terça-feira, junho 26, 2012

A melhor varanda de Lisboa

Hoje sugiro-lhe um passeio até ao Arco da Rua Augusta, que é considerado uma das melhores varandas de Lisboa. O Arco do Triunfo ou Arco do Triunfo da Rua Augusta erradamente chamado de Arco da Vitória é um arco situado na parte Norte da Praça do Comércio, sobre a Rua Augusta, em Lisboa, Portugal. A sua construção começou após o terramoto de 1755, mais concretamente em 1775, mas esta primeira versão viria a ser demolida em 1777 (após o inicio do reinado de D. Maria I e demissão do Marquês de Pombal). Em 1873 recomeça a edificação do arco segundo o projecto do arquitecto Veríssimo José da Costa que remonta a 1843/44, ficando as obras concluídas em 1875. Na parte superior do arco podemos ver esculturas de Calmels, enquanto num plano inferior se encontram esculturas de Vitor Bastos. As esculturas de Calmels representam a Glória, coroando o Génio e o Valor. As esculturas de Vitor Bastos representam Nuno Álvares Pereira, Viriato, Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. O texto inscrito no topo do arco remete-nos à grandiosidade portuguesa aquando dos descobrimentos e à descoberta de novos povos e culturas. VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD “Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”. Aprecie o interior do Arco da Rua Augusta e deslumbre-se com a vista panorâmica de Lisboa, que dele se obtém, através da belíssima apresentação que se segue e que é da autoria de João Neves (Turista Em Casa).

segunda-feira, junho 25, 2012

I Got Rhythm

John Pizzarelli, Jr.  (1960) é um guitarrista, vocalista e compositor norte-americano de jazz nascido em Paterson, Nova Jersey. É casado com a cantora Jessica Molaskey e é filho de Bucky Pizzarelli, lendário guitarrista de jazz.
No seu trabalho musical é flagrante a influência da música brasileira, principalmente, da bossa nova.  John Pizzarelli já gravou dois álbuns inteiramente dedicados à música brasileira: Brazil (álbum de Rosemary Clooney em que ele toca e canta 4 canções), em 2000 e Bossa Nova, em 2004.
O guitarrista já se apresentou mais de uma dezena de vezes em várias capitais brasileiras e foi entrevistado em diversos programas da televisão daquele país, entre eles o Programa do Jô Soares, na rede Globo. John Pizzarelli homenageou Jô Soares dando o nome de Soares’ Samba a uma das suas composições, presente no álbum, "Bossa Nova".
Dizem as "más línguas" que  teria tido o primeiro contato com a música brasileira, em 1981, ao ouvir no rádio do seu carro a canção "Besame Mucho" interpretada por João Gilberto.
John Pizzarelli tem resgatado e reinventado os melhores standards do jazz. Ouça-o agora, numa apresentação ao vivo, interpretando "I Got Rhythm" de George Gershwin.

domingo, junho 24, 2012

Quadras Soltas a S. João

Não me estreites de maneira
Que me impeça respirar.
Lembra-te, amor, que a fogueira
Só arde se tiver ar!...

Mesmo fria, é sempre bela
A noite de S. João.
Nunca a orvalhada gela
Quando é quente o coração.

Sorri feliz, o menino,
Aos ombros do pai babado:
Um S. João pequenino,
Num altar improvisado.

Pode murchar a cidreira
Pode cair o balão
Pode morrer a fogueira
Nunca morre o S. João!

Ver os balões na subida
Mostrando ao mundo a fachada,
Faz lembrar os que na vida
Sobem cheiinhos de nada!...

Quando a Maria bailar
Com a saia de balão,
Até as nuvens do ar
Querem ser pedras do chão.

Ir numa rusga qualquer
É dança em que não me dou;
Se eu fosse como alguém quer
Nunca mais era quem sou!...

O pobre que faz, cantando,
Do lar, cascata modesta,
Vê nos seus filhos brincando
Os balõezinhos da festa!

Um miudo vagabundo,
Quando lhe dei o balão,
Pensava levar o mundo
Preso no fio da mão.

Na dança trocaste o passo,
Troquei o meu, em seguida...
E acertámos o compasso
Prá dança da vida!

Eu sou a fonte vadia
Dum S. João vagabundo
Que mata a sede à folia
Da maior noite do mundo.

