Garrett McNamara, o homem das ondas gigantes, pôs a Nazaré no mapa. Devido à existência do conhecido Canhão da Nazaré formam-se ondas gigantescas na Praia do Norte - praia da Nazaré, na região Oeste de Portugal, que é muito ventosa, sendo propícia à prática de surf, kitesurf, windsurf e bodyboard. As características desta região e a visibilidade proporcionada por Garrett McNamara transformaram a Praia do Norte no paraíso dos surfistas.
Veja o vídeo que se segue (de preferência em ecrã total) e que foi realizado por Hélio Valentim. O filme mostra, através de imagens espectaculares, momentos de surf nas famosas ondas da Nazaré. São 4:34 m de arrepiar, acompanhados pela Carmina Burana. Surfistas de todo mundo testam os seus limites sobre as ondas, no mar alteroso da Nazaré. Os surfistas e os pilotos das motas de água correm, como poderá confirmar, um elevadíssimo risco de vida.
Nazaré Blow Up from SURFPortugal Mag on Vimeo.
quarta-feira, dezembro 11, 2013
terça-feira, dezembro 10, 2013
Invictus
Hoje Dia Internacional dos Direitos Humanos, não poderíamos deixar de lembrar uma das personalidades mais marcantes do século XX, recentemente falecida, que lutou pela defesa dos direitos do seu povo: Nelson Mandela.
"Recentemente eleito Presidente, Nelson Mandela sabia que a nação continuava racista e economicamente dividida, fruto do apartheid. Acreditando que poderia unir o seu povo através da linguagem universal do desporto, Mandela apelou à selecção de rugby, que fez uma improvável caminhada até à Final do Campeonato do Mundo de 1995". Esta é a sinopse de "Invictus", um filme (2009) realizado por Clint Eastwood e que conta com as interpretações de Anthony Peckham, Langley Kirkwood, Matt Damon, Morgan Freeman e Scott Eastwood.
Neste filme recorda-se que quando Nelson Mandela se encontrava aprisionado em Robben Island, onde cumpria pena de trabalhos forçados, o líder sul-africano, símbolo da luta contra o Apartheid, encontrou nas palavras do poema Invictus de Ernest Henley a esperança e a força necessárias para se manter vivo. Mandela contava que toda vez que começava a esmorecer, lia e relia o texto, em busca de um "companheiro" para a dor.
Mais de um século após ser escrito, o poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley continua fascinando e influenciando pessoas em todo o mundo. Certamente, Henley, o mais velho de seis filhos, não imaginou que tanto tempo depois as suas palavras - escritas em 1875 - inspirariam um personagem importante da história não só da África, mas mundial: Nelson Mandela. Confira a seguir o poema que inspirou Mandela (em Português e na versão original em Inglês).
Invictus
Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável
Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida
Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.
Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
"Recentemente eleito Presidente, Nelson Mandela sabia que a nação continuava racista e economicamente dividida, fruto do apartheid. Acreditando que poderia unir o seu povo através da linguagem universal do desporto, Mandela apelou à selecção de rugby, que fez uma improvável caminhada até à Final do Campeonato do Mundo de 1995". Esta é a sinopse de "Invictus", um filme (2009) realizado por Clint Eastwood e que conta com as interpretações de Anthony Peckham, Langley Kirkwood, Matt Damon, Morgan Freeman e Scott Eastwood.
Neste filme recorda-se que quando Nelson Mandela se encontrava aprisionado em Robben Island, onde cumpria pena de trabalhos forçados, o líder sul-africano, símbolo da luta contra o Apartheid, encontrou nas palavras do poema Invictus de Ernest Henley a esperança e a força necessárias para se manter vivo. Mandela contava que toda vez que começava a esmorecer, lia e relia o texto, em busca de um "companheiro" para a dor.Mais de um século após ser escrito, o poema "Invictus", do britânico William Ernest Henley continua fascinando e influenciando pessoas em todo o mundo. Certamente, Henley, o mais velho de seis filhos, não imaginou que tanto tempo depois as suas palavras - escritas em 1875 - inspirariam um personagem importante da história não só da África, mas mundial: Nelson Mandela. Confira a seguir o poema que inspirou Mandela (em Português e na versão original em Inglês).
