sexta-feira, março 28, 2025

As Águas Invisíveis da Colina do Castelo

As Águas Invisíveis da Colina do Castelo é um documentário, realizado por Malu Lopes, que teve a colaboração de alunos da ETIC – Escola de Tecnologias Inovação e Criação e foi desenvolvido no âmbito do projeto europeu Infrablue que pretende valorizar o potencial destas águas e infraestruturas enquanto dispositivos naturais, sociais e culturais, passiveis de originar, também, grandes oportunidades de regeneração urbana.

Sinopse: 
As águas invisíveis, "riqueza esquecida de Lisboa", constituem um grande grupo de nascentes que se estendem pela Colina do Castelo.
Um fascinante sistema hidrológico pouco conhecido, composto por importantes infraestruturas, para além dos chafarizes, bicas, poços, fontes e cisternas, concebidas para captar e armazenar as águas de nascentes e águas da chuva.
Trata-se de um património cultural de grande valor que, no caso da cidade de Lisboa, com a urbanização iniciada no século passado, a demolição de algumas destas infraestruturas, o seu abandono ou simplesmente o progressivamente desaparecimento de um conjunto de práticas, é importante preservar.

quinta-feira, março 27, 2025

Os Crimes de Lisboa

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Teatro, por isso, deixo-lhe aqui uma sugestão que descobri aqui: Os crimes de Lisboa. 

Dirija-se hoje às 21h 30m ao Arco da Rua Augusta, em Lisboa. Dali se arranca para uma peça que é um passeio e que é também uma lição de história a envolver alguns dos episódios mais marcantes (sangrentos e assustadores) da cidade das sete colinas. No eixo Baixa-Alfama-Mouraria, rumo à praça do Rossio, passa-se uma hora e meia a reavivar memórias do sismo de 1755, do regicídio de D. Carlos, do processo dos Távoras, da ação da Inquisição ou do famigerado "estripador de Lisboa".
Não perca a oportunidade de comemorar esta efeméride.

quarta-feira, março 26, 2025

Forever Young

Ouça os Alphaville em Forever Young (Vídeo Oficial).
Forever Young é o álbum de estreia da banda alemã de synth-pop Alphaville, lançado em 1984. Este álbum contém os três maiores êxitos da banda: "Big in Japan", "Forever Young" e "Sounds Like a Melody". 
Let's dance in style, let's dance for a while
Heaven can wait, we're only watching the skies
Hoping for the best, but expecting the worst
Are you gonna drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We don't have the power, but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The music's for the sad men

Can you imagine when this race is won?
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders, we're getting in tune
The music's played by the, the madmen

Forever young
I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever and ever

Forever young
I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever young

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later, they all will be gone
Why don't they stay young?

It's so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth's like diamonds in the sun
And diamonds are forever

So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams swinging out of the blue
We'll let them come true

Forever young
I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever and ever

Forever young
I want to be forever young
Do you really want to live forever?
Forever, and ever

Forever young
I wanna be forever young
Do you really want to live forever? (Forever young)

terça-feira, março 25, 2025

Coração, Cabeça e Estômago

Coração, Cabeça e Estômago é um livro do escritor português Camilo Castelo Branco.

Coração, Cabeça e Estômago é um dos romances mais aclamados de Camilo Castelo Branco e uma das suas principais obras que junta a sátira e o humor para fazer um retrato de época e da sociedade literata do país.

Sinopse:
Dividida nas três partes que lhe dão o título, o livro segue o percurso de Silvestre à medida que este se vai desapegando do romantismo. Na primeira parte, a do coração, a personagem é dominada pela paixão e pelos episódios românticos que o arrebatam. Na segunda, a da cabeça, prevalece a razão e vemos Silvestre da Silva na sociedade portuense e nos seus meandros políticos. Na terceira e última, a do estômago, a personagem volta ao que é primordial ao Homem e à vida pacata da ruralidade. Mas conseguirá Silvestre encontrar o seu propósito? Poderá Silvestre encontrar nas mulheres que vai conhecendo o seu sentido de vida?
Numa caricatura magistral do modo de vida português contada na terceira pessoa, Camilo faz uma retórica da sensibilidade e do gosto que desconstrói não só o romance, mas toda uma escola.

segunda-feira, março 24, 2025

La Donna e Mobile

Ouça o tenor italiano Luciano Pavarotti, com Sting, Zucchero, Lucio Dalla & Brian May em La Donna e Mobile (1992). 

