quinta-feira, junho 27, 2013

Os Arrozais da China

A 25 Junho deste ano, a China viu mais dois locais (num total de 45) a ser  incluídos na lista do Património da Humanidade, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), subindo, assim,  para segundo lugar no ranking mundial, atrás somente da Itália, com 49.
O vice-primeiro-ministro do Camboja, Sok An, presidente da 37ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, elogiou a China pelos dois locais recém-inscritos na lista. "Em termos de preservação, aprecio muito os esforços da China", disse ele. "Vejo que o governo chinês aproveita a cultura e os locais que são património para desenvolver o país."
Os dois lugares em destaque são: a reserva natural Tianshan, em Xinjiang, e a Paisagem Cultural de Terraços de Arroz de Honghe Hani.
Para assinalar esta iniciativa, aqui ficam mais algumas imagens da China, entre elas, algumas dos seus belos arrozais, através da excelente apresentação que se segue. Não perca! Vale bem a pena.

quarta-feira, junho 26, 2013

O Luar Através dos Altos Ramos

Descobrir Portugal - 23/06/2013
O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos.
Alberto Caeiro (Heterónimo de Fernando Pessoa) - "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXV" 

terça-feira, junho 25, 2013

Lisboa: Outro Ponto de Vista

Lisboa é uma cidade com uma beleza arrebatadora. Mas, é também uma cidade, em que os laços entre o homem e a natureza não foram completamente quebrados.
O vídeo de hoje, mostra-lhe Lisboa num outro ponto de vista. É uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de recuperação de animais selvagens.
O Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa (LxCRAS), é um equipamento vocacionado para a recolha, tratamento e libertação de animais pertencentes à fauna autóctone portuguesa.
O documentário realizado por João Teles de Vasconcelos e produzido pela aidnature.org , é no mínimo surpreendente e interessante.
Ora veja!

segunda-feira, junho 24, 2013

A Biblioteca Joanina

A Universidade de Coimbra é símbolo de uma “cultura que teve impacto na humanidade”. Quem proferiu esta afirmação foi a UNESCO, que anunciou no dia 22 de Junho, a classificação da Universidade de Coimbra como Património Mundial da Humanidade. Esta decisão tomada na 37ª sessão do Comité do Património Mundial, que aconteceu em Phom Penh, no Cambodja, concretiza um projecto com 15 anos.
Para assinalar este facto, proponho-lhe que conheça melhor um dos tesouros que faz parte da Universidade de Coimbra, e que é a Biblioteca Joanina. Esta biblioteca deve o seu nome ao monarca sob cuja égide se verificou a sua edificação: D. João V, o Rei Magnânimo. A Biblioteca Joanina é uma biblioteca do século XVIII situada no Palácio das Escolas da Universidade de Coimbra, no pátio da Faculdade de Direito daquela Universidade. Apresenta um estilo marcadamente rococó, sendo reconhecida com uma das mais originais e espectaculares bibliotecas barrocas europeias. Além de local de pesquisa de muitos estudiosos, o espaço é ainda frequentemente utilizado para concertos, exposições e outras manifestações culturais. A sua construção começou no ano de 1717, no seguimento de um projecto régio de reforma dos estudos universitários (consequência da difusão das correntes iluministas em Portugal), no exterior do primitivo perímetro islâmico, sobre o antigo cárcere do Paço Real, com o objectivo de albergar a biblioteca universitária de Coimbra, e foi concluída em 1728. O mestre de obras foi João Carvalho Ferreira. A decoração pintada só foi realizada alguns anos mais tarde, já nas vésperas da Reforma Pombalina: os frescos dos tectos e cimalhas foram executados por António Simões Ribeiro, pintor, e Vicente Nunes, dourador. O grande retrato do Rei é atribuído ao italiano Domenico Duprà e a pintura e douradura das estantes foi realizada por Manuel da Silva. O mobiliário, em madeiras exóticas, brasileiras e orientais, foi executado pelo entalhador Francesco Gualdini. Esta biblioteca reúne cerca de 70 mil volumes, a maior parte dos quais no andar nobre, o único, dos três pisos do edifício, aberto ao público. Aí se conservam os principais fundos de Livro Antigo (documentos até 1800) da Universidade. Os seus cerca de 1250 m² úteis actuais, foram obtidos com o arranjo de dois níveis de caves, para depósito e salas de trabalho.
Exteriormente assemelha-se a  um paralelipípedo, onde se salienta o portal nobre, de estilo barroco, encimado por um grande escudo nacional do tempo do monarca que a mandou construir: D. João V.
Interiormente compõe-se de três salas que comunicam entre si através de arcos idênticos ao portal e integralmente revestidos de estantes, decorados a motivos chineses (na primeira sala em contraste ouro sobre fundo verde, na segunda, ouro sobre fundo vermelho e na última ouro sobre fundo negro).
Toda a sua arquitectura envolve um retrato de D. João V que, colocado na parede do topo do edifício, na última sala, funciona como "ponto de fuga" da biblioteca da Universidade de Coimbra, também chamada, noutros tempos, Casa da Livraria. A nave central da Joanina faz com que a sua estrutura se assemelhe à de uma capela, em que o retrato de D. João V ocupa o lugar do altar. A dourada moldura da tela imita uma cortina, que se abre para exibir, numa "esplendorosa composição alegórica", o rei.
Se, agora, quiser ficar a saber mais algumas curiosidades e segredos acerca desta biblioteca, não perca  o vídeo seguinte, onde Carlos Fiolhais fala sobre a Joanina.

