato como Dewey, nem nunca haverá. Era um gato especial, tinha magia. Quando alguém entrava na «sua» biblioteca, na pequena cidade de Spencer, sabia exactamente se a pessoa precisava ou não de uma festinha, de um roçar de bigodes, de um colinho. Dewey transformou a vida a centenas de pessoas, e a sua fama foi crescendo.
Começaram a chegar àquela vila perdida no interior dos Estados Unidos turistas, vindos de países tão distantes como a Inglaterra ou o Japão, que apenas o queriam conhecer. Por isso, quando morreu aos 19 anos de idade, a notícia correu mundo...
Em As Nove Vidas de Dewey, Vicky Myron conta novas e fascinantes histórias do seu gatinho e as aventuras de outros gatos, que, como ele, tiveram a capacidade de chegar ao coração dos seus donos, e de lhes transformar a vida para sempre.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Deixa o Verão e Vai Vadiar

Mariana Aydar (São Paulo, 1980) é uma cantora brasileira de MPB.
Aydar é filha de Mario Manga (que integra o grupo Premê) e de Bia Aydar, produtora de diversos artistas brasileiros, entre os quais Lulu Santos e Luiz Gonzaga.
Foi no ambiente de palcos, camarins e cantores que aprendeu muita coisa só através da observação.
A sua trajetória musical teve início em 2000. Em 2004, após anos de estudo no Brasil, em Boston e em Paris, conheceu Seu Jorge, que a convidou a abrir os shows da sua turné européia. Regressou ao Brasil em 2005 e começou a preparar o disco de estréia, Kavita 1, que foi lançado em setembro de 2006.
Mariana, já partilhou o palco com grandes nomes da música brasileira: Seu Jorge, Elba Ramalho, Dominguinhos, Arnaldo Antunes, Toni Garrido, Samuel Rosa, Daniela Mercury , Céu, e João Donato, entre outros. Em abril de 2007, a música "Deixa o Verão" foi escolhida para a banda sonora da série, da Rede Globo, destinada ao público adolescente, Malhação. O mesmo aconteceu em 2009 com a música "Prainha".
Mariana é hoje considerada uma das promissoras cantoras no cenário da nova MPB.
Conheça esta nova voz do panorama musical brasileiro através dos vídeos com as músicas: Deixa o Verão e Vai Vadiar (este gravado, ao vivo, em dezembro de 2008, no Centro Cultural São Paulo).



quinta-feira, janeiro 20, 2011

Havemos de lá chegar... Um dia destes

A terceira idade é uma das etapas da vida de qualquer indivíduo. O início da chamada terceira idade varia conforme a cultura e o grau de desenvolvimento da sociedade em que se vive. Nos países em desenvolvimento (PED/PVD), considera-se alguém na terceira idade a partir dos 60 anos. Para a geriatria, contudo, só após uma pessoa ter atingido os 75 anos é considerada na terceira idade. Com a chegada desta, alguns problemas de saúde passam a ser mais frequentes, e outros, incomuns nas fases de vida anteriores, começam a aparecer. A osteoporose e o mal de Alzheimer são mais suscetíveis de acontecer nessa fase da vida.
Não existe, contudo, um consenso em relação à fronteira que limita a fase pré e pós velhice, nem tão pouco, quais são os indícios mais comuns da chegada desta etapa das nossas vidas.
Os dados mais recentes mostram que nos países desenvolvidos, o número de pessoas com mais de 60 anos tem vindo a aumentar bastante. Há até países, como por exemplo o Japão, que apresentam um grau de envelhecimento elevado.
Daí a preocupação de pessoas, governos e associações com a qualidade de vida da população na Terceira Idade, em todos aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual.
A apresentação que escolhi para hoje é o resultado de uma campanha, feita num país do Oriente. Esta apresentação alerta para a necessidade de apoio e compreensão em relação aos idosos. Ora veja!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Poesia Incompleta

