segunda-feira, agosto 22, 2011

Guiné na Mundo Fora

Eneida Marta, é uma cantora guineense (nasceu na Guiné-Bissau) radicada em Portugal. É talvez uma das mais vibrantes vozes africanas dos dias de hoje.
Eneida mistura a sua notável voz com ritmos como o Gumbé, Tina, Singa, Djanbadon, e Afro-beat. Eneida canta em Mandinga, Fula, Criolo, Futa-Fula e Português combinando as raízes da sua origem com a vibracidade dos arranjos de Juca Delgado, um dos mais importantes produtores de música africana em Portugal.
Ouça então Juca Delgado e Eneida Marta em "Guiné na Mundo Fora", numa apresentação feita no programa da RTP Embondeiro.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Crioula de S.Bento

Proponho-lhe que ouça Dany Silva em Crioula de S.Bento. Este tema surge aqui interpretado ao vivo no programa da RTP " A Música dos Outros", da autoria de Luís Represas.
Dany Silva é um músico, cantor e compositor cabo-verdiano, nascido na Cidade da Praia. Contudo, vive em Portugal desde 1961.
Começou a tocar violão ao lado do pai, na Ilha da Boa Vista em Cabo Verde.
Veio, depois, para Portugal para estudar, tendo-se tornado um dos cantores do grupo Os Charruas. Sete anos depois, entrou para o grupo Quinteto Académico+2, ao lado de Mike Sergeant.
Obteve um grande sucesso individual com temas como "Branco, Tinto e Jeropiga" e "Criola de São Bento".
Em finais dos anos 1980, o Dany Silva inaugura um espaço chamado Clave de To, frequentado por vários artistas como o músico português Rui Veloso. Até então, tinha gravado apenas em português, mas a partir daí começa a gravar em crioulo cabo-verdiano. A partir daí, o músico gravou cerca de seis álbuns em crioulo, mas abertos a músicos portugueses, com duetos com Sérgio Godinho e Carlos do Carmo.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Morena de Angola

Chico Buarque canta "Morena de Angola" num espectáculo em terras brasileiras, em 2006.
Nos anos 80 Chico Buarque e alguns artistas brasileiros foram a Angola, em visita a convite do governo angolano. Diz a lenda que, como Chico era muito solicitado para várias apresentações e actividades, não pode ir em passeio a vários lugares, com os outros artistas.
No regresso de uma dessas viagens, Miúcha, Clara Nunes e outros, contaram a Chico alguns dos detalhes do que tinham visto.
E acreditem se quiserem, Chico Buarque fez a letra para Morena de Angola, de acordo com os relatos daqueles músicos e cantores, sem nunca ter estado nalguns destes lugares.
Esta é uma bela homenagem a Angola deste génio da música brasileira.

Morena de Angola

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela

Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento ela faz requebrar a sentinela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que quando vai pra cama a morena se esquece dos chocalhos
Será que namora fazendo bochincho com seus penduricalhos

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de Benguela
Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela

Será que quando fica choca põe de quarentena o seu chocalho
Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Eu acho que deixei um cacho do meu coração na Catumbela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA
Chico Buarque/1980

segunda-feira, agosto 01, 2011

Naufrágio

Alain Oulman inspirou-se no poema "Naufrágio" de Cecília Meireles, que Amália Rodrigues nos canta, como só ela sabia cantar Oulman. Reparem na introdução musical deste fado. Parece mesmo preparar terreno para o poema de Cecília e para a voz da nossa diva maior.

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Cecília Meireles (Poetisa brasileira, 1901-1964)


domingo, julho 31, 2011

Robot Dance




Com votos de boas férias (durante o mês de Agosto só haverá algumas postagens esporádicas no Lume & Ar) proponho-lhe que assista a uma extraordinária performance de dois bailarinos, num concurso de talentos.

sábado, julho 30, 2011

Panteísmo

Tarde de brasa a arder, sol de verão
Cingindo, voluptuoso, o horizonte…
Sinto-me luz e cor, ritmo e clarão
Dum verso triunfal de Anacreonte!

Vejo-me asa no ar, erva no chão,
Oiço-me gota de água a rir, na fonte,
E a curva altiva e dura do Marão
É o meu corpo transformado em monte!