domingo, junho 23, 2013

Um passeio pelo Porto

Aqui fica a sugestão de hoje: um passeio pelo Porto.  Até porque o S. João se comemora já na próxima madrugada, e o Porto vai estar em festa.
A cidade do Porto que é conhecida como a Cidade Invicta e como a Capital do Norte, foi considerada pela Lonely Planet, no Top 10 dos destinos europeus para 2013. O Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e beneficia de uma localização geográfica privilegiada, complementada por uma moderna rede de transportes. É a 2ª cidade portuguesa (é uma cidade global de tipo gama) e fica situada no noroeste da Península Ibérica. Tem 41,66 km² de área, e uma população de 237.584 habitantes (2011). É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho (o vinho do Porto), pelas suas pontes e arquitectura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Património Mundial pela UNESCO, bem como pela sua gastronomia.
O São João do Porto é uma festa popular, que tem lugar de 23 para 24 de Junho, em que se celebra o nascimento de São João Baptista. Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam o lançamento de balões de ar quente, os martelos de plástico usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os alhos-porros, os ramos de cidreira e de limonete, usados para pôr na cara das pessoas que passam e as cascatas sanjoaninas. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I.
Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade, especialmente, nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existe música popular e quase sempre, boa comida, em especial, sardinhas e carnes grelhadas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada. Os mais resistentes, percorrem, depois, toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
Se não puder ir até lá, veja o belíssimo filme que se segue, e que foi realizado por Emílio de Azevedo Campos. 
 

sábado, junho 22, 2013

Vai uma Sombra?

Estrada em Castelo de Vide, Portugal.
Agora que começou o verão, nada como uma boa sombra para nos refrescarmos. Sugiro-lhe por isso, que veja a bela apresentação que se segue, e que mostra os 10 mais belos túneis feitos com árvores.
Graças a estes túneis, localizados em vários países, tem a possibilidade de dar uma bela volta ao mundo, sem sair de casa.
Faça uma boa viagem!   