Hoje vou divulgar aqui, um apelo que me chegou através do correio electrónico, a propósito da livraria Poesia Incompleta.
Poesia Incompleta é a primeira livraria portuguesa de poesia (com blogue e tudo). Abriu ao público em novembro de 2008, em Lisboa, a um passo da Assembleia da República e do bar Finalmente. O espaço que ocupa é o de "uma casa que até tem um quintal com uma buganvília e uma pequena hera que veio da Grécia pela mão de Hélia Correia", tal como referiu a jornalista Isabel Coutinho no jornal Público, aquando da sua inauguração.
A mesma jornalista refere ainda no seu artigo: "(…) Este é um sítio aonde se vai para comprar livros, mas também para conversar com Changuito, jovem livreiro com sentido de humor aguçado, que aprendeu a gostar de poesia com a avó e também com a mãe, a actriz Maria do Céu Guerra. (…) Aos 34 anos, perdeu a paciência e farto de ir a livrarias onde lhe diziam “esse livro está esgotado” ou “esse livro não existe”, resolveu passar de leitor a vendedor de livros.
(…) "Para o projecto ser viável, tem que vender cinco livros por dia e Changuito acredita que isso é possível: “Se houvesse uma livraria destas com a qual eu não tivesse nada a ver, passaria aqui pelo menos uma vez por semana.”
Agora aqui vai o apelo: "Actualmente existe, em Lisboa, uma livraria absolutamente única no país: uma livraria integralmente dedicada à poesia. Sucede, contudo, que, apesar de fantástica, ela se encontra com alguma dificuldade em sobreviver. O que não se compreende: tem à sua frente um jovem livreiro que, além de extremamente eficiente, como verão, possui um total conhecimento do que está a vender: conhece os autores, as edições, tudo.
A livraria de que vos falo chama-se Poesia Incompleta, fica na Rua Cecílio de Sousa nº 11 (Príncipe Real) e vai com certeza ser uma revelação para quem a visitar. Abrange todas as épocas e o que não tem, o Mário, o dito livreiro, arranja, normalmente - e com uma brevidade que, no mínimo, surpreende.
Peço-vos, a vós que sois leitores, presumo - que façam uma visitinha a este sítio, que não pode de maneira nenhuma fechar e que, pela sua qualidade, se vai tornar, mais tarde ou mais cedo, como aliás disse Vasco Graça Moura, num local de culto. Isto, claro, se não fechar, coisa que, passando a palavra e recomendando a amigos, este tão singular espaço, podemos evitar.
Desde já, muito grata pela vossa atenção e próxima visita,
Uma cliente amiga".
Não se esqueça, quando puder passe por lá e lembre-se que, para para esta livraria sobreviver, só precisa de vender 5 livros por dia.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Adrenaline Rush

Os desportos radicais são actividades (praticadas no ar, na água ou em terra) que têm o objetivo de proporcionar a todos quantos os procuram a evasão, a vertigem, a fuga ao dia-a-dia, a prática de uma atividade em contacto com a natureza. Mas, sempre no absoluto respeito pelo ambiente e pelas normas de segurança.
O que proponho que veja hoje, é um desporto radical a sério.
A recolha de imagens é absolutamente fantástica e totalmente coberta pelos praticantes. Ainda por cima em alta definição.
Obrigatório ver.
Adrenaline Rush - On TubeWatcher.tv

segunda-feira, janeiro 17, 2011

O Primeiro Rei

O Primeiro Rei é um filme de animação realizado por Pedro Lino em Londres, no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do nascimento do primeiro monarca português .
Esta divertida animação dá a conhecer a vida e os feitos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. O argumento e a realização é da autoria de Pedro Lino e resultou de uma parceria conjunta entre o Museu Alberto Sampaio e a Câmara Municipal de Guimarães.
Espero que seja do seu agrado.

domingo, janeiro 16, 2011

O Unicórnio de Porcelana

O Unicórnio de Porcelana é uma curta metragem premiada com um primeiro prémio, no concurso de curtas, Tell It Your Way, patrocinado pela Philips .
A acção deste filme dramático (de 3 minutos), do americano Keegan Wilcox, decorre na 2ª Guerra Mundial, em plena Alemanha Nazi.
É uma pungente e sensível narrativa que mostra como um encontro traumático de guerra inspira um homem na vida adulta.