E de bruços na terra penso e cismo
Que, neste meu ardente panteísmo
Nos meus sentidos postos e absortos

Nas coisas luminosas deste mundo,
A minha alma é o túmulo profundo
Onde dormem, sorrindo, os deuses mortos!
Florbela Espanca - Charneca em Flor

sexta-feira, julho 29, 2011

Não há só tangos em Paris

"Não há só tangos em Paris" é um dos temas do último disco de Cristina Branco, uma cantora portuguesa nascida em 1972.
Cristina Branco, aos 18 anos passou a ter por Amália uma profunda admiração quando o avô lhe ofereceu o disco "Rara e Inédita". Mas, foi num jantar de amigos que cantou fado pela primeira vez, embora não se considere fadista.
A cantora grava "Cristina Branco Live in Holland" em 1996. Foi com este cd que tudo começou.
O disco "Murmúrios" foi editado na Holanda e reúne 14 temas. Há ali fados tradicionais como "Abandono" (imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a versões de Sérgio Godinho "As certezas do meu mais brilhante amor" ou José Afonso "Pomba branca". Em 1999, recebeu o Prix Choc da revista "Le Monde de la Musique" pelo melhor CD de música tradicional.
Em Fevereiro de 2000 sai o álbum "Post-Scriptum" (título de um poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, deste vez para o melhor álbum do mês de Março, em França.
Na Holanda foi editado o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff (1898-1936). A tradução dos textos foi de Mila Vidal Paletti e a música de Custódio Castelo. O disco foi como que uma prova de agradecimento de Cristina Branco, ao país que lhe abriu as portas do sucesso, embora ali nunca tenha vivido.
O sexto álbum de Cristina Branco, com o título "Sensus" foi editado em 2003. A música é assinada por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros. "Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005.
A cantora começa o ano de 2007 com vários espectáculos de revisitação à obra de José Afonso. Lança o álbum "Abril". Em 2009 é editado o disco "Kronos", o primeiro sem a colaboração de Custódio Castelo. Em 2011 lança o álbum "Não há só tangos em Paris", escolhendendo como música de apresentação, o tema com o mesmo nome do álbum.

quinta-feira, julho 28, 2011

10 Mitos da Língua Portuguesa


Sugiro-lhe que veja com cuidado este pequeno vídeo. Sandra Duarte Tavares fala-nos dos 10 maiores mitos da Língua Portuguesa. Ajuda-nos a corrigir alguns eventuais erros ou a tirar dúvidas acerca da nossa língua mãe. É aconselhável tanto para miúdos como para graúdos.

quarta-feira, julho 27, 2011

Ultimate Kizomba




Aprecie Avelino Chantre e Joana Machado a dançarem "Ultimate Kizomba" no programa da RTP, Embondeiro.

terça-feira, julho 26, 2011

Kalumba

Kalumba foi mais um dos grandes sucessos do cantor angolano (dos anos 60/70) Sofia Rosa. No tema "kalumba", Sofia Rosa louva a beleza da mulher.
Ouça-o lá agora!

segunda-feira, julho 25, 2011

Maria Diapambala

Esta é uma pequena homenagem a uma das figuras mais interessantes, da música angolana de meados do século XX. Sofia Rosa era dotado de uma voz inesquecível e cheia de swing. Dela sobraram alguns registos em disco. Aqui fica um deles. Maria Diapambala é uma canção de (Fernando) Sofia Rosa cantor angolano dos anos 60/70.
Em 1963, Sofia Rosa, integra como cantor o agrupamento Teatral Ngongo, fundado por José de Oliveira Fontes Pereira. Participa numa digressão do grupo a Portugal e grava para a televisão. O seu primeiro "single" foi gravado em 1970, seguindo-se depois sete, todos pela Valentim de Carvalho. Sofia Rosa foi um dos melhores criadores e intérpretes da música em língua nacional kimbundu, traduzindo o pulsar da vida da gente pobre.
O dia a dia, as lamúrias proferidas pelas gentes das sanzalas, bairros e musseques, o sentimento do amor e perseverança estão contidos nos seus trechos que transportam o público para o mundo da saudade nas aguarelas angolanas, no dia do trabalhador, nas kutonocas e nas farras onde Sofia Rosa arrastava multidões. Sofia Rosa esteve também vinculado aos Corvos, mas todo o seu talento artístico veio à tona com "Os Astros" com quem gravou "Kalumba" e "Ngue Xile Ku Tunda Bu Sambila".
Sofia Rosa morreu, em 1975, numa época de instabilidade e em circunstâncias estranhas.
Ouça-o agora em Maria Diapambala.