Meu balão não é d'espanto!
Não tem vinda, só tem ida,
Leva risos, leva pranto...
Tudo faz parte da vida.

Com tua mão presa à minha
Fui à fonte e não bebi.
A estranha sede que tinha
Era só sede de ti!

Fogueiras de amor, já fiz,
Mas ocultei-lhes a chama.
A alma ama e não diz,
A boca diz mas não ama.

Pelo Santo António vi-te,
P'lo S. João fui falar-te;
No S. Pedro convenci-te,
Falta um santo p'ra deixar-te.

Sou ateu, mas faço santos,
Cascatas, figuração;
Faço risos, faço prantos;
Faço a vida ó São João!

Uma oculta semelhança
No baile vi traduzida:
São vida os passos de dança,
São dança os passos da vida.

O ferrenho "Zé tripeiro"
Passou a noite de vela;
Com S. João num craveiro
E o Porto na lapela...

Os olhos duma criança
São de luz, lá bem no fundo.
Dois balõezinhos de esperança
No céu cinzento do mundo.

Tem fé na vida, tem calma,
Tenta a sorte, que ele existe;
procura a sorte na alma
de um trevo que nunca viste...

Chinelinha de tacão,
São João, entrei na valsa.
Foi tão grande o trambolhão,
Dei por mim, estava descalça...

Eu sou fogueira cansada,
Mesmo assim quero ir à festa.
São João, vou p'rà noitada
Queimar a lenha que resta...

Nenhum santo é menos santo
Por estar numa cascata
Que um pobre ergueu, com encanto,
Num simples bairro de lata...

O casebre era a cascata,
E o velho, sentado ao fundo,
Era um S. João, sem data,
Com todo o sonho do mundo!

A fonte é como a mulher
Que ama sem ser amada;
Não bebe e dá de beber,
Só beija quando é beijada.

Meu amor foi um balão
Que depressa se perdeu.
Bastou-me soltar-lhe a mão
E foi um ar que lhe deu!

Nos bailes de S. João
Troquei penas por compassos.
Por isso cumpro prisão
Na cadeia dos teus braços.

Minha mulher, meu enlevo,
Balão, manjerico e brasa...
- Por que hei-de ir atrás do trevo
Se já tenho a sorte em casa?

Não ouças, não digas nada,
Deixa lá falar quem fala;
Pois o melhor da noitada
É aquilo que se cala...

Acabada a reinação,
Vim da festa acompanhado.
Quis passar por gavião,
Acabei pombo anilhado.

No S. João tu não andes
À noite nas Fontainhas;
Deixa essas festas grandes
Que eu faço-te umas festinhas...

Se não me queres, só me resta
Vir da festa antes do fim.
Não me interessa estar na festa
Sem a festa estar em mim!

Ah poeta! Tu desfolhas
Tua sorte em tons diversos:
No trevo de quatro folhas,
Na trova de quatro versos...
Quadras populares, de diversos autores, "pescadas" na net.

sábado, junho 23, 2012

Não sei quantas almas tenho...



Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,


Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.


Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa, in «Não sei quantas almas tenho»

sexta-feira, junho 22, 2012

Palavras Sábias






"Vencer-se a si próprio é a maior de todas as vitórias".
"Praticar injustiças é pior que sofrê-las".
Platão (filósofo grego)

