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sexta-feira, maio 04, 2018

O Conflito no Curdistão

O Curdistão, é o nome dado a uma região histórico-cultural do Médio Oriente maioritariamente habitada pelos curdos. Com cerca de 500.000 km², compreende partes da Turquia, do Irão, da Síria e do Iraque.
Atualmente, os curdos são cerca de 30 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em tribos e, que na sua maior parte, falam a língua curda.
Os curdos constituem a mais numerosa nação sem Estado no mundo.
As maiores cidades do Curdistão são Erbil e Kirkuk (no Iraque) , Erzurum e Diyarbakır (na Turquia), Kermanshah e Sanandaj (no Irão) e Al-Qamishli (na Síria).
O Conflito no Curdistão é uma apresentação elaborada por um grupo de alunas do 12º C.
Ora veja.

domingo, dezembro 06, 2015

sábado, julho 18, 2015

Música Antiga

1- Esta pauta musical é considerada a mais antiga do mundo – tem 3.400 anos.
Esta melodia foi gravada neste bloco de pedra e descoberta onde hoje é o território sul da Síria. É uma melodia pensada para ser tocada com lira, um instrumento de corda dedilhada primitivo.




2- Este é o mais antigo instrumento musical – tem cerca de 40.000 anos.
Esta flauta, feita de um osso de abutre, já tem uns 40.000 anos, e é a prova fiel de que a música sempre fêz parte da nossa cultura desde o inicio dos tempos. Esta descoberta foi feita na Alemanha.

sábado, junho 06, 2015

Os Iazidis e o Anjo Pavão

Os iazidis (ou yazidis), são uma comunidade étnico-religiosa curda cujos membros praticam uma antiga religião sincrética, o iazidismo, uma espécie de iazdanismo ligada ao zoroastrismo e a antigas religiões da Mesopotâmia. A maior parte dos seus membros vive ou é originária da província de Ninawa, no norte do Iraque, cuja capital é Mossul, uma região que fez parte da antiga Assíria e foi o centro do Império Neoassírio, mas também há comunidades na Arménia, Geórgia e Síria, as quais têm registado um acentuado declínio desde a década de 1990, devido à emigração para a Europa Ocidental, sobretudo para a Alemanha.
A maioria dos Yazidis, cerca de 500 mil, vivem no Iraque. Na zona da Síria que faz fronteira com o Iraque há ainda cerca de 50 mil membros desta comunidade.
O avanço dos "jihadistas" está a ameaçar pelo menos quatro minorias no Iraque, entre as quais o caso mais grave é o dos Yazidis
A religião Yazidi mistura elementos de várias tradições religiosas, como o Zoroastrianismo, o Islão e o Cristianismo
Segundo os próprios iazidis, a sua religião tem origem no antigo Irão e há numerosas semelhanças entre o iazidismo actual e as antigas religiões persas, o que leva muitos autores a considerá-lo um vestígio sobrevivente do mitraísmo iraniano que se adaptou a um ambiente hostil absorvendo elementos exógenos.
Entretanto outros estudos consideram que o iazidismo tem origem no movimento heterodoxo do islão sunita do século XII protagonizado pelo xeque Adi, que misturou elementos islâmicos, com elementos pré-islâmicos conservados no Curdistão.
Os iazidis acreditam em Deus como criador do mundo. Mundo que colocou sob o cuidado de sete "seres sagrados" ou anjos, cujo "chefe" (arcanjo) é Melek Taus, o Anjo Pavão.
Como governante do mundo, este Anjo Pavão é a causa de tudo o que sucede de bom e de mau aos humanos e este caráter ambivalente surge em mitos da sua queda em desgraça junto de Deus, antes das suas lágrimas de arrependimento terem apagado os fogos do seu cárcere infernal e de ter-se reconciliado com Deus.
Esta crença tem origem nas reflexões místicas sufistas (um ramo místico do islão) sobre o anjo Iblis (o equivalente islâmico do Diabo), que se recusa orgulhosamente a violar o monoteísmo, adorando Adão e Eva, apesar da ordem expressa de Deus para o fazer.
Se quiser ficar a conhecer um pouco mais esta religião e este povo veja com atenção a apresentação que se segue.

domingo, outubro 12, 2014

"Our Terrible Country"