Invictus
Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável
Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida
Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.
Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
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segunda-feira, dezembro 09, 2013
Na Patagónia
A Patagónia é uma região que se situa na parte mais meridional da América do Sul. A sua localização abrange a Argentina e o Chile, e integra a secção mais a sul da cordilheira dos Andes, estando rodeada quer pelo oceano Pacífico quer pelo oceano Atlântico.
O nome "Patagónia" vem da palavra patagón, termo que foi usado por Fernão de Magalhães em 1520 para descrever o povo nativo que a sua expedição encontrou e que considerou serem gigantes. Acredita-se actualmente que os patagones seriam os tehuelches, que tinham uma altura média de 1,80 m, em comparação com os 1,55 m de média dos portugueses da época.
A parte argentina da Patagónia inclui as províncias de Neuquén, Río Negro, Chubut e Santa Cruz, bem como a parte leste da Terra do Fogo. A parte chilena da Patagónia compreende a extremidade meridional de Valdívia, a região de Los Lagos, no lago Llanquihue, Chiloé, Puerto Montt e o sítio arqueológico de Monte Verde, bem como as ilhas a sul das regiões de Aisén e Magallanes, incluindo o lado ocidental da Terra do Fogo e do Cabo Horn.
A Patagónia é uma região marcada por ventos que ocorrem em grande parte do ano e por glaciares. É desta região que partem as famosas excursões para a Antárctida. Além de leões-marinhos, nesta região existe uma grande concentração de pinguins. Se quiser ficar a conhecer melhor a Patagónia aprecie a bela apresentação que se segue.
O nome "Patagónia" vem da palavra patagón, termo que foi usado por Fernão de Magalhães em 1520 para descrever o povo nativo que a sua expedição encontrou e que considerou serem gigantes. Acredita-se actualmente que os patagones seriam os tehuelches, que tinham uma altura média de 1,80 m, em comparação com os 1,55 m de média dos portugueses da época.
A parte argentina da Patagónia inclui as províncias de Neuquén, Río Negro, Chubut e Santa Cruz, bem como a parte leste da Terra do Fogo. A parte chilena da Patagónia compreende a extremidade meridional de Valdívia, a região de Los Lagos, no lago Llanquihue, Chiloé, Puerto Montt e o sítio arqueológico de Monte Verde, bem como as ilhas a sul das regiões de Aisén e Magallanes, incluindo o lado ocidental da Terra do Fogo e do Cabo Horn.
A Patagónia é uma região marcada por ventos que ocorrem em grande parte do ano e por glaciares. É desta região que partem as famosas excursões para a Antárctida. Além de leões-marinhos, nesta região existe uma grande concentração de pinguins. Se quiser ficar a conhecer melhor a Patagónia aprecie a bela apresentação que se segue.
domingo, dezembro 08, 2013
Lágrimas
![]() |
| Ilustração: Bernardo Marques |
Frenética, com gestos desabridos;
Nos cabelos, em ânsias desprendidos
Brilhavam como pérolas os prantos.
Ele, o amante, sereno como os santos,
Deitado no sofá, pés aquecidos,
Ao sentir-lhe os soluços consumidos,
Sorria-se cantando alegres cantos.
E dizia-lhe então, de olhos enxutos:
- "Tu pareces nascida da rajada,
"Tens despeitos raivosos, resolutos:
"Chora, chora, mulher arrenegada;
"Lagrimeja por esses aquedutos...
-"Quero um banho tomar de água salgada."
Cesário Verde - "O Livro de Cesário Verde"
sábado, dezembro 07, 2013
Jardins Chineses
A jardinagem é uma actividade profissional ou recreativa que tem o objectivo de embelezar determinados locais (públicos ou privados) através do cultivo e manutenção de plantas.