sexta-feira, junho 21, 2013

Canção do Mar

"Canção do Mar" é uma canção portuguesa da autoria de Frederico de Brito e Ferrer Trindade. Foi cantada por Amália Rodrigues em 1955, no filme "Os Amantes do Tejo" sob o nome de "Solidão".
Em 1987, Anamar lança o álbum "Almanave", onde incluiu uma nova versão de "Canção do Mar".  Dulce Pontes gravou depois, também, uma versão da música no seu álbum "Lágrimas", de 1993. Esta tornou-se a mais conhecida versão, sendo incluída nas bandas sonoras dos filmes americanos "A Raiz do Medo" ("Primal Fear"), no qual Richard Gere (que quis pessoalmente, que esta música fosse incluída) contracena com Edward Norton e "Atlantis: O Continente Perdido" ("Atlantis: The Lost Empire"), da Disney.
Outras artistas internacionais também se renderam a esta música, cantando as suas próprias versões em outras línguas, tal como: Hélène Segara ("Elle, tu l'aimes", 2000, com o videoclipe filmado no Alentejo e com Ricardo Pereira), Chenoa ("Oye, Mar", 2002) e Sarah Brightman ("Harem", 2003).
No Brasil, a "Canção do Mar" foi gravada inicialmente por Agostinho dos Santos em 1956, e no ano seguinte, foi gravada por Almir Ribeiro. Esta música também foi usada como tema de abertura de uma telenovela, que é  uma adaptação do romance "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis.
Interpretado por Dulce Pontes, este tema tornou-se um dos maiores êxitos da música portuguesa de sempre. É, provavelmente, a canção portuguesa mais conhecida fora de Portugal, interpretada até hoje pelo mundo fora por vários artistas.
Veja agora  dois vídeos: um com a Canção do Mar cantada em português, russo e tártaro e outro com a cantora portuguesa Dulce Pontes, que transformou este tema, num hino.

Fui bailar no meu batel
Além no mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar...contigo     
 E agora ouça a cantora portuguesa Dulce Pontes, a interpretar a Canção do Mar. Não há palavras, para descrever as emoções que transmite. 

quinta-feira, junho 20, 2013

Tree for Two

Proponho-lhe hoje um pequeno filme de animação. "Tree for Two" foi realizado por Joel Furtado com música de Maichael Creber. Foi elaborado em oito meses, para um trabalho que realizou enquanto estudante do Instituto Emily Carr de Art & Design, em 2006. Joel Furtado vive em Vancôver (no Canadá) e trabalha para a Microsoft. Não perca a oportunidade de ver este filme e de conhecer melhor o seu autor, clicando aqui.

