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terça-feira, fevereiro 02, 2021

Madrid: O Mundo Segundo os Brasileiros

Conheça a cidade de Madrid através do programa televisivo: O Mundo Segundo os Brasileiros.

Madrid é a capital e a maior cidade da Espanha. Tem uma população de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas, com uma área metropolitana com cerca de 6,5 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade da União Europeia, depois de Berlim, e a sua área metropolitana é a terceira maior da UE, depois de Londres e Paris. A área urbana da capital espanhola abrange um total de 604,3 de Km2.

Não perca mais esta visita virtual, através do vídeo abaixo ou clicando aqui. Em tempos de pandemia, estas são outras alternativas para se distrair.

quinta-feira, janeiro 28, 2021

O Clube Dumas

 O Clube Dumas é um livro do escritor, novelista e jornalista espanhol, Arturo Pérez-Reverte (1951).

Arturo Pérez-Reverte, antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O Cemitério dos Barcos Sem Nome", "Território Comanche", "O Hussardo", O Pintor de Batalhas e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste".

O Clube Dumas é uma obra, parte mistério, parte puzzle, parte jogo intertextual. O Clube Dumas é uma das obras emblemáticas de um dos mais reputados escritores da atualidade. Foi adaptado para o cinema sob o título A Nona Porta, realizado por Roman Polanski e protagonizado por Johnny Depp.



Sinopse:

Pode um livro ser alvo de investigação policial como se de um crime se tratasse? Podem as suas páginas ser encaradas como pistas para um mistério com três séculos?

Lucas Corso, especialista em descobrir edições raras, está a tentar responder a este enigma quando é incumbido de uma dupla missão: autenticar um manuscrito de Os Três Mosqueteiros e decifrar o mistério de um livro queimado em 1667 e que, afirma a lenda, foi co-escrito por Satanás.

Dos arquivos do Santo Ofício às poeirentas estantes dos alfarrabistas e às mais seletas bibliotecas internacionais, Corso é atraído para uma teia de rituais satânicos, práticas ocultas e duelos com um elenco de personagens estranhamente semelhante ao da obra-prima de Alexandre Dumas. Auxiliado por uma beldade misteriosa com o nome de uma heroína de Arthur Conan Doyle, este «caçador de livros« parte de Madrid rumo a Paris, passando por Sintra, em perseguição de um sinistro e aparentemente omnisciente assassino.

terça-feira, dezembro 01, 2020

Os Conjurados

Os Conjurados de 1640 é um livro de Charles-Philippe D' Orleans .

Uma história de paixão, intriga e coragem na luta pela restauração da independência de Portugal


Sinopse:

Durante a última década do poder filipino em Portugal, Manuel Bocarro, um médico cristão-novo, é chamado à corte de Madrid para tentar salvar a vida de D. Baltasar de Zuñiga, conselheiro de Filipe IV e figura grada da nobreza de Castela. Segue consigo o neto que ele muito ama, o jovem João, a quem o avô pretende assim oferecer alguma experiência do mundo. 

Defenestração do traidor Miguel de Vasconcelos no Terreiro do Paço


Em Madrid, porém, João não só encontra Miguel de Vasconcelos, que em rapaz retirara das águas do Tejo, como também trava conhecimento com D. Antão Vaz de Almada, que o alicia para a conjura da Restauração portuguesa. João regressa, pois, a Portugal e envolve-se numa série de intrigas que farão dele um dos heróis desconhecidos da revolução de 1 de Dezembro de 1640. A morte da mulher que sempre amara com uma paixão absoluta, a compreensão do papel desempenhado nessa morte pelo rival Miguel de Vasconcelos, o encontro com o misteriosíssimo D. Miguel de Ratisbona, um aventureiro que percorre toda a Europa em defesa de objetivos nem sempre muito claros, farão com que João Bocarro se dedique a uma vingança que acabará por transformá-lo num instrumento sem piedade da Providência e da História.

sábado, dezembro 28, 2019

Doña Anita

Oiça Patxi Andión, recentemente desaparecido em Doña Anita (1970).
Patxi Andión era um cantor, compositor, actor, professor e escritor, de origem basca, nascido em Madrid, que tinha uma estreita relação de amizade com Portugal.

