quinta-feira, outubro 03, 2024
Um Show de Sorveteiro
quarta-feira, outubro 02, 2024
A Capela Sistina
A Capela Sistina é o espaço onde os cardeais se reúnem para escolher um novo papa, após uma renúncia ou morte. Aí acontece uma "votação secreta" para a eleição do novo pontífice, e que acontece praticamente da mesma maneira desde o Século XIII.
É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e pela sua decoração com frescos. Foi pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli.
A capela, erigida por Giovannino de Dolci, tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480.
O teto da Capela Sistina é constituído por um extenso fresco, concebido por Michelangelo entre 1508 e 1512. O trabalho, feito a pedido do papa Júlio II, é considerado não só um marco da pintura da Alta Renascença, mas também uma das mais famosas obras da história da arte e um dos maiores tesouros da Santa Sé.
Se quiser fazer uma visita virtual à Capela Sistina basta aceder aqui ou ver a apresentação abaixo.
Com o rato pode fazer zoom e rodar a imagem em todos os sentidos (clicando e arrastando). Os pormenores, desde o chão ao teto, são incrivelmente minuciosos.
"Piqueno" Dicionário das Tias
Para quem quer entrar no mundo da Light Society, aqui lhe deixo um "piqueno" dicionário (das tias) com as expressões que devem utilizar-se no dia-a-dia e que devem seguir-se religiosamente!
De todo não deverão utilizar-se as expressões proibidas, pois isso mostrará que não habita na Lapa ou no Restelo (ou na Foz), mas sim na Buraca, no Barreiro, na Brandoa ou em São Roque e que não passam de "pindéricos" armados em novos-ricos!!!
· O meu pai O pai
· A minha mãe A mãe
· As crianças, os meus filhos, etc. Os "piquenos"
· Gorda Lontra
· Feia Monstra
· Pior que feia Medonha
· Mala Carteira
· Calças de ganga Jeans
· Sem classe Pindérico
· Piroso Possidónio
· Saloia Rústica
· Inteligente Esperto
· Estou um bocado pró cheinha/o Tou gordíssima/o, enorme
· Estou chateado, aborrecido,... Estou péssimo
· Estou doente Tou péssimo
· Estou gorda Tou péssima, uma lontra
· Não é isso, jamais, etc. De todo
· Prenda Presente
· Roupa de marca Roupa griffe
· A empregada A criada
· Chauffeur Motorista
· Vivenda Casa/Moradia
· Lareira Salamandra
· Divertimento Caturreira
· Divertido Caturra
· Muito Imenso
· Automóvel Carro
· Conduzir Guiar
· Não sei, não faço ideia, etc. Sei lá
· Fui a Badajós "Tive" em Londres
· O meu marido anda com uma galdéria. O Bernardo anda com uma pindérica (atenção: dizer o nome dele)
· O meu marido teve toda a noite na net a ver sites pornográficos. O Bernardo esteve toda a noite a fazer um relatório no computador.
· Futebol Aquele desporto dos piquenos giríssimos a correr atrás da bola.
· Dói-me a cabeça Tou com uma enxaquequa terrível, do piorio
· Santinho (quando alguém espirra) Não dizer NADA!! (é regra de ouro não dizer nada quando alguém espirra)
· Ganda Pinta Que máximo!
· Bonito Giro
· Lindo Giríssimo, engraçadíssimo
· Falecer Morrer
· Funeral Enterro
· Rádio Tefonia
· Televisor Télé visão (carregar nos és)
· Foto Retrato
· Depois ligas-me? Tufona-me mais tarde? (com "U" e não com "ÉLE")
· Estou farto(a) disto Tou que não posso
· Salário, ordenado, juros, etc. SEM TRADUÇÃO...é de mau tom falar em dinheiros! (Assunto Tabu! Experimente falar nisto e é imediatamente escorraçado do Jet7!)
· Quanto Custa? SEM TRADUÇÃO... no Jet7 compra-se e pronto (ou fica-se a dever, como muitas)
· Fui ao banco Estive a tratar de uns assuntos.
· Que vestido tão caro! Que vestido medonho! (Em vez de caro, diz-se que é feio)
· Vou aos Saldos Vou fazer compras
· Comprei esta camisola estampada na feira de Carcavelos a uma cigana que vende imitações do Jean Paul Gautier Trouxe esta "tigresse" de Jean Paul Gautier de Paris.