domingo, julho 24, 2011

Back To Black

A famosa cantora britânica Amy Winehouse, foi encontrada morta, ontem, na sua casa. Esta cantora de ar frágil e voz de diva soul, morreu após uma vida marcada por excessos devidos ao seu envolvimento com drogas e álcool.
Amy estudou em várias escolas artísticas e ouviu com insistência Madonna, TLC, Salt N´Pepa, Mos Def, Beastie Boys, mas também Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, o que explica em parte o ecletismo da sua música, que convoca o jazz, o hip hop, a soul e o r&b.
Amy Winehouse nasceu em Londres no dia 14 de Setembro de 1983 e lamentavelmente deixa-nos com apenas 27 anos, a mesma idade com que morreram outros ícones da música como Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Jim Morrison, Brian Jones (ex-Rolling Stones) e Janis Joplin.

sábado, julho 23, 2011

E AQUI ESTOU, CANTANDO

Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento,
Atravesso noites e dias
No vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
CECÍLIA MEIRELES

sexta-feira, julho 22, 2011

O mistral e outros ventos

A propósito da ventania forte que tem assolado algumas regiões do país e em particular a região de Lisboa, lembrei-me hoje de falar de ventos.
O vento, de uma forma simplista, é o ar em movimento e pode ser de vários tipos. Assim, temos os ventos constantes (regulares ou planetários) como os alísios e os contra-alísios, os ventos de oeste e os ventos de leste. Há ainda os ventos periódicos, como por exemplo, as monções, as brisas (da terra e do mar), os furacões (ou tufões) e os tornados.
Mas, vou falar com mais pormenor dos ventos locais porque são menos conhecidos.
O Mistral é um vento catabático (que significa "descendo colinas"). É também conhecido com o nome de "drainage wind". O mistral caracteriza-se por ser um vento seco e frio (por isso é, por vezes, chamado de "vento de Outono") do quadrante norte, que sopra no sul da França. Faz-se sentir entre esta região, as Baleares, a Sardenha e a Córsega.
O Bora é um vento frio e seco que sopra no sentido Norte - nordeste, no litoral da ex - Jugoslávia.
O Simum: Vento quente e seco que sopra no Saara, no sentido Sul - Norte.
O Foehn é um vento quente, seco e violento que sopra nas regiões alpinas. Quando o ar encontra uma montanha, em determinadas condições é forçado a subi-la. Ao subir, expande e arrefece, levando muitas vezes à condensação da humidade e à formação de nuvens. Algumas vezes as nuvens podem gerar precipitação. Quando o ar volta a descer, é mais quente e mais seco do que quando iniciou a subida da montanha. Este fenómeno é muito comum em certos locais com ventos dominantes de uma determinada direcção, por exemplo nos Alpes (de onde provém o nome), na Serra de Sintra, na Madeira, em Tenerife... Nesta ilha o vento predominante de Norte faz com que a parte norte da ilha seja verdejante e cheia de vida, enquanto a parte sul faz lembrar uma paisagem desértica, em certos locais quase marciana.
O Chinook: Sopra nas montanhas Rochosas.
O Pampeiro é um vento que sopra nos pampas argentinos e no Rio Grande do Sul, Brasil, (onde se denomina Minuano). É característico do hemisfério Sul.
O Harmatã: Sopra do deserto do Saara para a África Ocidental. É um vento quente e seco.
O Siroco é um vento que sopra do deserto do Saara para o sul da Europa (afectando muitas vezes a ilha de Malta). É um vento seco e quente.

quinta-feira, julho 21, 2011

Mais notícias sobre o Tsunami no Japão

Proponho-lhe que assista a mais um vídeo. Este contém imagens arrepiantes do tsunami que ocorreu no Japão a 11 de março, após um violento terramoto.
Veja como as pessoas foram apanhadas desprevenidas e não tivéram tempo para nada.
Algumas ainda se aperceberam do que estava a acontecer, mas, não tivéram sequer hipótese de se salvar.
As imagens do tsunami, que fazem parte deste vídeo, foram obtidas a partir do interior de um automóvel.
Este vídeo é absolutamente incrível e demonstra a impotência dos humanos perante esta força da natureza, que tem um avassalador grau de destruição.

quarta-feira, julho 20, 2011

Um Porto Diferente


Proponho-lhe que se delicie com este magnífico filme (2011) sobre a cidade do Porto.
Emílio de Azevedo Campos, S.A. (Filmesdamente.com) mostra-lhe o Porto visto de um modo diferente!
Espero que goste! Ora veja!

