terça-feira, setembro 20, 2022

Ditados Populares Portugueses

Hoje deixo-lhe aqui esta lista exaustiva de Ditados Populares Portugueses.

"A ambição cerra o coração

A pressa é inimiga da perfeição

Águas passadas não movem moinhos

Amigo não empata amigo

Amigos amigos negócios à parte

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura

A união faz a força

A ocasião faz o ladrão

A ignorância é a mãe de todas as doenças

Amigos dos meus amigos, meus amigos são

A cavalo dado não se olha a dente

Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo

Antes só do que mal acompanhado

A pobre não prometas e a rico não devas.

A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina

A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo

A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado

A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata

A necessidade aguça o engenho

A noite é boa conselheira

A ocasião faz o ladrão

A preguiça é mãe de todos os vícios

A palavra é de prata e o silêncio é de ouro

A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas

A pensar morreu um burro

A roupa suja lava-se em casa

Antes só que mal acompanhado

Antes tarde do que nunca

Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam

Ao rico não faltes, ao pobre não prometas

As palavras voam, a escrita fica

As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras

Até ao lavar dos cestos é vindima

Água e vento são meio sustento

Águas passadas não movem moinhos

Boi velho gosta de erva tenra

Boca que apetece, coração que padece

Baleias no canal, terás temporal

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia

Boa romaria faz, quem em casa fica em paz

Boda molhada, boda abençoada

Burro velho não aprende línguas

Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura

Cada cabeça sua sentença

Chuva de São João, tira vinho e não dá pão

Casa roubada, trancas à porta

Casarás e amansarás

Criou a fama, deite-se na cama

Cada qual com seu igual

Cada ovelha com sua parelha

Cada macaco no seu galho

Casa de ferreiro, espeto de pau

Casamento, apartamento

Cada qual é para o que nasce

Cão que ladra não morde

Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato

Com vinagre não se apanham moscas

Coma para viver, não viva para comer

Com o direito do teu lado nunca receies dar brado

Candeia que vai à frente alumia duas vezes

Casa de esquina, ou morte ou ruína

Cada panela tem a sua tampa

Cada um sabe as linhas com se cose

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos

Casa onde entra o sol não entra o médico

Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém

Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo

Com a verdade me enganas

Com papas e bolos se enganam os tolos

Comer e o coçar o mal é começar

Devagar se vai ao longe

Depois de fartos, não faltam pratos

De noite todos os gatos são pardos

Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra

De Espanha nem bom vento nem bom casamento

De pequenino se torce o pepino

De grão a grão enche a galinha o paparrão

Devagar se vai ao longe

De médico e de louco, todos temos um pouco

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és

Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'