· O gajo da loja fez-me um desconto O piqueno da loja foi um querido.
· Este perfume está em promoção Este perfume é óptimo!
· Aquele gajo é bom com'ó milho Que piqueno giríssimo!
· Leste aquela notícia do Correio da Manhã? Leu aquele artigo do Expresso?
· Caixote do lixo Cesto dos papéis
· E-mail É-mail (carregar no "É")
· Tchau Adeus
Jessica, Iris, Isis, Sara, Raquel, Vanessa, Susete,Tânia, Vânia, Varónica, Elsa, Soraia, Marina, Cátia, Solange... essas coisas suburbanas.
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| O Informador do Outeiro de Polima |
Rui, Nuno, Paulo, Helder, Bruno, Sérgio, Valter, Valdemar, Nelson,... e tudo o q se assemelhar a nomes brasileiros ou africanos (para as piquenas o mesmo, claro). NEM LHE PASSE PELA CABEÇA, TÁ A VER?
Ana Margarida, Ana Carolina, Ana Catarina, Maria (só), Maria João, Joana, Bárbara, Matilde, Marta, Madalena, Constança, Maria Ana (que já é muito melhor que Mariana, mas também se usa) Maria do Carmo, Rosário, Camila, Luísa, Teresa, Carlota, Gabriela, Leonor, Francisca, Frederica, Renata, Filipa, Inês, Beatriz, Diana (estes 3 não ponha lá muito porque soa a novo riquismo, o que é péssimo), Francisco, Manuel (diga sempre, sempre "Manel"), António, João, José (agora é do melhor que há), José Maria (este é o máximo), Bernardo, Rodolfo, Frederico, Renato, Rodrigo, Guilherme, Salvador, Pedro, Gonçalo, Diogo, Tiago (estes 3 já não se usam, tá a ver?), Duarte, Martim,... e abuse, abuse sempre dos diminutivos.
Pipo, Tito, Titá, Cereja, Ruca, Mico, Mica, Mitó, Né, Zé, Lé, Zeca, Pilita, Chachão, Lili, Micas, Tisha, Gui, Cinha, TóZé, Tátá, Pipoca, Jójó, Nini, Guigui, Banana, Tinoca, Tonicha,... tudo quanto há giríssimo.
terça-feira, outubro 01, 2024
Cantiga, Partindo-se
Poema cantado por 3 grandes vozes da música portuguesa: Amália Rodrigues, Pedro Barroso e Vitorino.
Meus olhos por vós meu bem
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém
Tão tristes tão saudosos
tão doentes da partida
tão cansados, tão chorosos
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida
Partem tão tristes os tristes
tão fora de esperar bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém
segunda-feira, setembro 30, 2024
O Arco de Jesus
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| Arco de Jesus - Roque Gameiro |
Por esta porta entrou em Lisboa o exército germânico que auxiliou D. Afonso Henriques na conquista da cidade, em 1147. Deve o seu nome - segundo Norberto Araújo - a ter existido antes do terramoto de 1755 na parte interior do arco um painel alusivo ao Menino Jesus.
Do lado direito do arco ainda resta uma parte do antigo Palácio dos Condes de Coculim (título dado aos Mascarenhas), destruído no terramoto de 1755. Funciona atualmente como hotel‑museu. Na esquina do prédio pode observar‑se o brasão de armas dos Mascarenhas.
domingo, setembro 29, 2024
A Mágica Da Arrumação
Prepare-se para conhecer o método de arrumação que tem conquistado milhões de adeptos pelo mundo fora. A japonesa Marie Kondo, consultora e especialista no assunto, vai ajudá-la/o a organizar a sua casa e a sua vida - de uma vez por todas.
Quantas vezes já arrumou a casa e, em seguida, viu todo o trabalho ir por água abaixo? Provavelmente muitas. Então está na altura de conhecer o método Konmari. Um estilo de organização que transforma a sua maneira de pensar e evita que a confusão se instale de novo.
Ao contrário do que muita gente pensa, organizar é fácil e compreende duas tarefas básicas: escolher conscientemente o que será mantido e definir um lugar específico para cada coisa.
