domingo, novembro 20, 2022

A Viúva e o Papagaio

 A Viúva e o Papagaio é um livro de Virginia Woolf (recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5.º ano de escolaridade).

Virginia Woolf  (1882 - 1941), desde cedo ligada a grupos de intelectuais, casou em 1912 com Leonard Woolf e com ele fundou a editora Hogarth Press, responsável pela revelação de autores como Katherine Mansfield e T. S. Eliot e pela publicação das suas próprias obras. Reconhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo britânico, destacam-se entre os seus trabalhos os romances Mrs Dalloway (1925), Orlando (1928) e As Ondas (1931), assim como o ensaio Um Quarto que Seja Seu (1929). Após sucessivas crises depressivas e não suportando o isolamento provocado pelo agravar da Segunda Guerra Mundial, suicida-se em março de 1941, em Lewes.

Sinopse:

Imprevisível, divertido e inteligente, este conto acompanha a aventura da Sra. Gage, uma velha viúva que descobre uma herança inesperada com a ajuda de um papagaio invulgar. "Não está ninguém em casa!", "Não está ninguém em casa!" é só o que o papagaio James sabe dizer, mas ele esconde um segredo, assim como esta história esconde uma lição…

sábado, novembro 19, 2022

Da Ya Think I'm Sexy?

Ouça Rod Stewart em Da Ya Think I'm Sexy? (Vídeo oficial)

Oh, nah, yeah, yeah, yeah

She sits alone, waiting for suggestions
He's so nervous, avoiding all the questions
His lips are dry, his heart is gently pounding
Don't you just know exactly what they're thinking?
His heart's beating like a drum (like a drum)
Is he gonna get this girl home?
Relax, soon, baby, we'll be all alone
Don't you just know exactly what they're thinking?

If you want my body and you think I'm sexy
Come on, sugar, tell me so
If you really need me, just reach out and touch me
Come on, honey, tell me so

Alright

He's acting shy, looking for an answer
Come on, honey, let's spend the night together
Now hold on a minute before we go much further
Give me a dime so I can phone my mother
They catch a cab to his high-rise apartment
At last he can tell exactly what his heart meant

If you want my body and you think I'm sexy
Come on, sugar, tell me so (tell me so)
If you really need me, just reach out and touch me
Come on, honey, tell me so
Oh yeah, yeah, yeah
Yeah, ooh, ooh
I like this, I like this, I like this

Come on, baby, spend the night
I promised to behave myself
Oh yeah, oh yeah
Yeah, yeah, yeah
His heart's beating like a drum (like a drum)
Is he gonna get this girl home? (is he)
We'll soon, baby, we'll be alone
Don't you just know exactly what they're thinking?

If you want my body and you think I'm sexy
Come on, sugar, tell me so
If you really need me, just reach out and touch me
Come on, honey, tell me so (tell me so)

If you really, really, really need me
Just let me know
Just let me know
If you really need me
If you really, really, really need me
Just let me know
Just let me know
Oh yeah, yeah, yeah

sexta-feira, novembro 18, 2022

Nazaré

Nazaré é um filme (longa-metragem) português realizado por Manuel Guimarães em 1952.

Este filme conta no elenco com Virgílio Teixeira (António Manata), Helga Liné (Maria da Nazaré), Artur Semedo (Manuel Manata), Maria José (Estrela), Manuel Lereno (Torcido), Maria Olguim (ti Isaura), José Vítor (ti Manel Peixe Mau), Maria Schultz (Emília), Luís de Campos (ti Augusto Mar Ruim), Jaime Santos (Gagan), Pestana de Amorim (ti Tocha), João Iglézias (Sol-à-Barca), Almeida Santos (Baila Sapatos), Dórdio Guimarães (Joaninho) e rapazes da Nazaré e a colaboração dos arrais Manuel Vagos, António Batista e do Rancho Folclórico Tá-Mar.

Sinopse:

Manuel e António Manata são irmãos e pescadores, na Nazaré, numa família a quem o mar traz invariavelmente a morte. Manuel é arrais sem barco, constrangido a pedir favores ao ti Manel Peixe Mau, armador que lhe vai cedendo embarcação para a faina. António está tomado de amores por Maria da Nazaré, com quem acaba por casar. Um dia, um temporal quase ceifa a vida dos homens da companha de Manuel Manata e faz o irmão ganhar medo ao mar. E vêm os dias de fome, com as ondas e os ventos invernais a não deixar os pescadores sair...

quinta-feira, novembro 17, 2022

5 Dicas para Disfarçar a Barriguinha

Saiba quais são as 5 Dicas para Disfarçar a Barriguinha, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. Neste vídeo Luciane mostra-lhe como disfarçar a barriguinha que é o calcanhar de Aquiles de qualquer mulher. 

Neste vídeo aqui ficam 5 dicas de moda feminina super especiais para se sentir mais confortável com a região abdominal.

Ora veja. 