A Mulher é VolúvelLa Donna e Mobile,  é uma ária do terceiro ato da ópera Rigoletto criada por Giuseppe Verdi
A primeira performance desta ária foi feita em 1851 pelo tenor Raffaele Mirate. Muitos tenores famosos já a interpretaram, como Enrico Caruso, Luciano Pavarotti, Juan Diego Flórez, Alfredo Kraus, José Carreras, Plácido Domingo, Jussi Björling, entre muitos outros. 

domingo, março 23, 2025

Cenouras À Algarvia

Agora que se aproxima o tempo mais quentinho nada como uma sugestão de receita ("pescada" na net) de Cenouras À Algarvia. Experimente porque é um petisco muito bom.

Ingredientes:
4 cenouras 
Água
4 dentes de alho
1 ramo de coentros ou salsa
2 c. sopa de vinagre
2 c. sopa de azeite
Sal integral 
Pimenta preta a gosto
Cominhos a gosto (opcional)

Preparação:
Coza as cenouras, cortadas às rodelas grossas, de preferência a vapor. Devem ficar "al dente".
Escorra as cenouras e passe-as por água fria para parar a cozedura.
Ainda mornas, tempere-as com o azeite, o vinagre, o sal, o alho descascado picado, a pimenta, os cominhos, o azeite e a salsa (ou coentros) picada.
Envolva e deixe descansar por 15 minutos até servir. De preferência, sirva frio.
Bom Apetite! 

sábado, março 22, 2025

O Beijo do Hotel de Ville

Robert Doisneau
 Robert Doisneau (1912 - 1994) foi um famoso fotógrafo nascido na cidade de Gentilly, Val-de-Marne, na França. Era um apaixonado por fotografias de rua, registando a vida social das pessoas que viviam em Paris e nos seus arredores.

O Beijo do Hotel de Ville é talvez a mais famosa fotografia de um beijo que existe, e, uma das fotos mais vendidas de todos os tempos. Na cidade do amor, Paris, Robert Doisneau capturou a essência do amor: o tempo que parece parar quando se beija a pessoa amada.

sexta-feira, março 21, 2025

Poema das árvores

Árvore Vermelha - Piet Mondrian

As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
A Árvore Cinzenta, 1911 - Piet Mondrian 

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
e entretanto, dar flores.
António Gedeão - Obra Poética

quinta-feira, março 20, 2025

Holi: O Festival das Cores

 O Holi ou Festival das Cores é um festival, celebrado por crianças e adultos, bastante antigo na Índia e muito importante para os hinduístas. Os historiadores contam que o Holi antecede em muitos séculos o nascimento de Cristo e são muitas as lendas que explicam o seu aparecimento, em geral remetendo ao temível Rei Hiranyakashyap. Contudo, os primeiros registos da existência desta festa datam do século IV (Império Gupta).

 O Holi, realiza-se entre fevereiro e março, este ano ocorreu a 14/3, celebrando entre outros aspetos a chegada da Primavera.

Neste dia, as pessoas atiram pós e tintas das mais diversas cores umas às outras, celebrando também com muita bebida, comida e música. Esta brincadeira começa quando as crianças atiram as tintas aos pais e irmãos sendo que, no final, todos estão completamente pintados e coloridos. Entretanto, as pessoas saem à rua e encontram-se com os seus amigos e familiares, aproveitando para lançar flores, água e tinta ou pó de várias cores entre si — pó este conhecido como "Gulal".

Cada cor tem um determinado significado. Assim, o vermelho está associado à fertilidade e à felicidade, o azul representa a tranquilidade e a proteção divina, o amarelo representa a harmonia entre as pessoas, o verde representa a harmonia e a natureza e pode ser usado para espantar o mau olhado, o rosa é a cor dos relacionamentos afetivos e é usada para expressar sentimentos de amor e carinho, a cor roxa representa a espiritualidade, a paz e a sabedoria e está relacionada com Durga, adorada na cultura hindu como a deusa-mãe. 

O Festival das Cores, é um popular festival de Primavera observado na Índia, Suriname, Guiana, Trindade, Reino Unido, Ilhas Fiji e no Nepal. Em Bengala Ocidental da Índia e do Bangladesh, é conhecido como Dolyatra (Doljatra) ou Boshonto Utsav (Festa da Primavera).

