sexta-feira, novembro 11, 2022

As Queijadas da Graciosa (Ilha Graciosa)

As Queijadas são um doce típico da Ilha Graciosa (Açores) e conhecidas um pouco por todo mundo. Noutros tempos eram designadas como Covilhetes de Leite e hoje em dia as Queijadas da Graciosa são uma das principais referências da doçaria desta região. 

Este doce era presença habitual nos dias de festa nas casas da ilha Graciosa. Nos últimos anos, as Queijadas da Graciosa são feitas numa unidade familiar na freguesia de São Mateus (Praia), sendo vendidas no mercado regional, nacional e no estrangeiro, tornando-se assim um dos principais cartões de visita desta bela ilha.

A sua confecção é toda realizada com produtos naturais, sempre respeitando as normas da doçaria da região.

Já no ano de 2015, uma importante conquista para as Queijadas da Graciosa foi o facto de terem recebido o Selo da Marca "Açores certificado pela natureza".

Se for visitar a Ilha Branca (Graciosa), não deixe de experimentar as Queijadas e maravilhar-se com este delicioso doce regional! Delicie-se!

Deixo-lhe agora uma receita deste doce que descobri aqui e outra no link acima.

Ingredientes

1 Kg. de Açúcar
2 Litros de leite
300 gr. de Farinha
20 Gemas
2 Ovos inteiros
100 gr. de Manteiga
Canela q.b.
Sal q.b.

Preparação

Para a confeção do recheio, que deve ser confecionado na véspera, coloca-se o leite e o açúcar num tacho e deixa-se ferver durante cerca de 2h30m até ficar um preparado espesso e com uma cor acastanhada. Mexa o preparado devagar algumas vezes enquanto estiver ao lume. Deixa-se arrefecer até ficar morno e adiciona-se as gemas batidas e duas colheres de sopa de manteiga, a canela e volta ao lume até levantar fervura, mexendo-se sempre. Reserva-se o recheio no frigorífico.

Para fazer a massa coloque num recipiente a farinha, quatro colheres de chá de manteiga derretida, uma colher de sopa de açúcar e um pouco de sal. Abre-se um buraco no centro e coloca-se os dois ovos.  Amassa-se muito bem e deixa-se repousar um pouco. Estende-se a massa muito fina.

Forram-se as formas já untadas com manteiga com a massa fina. Coloca-se no interior de cada forma um pouco de recheio e leva-se ao forno a 180 graus durante cerca de 30 minutos. 

quinta-feira, novembro 10, 2022

Modinha Para Gabriela

Ouça uma das divas da música brasileira, Gal Costa (falecida ontem), em Modinha Para Gabriela. Quem não se lembra?

Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ê meus camaradas

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela

Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou é assim que eu sou
Gabriela sempre Gabriela
Quando eu vim para esse mundo
Eu não atinava em nada
Hoje eu sou Gabriela
Gabriela ê meus camaradas

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela

Eu sou sempre igual não desejo o mau
Amo o natural etc e tal
Gabriela sempre Gabriela.

Eu nasci assim eu cresci assim
E sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela
Sempre Gabriela


Quem me batizou quem me nomeou
Pouco me importou é assim que eu sou
Compositores: Dorival Caymmi

quarta-feira, novembro 09, 2022

Quais São As Blusas Chiques?

Saiba quais são as blusas consideradas chiques vendo mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha. 

Neste vídeo Luciane  mostra-lhe alguns modelos de blusas, que não a deixam passar despercebida. São algumas blusas femininas muito chiques, que fazem qualquer mulher ter muita elegância, beleza feminina e estilo!

Algumas destas blusas são tendência da moda em 2023. Mas a maioria é atemporal, estando sempre na moda. Então veja o vídeo porque você vai gostar destas dicas de moda feminina. 


Ora veja. 
Vale bem a pena.

terça-feira, novembro 08, 2022

As Famosas Bebidas de Cuba

Cuba-Libre

Cuba possui um rico conjunto de bebidas originárias do país, que são extremamente famosas em todo mundo. Aqui vão elas:

  • Mojito: É um cocktail delicioso feito à base de rum branco. O seu acompanhamento é feito com folhas de hortelã o que deixa, ainda, esta bebida mais deliciosa e refrescante.

Este cocktail com mais de 100 anos, não tem a sua origem tão bem documentada quanto o daiquiri ou a cuba-libre. Sabe-se que floresceu na noite de Havana usando ingredientes nativos das Caraíbas. Os ingredientes são, além do rum, o açúcar (ou xarope), a hortelã, o limão e a água gaseificada.

A mistura de hortelã com bebidas é muito antiga. A exemplo do bullshot, o mojito teria sido criado por um inglês em alto-mar ou na terra. A diferença, neste caso, é que a história desta bebida era contada nos bares cubanos, em especial no "La Bodeguita del Medio", por ninguém menos que o escritor americano Ernest Hemingway. Segundo ele, o almirante e aventureiro inglês Francis Drake, o primeiro homem branco a aportar em inúmeras ilhas do Pacífico Sul, apaixonado pelos aromas da hortelã, teria sido o primeiro a misturar a planta com boas doses de rum.