PORTO with a SONY PMW-F3 from FilmesDaMente on Vimeo.

terça-feira, julho 19, 2011

Seca pode matar meio milhão em África

A Unicef, através de Anthony Lake, alertou para o facto de a seca poder matar 500 mil crianças no nordeste da África. A forte seca, a pior em seis décadas, que afecta aquela região do mundo está a aumentar o drama da desnutrição. Na Somália, o país mais afectado, um em cada três habitantes precisa de ajuda alimentar de emergência, de acordo com as estimativas da União Africana.
"Meio milhão de crianças sofrem de desnutrição severa e estão em risco iminente de morrer. Precisam de ajuda imediata (...). Esta é uma crise muito grave", alertou Lake, à imprensa local.
Milhares de famílias somalis estão a fugir da fome e da miséria e a procurar auxílio no campo de refugiados de Dadaab (no leste do Quénia). Este campo foi desenhado para 90 mil pessoas (sendo considerado o maior do mundo), mas actualmente, acolhe mais de 300 mil refugiados.
"O que estamos a ver é quase uma tempestade perfeita: o conflito da Somália, os crescentes preços dos combustíveis e dos alimentos, a seca e a falta de chuvas. Ainda por cima faltam quatro ou cinco meses para a próxima colheita. Temos uma enorme tarefa pela frente", ressaltou Lake (director-executivo da Unicef).
"Esta não é uma crise de refugiados. Esta é uma crise regional. Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para diminuir o impacto e salvar estas pessoas".
Na árida região de Turcana (norte do Quénia), Lake viu o "verdadeiro sofrimento" e o "rosto silencioso da crise", ao comprovar que as crianças, se têm sorte, sobrevivem comendo apenas uma vez por dia.
"Não se trata só de salvar vidas ameaçadas, mas de salvar um modo de vida ameaçado", afirmou Lake, que admitiu que a comunidade internacional "reagiu um pouco tarde" diante das consequências da seca no Nordeste da África, a região mais oriental do continente.
A comunidade internacional deveria reconhecer a gravidade do que está ocorrer naquela região e diligenciar no sentido de impedir que esta situação terrível, piore.



segunda-feira, julho 18, 2011

As Jóias Negras do Império

Aqui fica mais uma sugestão para um passeio cultural por Lisboa. Desta feita ao Centro Cultural de Belém. Esta instituição foi concebida, originalmente, para acolher a sede da presidência portuguesa da Comunidade Europeia e posteriormente para desenvolver actividade cultural.
Assim, não esqueça a minha proposta, no dia 22 de Julho, pelas 21:30, visite o CCB (Centro Cultural de Belém) e assista ao Ciclo de Cinema Ficheiros da Imigração, nomeadamente ao Documentário, JÓIAS NEGRAS DO IMPÉRIO", assinado pela jornalista Anabela Saint-Maurice (Portugal ⁄ RTP, Ano 1998, Duração 55').
Comemorando os cem anos da abolição oficial da escravatura, este documentário é um dos raros trabalhos realizados sobre a história dessa prática em Portugal, desde as caravelas que, em 1444, “descarregaram” os primeiros 235 escravos africanos em Lagos, no chamado Mercado dos Escravos.
Calcula-se que na Lisboa seiscentista já cá viviam quase dez mil escravos o que correspondia a cerca de dez por cento da população total.
O Centro Cultural de Belém (localiza-se em Lisboa, na praça do Império)
volta a apresentar os vários tentáculos da arte de 15 de julho a 14 de agosto. O programa do fes
tival Fora de Si 2011, oferece na sua 5ª edição, cinco semanas dedicadas ao cinema, ao teatro, à performance, ao workshop e à música. José António Fernandes Dias, comissário do ciclo de cinema Ficheiros da Imigração realça os onze filmes, nove dos quais são documentários, que serão transmitidos nos auditórios do Centro Cultural. Jóias Negras do Império, de Anabela Saint-Maurice, Cidade de Ouro, de Andrey Romashov e Lisboetas de Sérgio Tréfaut, são alguns dos filmes a ser exibidos e que deixam a sua marca no festival.


domingo, julho 17, 2011

Dia de Domingo




Mais uma vez lhe sugiro que oiça Tim Maia num dos seus muitos sucessos: "Dia de Domingo".
Já que estamos no verão deixo-lhe, também, uma frase célebre e muito divulgada deste fabuloso cantor brasileiro.
"Comecei uma dieta: cortei a bebida e as comidas pesadas e em quatorze dias perdi duas semanas de vida".
Tim Maia

sábado, julho 16, 2011

Paris Inundada


Gostaria hoje que fizesse uma viagem no tempo e no espaço. Vamos até à Paris do início do século XX. Recuemos, então, até 1910.
Através da apresentação que seleccionei, poderá ver imagens inesperadas daquela cidade. O Sena galgou as margens e inundou Paris, porque o Inverno foi muito rigoroso.