O Holi celebra dois mitos da religião hindu.  O primeiro, que explica a origem dos pós coloridos, está relacionado com o amor sagrado e incondicional entre as divindades Radha e Krishna. Segundo a tradição hindu, um demónio amaldiçoou Krishna fazendo com que a sua pele ficasse eternamente azulada. O deus temeu que a esposa, Radha, deixaria de amá-lo por causa disso. Krishna revelou esta preocupação à sua mãe, que sugeriu que ele pintasse o rosto da amada da cor que quisesse. Essa brincadeira acabou por se tornar tradição e deu origem ao Holi.

O segundo mito está relacionado com o simbolismo do Holi: uma comemoração da vitória do bem, representado pelo deus Vishnu, sobre o mal, representado pelo Rei Hiranyakashyap

O rei tinha proibido o seu filho Prahlad de cultuar Vishnu e ordenou que ele e a irmã Holika, que era imune ao fogo, se sentassem sobre uma pira. Prahlad sobreviveu pois pediu ajuda ao deus Vishnu, enquanto a sua irmã sucumbiu.  

Se quiser saber um pouco mais sobre esta festa não deixe de ver o vídeo abaixo.

quarta-feira, março 19, 2025

Pai

Hoje é Dia do Pai, por isso, sugiro-lhe que ouça o cantor brasileiro Fábio Jr em Pai.

A música fala de uma relação que alterna momentos de amizade e de turbulência. Foi a canção que permitiu o sucesso na carreira do artista, no fim da década de 1970. Quando se pensa em paternidade e em canções, talvez esta seja uma das mais emblemáticas. 

Pai
Pode ser que daqui algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez

Pai
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz

Pai
Pode crer, eu tô bem, eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura pra você renascer

Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você

Pai
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco, tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver

Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia, morrendo de medo
Nos teus braços, você fez segredo
Nos teus passos, você foi mais eu
Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar

Pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você, nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz

terça-feira, março 18, 2025

Perfil de uma Professora de Sucesso Segundo Paulo Freire

Caricatura de Paulo Freire por
Wiliam  Medeiros

Para refletir aqui lhe deixo dois vídeos. Um sobre o perfil de uma professora de sucesso de acordo com o pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire. O Outro vídeo é um documentário sobre o próprio Paulo Freire.

Paulo Freire (1921 - 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. É também o patrono da Educação Brasileira.
Se quiser conhecer mais sobre esta personalidade assista a Paulo Freire, 100 anos: Documentário.

segunda-feira, março 17, 2025

Canção

O Porto com seu granito
enegrecido pelo tempo,
o Porto com o seu mar
entrando pelo Douro dentro.

O Porto com suas varandas
de flores e ferro forjado,
de onde se veem jardins
à espera de namorados.

O Porto com suas palavras
que sobem do coração,
o Porto com sua pronúncia
de quatro pedras na mão.

domingo, março 16, 2025

Novelas do Minho

Novelas do Minho é uma obra do escritor português Camilo Castelo Branco. As Novelas do Minho tiveram apenas uma edição em vida do autor.  O 1º volume, Gracejos que Matam, publicou-se em final de 1875. No ano seguinte foi a vez dos 2º ao 7º volumes, respectivamente, O Comendador, O Cego de Landim, A Morgada de Romariz, O Filho Natural e a primeira parte de Maria Moisés. No ano seguinte publicou-se a continuação de Maria Moisés (8º volume), O Degredado (9º) e a mais conhecida das novelas, A Viúva do Enforcado (volumes 10 a 12).

Sinopse: 
Entre 1875 e 1877 Camilo Castelo Branco deu à estampa os oito títulos de As Novelas do Minho: Gracejos Que Matam, O Comendador, O Cego de Landim, A Morgada de Romariz, O Filho Natural, Maria Moisés, O Degredado e A Viúva do Enforcado.
Mais do que um retrato minhoto é a descrição do Portugal contemporâneo de Camilo, num registo realista, satírico e crítico, onde o bucolismo idílico cede o lugar à dura realidade.

sábado, março 15, 2025

A Casa - Museu de Camilo

 Comemora-se este ano, os 200 anos do nascimento do escritor português Camilo Castelo Branco. Camilo nasceu em Lisboa a 16 de março de 1825 e faleceu em São Miguel de Seide, Famalicão, a 1 de junho de 1890. 

Camilo Castelo Branco é considerado um dos escritores mais prolíferos e influentes da literatura portuguesa do século XIX. Produziu mais de 260 obras, entre as quais romances, contos, peças de teatro, ensaios e traduções.