Vale bem a pena.

quarta-feira, novembro 16, 2022

Viagem a Portugal

Viagem a Portugal é um livro do escritor e Prémio Nobel português José Saramago.

A Viagem a Portugal de Saramago foi transformada em série televisiva pela RTP. O viajante é o humorista brasileiro Fábio Porchat.

Fábio percorre "todas as cidades, cada cantinho" visitados por Saramago no livro. O objetivo desta série documental é mostrar "o que hoje é Portugal e o que um dia foi".

Sinopse:

Entre outubro de 1979 e julho de 1980, José Saramago percorreu o país lés a lés a convite do Círculo de Leitores, que comemorava o décimo aniversário da sua implantação em Portugal. 

Disse o autor após essa deambulação, misto de crónica, narrativa e recordações, que "o fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite... É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos".

terça-feira, novembro 15, 2022

El Floridita

El Floridita, ou simplesmente Floridita, é um bar e restaurante histórico situado em Havana Velha, Cuba.  Aberto em 1817, com o nome La Piña de Plata ("O Ananás de Prata"), no local que ainda ocupa, o bar é famoso pelos seus daiquiris - o slogan do Floridita é "La cuna del daiquiri" (o berço do daiquiri) - e por ter sido um dos locais de lazer favoritos de Ernest Hemingway em Havana.

O escritor norte-americano foi um cliente assíduo durante vários anos e contribuiu muito para a fama do bar com a sua frase "Mi mojito en La Bodeguita, mi daiquirí en El Floridita" ("o meu mojito na La Bodeguita, o meu daiquiri no El Floridita") escrita na parede do bar La Bodeguita del Medio. Hemingway acabou por tornar-se o principal atrativo turístico para visitantes vindos de todo o mundo para conhecer o bar, a ponto de uma das grandes atrações do bar ser uma estátua em tamanho natural do escritor, colocada numa extremidade do balcão.

Aliás, a própria história do daiquiri passa pelo El Floridita. Embora tenha origem incerta, como grande parte das receitas tradicionais, foi no balcão do bar El Floridita, em Havana, que o Daiquiri ganhou notoriedade internacional. Isto porque Constantino Ribalaigua, o seu cantinero mais famoso e bartender-chefe, também conhecido como Rey de los Cocktails, desenvolveu versões exclusivas da bebida, que se tornaram a marca registada da casa.

Entre os seis tipos de Daiquiris servidos no El Floridita, o "Número 4" ou Frozen Daiquiri, é considerado a estrela do menu. Também é conhecido porque foi  uma das especialidades criadas por Constantino. Hemingway, por sua vez, era tão assíduo frequentador que ganhou uma receita personalizada, servido com dose dupla de rum, o famoso "Papa Doble". 

Já sob direção de Antonio Meilan, da família de Constantino, surgiu, o Ernest Hemingway Special.
Frozen Daiquiri
Em seguida veio o Daiquiri Número 3 ou Floridita Special, o Número 5 ou Daiquiri Pink e o Número 2.

Este bar e restaurante de Havana, caracteriza-se não só pelos seus cocktails de sabores finos e drinks charmosos, mas também por uma gastronomia única.
Deixo-lhe agora a receita de um dos seus cocktails famosos: o Frozen Daiquiri.

Ingredientes
60 ml de Rum Havana Club Añejo 3 Años
5 ml de licor de marrasquino
1 copo de gelo triturado
2 colheres de sopa de açúcar
Metade de um limão

Preparação
Coloque o açúcar, o licor de marrasquino, o rum e o gelo dentro de um liquidificador. Por cima, esprema o limão. Bata os ingredientes no liquidificador até alcançarem uma textura suave, como um frapé. Sirva num copo de cocktail.
E agora, através do vídeo abaixo, faça uma viagem virtual até este famoso bar.

segunda-feira, novembro 14, 2022

Era Uma Vez...

Hoje deixo-lhe aqui um delicioso texto. Não deixe de o ler, porque vale mesmo a pena.


"Era uma vez um gato. Um gato com história e com pose, que, neste dia resolveu contar parte da história da sua vida.

Não sou um gato qualquer, embora não saiba se nasci em berço de ouro. O que sei, é que, sem saber como nem quando, fui despejado dos meus aposentos. Depois de andar aos tombos, sobrevivi. Fui parar à loja de velharias da nossa querida Celinha.

Ao princípio até achei piada, mas, como acontece com todos, com o passar do tempo comecei a cansar-me daquela estadia forçada.

Não posso deixar de dizer que os melhores tempos foram aqueles em que fui colocado na montra, à vista de todos os que passavam e que encostavam o nariz ao vidro (e eu, com os meus lindos olhos azuis, a bater-lhes a pestana, mas não os convenci). 

Também adorei quando um certo dia entraram duas damas a quem ao longo do tempo fui retirando o retrato e percebendo um pouco da sua personalidade (à semelhança do que fiz com outros clientes). 