Com um texto leve e cheio de dicas práticas, este livro ensina truques infalíveis para parar de perder tempo a procurar os seus pertences dentro do armário e experimentar a incrível sensação de ver tudo no seu devido lugar.
sábado, setembro 28, 2024
Os Arcos de Lisboa
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| Livro de José de Sá e Silva |
Em Lisboa ainda existem 7 artérias com a nomenclatura de Arcos. Situam-se todos nas freguesias mais antigas da cidade, as que nasceram com a cidade medieval. Muitos desses arcos são vestígios das antigas portas existentes nas muralhas de Lisboa.
O termo Arco deriva do latim arcus, que serve para designar uma obra de arquitetura com abóbada curva sobre pilares verticais. Foram os romanos que o divulgaram no decorrer da sua política expansionista de conquista e ocupação de outros territórios, apesar de não serem os seus criadores mas terem aprendido como fazê-lo com os etruscos.
Dos 7 arruamentos que possuem essa nomenclatura, 5 estão na Freguesia de Santa Maria Maior, um em São Vicente e um repartido pelas freguesias de Santo António e da Misericórdia.
São eles: O Arco das Portas do Mar (Santa Maria Maior); O Arco de Jesus (Santa Maria Maior); O Arco do Rosário (Santa Maria Maior); O Arco Escuro (Santa Maria Maior); O Arco da Conceição (Santa Maria Maior); O Arco Grande de Cima (São Vicente) e o Arco do Evaristo (Santo António e Misericórdia).
Fonte: Os Arcos oficiais de Lisboa
sexta-feira, setembro 27, 2024
Do Congo a Cuba
Putumayo viaja pelo mundo em busca de canções excepcionais, do Congo a Cuba, de Roma ao Rio, de Nova Orleans à Nova Escócia. Uma odisseia musical afro-latina, de África a Cuba e vice-versa.
Aqui ficam músicas da coleção original Putumayo: do Congo a Cuba e mais 5 faixas que são um bônus de outros lançamentos.
quinta-feira, setembro 26, 2024
Chique Sem Blazer
Saiba como pode ficar chique sem blazer, através das sugestões de mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
quarta-feira, setembro 25, 2024
A Casa-Comboio
A Casa-Comboio é um livro de Raquel Ochoa.
Honorato, Rudolfo, Baltazar e Clara, quatro gerações da mesma família, são os fios que ligam a saga fascinante dos Carcomo ao longo de mais de um século. Habitando uma espécie de "casa-comboio", a sua história – que começa em Nagar-Aveli e termina em Lisboa – baseia-se na de uma família verdadeira.
Com uma notável capacidade de efabulação, a autora abre-nos a janela sobre o modus vivendi de tantos indo-portugueses – quer a experiência feliz, quer a traumática, em territórios como Goa, Damão e Diu, outrora sob o domínio da Coroa e do Estado portugueses e hoje bastante esquecidos.
terça-feira, setembro 24, 2024
Canção De Outono
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| Fotografia de Marek Godlewski |
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.
segunda-feira, setembro 23, 2024
A Vila Luiz José Nunes
Nesta rua há duas vilas operárias, a Villa de Luiz José Nunes e a Vila Mendonça.
As vilas Lisboetas são como que aldeias no meio da cidade grande. Estes complexos habitacionais, que podemos situar entre 1870 - 1930, foram pensados para servir os camponeses que se tornaram operários. Hoje em dia algumas destas vilas operárias foram absorvidas pelo setor imobiliário e transformadas em condomínios privados.
sábado, setembro 21, 2024
Don't Let It Die
Recordando e entendendo Hurricane Smith.
Norman Smith, também conhecido como Hurricane Smith (1923 - 2008) foi um músico e produtor musical inglês.
Ele foi o engenheiro de todas as gravações dos Beatles até 1965. O último álbum dos Beatles que gravou foi Rubber Soul.
No início de 1967, começou a trabalhar com os Pink Floyd, produzindo os seus três primeiros álbuns de estúdio: The Piper at the Gates of Dawn, A Saucerful of Secrets e Ummagumma.
Em 1968, Smith produziu um dos primeiros álbuns conceptuais de rock, SF Sorrow, do The Pretty Things.
