quarta-feira, maio 08, 2019

Bilhete De Identidade

Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda

Brinquei de pé descalço
Em poças de águas castanhas
Tive lagartas da caça
Não escapei às matacanhas

Comi manga sape-sape
Fruta-pinha tamarindo
Mamão a gente roubava
No quintal do velho Zindo

Pirolito que pega nos dentes
Baleizão, paracuca
E carrinhos de rolamentos
Numa corrida maluca

Tinha o Gelo, tinha a Biker
Miramar e Colonial
O Ferrovia, o Marítimo
Chás dançantes no Tropical

O N'Gola era só ritmo
O Liceu uma lenda
Kimuezo e Teta Lando
E os Ases do Prenda

Havia velhas que fumavam
E velhos com ar de sábio
Enquanto novas músicas
Se insinuavam na rádio

«E a cidade é linda
É de bem querer
A minha cidade é linda
Hei-de amá-la até morrer»



Quem não estudou no Salvador?
Quem não se lembra do Videira?
E das garinas de bata branca
Nossas colegas de carteira?

Depois havia o Kinaxixe
Futebol era nos Coqueiros
Havia praias, um mar quente
Savanas imensas, imbondeiros

E havia o som do vento
O cheiro da terra molhada
As chuvas arrasadoras
O fogo das queimadas

E havia todos os loucos
Do progresso e da guerra
A Joana Maluca, o Gasparito
A desgraça daquela terra

Nasci branco de segunda
Calcinhas ou kaluanda
Nasci com os pés no mar
Em São Paulo de Loanda
Nicolau Santos

terça-feira, maio 07, 2019

Avé Maria

Na sua visita ao Instituto Moammed VI, em Rabat, em março de 2019, no âmbito da viagem apostólica a Marrocos, o Papa Francisco foi presenteado com um momento musical inter-religioso. Três solistas interpretaram um arranjo musical feito a partir da soleníssima "Avé Maria" de Caccini, ao som da Orquestra Filarmónica Marroquina, misturada com orações do judaísmo e do islamismo.
Assim, neste concerto, um muçulmano canta uma oração em árabe, uma mulher judaica canta uma oração em hebraico e uma oração católica é cantada - a Avé Maria de Caccini .
No final do concerto, as três orações são cantadas em uníssono.
Uma lição de convivência entre cristãos, judeus e muçulmanos.
Aproveite esta jóia da paz e assista aos vídeos abaixo.
E agora o outro vídeo legendado em portugues.

segunda-feira, maio 06, 2019

1- Alertas Tecnológicos



1. O cerco da tecnologia - as chamadas, as mensagens recebidas, as notificações e os e-mails tornam-se perigos que nos assediam, colocando a nossa atenção sob controle, e impedindo-nos de relaxar.








2. Carlos Catañeda disse: “Enquanto te sentes a coisa mais importante do mundo, não podes verdadeiramente apreciar o mundo ao teu redor, porque és como um cavalo com vendas: só te vês a  ti, alheio a tudo o resto”.
A Internet, e especialmente as redes sociais, geram esse efeito aterrorizante, impedindo-nos de apreciar as coisas e as pessoas ao nosso redor.




3. O confessionário das redes sociais, onde a ruptura entre o privado e o público é clara.
De acordo com Bauman: “o espaço público é onde ocorre a confissão de segredos e intimidades particulares”.
A linha divisória entre os dois mundos foi obscurecida, esvaziando o sentido público de significado e subtraindo o poder de unir as pessoas ao privado.

domingo, maio 05, 2019

Quando Eu For Pequeno

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.
José Jorge Letria - "O Livro Branco da Melancolia"

sábado, maio 04, 2019

A Madrinha do Samba

Morreu a Madrinha do Samba - Beth Carvalho (1946 - 2019).
Apaixonada por música, Beth cresceu a ouvir canções de Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Sílvio Caldas, amigos do seu pai. Influenciada pela Bossa Nova, tornou-se cantora nos anos 1960.
Em 1965, gravou o primeiro compacto, “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli.