A arte da jardinagem pode ser praticada quer em espaços grandes quer em pequenos pedaços de terra, como um simples vaso para flores.
Embora se pratique jardinagem essencialmente para fins ornamentais, também se pratica com uma função educativa como é o caso dos jardins botânicos ou dos jardins zoológicos.
Em algumas culturas orientais, como a japonesa, a jardinagem é considerada uma arte de importância considerável.
Na China passa-se o mesmo. A construção de jardins na China data de tempos remotos e goza de grande fama na história da arquitectura mundial. Já na dinastia Zhou, há mais de 3 mil anos, surgiram na China os chamados jardins reais. Os jardins faziam assim parte, da concepção das antigas capitais chinesas.
Aprecie agora o vídeo que se segue que mostra a beleza escultórica em plantas existente em alguns jardins chineses.
Embora se pratique jardinagem essencialmente para fins ornamentais, também se pratica com uma função educativa como é o caso dos jardins botânicos ou dos jardins zoológicos.
Em algumas culturas orientais, como a japonesa, a jardinagem é considerada uma arte de importância considerável.
Na China passa-se o mesmo. A construção de jardins na China data de tempos remotos e goza de grande fama na história da arquitectura mundial. Já na dinastia Zhou, há mais de 3 mil anos, surgiram na China os chamados jardins reais. Os jardins faziam assim parte, da concepção das antigas capitais chinesas.
Aprecie agora o vídeo que se segue que mostra a beleza escultórica em plantas existente em alguns jardins chineses.
sexta-feira, dezembro 06, 2013
O Talento de Amira
Mais um talento revelado, desta vez no programa " A Holanda tem Talento" (Holland Got Talent - 2013).
A menina chama-se Amira Willighagen. Só tem 9 anos e impressionou pela excelente voz, ao interpretar a ária de ópera "Oh Mio Babbino Caro".
Um rosto de anjo, um corpo pequeno e uma voz deslumbrante.
Ora veja!
Holland's got talent 2013 - Amira Willighagen por Spi0n
A menina chama-se Amira Willighagen. Só tem 9 anos e impressionou pela excelente voz, ao interpretar a ária de ópera "Oh Mio Babbino Caro".
Um rosto de anjo, um corpo pequeno e uma voz deslumbrante.
Ora veja!
Holland's got talent 2013 - Amira Willighagen por Spi0n
quinta-feira, dezembro 05, 2013
A Dieta Mediterrânica é Património da Humanidade
A Dieta Mediterrânica é Património Imaterial da Humanidade. Portugal conquistou ontem quarta-feira, em Baku (no Azerbeijão), a segunda inscrição (a primeira foi com o Fado) na lista do Património Imaterial da Humanidade. Foi uma candidatura liderada pela Câmara Municipal de Tavira e plurinacional porque foi partilhada com a Espanha, Marrocos, Itália, Grécia, Chipre e Croácia. Estes quatro últimos países tinham já os seus nomes e a sua dieta mediterrânica inscritos nos bens patrimoniais da UNESCO desde 2010, mas associaram-se agora aos outros três numa candidatura renovada e mais abrangente.
É uma vitória saborosa para Tavira, para o Algarve e para Portugal.
No projecto de decisão elaborado pela UNESCO depois de analisada a candidatura é salientado que “a dieta mediterrânica envolve uma série de competências, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições ligadas às colheitas, à safra, à pesca, à pecuária, à conservação, processamento, confecção e, em particular, à partilha e ao consumo dos alimentos. Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade”.
