sexta-feira, maio 14, 2010

Uma Quinta Maçon

Os alunos das turmas B e A do 11ºano da Escola Secundária do Lumiar, fizeram uma visita à Quinta da Regaleira, situada na bela vila de Sintra. Esta lindíssima Quinta só abriu ao público em 1997 . Pelo facto de abranger uma grande biodiversidade de flora, ser considerada património cultural artístico, e principalmente por ser um local com grande valor simbólico, disto iremos falar nesta reportagem, mais precisamente do Patamar dos Deuses.
O Patamar dos Deuses está situado no jardim, é uma das principais atracções para quem visitar a Quinta.
O Patamar dos Deuses é constituído por 10 estátuas, 9 de deuses e uma de um leão. Foram lá postas para nos fazer lembrar a “Divina Comédia” de Dante Alighieri e os 9 círculos do capítulo do Inferno e a jornada iniciática que alguém tem de realizar para entrar numa ordem Maçon. Estes 9 Deuses romanos são Hermes , Vulcano, Dionísio , Pã , Ceres , Flora, Vénus, Orpheu e Fortuna, divididos em dois espaços pelo leão. Vamos então começar por Hermes. Este era o mensageiro dos deuses e filho de Zeus, e devido à sua prudência e habilidade era o deus protector dos caminhos e dos viajantes. Por esse facto é que ele talvez esteja no jardim. Tinha fama de engenhoso por isso atribui-se-lhe a invenção da lira, do alfabeto, dos números, dos pesos e medidas, etc.
Vulcano é o deus romano do fogo. A sua figura era representada por um ferreiro, sendo ele quem forjava os raios para Júpiter. Este era o mais feio dos deuses, por isso em bebé foi lançado do Monte Olimpo para um vulcão para ficar escondido. Ele era casado com Vénus, que lhe era infiel. Para desmascarar a sua infidelidade ele armou uma armadilha na sua cama para a apanhar. Depois temos Dionísio, deus grego do vinho, que foi unido à carne de Zeus por ter nascido prematuramente e apesar deste facto representa a força reprodutora e fertilizante da natureza. Pã era o deus grego das pastagens, bosques e rebanhos. Este está representado na sua forma mais humana tendo corpo de homem, quando normalmente é representado com chifres, barba, pernas e cauda de cabra, e por esse motivo ele representa o medo irracional de algo estranho.
Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres também significa "crescer".
Flora na mitologia romana, é uma ninfa das Ilhas Afortunadas. Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce” representando assim o novo homem depois de encontrar a “luz”.
Vénus é a deusa do Amor e da Beleza, o mito do seu nascimento conta que surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas. Ela lembra-nos a razão pela qual se voltou ao antropocentrismo na arte.
Orpheu, um semi-deus, foi o herói grego que tentou ir ao sub mundo para salvar a sua amada. Mas, infelizmente não o conseguiu porque quebrou uma importante regra, olhou para trás quando Hades lhe disse, que a única forma de sair dali com a sua mulher, era não olhando para trás enquanto estivesse a subir (lembrando deste modo outro dos princípios da maçonaria).
Fortuna, representa melhor a caminhada de iniciação pelo facto de ser a deusa romana da sorte (boa ou má) e da esperança. Ela geralmente é representada com a vista tapada pois distribuía os seus desígnios aleatoriamente. Por fim temos o Leão que representa o guardião dos portões do sub mundo, como no poema da “Divina Comédia” de Dante Alghieri, representando assim também o início da jornada de iniciação. Para reforçar esta ideia ainda estão nos dois candeeiros à frente do leão os animais que representam os 4 elementos para ajudar na caminhada: a salamandra (fogo), a tartaruga (água), o sapo (terra), e o caracol (ar) que também é um dos maiores símbolos da maçonaria. Este é um jardim que se deve visitar pelo menos uma vez na vida e que se deve olhar com os olhos e com a cabeça pois tem grandes segredos para nos mostrar.
Bruno Pascoal, Guilherme e Nuno

quinta-feira, maio 13, 2010

O menino que domou o vento

Escondido entre a Zâmbia, a Tanzânia e Moçambique, o Malawi é um país rural com 15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe, vê um rapazito de 14 anos a juntar entulho e madeira perto de casa. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Uma roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico ligam-se no alto da torre e, de repente, o vento faz girar umas pás. Ele liga um fio e uma lâmpada acende-se. O menino acaba de criar eletricidade utilizando para isso a energia eólica.
Como é que foi possível isto acontecer?
Foi possível consultando dois livros de física elementar e juntando um monte de lixo. Conseguiu assim, utilizando o vento, produzir energia eléctrica. Com esta energia o jovem abastece lâmpadas e telemóveis na sua vila do interior da África.
O menino e a importância das suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows e deu palestras no Fórum Económico Mundial. Tem um site oficial, uma autobiografia (The Boy Who Harnessed the Wind - O Menino que Domou o Vento) e um documentário a caminho. Este enorme sucesso deve-se à conjugação de diversos factores: miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma enorme quantidade de lixo.
A miséria impediu-o de continuar na escola. Começou, então, a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências e física. Um dos livros de física explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro chamava-se Usando Energia. Tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos."
"Estás a fumar muita maconha. Estás a ficar maluco." Era isso que Kamkwamba ouvia enquanto carregava sucata e canos para seu projecto. "
"Conseguimos energia para quatro lâmpadas e as pessoas começaram a vir carregar os seus telemóveis".
A história chegou aos ouvidos do director da ONG que mantinha a biblioteca. Ele trouxe a imprensa e o rapaz foi destaque no jornal local. E daí para a frente tudo mudou. Segundo disse nas suas entrevistas "Agora posso ler à noite e a minha família pode irrigar a plantação".
Continuou a estudar e apesar de não ter mudado em nada a sua humildade, o sucesso e as oportunidades de estudo tornaram-no mais ambicioso: "Quero voltar ao Malawi e instalar energia barata e renovável nas vilas".
Escrito por William Kamkwamba em conjunto com o jornalista Bryan Mealer, The Boy Who Harnessed the Wind foi lançado em 29 de Setembro nos EUA e ficou entre os dez mais, da livraria virtual Amazon.

quarta-feira, maio 12, 2010

Graças ao Google Earth...

Graças ao Google Earth, descobriu-se a maior represa construída por castores. As novas tecnologias têm destas coisas e as imagens de satélite revelaram que a construção foi edificada entre 1975 e 1990. Esta obra de arquitectura natural, com 850 metros, foi levada a cabo pela maior espécie de roedores do Hemisfério Norte: o castor americano.
Este roedor, é um dos símbolos oficiais do Canadá e possui enormes habilidades arquitectónicas. Constroem represas nos rios (com troncos de árvores, pedras e lama) como abrigo para escapar aos predadores e garantir o acesso aos alimentos durante o Inverno.
Recentemente, um investigador canadiano descobriu numa remota zona do Noroeste do país (Parque Nacional de Wood Buffalo), uma construção com 850 metros de comprimento.
Esta represa foi descoberta porque é visível a partir do espaço. Foi detectada durante a análise de imagens do “Google Earth” em 2007. Em imagens de satélite datando de 1975 a construção não existia, mas em 1990 sim, pelo que terá sido edificada neste intervalo de tempo.

terça-feira, maio 11, 2010

Luar

Paisagem

Deve haver lua.

Ela já aparece um pouco

além.

E hei-la cheia suspensa no ar.

É sem dúvida deus

que com uma prodigiosa

colher de prata

remexe a sopa de estrelas

Vladimir Maiakovski, 1916, 33 Poesias (tradução de Adolfo Luxúria Canibal)

segunda-feira, maio 10, 2010

O Rei da Flauta de Pã

Músico (flautista) e compositor, descoberto pelo pesquisador musical suíço Marcel Cellier, Gheorghe Zamfir, é considerado o Rei da Flauta de Pã. Nasceu em 1941, na cidade de Gaesti, na Roménia. Tem mais de 200 álbuns e CDs editados e já vendeu mais de 40 milhões de discos. Em 1966, Gheorghe Zamfir lançou o seu primeiro disco. Desde então, fez gravações com grandes orquestras e tem produzido verdadeiras obras de arte clássica e religiosa.
Desde a década de 1960, que Zamfir é ouvido em todas as grandes igrejas e catedrais(principalmente evangélicas) de todo o mundo, devido aos inúmeros hinos que toca.
Ficaram famosos, também, os lendários shows que deu no Carnegie Hall em Nova York, no Royal Albert Hall em Londres, no Olympia de Paris, em Xangai, em Tóquio e na cidade do Cabo. Embora a residir no Canadá é, no entanto, em Paris e Bucareste, que ensina a flauta de pã romena.
A imprensa e o público consideram-no como o Verdadeiro Virtuoso ou como o Maestro ou o Rei do da Flauta de Pã. É visto em todo o mundo como como um ícone ou uma lenda viva.
Aprecie este excelente músico!

domingo, maio 09, 2010

O Dia da Europa

A 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária. Nesse dia, em Paris, Robert Schuman leu e comentou uma declaração redigida por Jean Monet, dando imediatamente uma ideia da proposta, que viria a ser conhecida como a “Declaração Schuman”. Esta proposta é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia. O dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu, denominado como o Dia da Europa, que, juntamente com a moeda única (o Euro), a bandeira e o hino identificam a “instituição” União Europeia. No Dia da Europa é hábito desenvolverem-se actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
Neste dia proponho-lhe que aprecie imagens das capitais dos 27 países da União Europeia.

sábado, maio 08, 2010

O Conflito da Irlanda do Norte

A Irlanda do Norte é uma nação constituinte do Reino Unido, a única não-situada na Grã-Bretanha. Localiza-se, como o seu nome sugere, no norte da Ilha da Irlanda que divide com a República da Irlanda, que é um país independente e soberano.
O aspecto mais importante da geografia da Irlanda do Norte é o Lago Neagh, que tem 392 km² de área. É, assim, o maior lago de água fresca das ilhas britânicas. Um segundo sistema de lagos bastante extenso é formado pelos lagos Erne Superior e Inferior, em Fermanagh.
O relevo caracteriza-se pela existência de muitos planaltos , que têm grandes reservas de ouro, granito e basalto. O ponto mais alto é o Slieve Donard, em Mournes, com 848m. A actividade vulcânica que criou o planalto de Antrim também formou a famosa Calçada do Gigante ou de Gigantes.
Todo o país tem clima temperado marítimo. As chuvas abundantes abastecem os rios Bann, Foyle e Blackwater que dão origem a planícies férteis. O vale do rio Lagan é dominado por Belfast, cuja área metropolitana inclui mais de um terço da população da Irlanda do Norte. Esta região tem uma forte urbanização e uma industrialização pesada que se estende ao longo do vale Lagan e das margens do lago Belfast.
O conflito da Irlanda do Norte é um conflito muito antigo e complexo. Algumas das suas causas remontam aos séculos XII e XVI enquanto outras se situam em factos ocorridos mais recentemente.
Em 1921, o governo britânico liderado por David Lloyd George aprovou uma lei, criando duas Irlandas com autonomia interna: a Irlanda do Norte, que continuaria sob o domínio do Reino Unido, e a República da Irlanda (também conhecida como Eire), independente.
Nos anos 60, as acções do IRA (Exército Republicano Irlndês) e uma campanha de violência dos unionistas, levaram a Irlanda do Norte à beira de uma guerra civil. Nos anos 70 e 80, extremistas de ambos os lados cometeram diversos assassinatos em massa, geralmente, envolvendo civis inocentes.
Recentemente, a Irlanda do Norte passou por uma variedade grande de rivalidades entre diferentes comunidades (nacionalistas republicanos e unionistas). No entanto, partir de 2000, o clima de mudança no país foi notório. Esta mudança acentuou-se após a visita da Rainha Elizabeth II aos Prédios do Parlamento em Stormont, onde conversou acerca dos direitos dos irlandeses do norte que têm reclamado, ao longo das últimas décadas, tratamento idêntico ao dos britânicos.
Se quiser saber um pouco mais sobre este conflito, assista à apresentação elaborada por alunos do 12º C.

sexta-feira, maio 07, 2010

Calçada dos Gigantes

A Calçada dos Gigantes é a designação dada a um conjunto de cerca de 40 000 colunas prismáticas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas. Esta formação geológica resultou de uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 60 milhões de anos. Fica numa área de basalto compacto. A actividade vulcânica nessa área, fez a rocha derretida subir através de fendas no calcário (a uma temperatura média de mais de 1000°C). Quando entrou em contato com o ar, arrefeceu e solidificou.
Formaram-se, assim, milhares de colunas verticais de pedra. Podem atingir até 6 metros de altura e ter cada uma entre 38 cm a 51 cm de largura. Os topos são planos e podem ter seis ou mais lados. Por serem tão uniformes, os topos das mesmas parecem encaixar-se como favos. Devido à sua aparência, a Calçada dos Gigantes, lembra uma rua pavimentada com pedras arredondadas, que varia de vinte a trinta metros de largura.
Esta formação está localizada na costa nordeste da Irlanda, a cerca de 3 km a norte da vila de Bushmills, no condado de Antrim, Irlanda do Norte. Foi declarada como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1986, sob o nome de Calçada dos Gigantes e sua Costa, e como Reserva Natural em 1987.
A Calçada dos Gigantes, também é conhecida, de uma forma peculiar no álbum da banda britânica de rock, Led Zeppelin, no seu álbum Houses of the Holy.
Este é um dos exemplos deste tipo de formações. No entanto, existem outros, quer em Portugal (Porto Santo), quer nos E.U.A. Aí, não poderia deixar de referir o maior e mais conhecido, situado no Wyoming: A Torre do Diabo.

quinta-feira, maio 06, 2010

O Valioso Tempo dos Maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade
(1893-1945)

quarta-feira, maio 05, 2010

A Persistência da Memória

Vale sempre a pena rever Carl Sagan.
Carl Sagan (1934 - 1996) foi um cientista e astrónomo dos Estados Unidos.
Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia e ao estudo da chamada exobiologia. Foi um excelente divulgador da ciência (considerado por muitos o maior divulgador que o mundo já conheceu).
Morreu aos 62 anos, de cancro, no Centro de Pesquisas do Cancro Fred Hutchinson. A ciência perdeu um grande defensor, divulgador e incentivador da mesma, na actualidade.
Cosmos, foi uma série de TV realizada por Carl Sagan e pela esposa Ann Druyan, em 1980. A série Cosmos, é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir através dos meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por instrumentos técnicos adequados.
Aqui fica, com dobragem em português, um excerto do episódio A Persistência da Memória da série Cosmos em que ele fala dos livros e de bibliotecas.

terça-feira, maio 04, 2010

Blueberry Hill

Fats Domino (1928 - Nova Orleães, Louisiana) é um dos mais importantes cantores, compositores e pianistas do rock e R&B de todos os tempos. O nome de baptismo completo (que é fruto do seu local de nascimento ) é Antoine Dominique Dominó.
Fats, é filho de um famoso violinista, aprendeu a tocar piano com seu tio e ao dez anos já tocava profissionalmente. Aos 21 conheceu o trompetista David Bartholomew, que se tornaria seu grande parceiro. Dessa parceria surgiu “The Fat Man”, o primeiro de muitos sucessos de Fats Dominó, o maior vendedor de discos depois de Elvis e dos Beatles. Dando uma forma mais moderna ao blues, Dominó foi considerado um dos grandes precursores do rock’n’roll.
Blueberry Hill , é uma canção popular editada em 1940. Foi escrita por Vincente Rose com letra de Al Lewis e Larry Stock. Foi gravada seis vezes em 1940. A gravação que teve mais impacto foi a de Glenn Miller, em Bluebird (10768).
A gravação de Louis Armstrong (1949) colocou-a no Top 40 da Billboard. No entanto, é com Fats Dominó (1956), que ganha repercussão internacional e se transforma numa das músicas emblemáticas do Rock'n'Roll . A versão de Fats Dominó está no 81º lugar da lista, das 500 melhores canções de todos os tempos, da revista Rolling Stone. Se não conhece Fats ou Blueberry Hill, aproveite.


segunda-feira, maio 03, 2010

Um Olhar Indiscreto sobre Sintra

Famosa pela forte envolvência mítica, histórica e ponto obrigatório de visita pelos mais curiosos, Sintra foi alvo do nosso olhar indiscreto. Na agradável manhã de vinte e quatro de Fevereiro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitas, subindo até ao Castelo dos Mouros e passeando pela Quinta da Regaleira. Foi neste último que o nosso olhar se fixou.

É impossível não ficar estupefacto ao visitar a Quinta da Regaleira. Não só pela sua enorme beleza, mas também pelo seu conteúdo cultural e filosófico, quem a visita adquire um vasto conhecimento.
Considerada Património Artístico, a Quinta da Regaleira pertenceu a António de Carvalho Monteiro que “encomendou” a construção desta ao arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini. Este inspirou-se na arquitectura greco-clássico latina, elaborando esta mística obra de 4,5 hectares.
À entrada deparamo-nos com o Patamar dos Deuses, um trilho ladeado por nove estátuas da mitologia greco-romana.
A intersectar este caminho encontramos um leão guardião que marca o início da ascensão ao poço iniciático. Com uma conotação esotérica, este é o local perfeito para a introspecção e descoberta de si mesmo. A longa escadaria em espiral remete-nos para a viagem de Dante ao inferno em “Divina Comedia”.
A simbologia é uma das características mais interessantes da Regaleira. Os quatro grandes elementos encontram-se em frente à estátua do leão, representados por animais que se diferenciam pela sua “lentidão”. O sapo, a salamandra, a tartaruga e o caracol simbolizam, respectivamente, a terra, o fogo, a água e o ar. A sua lentidão está relacionada com a frase “festina lente”, ou seja, “apressa-te devagar”. Significa, portanto, que “devagar se vai ao longe” em quase tudo na vida. Continuando o nosso percurso pela Quinta, aventuramo-nos pelos seus túneis subterrâneos. A escuridão aqui encontrada obriga-nos a usar lanternas.
No entanto, as grutas labirínticas não deixam de ser surpreendentes, não só pela sua estrutura, mas também pelo simbolismo que transmitem. Encontrar a saída do labirinto representa a descoberta da luz, isto é, a procura do conhecimento.
A Regaleira distingue-se também, pela forte presença de marcas maçónicas. A maçonaria e os seus símbolos estão presentes em vários pontos de referência do jardim. O Poço Iniciático alude a aspectos do nascimento e morte ligados à terra, ritual característico da maçonaria. Na capela da propriedade, é possível observar uma separação entre o Cristianismo e a Maçonaria. À entrada encontramos vários símbolos maçónicos como o Caracol e o Delta com um olho no centro. Contudo, para assinalar a separação entre estas duas vertentes - o Cristianismo e a Maçonaria - a simbologia maçónica encontra-se apenas numa área à entrada da capela. O restante espaço está “reservado” à cultura Cristã, onde podemos ver gravada no chão uma cruz dos templários, vitrais e o altar no centro, ao fundo da sala.
Todos estes factos tornam a Quinta da Regaleira um lugar único e imperdível a todos os que passam por Sintra. Um local místico, com “espírito próprio”, que desperta em qualquer visitante o desejo de lá voltar.
Reportagem de: Ana Patrícia, Beatriz Chamorrinha, Inês Silva e Patrícia Antunes-11º B.

domingo, maio 02, 2010

Mãe

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'

sábado, maio 01, 2010

Meu Maio

A todos

Que saíram às ruas

De corpo-máquina cansado,

A todos

Que imploram feriado

Às costas que a terra extenua –


Primeiro de Maio!

Meu mundo, em primaveras,

Derrete a neve com sol gaio.


Sou operário –

Este é o meu maio!

Sou camponês - Este é o meu mês.

Sou ferro –

Eis o maio que eu quero!

Sou terra –

O maio é minha era!

Vladimir Maiakovski
Poeta Russo

sexta-feira, abril 30, 2010

Era uma vez na Grécia...

Era Uma vez na Grécia, é um pequeno filme de animação. É um filme de Constantine Krystallis, extremamente bem feito e que conta uma história deliciosa. A acção decorre numa de muitas ilhas gregas. As personagens são um burro e o seu dono. Toda a gente sabe que uma das características que identifica os burros é a sua teimosia. Veja, agora, como o dono deste asno "dá a volta " a este pequeno detalhe.
Ainda não lhe abri o apetite? E se lhe disser que pode ouvir a música de Mikis Theodorakis, Zorba, O Grego? Ficou tentado?

quinta-feira, abril 29, 2010

Polvos e Tubarões


Notícia não é um tubarão comer um polvo... Notícia é um polvo comer vários tubarões!
Será que isto é possível??? Parece que sim e é impressionante! Passou-se no Aquário de Seattle (EUA). Os tubarões, de 90 a 120 cm de comprimento, iam desaparecendo semanalmente, restando apenas a carcaça. Para descobrir o que se estava a passar, os técnicos do Aquário, montaram câmaras de vigilância. Eis senão quando descobriram que era um polvo que comia os tubarões. Um polvo? Não! Este é um senhor polvo! Ora veja.

quarta-feira, abril 28, 2010

Não Dêem Cabo do Mundo

Quadrilha é uma banda portuguesa de música folclórica, cujo estilo resulta da fusão de elementos da música tradicional portuguesa e da música celta. Formada em 1991 por Sebastião Antunes, mentor, compositor, letrista e intérprete, a banda é actualmente composta por Nick Cook (violino), Amadeu Magalhães (bandolim, gaita de foles), Pierre Escodo (concertina, acordeão, teclas), Rui Rechena (baixo) e Luís Bento (bateria).
O objectivo de Sebastião Antunes, mentor do que em tempos foram os “Peace Makers”, é fazer a fusão entre formas próprias da tradição portuguesa e uma certa sonoridade celta. Por outro lado, tem uma preocupação - fazer chegar a música popular às classes etárias mais novas. Segundo o próprio, é muito importante que os jovens se identifiquem com a sua música e, acima de tudo, que sintam que é algo que lhes pertence.
Os motivos das suas canções podem passar pelos homens do mar e as suas crenças, as gentes da terra e as suas lendas, as histórias contadas à lareira, as moças brejeiras, as sortes da lua, os encantos da noite, etc. Esta banda amante da música popular portuguesa, faz a festa por onde passa. Umas vezes em tom de grande folia, outras na ternura e na calma de uma balada, mas sempre com o som único e característico que identifica a banda.
Ao vivo, o espectáculo da Quadrilha transpira alegria e emoção. A música é a mistura de sonoridades provenientes do violino, da concertina e das flautas, sobre uma base rítmica forte. A Quadrilha consegue, ainda, aliar as melodias tradicionais à modernidade e sonoridade derivadas da “pop”.
Não deixe de os ver e ouvir aqui. No vídeo que escolhi interpretam o tema "Não Dêem Cabo do Mundo". Esta música tem tudo a ver com os conflitos regionais que proliferam no mundo globalizado deste início do século XXI. Se quiser ver esta ou outras letras da banda, clique aqui.

terça-feira, abril 27, 2010

O Sara Ocidental

Saara Ocidental (Sara Ocidental ou Sahara Ocidental) é um território na África Setentrional, limitado a norte por Marrocos, a leste pela Argélia, a leste e sul pela Mauritânia e a oeste pelo Oceano Atlântico. A capital é El Aaiún. O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.
Em 1975, a Espanha abandonou a sua antiga colónia, deixando para trás um país sem quaisquer infra-estruturas, com uma população completamente analfabeta e desprovida de tudo. O vazio criado por Espanha foi aproveitado pela Mauritânia (que se assenhoreou de 1/3 do território) e por Marrocos (que ficou com o restante) que, invocando direitos históricos, invadiram o território.
Em 27 de Fevereiro de 1976,a Frente Polisário proclamou a República Árabe Saaráui Democrática (RASD) e criou um governo no exílio. A RASD é reconhecida internacionalmente por 45 estados e mantém embaixadas em 13 deles, sendo membro da União Africana desde 1984. Carece, contudo, de representação na ONU. O primeiro estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 28 de Fevereiro de 1976.
Depois de vários combates a engenharia militar marroquina construiu um imenso muro de betão armado, por trás do qual os soldados marroquinos vivem entrincheirados, protegendo a extração do minério (fosfatos).
Veja, agora, o vídeo que seleccionei para hoje.




Assista,ainda, à apresentação sobre este assunto, elaborada por alunas do 12º C.

segunda-feira, abril 26, 2010

A Arte de Joana

Joana Vasconcelos (Paris, 1971) é uma artista plástica portuguesa contemporânea, considerada como uma das mais marcantes da última década, tendo já ganho diversos prémios.

Formou-se no AR.CO, em 1996. Trabalha frequentemente com escultura e com instalação. A sua mais famosa obra, Nectar pertence à Colecção Berardo e está exposta no Museu Colecção Berardo, instalado no CCB. Muitos dos seus trabalhos estão patentes em colecções privadas europeias. Na Bienal de Veneza, em 2005, a artista representou Portugal com A Noiva.



Em 30 de Junho de 2009, uma das suas obras intitulada Coração Independente Dourado foi leiloada na Christie's por 192 mil euros. Esta peça contém sete mil talheres de plástico de supermercado. Quando a artista plástica Joana Vasconcelos começou a construir a obra Coração Independente Dourado, em 2004, nunca imaginou que uma compradora anónima desse tanto dinheiro por talheres empilhados num coração de Viana.

Não sei nada sobre a licitadora, confessou Joana Vasconcelos, de 37 anos. Apenas que é americana e que tem uma boa colecção de obras de arte. Comprou esta para juntar às outras que tem em casa.



domingo, abril 25, 2010

ABRIL DE ABRIL

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre, 30 Anos de Poesia, Publicações Dom Quixote