quinta-feira, junho 21, 2012

As Águias - Marinhas


As águias-marinhas vivem na parte ocidental da América do Norte, América Central e Antilhas, de onde emigram para a América do Sul. Habitam as regiões costeiras ou próximas de lagos e rios. No fim do verão, as águias-pesqueiras deixam a região onde se reproduzem e partem para o sul. Mas, na primavera seguinte cada casal vem procriar exatamente no mesmo lugar. As águias-pescadoras ou marinhas têm bicos mais longos e pesados que os das águias-reais.  Ao contrário da maioria das aves pescadoras, que apanham os peixes com o bico, a águia-pesqueira, agarra-os com as suas garras de unhas compridas e dedos escamados e rugosos. Assim, depois do vôo em mergulho - às vezes, de mais de 100 m de altura, a águia-pesqueira precisa de se endireitar para agarrar o peixe. Dizimada pelos caçadores, envenenada pelos inseticidas absorvidos pelos peixes, a águia-pesqueira é, além disso, vítima dos ladrões de ovos (gralhas, gaivotas e coleccionadores), por isso, é cada vez mais rara, quer  na Europa, quer na América do Norte. Esta ave de rapina é também conhecida como Gavião-pescador ou Águia-pescadora, águia-do-mar, guincho ou sangual. Recebe também os nomes de águia-pesqueira e gavião-papa peixe. Veja, agora, como uma águia-marinha caça/pesca as suas presas. Na primeira sequência de imagens, ela agarra cerca de três peixes de uma só vez. Na segunda, mergulha até ao fundo da toalha de água, para caçar uma nova presa. Na terceira sequência, captura um peixe que parece ser mais pesado do que ela, e transporta-o durante um largo espaço de tempo preso, só por uma das suas patas.  Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/aguia-pesqueira/aguia-pesqueira.php#ixzz1yLK7SPUC

quarta-feira, junho 20, 2012

A Mata Atlântica

A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte do território brasileiro. Abrange ainda parte do território do Paraguai e da Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Aqui, as árvores podem atingir de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas. A Mata Atlântica não deve ser confundida com a Floresta Amazónica,  que é um outro bioma presente na América do Sul. Já foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Acompanhava toda a linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões sul e nordeste). Nas regiões Sul e Sudeste a Mata Atlântica chegava até à Argentina e ao Paraguai. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contígua à Floresta Amazônica. Devido à desflorestação, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma das maiores do planeta. A região da Mata Atlântica corresponde um clima entre o subtropical e o tropical.
Veja agora uma belíssima apresentação sobre As Aves características da Mata Atlântica, fotografadas pelo poeta e escritor brasileiro, Sylvio Adalberto.

terça-feira, junho 19, 2012

Tchuna baby

"Tchuna baby" é uma música do grupo Power Boyz.
Os Power Boyz estão de volta com mais um vídeo, que já é um sucesso junto da comunidade lusófona em Portugal. "Tchuna baby", é um termo moçambicano que viajou até Angola  na contracosta e se espalhou, também,  por cá.
Interessa  referir que para além da música se ter tornado moda, o mesmo acontece com o estilo de roupa que usam neste vídeo promocional. Por exemplo na cidade de Luanda , a nova moda é o uso de calções justos e acima do joelho, conhecidos como tchuna babies, quer por rapazes quer por  raparigas.

segunda-feira, junho 18, 2012

A Ucrânia é...





A Ucrânia para mim é um país mais sagrado e próximo que tem todas as belezas do mundo.
É a minha "mãe".
Amo a Ucrânia.
Viktoria Iasinska - 10º B

domingo, junho 17, 2012

Os recursos mineriais




O post de hoje fica a cargo da Catarina e do Rubens, do 10ºB.
Veja a apresentação que elaboraram acerca dos recursos minerais, metálicos e não metálicos.

sábado, junho 16, 2012

Declaração de Amor à Língua Portuguesa


Não deixe de ler esta declaração de amor à língua portuguesa feita pela escritora Teolinda Gersão. É longa, mas, vale bem a pena.


"Tempo de exames no secundário,os meus netos pedem-me ajuda para estudar português.Divertimo-nos imenso,confesso.E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas,mas as ideias são todas deles.
Aqui ficam,e espero que vocês também se divirtam.E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.

Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa
Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?

A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Luisa Fortes da Cunhao um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)

Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).


sexta-feira, junho 15, 2012

A Moldávia é...




"A Moldávia é o meu país.
A minha pátria.
O melhor país.
Um país cheio de pessoas com amor e alegria".
Angela Raru - 10º G (PTT)  

quinta-feira, junho 14, 2012

Soneto Introdutório

Depois de ver os mundos que criara,
Cheios de força, cheios de esplendor,
Deus, em certa manhã formosa e clara,
Não bastando ser Deus, fez-se pintor.

Quis dar à vida outro primor,
E com as tintas que o Éden pintara,
Pôs em quadro de cumes e de cor
A curvatura azul da Guanabara.

