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sexta-feira, janeiro 22, 2016

O Nagorno-Karabakh,

O Nagorno-Karabakh ou Alto Karabakh, é uma região cercada de terra na Transcaucásia (sul do Cáucaso), situada entre o Karabakh (ou Baixo Karabakh) e a província de Siunique (Zangezur), ao longo das montanhas do chamado Pequeno Cáucaso.
A região, com uma área de 8.223 Km2  é, na sua maior parte, montanhosa e coberta por florestas.
A região faz parte, "de jure", do Azerbaijão, porém é governada pela República do Nagorno-Karabakh, que não tem reconhecimento internacional.
O conflito de Nagorno-Karabakh refere-se aos confrontos militares em curso entre azeris e arménios dentro da área de Nagorno-Karabakh. O conflito evoluiu a partir da Guerra de Nagorno-Karabakh de 1988-1994, mas a tensão continua na região, apesar de um cessar-fogo oficial.
Desde o fim da Guerra do Nagorno-Karabakh, em 1994, que representantes dos governos da Arménia e do Azerbaijão têm mantido negociações de paz, mediadas pelo Grupo de Minsk, acerca do estatuto, em disputa, desta região.

sábado, junho 06, 2015

Os Iazidis e o Anjo Pavão

Os iazidis (ou yazidis), são uma comunidade étnico-religiosa curda cujos membros praticam uma antiga religião sincrética, o iazidismo, uma espécie de iazdanismo ligada ao zoroastrismo e a antigas religiões da Mesopotâmia. A maior parte dos seus membros vive ou é originária da província de Ninawa, no norte do Iraque, cuja capital é Mossul, uma região que fez parte da antiga Assíria e foi o centro do Império Neoassírio, mas também há comunidades na Arménia, Geórgia e Síria, as quais têm registado um acentuado declínio desde a década de 1990, devido à emigração para a Europa Ocidental, sobretudo para a Alemanha.
A maioria dos Yazidis, cerca de 500 mil, vivem no Iraque. Na zona da Síria que faz fronteira com o Iraque há ainda cerca de 50 mil membros desta comunidade.
O avanço dos "jihadistas" está a ameaçar pelo menos quatro minorias no Iraque, entre as quais o caso mais grave é o dos Yazidis
A religião Yazidi mistura elementos de várias tradições religiosas, como o Zoroastrianismo, o Islão e o Cristianismo
Segundo os próprios iazidis, a sua religião tem origem no antigo Irão e há numerosas semelhanças entre o iazidismo actual e as antigas religiões persas, o que leva muitos autores a considerá-lo um vestígio sobrevivente do mitraísmo iraniano que se adaptou a um ambiente hostil absorvendo elementos exógenos.
Entretanto outros estudos consideram que o iazidismo tem origem no movimento heterodoxo do islão sunita do século XII protagonizado pelo xeque Adi, que misturou elementos islâmicos, com elementos pré-islâmicos conservados no Curdistão.
Os iazidis acreditam em Deus como criador do mundo. Mundo que colocou sob o cuidado de sete "seres sagrados" ou anjos, cujo "chefe" (arcanjo) é Melek Taus, o Anjo Pavão.
Como governante do mundo, este Anjo Pavão é a causa de tudo o que sucede de bom e de mau aos humanos e este caráter ambivalente surge em mitos da sua queda em desgraça junto de Deus, antes das suas lágrimas de arrependimento terem apagado os fogos do seu cárcere infernal e de ter-se reconciliado com Deus.
Esta crença tem origem nas reflexões místicas sufistas (um ramo místico do islão) sobre o anjo Iblis (o equivalente islâmico do Diabo), que se recusa orgulhosamente a violar o monoteísmo, adorando Adão e Eva, apesar da ordem expressa de Deus para o fazer.
Se quiser ficar a conhecer um pouco mais esta religião e este povo veja com atenção a apresentação que se segue.