quarta-feira, junho 19, 2013

Chan Chan

Oiça e veja Compay Segundo, ao vivo no Olympia, em Paris (1999), interpretando Chan Chan. Compay Segundo, (1907 - 2003) foi um clarinetista, tresero e compositor cubano. Compay Segundo costumava afirmar que, desde os cinco anos, acendia os puros (charutos) para a avó. Não é por acaso que em Santiago, fez o que grande parte da população cubana fazia: aprendeu o ofício de enrolador de charutos. Ao mesmo tempo, tinha aulas de clarinete. Foi tocando este instrumento que fez a sua primeira viagem a Havana, em 1929, com a Banda Municipal de Música.  Autodidata do tres e de violão, criou um novo instrumento de corda, que misturava aqueles instrumentos, o armónico. Muitas das suas composições musicais caracterizam-se pelo conteúdo imaginativo e por um grande sentido de humor. Na década de 30, com o quarteto Hatuey, viajou até ao México, onde participou em dois filmes, "México Lindo" e "Tierra Brava". Também foi no México que integrou, como clarinetista, o grupo "Matamoros" e teve a oportunidade de trabalhar com o músico Benny Moré. Aí, fundou ainda, em 1942, a dupla "Los Compadres", cantando com o cubano Lorenzo Hierrezuelo. Lorenzo era a primeira voz e tinha o apelido de Compay Primo (primeiro compadre), enquanto Repilado (um dos seus apelidos) era a segunda voz, o Compay Segundo, pseudónimo que o acompanhou até o fim de seus dias e pelo qual é reconhecido mundialmente.
A sua carreira sofreu inúmeras mudanças. Integrou o sexteto "Los Seis Ases", o "Cuarteto Cubanacán", e foi clarinetista da Banda Municipal de Santiago de Cuba. Em 1956 criou o grupo "Compay Segundo y sus Muchachos", com quem trabalhou até à morte.
Compay Segundo foi um artista único. Os estilos musicais em que transitava eram: o "son", a "guaracha", o  "bolero" e as "canciones" com marcados matizes caribenhos. A sua voz, grave e redonda, acompanhou célebres cantores de fama internacional. Com os "muchachos" do seu grupo, foi capaz de fazer dançar multidões de todos os continentes. Realizou digressões pela América Latina e Europa, particularmente Espanha, onde gravou os seus últimos discos. É em Espanha entre 1992 e 1995, que se iniciou a sua consagração internacional e se verificou a retomada da sua carreira artística,  a partir de uma antologia sua, organizada por Santiago Auserón.
Compay Segundo participou, também activamente, do ambicioso projecto "Buena Vista Social Club", um disco produzido por Ry Cooder, em 1996, em que se reuniram os grandes nomes da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Juan de Marcos González, Rubén González, Manuel "Puntillita" Licea, Orlando "Cachaito" López, Manuel "Guajiro" Mirabal, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Barbarito Torres, Amadito "Tito" Valdés e Pio Leyva. O disco foi premiado com o Grammy e promoveu um ressurgimento fabuloso de músicos cubanos que, em alguns casos, estavam no ostracismo há mais de 10 anos. O disco é o tema central do documentário homónimo, dirigido pelo alemão Wim Wenders.
Aos 94 anos, Compay Segundo estreou-se, ainda,  nos palcos como actor, numa peça intitulada "Se secó el arroyto" (algo como "secou-se o riozinho"). Esta peça é baseada numa de suas canções e  narra os amores frustrados de um casal de jovens, nos anos anteriores à Revolução Cubana (1959).
Entre as canções mais conhecidas, interpretadas por Compay Segundo, estão: "Sarandonga", "Saludos, Compay", "¿Y tú, qué has hecho?", "Amor de la loca juventud", "Juramento" e "Veinte años". No entanto, a mais famosa de todas é "Chan Chan", que, lhe proponho que oiça hoje.

terça-feira, junho 18, 2013

Ai Margarida

Para assinalar o 125º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa, comemorado recentemente, proponho-lhe que oiça, hoje, o fado "Ai Margarida". Este poema de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa) é interpretado pelo fadista português Camané, com música de Mário Laginha, que o acompanha ao piano. Este tema, "Ai Margarida", é um dos inéditos da compilação de êxitos que chegou às lojas em final de Abril. "O Melhor 1995-2013" é o nome do disco "best of" que reúne os principais temas do repertório do fadista de 45 anos. Camané estreou-se nos discos em 1995, com "Uma Noite de Fados", e lançou o seu mais recente álbum, "Do Amor e dos Dias", em 2010.

 Ai, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que farias tu com ela?
— Tirava os brincos do prego,
Casava c'um homem cego
E ia morar para a Estrela.

Mas, Margarida,
Se eu te desse a minha vida,
Que diria tua mãe?
— (Ela conhece-me a fundo.)
Que há muito parvo no mundo,
E que eras parvo também.

E, Margarida,
Se eu te desse a minha vida
No sentido de morrer?
— Eu iria ao teu enterro,
Mas achava que era um erro
Querer amar sem viver.

Mas, Margarida,
Se este dar-te a minha vida
Não fosse senão poesia?
— Então, filho, nada feito.
Fica tudo sem efeito.
Nesta casa não se fia.

Comunicado pelo Engenheiro Naval Sr. Álvaro de Campos (Fernando Pessoa ) em estado de inconsciência alcoólica.