É assim, oh!, viandante deslumbrado!,
Que vês, de longe, sobre o Corcovado,
O criador em sua pintura estranha;

E miras rutilante de beleza,
Cristo desabrochar da Natureza,
Como um lírio de luz sobre a montanha.
ROTEIRO SENTIMENTAL DO RIO DE JANEIRO de OSVALDO ORICO.

quarta-feira, junho 13, 2012

Quadras a Santo António



Ó meu rico Santo António
Ao colo tens um menino
Põe-me a mim no outro braço
Que ainda sou pequenino.






Ó Santo António de Lisboa
Tu tens fama de casamenteiro
Se o casamento fosse coisa boa
Tu próprio não ficavas solteiro!









Recolha de quadras para a disciplina de Português:
Diogo e Cláudia P. do 9º A.

terça-feira, junho 12, 2012

O país visto por alguns jovens

Portugal é...
"Um país pouco conhecido mas muito simpático. (...) A língua dele é muito rica e bonita , e eu estudo-a com muita vontade". Viktoria I.

"Um país cheio de história.  É bonito pelas suas paisagens (verdes, ou não), interessante pela sua cultura e religião e alegre pela sua música e dança". Vanessa B.


"Um país situado no oeste do continente europeu, que tem uma população de cerca de 10 milhões de habitantes". Bruno F.


"Um país actualmente com dívidas. (...) Um país unido. Um país inteligente".  Henrique P.

"Muito mais que um simples país situado na Europa. (...) Portugal não é apenas um país de cidades movimentadas e de praias junto ao litoral. Portugal tem antepassados, tem paisagens". Catarina B.


" Único. (...) Um país que apesar das tragédias, procura sempre a paz e felicidade. Um país que luta pelo bom ensino da juventude. (...) Um país cheio de cultura, de tradições e de algumas ambições também. (...) Um país cheio de pátria e orgulho, em que a palavra guerra não faz parte do seu vocabulário"... Júlio S.
Nota: Excertos de textos de alguns alunos do 10º B.

segunda-feira, junho 11, 2012

Samba Chic

Paula Lima (1970) é uma cantora e compositora brasileira de MPB.
Em 1992, no terceiro ano da faculdade, Paula participou na primeira banda, a Unidade Móvel, liderada por Eugénio Lima e Will Robson, que mais tarde gerou a Unidade Bop, com Paulo Checolli. Com a banda, lançou o CD "Quebrando o Gelo do Clube".
Em 1995, foi convidada por Skowa, a integrar o Grémio Recreativo Amigos do Samba, Rock, Funk &; Soul e, com a banda, participou do CD 23 de Jorge Ben Jor. Em 1997, fez parte da banda Zomba.
Entre 1998 e 2000, fez parte da Banda Funk Como Le Gusta, participando do CD "Roda de Funk". Foi convidada em 2000 por Bernardo Vilhena, a gravar um CD a solo intitulado "É Isso Aí" com Seu Jorge. O disco ainda conta com as participações de Gerson King Combo, Banda Black Rio, Ed Motta, Max de Castro, Ivo Meirelles, Funk'n'Lata e Xis.
Em 2010, Paula interpretou no Teatro, a protagonista Grizabella, no Musical Cats.
Ouça agora, a belíssima voz de Paula Lima, em Samba Chic, música que faz parte do seu repertório.

domingo, junho 10, 2012

Assim vai o país...

Portugal é...

"Um país que hoje em dia tem poucos agricultores. (...) Um país que está a atravessar uma grande crise financeira porque tem péssimos governantes, o que faz com que o povo fique prejudicado com as suas acções".  Catarina M.

"Nesta altura (um país) onde há muita falta de empregos. Há muitas pessoas que vão trabalhar para fora, e depois quando têm muito dinheiro, algumas voltam". Paulo B.

"Um país da Europa .(...) Um país turístico".  Edson S.

"Um país desenvolvido, com algumas condições de trabalho e habitação. Esse é um dos motivos pelo qual muitas pessoas vêm de outros países para conseguir ter melhores condições de trabalho, para poderem sustentar as suas famílias". Raquel  G.

"Um dos países que faz parte da União Europeia. (...)  Apesar de não ser um país muito grande, tem boas riquezas, no sentido do património". Sara A.

"Um país pequeno, com pouca população, na sua maioria idosa". Edmilson P.