sexta-feira, abril 24, 2015

A Arménia e o Massacre dos Arménios

Mulher arménia torturada
Genocídio arménio, holocausto arménio ou ainda o massacre dos arménios é a designação dada à matança e deportação forçada de centenas de milhares (talvez mais de um milhão) de pessoas, de origem arménia, que viviam no Império Otomano, durante o governo dos chamados Jovens Turcos (1915 a 1917). A intenção deste genocídio era a de exterminar a sua presença cultural, a sua vida económica e o seu ambiente familiar (como pode ver, clicando aqui, na reportagem da TVI).
Este massacre ou genocídio caracterizou-se pela brutalidade e pela utilização de marchas forçadas com deportações, que geralmente levavam à morte de muitos dos deportados.
Está firmemente estabelecido que foi um genocídio e, há evidências do plano organizado e concretizado de eliminar sistematicamente os arménios. É o segundo mais estudado acontecimento deste tipo, depois do Holocausto dos judeus na Segunda Guerra Mundial.
Adopta-se a data de 24 de abril de 1915 como início do massacre, por ter sido o dia em que dezenas de líderes arménios foram presos e massacrados, em Istambul.
O governo turco rejeita o termo genocídio organizado e nega que as mortes tenham sido intencionais. Um século depois, ainda persiste a polémica.
 A Arménia, denominada oficialmente de República da Arménia, é um país sem costa marítima localizado numa região montanhosa na Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do Cáucaso.
Faz fronteira com a Turquia a oeste, a Geórgia a norte, o Azerbaijão a leste, e com o Irão e com o enclave de Nakhchivan (pertencente ao Azerbaijão) a sul.
Apesar de geograficamente estar inteiramente localizada na Ásia, a Arménia possui enormes relações sociopolíticas e culturais com a Europa.
Foi uma das repúblicas da extinta União Soviética e  é hoje um estado secular unitário, multipartidário, democrático, com uma antiga herança histórica e cultural.
Historicamente foi a primeira nação a adoptar o cristianismo como religião de Estado em 301.
O país é uma democracia emergente e por causa da sua posição estratégica, tenta conciliar alianças com a Rússia e com o Oriente Médio.
Entre 1915 e 1923 sofreu o que os historiadores consideram o primeiro genocídio do século XX (seguido depois pelo holocausto dos judeus e pelos genocídios do Cambodja e do Ruanda), perpetrado pelo Império Otomano e negado até hoje pela República da Turquia, fazendo com que a Arménia tenha uma diáspora gigantesca pelo mundo (França, Estados Unidos, Argentina, Brasil, Líbano e muitos outros).

domingo, dezembro 29, 2013

Um Milionário em Lisboa

"Um Milionário em Lisboa" é o último romance do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos.
Sinopse
"Baseado em acontecimentos verídicos, este livro conclui a espantosa história iniciada em "O Homem de Constantinopla" e transporta-nos no percurso da vida do arménio que mudou o mundo.
Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo.
Mas o destino interveio.
O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução:
Lisboa.
O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o".

sábado, dezembro 28, 2013

O Homem de Constantinopla

"O Homem de Constantinopla" é o penúltimo livro do jornalista e escritor português José Rodrigues dos Santos. Inspirado em factos reais, este livro reproduz a extraordinária vida de um misterioso arménio que mudou o mundo.
Sinopse
"O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:
“O que é a beleza?”
Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo.
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.
Tornou-se o homem mais rico do planeta".