segunda-feira, junho 17, 2013

As Desigualdades no Mundo

As Desigualdades no Mundo actual através de uma apresentação elaborada por alunos do 12º B.
Os grandes contrastes entre os Estados Unidos da América e a República Democrática do Congo, estão hoje em evidência.
Os Estados Unidos da América, são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte. Os E.U.A. localizam-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios nas Caraíbas e no Oceano Pacífico.
Com 9,37 milhões de km² de área e cerca de 309 milhões de habitantes, o país é o quarto maior em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em população. Os Estados Unidos são uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. A sua geografia e clima são extremamente diversificados, com desertos, planícies, florestas e montanhas que abrigam uma grande variedade de espécies.
A República Democrática do Congo (ex-Zaire), é  por vezes designada RDC, RD Congo, Congo-Kinshasa, para se diferenciar do vizinho Congo (que também é chamado de República do Congo, Congo-Brazzaville ou Congo-Brazavile). A RDC tornou-se o segundo maior país de África, depois da Argélia, após a independência do Sudão do Sul. Confina a norte com a República Centro-Africana e com o Sudão do Sul, a leste com Uganda, Ruanda, Burúndi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, a sul com Angola e a oeste com o Oceano Atlântico, com o enclave de Cabinda e com o Congo. A capital e maior cidade é Kinshasa.
Com uma população de quase 70 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo é o mais populoso país francófono, além de ser o décimo segundo país mais extenso do mundo. Tornou-se independente da Bélgica em 1960, e está entre um dos países com os menores valores de PIB nominal per capita, à frente apenas do Burúndi. Porém, o país é considerado o mais rico do mundo no que diz respeito a  recursos naturais e recursos económicos.
O país é cortado pelo rio Congo, que é a principal fonte de abastecimento de água do país. O clima da RDC  é, predominantemente, equatorial (quente e húmido), com chuvas frequentes quase todo o ano. Nos planaltos e montanhas a leste, predomina o clima tropical de altitude e subtropical.
 

domingo, junho 16, 2013

Afinal a quem é que devemos tanto dinheiro?

Hoje sugiro-lhe que veja e oiça  Jeremy Irons, na entrevista que deu ao programa televisivo português, de humor e crítica social,  "Cinco para a Meia Noite". Um dos assuntos abordados foi a crise na Europa, ou seja, falou das dívidas de alguns países e acerca de, a quem é que devemos tanto dinheiro?
Jeremy Irons (1948) é um premiado actor britânico. Estudou arte dramática na conceituada escola Bristol Old Vic School e acabou por entrar para a companhia de teatro Bristol Old Vic, onde ganhou experiência a trabalhar em diversas peças, desde obras de Shakespeare até dramas contemporâneos. Em 1971, mudou-se para Londres. Aí iniciou uma carreira bem sucedida num teatro no West End e na televisão. Sendo extremamente elegante e bem-falante, Jeremy Irons encaixava perfeitamente em papéis que retratassem membros da aristocracia. Assim, em 1981, desempenhou o papel principal na famosa série da BBC "Brideshead Revisited" (Reviver o Passado em Brideshead), que contava, entre outros nomes consagrados, com a presença de Laurence Olivier.  Com este trabalho, a sua fama ultrapassou as fronteiras da Europa, chegando aos EUA. Nesse mesmo ano, contracenou com Meryl Streep no filme "A Mulher do Tenente Francês".  Em 1990, desempenhou o papel de um milionário suspeito de assassínio, no filme "O Reverso da Fortuna", onde contracenou com Glenn Close, desempenho que lhe valeu o Óscar de Melhor Actor (principal) e o Golden Globe Award para Melhor Actor. Consagrado como um dos actores mais respeitados tanto na Europa como nos EUA, a sua carreira conta com outros filmes de renome como "Kafka" (1990), uma película do aclamado realizador francês Louis Malle na qual Irons contracena com Juliette Binoche, "M. Butterfly" (1993). Ainda nesse ano, Jeremy Irons deslocou-se a Portugal, onde se desenrolaram parte das filmagens de "The House of the Spirits" (A Casa Dos Espíritos), um filme inspirado no livro de Isabel Allende.

sábado, junho 15, 2013

Uma História Surpreendente...

