quinta-feira, junho 17, 2010

Coimbra do Choupal

Coimbra é uma cidade portuguesa que é a capital do Distrito de Coimbra (que tem 31 freguesias, 13 das quais urbanas ou maioritariamente urbanas). É a principal cidade da região Centro de Portugal e conta com cerca de 135 314 habitantes (2008). A cidade de Coimbra é banhada pelo rio Mondego e é considerada uma das mais importantes cidades portuguesas quer devido às suas infraestruturas quer à sua importância histórica e privilegiada posição geográfica na região centro. É um centro urbano de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais. Coimbra foi o berço de nascimento de seis reis de Portugal, da primeira dinastia, assim como da primeira universidade do país e uma das mais antigas da Europa. Foi também capital do reino e tem como padroeira a Rainha Santa Isabel. No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos. Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno da história da Universidade de Coimbra. A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante as invasões francesas e, posteriormente, com a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade torna a recuperar o esplendor perdido. É só no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado. Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Da Univesidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade, primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Cidade historicamente ligada aos estudantes, conta actualmente com perto de 30 mil, grande parte dos mesmos de fora da cidade. A vida estudantil tem contribuído para o desenvolvimento de uma vida social, política e cultural intensa que tem passado pelo fado de Coimbra, pela serenata monumental, pela Queima das Fitas, pala "cabra" da velha torre, pelas Repúblicas estudantis, pelas praxes, pelo traje académico, pelas tricanas, pelos lentes e futricas, pelos caloiros e veteranos, pelas lutas académicas e movimentos estudantis, pela Igreja de Santa Cruz, pelo Hilário, pelo Zeca Afonso, pelo Menano, pelo Adriano Correia de Oliveira, pelo Luís Cília,etc, etc.
Aprecie, agora, o vídeo que escolhi para hoje e que mostra uma serenata em Coimbra, com o fado À Meia Noite, ao Luar.

quarta-feira, junho 16, 2010

Nha Terra é Sabi!



Cabo verde é terra de emigrantes. É uma pequeno país mas, tamanho não é nada, basta lembrarmo-nos da história de David e Golias! Não temos ouro nem diamantes, mas também não temos guerra nem corrupção. Em Cabo Verde toda a gente vive feliz com o pouco que tem e quando chove toda gente fica contente, acima de tudo somos um povo muito unido.
Nha terra é Sabi!
Djeisson Mendonça - 12º B


Cabo Verde é também um país de boa e variada música. Mornas, coladeiras e funánás fazem parte do património musical deste país. De um modo muito resumido, pode-se dizer que a música cabo-verdiana resulta de elementos musicais europeus (sobretudo de origem portuguesa) aos quais se sobrepõem elementos musicais africanos.
Depois da independência, houve um ressurgir destes géneros musicais, mas também novas experiências têm sido feitas conferindo à música cabo-verdiana características únicas.
Como géneros musicais genuinamente cabo-verdianos podem-se mencionar o batuque, a coladeira, o funaná, a morna e a tabanca. De entre outros géneros que embora não sendo originários de Cabo Verde ganharam características próprias são o lundum, a mazurca e a valsa. Há, também em Cabo Verde, a influência de música estrangeira como a bossa nova, a cúmbia, o hip-hop, o reggae, a rumba, o samba, o zouk, etc.

Como compositores fundamentais da música cabo-verdiana não poderia deixar de referir, entre outros: B. Leza, Paulino Vieira, Betú, Frank Cavaquim, etc.
Quanto a intérpretes há nomes inesquecíveis: Ana Firmino, Bana, Travadinha, Luís de Morais, Celina Pereira, Dany Silva, Kiki Lima, Lura, Paulino Vieira, Tito Paris, etc. Gostaria ainda de destacar os seguintes grupos musicais: Finaçon, Os Tubarões, Raíz di Funaná, e Voz de Cabo Verde, entre outros.

terça-feira, junho 15, 2010

Celebrar em Festa…Um Ano de Trabalho!

O culminar de um ano de intenso trabalho de alunos, encarregados de educação, professores e funcionários, aconteceu no dia 27 de Maio com O Dia da Escola. O envolvimento de todos foi fundamental para o sucesso desta iniciativa.
A escola é um local de aprendizagem, frequentemente, feita dentro das salas de aula. Mas, a aprendizagem pode e deve ser feita noutros espaços e servir-se de diversos meios, instrumentos, técnicas e expressões. As visitas de estudo, as idas ao teatro e ao cinema, o assistir a palestras, o participar/organizar debates, o participar e concorrer a projectos são outras importantes e fundamentais maneiras de se aprender.
O Dia da Escola serve exactamente este fim. É uma forma de se aprender de outro modo: aí aprende-se com o exemplo, o relato e a demonstração… apercebendo-se do trabalho que alunos e professores desenvolveram ao longo do ano.
Os diferentes pavilhões da escola engalanaram-se e mostraram actividades diversas sobre o ambiente, a cidadania, as artes, a saúde e as multi-actividades. Houve teatro, projecção de filmes e apresentações em "power point", karaoke, jogos de Matemática, "peddy paper", etc. E foram muitas as exposições:
• saúde, actividades desportivas, alimentação, sexualidade, Conhecer os Outros, Holocausto, bairros problemáticos, integração social, espécies vegetais (na estufa), reciclagem e eficiência energética, etc.
Houve palestras organizadas quer por encarregados de educação quer por diversas instituições de Ensino Superior da cidade. Houve música e danças africanas, houve passagem de modelos do grupo de alunos que concorreu ao projecto “Reutilizar é Fashion” e entrega de prémios aos que se distinguiram ao longo do ano em diversas actividades e áreas e aqueles que se distinguiram pelo seu desempenho nas actividades que integravam o próprio Dia da Escola (do "karaoke" ao "peddy papper"). Prémios só tornados possíveis pela colaboração da Junta de Freguesia do Lumiar e de outros patrocinadores.
Deve aqui ser sublinhada a participação activa de alunos e professores em diversos projectos (com repercussão interna e externa): Eco-Escolas; Entre Palavras, "Monit", "Twist"; "Reutilizar é Fashion", PES, CEF de Jardinagem (limpeza da Estufa) e de Carpinteiros de Limpos (exposição de trabalhos e colaboração na manutenção das instalações da escola). Estão todos de parabéns, porque a Escola é também um espaço de Cidadania.
O Dia da Escola começou com o hastear da Bandeira Verde do Projecto Eco-Escolas e terminou com a pequena peça de teatro, oferecida à escola pela Junta de Freguesia do Lumiar, através do grupo CAFO. Sem esquecer o lanche (oferecido pela Comissão provisória da Associação de Pais) e a apresentação de um grupo da Tuna Académica da Universidade Nova de Lisboa.
Participaram também neste dia, o Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, a Dr.ª Isabel Pereira (vogal da Educação da Junta), os idosos da Carmoteca (Igreja da Nª Sr.ª do Carmo) e crianças da Escola Primária e ainda representantes do Colégio de Santa Doroteia e da Escola Lindley Cintra. Porque a Escola é também um Espaço Aberto à Comunidade.
Mas foi também um verdadeiro dia de Festa. Porque a Escola também deve ser um espaço de alegria.
A todos os que contribuíram, de forma mais ou menos anónima para que este dia fosse um sucesso, os nossos parabéns e o nosso muito obrigado. Porque todos somos a Escola.


segunda-feira, junho 14, 2010

As Coisas

A bengala, as moedas, o chaveiro,
A dócil fechadura, as tardias
Notas que não lerão os poucos dias
Que me restam, os naipes e o tabuleiro.
Um livro e em suas páginas a seca
Violeta, monumento de uma tarde
Sem dúvida inesquecível e já esquecida,
O rubro espelho ocidental em que arde
Uma ilusória aurora. Quantas coisas,
Limas, umbrais, atlas, taças, cravos,
Nos servem como tácitos escravos,
Cegas e estranhamente sigilosas!
Durarão para além de nosso esquecimento;
Nunca saberão que nos fomos num momento.
Jorge Luis Borges (É considerado o maior poeta argentino e, sem dúvida, um dos mais importantes da América Latina).

domingo, junho 13, 2010

Cheira Bem, Cheira a Lisboa...

Junho é o mês dos Santos Populares (13 é dia de Santo António, 24 de São João e 29 de São Pedro). Lisboa está em festa. Há concertos e há espectáculos. Os arraiais populares acontecem por toda a cidade.
Nos bairros populares (Alfama, Madragoa, Bica, Mouraria, Castelo, etc.), tal como manda a tradição, não faltam a sardinha assada, o caldo verde, o pão com chouriço, os manjericos, o vinho tinto, a música e muita animação.
O santo padroeiro da cidade de Lisboa é São Vicente. Contudo, talvez porque o dia da cidade ocorra a 13 de Junho, dia de Santo António (santo casamenteiro), este seja o santo mais festejado.
Em Lisboa, celebra-se a faceta de casamenteiro deste santo de 12 para 13 de Junho. A tarde de dia 12 é a tarde do casamento das noivas de Santo António.
A noite de Santo António é uma noite de grande alegria. Decoram-se as ruas com arcos e balões de papel às cores. Há bailaricos nos pequenos largos e praças dos bairros mais populares.
Um dos outros pontos altos das Festas de Santo António são as Marchas Populares, que representam os diversos bairros lisboetas. Este acontecimento leva milhares de espectadores á Avenida da Liberdade.
As Marchas Populares são uma antiga tradição portuguesa, que decorre a 12 de Junho. Pensa-se que, em Lisboa, já se realizavam marchas no século XVIII. Contudo, as Marchas Populares de Lisboa, tal como as conhecemos hoje, remontam a 1932, tendo-se transformado num dos grandes acontecimentos das festas da cidade de Lisboa.
Depois dos desfiles na avenida, a festa acaba nos arraiais montados nos mais típicos bairros de Lisboa, em especial em Alfama e na Madragoa, onde o centro das celebrações é a sardinha assada, os pimentos, o vinho tinto e a sangria.
Lisboa hoje está em festa. Assista agora ao vídeo que escolhi para hoje, onde na voz de Amália Rodrigues, pode ouvir uma das mais bonitas marchas sobre Lisboa: Cheira Bem, Cheira a Lisboa.

sábado, junho 12, 2010

A Cerca Moura

A Cerca Moura de Lisboa, também chamada Cerca Velha, é um monumento nacional que consiste nos vestígios da antiga estrutura defensiva da cidade, que pode ainda hoje observar-se, de modo parcial, em várias freguesias do bairro de Alfama. A muralha original foi provavelmente erigida no período romano (sécs. III-V) e depois muito possivelmente refeita e reforçada no período islâmico (sécs.VIII-XII). Grande parte da estrutura que se mantém actualmente, deve ser deste último período da história de Lisboa (cerca do séc. X). A muralha que defendia Lisboa (Al-Ušbuna) teria, segundo Augusto Vieira da Silva, aproximadamente 1250m de comprimento na sua extensão total, 2m a 2,5m de espessura e abrangia no seu interior uma área com cerca de 15,6 hectares. Deste modo, a área total de Al-Ušbuna, aquando do seu apogeu em finais do séc. XI, seria de aproximadamente 30 hectares. A juntar à já referida área intramuros, devem-se acrescentar dois arrabaldes, que teriam uma área conjunta de 15 hectares. Neste espaço, admite-se que Al-Ušbuna teria uma população na ordem dos 20 ou 30.000 habitantes, comparável aos grandes portos de Málaga e Almeria.
Proponho-lhe que veja o excerto de um filme com a Cerca Moura.
Neste excerto podem-se visualizar três torres e um extenso pano de muralha do lanço Oriental da Cerca Moura ou Velha. De destacar a Torre pentagonal, parte do actual Palácio de Belmonte, o pano de muralha localizado nos Pátios das Oficinas do Museu de Artes Decorativas Portuguesas (MADP), e que é parte constituinte do MADP.


sexta-feira, junho 11, 2010

A Bolívia é...

A Bolívia é o meu país!
(...) um país multicultural, com muitas riquezas, várias línguas dentro do mesmo território, com uma gastronomia diversificada e principalmente com diversos sítios para conhecer e para descobrir.
Alvaro Suarez Araújo - 12º C

Aproveite o convite do Alvaro e visite a Bolívia.
A Bolívia é um país situado no centro-oeste da América do Sul. Está limitado a norte e a leste pelo Brasil, a sul pelo Paraguai e pela Argentina e a oeste pelo Chile e pelo Peru. Juntamente com o Paraguai, é um dos dois únicos países do continente americano, sem litoral marítimo. Também é o oitavo país mais extenso deste continente e o vigésimo sétimo do mundo. A capital oficial e sede do poder judiciário é Sucre e a sede do governo (poder executivo e legislativo) é La Paz.
A Bolívia é um país multicultural com muitas riquezas naturais e arqueológicas. Destaca-se a cultura Tiwanaku (na parte ocidental do país, próximo do lago Titicaca) cujos conhecimentos avançados foram legados ao Império Inca. Menos conhecidos são os vestígios culturais arqueológicos na região oriental tropical da Bolívia onde, entre outras, se desenvolveu a Cultura Hidráulica das Lomas, nas planícies de Moxos.
O estado boliviano foi fundado sob o nome de República Bolívar em homenagem ao seu libertador, Simón Bolívar. Posteriormente (1825), passou a designar-se por Bolívia. Como a Bolívia é um país sem litoral, o ocidente do país está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos 6542 metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas, e coberto pela floresta húmida da Amazónia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. No ocidente, na região de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo.
As cidades principais são La Paz, Sucre, Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.
A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semi-desértico nos meses de seca. A nordeste da bacia Titicaca visualizam-se montanhas extremamente altas de 3.000 a 6.500 metros.
Os Andes atingem a Bolívia e dividem-se em duas grandes cadeias, a Oriental e a Ocidental. Nota-se que a cordilheira Ocidental é formada por vulcões inactivos ou extintos, e as rochas que a compõem são formadas por lava vulcânica petrificada. A cordilheira Oriental é composta por diversos tipos de rochas e areia.
Aproveite e descubra a cultura boliviana que apresenta aspectos extraordinários e pouco conhecidos.

quarta-feira, junho 09, 2010

Noite de Saudade

A noite vem pousando devagar
Sobre a terra, que inunda de amargura…
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura…

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura…
E eu ouço a noite imensa soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!

Porque és assim tão ’scura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu nem sei donde me vem…
Talvez de ti, ó noite!… Ou de ninguém!…
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!
Florbela Espanca

terça-feira, junho 08, 2010

Entre o Alva e a Estrela

O rio Alva é um afluente do Mondego. Nasce na encosta sudoeste da Serra da Estrela e percorre cerca de 105 km até desaguar no Rio Mondego (no Porto da Raiva).

A história conta que o rio Alva e o rio Mondego são rios irmãos porque as suas nascentes têm a mesma mãe (Serra da Estrela).
A diferença é que percorrem vertentes opostas. O rio Mondego é mais calmo e maduro. O rio Alva, mais jovem e rebelde, rompeu pelas encostas escarpadas da Serra da Estrela, no ímpeto de apanhar o seu irmão Mondego. Ambos se confrontam em fúria na localidade que hoje tem o nome de Porto da Raiva.
O Alva percorre um caminho sinuoso entre as encostas da Serra da Estrela e da Serra do Açor. Várias localidades cresceram nas suas margens (onde existem praias fluviais) como São Gião, Avô, Penalva de Alva, Caldas de São Paulo e a aldeia de Sandomil.
Se puder dê um escapadela até esta região. Vale a pena. Para lhe aguçar o apetite proponho-lhe que veja, o álbum com mais algumas imagens desta bela região do país.

segunda-feira, junho 07, 2010

"Hoje vou à escola"

Na sua coluna de opinião do Diário de Notícias a Drª Mª José Nogueira Pinto debruça-se sobre o debate que aconteceu na Escola Secundária do Lumiar sobre a eutanásia. Leia aqui o texto integral da crónica desta deputada. Maria José Nogueira Pinto foi uma das participantes da iniciativa dinamizada pelo aluno João Silva (do 11º C) que contou ainda com a presença do deputado Rui Prudêncio (representante do PS), duas representantes do partido ecologista Os
Verdes (Drª Cláudia Madeira), uma enfermeira (Isabel Vilaça) e uma psicóloga (Drª Alda Morgado). Confira aqui.
Com a organização deste debate o aluno João Silva conseguiu atingir alguns objectivos, dar visibilidade a este assunto, à sua iniciativa e à escola onde estuda. Parabéns!

A Eutanásia

No âmbito da disciplina de Filosofia os alunos do 11º ano discutiram e trabalharam o tema da eutanásia.
João Silva, aluno do 11º C fez uma apresentação em power point e dinamizou um debate sobre o assunto. Convidou dois deputados (representantes do PS e do PSD), duas representantes do partido ecologista os verdes, uma enfermeira e uma psicóloga. Na assistência estiveram alguns professores e alunos dos 12º e 11º anos. Um tema pertinente a exigir reflexão urgente. Veja a apresentação elaborada pelo João Silva.

domingo, junho 06, 2010

Garmisch-Partenkirchen

Garmisch-Partenkirchen é, simultaneamente, uma pequena cidade mercado e um município (Markt) da Alemanha. Está localizada na região administrativa de Alta Baviera próximo da fronteira com a Áustria..
Garmisch-Partenkirchen é, também, uma estância de desportos de inverno e foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1936. O estádio Große Olympiaschanze foi o local onde se realizaram as cerimónias de abertura e encerramento destes jogos.
Mas, o encanto desta localidade está na beleza das suas casas e na capacidade de conservação das mesmas.

sábado, junho 05, 2010

Será que é possível?

O Dia Mundial do Ambiente, comemorado todos os anos no dia cinco de Junho, é um dos principais veículos através dos quais as Nações Unidas, estimula a consciencialização mundial acerca do meio ambiente e reforça a atenção política e de acção.
Ruanda, um país do Leste Africano, que está a adoptar uma transição para uma economia verde, será o anfitrião global do Dia Mundial do Ambiente 2010. O tema deste ano é: Muitas espécies. Um Planeta. Um Futuro. Esta é uma mensagem que põe ênfase na importância central da riqueza global de espécies e ecossistemas para a humanidade.
O Dia Mundial do Ambiente 2010, terá como objectivo mobilizar as pessoas mais do que nunca para o ambiente. Para isso, propõe uma enorme variedade de actividades que vão desde a plantação de árvores nas escolas, as limpezas nas diferentes localidades, os dias sem carro, os concursos de fotografia sobre biodiversidade, as caminhadas ao ar livre, as iniciativas de limpeza em parques urbanos, as exposições, as petições e as campanhas globais em prol do meio ambiente, etc.
O site oficial do Dia Mundial do Ambiente 2010 servirá para inspirar, informar e envolver as pessoas através de uma interactividade sem precedentes, oferecendo dicas, informações e estatísticas diárias sobre biodiversidade. As pessoas ao redor do mundo disporão, ainda, de uma plataforma onde podem registar as suas actividades, as campanhas de redes sociais e as competições que conectam as pessoas de todos os continentes.
O mais importante é ajudar a incrível variedade de vida no nosso planeta para que não aconteça o que sucede na Indonésia. Veja, já a seguir, aquele que é considerado o rio mais poluído do mundo.

sexta-feira, junho 04, 2010

Sinto

Sinto
que em minhas veias arde
sangue,
chama vermelha que vai cozendo
minhas paixões no coração.

Mulheres, por favor,
derramai água:
quando tudo se queima,
só as fagulhas voam
ao vento.
Federico García Lorca, in 'Poemas Esparsos'
Tradução de Oscar Mendes

quinta-feira, junho 03, 2010

O Aquecimento Global




Antecipando o Dia Mundial do Ambiente que se comemora dia 5 de Junho, proponho-lhe que veja a apresentação elaborada pelo aluno do 12º A, Nelson Figueiredo. O tema está na ordem do dia, porque vivemos já as consequências deste fenómeno. Não perca!

quarta-feira, junho 02, 2010

A Solidão Por...

Francisco (Chico) Buarque de Holanda definiu de forma exemplar a Solidão. Leia devagar. Dá que pensar!

Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
ISTO É CARÊNCIA.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
ISTO É SAUDADE.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
ISTO É EQUILÍBRIO.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
ISTO É UM PRINCíPIO DA NATUREZA.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
ISTO É CIRCUNSTÂNCIA .
Solidão é muito mais que isto.
SOLIDÃO É QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS E PROCURAMOS EM VÃO PELA NOSSA ALMA.
Chico Buarque.

terça-feira, junho 01, 2010

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.
Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

segunda-feira, maio 31, 2010

Vai pensamento, sobre asas douradas...

"Nabucco" é uma ópera de Verdi (com libreto de Temistocle Solera), escrita em meados do século XIX (1842), durante a ocupação austríaca do norte de Itália. A acção da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia. O "Coro dos Escravos" hebreus Va pensiero sull'ali dorate (vai pensamento, sobre asas douradas), devido a várias analogias, tornou-se uma espécie de hino nacionalista e o símbolo do nacionalismo o italiano. O próprio nome Verdi, que aparecia naquela época, escrito nas paredes, queria também na realidade significar, "Vitor Emanuel Rei de Itália". Vítor Emanuel viria a ser rei, mais tarde, já depois da unificação italiana. É um dos mais belos coros jamais escritos e ouve-se sempre com prazer.
A ópera Nabuco relata a história bíblica do cativeiro dos hebreus, na Babilónia, no século sexto a.C. Na ópera o coro " Va, pensiero" é cantado por exilados, junto às margens do Rio Eufrates, que lamentam a perda da sua terra natal. Por isso, rapidamente, se transformou num hino para os italianos que lutavam pela sua liberdade em relação à Áustria.
Giuseppe Verdi (1813) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália, assim como Richard Wagner o era na Alemanha. Após a morte de Verdi, em 1901, enquanto o caixão era levado para o cemitério, uma multidão de cerca de 25000 pessoas entoou, espontaneamente, o coro "Va pensiero".
Va pensiero sull'ali dorate (tradução da letra do coro dos escravos Hebreus, da ópera Nabuco, de Verdi)
Vai, pensamento, sobre asas douradas
Vai e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do Jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque choras a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fala-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de Jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.

domingo, maio 30, 2010

Paixão em Santorini

Hoje proponho-lhe três formas falar de paixão. A primeira através de uma história de amor entre dois polvos. A segunda é um pequeno filme de animação que nos conta de forma exemplar esta bela história de amor. A outra é o prazer e a paixão que as viagens podem proporcionar, quanto mais não seja em sonhos ou através da net. O local por trás destas paixões é Santorini. Esta ilha é o elo de ligação entre estas três formas de paixão: o cinema, as viagens e um história bem contada. Como vai ver, Santorini é uma terra que suscita paixões.Paixões de vários tipos.
Santorini ou Santorino é um arquipélago vulcânico circular localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas das Cíclades, no mar Egeu, a cerca de 200 km a sueste da cidade de Atenas.Tem uma área total de aproximadamente 73 km² e uma população de 13.600 habitantes (2001). Deve o seu nome a Santa Irene, nome pelo qual os venezianos a denominavam. Era anteriormente conhecida por Kallístē (que em grego significa "a mais bela"). Santorini é também o vulcão mais activo do denominado Arco Egeu. A forma actual da ilha deve-se, em grande parte, à erupção que ocorreu há aproximadamente 3.500 anos atrás. Em Santorini pode passar o dia entre ruínas arqueológicas, a bronzear-se ao sol numa espreguiçadeira junto ao Mar Egeu, a subir a pé ou no lombo de um burrinho do Porto de Skala Firon até o centro de Fira. Deve passar o final do dia, na vila de Óia. Aí pode refrescar-se com a brisa fresca ou banhar-se numa piscina construída sobre o mar. Aprecie então o pôr do sol, de preferência com uma tacinha de vinsanto (o vinho fortificado local) na mão. Imagine (ou veja) o sol enorme, a descer lentamente até desaparecer no mar atrás da vila. Observe, então, as tonalidades que o céu adquire. Os tons que vão do vermelho ao roxo e do rosa ao lilás. É um espectáculo deslumbrante. Tudo o que sempre imaginou sobre as ilhas gregas está aqui: as casas brancas orladas a azul, as igrejinhas com cúpulas azuis, os sinos e os gatos. Mas, se quiser desfrutar de praia vá até à mais badalada: Red Beach. É uma praia de areia vermelha porque o arquipélago é de origem vulcânica, por isso, as praias têm areia escura. Se Marte tivesse praia, provavelmente seria como Red Beach, na extremidade sul, uma pequena baía de águas verdes emoldurada por uma falésia... vermelha, claro. Mas, continue a passear-se pelas encantadoras vilas encarrapitadas no alto das montanhas. É ali, nas vielas e nos becos tortuosos, nos cafés e nos terraços ou varandas debruçados sobre o mar, que está todo o charme da ilha. O encanto de Santorini está na sua geografia. Se não gosta de andar de burro ou a pé alugue um quadriciclo. Deste modo, fácil, divertido e barato pode conhecer a ilha toda. Pode passear-se por ruas floridas e de casas impecavelmente caiadas com fachadas de portas coloridas e flores nas janelas. Se tiver oportunidade, puder e quiser, vá de barco. Vai conseguir observar a melhor vista de Santorini.
Agora, veja como tudo isto e muito mais, está retratado neste pequeno filme de animação.

sábado, maio 29, 2010

Um Passeio pela Saxónia

A Saxónia ou Saxe (em alemão Sachsen) é um dos 16 estados federados da Alemanha. Este estado localiza-se a leste do país e a capital é Dresden.
Faz fronteira a norte com o Brandemburgo, a leste com a Polónia, a sul com a República Tcheca, a sudoeste com a Baviera, a oeste com a Turíngia e a noroeste com a Saxónia-Anhalt.
Desde 2008, a Saxónia está dividida em três regiões que estão subdivididas em 10 distritos e 3 cidades independentes, que possuem um estatuto de distrito.
Hoje proponho-lhe um passeio pela Saxónia. Ora veja. Vale mesmo a pena.

sexta-feira, maio 28, 2010

Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?

Deixo-vos, hoje, mais algumas palavras de Lobo Antunes, a propósito da entrevista que deu ao jornalista, Ubiratan Brasil, via telefone, a partir do seu escritório em Lisboa.
Nessa entrevista, Ubiratan recordou ao escritor que, em relação ao Arquipélago da Insónia, ele teria contado, que primeiro ouviu a voz do autista, um dos personagens principais daquele livro.
Eu devo ter dito isso mesmo... É curioso mas recordo-me mais dos problemas que
enfrentei do que propriamente da narrativa. Naquela época, em 2008, descobri que estava com cancro nos intestinos. Foi terrível, não sabia se ia viver ou morrer. Foi difícil retomar o livro depois de dois meses sem escrever, pois não tinha forças. Voltei lentamente, escrevendo uma hora e ficando cansado. Ao mesmo tempo, ganhei o Prémio Camões. Finalmente, quando estava a terminar o livro, descobri que me havia curado
.
O discurso do autista permite que você exercite a linguagem fragmentada para narrar a história de três gerações de uma família rural portuguesa, desde sua ascensão até a sua queda total. Como funciona o trabalho de burilar a palavra?
Eu sei que ninguém escreve como eu. Mas isso não me traz alegria alguma. Escrevo com dificuldade, mas sinto-me à vontade com o assunto. Fico espantado quando algum leitor confessa ter certa dificuldade no entendimento - a escrita sempre foi muito clara para mim.
Em sua opinião, o que explicaria essa dificuldade do leitor?
Não sei, talvez a maioria espere por uma intriga bem definida, o que não acontece nos meus livros. O livro deveria ser publicado sem o nome do autor, aí acabariam os problemas de inveja. Deveria, sim, levar o nome do leitor, porque o livro também é a nossa circunstância. Veja, a única obra que me fez chorar foi Love Story, que é uma porcaria. Mas eu estava isolado em África, a minha mulher grávida, estava em Lisboa. Assim, quando lemos, estamos a projectar os nossos fantasmas, sofrimentos, medos. O que vai ficar é a obra e não seu autor.
Depois de O Arquipélago da Insónia, você publicou, Que Cavalos São Aqueles
Que Fazem Sombra no Mar?
Há cinco meses finalizou Sôbolos Rios Que Vão, que deve ser lançado em Portugal em Outubro. Escrever não parece ser um sacrifício para você.
Tenho cada vez mais medo de escrever, de decepcionar as pessoas que confiam em mim. Não tenho o direito de desiludi-las. É um recomeçar em cada livro. O leitor não pode perceber isso, tem de acreditar que é muito fácil escrever. Mas espontaneidade dá muito trabalho.
A novidade, portanto, tem de surgir a cada novo abrir de página?
Para mim, sim. Não gosto de repetir fórmulas. Só começo um novo livro quando estou seguro de que não conseguirei escrevê-lo. É um desafio, não posso deixar-me vencer pelas palavras.
E, nesse caminho, o enredo é secundário?
A intriga não me interessa, só serve para apanhar o leitor. O livro é simbólico, quero expressar os sentimentos mais profundos, aqueles, por definição, intraduzíveis em palavras. Para mim, essa é a única forma de se escrever um livro. A história não tem importância nenhuma, serve apenas como um anzol para fisgar o leitor. O escritor admite, ainda, que tem cada vez mais medo de escrever.
Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.

quinta-feira, maio 27, 2010

Virinha

As noites de António Lobo Antunes são povoadas de vozes. Uma dela é a da angolana Virinha. O canto de Elvira fez-se ouvir nas palavras do ficcionista, aquando da entrevista concedida ao jornalista UBIRATAN BRASIL, d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.
O doloroso canto de uma mulher torturada povoa o pensamento do escritor português. "É a voz de Elvira, conhecida como Virinha, que foi presa em Angola em 1977, quando o país, recém-independente de Portugal, enfrentava problemas internos", comenta ele, na entrevista que deu ao Estadão. Comandante do batalhão feminino do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, movimento que assumiu o poder), Elvira foi uma das 80 mil pessoas mortas, sob suspeita de conspirar contra o governo de Agostinho Neto, "cifra superior à dos assassinados durante todo o período ditatorial de Augusto Pinochet no Chile", acrescenta.
Como é que Elvira, a Virinha, que comandou o batalhão feminino do MPLA, foi torturada e morta?
Os pulsos foram amarrados com arame e os tornozelos atados nas costas. Era levantada a uma altura de dois metros, depois era repentinamente solta. O seu corpo tombava no chão. Mas, mesmo torturada, Elvira não parou de cantar, só quando morreu.
E foi a Comissão das Lágrimas, uma espécie de tribunal que não julgava,
apenas determinava a forma da pena, que decidiu o futuro de Elvira?

Sim. É um nome espantoso, carregado de poesia para determinar algo tão cruel. Isso
faz-me lembrar o povo da Roménia que, antes da queda do comunismo em 1989, perguntava
se haveria vida antes da morte.
Como médico psiquiatra, conheceu Angola durante a guerra colonial, entre 1971 e 1973. Foi durante o período anterior à independência, portanto, precisou de fazer muitas pesquisas?
Não fiz quase nenhuma, caso contrário seria esmagado pela documentação. Nesse caso, o
melhor seria fazer um livro-reportagem. Prefiro confiar na minha sensibilidade. Mas nem sei ainda se terei um livro, pois vivo agora o momento mais terrível, aquele das falsas partidas: um caminho aponta, mas não é esse. Surge outro, também não é. Portanto, é um trabalho para, no mínimo, dois anos, que pode resultar em nada.
Estas são as tais inspirações que são o ponto de partida das obras de Lobo Antunes. Assim, começou agora o rascunho daquilo que pode resultar no seu novo livro, com o título provisório de Comissão das Lágrimas.
Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.