"A Dieta Mediterrânea é caracterizada pela abundância de alimentos de origem vegetal, como o pão, massas, arroz, hortaliças, legumes, fruta fresca e frutos oleaginosos; utilização do azeite como principal fonte de gordura; consumo moderado de pescado, aves, lacticínios e ovos; consumo de pequenas quantidades de carnes vermelhas e ingestão moderada de vinho, geralmente durante as refeições. A sua importância na saúde do indivíduo não se limita ao facto de se tratar de uma dieta equilibrada, variada e com nutrientes adequados. Aos benefícios de seu baixo teor de ácidos gordos saturados e alto teor de monoinsaturados, tal como em glícidos complexos e fibra alimentar, junta-se a riqueza em antioxidantes, determinantes para a o bem-estar". in, Associação Portuguesa de Dietistas.
É uma vitória saborosa para Tavira, para o Algarve e para Portugal.
No projecto de decisão elaborado pela UNESCO depois de analisada a candidatura é salientado que “a dieta mediterrânica envolve uma série de competências, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições ligadas às colheitas, à safra, à pesca, à pecuária, à conservação, processamento, confecção e, em particular, à partilha e ao consumo dos alimentos. Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade”.
"A Dieta Mediterrânea é caracterizada pela abundância de alimentos de origem vegetal, como o pão, massas, arroz, hortaliças, legumes, fruta fresca e frutos oleaginosos; utilização do azeite como principal fonte de gordura; consumo moderado de pescado, aves, lacticínios e ovos; consumo de pequenas quantidades de carnes vermelhas e ingestão moderada de vinho, geralmente durante as refeições. A sua importância na saúde do indivíduo não se limita ao facto de se tratar de uma dieta equilibrada, variada e com nutrientes adequados. Aos benefícios de seu baixo teor de ácidos gordos saturados e alto teor de monoinsaturados, tal como em glícidos complexos e fibra alimentar, junta-se a riqueza em antioxidantes, determinantes para a o bem-estar". in, Associação Portuguesa de Dietistas.
quarta-feira, dezembro 04, 2013
Concertos de Natal
Vão decorrer por toda a cidade de Lisboa, Concertos de Natal. Esta iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC, aliás já começou na última sexta-feira na Igreja de São Roque.
Várias Igrejas da cidade e o cinema São Jorge, ganham uma nova vida, ao som de coros, ensembles e orquestras portuguesas, até ao dia 22 de dezembro.
Os repertórios deste Natal em Lisboa vão desde a música Sacra ao Barroco e incluem composições de Bach, Vivaldi, Mozart, Greene ou Schütz, interpretados por grupos portugueses como a "Orquestra de Câmara Portuguesa", "Os Músicos do Tejo", o "Coro Sinfónico Lisboa Cantat", a "Orquestra Sinfónica Juvenil", o "Coro do Tejo", a "Escola de Música do Conservatório Nacional" e a "Escola Superior de Música de Lisboa".
Todos os concertos são de entrada livre, à exceção da Maratona de Concertos do Conservatório de Lisboa, no Cinema São Jorge.
Vá , participe e viva com alegria este Natal de 2013.
Várias Igrejas da cidade e o cinema São Jorge, ganham uma nova vida, ao som de coros, ensembles e orquestras portuguesas, até ao dia 22 de dezembro.
Os repertórios deste Natal em Lisboa vão desde a música Sacra ao Barroco e incluem composições de Bach, Vivaldi, Mozart, Greene ou Schütz, interpretados por grupos portugueses como a "Orquestra de Câmara Portuguesa", "Os Músicos do Tejo", o "Coro Sinfónico Lisboa Cantat", a "Orquestra Sinfónica Juvenil", o "Coro do Tejo", a "Escola de Música do Conservatório Nacional" e a "Escola Superior de Música de Lisboa".
Todos os concertos são de entrada livre, à exceção da Maratona de Concertos do Conservatório de Lisboa, no Cinema São Jorge.
Vá , participe e viva com alegria este Natal de 2013.
terça-feira, dezembro 03, 2013
E vamos à luta (Eu acredito é na rapaziada)
Luiz Gonzaga Júnior, mais conhecido como Gonzaguinha, (1945 – 1991) foi um cantor e compositor brasileiro.
Gonzaguinha era filho adotivo do grande cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga, conhecido como o "Rei do Baião".