Setenta y tres años y un vestido añil,
un hermano cura y un primo en París.
Desborda sus labios con fuerte carmín
Anita, el rosario... un poco de anís?

Bajo el colorete
oculta el tiempo ya perdido
y se prepara a dar carrete
a algún enfermo afligido.

Y baja la escalera
moviendo el sombrero florido
que junto con ella espera
hasta que caiga el telón.

Saluda a Don Julio, que es muy parlanchin,
setenta y dos años,
Letra: Patxi Andion
Compositor: Rafael Ferrero

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Os Conjurados de 1640

Os Conjurados de 1640, é um romance escrito por Charles-Philippe d’Orléanslançado em 2016. É o primeiro romance histórico deste autor. Com ele voltamos ao século XVII e podemos lembrar-nos dos 40 nobres responsáveis pela Restauração da Independência de Portugal, após o domínio filipino..
Sinopse:
Durante a última década do poder filipino em Portugal, Manuel Bocarro, um médico cristão-novo, é chamado à corte de Madrid para tentar salvar a vida de D. Baltasar de Zuñiga, conselheiro de Filipe IV e figura grada da nobreza de Castela. Segue consigo o neto que ele muito ama, o jovem João, a quem o avô pretende assim oferecer alguma experiência do mundo. Em Madrid, porém, João não só encontra Miguel de Vasconcelos, que em rapaz retirara das águas do Tejo, como também trava conhecimento com D. Antão Vaz de Almada, que o alicia para a conjura da Restauração portuguesa. João regressa, pois, a Portugal e envolve-se numa série de intrigas que farão dele um dos heróis desconhecidos da revolução de 1 de Dezembro de 1640. A morte da mulher que sempre amara com uma paixão absoluta, a compreensão do papel desempenhado nessa morte pelo rival Miguel de Vasconcelos, o encontro com o misteriosíssimo D. Miguel de Ratisbona, um aventureiro que percorre toda a Europa em defesa de objetivos nem sempre muito claros, farão com que João Bocarro se dedique a uma vingança que acabará por transformá-lo num instrumento sem piedade da Providência e da História.

quinta-feira, abril 27, 2017

As Dálias

A civilização tem lutado para entender a geometria perfeita da Natureza.
Mas, para que servem as palavras, quando se pode contemplar a bela simetria de uma Dália...
As Dálias são originárias do México, onde são muito populares. Os índios daquela região foram os primeiros a cultivar dálias, ainda no período do império Asteca.
No final do século XVIII, o diretor do Jardim Botânico de Madrid encantou-se com esta flor, durante uma visita ao México. Foi o suficiente para que a dália atravessasse o oceano e chegasse à Europa, onde se adaptou ao clima temperado.
Foi o botânico sueco Anders Dahl, que inspirou o nome da flor e que a divulgou na Europa do Norte.
Os holandeses e os franceses foram os maiores incentivadores do cultivo e da produção de inúmeras espécies híbridas de dálias. Hoje, entre naturais e híbridas, existem mais de 3 000 variedades, com uma diversificação de formas, simetrias, cores, tamanhos e adaptações a diferentes condições.

quinta-feira, outubro 06, 2016

Homens Bons

Homens Bons é o mais recente livro do escritor Arturo Pérez-Reverte, que narra a épica aventura de dois homens que quiseram mudar o mundo através dos livros.
Arturo Pérez-Reverte (1951), é um novelista e jornalista espanhol. Desde o ano de 2003 é, também, membro da Real Academia Espanhola.
Há já alguns anos, que este jornalista de profissão se dedica exclusivamente à literatura, tendo publicado: A Sombra da Águia; O Tango da Velha Guarda e O Hussardo, entre outros. A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas.