Militante fiel dos movimentos sociais e causas políticas, Beth expandiu as suas fronteiras nas reuniões musicais do Cacique de Ramos.

No disco “Pé no Chão”, revelou ao país um novo grupo de compositores e músicos, além de introduzir nos seus discos instrumentos como o banjo com afinação de cavaquinho, o tantã e o repique de mão, inovações criadas pelos músicos do Fundo de Quintal. 
O Brasil inteiro aplaudiu e Beth passou a ser chamada de "madrinha do samba", lançando no estrelato grandes nomes, entre outro, como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. 
O vídeo que lhe proponho que veja em baixo - Samba na Gamboa - presta um tributo aos 40 anos do disco “Pé no Chão”.
Convidados de honra, Beth Carvalho e Fundo de Quintal contam como a geração formada no Cacique de Ramos revolucionou as rodas do país.   
No repertório, super sucessos do samba, como “Água de chuva no mar”, “Ô Isaura”, “Chinelo novo”, “O show tem que continuar”, “Água na boca”, “Coisinha do pai”, “Vou festejar”, “Goiabada cascão” e “Agoniza mas não morre”.
Além de revelar ao país a musicalidade do grupo Fundo de Quintal e da geração do Cacique, o disco ainda ficou famoso por marcar um encontro de gerações. Beth recolheu composições de um grupo de génios lendários da MPB, como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulo da Portela, unindo o clássico às maiores inovações das rodas de samba.

sexta-feira, maio 03, 2019

O Bairro do Lumiar

O Bairro do Lumiar foi o objeto de pesquisa de alguns alunos do 11º E, no âmbito da disciplina de Geografia. Aqui lhe deixo o resultado deste trabalho de projeto. Não deixe de assistir à apresentação e entrevista que se seguem.
Não deixe de ver. Vale bem a pena.
 Assista agora a uma entrevista concedida a estes alunos pelo Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar e deputado do Partido Socialista, Pedro Delgado Alves.

quinta-feira, maio 02, 2019

O Silêncio dos Outros

O Silêncio dos Outros é um documentário espanhol, de 2019, realizado por Almudena Carracedo e Robert Bahar.

O documentário é sobre a luta épica das vítimas dos 40 anos da ditadura de Franco, em Espanha, que continuam hoje a procurar justiça. Filmado ao longo de 6 anos, o filme acompanha várias vítimas e sobreviventes, enquanto organizam o "Processo Argentino" e enfrentam uma amnésia imposta pelo Estado perante crimes contra a Humanidade num país, que após quatro décadas de democracia, continua dividido.

Sinopse
Em 1977 o parlamento espanhol aprovou uma Lei de Amnistia que garantia a liberdade de todos os presos políticos e a proibição do julgamento de qualquer ato criminoso ocorrido durante a ditadura de Francisco Franco no país.
O Franquismo assombrou a Espanha durante 38 anos deixando um imenso número de vítimas e parentes sem respostas.
Os cineastas Almudena Carracedo e Robert Bahar foram atrás desses sobreviventes e, durante um período de 6 anos, entrevistaram pessoas como José Galantes, que hoje em dia vive muito próximo de seu torturador, e Maria Martín, que até hoje não conseguiu ter acesso aos restos mortais do seu pai, morto durante o regime.

Para Sempre

Para Sempre é um livro do escritor Vergílio Ferreira (1916-1996).
Para Sempre é um livro recomendado para a Formação de Adultos, pelo Plano Nacional de Leitura, como sugestão de leitura.
Este romance semiautobiográfico transpõe para a narrativa, como grande parte da obra do autor, o pensamento filosófico e a sensação de inquietude do indivíduo.
Para Sempre é uma obra onde a morte está presente do início ao fim, mas que surge ao leitor como a única solução para o fim do sofrimento. Nas páginas deste livro acompanhamos a dor do protagonista e partilhamos a sua mágoa, como se fossemos nós a senti-la.
A forma como Vergílio Ferreira explora a língua portuguesa para transmitir emoções é de uma mestria digna de destaque.