A mais pequenita fazia-se desinteressada pelo artigo e chorava por uma baixa de preço. A outra era um pouco mais discreta e não regateava o preço. Sei que ficava toda contente, quando a amiga intercedia por ela ou lhe comprava o artigo desejado a preços mais convidativos. A pequenita segredava quando via alguma anomalia. Com um toque ou um gesto de cabeça, ia passando informação à outra que sofre de falta de vista já há algum tempo.

Como me senti feliz quando um certo dia, a pequenita pegou em mim e quase que me virou do avesso. Teceu alguns elogios (poucos) que a outra dama secundou. Quando, como quem não quer o gato, perguntou o preço, a coisa mudou de figura. A Celinha, que é boa vendedora, logo argumentou com os meus belos olhos azuis, que até eram de vidro, o que não acolheu aceitação por parte da minha pretendente.

Durante uns dias, quando as damas chegavam, falavam de mim, achavam-me bonito e estranhavam que ainda andasse por ali. Uma delas até disse que eu tinha a grande vantagem de não miar. Por uma ou duas vezes mais, a minha pretendente pegou-me ao colo e até conseguiu uma baixa de preço, o que para mim foi uma desconsideração, mas nada, nem assim me levou… 

Retornei ao meu lugar e mais nada aconteceu, a não ser, um olhar de soslaio uma vez por outra. Comecei a perder a esperança e posso dizer que ficava triste quando via sair a dama, com uns talheres, umas caixas, umas paneleirices, que na minha perspectiva de gato informado e convencido, não tinham graça nenhuma… 

Antes de chegar ao fim da minha história, vou puxar aqui dos meus galões e dizer que sou um gato cheio de predicados.

É que, para além de ter uns olhos azuis fabulosos (só um cego e a minha pretendente, é que dizem que não são de vidro), tenho a vantagem de não largar pelo, não gastar água, não gastar ração, não fazer necessidades, não precisar de ir ao veterinário e nem sequer miar. 

Afirmo, a pés juntos, que sou um gato com classe.

Ontem aconteceu um imprevisto. 

Já fora de horas a amiga da pequenita entrou na loja da Celinha e disse-lhe que ia levar o gato para dar à sua amiga Gabriela. Confesso aqui, que não dei pulos de contente porque não posso, mas fiquei muito feliz. 

Sem que lhe tenha sido pedido nada, a Celinha, que achou o gesto bonito e ainda estava muito sentida e de lágrimas nos olhos com a partida do seu querido Pina, baixou o meu preço, mas isso não beliscou a minha felicidade.

Sei que agora a minha vida vai mudar de rumo (tal como a da minha nova dona). Tenho a certeza de que vou para uma casa onde me querem bem e onde há uma coleção incompleta de gatos de que eu poderei fazer parte. Sabe-se lá se não encontrarei por lá o amor da minha vida, com uns verdadeiros olhos de vidro, lindos de morrer e de que não importa a cor.

P.S.

Era uma vez um gato… 

Um gato branco e de olhos azuis, com história e com pose, a quem deram o n.º 37 e com um carimbo cheio de classe que a minha querida Gabriela irá descobrir o que é. 

Eu não vos disse que não era um gato qualquer?


Como ainda não sei escrever, pedi à Armanda, a amiga da pequenita, que o fizesse por mim…

Beijinhos com muita amizade.

Miau... Miau…"

Autora: Mª Armanda Coelho

domingo, novembro 13, 2022

Moonlight Serenade

Vale a pena ouvir, no vídeo abaixo, esta maravilha de arrepiar, que é Carly Simon cantando Moonlight Serenade, de Glenn Miller.

Glenn Miller (1904 - 1944) apaixonou-se pela música quando, aos 11 anos, ganhou o seu primeiro trombone.

Aos 34 anos, formou a sua própria banda e pôs em prática a ideia de um clarinete a sublinhar seções de saxofone. Este "som Glenn Miller", tão característico e revolucionário, rapidamente se tornou famoso. Com sucessos como "Tuxedo Junction" e "In the mood", a sua orquestra reunia enormes multidões pelos EUA. Em 1941, "Chattanooga Choo Choo" tornou-se o primeiro álbum na história a vender um milhão de cópias.

Depois do ataque japonês a Pearl Harbour, Miller desfez a sua orquestra e alistou-se. O seu talento foi imediatamente direcionado para fortalecer o moral das tropas: decidiu-se que ele deveria comandar a modernização da banda das forças armadas. Alcançando sucesso instantâneo, a Glenn Miller Army Air Force Band apresentou-se mais de 800 vezes num ano, fora as transmissões rádio para as tropas na Europa e na África.

Além de um grande trombonista, como regente de orquestra Glenn Miller criou arranjos muito originais, trazendo um sincopado preciso e uma harmonia contagiante ao jazz de Nova Orleães. Ele foi um dos artistas com maior número de vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands.

Mas a estrelinha de Miller não duraria para sempre  – em dezembro de 1944, no auge da carreira, o seu desaparecimento chocaria o mundo.

I stand at your gate and the song that I sing is of moonlight
I stand and I wait for the touch of your hand in the June night
The roses are sighing a moonlight serenade
The stars are a glow and tonight how their light sets me dreaming
My love, do you know that your eyes are like stars brightly beaming?
I bring you and sing you a moonlight serenade
Let us stray till break of day in love's valley of dreams
Just you and I a summer sky, a heavenly breeze kissing the trees
So don't let me wait come to me tenderly in the June night
I stand at your gate and I sing you a song in the moonlight
A love song, my darling, a moonlight serenade
We can stay, till break of day

Ouça então esta excelente canção. 
Não perca porque vale bem a pena.

sábado, novembro 12, 2022

No Tempo do Caprandanda ou Kapalandanda?

Já alguma vez ouviu a expressão: no tempo do Caprandanda? É provável que sim. Contudo dever-se-ia dizer No Tempo do Kapalandanda. Porquê?

Segundo dizem os entendidos o correto seria escrever/dizer Kapalandanda, porque não existe a letra "R" na língua Umbundu, ao passo que o "C" é pronunciado [t∫i], e como tal diferente de "K".

Mas, quem foi Kapalandanda? Quem foi esta personagem que faz parte do cancioneiro Umbundu? 

A música dizia: "Kapalandanda walila / walilila ofeka yaye/ kapalandanda walila /eh/ walilila ofeka yaye"  (Kapalandanda chorou / chorou pela sua Terra/ Kapalandanda chorou / oh/ chorou pela sua Terra). 

Mas quem foi ele e porque chorou? 

Para perceber quem foi esta personagem e as suas façanhas deixo-lhe aqui em baixo o valioso contributo de Carlos Duarte, publicado no «Jornal o Chá», da Chá de Caxinde, Nº 10 - 2ª série, Luanda, Abril/Maio 2014.

"Kapalandanda era sobrinho do Soba Kulembe, da Catumbela. Ia ser Soba. Agiu de 1874-1886. Adolescente, ganhou fama por ter morto sozinho um leopardo que andava a comer as cabras (…) Ainda jovem, inconformado com a passagem e estadia de caravanas de (…) comércio, levando panos e sal para o Huambo – Bailundos – e trazendo borracha, cera, mel e marfim – sem pagamento, pediu uma audiência ao Soba, seu tio, e aos sekulus, onde tentou convencê-los a que fosse cobrada uma taxa – «Onepa» - a essas caravanas. O Soba, acomodado e com medo da reação dos colonos, não concordou. Kapalandanda então reuniu um grupo de guerreiros e foi para o mato, armar emboscadas e assaltar as caravanas, cujo produto, confiscado, era em parte distribuído pelos kimbos do sobado.

Quando os colonizadores tomaram conhecimento, foram falar com o Soba para que tomasse providências e acabasse com essa resistência. O Soba reuniu os melhores guerreiros e ordenou-lhes que fossem pegar Kapalandanda. Mas o resultado foi o contrário do previsto. O grupo de Kapalandanda dominou e derrotou fácil os guerreiros de Kulembe. Os colonizadores resolveram então fornecer armas de fogo o Kulembe, acreditando que, com essa vantagem, acabariam com o grupo guerrilheiro.

Mas Kapalandanda, agindo como um Robin Hood angolano, tinha já granjeado a simpatia de grande parte dos kimbos do sobado; então, emissários dos kimbos saíam para avisá-lo da movimentação das forças de Kulembe, o que lhe deu condições de espera-las para o confronto, em local que lhe era propício, anulando assim a vantagem das armas de fogo.

Uma vez mais a tropa de Kulembe foi derrotada, e Kapalandanda ficou melhor armado. Os colonizadores resolveram então enviar uma companhia de tropa portuguesa, comandada por um capitão de nome Almeida, para submeter Kapalandanda. O encontro deu-se no Sopé do Passe. O grupo de Kapalandanda saiu derrotado e ele levado preso, primeiro para o Forte da Catumbela, e depois para S. Tomé."

Tomás Gavino Coelho (nome grande da literatura angolana), pesquisou este assunto e chegou à seguinte conclusão: 

"Este escrito é do benguelense Augusto Thadeu Bastos (1873-1936), e descreve como o Kapalandanda era visto pelo poder colonial". 

sexta-feira, novembro 11, 2022

As Queijadas da Graciosa (Ilha Graciosa)

As Queijadas são um doce típico da Ilha Graciosa (Açores) e conhecidas um pouco por todo mundo. Noutros tempos eram designadas como Covilhetes de Leite e hoje em dia as Queijadas da Graciosa são uma das principais referências da doçaria desta região. 

Este doce era presença habitual nos dias de festa nas casas da ilha Graciosa. Nos últimos anos, as Queijadas da Graciosa são feitas numa unidade familiar na freguesia de São Mateus (Praia), sendo vendidas no mercado regional, nacional e no estrangeiro, tornando-se assim um dos principais cartões de visita desta bela ilha.

A sua confecção é toda realizada com produtos naturais, sempre respeitando as normas da doçaria da região.

Já no ano de 2015, uma importante conquista para as Queijadas da Graciosa foi o facto de terem recebido o Selo da Marca "Açores certificado pela natureza".

Se for visitar a Ilha Branca (Graciosa), não deixe de experimentar as Queijadas e maravilhar-se com este delicioso doce regional! Delicie-se!

Deixo-lhe agora uma receita deste doce que descobri aqui e outra no link acima.

Ingredientes

1 Kg. de Açúcar
2 Litros de leite
300 gr. de Farinha
20 Gemas
2 Ovos inteiros
100 gr. de Manteiga
Canela q.b.
Sal q.b.

Preparação

Para a confeção do recheio, que deve ser confecionado na véspera, coloca-se o leite e o açúcar num tacho e deixa-se ferver durante cerca de 2h30m até ficar um preparado espesso e com uma cor acastanhada. Mexa o preparado devagar algumas vezes enquanto estiver ao lume. Deixa-se arrefecer até ficar morno e adiciona-se as gemas batidas e duas colheres de sopa de manteiga, a canela e volta ao lume até levantar fervura, mexendo-se sempre. Reserva-se o recheio no frigorífico.

Para fazer a massa coloque num recipiente a farinha, quatro colheres de chá de manteiga derretida, uma colher de sopa de açúcar e um pouco de sal. Abre-se um buraco no centro e coloca-se os dois ovos.  Amassa-se muito bem e deixa-se repousar um pouco. Estende-se a massa muito fina.

Forram-se as formas já untadas com manteiga com a massa fina. Coloca-se no interior de cada forma um pouco de recheio e leva-se ao forno a 180 graus durante cerca de 30 minutos. 

quinta-feira, novembro 10, 2022

Modinha Para Gabriela

Ouça uma das divas da música brasileira, Gal Costa (falecida ontem), em Modinha Para Gabriela. Quem não se lembra?

Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ê meus camaradas

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela

Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou é assim que eu sou
Gabriela sempre Gabriela
Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ê meus camaradas

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela

Eu sou sempre igual não desejo o mau
Amo o natural etc e tal
Gabriela sempre Gabriela.

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela


Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou é assim que eu sou
Compositores: Dorival Caymmi

quarta-feira, novembro 09, 2022

Quais São As Blusas Chiques?

Saiba quais são as blusas consideradas chiques vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Neste vídeo Luciane  mostra-lhe alguns modelos de blusas, que não a deixam passar despercebida. São algumas blusas femininas muito chiques, que fazem qualquer mulher ter muita elegância, beleza feminina e estilo!

Algumas destas blusas são tendência da moda em 2023. Mas a maioria é atemporal, estando sempre na moda. Então veja o vídeo porque você vai gostar destas dicas de moda feminina. 


Ora veja. 
Vale bem a pena.

terça-feira, novembro 08, 2022

As Famosas Bebidas de Cuba

Cuba-Libre

Cuba possui um rico conjunto de bebidas originárias do país, que são extremamente famosas em todo mundo. Aqui vão elas:

  • Mojito: É um cocktail delicioso feito à base de rum branco. O seu acompanhamento é feito com folhas de hortelã o que deixa, ainda, esta bebida mais deliciosa e refrescante.

Este cocktail com mais de 100 anos, não tem a sua origem tão bem documentada quanto o daiquiri ou a cuba-libre. Sabe-se que floresceu na noite de Havana usando ingredientes nativos das Caraíbas. Os ingredientes são, além do rum, o açúcar (ou xarope), a hortelã, o limão e a água gaseificada.

A mistura de hortelã com bebidas é muito antiga. A exemplo do bullshot, o mojito teria sido criado por um inglês em alto-mar ou na terra. A diferença, neste caso, é que a história desta bebida era contada nos bares cubanos, em especial no "La Bodeguita del Medio", por ninguém menos que o escritor americano Ernest Hemingway. Segundo ele, o almirante e aventureiro inglês Francis Drake, o primeiro homem branco a aportar em inúmeras ilhas do Pacífico Sul, apaixonado pelos aromas da hortelã, teria sido o primeiro a misturar a planta com boas doses de rum.

Constantino Ribalaigua
  • Daiquiri: É uma bebida alcoólica ou, um cocktail  feito com rum, suco de lima, e açúcar ou xarope, de origem cubana. É uma das principais bebidas cubanas ao lado do mojito. O nome Daiquiri é o mesmo nome de uma praia perto de Santiago de Cuba e de uma mina de ferro situada na mesma área. A palavra vem do taíno, um idioma utilizado nas Antilhas e Bahamas que veio a ser extinto depois da colonização espanhola no século XVI. A bebida foi supostamente criada em 1905 num bar chamado Vénus em Santiago de Cuba, distante 37 quilómetros da mina, por um grupo de engenheiros americanos. 
  • Esta bebida, muito conhecida em Havana, é feita hoje em diversas versões. Embora tenha origem incerta, como grande parte das receitas tradicionais, foi no balcão do bar El Floridita, em Havana, que o Daiquiri ganhou notoriedade internacional. Isto porque Constantino Ribalaigua, o seu cantinero mais famoso e bartender-chefe, também conhecido como Rey de los Cocktails, desenvolveu versões exclusivas da bebida, que se tornaram a marca registada da casa.
  • Piña Colada: Esta bebida mundialmente famosa teve a sua origem em Porto Rico, em 1954, mas ganhou fama em Cuba. A Piña Colada é um cocktail  doce feito com rum, leite de coco e sumo de abacaxi (ou ananás). É servido geralmente batido ou mexido com gelo. O termo Piña Colada (pronuncia-se "pinha") pode traduzir-se como "abacaxi coado"!
  • Cuba-libre ou Cuba-livre: é uma bebida alcoólica, ou um cocktail feito à base de rum, refrigerante de cola e limão.

    Daiquiri
    Atribui-se a invenção desta bebida aos soldados norte-americanos que ajudaram nas guerras da independência cubana em 1898, o que explicaria o seu nome. Contudo, a história da cuba‐libre é controversa. Devido às alegações americanas de que um dos seus navios foi sabotado pela Espanha, os Estados Unidos envolveram-se em guerra contra os espanhóis, auxiliando as colónias deste império no seu processo de emancipação.
    Entre os norte-americanos enviados para Cuba estava o Capitão Russell, que supostamente teria levado Coca-Cola para a guerra. Já em Cuba, Russell teria solicitado uma dose de rum à qual misturou o refrigerante, criando assim a cuba‐libre, em referência ao objetivo das suas tropas na ilha.

    As controvérsias com esta versão residem em fontes que afirmam que a Coca-Cola só chegaria a Cuba em 1900, dois anos após o retorno de Russell aos EUA.

    segunda-feira, novembro 07, 2022

    Palavras...





    "Palavras - são tão inocentes e impotentes enquanto dispostas num dicionário; mas tão potencialmente boas ou más elas se tornam nas mãos de quem sabe combiná-las...".

    Nathaniel  Hawthorne

    domingo, novembro 06, 2022

    Te Amaré & Óleo de Mujer con Sombrero

    Ouça o cantor cubano Silvio Rodríguez em "Te Amaré" e "Óleo de Mujer con Sombrero".

    "Te Amaré" e "Óleo de Mujer con Sombrero", foram o sétimo e oitavo temas do concerto realizado em 2018, no teatro Martí, em Havana, Cuba. 

    Te Amaré  (Silvio Rodríguez)

    Te amaré, te amaré como al mundo
    te amaré aunque tenga final
    te amaré, te amaré en lo profundo
    te amaré como tengo que amar.

    Te amaré, te amaré como pueda
    te amaré aunque no sea la paz
    te amaré, te amaré lo que queda
    te amaré cuando acabe de amar.

    Te amaré, te amaré si estoy muerto
    te amaré al día siguiente, además
    te amaré, te amaré como siento
    te amaré con adiós, con jamás.

    Te amaré, te amaré junto al viento
    te amaré como único sé
    te amaré hasta el fin de los tiempos
    te amaré y, después, te amaré.

    Óleo de Mujer con Sombrero  (Silvio Rodríguez)

    Una mujer se ha perdido
    conocer el delirio y el polvo;
    se ha perdido esta bella locura,
    su breve cintura debajo de mí.
    Se ha perdido mi forma de amar;
    se ha perdido mi huella en su mar.

    Veo una luz que vacila
    y promete dejarnos a oscuras;
    veo un perro ladrando a la luna,
    con otra figura que recuerda a mí.
    Veo más: veo que no me halló;
    veo más: veo que se perdió.

    La cobardía es asunto
    de los hombres, no de los amantes.
    Los amores cobardes no llegan
    a amores o a historias, se quedan allí:
    ni el recuerdo los puede salvar,
    ni el mejor orador conjugar.

    Una mujer innombrable
    huye como una gaviota
    y yo, rápido, seco mis botas,
    blasfemo una nota y apago el reloj.
    Que me tenga cuidado el amor,
    que le puedo cantar su canción.

    Una mujer con sombrero
    —como un cuadro del viejo Chagall—,
    corrompiéndose al centro del miedo,
    y yo, que no soy bueno, me puse a llorar.
    Pero entonces lloraba por mí
    y ahora lloro por verla morir.

    sábado, novembro 05, 2022

    TUT, o Rei Menino

    Tutancámon (c. 1 341 a.C. — c. 1 323 a.C.) foi um faraó da décima oitava dinastia (governou de c. 1332–1323 a.C.), durante o período da história egípcia conhecido como Império Novo.

    Desde a descoberta de sua tumba quase intacta, foi chamado coloquialmente como Rei Tut. O seu nome original, Tutankhaten, significa "Imagem viva de Áton", enquanto que Tutankhamun significa "Imagem viva de Amom". 

    A descoberta a 4 de novembro de 1922, por Howard Carter, da tumba de Tutancámon, financiada por Lord Carnarvon, recebeu a cobertura da imprensa mundial. Isto despertou um enorme interesse público pelo antigo Egito, do qual a Máscara mortuária de Tutancámon continua a ser um símbolo popular. 

    Tutancâmon foi enterrado num túmulo excepcionalmente pequeno tendo em conta o seu status. A sua morte pode ter ocorrido inesperadamente, antes da conclusão de uma grandiosa tumba real, fazendo com que a múmia de Tutancámon fosse sepultada num túmulo destinado a outra pessoa. Assim se preservaria a observância dos habituais 70 dias entre a morte e o enterro.

    A tumba, encontrada quase intacta e repleta de tesouros, foi saqueada pelo menos duas vezes na antiguidade.  Mas, com base nos itens retirados (incluindo óleos e perfumes perecíveis) e a evidência de restauração da mesma após as intrusões, esses saques provavelmente ocorreram alguns meses depois do enterro inicial. Entretanto, a localização do túmulo perdeu-se no tempo, porque ficou soterrado por detritos de tumbas posteriores, além disso, foram construídas casas de trabalhadores sobre a sua entrada.

    O túmulo continha 5,398 items, incluindo um caixão de ouro maciço, a máscara mortuária de Tutancámon, tronos, arcos e flechas, trombetas, um cálice de alabastro, 130 bengalas e suportes, comida, vinho, sandálias e roupas íntimas de linho. Howard Carter levou 10 anos a catalogar todos estes itens. Uma análise efetuada em 2016 descobriu que a lâmina de punhal de ferro de Tutancâmon, uma adaga recuperada da tumba, tinha uma lâmina de ferro confeccionada a partir de um meteorito.

    Em fevereiro de 2010, os resultados dos testes de DNA realizados confirmaram que ele era o filho de uma múmia que alguns acreditavam ser de Aquenáton. A  mãe era a irmã e a esposa de seu pai, cujo nome é desconhecido, mas cujos restos mortais são positivamente identificados como a múmia "Dama Jovem" (possivelmente Nefertiti).  

    Cem anos depois da descoberta do túmulo de Tut, o Rei Menino, repleto de tesouros maravilhosos, este continua a deslumbrar-nos e a proporcionar-nos novos conhecimentos acerca dos costumes egípcios. Tut transformou-se, assim, num dos faraós mais famosos do Egito. 

    sexta-feira, novembro 04, 2022

    A Gastronomia Cubana

    As comidas típicas (ou principais pratos) de Cuba são: 

    • Moros y Cristianos: é um prato tradicional  servido tanto nos restaurantes como nas casas cubanas  (veja a receita no vídeo abaixo). É a versão cubana do arroz com feijão, que é um prato encontrado em toda a América Latina, Caraíbas e no sul dos E.U.A..

    Moros y Cristianos significa literalmente em português, Mouros e Cristãos, que é um festival que ocorre na Espanha, de forma a celebrar a Reconquista aos mouros entre os séculos VIII e XV. Uma versão deste festival existe nas Filipinas como o nome de moro-moro. Em Portugal e nos países lusófonos, esta festa ocorre de forma parecida, com o nome de Cavalhadas.
    Moros y Cristianos é a versão cubana do arroz com feijão, em que os Moros são representados pelo feijão e os Cristianos pelo arroz.

    • Ajiaco: Um prato muito famoso, não só em Cuba, mas também em outros países latinos. É um prato feito à base de batata, frango e milho. A especificidade do Ajiaco tem a ver com o uso de ervas nativas. Neste caso, especificamente, é adicionada uma erva chamada Guasca e as batatas utilizadas são originais de Cuba. 
    • Arroz Con pollo: Um dos pratos mais comuns e badalados de Cuba. A especificidade deste prato é a cor amarelada do arroz que  é misturado e cozido com Achiote. O acompanhante principal deste arroz é o frango, que também é cozido com o arroz.
    • Ropa Vieja: Um prato muito tradicional, básico e de sabor é excelente. Os ingredientes são: carne de vaca desfiada misturada com arroz branco, feijão e salada para fechar o prato. O grão de bico é algo fundamental também nesta refeição. 
    • Tamales: Um prato que pode encontrar noutros países, mas cada um deles tem um tempero específico. O cubano é uma mistura de frango e milho.  Os tamales são parecidos com uma pamonha, bem macia e deliciosa! 

    E agora quais são as sobremesas cubanas?

    As suas tradicionais sobremesas são: rosquita, tortica de morón e biscocho. No fundo são bolachinhas mais secas, mas deliciosas.

    quinta-feira, novembro 03, 2022

    Oxalá te Veja

    Ouça a banda portuguesa O'queStrada (exclusivo Antena 3) em Oxalá te Veja. 

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra os dias que passam a meu lado

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Que me dizem "estou aqui, estamos lá"

    Ai diz-me lá-á

    Diz-me aqui

    Oxalá oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra os dias que passam a meu lado

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Mas que me dizem "estou aqui, estamos lá!"

    Ai diz-me lá-á

    Diz-me aqui

    Oxalá oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Ao pé de mim

    Ai oxalá te veja a meu lado ah

    Oxalá te veja vem aqui

    Ai oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Ao pé de mim

    Glória à Hirmínia, ao merceneiro e tais fadistas

    Glória à ginjinha, ao medronho e à revista

    Glória à Hirmínia!

    Glória!

    À Hirmínia, ao merceneiro e tais fadistas

    À ginjinha, ao medronho e à revista

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Conta mim, contra ti, contra lá

    Contra mim, contra ti, contra lá

    segunda-feira, outubro 31, 2022

    Broas De Café

    As Broas são uma tradição na época dos Santos ou no Natal em algumas regiões portuguesas. Aprenda a fazer broas de café com um toque de mel e nozes.  Para isso, deixo-lhe aqui várias receitas: nos vídeos abaixo, nos links e ainda outra já a seguir. 

    Ingredientes 

    700 g de açúcar amarelo
    500 ml de café forte
    500 ml de água
    20 g de erva doce em pó
    50 g de canela
    1 colher de chá de sal
    250 g de nozes moídas
    500 ml de azeite
    1 kg de farinha
    4 colheres de sopa de mel

    Preparação

    Ferva os ingredientes todos com excepção da farinha.
    Depois com o tacho fora do lume deita-se a farinha e leva-se novamente ao lume e deixa-se cozer um pouco.
    Vão ao forno em tabuleiro untado a secar um pouco, eu deixo cerca de 20 minutos.
    Ainda quentes passam-se por açúcar.

    Algumas dicas:

    A confecção das broas de café tem 2 segredos principais: a qualidade do café e a consistência da massa. Eis como proceder em cada uma das situações:

    1. Para obter um café bem forte: ferva a água e adicione o café. Mexa bem e volte a ferver novamente.
    2. Para saber quando a massa está com a consistência certa: mexa insistentemente até que comece a ficar com um comportamento semelhante à plasticina, em que a massa descola do fundo da panela. Se for necessário, adicione um pouco mais de farinha.
    3. Pode substituir o mel por caramelo. Também pode alterar a quantidade de açúcar consoante o seu gosto pessoal.
    4. A erva doce proporciona um aroma ótimo e contrasta bem com o sabor do café. Mas se não gostar, pode eliminar este ingrediente.

    Agora as Broas de Café e Mel (de Pedrógão - Torres Novas), também conhecidas como como Broas Fervidas, ou Podres.

    As Broas de Café e Mel são um dos doces tradicionais do Ribatejo, e são broas rápidas e fáceis de fazer. 

    Ingredientes:

    250ml azeite
    200ml água
    10gr café solúvel
    250gr açúcar amarelo
    10gr mel
    500gr farinha T65
    7gr erva doce
    10gr canela
    4gr fermento em pó
    1 pitada cravinho
    1 pitada de sal
    100gr frutos secos grosseiramente picados (amêndoa - noz - pinhão - mistura de vários frutos secos)*
    q.b. açúcar branco para polvilhar. Para as preparar não deixe de ver o vídeo a seguir. 

    domingo, outubro 30, 2022

    La Bodeguita del Medio

    La Bodeguita del Medio, ou La Bodeguita, é um bar e restaurante de comida típica cubana localizado em Havana Velha, Cuba. 

    Hoje em dia é uma  notória atração turística da cidade. As suas paredes estão repletas de escritos e assinaturas de visitantes, ilustres ou não. Dentre os seus frequentadores célebres, contam-se Salvador Allende, Pablo Neruda, Errol Flynn e Ernest Hemingway, que escreveu nas paredes: "My mojito in La Bodeguita, My daiquiri in El Floridita", ou seja, O Meu mojito na Bodeguita, o meu daiquiri no Floridita. O poeta cubano, Nicolás Guillén, por sua vez, dedicou-lhe estes versos:

    La Bodeguita es ya la bodegona,

    que en triunfo al aire su estandarte agita,

    más sea bodegona o bodeguita

    La Habana de ella con razón blasona.

    Hártase bien allí quien bien abona

    plata, guano, parné, pastora, guita.

    Mas si no tiene un kilo y de hambre grita.

    No faltara cuidado a su persona.

    La copa en alto, mientras Puebla entona

    su canción, y Martínez precipita.

    Marejadas de añejo, de otra zona.

    Brindo porque la historia se repita,

    y porque es ya la bodegona,

    nunca deje de ser La bodeguita.

    E agora fique também com Carlos Puebla em La Bodeguita del Medio. Aqui, no documentário para a televisão cubana (1989), Carlos Puebla é acompanhado por Los Tradicionales.