Sinopse:
"Na Europa do século XVIII, dois homens viajam em segredo. 
A sua missão? Levar para Espanha algo proibido: os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A delicada tarefa está nas mãos do bibliotecário don Hermógenes Molina e do almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola. Mas estes dois académicos estão longe de imaginar as peripécias que os aguardam…
Da Madrid de Carlos III à Paris libertina e pré-revolucionária, com os seus cafés e tertúlias filosóficas, don Hermógenes e don Pedro embarcam numa intrépida aventura, repleta de heróis e vilãos, intrigas e incertezas. 
Arturo Pérez-Reverte, com o rigor – e baseando-se em acontecimentos e personagens reais, transporta-nos para a magnífica era do Iluminismo, quando a ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida, e dá-nos a conhecer os heróicos homens que quiseram mudar o mundo com os livros.
Um romance sobre fé e razão, Teologia e Ciência, sombra e luz".

quarta-feira, junho 01, 2016

Miguel de Cervantes (1547 – 1616) foi um romancista, dramaturgo e poeta castelhano. A sua obra-prima, Dom Quixote, é muitas vezes considerada o primeiro romance moderno. É um clássico da literatura ocidental e é regularmente considerada um dos melhores romances já escritos.
O trabalho de Cervantes é considerado entre os mais importantes em toda a literatura, e a sua influência sobre a língua castelhana tem sido tão grande que o castelhano é frequentemente chamado de La lengua de Cervantes (A língua de Cervantes).
Dom Quixote de la Mancha livro escrito pelo espanhol Miguel de Cervantes y Saavedra, cujo título e ortografia originais da obra eram El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha.
A primeira edição da obra foi publicada em Madrid no ano de 1605. Era composto por 126 capítulos, divididos em duas partes: a primeira surgida em 1605 e a outra em 1615. A coroa espanhola patrocinou uma edição revista, em quatro volumes, a cargo de Joaquín Ibarra, que foi niciada em 1777 e concluída em 1780.
O livro, D. Quixote, surgiu num período de grande inovação e diversidade por parte dos escritores ficcionistas espanhóis. Parodiou os romances de cavalaria que gozaram de imensa popularidade e, na altura, já se encontravam em declínio. Nesta obra, a paródia apresenta uma forma invulgar. O protagonista, já de certa idade, entrega-se à leitura desses romances, perde o juízo, acredita que tenham sido historicamente verdadeiros e decide tornar-se um cavaleiro andante. Por isso, parte pelo mundo e vive o seu próprio romance de cavalaria. Enquanto narra os feitos do Cavaleiro da Triste Figura, Cervantes satiriza os preceitos que regiam as histórias fantasiosas daqueles heróis. A história é apresentada sob a forma de uma novela realista.
Em 2002, o livro (que faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para o ensino secundário como sugestão de leitura), foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. A votação foi organizada pelos Clubes do Livro Noruegueses e participaram escritores de reconhecimento internacional.
Sinopse:
 D. Quixote, um fidalgo de Castela assanhado pela leitura de romances de cavalaria, decide que é seu "ofício e exercício andar pelo mundo endireitando tortos, e desfazendo agravos" e parte à aventura na companhia de seu fiel e prosaico escudeiro, Sancho Pança. As hilariantes maluquices do Cavaleiro Andante liquidam, com a sua "moral do fracasso", as últimas ilusões da epopeia: aquilo a que Adorno chama "a ingenuidade épica". 
Depois de D. Quixote , nada mais será igual.

sábado, maio 21, 2016

Rosa da Madragoa

Oiça a fadista portuguesa Raquel Tavares (1985) em Rosa da Madragoa.
Raquel Tavares ganhou notoriedade no fado em 1997, ano em que, com 12 anos, venceu a Grande Noite do Fado. Em 1999 editou o seu primeiro álbum de fados.
Em 2004, estreou-se no cinema para desempenhar um pequeno papel de fadista, no filme de Mário Barroso, denominado O Milagre Segundo Salomé.
Em 2005 foi a atracção da revista Arre Potter que é demais!, no Parque Mayer.
O seu álbum, Raquel Tavares, é lançado em 2006 enquanto em 2008,  saiu o álbum de estúdio, Bairro.
Ainda em 2006 Raquel Tavares recebeu o Prémio Amália Rodrigues para Revelação Feminina, da Fundação Amália Rodrigues. Já em 2007, seria a vez da Casa da Imprensa a atribuir-lhe o Prémio Revelação.
Raquel Tavares passou por várias casas de fados (Café Luso, Senhor Vinho, Arcadas do Faia, Adega Mesquita, Adega Machado), sendo em 2009 uma presença regular na Casa de Linhares "Bacalhau De Molho", onde se podiam também encontrar nomes como Celeste Rodrigues, Maria da Nazaré, Ana Moura, Jorge Fernando, Manuel Bastos, Maria do Carmo ou Vânia Duarte.
Por esta altura, as actuações de Raquel estendem-se a vários países e cidades como Paris, Roma, Madrid e até a Santiago do Chile.
Raquel Tavares participou no documentário O Fado da Bia (2012), realizado por Diogo Varela Silva, tendo com figura central, a sua grande referência, Beatriz da Conceição.
Raquel Tavares voltou, após uma paragem de oito anos, a lançar o terceiro álbum de originais chamado Raquel .

domingo, novembro 22, 2015

Paris é uma Festa

"Paris é uma Festa" é o livro de Hemingway que é a sensação de momento, após os atentados, na cidade de Paris. O livro está a esgotar nas livrarias parisienses.  As memórias do escritor estão a ser usadas como símbolo da resistência da cultura parisiense à adversidade.
Ernest Hemingway (1899 - 1961) foi um escritor norte-americano. Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Esta experiência inspirou uma das suas maiores obras, "Por Quem os Sinos Dobram".  No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), instalou-se em Cuba. Em 1953, ganhou o prémio Pulitzer, e, em 1954, ganhou o prémio Nobel de Literatura. Suicidou-se em Ketchum, Idaho, em 1961.
"Paris é uma Festa" foi escrito durante a estadia do escritor em Paris no início da década de 1920, quando ele tinha cerca de 22 anos.
Sinopse:
"Paris é uma Festa" encontra-se na linha da melhor tradição de Hemingway. 
A visão a um tempo lúcida e desencantada da vida, ombreando paradoxalmente com a confiança e a plenitude dos anos de criação, o retrato objetivo de muitos dos grandes escritores da nossa época que, como ele, respiravam no ar de Paris o melhor estímulo de aprendizagem e formação, a evocação dessa cidade incomparável, com os seus bistros, os seus velhos castanheiros, os cais, os boulevards, as pontes, imprimem a "Paris é uma Festa" um lirismo saudoso e pungentemente dramático. 
Aí encontramos o jovem Hem, no começo de uma carreira que se ignorava se terminaria na ignomínia ou na glória. 
Aí o encontramos, de algibeiras vazias e a cabeça povoada de sonhos, atento aos mais simples prazeres da vida. Aí o encontramos, ainda moço e rebelde, pronto a invadir o mundo e a sacudi-lo com os abalos da sua rebeldia genial."

sábado, maio 23, 2015

Lago Caddo: Um Lago Encantado

O Lago Caddo é um lago de cerca de 103 km2, que se localiza na fronteira entre o estado do Texas e o estado do Louisiana.
Caddo Lake é o segundo maior lago do sul dos Estados Unidos e tem o nome de uma tribo indígena nativa, os Caddo ou Caddoans,que habitou esta região até à sua triste expulsão no século XIX.
É uma área húmida protegida, devido à sua riqueza vegetal e animal. Esta é uma área de proteção internacional, de acordo com a Convenção de Ramsar, onde cresce a maior floresta de ciprestes do mundo e onde se regista um dos mais belos entardeceres da região.
O lago Caddo é um, de apenas um punhado de lagos naturais existentes no Texas, e está integrado no Caddo Lake State Park, que é um parque estadual localizado no leste do Texas.
A formação deste lago está sujeita a controvérsia, mas reza a lenda, que o lago se formou devido a uma série de terramotos que ocorreram em New Madrid, em 1812. Pode haver alguma verdade nesta lenda, porque o Lago Reelfoot no Tennessee foi formado após um terramoto, mas a maioria dos geólogos acredita que o Lago Caddo foi formado gradualmente e não de forma abrupta.
Se quiser ficar a conhecer melhor esta região dos E.U.A., aprecie a excelente apresentação e o vídeo, que se seguem.
Não perca esta oportunidade. Vale mesmo a pena.
Agora veja o vídeo.

sábado, abril 04, 2015

Momento musical espectacular

Assista a um momento musical espectacular. Este Concerto "Voces para la Paz", aconteceu em Madrid em 2007, no Auditório Nacional de Música.  Aqui se interpretou a peça "La boda de Luís Alonso" de J Gimenez, regida por Lucero Tena.
A artista não só toca com o corpo mas também com alma. Neste caso a alma espanhola!
Lindíssimo. Sensibilidade, ritmo e mestria... vale a pena ver e ouvir este solo de castanholas e orquestra!
Dedique sete minutos do seu tempo, para apreciar este show...
São bons momentos de música. Valem bem a pena!

quinta-feira, julho 03, 2014

O Museu da Evolução Humana

O destino de hoje é a cidade de Burgos em Espanha, onde se localiza o Museu da Evolução Humana. É um museu  e uma cidade que merecem uma visita, quanto mais não seja, virtual.
Burgos é uma cidade espanhola localizada no centro da província de Burgos, comunidade autónoma de Castela e Leão, que fica a uma distância de 244 km de Madrid.  Tem uma área 108 km²,  uma população de 174 075 habitantes (2007) e uma densidade populacional de 1 611,81 hab./km².
Graças à sua localização, Burgos tem prosperado economicamente. Burgos é, também, uma cidade rica em arte gótica, destacando-se as igrejas de Santa Gadea (século XII), Santo Estêvão (século XIII) e S. Gil (séc. XIII-XIV), o Hospital del Rey, o Solar del Cid, os conventos das Carmelitas e Agostinhas, e, sobretudo, a Catedral de Burgos (cuja construção foi iniciada em 1221, inspirada no modelo francês de Reims).
Mas, não perca a possibilidade de visitar o Museu da Evolução Humana de Burgos, através da excelente apresentação que se segue.  O edifício deste museu foi desenhado pelo arquitecto Juan Navarro Baldeweg e está dividido em quatro andares.
O museu mostra-nos a evolução biológica, a História da vida na Terra e a Teoria da Evolução de Darwin. Explica, também, a evolução cultural e recria três ecossistemas: a selva, a savana e a tundra-estepe, como explicação das variações climáticas, das adaptações do habitat e exposição de cenários das dificuldades de sobrevivência.

quarta-feira, junho 11, 2014

Botín: o mais antigo restaurante do mundo

O Botín é considerado o restaurante mais antigo do mundo, pois, tem mais de 300 anos. Situa-se em Madrid, na Calle de Cuchilleros (Rua dos Cuteleiros), junto à Plaza Mayor. O nome actual deste restaurante madrilenho é "Sobrino de Botín", mas, continua a ser conhecido por "Botín". A especialidade gastronómica desta casa é o leitãozinho (cochinillo) assado em forno de lenha. 
Esta casa de comidas (o título de restaurante é posterior) foi fundada pelo francês Jean Botin que a designou como Casa Botín. Mais tarde foi herdada por um seu sobrinho, daí o seu nome actual. No início do século XX este restaurante passou para os actuais proprietários: a família González.
Se tiver oportunidade de ir até Madrid, não deixe de ir até lá, e provar o cochinillo assado. 
Entretanto, fique a conhecer o mais antigo restaurante do mundo, através da bela apresentação que se segue.
E agora veja também, um vídeo promocional sobre este restaurante.

quinta-feira, março 06, 2014

O Tapete Vermelho

O "Tapete Vermelho" é um pequeno documentário, (realizado e produzido por Manu Fernandez e Iosu López) filmado em novembro de 2010 na cidade indiana de Bombaim.
Este documentário chama a atenção para o facto de quase 158 milhões de pessoas viverem em condições insalubres em centenas de bairros de lata na Índia. Mas, cada uma destas pessoas tem um sonho. Milhões de crianças brincam e divertem-se entre lixo, vacas, ratos e excrementos. Garib Nagar, situado no distrito oriental de Bandra, Bombaim, é a casa de Rubina uma menina de 12 anos que sonha em se tornar uma actriz para transformar o seu bairro de lata  num local limpo e habitável.
Este documentário foi selecionado para estar presente em mais de 80 festivais internacionais de cinema em todo o mundo e indicado, para a categoria de melhor curta metragem - documentário, para os Goya Awards de 2014.
Manuel Fernández, nasceu em Espanha em 1978. Tem uma licenciatura em Estudos de Comunicação na Universidade Complutense de Madrid e estudou cinema na Universidade de Sydney (SCA). Realizou o documentário "Esperanto: Aqueles que amam a música, Love Life (2006)",  "O Imp do Perverse (2007) e um curta-metragem em 2007.
Iosu López, nasceu em Espanha também em 1978, trabalhou com uma variedade de medias antes de abandonar tudo para realizar um sonho de infância: viajar por terra, de Norte para o Sul, pela América do Norte. O resultado foi "A Costura da América (2010)", um conto autobiográfico de uma jornada solitária.
Fique agora com quatro vídeos acerca d' " O Tapete Vermelho".
O "Trailer" do documentário "O Tapete Vermelho". 
La Alfombra Roja / The Red Carpet (Trailer) - ESPAÑOL from Iosu López on Vimeo.
O "Making Of" do documentário "O Tapete Vermelho". 
La Alfombra Roja / The Red Carpet (Making of) from Mochileros TV on Vimeo.
O "Teaser" de Rubina, do documentário " O Tapete Vermelho". 
La Alfombra Roja / The Red Carpet (Teaser Rubina) from Iosu López on Vimeo.
A Banda Sonora (tema principal) do Documentário "O Tapete vermelho".

quarta-feira, setembro 18, 2013

Velasquez

Diego Velázquez (1599 — 1660) foi um pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha. Foi um artista individualista do período barroco contemporâneo, tendo sido importante como retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou inúmeros retratos da família real espanhola e outras notáveis figuras europeias e plebeus. A sua produção artística culminou com a sua obra-prima, Las Meninas (1656). Desde o primeiro quarto do século XIX que a obra de Velázquez serviu de modelo para  pintores realistas e impressionistas, em especial Édouard Manet que chegou a afirmar que Velázquez era o "pintor dos pintores". Desde essa época, os artistas mais modernos, incluindo os espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dalí, bem como o pintor anglo-irlandês Francis Bacon , homenagearam Velázquez recriando várias das suas obras mais famosas. A grande maioria dos seus quadros estão no Museu do Prado, em Madrid. Fique a conhecer melhor a obra deste artista vendo a bela apresentação que se segue.  

terça-feira, abril 09, 2013

O Museu do Prado

O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha (Madrid) e um dos mais importantes do Mundo. Foi mandado construir por Carlos III, mas, só foi inaugurado no reinado de Fernando VII. Este importante museu alberga belas e preciosas obras de arte, que se constituem em inúmeras e valiosíssimas colecções, entre elas, as de pintura e escultura. A colecção de pintura é bastante completa e complexa, englobando pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana. Bela e interessante é a colecção de pintura francesa. Esta deriva das relações hispano-francesas no século XVII e das aquisições de alguns reis e nobres espanhóis, como Filipe IV e Filipe V, reunindo obras de pintores como Nicolas Poussin, Claude Lorrain, Van Loo e de Antoine Watteau. A colecção de pintura espanhola é a mais importante do museu, sendo a que lhe concede o renome internacional. Obedecendo a um critério cronológico, o Prado expõe desde os murais românicos do século XII à produção de Francisco Goya. Esta colecção alberga obras de pintores espanhóis de fama internacional, como José de Ribera, José de Madrazo y Agudo e o filho deste, Federico de Madrazo y Kuntz, Esteban Murillo, Velázquez e Goya. Já a colecção de escultura é composta por mais de duzentas e vinte esculturas da Antiguidade Clássica, trazidas de Itália entre os séculos XVI e XIX. A colecção alberga esculturas que vão do período greco-arcaico ao período helenístico, e ainda obras do Renascimento. Se ainda não conhece este Museu, ou não pode ir até lá, não deixe de ver a belíssima apresentação que se segue.

sábado, março 16, 2013

Uma autêntica fortaleza...


A Fonte de Cibeles, situa-se na Praça de Cibeles em Madrid, Espanha, junto ao Palácio das Comunicações.
Esta fonte foi construída no século XVII, de acordo com um desenho de Ventura Rodriguez de 1782, sobre a deusa Cibeles (deusa grega da fertilidade).
Os autores desta obra foram: Francisco Gutiérrez; Roberto Michel; Miguel Ximénez; Antonio Parera e Miguel Ángel Trilles, que esculpiram em 1895 os cupidos.
Inicialmente estas estátuas estavam no Passeo del Prado (década de 80 do século XVII), tendo sido transferida para local actual em 1895.

Já agora, sabe qual é a relação que há, entre a fonte de Cibeles e o cofre forte do Banco da Espanha? Se não sabe, veja a apresentação que se segue, porque o tema é muito interessante. Ora veja!

sábado, janeiro 26, 2013

Malhoa

José Malhoa (1855 – 1933) foi um pintor, desenhador e professor português. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se, também, por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista. Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha. Se quiser conhecer melhor este pintor português veja a  bela apresentação que se segue.

sábado, dezembro 01, 2012

A Restauração da Independência

"No dia 1 de Dezembro de 1640, terminou o período de 60 anos em que o Reino de Portugal, foi governado pela dinastia Filipina dos Habsburgos (de origem austríaca) , com o fim do reinado de D. Filipe III (conhecido em Espanha por Felipe IV). Esta dinastia, ficou conhecida em Portugal por Filipina, porque todos os monarcas se chamavam  Filipe.
Quando em 1578 sob o comando do rei D. Sebastião, Portugal foi derrotado na batalha de Alcácer Quibir, ficou sem rei ou sucessor ao trono. Durante dois anos o trono português foi ainda ocupado pelo Cardeal D. Henrique. Mas, os direitos de Filipe II de Castela (este monarca Habsburgo era primo de D. Sebastião e portanto neto de D. João III) por um lado, e o seu dinheiro por outro, levaram a que grande parte da nobreza portuguesa aceitasse o domínio de um rei estrangeiro.
A monarquia dos Habsburgo controlava inúmeros estados, todos eles separados entre si. Portugal não era diferente da Catalunha, da Flandres, de Castela, de Navarra, de Nápoles ou de Valência, mas cada um desses países, era independente dos outros.
A completa separação destes estados, "unidos" uns aos outros por ténues laços, era considerada o grande "calcanhar de Aquiles" da monarquia, e acabaria por ser a principal razão da sua decadência.
Para evitar a continua fricção entre os vários reinos, principados, e regiões, a solução passava pela submissão de todos eles a um único rei com um único governo. Isso levou a que se iniciasse uma politica de centralização administrativa, que entrava em conflito com os direitos jurados pelo monarca em cada um dos reinos da coroa. No caso português, nas cortes de Tomar de 1581, D. Filipe I (Felipe II em Castela), prestou juramento como rei de Portugal, mas o seu neto, Filipe III (Felipe IV de Castela) fez letra morta do juramento do seu avô. Do ponto de vista jurídico, ao violar o juramento que Filipe I tinha feito em 1581 perante as cortes de Tomar, Filipe III perdeu a legitimidade para governar Portugal, legitimidade essa que dependia do cumprimento das obrigações a que se tinha obrigado por juramento.
Quando em 1640 os nobres portugueses, muitos deles desiludidos com o não cumprimento das promessas dos monarcas decidem revoltar-se,  não tomam uma decisão original. Na verdade,  nesse mesmo ano de 1640, durante o Verão, um outro país da península ibérica decidiu revoltar-se contra exactamente o mesmo estado de coisas e expulsar a família real dos Habsburgo. Foi o caso da Catalunha.
A monarquia hispânica está envolvida na chamada guerra dos trinta anos e se não tem na altura, meios eficazes para esmagar a revolta na Catalunha, muito menos os tem, para debelar a revolta em Portugal.
Para debelar a revolta da Catalunha, o monarca espanhol manda que se mobilize a nobreza dos restantes reinos, especialmente a portuguesa, com o objectivo de atacar os catalães.
A ordem de mobilização chega a 24 de Agosto, e todos, mesmo D. João II, Duque de Bragança deveriam comparecer perante o rei. Em Portugal os nobres recusam-se e pressionam o mais rico e influente representante da nobreza portuguesa - exactamente o Duque de Bragança - para que aceite chefiar uma revolta, para voltar a colocar um monarca português no trono em Lisboa, terminando assim o período de União Ibérica.
Os nobres tiveram todas as cautelas para não transformar a revolução de 1640 numa revolução de cariz popular. O golpe teria que ser dado, e só depois disso se deveria informar o povo de Lisboa, quando a situação já estivesse sob controlo.
Assim ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda. Procuram o secretário de estado, Miguel de Vasconcelos, cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças fieis ao monarca Habsburgo, no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém.
Só por volta das 10:00 horas da manhã é que o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, e que o duque de Bragança será o novo Rei de Portugal. Embora guiada e conduzida pela nobreza portuguesa, a revolução tem uma aceitação total. Em todo o país quando se conhece a boa nova da destituição da duquesa e do fim do domínio dos Habsburgos, há movimentações de regozijo. As várias cidades do país declaram o seu apoio a D. João IV em poucos dias.
O duque de Bragança só chega a Lisboa no dia 6 de Dezembro para ser aclamado rei, com o título de D. João IV. Nas duas semanas que se seguem - todo o país - nobres e municípios, se declaram por D. João IV, sem que seja disparado um único tiro.
Quando a notícia começa a chegar ao reino de Castela, os nobres portugueses que se encontravam em Madrid, dividem-se em dois grupos. Uma parte junta os seus haveres e volta para Portugal, outra parte acabará por preferir as vantagens e o dinheiro que a sua presença na corte madrilena lhes davam, não retornando a Portugal e mesmo lutando contra a independência do seu próprio país.
A situação de Portugal em 1640, era de absoluta miséria. O dinheiro que 60 anos antes se esperava viesse de Madrid, para ajudar a recuperar uma economia mal gerida e infestada pela administração corrupta no tempo de D. Sebastião e seus antecessores, nunca se materializou e o «Hispanismo» deixara o país numa crise sem precedentes.
O país estava decrépito e decadente e à beira da ruína. No entanto, contra todas as expectativas, contra muitas previsões e contra a própria lógica, o país resistiu e ainda hoje é difícil entender como o conseguiu fazer. Embora a historiografia espanhola tenha criado o mito do apoio dos ingleses a Portugal, esse apoio nunca passou de um mito".
Excertos de: "Diálogos Lusófonos"