quarta-feira, setembro 23, 2026

O Bolo Carmelita Alentejano

 O Bolo Carmelita é um bolo tradicional de inspiração conventual com raízes em receitas de família no Alentejo que combinam a riqueza dos ovos, da amêndoa e, por vezes, da cenoura.

Celebrando o outono que se inicia hoje, deixo-lhe duas receitas deste bolo tradicional da gastronomia portuguesa: a Receita Antiga do Bolo Carmelita Alentejano que passa de geração em geração.

Ingredientes para o recheio:
250 g de ovos moles
200 g de amêndoa moída
100 g de amêndoa triturada
200 g de açúcar

Ingredientes para a massa exterior:
100 g de amêndoas bem moídas
6 claras em castelo
200 g de açúcar
q.b. de farinha
Preparação:
Depois de se amassar bem a farinha, a amêndoa, as claras em castelo e o açúcar, estende-se esta massa numa base metálica redonda, ou prato de barro vidrado, e deita-se por cima o recheio de amêndoas, ovos moles e açúcar.
Deixa-se o bolo carmelita secar naturalmente e serve-se.

E ainda outra receita do Bolo Carmelita.

Ingredientes:
750 g de açúcar
1 colher de sobremesa de manteiga
9 gemas
raspa da casca de 2 laranjas
450 g de polme de cenoura
açúcar em pó q.b.
Preparação:
Batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga derretida, juntando-se depois o polme das cenouras (cozem-se as cenouras e passam-se pelo passe-vite) e a raspa das laranjas.
Em estando tudo bem incorporado deita-se o preparado numa forma de canudo previamente bem untada com manteiga.
Leve a cozer ao forno pré-aquecido (170ºC) cerca de + ou - 1 hora e 30 minutos (convém verificar se está cozido.
Depois de cozido, desenformado e arrefecido, polvilhe com açúcar em pó e sirva.

terça-feira, setembro 22, 2026

Feiticeira

Ouça Luís Represas que canta Feiticeira/Hechicera com o cantor cubano Pablo Milanés e encanta o músico brasileiro Johnny do Carmo nas redes sociais.
De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada

De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado

De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido

De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.

(Traducción al español)

De que noche demorada
De que breve mañana 
Llegaste tú, hechicera, 
De nubes deslumbrada. 

De que sueño hecho mar 
O de que mar no soñado 
Viniste tú hechicera 
A anidarte a mi lado.

De que fuego renacido 
O de que lumbre apagada 
Viniste tú, hechicera, 
A secretearme al oído.

De que fuente, de que agua, 
De que suelo y horizonte, 
De que nieves, de que fraguas, 
De que sed, de que montes.
De que norte, de que lidia, 
De que desierto de muerte 
Viniste tú, hechicera, 
A inundarme de vida.
E agora num programa da RTP2.

segunda-feira, setembro 21, 2026

Canção De Outono

No entardecer da terra,
O sopro do longo outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas volve e revolve
Esvai-se ainda outra vez.
Mas a folha não repousa
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E mesmo o que hoje sou
Amanhã direi: quem dera
Volver a sê-lo! mais frio.
O vento vago voltou.

domingo, setembro 20, 2026

Austrália

 Austrália é um filme épico de drama e romance (2009), realizado por Baz Luhrmann e protagonizado por Nicole Kidman, Brandon Walters e Hugh Jackman.

Austrália é um filme completo porque tem drama, romance, aventura, ação, comédia e um amor maduro para balançar os corações mais sensíveis.

Sinopse:
É o início da 2ª Guerra Mundial e Sarah Ashley (Nicole Kidman) é uma arrogante aristocrata inglesa, que possui uma fazenda de gado na Austrália. Ela viaja para aquele país a fim de reencontrar o marido, mas ao chegar descobre que ele foi assassinado. Para não perder a fazenda, une-se a um vaqueiro (Hugh Jackman) e a um garoto aborígene Nullah (Brandon Walters). Juntos eles precisam de levar um rebanho de gado até Darwin, no interior do país. 


sábado, setembro 19, 2026

Bolo de Açafrão

O Bolo de Açafrão é uma receita recolhida no Alto Alentejo - Alter do Chão e Portalegre. 