"Um país situado na Península Ibérica, ou seja, faz fronteira com a Espanha. (...) A sua principal atracção turística é o Algarve e Fátima (para os mais religiosos)". Margareth S.

"Um país que apesar de não ser muito grande, tem grandes cidades com muito interesse". Sara B.


"Um país com paisagens interessantes para visitar".  Ana C.

"Um país que, em termos de habilitações, acho que há um número reduzido de jovens interessados em estudar, mas, acho que o estado tenta resolver essa parte, pelo menos é o seu dever". Bruna N.

"Um país muito bonito com vários sítios turísticos como Coimbra, (que é) um lugar muito conhecido por causa da Universidade". Carla M.

"Um país onde o prato mais conhecido é o cozido à portuguesa".  António M.

"Um país que tem muitas religiões, raças e costumes diferentes. (...) com esta mistura acaba por ser um país com muita "interculturização" (interculturalismo).  Abel T.

"Um país que atrai muitos turistas pela sua beleza. Um país com muitos monumentos, museus e praias". Tatiana A.

"Um país com muita pobreza, mas que ao mesmo tempo recebe bem os imigrantes". Diana C.

"Um país que apesar da crise se mantém sustentável, com vários sítios para se descobrir, tais como o Algarve e as Regiões Autónomas da Madeira e Açores". Elizabete S.

Excerto de textos dos alunos do 10º G - Curso Profissional de Técnico de Turismo (PTT).

sábado, junho 09, 2012

Flor da mocidade

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,

Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.

Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.

Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.

Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.

Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.

Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.
Machado de Assis

sexta-feira, junho 08, 2012

Angola é...


"Um país em reconstrução, depois de vários anos de guerra". 
"Uma nova terra, agora sem guerra".
 "Uma nação composta por vários povos."
 "Um país maravilhoso apesar das desigualdades sociais".

Alzira R. - 12º B

quinta-feira, junho 07, 2012

O Corpo de Deus

"Corpus Christi" (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa Cristã, conhecida como o Dia do Corpo de Deus. É (pela última vez em Portugal), um feriado nacional religioso e celebra-se sempre a uma quinta-feira. A data comemora-se na segunda quinta-feira a seguir ao Domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa). O Corpo de Deus é uma celebração católica e em várias localidades do país realizam-se procissões e festas religiosas. As ruas são decoradas com flores e em algumas vilas e cidades são colocados tapetes florais no chão para a procissão passar.

quarta-feira, junho 06, 2012

Acontece na Índia

"Em pleno século XXI, na era das inovações e avanços da sociedade ainda encontramos locais no globo (...) onde reina uma grande diferença". Kevin J.

"A Índia é um país bastante grande e densamente povoado".  Ruben E.

"Neste país, existem imensas desigualdades. A maioria da população vive na pobreza. Existe analfabetismo, exploração e fome".  Susana V.

"A Índia é um país que está a passar por várias mudanças. Apesar de ser uma das economias emergentes, tem ainda que resolver várias questões, como por exemplo o analfabetismo ou a situação em que se encontra a casta mais baixa, os dálits ou intocáveis. Mas, estes problemas não se comparam às mais variadas situações por que passam as mulheres. Ser mulher na Índia é como uma maldição".  Mariana S.

"A Índia é um país cheio de crenças, superstições e rituais, onde a mulher não deve pronunciar o nome do marido até ao casamento". Nuno L.

"Aqui, a mulher nunca é livre. Tem de obedecer constantemente a alguém".  Ana P.

"As tradições indianas, assentam em casamentos precoces, que são considerados verdadeiros rituais, que podem durar dias e dias.(...) O único meio das mulheres viverem uma vida razoável, é darem á luz um filho homem, que as protegerá até à cremação dos seus corpos".  Alzira R.

 "O nascimento de um rapaz, é uma alegria para as mães e um alívio, porque as mães podem permanecer com eles até morrerem e (ao casarem) não têm que pagar um dote. Quando nasce uma rapariga, é uma tristeza para as mães, e um prejuízo.(...) É uma tragédia haver países onde a mulher ainda é vista como um simples objecto".  Vanessa S.

"Uma vez casada, a mulher torna-se propriedade do marido. Caso se divorcie, não poderá regressar à (sua) família, pois será rejeitada". Yolanda S.