Depressa e bem não há quem

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

Depois da tempestade vem a bonança

Da mão à boca vai-se a sopa

Deus ajuda, quem cedo madruga

Dos fracos não reza a história

Em casa de ferreiro, espeto de pau

Enquanto há vida, há esperança

Entre marido e mulher, não se mete a colher

Em terra de cego quem tem olho é rei

Erva daninha a geada não mata

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão

Em tempo de guerra não se limpam armas

Falar é prata, calar é ouro

Filho de peixe, sabe nadar

Gaivotas em terra, tempestade no mar

Guardado está o bocado para quem o há de comer

Galinha de campo não quer capoeira

Gato escaldado de água fria tem medo

Guarda o que comer, não guardes o que fazer

Homem prevenido vale por dois

Há males que vêm por bem

Homem pequenino ou velhaco ou dançarino

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto

Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles

Lua deitada, marinheiro de pé

Lua nova trovejada, 30 dias é molhada

Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão

Longe da vista, longe do coração

Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar

Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital

Manda quem pode, obedece quem deve

Mãos frias, coração quente

Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo

Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto

Madruga e verás trabalha e terás

Mais vale um pé no travão que dois no caixão

Mais vale uma palavra antes que duas depois

Mais vale prevenir que remediar

Morreu o bicho, acabou-se a peçonha

Muita parra pouca uva

Muito alcança quem não se cansa

Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá

Muito riso pouco siso

Muitos cozinheiros estragam a sopa

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe

Nuvem baixa sol que racha

Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu

Nem tudo o que reluz é ouro

Não há bela sem senão

Nem tanto ao mar nem tanto à terra

Não há fome que não dê em fartura

Não vendas a pele do urso antes de o matar

Não há duas sem três

No meio é que está a virtude

No melhor pano cai a nódoa

Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes

Nem oito nem oitenta

Nem tudo o que vem à rede é peixe

No aperto e no perigo se conhece o amigo

No poupar é que está o ganho

Não dá quem tem, dá quem quer bem

Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça

O saber não ocupa lugar

Os cães ladram e caravana passa

O seguro morreu de velho

O prometido é devido

O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura

O segredo é a alma do negócio

O bom filho à casa retorna

O casamento e a mortalha no céu se talha

O futuro a Deus pertence

O homem põe e Deus dispõe

O que não tem remédio remediado está

O saber não ocupa lugar

O seguro morreu de velho

O seu a seu dono

O sol quando nasce é para todos

O óptimo é inimigo do bom

Os amigos são para as ocasiões

Os opostos atraem-se

Os homens não se medem aos palmos

Para frente é que se anda

Pau que nasce torto jamais se endireita

Pedra que rola não cria limo

Para bom entendedor meia palavra basta

Por fora bela viola, por dentro pão bolorento

Para baixo todos os santos ajudam

Por morrer uma andorinha não acaba a primavera

Patrão fora, dia santo na loja

Para grandes males, grandes remédios

Preso por ter cão, preso por não ter

Paga o justo pelo pecador

Para morrer basta estar vivo

Para quem é, bacalhau basta

Passarinhos e pardais,não são todos iguais

Peixe não puxa carroça

Pela boca morre o peixe

Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber

Pimenta no cu dos outros para mim é refresco

Presunção e água benta, cada qual toma a que quer

Quando a esmola é grande o santo desconfia

Quem espera sempre alcança

Quando um não quer, dois não discutem

Quem tem telhados de vidro não atira pedras

Quem vai à guerra dá e leva

Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte

Quem sai aos seus não degenera

Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento

Quem semeia ventos colhe tempestades

Quem vê caras não vê corações

Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece

Quem casa quer casa

Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa

Quem com ferros mata, com ferros morre

Quem corre por gosto não cansa

Quem muito fala pouco acerta

Quem quer festa, sua-lhe a testa

Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar

Quem dá aos pobres empresta a Deus

Quem cala consente

Quem mais jura é quem mais mente

Quem não tem cão, caça com gato

Quem diz as verdades, perde as amizades

Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos

Quem não deve não teme

Quem avisa amigo é

Quem ri por último ri melhor

Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha

Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima

Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto

Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Quem não chora não mama

Quem desdenha quer comprar

Quem canta seus males espanta

Quem feio ama, bonito lhe parece

Quem não arrisca não petisca

Quem tem boca vai a Roma

Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão

Quando um cai todos o pisam

Quanto mais depressa mais devagar

Quem entra na chuva é pra se molhar

Quem boa cama fizer nela se deitará

Quem brinca com o fogo queima-se

Quem cala consente

Quem canta seus males espanta

Quem comeu a carne que roa os ossos

Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro

Quem muito escolhe pouco acerta

Quem nada não se afoga

Quem nasceu para a forca não morre afogado

Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele

Quem não sabe é como quem não vê

Quem não tem dinheiro não tem vícios

Quem não tem panos não arma tendas

Quem não trabuca não manduca

Quem o alheio veste, na praça o despe

Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso

Quem paga adiantado é mal servido

Quem parte velho paga novo

Quem sabe faz, quem não sabe ensina

Quem tarde vier comerá do que trouxer

Quem te cobre que te descubra

Quem tem burro e anda a pé mais burro é

Quem tem capa sempre escapa

Quem tem cem mas deve cem pouco tem

Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita

Quem tudo quer tudo perde

Quem vai ao mar avia-se em terra

Quem é vivo sempre aparece

Querer é poder

Recordar é viver

Roma e Pavia não se fez em um dia

Rei morto, rei posto

Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota

Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei

Santos da casa não fazem milagres

São mais as vozes que as nozes

Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade

Todo o homem tem o seu preço

Todos os caminhos vão dar a Roma

Tristezas não pagam dívidas

Uma mão lava a outra

Uma desgraça nunca vem só

Vão-se os anéis e ficam-se os dedos

Vozes de burro não chegam aos céus

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades".

segunda-feira, setembro 19, 2022

A Casa da Esperança

Ouça em baixo um poema de Hafez de Shiraz - "A Casa da Esperança".

Hafez é um poeta que vive na alma do povo iraniano até aos dias de hoje.