As Primeiras Frases
“Para sempre. Aqui estou. É uma tarde de Verão, está quente. Tarde de Agosto. Olha-a em volta, na sufocação do calor, na posse final do meu destino.”

Sobre o Autor
“Ele escreve como falava, com o mesmo sarcasmo, a mesma capacidade de, com duas ou três palavras, fazer o retrato de uma pessoa e esmagá-la.” - Eduardo Lourenço

Sinopse 
Em Para Sempre, «no final de uma vida, entrando no seu epílogo, um homem já sem destino para cumprir medita sobre o seu passado e o seu futuro, no regresso a uma casa vazia onde passou parte da sua infância, povoada de fantasmas que evocam os momentos-chave da sua existência. Recheado de flashbacks para o passado e para o futuro (!), a antevisão, real e com todos os detalhes, da degradação da sua velhice e do seu funeral urge em Paulo a derradeira tentativa de procura da explicação de um sentido para a vida». 

«Contínua e cada vez mais solitária viagem em volta do único ponto do seu universo: o da sua infância como monólogo inacabado e inacabável em torno do milagre ardente e pavoroso da sua própria aparição no meio do mundo - montanha, estrelas, água, vento que é uma resposta antes de ser desesperada e inútil interrogação.» (Eduardo Lourenço)

terça-feira, abril 30, 2019

Maio Maduro Maio

Oiça Emmy Curl - ou Catarina Miranda - em mais uma versão de Maio Maduro Maio - de José Afonso.

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o sol já no sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre no mês do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El rei-pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu
Compositores: José Afonso

O Aeroporto Internacional de Denver

O Aeroporto Internacional de Denver está localizado na cidade de Denver, capital do estado do Colorado, nos Estados Unidos. É o quinto aeroporto mais movimentado da América do Norte, o décimo mais movimentado do mundo, com mais de 1400 voos por dia e servindo mais de 130 destinos ao redor do mundo.
A construção do aeroporto foi concluída em março de 1994, mas devido a problemas no sistema automatizado de bagagens o aeroporto só foi inaugurado em fevereiro de 1995.
O Aeroporto de Denver é um lugar incomum em vários aspectos, já que atrai não só pela sua arquitetura e aparência, mas também pelas lendas que tem suscitado. Durante a construção, uma enorme quantidade de terra foi extraída (a mesma quantidade que foi removida para criar o Canal do Panamá). Muitos sugerem que, sob o aeroporto, há enormes espaços não utilizados e as pessoas já criaram até algumas teorias da conspiração.
Muitos teóricos da conspiração citam o aeroporto internacional de Denver como um lugar com inúmeras referências à nova ordem mundial, e que a suposta cápsula do tempo aí existente possa ser uma data para algum evento que irá de vez implantar a nova ordem.
Como o aeroporto está a passar por uma grande reforma, a administração do local resolveu brincar com isso e os pósteres que anunciam as reformas abusaram de símbolos misteriosos, ilustrações de E.Ts e trocadilhos com as teorias mais famosas.

segunda-feira, abril 29, 2019

He Ain't Heavy He's My Brother.

"(...) Dizem que a história que inspirou esta canção foi a que se segue.
Certa noite de forte temporal, na sede de um orfanato em Washington DC, um padre ouviu bater à porta.
Ao abri-la deparou-se com um menino coberto de neve, com poucas roupas, trazendo às costas, um outro menino, mais novo.
A fome estampada no rosto, o frio e a miséria dos dois, comoveram o padre.O sacerdote mandou-os entrar e exclamou:
“Ele deve ser muito pesado !” Aquele que carregava o mais pequeno disse:
“Ele não pesa, ele é meu irmão. (He ain’t heavy, he is my brother)".
Na verdade, não eram irmãos de sangue mas de rua.
O autor da música tomou conhecimento do caso e, assim, acabou, inspiradamente, por compor (1969) a melodia.
Os dois meninos, foram adotados pela instituição ”Missão dos Órfãos”, em Washington, DC.(...)".