"As mulheres que não se casam ou que se divorciam, não são aceites pela família, ficando a viver na pobreza ".  Daniel L.

Em suma, "as mulheres na cultura indiana são criadas para casarem e sair de casa. Logo, a mulher é vista como alguém em que é preciso gastar dinheiro, para pagar o casamento".   José F.

"A realidade neste país é bastante cruel. (...) O endeusamento do homem é uma tradição. As mulheres são obrigadas a casar-se cedo, com um desconhecido e a respeitá-lo até à morte."  Liliana G.


"Nós que vivemos num país livre, não estamos habituados a tanta maldade".  Bruna M.

"A pobreza na Índia é imensa. A população indiana está dividida em castas (brâmanes, intocáveis, etc.) o que leva a uma alta desigualdade entre as pessoas. As mulheres não têm direitos neste país". Érica B.

 "Na Índia, os direitos das mulheres não são respeitados e as ONG têm um papel activo na denúncia, em relação ao desrespeito desses direitos". João L.

Trabalho colectivo do 12º B, feito a partir de excertos de textos elaborados pelos alunos. O título é do Ruben P. 

terça-feira, junho 05, 2012

O Dia Do Ambiente e o Brasil


O Brasil é este ano o país sede, das comemorações do Dia Mundial Ambiente, que hoje, 5 de junho, se assinala.
 O Brasil também foi sede das cerimónias do Dia Mundial Ambiente em 1992, na época da realização da Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro. Naquela altura, a cimeira reuniu um grande número de líderes globais que tomaram decisões importantes sobre o bem-estar do planeta e sobre questões acerca do desenvolvimento. Com uma população de mais de 200 milhões, o Brasil é a quinta nação mais populosa do mundo depois da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Tem também a quinta maior massa terrestre do planeta, com cerca de  8,5 milhões de quilómetros quadrados.
Alguns dos problemas ambientais que o Brasil enfrenta são: a desflorestação ilegal na Amazónia; o comércio ilegal de espécies de vida selvagem; a poluição atmosférica e hídrica no Rio de Janeiro e em São Paulo e a degradação das áreas húmidas. Aspectos que têm tudo a ver com  o tema, deste ano, do Dia Mundial do Ambiente: a "Economia Verde". Com este tema  pretende-se, promover a divulgação da importância de uma Economia Verde, alertar para a necessidade de um esforço colectivo na preservação da natureza, de modo a estimular o desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, junho 04, 2012

Minerais Metálicos e Não Metálicos

Desta feita coube ao Paulo, ao Bruno e à Daniela, alunos do 10º B de Geografia, a publicação do seu trabalho acerca dos Minerais Metálicos e Não Metálicos (os Recursos do Subsolo em Portugal).
Veja, de seguida, a apresentação que eles elaboraram.

domingo, junho 03, 2012

Amalia

Melody Gardot  é uma cantora e compositora de jazz, de New Jersey (E.U.A). Esta cantora tem sido influenciada por músicos de blues, de jazz ou de música latina, que vão de Janis Joplin a Caetano Veloso. Em 2009 recebeu três nomeações para os Grammy Awards. Lançou no dia 28 de maio, o álbum " The Absence ", que é o resultado das suas passagens pelos desertos de Marrocos, pelos bares de tango de Buenos Aires, pelas praias do Brasil e pelas ruas de Lisboa.
Não deixe de a ouvir no belíssimo tema Lisboa, clicando aqui. Se, entretanto quiser saber um pouco mais sobre este novo álbum de Melody Gardot, basta clicar aqui. Sugiro-lhe, contudo, que para abrir o apetite, ouça já o tema Amalia.

sábado, junho 02, 2012

O Mundo do João

Este é o Mundo do João L. do 12º B. É um mapa mental, desenhado sem qualquer tipo de auxílio ou apoio, a não ser o recurso à memória! Desfrute-o! Veja se seria capaz de fazer qualquer coisa de semelhante. Experimente, vai ver que é um exercício de memória interessante.