Hāfez ou Hafiz, foi um poeta lírico e místico persa, nascido entre 1310 e 1337 na cidade de Xiraz na Pérsia (Irão), filho de Baha-ud-Din.

As suas obras selecionadas (Divã) podem ser encontradas nas casas da maioria dos iranianos, que aprendem os seus poemas de cor e os usam como provérbios e ditados até hoje. A sua vida e os seus poemas têm sido objeto de muitas análises, comentários e interpretações e têm influenciado a literatura persa pós-século XIV mais do que qualquer outra coisa.

Os principais temas de seus gazeis são o amor, a celebração do vinho e da embriaguez e a exposição da hipocrisia daqueles que se colocaram como guardiões, juízes e exemplos de retidão moral. Os seus poemas líricos são notáveis pela beleza, pelo fruir do amor e pelo misticismo.

sábado, setembro 17, 2022

Ta'aruf, Taarof ou Taaruf: O Que É?

Taarof é a arte persa da etiqueta. O Ta'aruf ou Taaruf é um conjunto de regras de etiqueta social,  que norteiam todas as relações no Irão, quer seja dentro quer seja fora de casa, e causam grande estranheza aos estrangeiros. O Taaruf é então um código que regula a vida social nos negócios, família, namoros, etc. É uma espécie de competição pela atitude mais humilde perante os outros – sejam eles convidados, familiares ou parceiros de negócio. É uma atitude bastante louvável e que demonstra uma grande educação. Mas está tão enraizada que, por vezes, é difícil perceber as verdadeiras intenções e personalidade das pessoas. Porque, basicamente, há muitas pessoas que estão a dizer que não, mas o que querem mesmo dizer é que sim e vice-versa. 

Um exemplo de taaruf acontece com aqueles que andam de autocarro ou de avião e se sentam num lugar à frente de alguém. Deve-se pedir desculpas a quem está atrás pelo simples facto de que o outro está a ver as suas costas.

Outro exemplo é o que aconteceu a um jornalista americano que elogiou o relógio de um vendedor  de tapetes. O que ele não sabia é que, de acordo com o taaruf, o dono do objeto elogiado é obrigado a oferecê-lo. O homem aceitou o presente e saiu da loja, o que fez o vendedor ir atrás dele para explicar o mal entendido e reaver o relógio. 

Se, numa viagem ao Irão, pedir a algum iraniano para lhe comprar qualquer coisa e este, depois, não quiser receber o dinheiro correspondente, é porque está a fazer Ta'aruf. Assim, deve continuar a insistir porque à terceira vez ele acaba por receber o dinheiro.

" (...) Excepto... bem, aconteceu uma coisa com um rapaz numa loja de sumos. Ele recusou-se a aceitar o nosso dinheiro, mas uns minutos depois veio atrás de nós pela rua abaixo para no-lo pedir. (...) - ... é taarof - Hamid ri-se muito - . (...) Um homem não pode receber primeira vez, não, não pode aceitar - Hamid faz tsk várias vezes e abana a cabeça como fez o rapaz - nem segunda vez - fecha os olhos e põe uma mão sobre o coração - ... depois terceira vez tudo bem. É o costume". (...).

 Lua-de-Mel no IrãoAlison Wearing,  Gótica, Lisboa, 2001.

quinta-feira, setembro 15, 2022

Salar de Uyuni: Um Espelho de sal

O Salar de Uyuni, nos Andes, sudoeste da Bolívia, é o maior e mais alto deserto de sal do mundo. Trata-se do legado de um lago pré-histórico que secou, deixando uma paisagem desértica de quase 11.000 km2 com sal branco e claro, formações rochosas e ilhas repletas de cactos. O seu tamanho é impressionante embora a vida selvagem seja rara neste ecossistema único.

Este deserto localiza-se nos departamentos de Potosí e Oruro, no sudoeste da Bolívia, perto da Cordilheira dos Andes. O salar é também o único ponto natural brilhante que pode ser visto do espaço. Ele serviu de guia aos astronautas da Apollo 11, que chegaram à lua em 1969.

A crosta do Salar de  Uyuni serve como uma fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, que é extremamente rica em lítio. Ele contém de 50 a 70% das reservas mundiais de lítio, recurso que está em processo de ser extraído

Espelho de sal. Mais uma maravilha da natureza... 

Ora veja. 

Não perca esta oportunidade.

E agora um vídeo:

quarta-feira, setembro 14, 2022

Lua-De-Mel No Irão

Lua-De-Mel No Irão é um livro (2001) da jornalista canadiana Alison Wearing. 