Em 1971, sob o nome de Hurricane Smith, teve sucesso no Reino Unido com Don't Let It Die. Em 1972, obteve também um sucesso transatlântico com Oh Babe What Would You Say?, que se tornou um sucesso nos EUA .
Abraço & Porto
Sinopse:
"Os temas deste livro são variados, vão desde recordações de infância a uma velhice imaginada, passando por inúmeros locais, desde a terra natal de José Luís Peixoto e o Alentejo, até a muitos dos sítios por onde viajou. Páginas que se podem ir lendo aos poucos, já que as crónicas são curtas e não seguem exatamente uma sequência".
Aqui lhe deixo um texto deste livro sobre o Porto. Não perca. Vale a pena ler até ao fim.
"Então, eu comia o Porto. Ali à beira do Douro, abria a boca e enchia-a com o Porto. Pousava-o sobre a língua e mastigava-o com cuidado, para não causar estragos na Torre dos Clérigos, no Pavilhão Rosa Mota ou na estátua do leão e da águia da Boavista. Os portuenses haviam de acreditar que o céu da minha boca era um dia de outono nublado e continuariam a fazer a sua vida normal, voltariam para casa à hora certa do relógio de pulso e os autocarros continuariam a subir e a descer os Aliados sem perturbação. O momento de engolir o Porto seria sereno para a cidade e, para mim, seria o instante em que a memória do seu gosto se tornaria efectiva. O Porto não saberia a molho de francesinha, muito menos a tripas ou a vinho doce, teria um gosto composto por múltiplo, intenso e contraditório, composto por perífrase, hipérbole e oximoro. Eu fechava os olhos, claro, para sentir analiticamente o gosto do Porto. Passava bastante tempo assim, o silêncio tinha vagar para rodear-me.
Sentia todo o caminho do Porto através da minha garganta. Haveria de lembrar-me de goles de água no verão, o fresco da água a descer por mim como uma onda de temperança. Nesse túnel, o Porto, com os seus estádios, com o mercado do Bolhão, haveria de fluir imperturbável, mais lento e justo do que um rio grande, atravessado por pontes de ferro projectadas por Gustave Eiffel. Eu não haveria de me engasgar com o Porto, nem sequer me lembraria dessa possibilidade, nem sequer a consideraria. Seria capaz de respirar grandes volumes de ar fresco e limpo, seria capaz de respirar uma tarde inteira ou, mesmo uma primavera inteira, uma infância inteira. Para o Porto, esse caminho no interior da minha garganta seria menos do que uma brisa. Talvez alguns portuenses, os mais sensíveis à humidade, subissem a gola do casaco por instantes, talvez quisessem cobrir o pescoço, sentir tecido na pele fina do pescoço. O carros continuariam a parar nos sinais vermelhos e a avançar nos sinais verdes, continuariam a encaracolar-se pelos caminhos do silo de estacionamento ou, na rua, continuariam a seguir as indicações de um arrumador com barba, vestido com casacos sobrepostos.
O Porto chegava-me ao estômago à hora certa do entardecer. A tranquilidade seria inquestionável. Todos os poetas da cidade haveriam de ter um acesso súbito de inspiração. O meu estômago não precisava de se dilatar, barrigada, para ser capaz de acolher toda a cidade num plano horizontal, nivelado ao milímetro pelos desníveis habituais das suas ruas e avenidas. Quem estivesse a descer até à Foz, continuaria passo após passo; quem estivesse a subir até ao Marquês, continuaria passo após passo. As gaivotas planariam voltas perfeitas dentro do meu estômago e, assim, seriam capazes de puxar a noite. Chegaria devagar, ao ritmo intermitente das luzes que se começariam a acender na Baixa.