sábado, janeiro 15, 2011

Carteiro em Bicicleta

João Afonso não é apenas sobrinho de Zeca Afonso. É um compositor e letrista português que se impôs no meio musical do nosso país pela sua qualidade musical e por mérito próprio.
João Afonso nasceu em Moçambique (1965) onde, juntamente com os seus pais e irmãos, viveu até 1978, altura em que veio para Portugal.
Cultivou desde cedo o gosto pelo canto, sofrendo influências quer da música urbana africana quer da música popular portuguesa, através do tio Zeca Afonso. A confirmar estas influências está o seu álbum,"Zanzibar" (2002). "Zanzibar" vive, sobretudo, das estórias vividas em África e de muitas experiências individuais. No universo de "Zanzibar", entrecruzam-se músicos de Portugal, Galiza, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, Angola e Brasil. Para além de uma
diversidade riquíssima em termos instrumentais (violas, guitarras, bandolins, baixo, violoncelo, trompa, flauta, percussões, pandeireta galega e marimbas), há a destacar as bonitas letras das 14 canções que formam o álbum. Outra das novidades inseridas neste trabalho de João Afonso é "Mar me Quer", que o autor dedica a Mia Couto. Neste texto entretanto musicado, estão lá as personagens criadas pelo escritor moçambicano, nomeadamente a velha Luarmina e o avô Celestiano, bem como todo o colorido de África.
Este disco, faz de novo a ponte com África para homenagear familiares e anónimos que um dia se aventuraram pelo mundo.
João Afonso tem participado em inúmeras homenagens a Zeca Afonso quer em Portugal quer no estrangeiro (Alemanha e Galiza). Tem participado, com outros músicos, em diversos projectos, dos quais se destaca "Maio Maduro Maio" (uma parceria com José Mário Branco e Amélia Muge). Participou ainda nos discos "Janelas Verdes" e "Acústico" de Júlio Pereira e no disco "Lua Extravagante" do grupo com o mesmo nome.
Realizou concertos, com músicos espanhóis como os canto-autores Luís Pastor e Pedro Guerra. Em 1997 edita "Missangas", enquanto a edição de 99 da Festa do Avante, é o palco para a estreia de " Barco Voador".
Mais recentemente lançou "Outra Vida" (2006) e "Um Redondo Vocábulo" (2009).
Se não o conhece não perca, agora, o vídeo da canção Carteiro em Bicicleta (Missangas), se conhece, recorde esta bela interpretação de João Afonso.


sexta-feira, janeiro 14, 2011

A Lapónia

A Lapónia é uma região localizada no norte da Escandinávia e que abrange o território de quatro países: a Noruega, a Suécia, a Finlândia e a Federação Russa. É um território que corresponde à região onde habitam os lapões, ou Sami.
Cerca de 70 000 Lapões vivem numa área de 390 000 km², juntamente com Suecos, Noruegueses, Finlandeses e Russos.
A área da Lapónia que se situa na região norte da Suécia, está classificada, pela Unesco, como Património da Humanidade.
O clima desta região é subártico e a vegetação é esparsa no extremo norte, enquanto no sul aparece a floresta boreal ou de coníferas. No outono a coloração das folhas das árvores varia entre o vermelho, o amarelo, o laranja e o violeta. Esta coloração tem início no fim de agosto e continua até meados de setembro, quando então algumas árvores chegam a ter folhas em tons de castanho.
A costa oeste (na Noruega) é montanhosa mas tem invernos mais suaves e mais precipitação que as planícies centrais e orientais. As temperaturas variam entre os 15°C positivos no Verão e os -50ºC no Inverno.
A Lapónia é rica em matérias primas particularmente o ferro (Suécia), o cobre (Noruega), o níquel e a apatite (Rússia).
A fauna compreende alces, renas, águias, falcões, ursos, lobos, peixes diversos e aves marítimas e terrestres. As raposas do Ártico, que também vivem nesta região setentrional, estão ameaçadas de extinção.
Todos os portos no Mar da Noruega e os do Mar de Barents, a nordeste de Murmansk estão livres de gelo no Inverno.
A Lapónia é escassamente povoada (a densidade populacional é de 3 a 4 habitantes por km²).
Na Lapónia, os Sami ou Lapões (povo indígena) são uma pequena minoria, totalizando, de acordo com o parlamento Sami da Suécia, 70000 pessoas, algumas das quais ainda nómadas.
Outros Sami vivem permanentemente em aldeias dispersas pela costa e fiordes, vales ou lagos onde a pesca é possível. A maior parte dos Sami vive a maior parte do ano na Noruega (40000).
Os "lapões" chegaram há quatro mil anos com uma economia baseada na caça. Assim continuaram até ao século XVI, quando se iniciou o pastoreio das renas. Foi nesta época que o Cristianismo chegou à Lapónia. A agricultura teve o seu início apenas no século XIX, e até ao início do século XX não havia estradas nesta região. O transporte era feito por renas no inverno e por barcos ou a cavalo no verão.
Segundo a cultura originária do norte da Europa, a Lapónia é a terra onde habita Joulopukki (também conhecido na cultura latina como Pai Natal) e todo seu séquito de duendes. Segundo a mesma cultura, o Pai Natal sai da Lapónia na noite do dia 24 de dezembro, véspera de Natal, com o seu trenó puxado por renas e carregado de presentes que distribui às crianças do mundo, que se comportaram bem durante o ano.
A Lapónia é conhecida turisticamente pelo Sol da Meia Noite, no Verão e pelas Auroras boreais no Inverno. Qualquer destes fenómenos é de uma beleza fascinante. A Lapónia também é referenciada pela crença de aí residir o Pai Natal, pelas renas, pelos fiordes na costa ocidental, pela pesca do bacalhau e do salmão, e pelas montanhas e florestas a perder de vista.
Aprecie a beleza desta região através da apresentação que seleccionei para hoje.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Pensar Alto