Compôs a primeira canção "Lembranças da Primavera" aos 14 anos, e em 1961, com 16 anos, foi morar com o pai para estudar. Voltou ao Rio de Janeiro para estudar Economia. Em casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e tornou-se amigo de Ivan Lins. Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve um importante papel na música popular do Brasil nos anos 70. Este cantor caracterizou-se pela postura crítica relativamente à ditadura brasileira. Assim, de 72 das suas canções, 54 foram censuradas, entre as quais o seu primeiro sucesso, "Comportamento Geral".
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera, enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser
brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos por aí...
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou á luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser
brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
Eu acredito é na rapaziada...
Luiz Gonzaga Jr.
Gonzaguinha era filho adotivo do grande cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga, conhecido como o "Rei do Baião".
Compôs a primeira canção "Lembranças da Primavera" aos 14 anos, e em 1961, com 16 anos, foi morar com o pai para estudar. Voltou ao Rio de Janeiro para estudar Economia. Em casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e tornou-se amigo de Ivan Lins. Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve um importante papel na música popular do Brasil nos anos 70. Este cantor caracterizou-se pela postura crítica relativamente à ditadura brasileira. Assim, de 72 das suas canções, 54 foram censuradas, entre as quais o seu primeiro sucesso, "Comportamento Geral".
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera, enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser
brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos por aí...
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou á luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro
o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser
brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
Eu acredito é na rapaziada...
Luiz Gonzaga Jr.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
O Cão Sem Plumas
A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
João Cabral de Melo Neto
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.
João Cabral de Melo Neto
domingo, dezembro 01, 2013
Hoje é o Dia da Antárctida
A comemoração do Dia da Antárctida iniciou-se em 2010 para recordar a assinatura do Tratado da Antárctida que ocorreu a 1 de Dezembro de 1959.
A Antárctida é o quinto maior continente do mundo com 14 milhões de Km2. Está coberto permanentemente por gelo e associado ao continente existe ainda a plataforma de gelo, que se estende sobre a água do mar.
Ao contrário do Árctico, que é um oceano, a Antárctida é um território rodeado pelo Oceano Glacial Antárctico. A camada de gelo permanente cobre 98% do continente e constitui uma das principais reservas de água doce do mundo.
Há 54 anos (01/12/1959) 12 países assinaram o Tratado da Antárctica, reservando 10% do planeta “para ser usado exclusivamente para fins pacíficos e no interesse de toda a humanidade”. Foi o primeiro tratado anti-nuclear e a primeira organização a governar um território internacional sem jurisdição soberana. Em 2012, o número de países signatários do Tratado da Antárctida aumentou dos 12 originais para 50. Nesta altura, 30 países de todos os signatários do Tratado da Antárctida operam nas estações de pesquisa durante o verão austral e durante todo o ano. Como um legado do Quinquagésimo Aniversário do Tratado da Antárctida, a OUR SPACES instituiu em 2010, o “Antarctica Day”, cujos objectivos são os seguintes
A Antárctida é o quinto maior continente do mundo com 14 milhões de Km2. Está coberto permanentemente por gelo e associado ao continente existe ainda a plataforma de gelo, que se estende sobre a água do mar.
Ao contrário do Árctico, que é um oceano, a Antárctida é um território rodeado pelo Oceano Glacial Antárctico. A camada de gelo permanente cobre 98% do continente e constitui uma das principais reservas de água doce do mundo.