Por acaso simbólico, a absorção começaria precisamente à hora de jantar. As casas, o ar, as ruas, os viadutos, as montras, os jardins, as pessoas, os carros, as palavras, a pronúncia, os monumentos seriam gradualmente absorvidos pelas paredes do estômago. Atravessá-las-iam como uma sombra que fosse progredindo sobre a cidade, como uma maré de nuvens que fosse tapando a lua e as estrelas, uma a uma. Todos os elementos sólidos e não sólidos da cidade, mesmo os invisíveis, transformar-se-iam em carne, na minha carne, no meu sangue a correr pelas minhas veias e a atravessar-me desde a ponta dos dedos, os mesmos que carregam nestas teclas, até às pequenas artérias que irrigam os meus olhos, o meu cérebro. O Porto seria oxigenado pelos meus pulmões, passaria pelo meu ventrículo esquerdo e, depois, pela aorta. A zona das Antas seria uma extensão da minha pele, a Sé também. Quando eu tocasse alguma coisa, quando segurasse um livro ou ouvisse uma canção, só seria capaz de fazê-lo através do Porto. Na verdade, nem eu próprio seria capaz de distinguir-me do Porto. Seria capaz de dizer "o Porto", seria capaz de dizer "eu", mas apenas o faria por preguiça analítica, por mecanismo desonesto de esquematização. Essa mentira seria fácil de desmascarar em cada palavra dita, escrita, em cada silêncio, porque se eu articulasse um som mínimo, seria o Porto que o estaria a dizer; se eu escrevesse uma letra, seria o Porto a escolhê-la; se eu permanecesse quieto, a olhar para a distância e a pensar em imagens de tempos passados, seria o Porto que existiria no meu lugar, a lembrar-se de dias, passados neste ou noutro século".
sexta-feira, setembro 20, 2024
Amalfi: Ilustração de Uma Mulher com Vestido Amarelo
George Barbier (1882 - 1932) foi um dos maiores ilustradores de França do começo do século XX, além de desenhador de moda e pintor.
Barbier liderou um grupo de artistas da École des Beaux Arts em Paris. Conhecidos pelo seu estilo extravagante e elegante, eles foram apelidados de "Os Cavaleiros da Pulseira". Este grupo de ilustradores e artistas ajudou a formar a estética do período Art Déco.
Barbier foi introduzido nos círculos da elite pelos primos Bernard Boutet de Monvel e Pierre Brissaud, e os amigos Paul Iribe, Georges Lepape e Charles Martin. Durante a sua carreira, este artista ainda trabalhou com desenhos para vidreiras, joalharia e papéis de parede. Também escreveu ensaios e vários artigos para a prestigiada Gazette du bon ton.
Nos anos 20 trabalhou com Erté em desenhos de cenários e vestuário para a Folies Bergère, e em 1929 redigiu a apresentação da aclamada mostra de Erté, alcançando grande popularidade com a regular publicação de desenhos na revista L'Illustration.
Morreu em 1932, no auge do sucesso.
quinta-feira, setembro 19, 2024
O Japonismo
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| Ponte japonesa, Claude Monet, 1899 |
A influência do Japão na arte europeia é conhecida pelo nome de Japonismo.
O Japonismo é um termo de origem francesa utilizado pelo colecionador e crítico de arte francês Philippe Burty (1830-1890) referindo-se à influência e popularidade do design e da arte japonesa da segunda metade do século XIX.
Este termo foi desenvolvido para explicar a repentina expansão e popularidade das estampas "ukiyo-e", um estilo de pintura parecido com a xilogravura japonesa, criada ao longo do período Edo, de objetos artísticos e decorativos japoneses que influenciaram os artistas e obras ocidentais, com maior destaque nos Estados Unidos e Europa.
O Japonismo começou a desenvolver-se por volta da segunda metade do século XIX, sendo promovido pelas
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| La Japonaise, Claude Monet Madame Monet en costume japonais |
O Japão passou cerca de três séculos, sem contacto com o ocidente, e a sua cultura era desconhecida para o resto do mundo. Enquanto estiveram isolados, os japoneses criaram estilos originais de expressão artística, com temas variados, em especial os ligados à tradição militar, à religião, ou ao quotidiano, tendo desenvolvido também técnicas peculiares de produção.
O Japonismo não pode ser considerado como uma "cópia" do Japão pela Europa, mas sim um encontro entre as duas culturas.
As xilogravuras do "Ukiyo-e" chegaram ao mercado de arte europeu, numa época em que o impressionismo estava a florescer na Europa.