quarta-feira, setembro 01, 2010

Com'è triste Venezia

Esta é a versão mais bela da clássica canção de Charles Aznavour, "Que C'est Triste Venise." Fora de Itália é muito rara. "Que c'est triste Venise", cantada em francês, em italiano ("Com'è triste Venezia"), espanhol ("Venecia sin tí"), inglês ("How sad Venice can be", "The Old-Fashioned Way") e alemão ("Venedig im Grau") está entre as mais famosas canções poliglotas de Aznavour. Espero que goste. Aprecie também as belíssimas imagens da mais bonita das cidades: Veneza.
Charles Aznavour, cujo nome verdadeiro é Aznavourian, nasceu em Paris. É filho de pais imigrantes de origem arménia.
Descobriu a paixão pelo mundo do entretenimento, no restaurante da família, onde o seu pai cantava. Conseguiu, mais tarde, alguns pequenos papéis no cinema e no teatro. Em 1941, trabalha para Edith Piaf, que o incentiva a lançar-se a solo.
A partir daí conhece o sucesso que se tem prolongado no tempo.
Além de ser um dos mais populares cantores da França, é também um dos cantores franceses mais conhecidos no exterior. Actuou em mais de 60 filmes, compôs cerca de 850 canções (incluindo 150 em inglês, 100 em italiano, 70 em espanhol e 50 em alemão) e já vendeu bem mais que 100 milhões de discos. Nos anos 1970, Aznavour tornou-se um grande sucesso no Reino Unido, onde a sua canção "She" saltou para o número um, no ranking de sucessos a nível mundial.
A lista de artistas que já cantaram Aznavour abrange de Fred Astaire a Bing Crosby, de Ray Charles a Liza Minelli. Elvis Costello gravou "She" para o filme Notting Hill. O tenor Plácido Domingo é um grande amigo de Aznavour e frequentemente canta os seus sucessos, principalmente a versão de Aznavour de Ave Maria, de 1994.
Aznavour começou a sua turnê global de despedida no fim de 2006. Obteve a cidadania arménia em Dezembro de 2008 e em 2009 tornou-se embaixador da Arménia na Suíça.
Em 1997, o Presidente da República francesa, Jacques Chirac, nomeou-o oficial da Legião de Honra. Esta é, certamente, a melhor prova de que Charles Aznavour se tornou um pilar da cultura francesa.

Com'è triste Venezia
Soltanto un anno dopo
Com'è triste Venezia
Se non si ama più

Si cercano parole
Che nessuno dirà
E si vorrebbe piangere
Non si può più

Com'è triste Venezia
Se nella barca c'è
Soltanto un gondoliere
Che guarda verso te

E non ti chiede niente
Perché negli occhi tuoi
E dentro la tua mente
C'è soltanto Lei

Com'è triste Venezia
Soltanto un anno dopo
Com'è triste Venezia
Se non si ama più

I musei e le chiese
Si aprono per noi
Ma non lo sanno
Che ormai tu non ci sei

Com'è triste Venezia
Di sera la laguna
Se si cerca una mano
Che non si trova più

Si fa dell'ironia
Davanti a quella luna
Che un dì ti ha vista mia
E non ti vede più

Addio gabbiani in volo
Che un giorno salutaste
Due punti neri al suolo
Addio anche da lei

Troppo triste Venezia
Soltanto un anno dopo
Troppo triste Venezia
Se non si ama più

terça-feira, março 30, 2010

O Curdistão

O Curdistão é uma região com cerca de 500.000 km² distribuídos pela Turquia, Iraque, Irão, Síria, Arménia e Azerbeijão. O nome, que vem do persa, significa "terra dos curdos". Actualmente os curdos são a mais numerosa etnia sem Estado no mundo.
O Curdistão é, então, a "pátria" de cerca de 30 milhões de curdos. A grande maioria, mais de metade, vive no sul da Turquia e representa 20 % da população turca. É um povo com língua própria, hábitos e tradições seculares e que aspira à constituição de um estado. Os curdos são na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. As maiores cidades curdas são Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.
Em Dyarbakir, a "capital" curda da Turquia, regista sinais de uma convivência difícil entre a maioria curda e os turcos. Se quiser saber um pouco mais clique, aqui.
Sobre este assunto veja, também, a apresentação elaborada pelos alunos do 12º A.