Há 54 anos (01/12/1959) 12 países assinaram o Tratado da Antárctica, reservando 10% do planeta “para ser usado exclusivamente para fins pacíficos e no interesse de toda a humanidade”. Foi o primeiro tratado anti-nuclear e a primeira organização a governar um território internacional sem jurisdição soberana. Em 2012, o número de países signatários do Tratado da Antárctida aumentou dos 12 originais para 50. Nesta altura, 30 países de todos os signatários do Tratado da Antárctida operam nas estações de pesquisa durante o verão austral e durante todo o ano. Como um legado do Quinquagésimo Aniversário do Tratado da Antárctida, a OUR SPACES instituiu em 2010, o “Antarctica Day”, cujos objectivos são os seguintes
- Divulgar a Antárctida como um local do nosso planeta onde as nações trabalham em cooperação partilhando a sua investigação científica;
- Promover a interacção entre alunos, professores, educadores e cientistas;
- Incentivar a actual e a próxima geração na promoção de valores tão importantes e evidentes no Tratado da Antárctida
Para celebrar este dia e esta efeméride veja a apresentação elaborada por alunas do 12º B, sobre a Protecção da Antárctida.
sábado, novembro 30, 2013
Camões em Austin, no Texas
Sabia que o centro de investigação Harry Ransom da Universidade do Texas em Austin possui um dos raros exemplares da primeira edição de "Os Lusíadas" , impressa em 1572, em Lisboa? Há quem defenda até que este exemplar pertenceu ao próprio Camões sendo um dos mais importantes, entre os 34 que existem espalhados por três continentes.
Qualquer pessoa pode ver esta obra que é um dos raros exemplares sobreviventes da primeira edição de "Os Lusíadas" – poema épico de Luís de Camões (1524?-1580) e que se encontra no Harry Ransom Center (HRC), Centro de Investigação de Humanidades no campus da Universidade do Texas em Austin .
"Depois de feita a requisição da obra, uma das bibliotecárias aproxima-se, segurando com as duas mãos uma caixa vermelha de capa dura. Com muito cuidado desata os laços, abre a caixa, põe-na sobre a mesa, retira o livro e pousa-o sobre suportes revestidos de veludo. O visitante pode então folhear o livro, tentar ler os comentários escritos à mão nas margens, com a ajuda de duas lupas, identificando as diferenças ortográficas em relação aos dias de hoje. Céu era ceo, muito era muy, e as palavras hoje terminadas em ão acabavam em am. Não era nam". É como regressar ao passado. No entanto, não são muitos os que vivem esta experiência literária. Richard W. Oram, curador de livros raros do Harry Ransom Center, desde 1991, diz que este exemplar de "Os Lusíadas" raramente é requisitado. Porém, a sua aquisição pela Universidade do Texas tem sido de extrema utilidade para produção académica mundial sobre a obra de Camões.
Se quiser ficar a saber mais sobre este assunto basta clicar aqui.
Qualquer pessoa pode ver esta obra que é um dos raros exemplares sobreviventes da primeira edição de "Os Lusíadas" – poema épico de Luís de Camões (1524?-1580) e que se encontra no Harry Ransom Center (HRC), Centro de Investigação de Humanidades no campus da Universidade do Texas em Austin .
"Depois de feita a requisição da obra, uma das bibliotecárias aproxima-se, segurando com as duas mãos uma caixa vermelha de capa dura. Com muito cuidado desata os laços, abre a caixa, põe-na sobre a mesa, retira o livro e pousa-o sobre suportes revestidos de veludo. O visitante pode então folhear o livro, tentar ler os comentários escritos à mão nas margens, com a ajuda de duas lupas, identificando as diferenças ortográficas em relação aos dias de hoje. Céu era ceo, muito era muy, e as palavras hoje terminadas em ão acabavam em am. Não era nam". É como regressar ao passado. No entanto, não são muitos os que vivem esta experiência literária. Richard W. Oram, curador de livros raros do Harry Ransom Center, desde 1991, diz que este exemplar de "Os Lusíadas" raramente é requisitado. Porém, a sua aquisição pela Universidade do Texas tem sido de extrema utilidade para produção académica mundial sobre a obra de Camões.
Se quiser ficar a saber mais sobre este assunto basta clicar aqui.
sexta-feira, novembro 29, 2013
Muito Pouco
Moska ou Paulinho Moska, (1967) é um cantor, compositor e actor brasileiro.
