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quinta-feira, julho 16, 2026

Óstia Antiga

Óstia Antiga é um dos maiores e mais bem preservados sítios arqueológicos da Itália. Localizada a cerca de 25 km a sudoeste de Roma, perto da moderna cidade de Óstia, foi a vibrante cidade portuária e comercial do Império Romano que serviu também como base militar. Hoje, oferece uma alternativa tranquila, arborizada e sem multidões para quem quer explorar o passado romano.

A antiga cidade portuária romana foi fundada no século VII a.C. e abandonada no século IX d.C.  As ruínas bem preservadas, com os seus mosaicos e frescos, são frequentemente comparadas a Pompeia e constituem uma visita a não perder para explorar as inúmeras ruínas romanas ali existentes.

O que pode ver neste Parque Arqueológico?

  • O Teatro Romano, que é uma estrutura monumental que ainda hoje recebe espetáculos;
  • A Praça das Corporações,  antigo coração comercial, decorada com impressionantes mosaicos que indicavam as rotas de comércio marítimo;
  • Os Insulae, prédios residenciais de vários andares muito bem preservados, que mostram como a população comum vivia;
  • As Termas e as Latrinas Públicas, ruínas fascinantes onde é possível ver o sistema de aquecimento romano e as antigas latrinas comunitárias;
  • O Capitólio, principal templo da cidade antiga, dedicado à tríade de deuses Júpiter, Juno e Minerva.

quarta-feira, setembro 18, 2024

O Que é Que os Romanos Colocavam no Pão?

O vídeo abaixo (publicado no canal Histórias Romanas) explora a história do pão na Roma Antiga, um dos alimentos mais importantes daquela época. 

Vai descobrir, assim, os tipos de pão que eram feitos, os ingredientes usados, como trigo, cevada, e até frutas secas, e como os romanos o preparavam em fornos rústicos. Além disso, o vídeo fala-lhe sobre o papel do pão nos banquetes romanos e nas refeições quotidianas, mostrando como esse alimento básico era valorizado na cultura romana.

quinta-feira, setembro 12, 2024

A Gastronomia na Roma Antiga

Na Roma Antiga, a culinária consistia sobretudo em vegetais, pão e frutas. Os romanos gostavam de alho, cebola, nabo, figo, romãs, laranjas, peras, maçãs e uvas. O prato típico era uma papa feita de água com cevada. Uma versão mais sofisticada levava vinho e miolos de animais. Somente os ricos comiam carne, geralmente de carneiro, burro, porco, ganso, pato ou pombo. Os romanos alimentavam os porcos com figos para que a sua carne ficasse perfumada e criavam os gansos de maneira especial para com eles preparar patês. Faziam o mesmo com os frangos, alimentando-os com anis e outras especiarias. A maior parte da alimentação era produzida localmente com exceção dos cereais que eram provenientes do Egito, a pimenta da Índia e as tâmaras do Norte da África.

A culinária da Roma Antiga fazia um uso generoso de condimentos e molhos (o garum). Os principais condimentos utilizados na preparação das refeições eram a pimenta, os cominhos, os orégãos, a salsa e até mesmo o mel.

As principais refeições do dia a dia dos romanos eram: o Jentaculum (pouco tempo depois de se levantarem); o Prandium (que era tomada de pé por volta do meio-dia) e a Cena (que era a principal refeição do dia e se iniciava cerca das quatro horas da tarde). Esta última refeição dividia-se em três partes: gustatio (ou gustus ou promulsio - composto por uma série de aperitivos), a prima mensa (composta por vegetais e carnes) e a secunda mensa (consistia na sobremesa, na qual se serviam frutas ou bolos). 

Como é que se sabe isto tudo?

Através de fontes escritas, da arte e da arqueologia.

Estas fontes incluem os textos de autores como Énio, Plauto, Horácio, Virgílio, Aulo Pérsio Flaco, Petrónio e Plínio o Novo. No campo das fontes escritas técnicas estão como a obra De re rustica de Marco Terêncio Varrão, a De agricultura de Marco Pórcio Catão, os textos de Columela, para além da compilação de receitas De re coquinaria de Apício.

A arte fornece dados que são expressos através dos mosaicos, frescos, pinturas e na cerâmica. Registe-se ainda as informações arqueológicas presentes em restos de alimentos encontrados em túmulos, em acampamentos militares ou no estômago de múmias.

quarta-feira, dezembro 09, 2020

Roma: O Mundo Segundo os Brasileiros



Proponho-lhe hoje um passeio virtual pela cidade de Roma (Itália), de acordo com o ponto de vista do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.
Não perca esta oportunidade de viajar sem sair de casa.
Ora veja!

segunda-feira, julho 03, 2017

Fare il portoghese

O que significa a expressão italiana Fare il portoghese?
Esta expressão é um daqueles exemplos que prova que um facto histórico pode dar origem a um mal entendido ou a um preconceito. Mas, afinal, o que significa fare il portoghese? Aqui vai a explicação.
Os italianos chamam portoghese às pessoas que entram em festas sem serem convidadas ou que entram em espectáculos sem pagar bilhete. A origem desta designação é engraçada. Começou há 496 anos e não é nada desprestigiante para os portugueses. Bem pelo contrário!
Por vezes, factos históricos dão origem a expressões que se tornam populares e se perpetuam no tempo. E muitas vezes, o uso dessas expressões não expressa a realidade dos factos ou induz a confusões sobre o carácter e a personalidade de um povo inteiro. É o caso da expressão italiana fare il portoghese.
Com os Descobrimentos, chegavam a Portugal especiarias, ouro, pérolas, madeiras e pedras preciosas vindos de África e do Oriente. Chegavam também animais exóticos nunca vistos na Europa.
Para homenagear e impressionar o recém-eleito Papa Leão X, D. Manuel I enviou uma embaixada a Roma com a oferta de jóias, macacos, papagaios, cavalos persas, uma pantera, leopardos, um rinoceronte (que morreu pelo caminho) e até um elefante coberto com um pano de veludo e com um cofre em cima do dorso.
No dia 12 de Março de 1514 chegava assim a Roma, esta fabulosa embaixada e, o Papa em sinal de reconhecimento, deu ordem para que os portugueses tivessem entrada livre em todas as festas que se realizassem.
A impressão com que se fica, entretanto, é que com o passar do tempo a história verdadeira foi-se perdendo e quando se usa a expressão parece que se está a denegrir os portugueses, como se eles fossem caloteiros ou de pouca confiança, mas é totalmente o oposto!
O que aconteceu, contudo, foi que os Romanos para poderem entrar sem pagar diziam "io sono portoghese" e é assim que ficámos nós até hoje, com esta fama…
Esta expressão, que embora não muito utilizada, é do conhecimento da maioria dos italianos, que provavelmente desconhecem a verdadeira razão da sua existência.