Assinalando esta efeméride proponho-lhe um passeio virtual ou real (se estiver próximo) pela Casa de Camilo.

A Casa de Camilo Castelo Branco, Casa-Museu de Camilo Castelo Branco ou mais vulgarmente Casa de Camilo, residência do escritor Camilo Castelo Branco na Quinta de S. Miguel de Seide, é uma casa-museu reconstituída, localizada na atual freguesia de Seide, município de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, em Portugal.

A casa foi mandada construir por Pinheiro Alves, primeiro marido de Ana Plácido, por volta de 1830, quando regressou do Brasil na posse de avultada fortuna. Aquando da morte de Pinheiro Alves, em julho de 1863, Camilo mudou-se com Ana Plácido para a quinta, pois era património legado ao filho de Ana, Manuel Plácido. Aí, a 15 de setembro de 1864, nasceu o último filho do casal, Nuno Plácido Castelo Branco. 

Em 1888, depois de vários empenhos, é feito Visconde de Correia Botelho, conseguindo no ano seguinte uma pensão vitalícia para o filho Jorge, cuja loucura era irreversível.

Cego, e desenganado dos muitos médicos que o tentaram tratar, suicidou-se em S. Miguel de Ceide no dia 1 de Junho de 1890.

A primitiva casa foi destruída por um incêndio em 17 de março de 1915. Reconstruída, foi transformada em museu camiliano em 1922.

Ao final da década de 1940, foi objeto de extensa campanha de intervenção de restauro, ficando, desde então, muito semelhante à que fora habitada pelo romancista.

sexta-feira, março 14, 2025

La Mer

Ouça o cantor brasileiro Caetano Veloso em La Mer. Caetano é não só um excelente compositor, mas também um excelente intérprete: com ele, clássicos da música ganham roupa nova. 

La Mer (O Mar, em português) é uma canção célebre composta e interpretada originalmente pelo cantor e compositor francês Charles Trenet que é também o autor da letra.

A canção "La Mer", aqui interpretada não só por Charles Trenet, mas também por Caetano Veloso, é uma ode ao mar, retratando a beleza e o seu papel eterno como fonte de inspiração e contemplação.

La mer
Qu'on voit danser
Le long des golfes clairs
À des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants sous la pluie

La mer
Au ciel d'été
Confond ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer
Bergère d'azur infinie

Voyez
Près des étangs
Ces grands roseaux mouillés
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillées
La mer
Les a bercés
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A bercé mon cœur pour la vie

La mer
Qu'on voit danser
Le long des golfes clairs
À des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants sous la pluie

La mer, la mer
Au ciel d'été
Confond ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer
Bergère d'azur infinie

Voyez
Près des étangs
Ces grands roseaux mouillés
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillées

La mer
La mer les a bercés
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A bercé mon cœur pour la vie

Ouça agora Charles Trenet em La Mer (oficial)

quinta-feira, março 13, 2025

Doçaria Portuguesa

Doçaria Portuguesa - Das origens ao Século XVIII, é um livro de João Pedro Gomes.

Doçaria Portuguesa - Das origens ao Século XVIII explora a evolução da doçaria em Portugal, colocando em evidência o papel do açúcar e dos doces na cultura e na alimentação nacionais ao longo de mais de seis séculos, constituindo, atualmente, componente incontestável da identidade e património alimentar português. A obra tem prefácio das professoras Isabel Drumond Braga e Maria José Azevedo Santos.

Sinopse:
Portugal, como produtor açucareiro de destacada importância mundial a partir do século XV, cedo beneficiará do acesso privilegiado a este bem de elevado valor comercial. O acesso ao açúcar no mercado interno ficaria sempre dependente de complexas dinâmicas e circuitos comerciais globais. Apenas no século XIV o açúcar entraria no mundo cristão e fá-lo-ia através da botica muçulmana, traduzida nas universidades europeias, e para a qual o açúcar era produto farmacológico de excelência para a preservação das qualidades humorais de frutas e legumes, potenciando o consumo terapêutico de doces de frutas e conservas.

Paulatinamente, expande-se o seu uso no mundo culinário, tornando-se um verdadeiro alimento-medicamento associado a receitas à base de leite, ovos e farinhas, a par do uso como tempero de pratos de carne ou peixe. Até ao início do século XIX, nunca deixará de ser uma mercadoria luxuosa e cara e, por isso, muito desejada pela sociedade. Invariavelmente, desde cedo lhe será reconhecido e atribuído um valor social acrescentado que potenciará a sua circulação informal quer como bem comercial, quer como alimento.