Começou por tocar viola aos 13 anos com amigos. Mais tarde formou-se em teatro e cinema pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro. Integrou o o grupo vocal Garganta Profunda, que, no seu repertório, incluí músicas dos Beatles, de Tom Jobim e ainda óperas medievais. Em 1987 formou o grupo Inimigos do Rei, com os amigos do Garganta, Luiz Nicolau e Luis Guilherme.
Ouça-o, agora, em "Muito Pouco".
Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Chega
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar
Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero
Veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior
E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.
Paulinho Moska
E agora o vídeo de apresentação, do disco MUITO POUCO, elaborado pelo próprio MOSKA .
Ora veja!
Começou por tocar viola aos 13 anos com amigos. Mais tarde formou-se em teatro e cinema pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro. Integrou o o grupo vocal Garganta Profunda, que, no seu repertório, incluí músicas dos Beatles, de Tom Jobim e ainda óperas medievais. Em 1987 formou o grupo Inimigos do Rei, com os amigos do Garganta, Luiz Nicolau e Luis Guilherme.
Ouça-o, agora, em "Muito Pouco".
Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei
E um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida traz.
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Chega
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem
Pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar
Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero
Veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz
A estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito
Pode acabar muito pior
E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Pouco eu não quero mais.
Pouco eu não quero mais.
Paulinho Moska
E agora o vídeo de apresentação, do disco MUITO POUCO, elaborado pelo próprio MOSKA .
Ora veja!
quinta-feira, novembro 28, 2013
Os livros que devoraram o meu pai
Proponho-lhe a leitura de "Os Livros que devoraram o meu pai: A Estranha e Mágica História de Vivaldo Bonfim", de Afonso Cruz.
Afonso Cruz (1971) é um escritor, realizador de filmes de animação, ilustrador e músico português. Estudou na Escola Secundária Artística António Arroio, nas Belas Artes de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Vive num monte alentejano perto de Casa Branca, no concelho de Sousel e foi vencedor do Prémio da União Europeia de Literatura 2012.
Este livro foi, também, muito merecidamente a obra vencedora da modalidade juvenil do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído pela Câmara Municipal de Almada, em 2009. É um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade e destinado a leitura autónoma.
"Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras".
Afonso Cruz (1971) é um escritor, realizador de filmes de animação, ilustrador e músico português. Estudou na Escola Secundária Artística António Arroio, nas Belas Artes de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Vive num monte alentejano perto de Casa Branca, no concelho de Sousel e foi vencedor do Prémio da União Europeia de Literatura 2012.
Este livro foi, também, muito merecidamente a obra vencedora da modalidade juvenil do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído pela Câmara Municipal de Almada, em 2009. É um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade e destinado a leitura autónoma.
"Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras".
quarta-feira, novembro 27, 2013
O TGV na China
Veja, através da apresentação abaixo, como funciona o TGV na China. Aprecie o que é o gigantismo da estação de caminhos de ferro de Pequim.
A China inaugurou o ano passado a maior linha ferroviária de alta velocidade do mundo, com 2.298 quilómetros, que une as cidades de Pequim e Cantão, no sul do país. Este comboio demora oito horas a chegar a Cantão, o que supõe menos 12 horas de viagem face a um comboio convencional. Os TGV chineses viajam a uma velocidade média de 300 quilómetros por hora e param nas principais cidades do interior da China, como Shijiazhuang, Zhengzhou, Wuhan e Changsha, passando por seis províncias onde vive quase metade da população nacional chinesa, cerca de 600 milhões de pessoas. Com a abertura desta linha, a China afirma-se como líder mundial em alta velocidade ferroviária, com mais de 9.300 quilómetros em funcionamento em todo o país.