Muitos aspectos dos movimentos artísticos da Art Nouveau e do Impressionismo não podem ser entendidos sem uma referência aos modelos japoneses. Entre os pintores mais influenciados pelo Japonismo estão Van Gogh, Manet, Monet, Degas, Gauguin, Seurat, Mucha, Bonnard, Matisse, entre outros.
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| Imagem original e cópia feita por Van Gogh. |
Van Gogh utilizou a palavra Japonaiserie para nomear essas influências da arte japonesa na estética artística europeia. O artista utilizou as pinturas do artista japonês chamado de Hiroshige como inspiração (como pode ver no vídeo abaixo).
Embora a influência do Japonismo nas artes visuais seja notável, ela não se restringe apenas a esta área artística, tendo influenciado também a arquitetura, o paisagismo e a moda.
Com o início e o fim da Primeira Guerra Mundial esse tipo de influência japonesa e as estéticas modernistas deixaram de fazer sucesso.
quarta-feira, setembro 18, 2024
O Que é Que os Romanos Colocavam no Pão?
O vídeo abaixo (publicado no canal Histórias Romanas) explora a história do pão na Roma Antiga, um dos alimentos mais importantes daquela época.
Vai descobrir, assim, os tipos de pão que eram feitos, os ingredientes usados, como trigo, cevada, e até frutas secas, e como os romanos o preparavam em fornos rústicos. Além disso, o vídeo fala-lhe sobre o papel do pão nos banquetes romanos e nas refeições quotidianas, mostrando como esse alimento básico era valorizado na cultura romana.
terça-feira, setembro 17, 2024
O Minimalismo em Casa: 6 Ideias Geniais da Marie Kondo
Marie Kondo (1984), é uma especialista em organização pessoal, empresária e escritora japonesa.
Kondo escreveu quatro livros sobre organização pessoal, que venderam milhões de cópias e foram traduzidos do japonês para mais de 40 idiomas, incluindo coreano, chinês, indonésio, alemão, sueco, português, espanhol, francês e inglês.
Um de seus livros, The Life-Changing Magic of Tidying Up (2011) foi publicado em mais de 30 países, tornando-se best-seller no Japão e na Europa.
A revista Time incluiu-a na lista das cem pessoas mais influentes do planeta.
Não deixe de conhecer, em baixo, 6 Ideias Geniais da Marie Kondo.
segunda-feira, setembro 16, 2024
Anastácio Gonçalves & a sua Casa - Museu
Anastácio Gonçalves (1888 - São Petersburgo, 1965) foi um médico e colecionador português que legou ao Estado português uma valiosa coleção de arte que se encontra disponível ao público na Casa -Museu Dr. Anastácio Gonçalves, em Lisboa.
Anastácio Gonçalves participou na I Guerra Mundial como médico incorporado no Corpo Expedicionário Português.
Médico oftalmologista de prestígio, conviveu com personalidades do mundo da ciência, da literatura e das artes como Ricardo Jorge, Silva Porto, José Malhoa, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Fernando Fonseca, Aquilino Ribeiro e Ferreira de Castro, entre outros.
A casa onde está instalado o Museu Dr. Anastácio Gonçalves foi encomendada pelo pintor José Malhoa a Norte Júnior que com este projeto ganhou o seu primeiro Prémio Valmor em 1905. Tratou-se, da primeira casa-de-artista da capital. A casa foi preparada para vir a ser museu a partir de 1933, quando o médico republicano Anastácio Gonçalves a comprou.Esta Casa - Museu contém as coleções de arte construídas por Anastácio Gonçalves, de pintura portuguesa, porcelana chinesa e mobiliário europeu que têm reputação internacional.Se quiser conhecer esta casa não deixe de ver a Visita Guiada à Casa - Museu Anastácio Gonçalves, pelas mãos de Paula Moura Pinheiro e da historiadora de arte Ana Mântua, que é a guia desta visita, através de um vídeo de João Santos.
domingo, setembro 15, 2024
Escurinha
Ouça o tema Escurinha (compositores: Arnaldo Passos/Geraldo Theodoro Pereira) na interpretação do grupo Fundo de Quintal (que canta Cartola).
Este vídeo é do canal Fitamarela, que divulga música de raiz, seja ela o samba, o pagode, o partido alto, o samba enredo, o forró ou qualquer outro ritmo brasileiro.






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