Hoje, deixo-o com uma história surpreendente.
Lawrence Anthony, é uma lenda na África do Sul.  Autor de 3 livros, entre eles o best-seller  "O Encantador de Elefantes",  resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas. Um dos casos mais célebres em que participou, foi o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdad, durante a invasão dos Estados Unidos, em 2003. No dia 2 de Março de 2012 Lawrence Anthony faleceu. De acordo com a família, dois dias após o seu falecimento, elefantes selvagens apareceram em sua casa guiados por duas grandes matriarcas. Outras manadas selvagens apareceram em bandos para dizer adeus ao seu amado amigo-homem. Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 12 milhas para chegar à sua residência sul-africana.
A suprema inteligência e o timing perfeito com que estes elefantes pressentiram o falecimento de Lawrence é  surpreendente.
A esposa de Lawrence ficou particularmente comovida, pois sabia que os elefantes há já três anos que não apareciam por ali! Parecia que os elefantes queriam apresentar as suas sentidas condolências, em honra do amigo que lhes salvou as vidas e tamanho era o seu respeito por ele, que ficaram por dois dias e duas noites sem comer absolutamente nada. E uma manhã partiram para a sua longa viagem de volta.

sexta-feira, junho 14, 2013

Ai Mouraria

A Mouraria é um dos mais tradicionais bairros da cidade de Lisboa, e deve o seu nome ao facto de D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa, ter confinado os muçulmanos nesta zona da cidade. Foi, então, neste bairro que permaneceram os mouros após a Reconquista Cristã. Por sua vez, os judeus ficaram confinados aos bairros do Castelo.
Pensa-se que a dolência e a melancolia dos cânticos  árabes e  negros estão na origem do Fado. É preciso não esquecer que nasceu na Rua do Capelão, junto ao Beco dos Três Engenhos, Maria Severa Onofriana, primeira fadista portuguesa e expressão máxima do fado à época. Na casa em frente, nasceu já no século XX, aquele que foi considerado o "rei do fado da Mouraria", Fernando Maurício. A Rua do Capelão faz hoje parte da iconografia do Fado. Mais acima, na Travessa dos Lagares, cresceu Mariza, a mais internacional fadista portuguesa contemporânea.
Depois da abertura ao público do Centro Comercial da Mouraria no Martim Moniz, o bairro tornou-se num local bastante movimentado e acolhedor. Actualmente, a Mouraria é considerado um dos bairros mais seguros da capital. É, também, um ponto de encontro de gentes de diferentes culturas e, simultaneamente, um local que mantém vivas as suas antigas tradições populares, como se pode confirmar pela existência de várias casas de fado, bares, tabernas e colectividades culturais e desportivas a par de estabelecimentos comerciais de origem chinesa e indiana, entre outros.
A "Marcha da Mouraria" e os fados "Ai Mouraria, e  "Há Festa na Mouraria",  na voz de Amália Rodrigues, são algumas das músicas associadas a este típico bairro Lisboeta.

Ai Mouraria
da velha Rua da Palma,
onde eu um dia
deixei presa a minha alma,
por ter passado
mesmo a meu lado
certo fadista
de cor morena,
boca pequena
e olhar trocista.

Ai Mouraria
do homem do meu encanto
que me mentia,
mas que eu adorava tanto.
Amor que o vento,
como um lamento,
levou consigo,
mais que inda agora
a toda a hora
trago comigo.

Ai Mouraria
dos rouxinóis nos beirais,
dos vestidos cor-de-rosa,
dos pregões tradicionais.
Ai Mouraria
das procissões a passar,
da Severa em voz saudosa,
da guitarra a soluçar.