The road is long, with many a winding turn
That leads us to who knows where,
who knows where
But I'm strong,
strong enough to carry him
He ain't heavy
He's my brother
So on we go, his welfare is my concern
No burden is he to bare,
we'll get there
For I know he would not encumber me
He ain't heavy - he's my brother
If I'm laden at all, I'm laden with sadness
That everyone's heart isn't filled with gladness
of love for one another
It's a long, long road
from which there is no return
While we're on our way to there,
Why not share
And the load, it doesn't weigh me down at all
He ain't heavy
he's my brother
He ain't heavy
he's my brother
he's my brother
he's my brother
Compositores: B. RUSSELL / B. SCOTT
Agora veja e ouça, interpretada por The Justice Collective, a genial composição, intitulada He Ain't Heavy He's My Brother.

domingo, abril 28, 2019

A Festa da Páscoa na Igreja Ortodoxa

Todas as Igrejas Ortodoxas canónicas celebram a Páscoa, segundo o Calendário Juliano, instituído por Júlio César, no ano 46 antes de Cristo.
O calendário para a Páscoa é baseado na astronomia e, por isso mesmo, muito complexo.
Desde os primeiros anos do Cristianismo este assunto foi motivo de divergências entre o Oriente e o Ocidente e de aprofundados estudos.


A sua importância religiosa começou no ano 325 com a realização do Concílio Ecuménico realizado em Nicéia, convocado pelo Imperador Constantino Magno, quando os santos Padres da Igreja resolveram, por unanimidade, que a Páscoa seria comemorada por todos os cristãos no mesmo dia.

As resoluções daquele concílio para a celebração da Páscoa foram:

1. Páscoa deverá ser comemorada sempre num Domingo.

2. Que a Páscoa seja comemorada no Domingo que se segue a lua cheia do equinócio da primavera no Oriente, isto é, depois do dia 21 de março.

3. Assim sendo, a Páscoa cristã realizar-se-á sempre após a Páscoa judaica.




A Igreja Ortodoxa, fiel às decisões deste Concílio, continua seguindo este calendário, observando fielmente os cânones deste concílio e não aceitando reformas, nem tão pouco inovações no que diz respeito à Grande Quaresma e às festividades pascais até o dia de Pentecostes, no 50º dia após a Páscoa.
Assim sendo, este ano a Festa da Páscoa na Igreja Ortodoxa, de acordo com o calendário ortodoxo, ocorre a 28 de abril.
A tradição manda pintar e adornar ovos em família, devendo um – vermelho – ser mantido todo o ano para trazer boa sorte e saúde.

sexta-feira, abril 26, 2019

O Lado Negro da Web

A internet pode ser um lugar intimidante e perigoso.
Basta ler os comentários, nas redes sociais, sobre qualquer post viral para observar uma série de insultos e agressões.
O cyberbullying é um problema que se associa muitas vezes a jovens e adolescentes, uma vez que estes elementos são, de uma forma natural, mais susceptíveis a possíveis interacções com outros pares. No entanto, este fenómeno é extensível a qualquer utilizador, independentemente da sua idade ou género.
O cyberbullying é uma experiência quase universal, sendo que indivíduos LGBTQ denunciaram os ataques ou os assédios pessoais online que sofrem devido à sua orientação ou identidade sexual.
Saiba como manter sua segurança online, através um importante guia sobre proteção on-line LGBTQ, que foi publicado recentemente. Este guia, que pode consultar aqui,  procura capacitá-los e dar-lhes ferramentas para se protegerem on-line.