Se tiver interesse assista, em baixo, à apresentação do livro, com o autor João Pedro Gomes e Isabel Drummond Braga, na FNAC da Avenida de Roma, Lisboa.

quarta-feira, março 12, 2025

O Bangladesh

Daca

O Bangladesh, oficialmente República Popular do Bangladesh, é um país asiático, rodeado pela Índia, exceto a sudeste, onde faz fronteira terrestre com Myanmar, e ao sul, onde tem litoral no golfo de Bengala. 

A capital do país é Daca que é uma das maiores cidades do mundo, concentrando mais de 19 milhões de habitantes.

Muitos dos aspectos físicos e culturais do Bangladesh são partilhados com Bengala Ocidental, um estado da Índia vizinho do Bangladesh. Na verdade, o Bangladesh e Bengala Ocidental formam uma região da Ásia conhecida como Bengala. Bangladesh era antigamente conhecido pelo nome de Bengala Oriental. O atual nome Bangladesh significa "nação bengali" ou "nação de Bengala". 

A vegetação é abundante devido clima quente e húmido da região. O seu território é recortado por grandes rios que desaguam na baía de Bengala, sendo o mais importante deles o Ganges. 

A maior parte do país é composta por planícies baixas, fertilizadas pelas enchentes dos rios e cursos d'água que as cruzam. Os rios, durante a época das cheias, depositam solo fértil ao longo de suas margens. Mas muitas dessas enchentes também causam grande destruição nos vilarejos rurais.

Fique a conhecer melhor este país da Ásia através do vídeo abaixo.

terça-feira, março 11, 2025

O Jogo do Eixo ou o Jogo do Saltar ao Eixo

Este é um jogo tradicional que continua muito popular. Podem participar vários jogadores (5 a 8), com idade superior a 5 anos e não necessita de material. 

Pode ser praticado em espaço interior (casa/sala) ou exterior (quintal, jardim, etc.), de preferência liso e amplo.

Espaçadas, as crianças deverão encolher-se e pôr as mãos nos joelhos. Cada jogador tem de conseguir saltar com as pernas afastadas, colocando as mãos sobre as costas de outro(s) jogador(s) dobrado(s) sobre si próprio(s). Uma criança de cada vez terá que saltar por cima dos seus amigos com o apoio das mãos sem cair nem fazer o amigo cair. 

O jogo termina quando um jogador ou equipa fizer mais saltos em função de um tempo determinado. Ganha quem conseguir saltar sobre todos os amigos.

Benefícios:
Força muscular de impulsão;
Perceção espacial (distância, direção e precisão);
Coordenação motora;
Resistência;
Equilíbrio e controlo postural;
Cooperação.

segunda-feira, março 10, 2025

O Beco da Botica

O termo Beco significa uma rua estreita e curta, muitas vezes sem saída, ou se quisermos, é sinónimo de viela

A toponímia empregue nos becos lisboetas caracteriza-se pelo uso das suas peculiaridades, do tipo de artesãos que lá trabalhavam, das referências geográficas próximas como igrejas ou outras instituições passíveis de rápida identificação e/ou dos nomes dos seus moradores.

O Beco da Botica localiza-se na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa, próximo da Estrada de Benfica. A designação deste Beco deve-se, provavelmente, à circunstância de neste local ter existido uma botica, ou seja, uma farmácia da época.

Estima-se que os primeiros boticários tenham surgido em Portugal durante o século XIII, depois dos especieiros, ainda que com estes tenham coexistido durante um certo período.

domingo, março 09, 2025

É Preciso Acreditar

 Ouça o cantor e compositor português Luiz Goes em É Preciso Acreditar.
É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que o sorriso de quem passa
É um bem para se guardar

Que é luar ou sol de graça
Que nos vem alumiar
Com amor, alumiar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que a canção de quem trabalha
É um bem para se guardar


E não há nada que valha
A vontade de cantar
A qualquer hora, cantar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que uma vela ao longe, solta
É um bem para se guardar

Que se um barco parte ou volta
Passará no alto mar
E que é livre o alto mar

É preciso acreditar
É preciso acreditar
Que esta chuva que nos molha
É um bem para se guardar

Que há sempre terra que colha
Um ribeiro a despertar
Para um pão por despertar