A China inaugurou o ano passado a maior linha ferroviária de alta velocidade do mundo, com 2.298 quilómetros, que une as cidades de Pequim e Cantão, no sul do país. Este comboio demora oito horas a chegar a Cantão, o que supõe menos 12 horas de viagem face a um comboio convencional. Os TGV chineses viajam a uma velocidade média de 300 quilómetros por hora e param nas principais cidades do interior da China, como Shijiazhuang, Zhengzhou, Wuhan e Changsha, passando por seis províncias onde vive quase metade da população nacional chinesa, cerca de 600 milhões de pessoas. Com a abertura desta linha, a China afirma-se como líder mundial em alta velocidade ferroviária, com mais de 9.300 quilómetros em funcionamento em todo o país.
terça-feira, novembro 26, 2013
As Pombas
Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.
Raimundo Correia
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada.
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada.
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais.
Raimundo Correia
segunda-feira, novembro 25, 2013
NATUREZA SABE TUDO - ÁGUA E CLIMA
Hoje proponho-lhe que veja mais dois vídeos da NATUREZA SABE TUDO, sobre a ÁGUA e o CLIMA.
Aqui, Albert, um pássaro muito curioso, fala-nos da água e do clima (partes 1 e 2 ) e mostra a importância de se preservar o meio ambiente. Ora veja! E agora a segunda parte!
Aqui, Albert, um pássaro muito curioso, fala-nos da água e do clima (partes 1 e 2 ) e mostra a importância de se preservar o meio ambiente. Ora veja! E agora a segunda parte!
domingo, novembro 24, 2013
O mar e a costa em Portugal
Conheça o litoral português em todo o seu esplendor, através de uma bela apresentação de Maria Helena Sá da Bandeira, que se encontra abaixo. Embora o litoral Português seja dominado essencialmente por praias (costa baixa), existem áreas de costa predominantemente rochosa (de arriba). Além disso, o nosso país tem algumas formas litorais que importa conhecer e que se designam por acidentes do litoral. Os principais são: o Tômbolo de Peniche, o "Haff-Delta" de Aveiro (ou Ria de Aveiro), o Lido de Faro (ou Ria Formosa), os Estuários do Tejo e do Sado e a Concha de São Martinho (baía ou enseada). Mas, também poderíamos referir as Fajãs, os Cabos e as Lagoas.
Portugal possui cerca de 1450 km de costa e mais de metade da população portuguesa vive em concelhos do litoral. É também no litoral que se situam a maior parte das indústrias, devido às disponibilidades hídricas, à facilidade de transportes (melhores vias rodoviárias, acesso a portos de escoamento de produtos e de entrada de matérias primas) e à proximidade dos maiores centros económicos.
sábado, novembro 23, 2013
Interrogação
Neste tormento inútil, neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta,
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.
Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!
Visões de mundos novos, de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos,
Fogueira a esbrasear que me consome!
Dize que mão é esta que me arrasta?
Nódoa de sangue que palpita e alastra…
Dize de que é que eu tenho sede e fome?!
Florbela Espanca
De tornar em silêncio o que em mim canta,
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.
Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!
Visões de mundos novos, de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos,
Fogueira a esbrasear que me consome!
Dize que mão é esta que me arrasta?
Nódoa de sangue que palpita e alastra…
Dize de que é que eu tenho sede e fome?!
Florbela Espanca
sexta-feira, novembro 22, 2013
Quizás, Quizás, Quizás
Oiça a cantora brasileira Blubell, aqui com o trio Black Tie em "Quizás, Quizás, Quizás".
A cantora Blubell apresentou o seu novo trabalho, ao vivo, com o trio Black Tie (formado por Mario Manga, Fábio Tagliaferri e Swami Jr.), no Estúdio Showlivre em março deste ano.
Neste trabalho, Blubell mistura o rock clássico dos The Who, com Cole Porter, Edith Piaf, Michael Jackson e um samba do mangueirense Nelson Cavaquinho. Não importa a origem, a época ou estilo, no primeiro CD reunindo a cantora Blubell e o trio Black Tie, todas as canções recebem o mesmo tratamento elegante, de sonoridade acústica, com melodias e harmonias bem desenhadas.
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