quinta-feira, abril 25, 2019

25 de abril - 45 anos

Para assinalar os 45 anos do 25 de abril, proponho-lhe que visite, em família, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade que tem celebrado o 25 de abril, durante o mês inteiro, com um programa intenso que inclui conversas, uma instalação, exposições de fotografia, música, poesia e atividades destinadas aos mais jovens.
Para o dia de hoje, entre as 10h e as 18h, uma das atividades chama-se DIAS DA MEMÓRIA.
Um encontro de memórias, feitas de relatos, de testemunhos e de objetos de quem visita o museu para partilhar o que tem e o que pode deixar no Museu para conhecimento dos vindouros. É uma recolha de testemunhos e de objetos para enriquecer a coleção do Museu do Aljube.
Mas, pode ainda assistir das -10h30-12h - HORA DO CONTO - O ALJUBE A CONTAR HISTÓRIAS, COM PAULO CONDESSA. 

Das 11h - 15h - VISITAS ENCENADAS COM O GRUPO DO TEATRO DE CARNIDE SOBRE MOTIVOS DO MUSEU DO ALJUBE 
Olhar o inerte e o reconstituído e dar-lhe vida. Ver as exposições do Museu com a voz ao vivo e a interpretação cénica do Grupo de Teatro de Carnide.

16H - MÚSICA EM ABRIL, com Márcio Pinto na marimba, acompanhado por Catarina Anacleto no violoncelo.

- 18h30 - SOPHIA DE MELLO BREYNER – UMA VOZ DE ABRIL, poesia dita por Gracinda Nave, com a colaboração de Risoleta Pinto Pedro. 

quarta-feira, abril 24, 2019

Na aldeia de Casebres, Alcácer do Sal, sábado é… “Dia da Tubra”!


Os apreciadores de túbaras têm a 27 de abril (sábado) ponto obrigatório de paragem em Casebres, no concelho de Alcácer do Sal.
A aldeia recebe a segunda edição do “Dia da Tubra”, um evento gastronómico promovido pela Junta de Freguesia de S. Martinho, com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e da União das Freguesias de Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana, e a participação de associações e entidades privadas da freguesia.

Sabe o que são tubaras?
As túbaras são um fungo que cresce espontaneamente no Alentejo, entre o final de fevereiro e o início de maio, e são muito apreciadas na região.
O seu sabor é menos intenso que o das trufas italianas, mas, ainda assim, são uma especialidade regional e sazonal que atrai muitos gastrónomos.
O segredo da sua apanha é passado de pai para filho e raramente é partilhado fora do círculo familiar.

Programa cheio para saborear um pitéu!
O evento tem início às 16h, com a abertura da exposição fotográfica “Inauguração da freguesia de S. Martinho - 1986”, construída a partir do arquivo fotográfico da Câmara Municipal de Alcácer.

Às 16h30 arranca a mostra de receitas tradicionais à base de túbara, onde poderão ser degustados verdadeiros pitéus, tais como túbaras com ovos mexidos, açorda de túbaras ou túbaras com cogumelos e camarão.
Uma celebração que a partir das 18 horas, contará com grupos musicais e de baile até as tantas!

terça-feira, abril 23, 2019

Somos

Livres como os campos
Misteriosos como o mar
Andantes como os rios
Secretos como os bosques
Ligeiros como os ventos
Ardentes como o fogo
Cautelosos como a noite
Imprevisíveis como a estrada
Leves como o ar
Argutos como a raposa
Sentimentais como a música
Verdadeiros como as crianças
Mas...
Incompreendidos como a VERDADE
Assim somos nós,
Ciganos.
Anny Reis

Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial

Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial é um filme indiano lançado em 2007,  no original intitulado Taare Zameen Par - Every Child is Special, foi realizdo pelo também ator Aamir Khan. Este filme obriga-nos a repensarmos o nosso papel enquanto educadores e pode ser utilizado para se discutir a importância da atenção que deve ser dada ás diferenças de aprendizagem apresentadas pelos alunos a fim de se estabelecerem estratégias de intervenção pedagógica.

