domingo, fevereiro 05, 2012

O Padrão dos Descobrimentos

O Monumento aos Descobrimentos Portugueses, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se em Belém, na cidade Lisboa.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos nos Descobrimentos portugueses.
O monumento original foi encomendado pelo regime de Salazar ao arquitecto Cottinelli Telmo (1897-1948) e ao escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), para a Exposição do Mundo Português (1940), e desmontado em 1958.
O atual monumento, é uma réplica. Este foi erguido em betão com esculturas em pedra de lioz, erguendo-se a 50 metros de altura. Foi inaugurado em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique (o Navegador).

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada.
D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos.
Se não sabe quem é quem, neste monumento, aqui ficam duas imagens, com a indicação das personagens ali representadas.

sábado, fevereiro 04, 2012

Doci Papiaçám di Macau

A Doci Papiaçam di Macau é uma versão, em patuá, de uma canção escrita por José "Adé" dos Santos Ferreira. Esta canção faz parte do espectáculo "Macau Sâm Assi (This is Macau)".
Os Dóci Papiaçam di Macau são um grupo de teatro. Se quiser pode ter, aqui , um pequeno cheirinho do que foi o "Sorti Doci" (título de uma peça deste grupo de teatro, que girava à volta dos casinos).
O patuá, é uma língua crioula de base portuguesa existente em Macau. Patuá macaense, também chamada Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas da Índia.
Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.
Este crioulo foi originalmente desenvolvido pelos macaenses e, ao longo dos séculos, sofreu muitas mudanças na sua gramática, fonética e vocabulário para responder à evolução da demografia e da cultura de Macau. Alguns estudiosos dividem o patuá em dois tipos: o arcaico, falado até ao século XIX, e o moderno, desenvolvido e falado a partir do século XIX e muito influenciado pelo cantonês.

O Patuá era dominado e falado por um grande número de macaenses e por alguns chineses de Macau, principalmente as esposas chinesas de portugueses.
Para eles, o patuá é mais fácil de aprender e pronunciar visto que este crioulo tem influências chinesas. Até ao séc. XIX, ele tornou-se numa língua importante de comunicação entre os macaenses, os chineses e os portugueses, e contribuiu bastante para o desenvolvimento socio-económico da Cidade do Santo Nome de Deus de Macau. Mas, mesmo durante o seu apogeu, o número de falantes deste crioulo era relativamente baixo, não ultrapassando as dezenas de milhares.
Miguel Senna Fernandes é um dos rostos que ‘teima’ em preservar o patuá de Macau.
Aqui ficam estas referências, porque é bom apadrinharmos estes legados. Só, assim, os poderemos ajudar a manter vivos nos quatro cantos do mundo.

Assista, também aqui, ao vídeo em que é cantada em patuá, a canção "Macau". Esta canção foi interpretada, pelo grupo Doci Papiaçam di Macau, na apresentação feita por ocasião da transição de Macau, para a República Popular da China, em Dezembro de 1999.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Vida No Campo



Álvaro Domingues, geógrafo de formação (docente na Faculdade de Arquitectura do Porto), "pré-lança" o livro 'Vida no Campo'. O livro, editado pela Dafne, integra com "A Rua da Estrada" e "Volta a Portugal" uma triologia do autor.Este livro, Vida no Campo, fala da desruralização do nosso país.

Para viabilizar economicamente a publicação do livro, o autor e a editora lançaram uma campanha de subscrição de compra antecipada, de uma edição numerada e assinada pelo autor.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A "Bolha" Chinesa

A "bolha" do imobiliário chinês quando rebentar poderá ser ainda mais devastadora do que foi a americana, em 2008.
Veja com atenção este vídeo, que é bastante elucidativo! O documentário que aqui é apresentado mostra como a China está a provocar um crescimento fictício, construindo gigantescas cidades fantasmas. Constrói-as sem que haja procura para tal. Este facto, altera os dados económicos e cria números que não existem.
A ver vamos, o que vai acontecer ao mundo e à China a breve trecho!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Yu Ming

Ju Ming é um escultor de Taiwan (Formosa) que atingiu a fama, no seu país, nos anos 70 e em Nova York nos anos 80.
Na adolescência começou a sua aprendizagem esculpindo em madeira. Hoje, utiliza na sua arte uma série de outros materiais: bronze, aço, espuma de borracha, etc.
Ju Ming é um escultor aclamado internacionalmente. Dos trabalhos que tem exposto um pouco por todo o lado, há a salientar: "The Living World "family" que continua a aumentar e "Living World".
Muito do seu trabalho encontra-se exposto no Museu Juming, que se localiza nos arredores de Taipé. Este Museu, que está aberto ao público, foi construído a expensas do próprio artista. Não deixe pois, de ver a apresentação abaixo, que mostra as obras e o Museu de Ju Ming.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Xico

Luísa Sobral é uma jovem cantora e compositora portuguesa, nascida em Lisboa em 1987.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos. Não venceu, mas ficou em 3.º lugar. Pouco tempo depois rumou para os Estados Unidos para estudar na Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura em 2009.
Editou o seu álbum de estreia, "The Cherry On My Cake", em Março de 2011 que atingiu, na primeira semana, o nº 3 da tabela de vendas em Portugal.
Entre as suas influências, destacam-se nomes como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Björk, Regina Spektor, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
Ouça agora, Luísa Sobral, interpretando ao vivo no CASCAIS COOLJAZZFEST 2011 (29 de Julho), a música Xico.

domingo, janeiro 29, 2012

Auroras Boreais


A maior erupção solar dos últimos seis anos provocou uma aurora boreal (26/1), observada em várias zonas da Europa e da Ásia. Aprecie, aqui, a beleza de mais este fenómeno da natureza.

sábado, janeiro 28, 2012

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mário Quintana - Esconderijo do tempo

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O FB

É preciso estarmos atentos às novas tecnologias. Veja o que aconteceu ao estudante austríaco (Viena), Max Schrems. Este jovem, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação recolhida durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Todo o material - histórico de chats, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente o cruzamento de dados. Assim, é possível descobrir-se qualquer informação que se deseja acerca da pessoa, quer seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política. Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia apagado continuavam armazenados nos servidores do Facebook. Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas os "removia da página" e não os "apagava". Pode-se, então, concluir que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída. Schrems descobriu que o Facebook possui servidores na Irlanda, e entre agosto e setembro de 2011, abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país. Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook".
Veja o vídeo que se segue, em que Schrems explica toda esta situação e, em que nos alerta para um dos perigos ou ameaças resultantes destas novas tecnologias.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

A RUA DOS CATAVENTOS

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A Dália Negra

A Dália Negra foi o romance que, em 1987, consagrou James Ellroy como um novo grande nome da literatura «negra».
O livro ficciona um crime realmente ocorrido em Los Angeles, durante o pós-guerra, nos finais dos anos 40. A imprensa referiu-se-lhe como o caso da «Dália Negra», pelo facto de a vítima, Elizabeth Short, uma jovem aspirante a actriz, enfeitar os cabelos com uma dália dessa cor. O seu corpo apareceu num terreno vago, horrivelmente mutilado e com sinais de ter sido torturado. Contudo, o caso nunca viria a ser deslindado e tornar-se-ia uma verdadeira lenda urbana. James Ellroy ressuscita-o, no contexto de uma Hollywood minada pela violência e pela corrupção, sobre um fundo nostálgico de música jazz.
James Ellroy, em entrevistas dadas na altura do lançamento do livro, referiu-se ao assassínio da mãe, quando tinha apenas dez anos, esclarecendo que este facto o teria empurrado para a marginalidade. Superou o trauma ao contar não só a história da mãe, mas também a da Dália Negra, assassinada 11 anos antes em circunstâncias idênticas.
Há pouco tempo, o livro ganhou um filme de fôlego, com Josh Hartnet fazendo o papel do detetive que investigava o caso, e que traz Scarlet Johansson para um dos papéis chave.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Dança ma mi Crioula

Tito Paris é um músico, compositor e cantor caboverdiano (1963, Mindelo, Ilha de São Vicente). Está radicado em Lisboa e é um dos responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de ser uma figura de relevo da comunidade africana na capital de Portugal.
Começou cedo a tocar, em Cabo Verde, com os irmãos e com o primo Bau. Aí recebeu a influência de músicos como o clarinetista Luís Morais e do pianista Chico Serra.
Aos dezanove anos de idade, veio viver para Lisboa, a pedido de Bana, outro nome sonante da música de Cabo Verde, que queria tê-lo a tocar no seu agrupamento musical Voz de Cabo Verde. Tocou neste grupo durante quatro anos, após os quais começou a seguir uma carreira individual, tornando-se um dos músicos caboverdianos mais conhecidos de Lisboa, com solicitações constantes de conterrâneos seus e também de músicos portugueses, como Rui Veloso.
Lançou e produziu o seu primeiro álbum em 1987. Mais tarde, formou um grupo próprio, com o qual gravou o álbum "Dança Ma Mi criola". Em 1996, lançou o álbum "Graça de Tchega". Posteriormente lançou dois trabalhos ao vivo e, em 2002, um novo trabalho de estúdio denominado "Guilhermina". Os seus trabalhos encontram-se pelo mundo fora, desde Nova Iorque até Paris, divulgando a música de Cabo Verde e o seu talento como instrumentista e como cantor.
Ouça, agora, Tito Paris em "Dança ma mi Crioula".

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Meus olhos que por alguém

Meus olhos que por alguém
Meus olhos que por alguém
deram lágrimas sem fim
já não choram por ninguém
- basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
a vida como ela é,
meus olhos vão conquistando
mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!
Mas se as coisas são assim,
chorar alguém - que loucura!
- Basta que eu chore por mim.
António Botto

domingo, janeiro 22, 2012

A Dália Azul

Raymond Chandler (1888 -1959) foi um escritor e um dos autores de contos e romances policiais mais lidos de sempre. Teve uma influência decisiva sobre a literatura policial contemporânea, especialmente devido ao seu estilo de escrita e à sua atitude, aspectos que ainda hoje caracterizam o género. Foi um prosador inigualável, que privilegiou um certo tipo de reflexão sobre os comportamentos humanos a que o detective privado Philip Marlowe, a sua criação por excelência, viria a dar voz.
Chandler começou a sua carreira de escritor nos anos 30, como autor de "short stories". "The Big Sleep" (1939) foi o seu primeiro romance, onde aparece pela primeira vez Philip Marlowe, que figura na totalidade dos seus seis romances. Todos eles foram adaptados ao cinema e Humphrey Bogart foi o actor que, em 1946, deu rosto a esta singular personagem da ficção.
A DÁLIA AZUL
Uma bela mulher é encontrada morta em circunstâncias misteriosas. O marido, que tinha acabado de chegar da guerra no Pacífico, descobre que a mulher o traía. Torna-se, então, o principal suspeito do assassinato. Mas quem é realmente o assassino?
Raymond Chandler escreveu, originalmente, A Dália Azul como roteiro para o cinema. A Dália Azul transformou-se num clássico romance policial que mantém o suspense até ao último momento.

sábado, janeiro 21, 2012

Fado da Sina

Veja hoje este vídeo (extraído do filme de Henrique Campos "Um Homem do Ribatejo"), que mostra Hermínia Silva a cantar o célebre «Fado da Sina».
Hermínia Silva (1907 - 1993) foi uma fadista portuguesa, que nasceu cinco anos depois de Ercília Costa, a primeira fadista que saiu das fronteiras de Portugal.
Hermínia, cedo se tornou presença notada nos retiros de Lisboa, que não hesitaram em contratá-la, pela originalidade com que cantava o Fado. O Fado dos Bairros de Lisboa estava-lhe nas veias, não fôra ela nascida, ali mesmo junto ao Castelo de São Jorge. Passados poucos anos, em 1929, Hermínia Silva estreava-se numa Revista do Parque Mayer.
Hermínia trouxe para o fado, letras menos tristes, por vezes com um forte cunho de crítica social, e fados não tradicionais, compostos por maestros como Jaime Mendes e compositores como Raul Ferrão, criando assim o chamado "fado musicado".
Hermínia Silva torna-se pois, na fadista que iria levar o Fado para as grandes salas do Teatro de Revista. A sua fama atingiu um tal ponto que o Cinema, quis aproveitar o seu sucesso como figura de grande plano.
Efectivamente, nove anos depois de se ter estreado na Revista, Hermínia integra o elenco do filme de Chianca de Garcia, "Aldeia da Roupa Branca (1938)", num papel que lhe permite cantar no filme. Nascera assim, a que viria a ser considerada, a segunda artista mais popular do século XX português, depois de Amália Rodrigues.
Depois de várias presenças no estrangeiro, com especial incidência no Brasil e em Espanha, Hermínia aposta numa carreira mais concentrada em Portugal.
Em 1943 é chamada para mais um filme, o "Costa do Castelo", e em 1946 roda "O Homem do Ribatejo", onde canta o Fado da Sina.
Cantou quase até morrer, na sua Casa - "O Solar da Hermínia", restaurante que manteve quase até ao fim da sua vida artística.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

A MÚSICA

A música partilha com a flor
a carne que se alaga como um copo.
A música é um rizoma atómico
cheia de sílabas grossas e finas
no peito maduro da onda.

Por isso a onda cai e a flor
também. E se te digo sei que ficas
triste e é quando substituis essa
geração de força por dois pequenos
vasos à entrada do teu dorso (e qual
és tu e qual sou eu é uma haste subindo)

Do teu lado esquerdo é dia.
O vestido é branco e aponta
a cidade a que chegas com os
dedos, rodando os ombros mas
não a cabeça. O teu olhar
é uma ferida musical sem verbo fixo:
a penumbra bate às vezes na
pálpebra, outras na imaginação.

A queda gera o seu próprio
impulso, como se fosse o preen-
chimento de uma forma: chama-se amor
e serve para os ouvintes ouvirem o esbracejar
do desejo, esses versos de asa silenciosa-
ouves?

Há poetas azuis que julgam que a
coerência é um pardal azul (da goela
até aos pés). Normalmente limpam os óculos
com coerência, em vez de com (enfim)
e depois vêem o mesmo pardal, a todas
as horas do dia e da noite, sentado azul-
mente sobre o seu nariz azul.

Pela direita, dizes que os versos
não caem se mudares constantemente
o chão. Mas os sonhos sim, e que a transla-
ção do vento sabe do remorso dos bichos mais
pequenos: procura as palavras junto ao chão
e se não me vires,
é porque o silêncio é também a música
e canto-a sem nome
para ti
Rui Costa (1972 - 2012) - in Um poema para Fiama, Labirinto (2007)

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Minutos de deslumbramento


A natureza é de uma beleza tão arrebatadora que quase nos deixa sem respiração.
Umas vezes, quase diariamente, ela fala-nos com a sua voz suave e nós não a ouvimos. Outras vezes grita-nos e... continuamos sem a ouvir.
Mas, se quisermos continuar a apreciar as suas belezas naturais temos que aprender a ouvi-la e a entendê-la. O mínimo que que cada um de nós pode fazer é ajudar a preservá-la.
Nada melhor do que este documentário para deixar aqui este alerta.




quarta-feira, janeiro 18, 2012

Portugal é...

Portugal é para mim o país mais belo do mundo, apesar de todos os problemas que temos passado e de todos os obstáculos que se puseram à nossa frente. Nós, o povo português, sempre conseguiu viver com isto, porque não somos uma nação de desistentes.
Podemos ser um povo sofredor e podemos estar no maior sarilho da história do nosso país, mas ele é a nossa casa, o que nos define. E, eu terei sempre orgulho em dizer bem alto, para todos ouvirem: eu sou português e tenho orgulho do meu país.
Iago A. - 10º B

terça-feira, janeiro 17, 2012

Uma delícia...



Se gosta de ginástica olímpica, assista ao espetáculo proporcionado por Paulette Huntinova, ou será melhor dizer por Paul Hunt!
É, de facto preciso ter-se muito talento, flexibilidade e sentido de humor!!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Kalinka e não só...

Hoje não perca a "performance" do Coro do Exército Russo, interpretando algumas das melhores canções russas de todos os tempos, desde a célebre Kalinka até aos "Barqueiros do Volga".
"Kalinka" é uma conhecida música russa escrita e composta em 1860 pelo compositor Ivan Petrovich Larionov e representada pela primeira vez em Saratov. Foi, posteriormente, popularizada por um grupo coral ao qual tinha sido cedida pelo compositor. Esta canção foi também foi regravada pelo cantor russo Vitas no seu CD Obras-primas de Três Séculos (2010).
"Barqueiros do Volga", é uma canção sublime do folclore russo, que começa de uma forma vagarosa e triste e, em crescendo, termina com um vigor quase arrepiante.
Aprecie estas canções ouvindo este extraordináriocoro.

domingo, janeiro 15, 2012

Nos teus braços...

Cuca Roseta é uma joven fadista portuguesa que começou a cantar no coro da igreja dos Salesianos, em São João do Estoril, próximo de Lisboa.
Colaborou com os Toranja, de Tiago Bettencourt, onde substituiu Mariana Norton, tendo em seguida abandonado este grupo para se dedicar, inteiramente, ao fado.
Começou a frequentar Casas de Fado, com amigos, apenas aos 18 anos. Foi convidada por João Braga para participar num programa na RTP e depois recebeu o convite de Mário Pacheco para cantar no seu Clube do Fado.
É no Clube do Fado que é convidada por Ivan Dias para participar no filme "Fados", de Carlos Saura. Na mesma semana e no mesmo local conhece o músico e produtor argentino Gustavo Santaolalla com quem viria a gravar o seu primeiro disco.
Lança em 2011 o seu primeiro álbum de originais, produzido por Gustavo Santaolalla e tendo como single de avanço "É Lisboa a Namorar".
Ouça esta jovem fadista portuguesa apelidada de "a nova voz do fado" em "Nos teus braços" ou veja-a aqui em "Maria Lisboa".

sábado, janeiro 14, 2012

O Falcão de Malta

O Falcão de Malta, é um romance policial de 1930, do escritor americano Dashiell Hammett.
Considerada uma das melhores obras do autor, o seu enredo foi adaptado diversas vezes para o cinema.
O personagem principal é Sam Spade, que só aparece neste romance e em mais três contos menos conhecidos, do autor. Porém, este personagem é considerado uma das figuras responsáveis pela consolidação do género do romance "noir". Philip Marlowe, por exemplo, o personagem de Raymond Chandler, foi fortemente influenciado pelo Spade de Hammett.
Sam Spade reune diversas características de detetives anteriores. O que mais o caracteriza é a frieza, a sua atenção aos detalhes e a sua determinação incansável para conseguir uma justiça muito própria.
O Falcão de Malta fala de um tesouro pelo qual vale a pena matar. Sam Spade é um detective privado já curtido pelo tempo, com o seu solitário código de ética. Um bizarro ladrão chamado Joel Cairo, um homem gordo que dá pelo nome de Gutman e Brigid O'Shaughnessy, uma bela e traiçoeira mulher cuja lealdade muda com um tilintar de moedas, são os outros personagens. Estes são os ingredientes da melhor obra, da brilhante ficção policial, de Dashiell Hammett, uma novela que seduziu gerações de leitores.
Algumas das críticas de imprensa dizem o seguinte, acerca deste livro:
"O Falcão de Malta não é apenas a melhor história de detectives que alguma vez lemos; é um romance extraordinariamente bem escrito." - The Times Literary Suplement.
"Um reconhecido ponto de referência literário." - The New York Times Book Review.
"Dashiell Hammett é original. É um mestre das histórias de detectives, sim, mas também um escritor dos diabos." - The Boston Globe.
"A prosa de Hammett é limpa e totalmente excepcional. As suas personagens são as mais perspicazes e concisamente definidas da ficção americana." - The New York Times
Se quiser pode ver, já a seguir, o trailer do filme de 1941 com Humphrey Bogart e Mary Astor. Mas, sefor muito curioso, pode também visualizar um pequeno extrato do mesmo filme, clicando aqui.

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Vamos até ao Alasca?

Vai uma voltinha de combóio até ao Alasca?
Não perca a oportunidade de fazer este passeio, sem ter que sair de casa! Para isso, basta ver a apresentação de hoje.
O Alasca é um dos 50 estados dos Estados Unidos, sendo o mais setentrional, o mais ocidental e o de maior em extensão territorial deste país. É maior do que os estados americanos do Texas, da Califórnia e de Montana juntos (respectivamente o segundo, o terceiro e o quarto mais extensos). É também considerado por alguns como o estado mais oriental do país, uma vez que duas das ilhas do Arquipélago das Aleutas estão localizadas no Hemisfério Oriental.
O Alasca é uma península e faz fronteira somente com o Canadá (território do Yucão, província da Colúmbia Britânica). É um dos dois estados americanos (o segundo estado é o Havaí) que não fazem parte dos Estados Unidos continentais e o seu cognome oficial é "The Last Frontier" (A Última Fronteira).
O Alasca é também o estado mais escassamente povoado dos Estados Unidos. Se fosse um país o Alasca seria o 17° maior país do mundo em extensão territorial. A maior parte da população do Alasca vive na região sul e sudeste do estado. Atualmente, a discussão sobre a independência do Alasca tem ganho força e está na ordem do dia.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

DOS NOSSOS MALES


A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...
Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 11, 2012

RECORDO AINDA


Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...
Mário Quintana

terça-feira, janeiro 10, 2012

Uma Lição de Alegria

Snoopy é um cão de raça Beagle, personagem da história em quadradinhos "Peanuts", criado por Charles Schulz.
Esta personagem aparece pela primeira vez em 1950. Snoopy foi durante dois anos uma figura silenciosa, agindo como um cão real (caminhava sobre as quatro patas) mas, em Outubro de 1952, verbalizou os seus pensamentos aos leitores, pela primeira vez, através de balões. Snoopy tinha, também, a capacidade de entender tudo o que as restantes personagens dos Peanuts, com quem interagia, diziam. Schulz, após esta data, passou a incluir essas características na sua banda desenhada.
Snoopy é um cão extrovertido, com muitas virtudes. A maior parte delas não são reais, mas sonhos que fazem parte do seu mundo de fantasia, que aparecem quando Snoopy dorme no telhado da sua casota.
Muitos dos momentos memoráveis dos "Peanuts" ocorreram durante esses sonhos nos quais ele era um escritor.
À exceção do seu dono, Charlie Brown, o melhor amigo de Snoopy é o pequeno pássaro amarelo Woodstock, que apenas "fala" em marcas da apóstrofe.
Hoje proponho-lhe que veja "Uma Lição de Alegria", com o Snoopy. Se quiser, entretanto, ver também as partes 2 e 3 é só clicar aqui e aqui.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O Passarinho

A ilha de São Miguel (Açores) fica situada no coração do Atlântico, e, é conhecida pela extraordinária diversidade de espécies que habita as suas águas. Mas este paraíso subtropical guarda outros tesouros em terra. Nas encostas montanhosas a Leste, encontramos a última mancha de floresta Laurissilva da ilha: o reino de um animal tímido e ameaçado – o Priolo.
O Priolo é uma espécie endémica da ilha de São Miguel e uma das aves canoras mais raras da Europa. A sua sobrevivência depende profundamente da preservação de um habitat único e ameaçado - a floresta Laurissilva.
Em 2009, Madalena Boto, realizou uma curta-metragem de 10 minutos sobre o Priolo e os perigos que ameaçam a conservação desta ave. Este vídeo serviu de apresentação do filme, que foi exibido em Dezembro pela SIC.
Esta é uma das três propostas que lhe faço hoje.

Priolo - teaser from Madalena Boto on Vimeo.

Primeiro veja a apresentação do Priolo e depois o filme de 2009 (que foi o Projecto final de curso em Produção de Documentários de Vida Selvagem na Universidade de Salford, e foi realizado com o apoio da equipa do Projecto LIFE Priolo da SPEA), clicando aqui.

Agora assista também, à espera frenética da autora deste projeto (a jovem realizadora Madalena Boto) pelos passarinhos, durante as duas primeiras semanas de rodagem do filme.

Behind the scenes from Madalena Boto on Vimeo.

domingo, janeiro 08, 2012

Doll Aria

Carla Maffioletti é uma cantora lírica natural de Porto Alegre, capital do Rio grande do Sul (Brasil), que faz um grande sucesso na Europa.
No vídeo abaixo, ela interpreta a "Doll Aria", da Ópera "Tales of Hoffmann" de Offenbach, acompanhada por André Rieu e a Orquestra de Johan Strauss. Este espectáculo foi gravado ao vivo e realizou-se, em 2009, na praça Vrijthof em Maastricht.
Nesta apresentação, Carla Maffioletti canta espantosamente, sendo de salientar os agudos e as notas altas que consegue atingir. Ora veja!

sábado, janeiro 07, 2012

"Paixão Criola"

Ouça, aqui, os Tabanka Djaz a cantar "Paixão Criola"
Os Tabanka Djaz actuaram na estreia do programa Embondeiro, onde o ritmo, a música e a sua dança chamaram a atenção.
Este grupo surgiu em 1989 e, em 1990, editaram com sucesso o primeiro disco: "Tabanka Djaz". A aposta musical do grupo assenta no Gumbé - ritmo de música de cariz urbano, oriundo especificamente da região de Bissau. O Gumbé é executado exclusivamente por instrumentos tradicionais, onde predomina a tina que se toca com uma cabaça emborcada num tanque meio cheio de água.
Em 1996, editaram "Sperança". Com este novo disco, o grupo conquista, pela primeira vez, o disco de platina, feito único para um grupo africano de expressão portuguesa. Como se isso não bastasse, "Sperança" é nomeado, em 1997, para os Ngwomo África (os Grammies do continente africano), com três nomeações.
Em 2002, surge "Sintimento", o quarto álbum de uma carreira que já vai com 12 anos.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Cantigas de Reis

CANTIGA DE REIS
Ó da casa, nobre gente
Escutareis e ouvireis:
Das bandas do Oriente
São chegados os três reis.

São três reis, são três courados
Vinde ver quem vos courou,
E mais quem vos ordenou
No vosso santo caminho.

Mandou Deus, por uma estrela,
Que lhe ensinasse o caminho;
A estrelinha foi pousar
Ao alto de uma cabana...

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três;
Adoraram Deus Menino,
Cada um por sua vez.
Todos três lhe ofereceram
ouro e mirra e incenso;
Não lhe ofereceram mais nada,

Porque ele era Deus Imenso.
Vitorino

CANTAR DOS REIS (Donões, Montalegre)
Letra e música: popular: Trás-os-Montes;

Aqui vem as três rosinhas
quatro ou cinco ou seis
se o senhor nos dá licensa
vimos lhe cantar os reis
Os três reis do oriente
já chegaram a Belém
visitar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem
O menino está no berço
coberto c’o cobertor
eos anjinhos estão cantando
louvado sej’o Senhor
O Senhor por ser Senhor
nasceu nos tristes palheiros

deixou cravos deixou rosas
deixou lindos travesseiros
também deixou a abelhinha
abelhinha com o seu mel
para fazer um docinho
ao divino Emanuel
Você diz que tem bom vinho
có có có
venha-nos dar de beber
rintintin
florin-tintin
traililairo
J.Joao

quinta-feira, janeiro 05, 2012

A Marmelada e os Descobrimentos

O marmeleiro é originário da Ásia e foi introduzido na Europa há 4 mil anos. O fruto que dá, apesar do aroma agradável, nem sempre se torna apetitoso ao natural. É ao mesmo tempo doce, ácido e amargo. Em compensação, presta-se à elaboração de doces: geleia, compota, além da marmelada.
A marmelada é um puré de marmelo cozido com açúcar em partes iguais, com o objetivo de o conservar. Pode ser branca ou vermelha.
É uma especialidade da doçaria regional portuguesa. Uma das mais famosas era a de Odivelas (próximo de Lisboa) fabricada no antigo mosteiro pelas monjas e que foi, depois, l evada para várias partes do mundo.
Não confundir com a "Marmelade" inglesa ou americana feita de laranjas . Em inglês, deveria designar-se, com mais propriedade, a marmelada portuguesa por "Quince cheese", geleia feita do marmelo.
Em alemão, "Marmelade" é também sinónimo de "doce de fruta", e pode fazer-se de qualquer fruta... até de cenoura ou de abóbora!
Já agora, sabia que os navegadores portugueses levavam sempre caixas de marmelada nas suas provisões de viagem?
Em 1497 Vasco da Gama, já na primeira viagem às Índias embarca nas naus a maior quantidade possível de marmelada para alimentar a tripulação e para presentear os povos que encontrasse pelo caminho, da costa oriental de África, de Moçambique a Calecute.

Vasco da Gama perdeu grande parte da sua tripulação (cerca de 2/3) por causa do escorbuto, na viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia, porque ignorava que a marmelada que transportava os podia salvar.


A doença só ficou a conhecer-se melhor nas viagens marítimas do século XVI. O escorbuto era conhecido na época das navegações portuguesas (séculos XV e XVI) como "mal de Angola" pois era nas proximidades deste país que os sintomas da doença começavam a afectar as tripulações dos navios portugueses que cruzavam o Cabo da Boa Esperança em direcção à Índia. Foi estimado que cerca de um milhão de marinheiros sucumbiram ao escorbuto nos séculos XVII e XVIII.
Pedro Álvares Cabral também transportou o doce na expedição de descoberta do Brasil.
A irmã de Afonso de Albuquerque enviou-lhe para a Índia, em 1512, marmelada e mel “rosado”. No livro D. João de Castro, (Livraria Civilização, Porto, 1945), sobre o vice-rei da Índia, a inglesa Elaine Sanceau fala da paixão do biografado por marmelada. Em 1545, a sua mulher, Leonor Coutinho, que ficara em Lisboa, enviou-lhe por mar para Goa uma enorme caixa de marmelada, à guarda do mestre da nau, que jurou "por Deus" entregar o volume intacto ao destinatário. Era a única fraqueza de D. João de Castro, homem frugal, guerreiro, versado em ciências e administrador honrado.

Pensa-se que a primeira marmelada preparada no Brasil (em São Paulo) foi feita pelo fidalgo e militar português Martim Afonso de Souza, donatário da Capitania de São Vicente. Foi ele que na primeira metade do século XVI, introduziu o marmeleiro e a cana-de-açúcar nas terras que recebeu do rei D. João III.
A infanta Maria, neta do rei Manuel I, incluiu a receita do doce no seu famoso caderno de cozinha, quando casou em 1565 com Alessandro Farnese, terceiro duque de Parma e Piacenza, na Itália. O mesmo fez Catarina Henriqueta de Bragança, filha do rei D. João IV,
ao casar com Carlos II, da Inglaterra, em 1662. Introduziu a marmelada (e também o chá) naquele país, mas da sua contribuição sobrou apenas o nome, "marmelade". Ainda hoje o doce é preparado ali com laranja, e não com marmelo, fruta menos valorizada pelos ingleses.
A área dedicada ao cultivo do marmeleiro, no Brasil, é cada vez menor. Actualmente, o cultivo limita-se a certas áreas de Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, onde a marmelada já foi o principal produto de exportação, antes do ciclo do café. Assim,a marmelada encontra-se, hoje, em declínio no Brasil.

Nota: "Post" elaborado a partir de algumas informações (entre outras pesquisas) enviadas por mail pelos Diálogos Lusófonos, a quem apresento os meus melhores agradecimentos.




































quarta-feira, janeiro 04, 2012

Gaivota

O tema "Gaivota", na voz de Sónia Tavares, faz parte do álbum Amália Hoje, lançado em 2009, pelo projecto pop português Hoje, liderado pelo músico Nuno Gonçalves (The Gift). Este álbum foi editado no ano em que se completava uma década da morte da diva do fado, Amália Rodrigues.
Nuno Gonçalves assina a escolha do alinhamento, os arranjos e a direcção musical do grupo, de que fazem parte também Sónia Tavares (vocalista dos The Gift), Fernando Ribeiro (dos Moonspell) e Paulo Praça (ex-Turbo Junkie e Plaza).
Nuno Gonçalves descreve o Amália Hoje como "um disco épico, muito orgânico, mas pesado em termos de produção", já que contou com gravações em Londres com a London Session Orchestra e foi misturado em Dublin e Madrid. Ouça-os então, em Gaivota.

terça-feira, janeiro 03, 2012

A Lenda do Brilho da Lua

"A Lenda do Brilho da Lua" é um videoclip de 2007 (com a duração 2'53'') realizado por Gabriela Dreher (durante 3 semanas) em animação 2D (em flash).
A letra e a música estiveram a cargo de Emilio Pagotto e Silvio Mansani. A interpretação musical foi dos Cravo-da-terra.
A Lenda do Brilho da Lua conta a história de um rei malvado e invejoso que tenta roubar o brilho de uma princesa.
Aqui vai a letra:
"Era uma princesa
Tinha um brilho forte no olhar
Via nas estrelas
Companheiras de brincar

Houve um rei malvado
Invejoso pra danar
Quis roubar seu brilho
Transformar em pó
E tomar com água

Pra ficar mais belo
De se admirar
Para ter seu brilho
Que ninguém podia pegar

Ele fez de tudo
Mas não conseguiu arrancar

Ficou furioso
E mandou castigar


Nem o castigo cruel
Seu brilho pode apagar
E o rei então
Prendeu-a no céu
E ela vive na lua
Que vive a brilhar"

É um clip delicioso. Portanto, não perca a oportunidade de o apreciar!

segunda-feira, janeiro 02, 2012

I CAN ALWAYS MAKE YOU SMILE






Nada como começar o ano com um sorriso de esperança e de alegria.
Sugiro-lhe, assim, este pequeno filme de animação: "I can always make you smile"

domingo, janeiro 01, 2012

Recomeça…

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

sábado, dezembro 31, 2011

ESPERANÇA

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana

Três presentes de fim de ano

I
Querida, mando-te
uma tartaruguinha de presente
e principalmente de futuro
pois viverá uma riqueza de anos
e quando eu haja tomado a estígia barca
rumo ao país obscuro
ela te me lembrará no chão do quarto
e te dirá em sua muda língua
que o tempo, o tempo é simples ruga
na carapaça, não no fundo amor.

II
Nem corbeilles nem
letras de câmbio
nem rondós nem
carrão 69
nem festivais
na ilha d’amores
não esperes de mim
terrestres primores.
Dou-te a senha para
o dom imperceptível
que não vem do próximo
não se guarda em cofre
não pesa, não passa
nem sequer tem nome.
Inventa-o se puderes
com fervor e graça.

III
Sempre foi difícil
ah como era difícil escolher
um par de sapatos, um perfume.
Agora então, amor, é impossível.
O mau gosto
e o bom se acasalaram, catrapuz!
Você acha mesmo bacana esse verniz abóbora
ou tem medo de dizer que é medonho?
E aquele quadro (objeto)? Aquela pantalona?
Aquela poesia? Hem? O quê? Não ouço
a sua voz entre alto-falantes, não distingo
nenhuma voz nos sons vociferantes...
Desculpe, amor, se meu presente
é meio louco e bobo
e superado:
uns lábios em silêncio
(a música mental)
e uns olhos em recesso
(a infinita paisagem).
Carlos Drummond de Andrade - Memória Viva

sexta-feira, dezembro 30, 2011

DAS UTOPIAS


"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
Mário Quintana - Espelho Mágico