Sinopse:

Alison Wearing é uma jornalista canadiana e multi-premiada autora de livros de viagens. Visitou o Irão durante um ano e relata-nos essa viagem, dando-nos o retrato das várias pessoas com quem ela e Ian, suposto marido que com ela viajou, já que para uma mulher será praticamente impossível fazer turismo sozinha no país de Kohmeini, se cruzaram ao longo da estadia. Não se pense que Wearing adopta uma postura de quem está acima. Ela limita-se a relatar e retratar pessoas e situações, com ironia, subtileza e humor, e, ao mesmo tempo, a tentar perceber uma sociedade que é bastante diferente da nossa e que poderá mesmo inspirar o medo, tal como acontecia com a jornalista/escritora antes de se decidir visitar o Irão.

" A infinita generosidade que se depreende dos encontros narrados por Wearing alia-se a uma ironia subtil na forma como a autora lida com assuntos mais delicados, nomeadamente o da condição feminina. "Subitamente reparo que todas as mulheres e raparigas usam o 'chadoor' por cima do resto da roupa. (...) que a devastadora diferença dos nossos fatos é a postura que eles proporcionam. Eu tenho o lenço de cabeça apertado, o casaco abotoado, as mão livres; posso estar de cabeça levantada, tenho liberdade de movimentos. A grande dificuldade do 'chadoor' é mantê-lo no sítio. Estar na vertical com as mãos desocupadas implica deixá-lo cair" (pág. 237). O humor está sempre presente."

terça-feira, setembro 13, 2022

Alconcoras, Alcôncoras ou popias

 Alconcoras, Alcôncoras ou popias são bolinhos típicos do alentejo, nomeadamente de Odemira.

À primeira vista parecem um bolo seco, mas depois o recheio é surpreendente e delicioso. É feito à base de mel, açúcar e azeite cozinhado ao lume até formar uma pasta. Essa pasta é depois envolvida numa massa fina, sem açúcar, indo ao forno a cozer por cerca de 15 minutos.

Também já existem variantes de batata doce, amêndoa, etc, mas as Alconcoras  típicas são as de mel. Se as vir à venda em feiras ou supermercados não deixe de as comprar porque estes bolinhos são muito bons.

Para conhecer um pouco mais sobre as Alcôncoras não deixe de ver os vídeos abaixo. 

E agora o outro vídeo.

segunda-feira, setembro 12, 2022

Erro Planejado

Ouça Luan Santana (com Henrique e Juliano) em Erro Planejado (Luan City).


Um erro cometido mais que uma vez é uma decisão
Desculpa, mas não tem como eu te dar duas vezes o meu perdão
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (consciente)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca, uoh-oh
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (ah, muleque)
Era só terminar antes de trair
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir (joga lá pra cima, vem)
Ninguém foi lá naquele bar
Colocar uma boca na sua boca e te obrigar a beijar
Eu não 'tava lá, na sua mente
Mas eu sei que esse erro foi pensado, planejado e consciente (foi?)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh)
A culpa é sempre de uma briga, de umas pinga
De uma amiga que te arrasta pra rua
Mas as perna é sua
Você é sempre inocente, mente que nem sente
E sempre erra como nunca (uoh-oh-oh)
Era só terminar antes de trair (não é?) Só isso
Era só terminar, que eu deixava 'cê ir

Ninguém escreve o vosso destino por vocês...

Aqui vos deixo este pensamento de Barack Obama. Nos tempos que correm, é um pensamento que nos permite boas reflexões. 

“(…) Ninguém escreve o vosso destino por vocês. (…) Somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro. (…) Assumam a responsabilidade pelos estudos e esforcem-se por alcançar objetivos. (…) Não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam – temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. (…)

(…) Nunca desistam de vocês mesmos…”

Barack Obama

domingo, setembro 11, 2022

Se amo alguns livros...



"Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência".

Miguel Unamuno

sábado, setembro 10, 2022

Como Ensinar a Estudar



Aprenda como ensinar a estudar através da apresentação abaixo. 
Não perca porque vale muito a pena. Ora veja.

sexta-feira, setembro 09, 2022

Botas: Tendência Inverno 2022

 Conheça uma das tendências da moda de inverno de 2022, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Estamos a caminho da estação em que as mulheres costumam usar botas. Lembre-se que elas estão em alta neste inverno!