Ingredientes:
3 ovos; 
2 copos de açúcar mascavado; 
200g de margarina (à temperatura ambiente);
3 ½ copos de farinha; 
1 colher de sopa de aroma de baunilha; 
1 colher de sopa de fermento;
1 copo de leite;
raspa de laranja; 
1 colher de sobremesa de açafrão; 
3 colheres de sopa de nozes picadas.

Confecção
Batem-se muito bem os ovos com o açúcar. junta-se a margarina, o aroma de baunilha, a
farinha, o fermento e continua a mexer-se. Por fim, adicionam-se as nozes picadas e a raspa de
laranja. deita-se a massa numa forma redonda, untada com manteiga e polvilhada com farinha,
e vai a cozer ao forno, durante cerca de 45m, a uma temperatura de 180º.
Fonte: Maria margarida Pires Cardoso Barradas (Cabeço de vide), 
Organização e data Paulo lima, antropólogo, 2012-2013.

sexta-feira, setembro 18, 2026

Receita para fazer poemas

 Adicione a trezentos gramas de imagens poéticas
e bata até obter uma pasta homogénea.
dois decilitros de lirismo puro

À parte misture em partes iguais
estilo pessoal, vivência, ironia e moral de uso caseiro,
aromatize com essências de cultura greco-latina
e ponha passas de amargura
amêndoas de fatalismo
cerejas de filosofia e pinhões de retórica
tudo seco e picado miúdo.

Ligue bem as duas misturas de modo
A que os sabores fiquem identificáveis
E sejam fáceis a qualquer digestão.

Leve a cozinhar em editor brando,
sirva morno em primeira edição.

Deve acompanhar-se este manjar
com um clarete seco de promoção pessoal à temperatura ambiente
ou com um licor de oportunidade política muito gelado.
Manuel Mengo - A Floresta de Asfalto

quinta-feira, setembro 17, 2026

O Reino de Kotte ou Cota & Os Portugueses

 O Reino de Kotte foi um poderoso reino medieval localizado no antigo Ceilão), que floresceu principalmente durante o século XV.  Atingiu o seu auge sob o comando do Rei Parakramabahu VI, que governou de 1412 a 1467. Parakramabahu VI foi o último soberano nativo a conseguir unificar toda a ilha do Ceilão sob um único governo.

Os portugueses chegaram ao antigo Ceilão em 1505, liderados por Lourenço de Almeida. Inicialmente, estabeleceram acordos comerciais e de proteção com o rei de Kotte em troca de especiarias (especialmente canela).

Conflitos internos e a crescente interferência colonial enfraqueceram o reino. Os portugueses acabaram por assumir o controle total da região após a morte do último rei de Kotte e a doação do reino à Coroa Portuguesa (Campanha de Dharmapala). O Rei D. João Dharmapala de Kotte foi o primeiro rei cingalês a converter-se ao Catolicismo. Incapaz de conter os ataques do rival Reino de Ceitavaca, aliou-se totalmente aos portugueses aos quais o próprio rei acabou por doar os seus domínios antes de morrer.

É de notar que durante o período holandês (1658-1796) se produziram na Índia obras portuguesas de relevo sobre a história de Ceilão (Fernão de Queiroz, João Ribeiro). Ao mesmo tempo, reavivaram-se as missões católicas, na clandestinidade, com a entrada em Jaffna do Padre José Vaz, Oratoriano goês, em 1687. A quimera de um regresso das forças do Estado da Índia a Ceilão sobreviveu ao longo de todo o século XVIII, época em que o português crioulo se reforçou na ilha enquanto língua de comunidades cristãs consideradas luso-descendentes ou "portuguesas" ("Portuguese Burghers"), nomeadamente em Columbo (forma de grafia tradicional e antiga usada em Os Lusíadas e em registos clássicos) no litoral do Sudoeste da ilha, e em Batticaloa, onde hoje sobrevive.

A cidade de Kotte, perto de Colombo, é hoje a atual capital do Sri Lanka.
Veja os vídeos a seguir:
Os Portuguese Burghers.
Anda os descendentes dos Portugueses.
O Turismo no antigo Reino de Kotte.

quarta-feira, setembro 16, 2026

O Saxer Lücke

A Suíça, país sem litoral mas repleto de montanhas, é conhecida como o país das maravilhas e desportos de inverno. As paisagens alpinas cobertas de neve branca são as imagens que permanecem na nossa imaginação coletiva. 

O Saxer Lücke é um dos desfiladeiros de montanha mais impressionantes e fotogénicos da Suíça. 

Esta fenda geológica natural serve de fronteira entre os cantões de Appenzell Innerrhoden e São Galo. Localiza-se na cordilheira do Alpstein, nos Alpes de Appenzell, a cerca de 1650 metros de altitude. 

O local é famoso pelas suas paredes de rocha calcária incrivelmente afiadas e verticais, que contrastam com os vales verdes circundantes.

Na fotografia acima vemos o lado mais verde desta paisagem épica: o desfiladeiro Saxer Lücke durante o verão. Os aventureiros e amantes de trilhos e caminhadas têm sorte, além de ser uma vista deslumbrante, é relativamente fácil lá chegar. 

Para alcançar este miradouro icónico, existem trilhos com diferentes níveis de dificuldade e duração. Deixo-lhe aqui as Rotas de Caminhada Mais Populares:

1. A Rota Panorâmica (fácil a moderada) começa com uma subida de teleférico (movido a energia solar) a partir de Frümsen até à montanha Staubern. A partir daí, segue-se por um trilho de crista relativamente plano e muito bem cuidado de cerca de 2 horas até à Saxer Lücke. É a opção ideal para famílias.  

2. O Trilho Circular Clássico  (moderado a exigente), inicia-se em Brülisau, subindo de teleférico até ao topo de Hoher Kasten (1794 m). O caminho segue a crista montanhosa, passa pelo Saxer Lücke e desce até ao idílico lago Fälensee (onde fica a hospedaria Bollenwees), regressando depois a Brülisau. O percurso total tem cerca de 16 km e demora aproximadamente 5,5 horas.

3. A Subida Direta (exigente), é um trilho que começa na base, em Sax ou Saxerberg, e exige uma subida contínua de cerca de 3 a 3,5 horas superando mais de 1100 metros de desnível positivo.

terça-feira, setembro 15, 2026

Perdidamente

 Ouça Luís Represas em Perdidamente (letra de Florbela Espanca e música de João Gil).

Aqui Luís Represas esteve, com som ao vivo, no programa "AUTORES CONTADOS E CANTADOS" (em 2024 ) com autoria e apresentação de Carlos Alberto Moniz, no Auditório Maestro Frederico de Freitas (SPA).
Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens, morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor

É ter fome, é ter sede de infinito
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim
É condensar o mundo num só grito

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

Ser poeta é ser mais alto
É ser maior do que os homens, morder como quem beija
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

segunda-feira, setembro 14, 2026

Meteora

Meteora localiza-se no noroeste da planície da Tessália, Grécia, a 7 km da cidade de Kalambaka, a 3 km da localidade de Kastraki, a 355 km de Atenas e a 228 km de Tessalónica, no vale do rio Pinios. 

Meteora ("meio do céu") é um dos maiores e mais importantes complexos de mosteiros do Cristianismo Oriental, superado apenas pelo Monte Atos. O nome Meteora, que significa "suspensa no ar", é conhecido pelos mosteiros que estão situados no topo de picos íngremes. Os seis mosteiros foram construídos sobre pilares de rocha de arenito, na região noroeste da planície da Tessália, na Grécia central. O maior pico onde se localiza um mosteiro tem 549 metros e o menor, 305 metros.

Este é  um lugar sobrenatural onde natureza e homem construíram monumentos surreais, que fascinam e deslumbram todos os que se aventuram a visitar Meteora.

Esta joia escondida nas montanhas de Tessália, com formações rochosas e mosteiros invulgares, é intrigante tanto do ponto de vista natural como histórico. Poucas pessoas sabem que os monges eremitas escalaram pela primeira vez estas pedras imponentes no início do século IX e ocuparam as grutas e cavernas das rochas. 

Em 1988, este monumento com montes e vales revestidos com florestas, que têm a presença de animais selvagens como o lobo e a víbora, foi classificado Património Mundial pela UNESCO.

domingo, setembro 13, 2026

Funanight

 


Ouça o cantor Mario Lucio em Funanight (CD Funanight- 2017).

Mário Lúcio, é um cantautor, pintor, poeta e político cabo-verdiano. Entre 2011 e 2016 desempenhou as funções de Ministro da Cultura de Cabo Verde.

sábado, setembro 12, 2026

Alzheimer

 
estou triste bem órfão de vontade
afogado num mar morto
de lágrimas estéreis
de tão ácidas

só me vale
ter dado conta de súbito
que nem sequer
existo

a mãe que eu julgava
ter-me trazido ao mundo
esqueceu
o meu nome

sexta-feira, setembro 11, 2026

Osama

 Osama é um aclamado filme (2003), do género drama, realizado pelo afegão Siddiq Barmak e que conta no elenco com Marina Golbahari (no papel de Osama), Zubaida Sahar e Arif Herati. Trata-se de um projeto internacional, uma coprodução, que envolveu produtoras do Afeganistão, Países Baixos, Japão, Irlanda e Irão.

Osama é a primeira longa metragem deste realizador, totalmente filmada no Afeganistão, e a primeira produção depois da queda inicial do regime Talibã. Inspirado numa história real é um filme forte, revelador e com uma suave mistura de humanismo e instintos de realização. O filme foi amplamente elogiado pela crítica internacional, vencendo o prestigiado Prémio Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro (2004) e a prestigiada Câmera de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.

Sinopse: 
Num país (Afeganistão) que enviou os seus homens para a guerra e que proíbe as mulheres de trabalhar, muitas famílias passam fome. A história acompanha uma rapariga de 12 anos que vive sob o opressivo regime dos Talibãs. Como as mulheres estão proibidas de trabalhar (os Talibãs fecharam o hospital onde trabalhavam) e a sua família não tem homens para o sustento, ela é forçada a disfarçar-se de rapaz - adotando o nome "Osama" (Marina Golbahari) - para conseguir emprego e salvar a mãe e a avó da fome. Tudo corre bem até que Osama é recrutado pelo exército e inicia uma jornada assustadora pelas estradas, procurando disfarçar-se para que com os Talibãs não descubram a sua verdadeira identidade. 

quinta-feira, setembro 10, 2026

As Montanhas Purcell

 As Montanhas Purcell são uma cordilheira escarpada situada no sudeste da Colúmbia Britânica, no Canadá, e funcionam como uma subcordilheira das montanhas Columbia.

Estas montanhas ficam localizadas a oeste da fossa das Montanhas Rochosas e a leste do Lago Kootenay. Estendem-se desde o sul do Canadá até cruzarem a fronteira com os Estados Unidos e abrigam zonas húmidas importantes e habitats essenciais para ursos-Grizzly e caribus (renas). 

Debaixo do Monte Monica, um dos picos da cordilheira Purcell, os larícios servem de marco sazonal: embora sejam coníferas, os larícios não são perenes e, ao contrário dos seus parentes, as suas agulhas ficam com tons de amarelo dourado no outono, antes de caírem no chão quando o inverno se aproxima. 
A paisagem das Montanhas Purcell é inspiradora em todas as estações e, uma vez que esta região no sudeste da Colúmbia Britânica é mais remota do que alguns dos outros pontos de interesse paisagístico mais a oeste, poderá aproveitá-la sem stress. Ali poderá contar com estâncias conhecidas, como o Panorama Ski Resort e o Kicking Horse Resort Aventura que são o local de nascimento do heli-hiking (caminhadas acessíveis por helicóptero) e atraem alpinistas ao Parque Provincial Bugaboo. Outros pontos de interesse incluem a ponte suspensa em Kootenai Falls e trilhos remotos.

quarta-feira, setembro 09, 2026

O Bolo Lêvedo

 O Bolo Lêvedo (ilha de São Miguel)  é uma das maiores especialidades gastronómicas dos Açores. Originário do icónico Vale das Furnas na ilha de São Miguel, é um pão de massa levedada, redondo e achatado, macio e ligeiramente adocicado, que se destaca por ser cozido na chapa ou frigideira (e não no forno). O bolo lêvedo, confecionado com ovos, farinha, açúcar, manteiga, fermento, leite, sal e come-se tradicionalmente morno e aberto ao meio. A forma mais clássica é apenas com manteiga dos Açores, mas também combina perfeitamente com queijo da ilha, compotas ou mel.

A pequena localidade das Furnas – conhecida pelas suas fumarolas e pelo cozido feito nas entranhas da terra – é o sítio certo para provar o bolo lêvedo.

Com uma massa porosa e crosta ligeiramente tostada, tanto se come simples como se usa para fazer sanduíches e hambúrgueres. Nesta vila, além de o bolo ser uma especialidade, tornou-se na imagem de marca do pequeno almoço furnense, mas já a pode encontrar em quase todas as padarias da ilha.

terça-feira, setembro 08, 2026

Eu Não Sou Santa

Ouça Anitta (part. Mestrinho) em Eu Não Sou Santa.

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora (cruz-credo!)
Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora

Noite fria que nem gelo, eu sem ter pra onde ir
Sem afeto, sem morada, mas não sou de desistir
E mesmo quando, ao relento, tive o corpo agasalhado
Me valeu Nossa Senhora com seu manto sagrado
E mesmo quando, ao relento, tive o corpo agasalhado
Me valeu Nossa Senhora com seu manto sagrado
Cruz-credo!

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora, cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Olho grande não me pega, não me pega mau-olhado
Porque não ando sozinha, ela não sai do meu lado
E não há nada no mundo que possa me derrubar
Enquanto tiver mainha pra poder me acompanhar
E não há nada no mundo que possa me derrubar
Enquanto tiver mainha pra poder me acompanhar
Cruz-credo!

Ave Maria, valei-me, Nossa Senhora (Nossa Senhora), cruz-credo
Ave Maria, valei-me, minha Senhora
Eu não sou santo, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora
Eu não sou santa, mas sei que a santa me adora

segunda-feira, setembro 07, 2026

Beruwala

 Beruwala é uma cidade situada no distrito de Kalutara, província ocidental, no Sri Lanka. A cidade cobre uma área total de aproximadamente 15 km² e está localizada na costa sudoeste daquele país, 60 km ao sul de Colombo. 
Beruwala é uma vibrante cidade costeira famosa por ser o local da primeira fixação muçulmana da ilha no século VIII. A cidade combina uma rica herança cultural, praias douradas de águas calmas e uma próspera cultura pesqueira.
As principais atrações turísticas são: 
A Mesquita de Kechimalai está construída numa falésia à beira-mar. Esta mesquita histórica é um marco crucial para a comunidade islâmica e oferece vistas panorâmicas do porto. Está também associada ao local de sepultamento do primeiro muçulmano a desembarcar no Sri Lanka; 
O Farol da Ilha de Barberyn, que é um farol histórico da era colonial situado numa pequena e pitoresca ilha tropical rodeada por palmeiras e acessível através de uma rápida viagem de barco a partir da costa;
O Porto de Pesca de Beruwala, um porto movimentado onde centenas de barcos coloridos se reúnem diariamente. É o lugar ideal para vivenciar a rotina dos pescadores locais e ver o comércio de peixe fresco logo pela manhã;
A Praia de Moragalla que é uma das principais praias da região, conhecida por ser um refúgio tranquilo para relaxar, tirar fotografias e praticar desportos aquáticos;
O Mercado Internacional de Pedras Preciosas ou Gemas, que é uma área de comércio de rua famosa pela venda e troca de pedras preciosas brutas e lapidadas

sábado, setembro 05, 2026

A Gastronomia no Sri Lanka

 A culinária do Sri Lanka é um dos maiores tesouros do país, pois reflete a sua história e diversidade cultural. O Sri Lanka, também conhecido como a Ilha das Especiarias, foi ocupado por portugueses, holandeses e ingleses, daí que a gastronomia seja vibrante e rica em especiarias (canela, cúrcuma, cardamomo, cravo-da-índia, gengibre e alho), tendo como base o arroz, o coco e o caril. Os pratos destacam-se pelos sabores intensos, o uso frequente de pimenta e influências do sul da Índia e do comércio marítimo feito ao longo da história.

A gastronomia do Sri Lanka é conhecida pela fusão de sabores e texturas diferentes, e inclui pratos doces, picantes e outros.

Da Herança Portuguesa resultou a introdução de pratos como o Prawn Curry (caril de camarão), o Seeni Sambol (compota de cebola) e o Bolo de Laranja. O uso de açúcar e especiarias na culinária doce também foi aprimorado durante o período português.

Os pratos principais são, entre outros: 

O Rice & Curry que é o prato nacional e que consiste numa base de arroz servida com vários pequenos recipientes de caril de peixe, de carne, de legumes ou lentilhas (como o parippu), acompanhados por papadams e sambols (condimentos picantes à base de coco).
O Kottu Roti (que significa pão cortado), que é uma famosa comida de rua, tem a sua origem em Batticaloa, no leste do Sri Lanka. Leva pão achatado (roti) picado na chapa com legumes, ovos, carne e muitas especiarias, preparado com um som característico de lâminas a bater no metal.
As Hoppers (Appam) que são panquecas em forma de taça feitas com massa de farinha de arroz fermentada e leite de coco. Podem ser simples ou levar um ovo inteiro partido no centro (egg hopper).
Os String Hoppers que são fios de massa de arroz cozidos a vapor, servidos, ao pequeno almoço ou jantar, em pequenos ninhos, que acompanham caris e sambol de coco.
Wattalapam ou Pudim de Coco
O Lamprais que é um arroz temperado cozinhado a vapor com carne, almôndegas e molhos, embrulhado e assado numa folha de bananeira (herança da colonização holandesa).

O Sri Lanka, conhecido como a "Lágrima da Índia", é muito mais do que um destino de paisagens deslumbrantes e história rica. Este pequeno país insular é também um paraíso para os amantes de gastronomia, como pode ver nos vídeos abaixo
 E ainda um outro vídeo.

sexta-feira, setembro 04, 2026

Para um Amigo Tenho Sempre

 

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.
António Ramos Rosa - "Viagem Através de uma Nebulosa"

quinta-feira, setembro 03, 2026

Anuradhapura: Uma Cidade Sagrada

Anuradhapura é considerada uma Cidade Sagrada e uma das cidades com ocupação humana mais antigas da Ásia. A cidade destaca-se por combinar ruínas monumentais da antiga civilização cingalesa com uma profunda atmosfera espiritual.

É a primeira grande capital do Sri Lanka, tendo florescido como o coração da civilização cingalesa e o centro mundial do Budismo Theravada. É uma cidade importante situada na planície centro-norte da ilha, a 205 kms ao norte da atual capital, Colombo, nas margens do histórico rio Malwathu Oya. É Património Mundial da UNESCO desde 2006 e famosa pelas ruínas bem preservadas da antiga civilização cingalesa.

O vasto complexo histórico cobre mais de 40 km² e é constituído por ruínas monumentais, palácios, mosteiros e stupas colossais (dagobas). As principais atrações e locais de interesse na cidade sagrada incluem:

Jaya Sri Maha Bodhi, a árvore sagrada mais antiga do mundo (século III a.C.) com documentação histórica, considerada um rebento da árvore original de Bodh Gaya (Índia), sob a qual Buda atingiu a iluminação. É considerado, por isso, um dos locais mais sagrados do Budismo; 
A Ruwanweliseya Stupa é um dos monumentos mais majestosos e icónicos do Sri Lanka, construído no século II a.C., com uma impressionante cúpula branca frequentemente visitada por centenas de fiéis;
A Jetavanaramaya, no seu auge, esta estrutura de tijolos era uma das construções mais altas do mundo antigo e o terceiro maior monumento do mundo (depois das pirâmides de Gizé), com cerca de 122 metros de altura;
Os Kuttam Pokuna (Piscinas ou Lagos Gémeos), são um feito extraordinário de engenharia hidráulica e de arquitetura antiga, composto por duas piscinas de banho lindamente esculpidas e ornamentadas, destinadas aos monges do mosteiro e incrivelmente preservados;

O Isurumuniya, um templo rupestre situado perto do lago Tissa Wewaum, um templo budista esculpido na rocha, famoso pelos seus excelentes relevos em pedra, incluindo o famoso entalhe dos "Amantes de Isurumuniya";
A Thuparama Dagoba, que é considerada a stupa mais antiga do Sri Lanka, erguida no século III a.C. para consagrar uma relíquia da clavícula de Buda.

Esta cidade sagrada foi construída em torno de um rebento da "árvore da iluminação" - a figueira de Buda -, trazida para o local no século III a.C. por Sanghamitta, fundadora de uma ordem de monjas budistas. 
Anuradhapura, capital política e religiosa do Ceilão que floresceu durante 1.300 anos, foi abandonada após uma invasão em 993. Ocupando uma área escondida no meio de uma densa floresta por muitos anos, o esplêndido sítio - com seus palácios, mosteiros e monumentos - está agora novamente acessível, como pode ver abaixo.