Sim
às marrabentas
às danças rituais
que nas madrugadas
criam o frenesi
quando os tambores e as flautas entram a fanfarrar

fanfarrando até o vermelho da madrugada fazer o solo sangrar
em contraste com o verdurar das canções dos pássaros
sobre o já verduzido manto das mangueiras
dos cajueiros prenhes
para em Dezembro seus rebentos
dançarem como mulheres sensualíssimas
em cada ramo do cajual da minha terra

mas, sim ao orgasmo
das mafurreiras
repletas de chiricos
das rolas ciosas pela simbiose que só a natureza sabe oferecer

mas sim
ao som estridente do kulunguana
das donzelas no zig-zague dos ritos
quando as gazelas tão belas
não suportam mais quarenta graus à sombra dos canhueiros em flor
Malangatana

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Adeus Malangatana

Recentemente faleceu Malangatana, um importante pintor e escultor Moçambicano.
Esta notícia emocionou o mundo das artes plásticas quer em Portugal quer em Moçambique, quer todos quantos o conheciam e admiravam!
Malangatana Valente Ngwenya (1936 - Matosinhos, 5 de janeiro de 2011) foi um dos pintores moçambicanos mais conhecidos em todo o mundo. Em 1997 foi nomeado pela UNESCO "Artista pela Paz".
Trabalhou em vários ofícios humildes, tendo entrado, mais tarde, no Núcleo de Arte da então cidade de Lourenço Marques (actual Maputo).
Em vida, fez de tudo um pouco: foi pastor, aprendiz de curandeiro e empregado doméstico mas, viria a notabilizar-se no mundo das artes, tornando-se num dos mais famosos artistas moçambicanos.
Malangatana para além da pintura dedicou-se também à cerâmica, à tapeçaria, à gravura e à escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais e filantropo.
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ldedicou-se a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e dinamizador da criação de um Centro Cultural na sua terra natal: Matalana.
Expôs em Moçambique e em Portugal mas também, na Alemanha, na Áustria, na Bulgária, no Chile, no Brasil, em Angola, Cuba, Estados Unidos e Índia... Tem murais em países como a África do Sul, a Suazilândia, a Suécia ou a Colômbia e nas cidades de Maputo e Beira.
Contando com as obras em museus, galerias públicas e em colecções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo. Conheceu grande parte do globo como membro de júri de bienais, inaugurando exposições ou fazendo palestras.
Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique e o doutoramento honoris causa pela Universidade de Évora. Se quizer saber mais alguma coisa veja a apresentação e o vídeo que selccionei para hoje.



terça-feira, janeiro 11, 2011

O encerramento da Expo

A cerimónia de encerramento da Exposição Universal de Xangai (2010) ocorreu no dia 31 de outubro de 2010, no espetacular Centro da Cultura da Expo, na presença do primeiro -ministro chinês, Wen Jiabao.
A cerimónia teve início às 20h, porque o número 8 significa boa sorte.
O encerramento da maior exposição mundial da história destes eventos, que contou com a participação de 239 países e organizações internacionais e 73 milhões de visitantes, foi iniciado com a projeção de um vídeo sobre a vida diária das pessoas que trabalharam na Expo durante os últimos meses.
Assista agora a alguns dos aspectos mais significativos desta fabulosa cerimónia de encerramento da Exposição Universal de Xangai, através de 3 vídeos que seleccionei para hoje. É uma verdadeira fusão entre arte e música, modernidade e tradição.