As botas trazem modernidade, classe, muito estilo feminino e versatilidade aos nossos looks. Há vários tipos de botas pelo que só tem de escolher aquele que melhor lhe fica.

Temos as botas over the knee, as botas de cano curto, os coturnos femininos, as botas com salto e as botas sem salto, etc.. Realmente uma variedade incrível de calçado feminino em 2022!!

Espero que goste. 
Ora veja. Vale bem a pena.

quinta-feira, setembro 08, 2022

A Literatura Persa

A literatura persa abrange cerca de dois mil anos e meio de criação literária, apesar de muito do material pré-islâmico se ter perdido. As suas fontes são a região em que se situa o atual Irão bem como outras áreas da Ásia Central onde a língua persa é ou foi usada. Por exemplo, Molana, um dos mais amados poetas persas, nascido em Bactro (actual Afeganistão), escreveu em persa e viveu em Icônio, então capital dos Seljúcidas. Os gasnévidas conquistaram extensos territórios na Ásia Central e do Sul e adotaram o Persa como língua da corte. Por essa razão há literatura persa em língua persa originária do Irão, Afeganistão e outras partes da Ásia Central. Nem toda esta literatura foi escrita em Persa, uma vez que alguns consideram as obras escritas por persas noutras línguas, como o grego ou o árabe, como fazendo parte da literatura persa.

Descrita como uma das grandes literaturas da humanidade, a literatura persa tem as suas raízes nas obras sobreviventes escritas em Persa Médio e Persa Antigo, o último desde 522 a.C. (a data da inscrição Aqueménida mais antiga, a Inscrição de Beistum). No entanto, a maior parte da literatura persa é a do período após a conquista islâmica do Irão, em cerca de 650 d.C. Após a subida o poder dos Abássidas no ano 750, os persas tornaram-se os escribas e burocratas do Império Islâmico e, cada vez mais, os seus escritores e poetas. A literatura em Persa Moderno surgiu e floresceu nas regiões de Coração e da Transoxiana, por razões políticas - as primeiras dinastias iranianas, como os Taíridas e os Samânidas, tinham o centro do seu poder no Coração.

Os persas escreveram tanto em Persa como em Árabe, predominando o Persa mais tardiamente. Poetas persas como Ferdusi, Saadi, Hafez, Attar, Rumi e Omar Khayyām são mundialmente conhecidos e influenciaram a literatura em vários países.



Assista agora ao vídeo abaixo, onde a música clássica do Irão sublinha a voz de Mahsa Vahdat, que interpreta grandes poemas persas.

quarta-feira, setembro 07, 2022

Persépolis

Persépolis ou "A cidade persa", em persa antigo foi uma das capitais do Império Aqueménida. Encontra-se a cerca de 70 km da cidade iraniana de Xiraz (província de Fars), perto do lugar em que o rio Pulvar desemboca em Cur (Ciro). A sua construção, começada por Dario I, continuou ao longo de dois séculos, até à conquista do Império persa por Alexandre Magno.

A primeira capital do Império Aqueménida foi Pasárgada, porém em 512 a.C. o rei Dario I empreendeu a construção deste complexo sumptuoso, ampliado posteriormente pelo seu filho Xerxes I e pelo seu neto Artaxerxes I. Enquanto as capitais administrativas dos xás aqueménidas foram Susa, Ecbátana e Babilónia, a cidadela de Persépolis manteve a função de capital cerimonial, onde se celebravam as festas de ano novo. Construída numa região remota e montanhosa, Persépolis era uma residência real pouco conveniente e era visitada principalmente na primavera.

terça-feira, setembro 06, 2022

Postais de Angola



Aprecie antigos postais de Angola, desde o ano de 1900 até aos anos 1970 do século XX, acedendo aqui ao blogue postais de angola.

segunda-feira, setembro 05, 2022

Ler um livro é para o bom leitor...



"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo".

Hermann Hesse

domingo, setembro 04, 2022

Pasárgada

Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia. Atualmente é um sítio arqueológico. Situa-se na província de Fars, no Irão, e localiza-se 87 Km a nordeste de Persépolis. Foi a primeira capital da Pérsia Aqueménida, no tempo de Ciro II, e coexistiu com as demais, dado que era um costume persa manter várias capitais em simultâneo, em função da vastidão do seu império: Persépolis, Ecbátana, Susã ou Sardes

A Pérsia estendia-se num imenso território que ia do Mediterrâneo oriental e Egipto e até alcançava o vale do rio Indo e o mar de Aral. 