sexta-feira, junho 01, 2012

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.
Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

quinta-feira, maio 31, 2012

Ainda Bem

Marisa Monte (1967) é uma cantora, compositora, instrumentista e produtora musical brasileira de música pop e samba.
Marisa já vendeu mais de 10 milhões de álbuns e ganhou inúmeros prémios quer nacionais quer internacionais. Recebeu  três Grammy Latino, sete Video Music Brasil e nove Prémios Multishow de Música Brasileira.
Esta cantora "carioca"  que estudou canto, piano e bateria na infância, é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como a maior cantora do Brasil. Tem,  também, dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 melhores discos da música brasileira.
Na adolescência participou do musical Rock Horror Show, dirigido por Miguel Falabella, com alunos do Colégio Andrews. A partir daqui nunca mais parou, tendo gravado grandes sucessos. Entre as gravações mais representativas (e de maior sucesso) da sua carreira que tem mais de 20 anos, estão: "Bem Que Se Quis", "Beija Eu", "Segue O Seco", "Amor I Love You", "A Sua", "Já Sei Namorar", "Velha Infância", "Não é Proibido". Muitas das suas músicas fazem ou fizeram parte da banda sonora de várias telenovelas brasileiras, no total de 24 músicas.
Ouça-a, no seu  mais recente sucesso, "Ainda Bem".

quarta-feira, maio 30, 2012

Sentado nesta rocha

Sentado nesta rocha e quase
tão paciente como ela
pergunto-me se os nossos pensamentos
serão diferentes.
É certo que tenho ouvidos
e ela não, olfacto e ela não
- mas que sei eu
das suas sensações?
Que direi do pó incansável
que em mim canta e balança
e se afasta para outro lugar?
Saberá ela que sou um homem quase acabado?
Eu, o que sei dela?
Há um sol que se levanta
e vagas e brisas salgadas
que se transformam em espuma
- há uma sombra num país distante
que a todos espera
- é o que temos em comum.
Inclino-me sob o vento
para defender a minha natureza.
Ela também.
A rocha saberá o calendário?
Casimiro de Brito (in Arte de Bem Morrer)

terça-feira, maio 29, 2012

Funge de Domingo

"Funge de Domingo" é uma música angolana (dos anos 70) na voz de Teta Lando.
Sem dúvida que existem músicas que ficam para eternidade. São uma espécie de hinos que contam a história de um povo, que falam das suas realidades e dos seus usos e costumes. Funge de Domingo e Fuguei na Escola, são sem sombra de dúvida duas dessas músicas. São também das mais conhecidas músicas de Teta Lando, que faz parte da história da música e dos compositores angolanos!!
Outros temas inesquecíveis de Teta Lando são: "Eu Vou Voltar", "Carapinha Dura", "Mamã Grande", e "Reunir".
Natural de Mbanza Congo, Alberto Teta Lando gravou os seus primeiros discos em 1969 para a Valentim de Carvalho, alcançando grande sucesso com "Mumpiozo Uami" (Um assobio Meu)".
Com a independência e devido ao seu apoio a Holden Roberto, líder da FNLA, foi obrigado a exilar-se em Paris, onde residiu durante longos anos e onde acabou por morrer.

segunda-feira, maio 28, 2012

Mais um ano de vida...

Hoje dia 28 de Maio, a Amnistia Internacional celebra mais um aniversário. O ano passado, aquando da celebração do seu meio século de vida, a Amnistia Internacional  lançou um Apelo Global para a Acção, que foi criado para mobilizar as pessoas contra a repressão e a injustiça,  em todas as regiões do mundo.  Este apelo foi acompanhado por um lema – “Seja mais um, Chame mais um, Para fazermos mais” .
O objectivo era obter um enorme impacto a nível mundial e  encorajar pelo menos mais uma pessoa a agir pelos direitos humanos.
Em mais este aniversário da Amnistia Internacional, "Seja mais um, Chame mais um, Para fazermos mais", é um lema que ainda permanece actual.
Veja agora um excelente vídeo comemorativo do 50º aniversário da A.I. Pode ver, ainda, um outro vídeo que alerta para a necessidade de se agir em defesa dos direitos do homem. Ora Veja!!!

domingo, maio 27, 2012

Mais um ano que passa sem respostas...