quinta-feira, junho 13, 2013

As Marchas Populares de Lisboa

Hoje, dia de Santo António, não poderia deixar de falar das Marchas Populares que se realizam em Lisboa. As Marchas Populares de Lisboa remontam a 1932 (tal como são conhecidas hoje), sendo uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa. Às marchas, associaram-se em 1958, os Casamentos de Santo António. É importante referir-se, porém, que em Lisboa já se realizavam marchas desde o século XVIII.
As Marchas Populares são, portanto, uma antiga tradição portuguesa, cuja etapa mais importante decorre na noite de 12 de Junho, na  Avenida da Liberdade. Se quiser ver o que foi este evento, em 2012, basta clicar aqui.
Macau vai voltar este ano às Marchas de Lisboa, na noite de Santo António, na Avenida, abrindo o desfile com a dança do Leão, na qual participa também o grupo japonês Arauma Chiyo, que vai executar a dança do cavalo selvagem.
Contudo, não poderia deixar de salientar que também em Setúbal a tradição das Marchas Populares tem uma forte expressão, agregando colectividades de toda a cidade e arredores.
Agora não deixe de ver o que foi a Marcha da Madragoa em 2011.  A Madragoa é um dos bairros populares de Lisboa, e um local que vale a pena visitar. Bairro antigo, conhecido no passado por Mocambo ou Moçambo, quando no século XVI a Rua da Esperança era a estrada para Belém, e a única saída oeste de Lisboa. Antes do terramoto, no século XVIII, não era mais do que uma pequena póvoa habitada essencialmente por pessoas de origem africana. O nome Madragoa pensa-se que deriva da presença em tempos, do Convento das Madres de Goa. Na zona envolvente da encosta construíram-se conventos, palácios e grandes apartamentos burgueses, ao estilo pombalino, e a Madragoa continuou voltada ao rio. No século XIX, migrações de população da zona de Aveiro - especialmente de Ovar - enraizaram o carácter da faina do rio, e assim surgiram as varinas. Estas, comercializavam legumes frescos e peixe. Posteriormente, grande parte destas pessoas optou por ficar na Madragoa. Na maioria, eram casais de pescadores e varinas. Na actualidade e do ponto de vista social, existe uma grande incidência de população idosa. Do ponto de vista das actividades económicas as situações predominantes referem-se aos reformados, domésticas, operários, trabalhadores dos transportes, comerciantes locais e estudantes. É uma população de fracos recursos económicos, escolares e profissionais.

quarta-feira, junho 12, 2013

Os Santos Populares

A cidade de Lisboa festeja, todos os anos, durante o mês de junho, os Santos Populares. O Santo António é, contudo, aquele que é mais  festejado.
O culto a Santo António está associado a ritos de fertilidade daí ser tradição os jovens queimarem alcachofras para saber do futuro dos seus amores e pedirem a sua protecção. O auge das Festas de Santo António são as Marchas Populares, que representam os diversos bairros lisboetas. Este acontecimento leva milhares de espectadores à Avenida da Liberdade. A festa acaba com os arraiais montados nos mais típicos bairros de Lisboa, em especial em Alfama e na Madragoa, onde o centro das celebrações é a sardinha assada e a sangria. São noites de grande alegria. Decoram-se as ruas com balões e arcos de papel às cores, há bailaricos nos pequenos largos, mangericos e tronos ao Santo António.
Alfama é o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa. Actualmente, abrange as freguesias de São Miguel, Santo Estêvão, São Vicente de Fora e parte da Freguesia da Sé (Rua do Barão e Rua São João da Praça). O seu nome deriva do árabe al-hamma, que significa banhos ou fontes.
As vistas mais espectaculares sobre Alfama têm-se do passeio público formado pelos miradouros das Portas do Sol e de Santa Luzia. Por cima e envolvendo Alfama ficam a colina do Castelo de São Jorge, e a colina de São Vicente. Para além do Castelo, os principais monumentos da zona são a Sé, a Igreja de Santo Estêvão e a Igreja de São Vicente de Fora.
Alfama é um bairro muito peculiar, porque se assemelha a uma antiga aldeia, não só no aspecto, mas também. porque tem  uma comunidade relativamente pequena e próxima. O bairro é frequentado diariamente por turistas portugueses e estrangeiros, sendo considerado como o mais seguro de toda a cidade de Lisboa. É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como pelos festejos dos Santos Populares, em especial na noite de Santo António, de 12 para 13 de Junho.

terça-feira, junho 11, 2013

Um Mundo de Contrastes

"Um Mundo de Contrastes", pelas mãos de um grupo de alunas do 12º B. Esta apresentação procura demonstrar as desigualdades existentes no mundo actual. Em evidência neste trabalho estão, a Nova Zelândia e o Haiti.
A Nova Zelândia é um país insular localizado no sudoeste do Oceano Pacífico e  formado por duas grandes ilhas, Ilha do Norte e Ilha do Sul e por numerosas ilhas menores, sendo as mais notáveis as ilhas Stewart e Chatham.
O nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia é Aotearoa, normalmente traduzido como "A Terra da Grande Nuvem Branca". Os domínios da Nova Zelândia também incluem as Ilhas Cook e Niue (que se auto-governam mas em associação livre); Tokelau; e a Dependência de Ross (reivindicação territorial da Nova Zelândia na Antárctida).
A Nova Zelândia é notável pelo seu isolamento geográfico: está situada a cerca de 2 000 km a sudeste da Austrália, da qual está separada pelo mar da Tasmânia.  Os seus vizinhos mais próximos ao norte são a Nova Caledônia, Fiji e Tonga. Devido ao seu isolamento, o país desenvolveu uma fauna distinta dominada por pássaros, alguns dos quais foram extintos após a chegada dos seres humanos e dos mamíferos introduzidos por eles. A maioria da população da Nova Zelândia é de ascendência europeia, os nativos maoris são uma minoria. Asiáticos e polinésios não-maori também são grupos de minoria significativa, especialmente nas áreas urbanas. A língua mais falada é o inglês. Isabel II é a chefe de estado do país e é representada por um governador-geral cerimonial, que detém poderes de reserva. A rainha não tem nenhuma influência política substancial e sua posição é essencialmente simbólica. O poder político é mantido pelo parlamento da Nova Zelândia, sob a liderança do primeiro-ministro, que é o chefe de governo do país. O Haiti, oficialmente República do Haiti, é um país das Caraíbas que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola (ou Ilha de São Domingos), possuindo uma das duas fronteiras terrestres da região, a fronteira que faz com a República Dominicana, a leste. Além desta fronteira, os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste. A capital é Porto Príncipe.

segunda-feira, junho 10, 2013

Portugal

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...
Alexandre O'Neill

domingo, junho 09, 2013

Sunrise

Oiça e veja a bela Norah Jones em "Sunrise".
Norah Jones  (1979) é uma pianista, cantora e compositora dos Estados Unidos. Norah nasceu na cidade de Nova Iorque e é filha do recentemente falecido tocador de sitar indiano, Ravi Shankar, tendo vivido a sua infância com a mãe, Sue Jones, que se mudou para Dallas, Texas, quando Norah tinha quatro anos. Norah é uma artista premiada (multi-Grammy Award) cuja carreira foi impulsionada em 2002 com seu álbum de estreia "Come Away With Me", um álbum jazz piano com um toque de soul/folk, que obteve um grande êxito.O seu mais recente trabalho, lançado em Maio de 2012, é "Little Broken Hearts". Neste trabalho, a cantora mostra um novo estilo musical, com um som bem diferente de seus outros álbuns. 

sábado, junho 08, 2013

Praga de Ponto em Branco

Como é que é Praga no Inverno? Pode ficar a saber isto e muito mais vendo aqui Praga, numa noite de Inverno, através da bela apresentação que seleccionei para hoje.
Praga é a capital e a maior cidade da República Checa e situa-se na margem do rio Vltava. É conhecida como a  "cidade das cem cúpulas", e é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa. Praga é famosa pelo seu extenso património arquitectónico e a rica vida cultural. É importante também porque é o principal centro económico e industrial da República Checa. Situada na Boémia central, a cidade de Praga localiza-se sobre colinas, nas margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. O percurso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda do Vltava. Praga tem uma área de 496 km² e uma população de 1 237 893 habitantes, de acordo com o censo de 2009, perfazendo uma densidade demográfica de 2357,07 hab./km².
Aprecie esta bela cidade através da apresentação que se segue e dê um passeio por Praga, pela mão de portugueses que lá vivem, vendo o episódio 8 do Portugueses Pelo Mundo.