segunda-feira, janeiro 10, 2011

Museu D'Orsay

O Museu de Orsay é um museu localizado na cidade de Paris em França. Situa-se na margem esquerda do rio Sena.
As coleções do museu abrangem várias vertentes das artes plásticas tais como a pintura, a escultura e a fotografia, entre outras. No entanto, são constituídas principalmente por pintura e escultura da arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914. Estão aí presentes, entre outras, obras de Van Gogh, Degas, Camille Corot, Eugène Delacroix, Henri Fantin-Latour, Antoni Gaudí, Paul Gauguin, Hector Guimard, Ingres, Gustav Klimt, Édouard Manet, Henri Matisse, Millet, Mondrian, Claude Monet, Gustave Moreau, Berthe Morisot, Edvard Munch, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Auguste Rodin, Paul Sérusier, Georges Seurat, Paul Signac, Alfred Sisley, Henri de Toulouse-Lautrec, James McNeill Whistler, François Rude, Jules Cavelier, Jean-Baptiste Carpeaux, Auguste Rodin, Camille Claudel, Maurice Denis e Odilon Redon.
Existem também exposições temporárias que decorrem paralelamente à exposição permanente.
O edifício, que actualmente alberga o museu, era originalmente uma estação ferroviária. A Gare de Orsay foi construída para o Caminho de Ferro de Paris a Orléans, no local onde se erguera até 1871 um antigo palácio administrativo, o Palais d'Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projecto foi do arquitecto Victour Laloux.
Em 1939, deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleães devido ao comprimento reduzido do cais, passando então a ser apenas uma estação da rede suburbana de caminhos de ferro. Durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. A estação foi fechada a 1 de Janeiro de 1973.
Em 1977, o Governo francês decidiu transformar aquele espaço num museu. Foi inaugurado pelo presidente de então, François Mitterrand, em 1986. Os arquitectos Renaud Bardon, Pierre Colboc e Jean-Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação a museu.
As colecções do museu proveem essencialmente de três locais: do museu do Louvre; do museu do Jeu de Paume (obras dos impressionistas desde 1947) e do museu de arte moderna de Paris (as obras mais recentes).
Resolvi fazer este post a propósito da grande exposição, acerca de Monet, que ali está a decorrer desde 22 de Setembro de 2010 até 24 de Janeiro de 2011. Aconselho-o a clicar aqui , para ver um curiosíssimo site sobre este evento (com som e muito “rato”).
Vale a pena ler as legendas pois vão dando, a propósito das telas, uma enorme informação sobre aquele pintor.
Já agora gostaria de salientar um número especial sobre Monet, muito bem documentado, que o ‘Figaro’ publicou e que pode consultar clicando aqui.
Se tiver hipótese de ir até Paris não perca esta exposição no Museu D'Orsay.

domingo, janeiro 09, 2011

"Um cê a mais"

Ainda a propósito do Acordo Ortográfico proponho-lhe a leitura de um texto de Manuel Halpern feito com muito humor. A nova ortografia foi o ponto de partida para este "Um cê a mais".
Manuel Halpern é um jornalista e crítico do Jornal de Letras, Artes e Ideias. Manuel Halpern escreve preferencialmente sobre música e cinema, além de manter, desde há dez anos, a coluna fixa O Homem do Leme.
Este jornalista é licenciado em Comunicação Social, pela Universidade Católica, com pós-graduação em Crítica de Cinema e Música Pop, na Faculdade Ramon Lull de Barcelona. Colaborou, entre outros, com a Visão, o Público, o Blitz, a Antena 2, o Diário de Notícias e o Corriere della Sera.

"Um cê a mais"
"Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar".
Manuel Halpern

sábado, janeiro 08, 2011

O correr da vida embrulha tudo

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem".
João Guimarães Rosa

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Discurso de Um Soldado Americano

O vídeo que escolhi para hoje é o discurso de um soldado americano, de seu nome, Mike Prysner.
Mike Prysner, soldado dos E.U.A, é um veterano da guerra do Iraque. Relata aqui os reais motivos que, de acordo com o seu ponto de vista, levaram os Estados Unidos a invadir o Iraque. Fala de terrorismo, de caos, de conflitos, de assassinatos, de torturas, etc...
De acordo com Mike Prysner " só haverá guerra se os soldados estiverem dispostos a combater".
É um vídeo que nos obriga a pensar.
Não perca. Vale mesmo a pena vê-lo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Já Chegaram a Belém...

A poesia popular para celebrarmos aqui o Dia de Reis.

Já chegaram a Belém,
Visitar Deus Menino,
Que Nossa Senhora tem.

Os três reis do Oriente,
Tiveram um sonho profundo,
Que nasceu o Deus Menino,
Qu'e o Salvador do Mundo.

Os três reis do Oriente,
Seguiram o seu destino,
Guiados por uma estrela,
Adorar o Deus Menino.

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três,
Adoraram o Deus Menino,
Cada um de sua vez.

Nasceu alegria,
Não pode haver mais,
Já nasceu Jesus,
Bendito sejais, bendito sejais.

Ó da casa, nobre gente,
Senhores desta morada,
Escutai e ouvireis,
Esta nobre embaixada.

Quem diremos nós que viva,
Por cima da salsa crua,
Viva lá o menino,
Que é o mais lindo da rua.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Herberto Helder

terça-feira, janeiro 04, 2011

Vamos até à Serra

Serra da Estrela, é o nome dado à cadeia montanhosa e à serra onde se encontram as maiores altitudes de Portugal Continental. É a segunda mais alta montanha de Portugal apenas ultrapassada pelo Pico, nos Açores. Faz parte da mais vasta cordilheira denominada Sistema Central que se integra no subsistema designado como sistema montanhoso Montejunto-Estrela.
Faz parte de uma zona de paisagem integrada no Parque Natural da Serra da Estrela que se situa, maioritariamente, no distrito da Guarda (74 529,3 ha). A serra tem, também, uma pequena área no distrito de Castelo Branco (13 762,4 ha).
Os municípios que têm o seu território abrangido pela área desta cordilheira são: Seia, Manteigas, Guarda, Gouveia, Celorico da Beira e Covilhã.
O ponto de maior altitude da serra atinge os 1993 m, na zona da Torre (fronteira entre o distrito da Guarda e o distrito de Castelo Branco). Para completar os 2000 m foi, ali, construída uma torre com 7 m.
Pensa-se que esta serra corresponda à elevação a que os romanos da Antiguidade chamavam de Montes Hermínios ou "Montes de Hermes". Esta região, segundo alguns historiadores, terá sido o berço do guerreiro lusitano Viriato.
Nas zonas mais altas da serra situa-se uma estância de esqui, que se desenvolve nas encostas da serra que pertencem à freguesia de Loriga.
O queijo da Serra da Estrela, considerado um dos melhores queijos de Portugal, é produzido nesta região, que também possui uma raça de cães-pastor, o cão da Serra da Estrela. Ambos se encontram ligados ao pastoreio da ovelha bordalesa característica desta serra. Trata-se de um pastoreio tradicional onde práticas como a transumância e a renovação de pastagens pelo fogo são comuns. A desertificação humana da Serra levou, contudo, ao abandono de algumas das práticas tradicionais desta região. O drama do despovoamento humano encontra-se fielmente retratado no filme "Ainda há Pastores?" (2006) de Jorge Pelicano.
De entre os locais que sugiro que visite gostaria de destacar: a Torre; o Covão d'Ametade; a Cabeça do Velho; a Cabeça da Velha; a povoação de Folgosinho; o Vale Glaciar do Zêzere (Manteigas); as Penhas Douradas; as Lagoas e o Vale do Rossim.
Logo que possa dê um passeio até à serra. Vale a pena visitá-la. É bonita tanto no Inverno como no Verão. Entretanto aprecie a apresentação que se segue.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Zalipie

Zalipie é uma localidade que se situa no sul da Polónia, a 7 Km a oeste de Olesno, a 13 de Km a Noroeste de Dąbrowa Tarnowska e a 68 km a este da capital regional, Cracóvia.
Zalipie é uma aldeia conhecida pelo costume dos seus habitantes pintarem as casas com motivos decorativos. O exterior das habitações é decorado pelos donos, utilizando para isso, tintas e padrões decorativos brilhantes.
Mas, as imagens, da apresentação que escolhi para hoje, valem mais que mil palavras.
Veja-a e aprecie a beleza das casas e desta aldeia.

domingo, janeiro 02, 2011

1808 e 1822

Hoje proponho-lhe mais duas sugestões de leitura.

1808 é um livro que mostra como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil.

É um livro, publicado em 2006, que conta a ida da família real portuguesa para o Brasil em 1808.
No livro, Laurentino Gomes contextualiza a vinda da família real às condições políticas, económicas e sociais da época em Portugal, França, na Inglaterra e no Brasil.
Em 2008, 1808 recebeu o prémio de melhor Livro de Ensaio da Academia Brasileira de Letras .




1822 é outro livro de Laurentino Gomes que conta como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil, um país que tinha tudo para não resultar.
Comece o ano com boas leituras.

Feliz Ano Novo!