A 12.ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, vai acontecer  de 16 a 26 de Outubro. Este festival pretende repensar o documentário nas suas implicações e potencialidades artísticas, políticas e sociais. O Doclisboa representa, também, um lugar de convívio, debate e pensamento vivo, um espaço de proximidade e partilha entre o cinema e o público.
O Doclisboa continua a apostar no público infantil e juvenil, daí que o DocEscolas arranque a 17 de Outubro. A formação de públicos é um dos objectivos do festival, que investe na relação entre a comunidade escolar e as salas de cinema.
Os ateliers, os filmes, e os debates procuram complementar e diversificar os conteúdos programáticos das disciplinas, contribuindo assim para promover o conhecimento curricular e extracurricular, o repertório cultural e científico, bem como a sensibilidade e o interesse pelo cinema documental, a reflexão crítica e a participação.
Assim, no dia 17 está programada a exibição, para o público escolar, de um documentário cuja temática é bastante actual.
"Our Terrible Country" é um documentário (de 85') realizado na Síria e Líbano (em 2014) por Mohammad Ali Atassi e Ziad Homs. Este documentário ganhou o o prémio máximo no Festival  Internacional de Marselha (FIDMarseille).
Sinopse:
Este road movie leva-nos na viagem arriscada de Yassin Haj Saleh, um conhecido intelectual e dissidente sírio, e do jovem fotógrafo Ziad Homsi, que percorrem juntos um itinerário árduo e perigoso da zona libertada de Douma/Damasco até Raqqa, no norte da Síria, para acabarem por se verem forçados a deixar o seu país natal, num exílio temporário na Turquia.
Se puder passe pela Culturgest e veja "Our Terrible Country". Entretanto, aprecie, abaixo, o trailer deste documentário. 

segunda-feira, abril 14, 2014

A Síria

A República Árabe Síria, é um país árabe que faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel a sudoeste, Jordânia a sul, Iraque a leste, e Turquia a norte.
A Síria, antigamente, compreendia toda a região do Levante, enquanto actualmente abrange os locais de antigos reinos e impérios, incluindo as civilizações de Ebla do III milênio a.C.
Na era islâmica, a sua capital, Damasco, foi a capital do Império Omíada e a capital provincial do Império Mameluco. Hoje Damasco é,  largamente, reconhecida como uma das cidades mais antigas, continuadamente habitadas do mundo.
A Síria de hoje obteve a sua independência em 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949 e 1970.  O actual presidente da Síria é Bashar al-Assad, filho de Hafez al-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000.
A população predominante é de muçulmanos sunitas, mas com uma significativa população de alauítas, drusos e minorias cristãs.
Etnicamente, cerca de 90% da população é árabe (dos quais aproximadamente 10% pertencem à minoria curda), e o estado é governado pelo Partido Baath de acordo com princípios nacionalistas árabes.
Desde o começo de 2011, o país vive uma violenta guerra civil entre forças contrárias e leais à liderança do presidente Bashar al-Assad. As estatísticas referem que mais de 100 mil pessoas já morreram no conflito. Para conhecer melhor este país proponho-lhe que veja duas excelentes apresentações, uma com imagens da Síria antes da guerra civil e outra, com imagens da Síria já no decorrer deste conflito.
Veja agora como era a Síria de ontem.
  
E agora a Síria da actualidade, em resultado do conflito ali existente.

terça-feira, março 30, 2010

O Curdistão

O Curdistão é uma região com cerca de 500.000 km² distribuídos pela Turquia, Iraque, Irão, Síria, Arménia e Azerbeijão. O nome, que vem do persa, significa "terra dos curdos". Actualmente os curdos são a mais numerosa etnia sem Estado no mundo.
O Curdistão é, então, a "pátria" de cerca de 30 milhões de curdos. A grande maioria, mais de metade, vive no sul da Turquia e representa 20 % da população turca. É um povo com língua própria, hábitos e tradições seculares e que aspira à constituição de um estado. Os curdos são na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. As maiores cidades curdas são Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.
Em Dyarbakir, a "capital" curda da Turquia, regista sinais de uma convivência difícil entre a maioria curda e os turcos. Se quiser saber um pouco mais clique, aqui.
Sobre este assunto veja, também, a apresentação elaborada pelos alunos do 12º A.