35 anos depois dos acontecimentos nefastos do 27 maio de 1977 em Angola, continua-se à espera que seja feita justiça.
Nunca foi feita uma investigação imparcial, mas a perda de milhares de vidas continua sem ser explicada. Permanece a dor, a angústia e a revolta.
“Na vida é impossível renunciar ao passado, à memória. É necessário enfrentá-lo para que os fantasmas do passado não se transformem numa ferida que não cicatriza nunca”
Pedro Almodover

sábado, maio 26, 2012

Rochas & Outros Recursos




Hoje sugiro-lhe que veja um trabalho de grupo, feito por algumas alunas do 10º B, da Escola Secundária do Lumiar.
Esta apresentação foi elaborada a propósito do tema os "Recursos do Subsolo" existentes em Portugal Continental.

sexta-feira, maio 25, 2012

África

Longe
    no começo
a roda
   ferramentas
 África 
Negro e marfim
     sementes
os ventos
     terra
animais
água
 madeira
 fogo
Negra macrotransição
    natureza
           poluição
pobreza
            fome
os ventos
    terra
          animais
extinção
Tribos perto do fim
Plínio Sgarbi

quinta-feira, maio 24, 2012

An Enemy

Vai ser adaptada ao cinema mais uma obra de José Saramago. Trata-se do filme “An Enemy”, que é uma adaptação de “O Homem Duplicado”, lançado em 2002. Embora seja trabalhoso fazer a adaptação da complexidade das emoções e da prosa arquitectadas por José Saramago, os realizadores vêem na sua obra uma fonte inesgotável de inspiração e não param de o tentar. Depois da versão cinematográfica de “Jangada de Pedra”, feita em 2002, da animação espanhola “A Maior Flor do Mundo”, baseada num conto de Saramago para crianças, em 2007, do “Ensaio Sobre a Cegueira”, em 2008, e finalmente “Embargo”, em 2010, chegou a vez de “O Homem Duplicado”, um thriller sobre a extinção da identidade numa sociedade que adora os padrões. O protagonista é Tertuliano Máximo Afonso (Jake Gyllenhaal) , um professor de história que leva uma vida cheia de tédio, quase à beira da depressão. Decide um dia assistir a um filme para combater o desânimo. O filme não tem nada de especial. Tertuliano fica, no entanto, completamente envolvido pelo enredo após identificar um dos actores como um sósia seu – na verdade, um sósia de Tertuliano no passado recente. Obcecado pelo que acredita ser o seu duplo, passa a perseguir o actor, numa sequência encadeada por eventos bizarros. Esta produção parece evidenciar a perseguição e o suspense propostos por Saramago, tendo em conta o título do filme: An Enemy. “An Enemy”, começa a ser filmado em 2013, pelo realizador canadiano, Denis Villenueve, que dirigiu “Incêndios” (2011), filme indicado para o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

terça-feira, maio 22, 2012

segunda-feira, maio 21, 2012

Canoas do Tejo

Carlos do Carmo, (1939) é um cantor e intérprete de fado português. É filho de Lucília do Carmo, outra conhecida fadista (já falecida). Carlos do Carmo cresceu em Lisboa, onde estudou. Na Suíça fez estudos de Hotelaria e aprendeu línguas estrangeiras. Iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com nove anos. Representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção em 1976, com o tema Flor de Verde Pinho, adaptado do poema de Manuel Alegre. De entre muitas outras, as suas canções mais conhecidas são, Os Putos, Um Homem na Cidade, Canoas do Tejo, O Cacilheiro, Lisboa Menina e Moça, Duas Lágrimas de Orvalho e Bairro Alto. Realizou numerosas digressões, tendo actuado no Olympia de Paris, na Ópera de Frankfurt, na Ópera de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro ou no Hotel Savoy de Helsínquia. Em Portugal, tem feito espectáculos na Fundação Calouste Gulbenkian, no Mosteiro dos Jerónimos, no Casino Estoril e no Centro Cultural de Belém. Em 2003 ganhou o Prémio José Afonso, na sequência do qual foi publicado o livro "Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo", uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles. Entre numerosos outros prémios, foi-lhe atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o Prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade, em 2008.
Com uma carreira rica, quer a nível internacional quer a nível nacional, não poderia deixar de referir o facto de ter apadrinhado o candidatura do Fado a Património Mundial da Humanidade. Ouça, então, Carlos do Carmo em Canoas do Tejo, um dos seus temas mais emblemáticos.

domingo, maio 20, 2012

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessa a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é o seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny