"Amazing Grace" é um conhecido hino tradicional protestante, cuja letra foi escrita pelo inglês John Newton.
Oiça este belo hino, na voz da cantora e professora de jazz romena, Anca Parghel (1957 - 2008).
Anca até 1989 ensinou canto, piano e improvisação no Liceu de Música de Suceava, no Conservatório de Música em Bucareste; em Bruges e Namur (La Marlagne), na Bélgica; em Hanover, Ravensburg, no Conservatório de Lípsia, Munique e Oldenburg), na Alemanha; no Reino Unido e em Chişinău, na Moldávia.
Participou também em importantes festivais de jazz desde 1984 (Bucareste, Braşov, Sibiu, Costineşti, Iaşi, Nuremberga, Lípsia, Varsóvia, Leverkusen, Viena, Liège, Tubinga, Munique, Linz, Zagreb, Varna, Łomża e Bratislava); e em clubes de jazz na Roménia, Bulgária, Alemanha, Bélgica, Áustria e Suíça.
Ao longo de sua carreira tocou não só com músicos romenos conhecidos, incluindo Johnny Raducanu, mas também, com celebridades mundiais do jazz como Billy Hart, Archie Shepp, Larry Coryell, Jean-Louis Rassinfosse, Phillipp Catherine, Marc Levine, Claudio Roditi, Thomas Stanko, Ricardo del Fra, Stéphane Galland, Jon Hendricks Band, Klaus Ignatzek etc.
Anca esteve radicada em Bruxelas, onde continuou a sua atividade como professora de jazz vocal, no Conservatório Real de Música da cidade e no Conservatório Lemmens, e como música e vocalista de jazz na cena jazzística da Bélgica, Alemanha e Holanda em trios, quartetos ou quintetos, com os músicos Ciprian Parghel (baixo), Tudor Parghel (percussão), Kurt Bulteel (piano) e Paolo Radoni (guitarra).
Ouça-a agora em dueto com Ozana Barabancea interpretando "Amazing Grace"..
E mais uma vez, Anca Parghel, em "A Foggy Day" (1993).
sábado, janeiro 24, 2015
sexta-feira, janeiro 23, 2015
A Terra do Nunca
A "Terra do Nunca" é uma ilha fictícia do livro "Peter Pan", do escritor escocês J. M. Barrie. A Terra do Nunca é a morada de Peter Pan, da Sininho e dos Meninos Perdidos. Peter Pan, o seu mais conhecido residente, recusou-se a crescer, sendo a Terra do Nunca muitas vezes usada como uma metáfora para o comportamento eternamente infantil, a imortalidade e o escapismo.
Alguns personagens da Terra do Nunca são: Peter Pan, os Meninos Perdidos, um bando de índios, as perigosas sereias, o Capitão Gancho e a sua tripulação de piratas e o crocodilo que comeu a mão do capitão. Peter Pan é o personagem mais importante da Terra do Nunca, e a actividade deste reino depende da sua presença ou ausência.
Peter Pan, personagem criada pelo escritor James Mathew Barrie, surgiu pela primeira vez no livro "The Little White Bird" (1902). Em 1904, Peter Pan sobe ao palco pela primeira vez, na peça "Peter Pan or The Boy Who Wouldn't Grow Up". Mais tarde, voltou a aparecer num livro com o título "Peter Pan in Kensington Gardens (1906)".
A peça posta em cena em 1904 torna-se um sucesso tão grande que, em 1911, é editada num livro com o mesmo nome. É nesta edição que conhecemos a família Darling, a Fada Sininho, os Meninos Perdidos, o Capitão Gancho e a Terra do Nunca.
Ainda como consequência do enorme sucesso da peça, que ainda hoje é encenada regularmente nos palcos de Londres, as aventuras de Peter Pan começam a ser adaptadas para o cinema.
Aparece pela primeira vez em filme em 1924, ainda no tempo do cinema mudo.
Outro filme famoso sobre esta personagem é o filme animado da Disney, de 1953. Houve ainda outras adaptações da história: uma delas foi "Hook", de 1991, e outra Peter Pan, de 2003, que é o primeiro filme interpretado por crianças, e sem ser de animação (e que pode ver no vídeo abaixo).
Alguns personagens da Terra do Nunca são: Peter Pan, os Meninos Perdidos, um bando de índios, as perigosas sereias, o Capitão Gancho e a sua tripulação de piratas e o crocodilo que comeu a mão do capitão. Peter Pan é o personagem mais importante da Terra do Nunca, e a actividade deste reino depende da sua presença ou ausência.Peter Pan, personagem criada pelo escritor James Mathew Barrie, surgiu pela primeira vez no livro "The Little White Bird" (1902). Em 1904, Peter Pan sobe ao palco pela primeira vez, na peça "Peter Pan or The Boy Who Wouldn't Grow Up". Mais tarde, voltou a aparecer num livro com o título "Peter Pan in Kensington Gardens (1906)".
A peça posta em cena em 1904 torna-se um sucesso tão grande que, em 1911, é editada num livro com o mesmo nome. É nesta edição que conhecemos a família Darling, a Fada Sininho, os Meninos Perdidos, o Capitão Gancho e a Terra do Nunca.
Ainda como consequência do enorme sucesso da peça, que ainda hoje é encenada regularmente nos palcos de Londres, as aventuras de Peter Pan começam a ser adaptadas para o cinema.Aparece pela primeira vez em filme em 1924, ainda no tempo do cinema mudo.
Outro filme famoso sobre esta personagem é o filme animado da Disney, de 1953. Houve ainda outras adaptações da história: uma delas foi "Hook", de 1991, e outra Peter Pan, de 2003, que é o primeiro filme interpretado por crianças, e sem ser de animação (e que pode ver no vídeo abaixo).
quinta-feira, janeiro 22, 2015
A Ossétia do Sul
A Ossétia do Sul é uma região do sul do Cáucaso. A Ossétia do Sul foi anexada pela Rússia em 1801, juntamente com a Geórgia, e incorporada no Império Russo. Após a Revolução Russa, o país fez parte da República Democrática da Geórgia, controlada pelos mencheviques, enquanto a Ossétia do Norte passou a fazer parte da República Soviética do Térek.
O governo soviético da Geórgia, posto no poder em 1921 pelo 11º Exército Vermelho, controlado pelo ditador Stalin, criou, no ano seguinte, o oblast (distrito) autónomo da Ossétia do Sul. Muito embora os ossetas tenham o seu próprio idioma, o osseto, o russo e o georgiano passaram a ser os idiomas administrativos e estatais. Durante a era soviética, sob o governo georgiano, o país experimentou uma relativa autonomia, que incluía o uso do osseto e o seu ensino nas escolas
A Ossétia do Sul, fez, então, parte da República Socialista Soviética da Geórgia. Tornou-se independente de facto da Geórgia, como República da Ossétia do Sul (a capital é Tskhinval), durante o conflito osseto-georgiano no início da década de 1990.
Apesar disto a maioria dos países da Organização das Nações Unidas continuam a considerar a Ossétia do Sul como parte integrante da Geórgia.
No entanto, em 26 de agosto de 2008 o parlamento e presidente russos anunciaram o reconhecimento formal da independência da região (juntamente com o da Abcásia). O povo da Ossétia do Sul deseja unir-se aos seus semelhantes étnicos da Ossétia do Norte, que é uma república autónoma dentro da Federação Russa.
O governo soviético da Geórgia, posto no poder em 1921 pelo 11º Exército Vermelho, controlado pelo ditador Stalin, criou, no ano seguinte, o oblast (distrito) autónomo da Ossétia do Sul. Muito embora os ossetas tenham o seu próprio idioma, o osseto, o russo e o georgiano passaram a ser os idiomas administrativos e estatais. Durante a era soviética, sob o governo georgiano, o país experimentou uma relativa autonomia, que incluía o uso do osseto e o seu ensino nas escolas
Apesar disto a maioria dos países da Organização das Nações Unidas continuam a considerar a Ossétia do Sul como parte integrante da Geórgia.
No entanto, em 26 de agosto de 2008 o parlamento e presidente russos anunciaram o reconhecimento formal da independência da região (juntamente com o da Abcásia). O povo da Ossétia do Sul deseja unir-se aos seus semelhantes étnicos da Ossétia do Norte, que é uma república autónoma dentro da Federação Russa.
quarta-feira, janeiro 21, 2015
O Convento de São Bernardo de Tabosa
O Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa (também conhecido como Convento de São Bernardo de Tabosa), está situado no lugar de Tabosa, freguesia de Carregal, concelho de Sernancelhe (Portugal).
As ruínas deste Convento de São Bernardo de Tabosa estão situadas numa zona montanhosa e isolada, o que é típico das casas da Ordem de Cister. Actualmente, apenas se conserva a igreja, a sacristia, o claustro e o mirante.
Este mosteiro foi fundado no ano de 1692, segundo uma doação de D. Maria Pereira, senhora de origens fidalgas e de largas posses, mulher de Paulo Homem Telles, Governador das Armas da Provincia da Beira, que lhe deixou oito mil cuzados de renda. O Convento foi fundado na sua Quinta da Luz, sita no lugar de Tabosa, sendo o último mosteiro ou convento cisterciense a ser criado em Portugal, e o 12º feminino da Ordem de Cister no nosso país. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado português desde 1971.
A este lugar ermo recolheram-se as primeiras freiras, vindas do Convento de Nossa Senhora da Nazaré, da freguesia do Mocambo da cidade de Lisboa, onde se seguiam também os mesmos princípios austeros, de recolhimento e de recuperação da espiritualidade que a Reforma Recolecta pretendia devolver à Ordem de Cister.
O Mosteiro aberto com a vinda de 5 freiras daquele Convento de Lisboa, e 2 monjas conversas, inicia então a sua história e percurso nos pouco mais de 150 anos que acolheu monjas cistercienses.
O actual proprietário (economista e publicitário a trabalhar em Lisboa, mas desde há anos um estudioso e apaixonado pela história e património de Cister) do Mosteiro de Tabosa explicou que "Este é o sítio para onde quero vir viver na minha reforma; será o meu retiro" e "Quero vir viver para aqui, mas também quero partilhá-lo com a comunidade". Ainda bem.
As ruínas deste Convento de São Bernardo de Tabosa estão situadas numa zona montanhosa e isolada, o que é típico das casas da Ordem de Cister. Actualmente, apenas se conserva a igreja, a sacristia, o claustro e o mirante.
Este mosteiro foi fundado no ano de 1692, segundo uma doação de D. Maria Pereira, senhora de origens fidalgas e de largas posses, mulher de Paulo Homem Telles, Governador das Armas da Provincia da Beira, que lhe deixou oito mil cuzados de renda. O Convento foi fundado na sua Quinta da Luz, sita no lugar de Tabosa, sendo o último mosteiro ou convento cisterciense a ser criado em Portugal, e o 12º feminino da Ordem de Cister no nosso país. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado português desde 1971.
A este lugar ermo recolheram-se as primeiras freiras, vindas do Convento de Nossa Senhora da Nazaré, da freguesia do Mocambo da cidade de Lisboa, onde se seguiam também os mesmos princípios austeros, de recolhimento e de recuperação da espiritualidade que a Reforma Recolecta pretendia devolver à Ordem de Cister.
O Mosteiro aberto com a vinda de 5 freiras daquele Convento de Lisboa, e 2 monjas conversas, inicia então a sua história e percurso nos pouco mais de 150 anos que acolheu monjas cistercienses.O actual proprietário (economista e publicitário a trabalhar em Lisboa, mas desde há anos um estudioso e apaixonado pela história e património de Cister) do Mosteiro de Tabosa explicou que "Este é o sítio para onde quero vir viver na minha reforma; será o meu retiro" e "Quero vir viver para aqui, mas também quero partilhá-lo com a comunidade". Ainda bem.
terça-feira, janeiro 20, 2015
Dor de Alma
polvilhado de canela;
Era bom mas acabou-se
desde que a vida me trouxe
outros cuidados com ela.
Eu, infante, não sabia
as mágoas que a vida tem.
Ingenuamente sorria,
me aninhava e adormecia
no colo da minha mãe.
Soube depois que há no mundo
umas tantas criaturas
que vivem num charco imundo
arrancando arroz do fundo
de pestilentas planuras.
Um sol de arestas pastosas
cobre-os de cinza e de azebre
à flor das águas lodosas,
eclodindo em capciosas
intermitências de febre.
Já não tenho o teu engodo,
Ó mãe, nem desejo tê-lo.
Prefiro o charco e o lodo.
Quero o sofrimento todo,
Quero senti-lo, e vencê-lo.
segunda-feira, janeiro 19, 2015
Lilliput
Como professora de geografia e apreciadora de livros desde sempre, começo hoje a recordar alguns dos lugares imaginários, que me fizeram sonhar durante a infância. Esta é também uma outra forma de falar de livros e incentivar a leitura.
Lilliput é uma ilha fictícia do romance "As Viagens de Gulliver", do escritor irlandês Jonathan Swift.
Swift apresentou-a como parte de um arquipélago de onde também faz parte Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas.
Nessa ilha a personagem principal (Gulliver) deparou-se com uma população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), chamadas lilliputeanos, que o tomaram por gigante.
Blefuscu e Liliput são sátiras, respectivamente, da França e Inglaterra no começo do século XVIII. Enquanto que o povo de Liliput agiu de forma traiçoeira contra Gulliver, o povo de Blefescu foi honesto e directo, mostrando a má vontade de Swift em relação a seus conterrâneos.

Sinopse:
"Após uma grande tempestade que destruiu o navio e matou toda a tripulação, Gulliver consegue chegar a Lilliput, onde todos os habitantes são pequeninos. No início, é tratado como prisioneiro, mas aos poucos vai ganhando a confiança da população. O rei de Lilliput, sempre em guerra com o reino vizinho de Blefuscu, pede ajuda a Gulliver para ganhar a batalha. Ele aceita, com algumas restrições. Acaba sendo perseguido e foge para Blefuscu, onde vive novas aventuras".
Se quiser conhecer a história veja o filme abaixo, em desenho animado, baseado n' As Viagens de Gulliver (1939).
Lilliput é uma ilha fictícia do romance "As Viagens de Gulliver", do escritor irlandês Jonathan Swift.
Swift apresentou-a como parte de um arquipélago de onde também faz parte Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas.
Nessa ilha a personagem principal (Gulliver) deparou-se com uma população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), chamadas lilliputeanos, que o tomaram por gigante.
Blefuscu e Liliput são sátiras, respectivamente, da França e Inglaterra no começo do século XVIII. Enquanto que o povo de Liliput agiu de forma traiçoeira contra Gulliver, o povo de Blefescu foi honesto e directo, mostrando a má vontade de Swift em relação a seus conterrâneos.

Sinopse:
"Após uma grande tempestade que destruiu o navio e matou toda a tripulação, Gulliver consegue chegar a Lilliput, onde todos os habitantes são pequeninos. No início, é tratado como prisioneiro, mas aos poucos vai ganhando a confiança da população. O rei de Lilliput, sempre em guerra com o reino vizinho de Blefuscu, pede ajuda a Gulliver para ganhar a batalha. Ele aceita, com algumas restrições. Acaba sendo perseguido e foge para Blefuscu, onde vive novas aventuras".
Se quiser conhecer a história veja o filme abaixo, em desenho animado, baseado n' As Viagens de Gulliver (1939).
domingo, janeiro 18, 2015
A Transnístria
A Transnístria é uma região no Leste Europeu que pertence oficialmente à Moldávia, embora tenha unilateralmente declarado a sua independência em 1990 com a ajuda de contingentes russos e cossacos. A capital desta região é Tiraspol.
A região mantém-se, de facto, independente com o auxílio de forças russas. O Conselho da Europa considera a questão da Transnístria um conflito congelado. No entanto, esta região aprovou em referendo a integração do território na Federação Russa em 2006.
Os nativos chamam ao país República Moldava da Pridnestróvia (Pridnestróvskaia Moldávskaia Respúblika), não aceitando o termo "Transnístria" por o considerarem romeno.
O território hoje independente de facto não corresponde literalmente ao termo 'Transnístria' (quer na acepção russófona quer na acepção moldava), porquanto não fica "além do rio Dniester", mas é antes atravessado por ele.O pequeno território tem meio milhão de habitantes, estima-se que cerca de 200 mil têm um passaporte russo e tem 1500 militares russos em permanência.
sábado, janeiro 17, 2015
10 Estados não reconhecidos internacionalmente
Neste momento existem pelo menos 10 Estados não reconhecidos internacionalmente, sendo que a existência de 9 deles também não é reconhecida pela própria Organização das Nações Unidas.
O Estado da Palestina é, no entanto, um Estado observador da Organização das Nações Unidas.
Estes estados são denominados Estados de facto mas não de jure.
Alguns deles têm décadas de existência e controlam realmente o seu território nacional, sendo que alguns são inclusive reconhecidos por um ou mais Estados (é o caso de Taiwan, da Palestina ou do Saara Ocidental que é reconhecido por 81 países). Outro é considerado pelos críticos como folclore (Seborga).
Esta situação não é um fenómeno recente e vários países declararam a sua indepêndencia unilateralmente: foi o caso de Portugal, por exemplo, e dos próprios Estados Unidos.
O Estado da Palestina é, no entanto, um Estado observador da Organização das Nações Unidas.
Estes estados são denominados Estados de facto mas não de jure.
Alguns deles têm décadas de existência e controlam realmente o seu território nacional, sendo que alguns são inclusive reconhecidos por um ou mais Estados (é o caso de Taiwan, da Palestina ou do Saara Ocidental que é reconhecido por 81 países). Outro é considerado pelos críticos como folclore (Seborga).
Esta situação não é um fenómeno recente e vários países declararam a sua indepêndencia unilateralmente: foi o caso de Portugal, por exemplo, e dos próprios Estados Unidos.
sexta-feira, janeiro 16, 2015
Ilhas de Lixo
Os oceanos e os mares estão cada vez mais poluídos.
O Programa Ambiental da ONU constatou que o plástico forma 90% do lixo flutuante dos oceanos. Este lixo está depositado na sua maior parte no Oceano Pacífico.
São 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para ali pelas correntes marítimas e que formam um amontoado de 700 mil km2.
A quantidade de lixo sobre o Pacífico é de tal modo impressionante, queo activista ecológico Marcus Eriksen refere que se parece com "uma ilha de lixo plástico sobre a qual se pode andar. É uma sopa de plástico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode corresponder a até duas vezes o tamanho dos EUA".
O lixo está a agrupar-se no mar devido à influência das correntes marítimas, formando assim verdadeiras ilhas oceânicas de lixo. Translúcida, esta "mancha" flutua rente à linha da água, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 km da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e estende-se quase até ao Japão. Dois factores contribuem para formação deste problema: a acção humana e a própria natureza.
Em algumas áreas o plástico supera a quantidade de plâncton e a estimativa é de que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte a mais de um milhão de aves e a mais de 100 mil mamíferos marinhos.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pelo que não há processo natural que o elimine. É a durabilidade do plástico que o torna tão útil às pessoas. Mas, é isso também, que o torna tão prejudicial à natureza.
Entre 2010 e 2011 ocorreu a Expedição Malaspina 2010, uma expedição científica que deu a volta ao mundo a bordo de dois navios oceanográficos, com uma equipa de cientistas que puderam estudar e avaliar o impacto e a quantidade de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico.
Em 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambicionava dar visibilidade mundial a esta "catástrofe ecológica", através da recolha de imagens e de observações científicas.
Se quiser ficar a saber mais sobre o assunto, veja com atenção o vídeo que se segue.
Não perca esta oportunidade!
O Programa Ambiental da ONU constatou que o plástico forma 90% do lixo flutuante dos oceanos. Este lixo está depositado na sua maior parte no Oceano Pacífico.
São 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para ali pelas correntes marítimas e que formam um amontoado de 700 mil km2.
A quantidade de lixo sobre o Pacífico é de tal modo impressionante, queo activista ecológico Marcus Eriksen refere que se parece com "uma ilha de lixo plástico sobre a qual se pode andar. É uma sopa de plástico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode corresponder a até duas vezes o tamanho dos EUA".
O lixo está a agrupar-se no mar devido à influência das correntes marítimas, formando assim verdadeiras ilhas oceânicas de lixo. Translúcida, esta "mancha" flutua rente à linha da água, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 km da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e estende-se quase até ao Japão. Dois factores contribuem para formação deste problema: a acção humana e a própria natureza.Em algumas áreas o plástico supera a quantidade de plâncton e a estimativa é de que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte a mais de um milhão de aves e a mais de 100 mil mamíferos marinhos.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pelo que não há processo natural que o elimine. É a durabilidade do plástico que o torna tão útil às pessoas. Mas, é isso também, que o torna tão prejudicial à natureza.
Entre 2010 e 2011 ocorreu a Expedição Malaspina 2010, uma expedição científica que deu a volta ao mundo a bordo de dois navios oceanográficos, com uma equipa de cientistas que puderam estudar e avaliar o impacto e a quantidade de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico.Em 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambicionava dar visibilidade mundial a esta "catástrofe ecológica", através da recolha de imagens e de observações científicas.
Se quiser ficar a saber mais sobre o assunto, veja com atenção o vídeo que se segue.
Não perca esta oportunidade!
quinta-feira, janeiro 15, 2015
O Corpo É Que Paga
![]() |
| António Variações |
Veja este original músico português, na célebre música "O Corpo É Que Paga".
Esta é a edição de um vídeo (Youtube) de João Graça feito a partir da versão original de "O Corpo É Que Paga" que tem música e letra de António Variações.
Quando a cabeça….
Quando a cabeça não tem juizo
Quando te esforças mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagar
Se tu estás a gostar
Quando a cabeça não se liberta
Das frustaçoes inibiçoes toda essa força
Que te aperta o corpo é que sofre
As privaçoes mutilaçoes (lap tap tere ...)
Quando a cabeça está convencidaDe que ela é a oitava maravilha
O corpo é que sofre
O corpro é que sofre
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofre
Se isso te dá prazer
Quando a cabeça está nessa confusão
Já sem saber que hás-de fazer, e já és tudo o que te vem à mão
O corpo é que fica
Fica a cair sem resistir (lap tap tere ...)
Quando a cabeça rola pro abismo
Tu não controlas esse nervosismo
A unha é que paga
A unha é que paga
Não paras de roer
Nem que esteja a doer
Quando a cabeça não tem juizo
E tu não sabes mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga
Deixa´ó pagar deixa´ó pagarSe tu estás a gostar
Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso te dá prazer
Deixa´ó cantar deixa´ó cantar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó beijar deixa´ó beijar
Se tu estás a gostar
Deixa´ó gritar deixa´ó gritar
Se tu estás a libertar
quarta-feira, janeiro 14, 2015
O Carimbó
O Carimbó é uma das mais tradicionais expressões culturais da região amazónica.
O Carimbó é uma dança de roda, característica do litoral do Pará, mas que se espalhou também pela região nordeste, do Brasil.
O carimbó é considerado um género de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente a negra.
O nome carimbó ou "curimbó" também se aplica ao tambor utilizado neste estilo de dança. O carimbó é, assim, um ritmo famoso pela batida do seu tambor, pelos instrumentos de cordas como o banjo e também por chocalhos.
Esta dança expressa-se pelos passos característicos dos casais de dançarinos, que usam um figurino que chama atenção pelas saias rodadas das mulheres, que têm sempre estampados vibrantes.
Maranhãozinho, no município de Marapanim e Araquaim, em Curuçá, são dois dos locais que reivindicam hoje a paternidade deste género de dança, sendo o primeiro o mais provável deles.
Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o género é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazónia".
O carimbó expressa, portanto, a força da identidade e da cultura do povo da Amazónia. Pode conferir a expressividade desta dança vendo o vídeo que se segue. Não perca!
O Carimbó é uma dança de roda, característica do litoral do Pará, mas que se espalhou também pela região nordeste, do Brasil.
O carimbó é considerado um género de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente a negra.
O nome carimbó ou "curimbó" também se aplica ao tambor utilizado neste estilo de dança. O carimbó é, assim, um ritmo famoso pela batida do seu tambor, pelos instrumentos de cordas como o banjo e também por chocalhos.
Esta dança expressa-se pelos passos característicos dos casais de dançarinos, que usam um figurino que chama atenção pelas saias rodadas das mulheres, que têm sempre estampados vibrantes.
Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o género é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazónia".
O carimbó expressa, portanto, a força da identidade e da cultura do povo da Amazónia. Pode conferir a expressividade desta dança vendo o vídeo que se segue. Não perca!
terça-feira, janeiro 13, 2015
Tiébélé
O Burkina Faso é um dos países mais pobres de África, sendo no entanto, um país muito rico culturalmente.
No sul do Burkina Faso, na África Ocidental, uma aldeia chama a atenção, pelas magníficas decorações murais das suas habitações.
A aldeia chama-se Tiébélé (17 500 habitantes), localiza-se próximo da fronteira com o Gana e faz parte do território dos Kassena (Gourounsi), uma das mais antigas etnias, que ali se instalou há muitos anos.
A espantosa arquitectura tradicional Gourounsi e as paredes decoradas das casas fortificadas da região de Tiébélé, transformaram o local num pólo de atracção turística.
Já agora saiba que a arquitectura Gourounsi, conhecida pela beleza funcional das suas linhas, foi motivo de inspiração para o vanguardista arquitecto suíço, Le Corbusier.
Estas pinturas murais, a preto e branco, são realizadas pelas mulheres que se socorrem de pigmentos naturais para pintar as paredes, em adobe, das suas habitações, utilizando como elementos gráficos, símbolos tradicionais, dando origem a belos e abstractos frescos.
O resultado é absolutamente magnífico!
Ora veja.
No sul do Burkina Faso, na África Ocidental, uma aldeia chama a atenção, pelas magníficas decorações murais das suas habitações.
A aldeia chama-se Tiébélé (17 500 habitantes), localiza-se próximo da fronteira com o Gana e faz parte do território dos Kassena (Gourounsi), uma das mais antigas etnias, que ali se instalou há muitos anos.
A espantosa arquitectura tradicional Gourounsi e as paredes decoradas das casas fortificadas da região de Tiébélé, transformaram o local num pólo de atracção turística.
Já agora saiba que a arquitectura Gourounsi, conhecida pela beleza funcional das suas linhas, foi motivo de inspiração para o vanguardista arquitecto suíço, Le Corbusier.
Estas pinturas murais, a preto e branco, são realizadas pelas mulheres que se socorrem de pigmentos naturais para pintar as paredes, em adobe, das suas habitações, utilizando como elementos gráficos, símbolos tradicionais, dando origem a belos e abstractos frescos.O resultado é absolutamente magnífico!
Ora veja.
segunda-feira, janeiro 12, 2015
Please Forgive Me
Oiça Bryan Adams em "Please Forgive Me" (1993). A letra desta música foi escrita por Bryan Adams e Robert Lange.
Bryan Adams (1959), é um cantor, compositor e fotógrafo canadiano.
Bryan é filho de pais britânicos e aoscatorze anos mudou-se para Vancouver, no Canadá ondecomeçou a participar de audições como guitarrista.
Bryan Adams passou parte da sua infância e adolescência em Portugal devido à profissão do pai que era embaixador.
Viveu em Birre, perto de Cascais, a cerca de 25 km de Lisboa, o que fez com que aprendesse um pouco de português e mantivesse uma ligação ao nosso país que perdura até hoje.
It still feels like our first night together
Feels like the first kiss
It's getting better baby
No one can better this
Still holding on
You're still the one
First time our eyes met
Same feeling I get
Only feels much stronger
I want to love you longer
Do you still turn the fire on?
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you, a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
Still feels like our best times are together
Feels like the first touch
We're still getting closer baby
Can't get closer enough
Still holding on
You're still number one
I remember the smell of your skin
I remember everything
I remember all your moves
I remember you yeah
I remember the nights, you know I still do
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
The one thing I'm sure of
Is the way we make love
The one thing I depend on
Is for us to stay strong
With every word and every breath I'm praying
That's why I'm saying,
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Babe believe it, every word I say is true
Please forgive me, if I can't stop loving you
No, believe me, I don't know what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
I can't stop, loving you
Bryan Adams (1959), é um cantor, compositor e fotógrafo canadiano.
Bryan é filho de pais britânicos e aoscatorze anos mudou-se para Vancouver, no Canadá ondecomeçou a participar de audições como guitarrista.
Bryan Adams passou parte da sua infância e adolescência em Portugal devido à profissão do pai que era embaixador.
Viveu em Birre, perto de Cascais, a cerca de 25 km de Lisboa, o que fez com que aprendesse um pouco de português e mantivesse uma ligação ao nosso país que perdura até hoje.
It still feels like our first night together
Feels like the first kiss
It's getting better baby
No one can better this
Still holding on
You're still the one
First time our eyes met
Same feeling I get
Only feels much stronger
I want to love you longer
Do you still turn the fire on?
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you, a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
Still feels like our best times are together
Feels like the first touch
We're still getting closer baby
Can't get closer enough
Still holding on
You're still number oneI remember the smell of your skin
I remember everything
I remember all your moves
I remember you yeah
I remember the nights, you know I still do
So if you're feeling lonely, don't
You're the only one I'll ever want
I only want to make it good
So if I love you a little more than I should
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Please believe me, every word I say is true
Please forgive me, I can't stop loving you
The one thing I'm sure of
Is the way we make love
The one thing I depend on
Is for us to stay strong
With every word and every breath I'm praying
That's why I'm saying,
Please forgive me, I know not what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
Don't deny me, this pain I'm going through
Please forgive me, if I need you like I do
Babe believe it, every word I say is true
Please forgive me, if I can't stop loving you
No, believe me, I don't know what I do
Please forgive me, I can't stop loving you
I can't stop, loving you
domingo, janeiro 11, 2015
Via Láctea
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
Olavo Bilac
sábado, janeiro 10, 2015
Pintura Em Movimento
Surpreendente, surpreendente mesmo, é este site de Pintura em Movimento. É simplesmente espantoso.
A pintura capta o movimento e fixa-o. O autor deste trabalho faz o inverso, dá movimento às grandes obras de arte. Veja as obras de Rubens, Caravaggio,Tiziano e Rembrandt em movimento!
É fantástico ver-se o poder expressivo do movimento que a tecnologia permite proporcionar à pintura. Um gesto discreto, uma carícia, um movimento subtil, dão uma nova dimensão à beleza que, habitualmente, apreciamos na quietude de uma pintura.
Abra o site aqui (e veja com o ecrã no máximo). É simplesmente maravilhoso! Não perca!
A pintura capta o movimento e fixa-o. O autor deste trabalho faz o inverso, dá movimento às grandes obras de arte. Veja as obras de Rubens, Caravaggio,Tiziano e Rembrandt em movimento!
É fantástico ver-se o poder expressivo do movimento que a tecnologia permite proporcionar à pintura. Um gesto discreto, uma carícia, um movimento subtil, dão uma nova dimensão à beleza que, habitualmente, apreciamos na quietude de uma pintura.
Abra o site aqui (e veja com o ecrã no máximo). É simplesmente maravilhoso! Não perca!
sexta-feira, janeiro 09, 2015
Na idade dos porquês
Professor diz-me porquê?
Por que voa o papagaio
que solto no ar
que vejo voar
tão alto no vento
que o meu pensamento
não pode alcançar?
Professor diz-me porquê?
Por que roda o meu pião?
Ele não tem nenhuma roda
E roda gira rodopia
e cai morto no chão...
Tenho nove anos professor
e há tanto mistério à minha roda
que eu queria desvendar!
Por que é que o céu é azul?
Por que é que marulha o mar?
Porquê?
Tanto porquê que eu queria saber!
Tu falas falas professor
daquilo que te interessa
e que a mim não interessa.
Tu obrigas-me a ouvir
quando eu quero falar.
Obrigas-me a dizer
quando eu quero escutar.
Se eu vou a descobrir
Fazes-me decorar.
É a luta professor
a luta em vez de amor.
Eu sou uma criança.
Tu és mais alto
mais forte
mais poderoso.
E a minha lança
quebra-se de encontro à tua muralha.
Mas
enquanto a tua voz zangada ralha
tu sabes professor
eu fecho-me por dentro
faço uma cara resignada
e finjo
finjo que não penso em nada.
Mas penso.
Penso em como era engraçada
aquela rã
que esta manhã ouvi coaxar.
Que graça que tinha
aquela andorinha
que ontem à tarde vi passar!...
E quando tu depois vens definir
o que são conjunções
e preposições...
quando me fazes repetir
que os corações
têm duas aurículas e dois ventrículos
e tantas
o meu coração
o meu coração que não sei como é feito
nem quero saber
cresce
cresce dentro do peito
a querer saltar cá para fora
professor
a ver se tu assim compreenderias
e me farias
mais belos os dias.
Alice Gomes (1946)
quinta-feira, janeiro 08, 2015
A Majestade O Sabiá
Oiça as cantoras brasileiras Paula Fernandes e Roberta Miranda em "A Majestade O Sabiá".
Meus pensamentos tomam formas
Eu viajo, vou pra onde Deus quiser
Um vídeo-tape que dentro de mim retrata
Todo o meu inconsciente de maneira natural
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A Majestade, o sabiá
Tô indo agora tomar banho de cascata
Quero adentrar nas matas
Onde Oxossi é o Deus
Aqui eu vejo plantas lindas e cheirosas
Todas me dando passagem
Perfumando o corpo meu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Esta viagem dentro de mim foi tão linda
Vou voltar à realidade
Pra este mundo de Deus
É que o meu eu, este tão desconhecido
Jamais serei traído
Este mundo sou eu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Meus pensamentos tomam formas
Eu viajo, vou pra onde Deus quiser
Um vídeo-tape que dentro de mim retrata
Todo o meu inconsciente de maneira natural
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A Majestade, o sabiá
Tô indo agora tomar banho de cascata
Quero adentrar nas matas
Onde Oxossi é o Deus
Aqui eu vejo plantas lindas e cheirosas
Todas me dando passagem
Perfumando o corpo meu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Esta viagem dentro de mim foi tão linda
Vou voltar à realidade
Pra este mundo de Deus
É que o meu eu, este tão desconhecido
Jamais serei traídoEste mundo sou eu
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o sabiá
quarta-feira, janeiro 07, 2015
Odemira, Alentejo Singular
"Odemira, Alentejo Singular" é um filme promocional do concelho de Odemira, no Alentejo (Portugal).
Este filme foi considerado o melhor filme português e o melhor filme de destino turístico, no Festival ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico, que decorreu na cidade do Porto.
Este festival é um dos mais prestigiados certames a nível mundial no circuito do cinema turístico. Na 7ª edição participaram 16 filmes de 37 países, distribuídos pelas categorias de documentários, reportagens de TV, filmes promocionais e publicitários. O Júri Internacional do Festival ART&TUR incluiu elementos de 10 países de três continentes, desde jornalistas, professores universitários, empresários, dirigentes associativos e especialistas em marketing, cinema e televisão. O festival contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República.
"Odemira, Alentejo singular" mostra as qualidades ambientais, culturais e económicas deste concelho, através das atividades que ali se desenvolvem e das suas singularidades. Mostra um concelho a descobrir, cheio de recantos e paisagens inesperadas, de rio, mar, serra e planície, património e cultura, sensações, alma e amor. Através das aventuras de um fotógrafo, Odemira releva-se muito além do sol e praia.
A realização, a fotografia e a edição do filme são da responsabilidade de Eduardo de Sousa, os textos são de Mário Lino e Eduardo de Sousa e a locução de Ian Velosa. A música original é de Tó Viegas e Viviane.
Se ainda tem uns dias de férias aproveite a oportunidade e vá passá-los em Odemira.
Para programar a sua viagem inspire-se no vídeo que se segue. Não perca esta oportunidade!
Este filme foi considerado o melhor filme português e o melhor filme de destino turístico, no Festival ART&TUR - Festival Internacional de Cinema Turístico, que decorreu na cidade do Porto.
Este festival é um dos mais prestigiados certames a nível mundial no circuito do cinema turístico. Na 7ª edição participaram 16 filmes de 37 países, distribuídos pelas categorias de documentários, reportagens de TV, filmes promocionais e publicitários. O Júri Internacional do Festival ART&TUR incluiu elementos de 10 países de três continentes, desde jornalistas, professores universitários, empresários, dirigentes associativos e especialistas em marketing, cinema e televisão. O festival contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República."Odemira, Alentejo singular" mostra as qualidades ambientais, culturais e económicas deste concelho, através das atividades que ali se desenvolvem e das suas singularidades. Mostra um concelho a descobrir, cheio de recantos e paisagens inesperadas, de rio, mar, serra e planície, património e cultura, sensações, alma e amor. Através das aventuras de um fotógrafo, Odemira releva-se muito além do sol e praia.
A realização, a fotografia e a edição do filme são da responsabilidade de Eduardo de Sousa, os textos são de Mário Lino e Eduardo de Sousa e a locução de Ian Velosa. A música original é de Tó Viegas e Viviane. Se ainda tem uns dias de férias aproveite a oportunidade e vá passá-los em Odemira.
Para programar a sua viagem inspire-se no vídeo que se segue. Não perca esta oportunidade!
terça-feira, janeiro 06, 2015
Em dia de Reis, o Rei dos Bolos
O Bolo Rei é um bolo típico português que se come tradicionalmente entre o Natal e o Dia de Reis (o nome alude aos três reis magos).
Tem a forma de coroa (é redondo, com um grande buraco no centro), e é feito de uma massa levedada branca e fofa onde se misturam passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo encontravam-se também uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse.
A origem do bolo rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característico do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece atualmente.
O Bolo Rei atual terá surgido na corte de Luis XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta iguaria. Greuze celebrou-o num famoso quadro com o nome de Gâteau des Rois. Com a Revolução Francesa em 1789 o bolo rei foi proibido, só que os pasteleiros, que não quiseram perder o negócio, em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo mudando-lhe o nome para Gâteau des Sans-cullotes.
O Bolo Rei popularizado em Portugal no século passado segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris. Aos poucos, outras confeitarias da cidade passaram também a fabricar o bolo rei, originando assim várias versões diferentes. No Porto, o Bolo Rei foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris.
Com a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, a existência do Bolo Rei ficou em risco por causa do nome conter a palavra "Rei". De acordo com a lógica vigente, deixando este símbolo (o rei) de existir na hierarquia nacional, também o bolo tinha que desaparecer. Os confeiteiros, partindo mais uma vez do princípio de que negócio é negócio e política é política, continuaram a fabricar o bolo sob outra designação. Os menos imaginativos deram-lhe o nome de "ex-bolo rei", mas a maioria chamou-lhe "Bolo de Natal" ou "Bolo de Ano Novo". Não contentes com nenhuma destas designações, alguns republicanos passaram a chamar-lhe "Bolo Presidente", ou mesmo "Bolo Arriaga".
Passada esta fase da política portuguesa o bolo voltou a readquirir o antigo nome, Bolo Rei, e nos dias de hoje não há nesta quadra natalícia, nenhuma casa portuguesa onde não exista um Bolo Rei.
E aqui lhe deixo, uma das muitas receitas de Bolo Rei que existem em Portugal:
Ingredientes:
750 g de farinha ;
30 g de fermento de padeiro ;
150 g de manteiga ou de margarina ;
150 g de açúcar ;
150 g de frutas cristalizadas ;
150 g de frutas secas (pinhões, nozes, passas, etc.) ;
4 ovos ;
1 limão ;
1 laranja ;
1 dl de vinho do Porto ;
1 colher de sobremesa (rasa) de sal grosso
Preparação:
Picam-se as frutas cristalizadas e põem-se a macerar com o vinho do Porto juntamente com as frutas secas.
Dissolve-se o fermento em 1 dl de água tépida e junta-se a uma chávena de farinha (tirada do peso total). Mistura-se e deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 15 minutos.
Entretanto, bate-se a gordura escolhida, o açúcar e a raspa das cascas do limão e da laranja. Juntam-se os ovos, um a um, batendo entre cada adição, e depois a massa de fermento. Quando tudo estiver bem ligado, adiciona-se a restante farinha peneirada com o sal. Amassa-se ou bate-se a massa muito bem. Esta massa deve ficar macia e elástica. Se estiver muito rija, junta-se um pouco de leite tépido. Misturam-se as frutas maceradas no vinho do Porto. Volta a amassar-se e molda-se em bola. Polvilha-se a massa com um pouco de farinha, tapa-se com um pano e envolve-se a tigela num cobertor. Deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 5 horas.
Quando a massa estiver bem levedada - em princípio deve dobrar de volume -, mexe-se e molda-se novamente em bola (ou em várias bolas) e já sobre um tabuleiro untado faz-se-lhe um buraco no meio. Introduz-se a fava e o brinde, este embrulhado em papel vegetal. Deixa-se levedar durante mais 1 hora.
Pincela-se o bolo com gema de ovo e enfeita-se com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar, pinhões inteiros, meias nozes, etc.
Leva-se a cozer em forno bem quente.
Depois de cozido, pincela-se o bolo-rei com geleia diluída num pouco de água quente.
Tem a forma de coroa (é redondo, com um grande buraco no centro), e é feito de uma massa levedada branca e fofa onde se misturam passas, frutos secos e frutas cristalizadas. Tradicionalmente, no interior do bolo encontravam-se também uma fava seca e um pequeno brinde, normalmente feito de metal. A fava dava a quem a recebesse numa fatia o direito de pagar o próximo bolo rei, e o brinde dava sorte a quem o encontrasse.
A origem do bolo rei remonta, ao que se sabe, ao tempo dos romanos. Estes tinham por hábito eleger o rei da festa durante os banquetes festivos, o que era feito tirando à sorte com favas, pelo que era também designado por vezes de rei da fava. A Igreja Católica aproveitou o facto de aquele jogo ser característico do mês de Dezembro e decidiu relacioná-lo com a Natividade e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro. A influência da Igreja na Idade Média determinou que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece atualmente.
O Bolo Rei atual terá surgido na corte de Luis XIV, em França, para as festas do Ano Novo e do Dia de Reis. Vários escritores da época escreveram sobre esta iguaria. Greuze celebrou-o num famoso quadro com o nome de Gâteau des Rois. Com a Revolução Francesa em 1789 o bolo rei foi proibido, só que os pasteleiros, que não quiseram perder o negócio, em vez de o eliminarem decidiram continuar a confeccioná-lo mudando-lhe o nome para Gâteau des Sans-cullotes.
O Bolo Rei popularizado em Portugal no século passado segue uma receita originária do sul de Loire, um bolo em forma de coroa feito de massa lêveda. Tanto quanto se sabe, a primeira casa onde se vendeu bolo rei em Portugal foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, por volta de 1870. O responsável foi o afamado confeiteiro Gregório, que se baseou numa receita que Baltazar Castanheiro Júnior trouxera de Paris. Aos poucos, outras confeitarias da cidade passaram também a fabricar o bolo rei, originando assim várias versões diferentes. No Porto, o Bolo Rei foi introduzido em 1890, por iniciativa da Confeitaria Cascais, segundo uma receita que o proprietário, Francisco Júlio Cascais, trouxera de Paris.Com a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, a existência do Bolo Rei ficou em risco por causa do nome conter a palavra "Rei". De acordo com a lógica vigente, deixando este símbolo (o rei) de existir na hierarquia nacional, também o bolo tinha que desaparecer. Os confeiteiros, partindo mais uma vez do princípio de que negócio é negócio e política é política, continuaram a fabricar o bolo sob outra designação. Os menos imaginativos deram-lhe o nome de "ex-bolo rei", mas a maioria chamou-lhe "Bolo de Natal" ou "Bolo de Ano Novo". Não contentes com nenhuma destas designações, alguns republicanos passaram a chamar-lhe "Bolo Presidente", ou mesmo "Bolo Arriaga".
Passada esta fase da política portuguesa o bolo voltou a readquirir o antigo nome, Bolo Rei, e nos dias de hoje não há nesta quadra natalícia, nenhuma casa portuguesa onde não exista um Bolo Rei.
E aqui lhe deixo, uma das muitas receitas de Bolo Rei que existem em Portugal:
Ingredientes:
750 g de farinha ;
30 g de fermento de padeiro ;
150 g de manteiga ou de margarina ;
150 g de açúcar ;
150 g de frutas cristalizadas ;
4 ovos ;
1 limão ;
1 laranja ;
1 dl de vinho do Porto ;
1 colher de sobremesa (rasa) de sal grosso
Preparação:
Picam-se as frutas cristalizadas e põem-se a macerar com o vinho do Porto juntamente com as frutas secas.
Dissolve-se o fermento em 1 dl de água tépida e junta-se a uma chávena de farinha (tirada do peso total). Mistura-se e deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 15 minutos.
Entretanto, bate-se a gordura escolhida, o açúcar e a raspa das cascas do limão e da laranja. Juntam-se os ovos, um a um, batendo entre cada adição, e depois a massa de fermento. Quando tudo estiver bem ligado, adiciona-se a restante farinha peneirada com o sal. Amassa-se ou bate-se a massa muito bem. Esta massa deve ficar macia e elástica. Se estiver muito rija, junta-se um pouco de leite tépido. Misturam-se as frutas maceradas no vinho do Porto. Volta a amassar-se e molda-se em bola. Polvilha-se a massa com um pouco de farinha, tapa-se com um pano e envolve-se a tigela num cobertor. Deixa-se levedar em ambiente morno durante cerca de 5 horas.
Quando a massa estiver bem levedada - em princípio deve dobrar de volume -, mexe-se e molda-se novamente em bola (ou em várias bolas) e já sobre um tabuleiro untado faz-se-lhe um buraco no meio. Introduz-se a fava e o brinde, este embrulhado em papel vegetal. Deixa-se levedar durante mais 1 hora.
Pincela-se o bolo com gema de ovo e enfeita-se com frutas cristalizadas inteiras, torrões de açúcar, pinhões inteiros, meias nozes, etc.
Leva-se a cozer em forno bem quente.
Depois de cozido, pincela-se o bolo-rei com geleia diluída num pouco de água quente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.svg%5B1%5D.png)










.cmap.jpg)