O sítio arqueológico de Pasárgada abrange 160 hectares e apresenta algumas das primeiras manifestações de arte e arquitetura persa. 

Pasárgada é desde 2004 Património Mundial da Unesco.

sábado, setembro 03, 2022

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira - Libertinagem (1930)

sexta-feira, setembro 02, 2022

Pérsia

Pérsia é o nome pelo qual os gregos da Antiguidade designavam o território governado pelos reis aqueménidas, cuja dinastia (c. 550–330 a.C.) marcou o apogeu do império, que, graças às conquistas territoriais empreendidas por Dario I e Xerxes I, se tornara o maior império do mundo conhecido.

Atualmente, o termo Pérsia costuma ser utilizado para designar o Império Persa, que foi fundado por um grupo étnico (os persas) a partir da cidade de Ansã, situada na atual província iraniana de Fars. O império foi governado por dinastias sucessivas (persas ou não), que controlavam o planalto Iraniano e os territórios adjacentes.

O termo "Persa" pode, portanto, significar:

  • algo relativo ao Irão ou ao Império Aquemênida;
  • o natural ou habitante do Irão;
  • algo pertinente ao grupo étnico persa;
  • a língua persa, seja o persa antigo, o persa médio (pálavi) ou, ainda, o persa moderno (pársi ou fársi).

quinta-feira, setembro 01, 2022

Ricardo Rocha no CCB

Ouça o magnífico guitarrista Ricardo Rocha numa das suas brilhantes atuações a solo, no CCB em Lisboa.  

Ricardo Rocha é neto do Mestre José Fontes Rocha. Desde cedo começou a tocar, não Guitarra como seria de esperar, mas sim Viola Clássica, tendo por professor Manuel Martins que fora durante uma longa temporada um dos músicos privativos de Amália Rodrigues.

Espetacular! Assista. 

segunda-feira, agosto 15, 2022

domingo, julho 31, 2022

A mulemba secou


A mulemba secou.

No barro da rua,

Pisadas, por toda a gente,

Ficaram as folhas

Secas, amareladas

A estalar sob os pés de quem passava.


Depois o vento as levou...

Como as folhas da mulemba

Foram-se os sonhos gaiatos

Dos miúdos do meu bairro.


De dia,

Espalhavam visgo nos ramos

E apanhavam catituis,

Viúvas, siripipis

Que o Chiquito da Mulemba

Ia vender no Palácio

Numa gaiola de bimba.


De noite,

Faziam roda, sentados,

A ouvir, de olhos esbugalhados

A velha Jaja a contar

Histórias de arrepiar

Do feitiçeiro Catimba.

Mas a mulemba secou

E com ela,

Secou tambem a alegria

Da miúdagem do bairro;

O Macuto da Ximinha

Que cantava todo o dia

Já não canta.


O Zé Camilo, coitado,

Passa o dia deitado

A pensar em muitas coisas.


E o velhote Camalundo,

Quando passa por ali,

Já ninguém o arrelia,

Já mais ninguém lhe assobia,

Já faz a vida em sossego.

Como o meu bairro mudou,

Como o meu bairro está triste

Porque a mulemba secou...

Só o velho Camalundo

Sorri ao passar por lá!...

Aires Almeida Santos (1922 - 1991) 

sábado, julho 30, 2022

5 Peças que a Deixam Mais Jovem e Elegante

Conheça as 5 peças que a deixam mais jovem e elegante, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Neste vídeo Luciane dá-lhe a conhecer as peças que permitem rejuvenescer a sua aparência. Definitivamente esta é uma preocupação das mulheres: aparentar ser mais nova. Então cá vão as 5 peças para que o seu look fique  mais jovial.

Espero que goste. 
Ora veja. Vale bem a pena.

sexta-feira, julho 29, 2022

Junho, na ESL (Lisboa)

No âmbito do KA2 Strategic Human Rights, com as ONG Cai (Portugal), Poliana (Grécia), Fundacja Dobra Wola (Catalunha, Espanha) e Idei si proiecte pentru tineri activi (Roménia), apoiada pelo Programa Erasmus da UE, foi realizada em Lisboa, com organização da CAI, a partilha de formação/informação e do trabalho desenvolvido


Assim, aqui deixo o nosso contributo, que foi divulgado na Escola Secundária do Lumiar (ESL). 




Ora veja!



 

quinta-feira, julho 28, 2022

Por um lado não posso deixar de escrever...




"Por um lado não posso deixar de escrever. Por outro, reconheço que não tenho já nada a dizer. Então tiro a média e ponho-me sobretudo a imaginar o que devia escrever".

Vergílio Ferreira





quarta-feira, julho 27, 2022

Cova da Moura: Um Bairro Com História

Cova da Moura - Expresso

A Cova da Moura é um bairro localizado no município da Amadora (freguesia de Águas Livres), com  uma área de cerca de 16,3 ha e uma população total estimada em cerca de 5 000 pessoas, com origens culturais e étnicas muito diversificadas.

É um dos maiores e mais antigos bairros de população migrante existentes na área metropolitana de Lisboa. Oficialmente classificado como um bairro degradado de génese ilegal, o Alto da Cova da Moura surge da ocupação espontânea de terrenos privados e do Estado, que se inicia nos finais dos anos quarenta com a construção das primeiras barracas por pequenos grupos de migrantes rurais.

A área onde se localiza a Cova da Moura consistia numa exploração agrícola, a Quinta do Outeiro, que foi abandonada no final da década de 1950. Os primeiros registos de habitantes residentes na área datam de 1960, provenientes de diversas partes do país que utilizavam os terrenos para o cultivo de trigo. Estes primeiros residentes viviam em barracas de madeira, fugidos da pobreza do interior de Portugal.

A partir do início dos anos 1970, populações oriundas de Cabo Verde foram-se fixando progressivamente no bairro. A proximidade ao centro da cidade de Lisboa e o fácil acesso a estradas principais e à rede de transportes públicos permitia a estas populações, na sua maioria com baixos recursos económicos, uma grande acessibilidade ao emprego e a outros serviços (educação, saúde, equipamentos sociais, recreativos e desportivos).

A maioria da população é hoje originária de Cabo Verde, sendo igualmente de assinalar a presença significativa de imigrantes oriundos de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, assim como de migrantes internos do Centro e Norte de Portugal, e de nacionais regressados das ex-colónias. Nos últimos anos, a fixação de populações migrantes da Europa de Leste e do Brasil tem vindo a acentuar a heterogeneidade populacional do bairro.

Geograficamente, o bairro é um lugar fragmentado, com uma matriz espacial pouco homogénea. A sul, o traçado tortuoso de ruas estreitas e poeirentas, de casas, barracas e anexos encavalitados, formando uma malha labiríntica apertada. A norte, a geografia apresenta uma lógica mais reticulada, de ruas pavimentadas e de casas cercadas por pequenos jardins, onde habitam os nacionais retornados de África, migrantes internos e uma pequena burguesia africana. Chamam-lhe o "bairro europeu" em oposição ao "bairro africano" a sul.

O bairro é dotado de alguns equipamentos, associações e elementos simbólicos, que servem como referências identitárias da Comunidade: a Associação Cultural Moinho da Juventude; a Santa Casa da Misericórdia e o Centro Paroquial; a Associação de Solidariedade Social do Alto da Cova da Moura, o equipamento desportivo e ainda algum património histórico (antigo moinho e antigos edifícios do aqueduto de Águas Livres de Portugal).

A atividade comercial é aqui bastante significativa: Bazofo & Dentu Zona (Bazofo é uma marca de roupa sustentável da Cova da Moura), há uma loja e livraria, uma serigrafia, restaurantes (O Coqueiro que serve uma excelente cachupa), mercearias, costureiras e costureiros, etc. A Morna, o Funaná, o torresmo, a moreia frita, a cachupa, e principalmente a descoberta de uma forma diferente de estar em comunidade são apenas alguns dos motivos para visitar O Coqueiro e, quem sabe, dar uma volta pelo bairro.

O bairro tem sido palco de eventos culturais, com o objetivo de integrar ao máximo os seus habitantes na vida social. Em 2009, o cineasta Joaquim Leitão usou o bairro como cenário para o filme A Esperança Está onde Menos se Espera. Neste filme, ele dá a sua visão pessoal do problema social vivido em bairros como este. Para além disso, têm-se realizado espetáculos de música africana e outras atividades culturais como por exemplo, visitas guiadas ao bairro e o Kola San Jon. O Kola San Jon esteve também este ano no Rock in Rio LisboaÉ a Associação Cultural Moinho da Juventude que centraliza este património da cultura de Cabo Verde, principalmente oriundo das ilhas de Santo Antão, São Vicente e São Nicolau.

A Associação tem 38 anos de existência e o grupo Kola San Jon tem 31, já tem elementos que atravessam três gerações, em que a energia dos mais novos aos mais velhos é enorme, produzindo peças de grande beleza.

A associação tem como objetivos ajudar todas as pessoas com dificuldades de integração no Bairro, fornecendo serviços que vão do acompanhamento aos pais na educação e nos cuidados a ter com os seus filhos, a atividades de tempos livres para crianças entre os 6 e os 12 anos.

Agora dê uma espreitadela à apresentação que se segue e que é o resultado de uma visita ao bairro da Cova da Moura, no âmbito do projeto KA2 Strategic Human Rights, com as ONG Cai (Portugal), Poliana (Grécia), Fundacja Dobra Wola (Catalunha, Espanha) e Idei si proiecte pentru tineri activi (Roménia). 

terça-feira, julho 26, 2022

Fundo do Mar

"No fundo do mar há brancos pavores,

Onde as plantas são animais

E os animais são flores.


Mundo silencioso que não atinge

A agitação das ondas.

Abrem-se rindo conchas redondas,

Baloiça o cavalo-marinho.

Um polvo avança

No desalinho

Dos seus mil braços,

Uma flor dança,

Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa

Leve como um lenço.


Mas por mais bela que seja cada coisa

Tem um monstro em si suspenso."

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, julho 25, 2022

4 Dicas Para Ser Mais Feminina

Conheça 4 dicas para aprender a ser mais feminina, vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Neste vídeo Luciane mostra-lhe algumas dicas para para aprender a ser mais feminina. São pequenos pormenores que vale a pena saber e aplicar no nosso dia a dia.

Espero que goste. 

sábado, julho 23, 2022

Sol Baixinho

Ouça o grupo Ronda dos Quatro Caminhos, na moda açoriana, Sol Baixinho (na TV Galícia).

A Ronda dos Quatro Caminhos é um grupo de música tradicional portuguesa criado em 1983. Tem como matriz principal a recriação das tradições musicais portuguesas.

Sol baixinho! Sol baixinho!

Sol baixinho também queima;

Eu hei-de amar, sol baixinho,

Só pra seguir uma teima!

 

Cravo branco, não me prendas,

Que eu não tenho quem me solte;

Não sejas tu, cravo branco,

Causante da minha morte!

 

Ai la lai-lá... Ai la lai-lá lá lá...

 

E o meu pai é tocador,

Minha mãe é cantadeira:

Eu sou filho deles ambos;

Canto da mesma maneira!


Eu gosto muito de estar

Onde estão as raparigas:

Uma canta, outra baila

E a outra, ouve as cantigas.

 

Ai la lai-lá... Ai la lai-lá lá lá...

sexta-feira, julho 22, 2022

Fotos de Angola

Aprecie, aqui,  um dos melhores lotes de fotografias de Angola que encontrei. Vale a pena passar uma hora, no mínimo, a desfrutar este site.

Se clicarem em cima da 1ª foto aparece a informação da mesma, mas se olharem bem para o site, na parte
esquerda e direita em baixo, este dá indicações precisas para se ver com melhor qualidade.

Aprecie estas belas fotos de Angola e faça uma excelente viagem virtual.

quinta-feira, julho 21, 2022

Rosa de Alfama


Rosa de Alfama é um filme (1953) realizado por Henrique Campos, onde os atores Alberto Ribeiro e Mariana Villar protagonizam um maravilhoso melodrama popular, uma opereta cinematográfica, cuja ação se localiza em Alfama, o mais castiço dos bairros típicos de Lisboa.

Sinopse:

Órfã recolhida por uma família de pescadores do velho bairro de Alfama, Rosa é criada e torna-se mulher na companhia dos dois filhos do casal que a acolheu, Renato e José. Um dia, Renato seduz a rapariga e engravida-a, mas não assume a responsabilidade dos seus atos. José, ao contrário, oferece-se para reparar a honra de Rosa e casar com ela.

Alberto Ribeiro canta a canção "Rosa De Alfama".

quarta-feira, julho 20, 2022

Amália Rodrigues

O site que lhe proponho que visite, aqui, é uma verdadeira relíquia. É mesmo para amantes do Fado e Amalianos.

Oiça Amália Rodrigues em 284 canções com letras e vídeos.

Um tesouro para revisitar ou descobrir o vasto repertório amaliano.

Se gostarem de Fado e de Amália Rodrigues não deixem de o visitar. Não perca esta oportunidade porque vale bem a pena.