Sinopse
O filme conta a história de uma criança que sofre de dislexia e não é compreendida pelos professores e pelos pais.
Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de reprovar novamente. As letras dançam na sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar a sua atenção. Inesperadamente, um professor substituto de artes percebe que há algo de errado com Ishaan. Ao descobrir que o garoto era disléxico, o professor coloca em prática um plano para recuperar aquele garoto.

segunda-feira, abril 22, 2019

Can´t take my eyes off you (I Love You Baby)

O autor da canção Can´t take my eyes off you (I Love You Baby) é Bob Gaudio que foi também o escritor da maior parte das canções de Frankie Valli e os 4 Seasons.


You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
Pardon the way that I stare
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
There are no words left to speak
But if you feel like I feel
Please let me know that is real
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
I love you baby
And if it's quite all right
I need you baby
To warm the lonely night
I love you baby
Trust in me when I say
Oh pretty baby
Don't bring me down I pray
Oh pretty baby
Now that I've found you stay
And let me love you, baby
Let me love you
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
Can't take my eyes off you
I love you baby
And if it's quite all right
I need you baby
To warm the lonely night
I love you baby
Trust in me when I say
Oh pretty baby
Don't bring me down I pray
Oh pretty baby
Now that I've found you stay
Oh pretty baby
Trust in me when I say
Oh pretty baby
Don't bring me down
Compositores: Bob Crewe / Robert Gaudio

domingo, abril 21, 2019

Páscoa Feliz.

Votos de Páscoa Feliz.

O Pão Doce de Vila do Conde

O Pão Doce de Vila do Conde, também conhecido como rosca de pão doce ou rosca de folar, ou Broinha, o folar de Vila de Conde nasceu nos vários mosteiros da região e é ainda hoje produzido em Labruge, Mindelo, Modivas, Vila Chã ou Vilar.
Este bolo é feito durante todo o ano, embora esteja particularmente associado à Páscoa.
Tradicionalmente cozido nos fornos a lenha onde era cozida a broa de milho, em Vila do Conde o pão doce era oferecido aos afilhados, no Domingo de Páscoa, quando visitavam os padrinhos, no Natal e nas festas da família. No entanto, este bolo servia também como forma de retribuição por pequenos favores ou para demonstrar a estima que se nutria por alguém, amigos ou familiares.

O Pão Doce de Vila do Conde

Ingredientes:
1 ovo inteiro + 4 gemas
1 pau de canela
1 pitada de sal
125 g de açúcar
125 ml de água
25 g de fermento de padeiro
500 g de farinha de trigo
65 g de manteiga + q.b. p/ pincelar
raspa de 1 limão

Preparação:
Coloque a água, a manteiga, o açúcar, o pau de canela e a raspa de limão num tacho e leve ao lume, mexendo até ferver.
Deixe arrefecer um pouco e retire alguma calda para desfazer o fermento (caso seja o fermento fresco). Reserve ambos os preparados.
Bata os ovos, junte-lhes a farinha e amasse.
Incorpore, aos poucos, na massa o fermento desfeito e a calda reservada. Vá amassando muito bem até a massa se descolar das mãos. A massa tem de ficar elástica e com uma certa humidade.
Numa superfície lisa e enfarinhada, tenda rolos de massa que se entrelaçam, ligando-os em forma de rosca.
Coloque a rosca num tabuleiro forrado com papel vegetal e deixe levedar, em ambiente temperado, até a massa dobrar de volume (cerca de 3 horas).
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º C, cerca de 20 minutos.
Quando estiver cozido, retire o pão doce do forno e pincele-o com manteiga derretida.