Constantino Ribalaigua
  • Daiquiri: É uma bebida alcoólica ou, um cocktail  feito com rum, suco de lima, e açúcar ou xarope, de origem cubana. É uma das principais bebidas cubanas ao lado do mojito. O nome Daiquiri é o mesmo nome de uma praia perto de Santiago de Cuba e de uma mina de ferro situada na mesma área. A palavra vem do taíno, um idioma utilizado nas Antilhas e Bahamas que veio a ser extinto depois da colonização espanhola no século XVI. A bebida foi supostamente criada em 1905 num bar chamado Vénus em Santiago de Cuba, distante 37 quilómetros da mina, por um grupo de engenheiros americanos. 
  • Esta bebida, muito conhecida em Havana, é feita hoje em diversas versões. Embora tenha origem incerta, como grande parte das receitas tradicionais, foi no balcão do bar El Floridita, em Havana, que o Daiquiri ganhou notoriedade internacional. Isto porque Constantino Ribalaigua, o seu cantinero mais famoso e bartender-chefe, também conhecido como Rey de los Cocktails, desenvolveu versões exclusivas da bebida, que se tornaram a marca registada da casa.
  • Piña Colada: Esta bebida mundialmente famosa teve a sua origem em Porto Rico, em 1954, mas ganhou fama em Cuba. A Piña Colada é um cocktail  doce feito com rum, leite de coco e sumo de abacaxi (ou ananás). É servido geralmente batido ou mexido com gelo. O termo Piña Colada (pronuncia-se "pinha") pode traduzir-se como "abacaxi coado"!
  • Cuba-libre ou Cuba-livre: é uma bebida alcoólica, ou um cocktail feito à base de rum, refrigerante de cola e limão.

    Daiquiri
    Atribui-se a invenção desta bebida aos soldados norte-americanos que ajudaram nas guerras da independência cubana em 1898, o que explicaria o seu nome. Contudo, a história da cuba‐libre é controversa. Devido às alegações americanas de que um dos seus navios foi sabotado pela Espanha, os Estados Unidos envolveram-se em guerra contra os espanhóis, auxiliando as colónias deste império no seu processo de emancipação.
    Entre os norte-americanos enviados para Cuba estava o Capitão Russell, que supostamente teria levado Coca-Cola para a guerra. Já em Cuba, Russell teria solicitado uma dose de rum à qual misturou o refrigerante, criando assim a cuba‐libre, em referência ao objetivo das suas tropas na ilha.

    As controvérsias com esta versão residem em fontes que afirmam que a Coca-Cola só chegaria a Cuba em 1900, dois anos após o retorno de Russell aos EUA.

    segunda-feira, novembro 07, 2022

    Palavras...





    "Palavras - são tão inocentes e impotentes enquanto dispostas num dicionário; mas tão potencialmente boas ou más elas se tornam nas mãos de quem sabe combiná-las...".

    Nathaniel  Hawthorne

    domingo, novembro 06, 2022

    Te Amaré & Óleo de Mujer con Sombrero

    Ouça o cantor cubano Silvio Rodríguez em "Te Amaré" e "Óleo de Mujer con Sombrero".

    "Te Amaré" e "Óleo de Mujer con Sombrero", foram o sétimo e oitavo temas do concerto realizado em 2018, no teatro Martí, em Havana, Cuba. 

    Te Amaré  (Silvio Rodríguez)

    Te amaré, te amaré como al mundo
    te amaré aunque tenga final
    te amaré, te amaré en lo profundo
    te amaré como tengo que amar.

    Te amaré, te amaré como pueda
    te amaré aunque no sea la paz
    te amaré, te amaré lo que queda
    te amaré cuando acabe de amar.

    Te amaré, te amaré si estoy muerto
    te amaré al día siguiente, además
    te amaré, te amaré como siento
    te amaré con adiós, con jamás.

    Te amaré, te amaré junto al viento
    te amaré como único sé
    te amaré hasta el fin de los tiempos
    te amaré y, después, te amaré.

    Óleo de Mujer con Sombrero  (Silvio Rodríguez)

    Una mujer se ha perdido
    conocer el delirio y el polvo;
    se ha perdido esta bella locura,
    su breve cintura debajo de mí.
    Se ha perdido mi forma de amar;
    se ha perdido mi huella en su mar.

    Veo una luz que vacila
    y promete dejarnos a oscuras;
    veo un perro ladrando a la luna,
    con otra figura que recuerda a mí.
    Veo más: veo que no me halló;
    veo más: veo que se perdió.

    La cobardía es asunto
    de los hombres, no de los amantes.
    Los amores cobardes no llegan
    a amores o a historias, se quedan allí:
    ni el recuerdo los puede salvar,
    ni el mejor orador conjugar.

    Una mujer innombrable
    huye como una gaviota
    y yo, rápido, seco mis botas,
    blasfemo una nota y apago el reloj.
    Que me tenga cuidado el amor,
    que le puedo cantar su canción.

    Una mujer con sombrero
    —como un cuadro del viejo Chagall—,
    corrompiéndose al centro del miedo,
    y yo, que no soy bueno, me puse a llorar.
    Pero entonces lloraba por mí
    y ahora lloro por verla morir.

    sábado, novembro 05, 2022

    TUT, o Rei Menino

    Tutancámon (c. 1 341 a.C. — c. 1 323 a.C.) foi um faraó da décima oitava dinastia (governou de c. 1332–1323 a.C.), durante o período da história egípcia conhecido como Império Novo.

    Desde a descoberta de sua tumba quase intacta, foi chamado coloquialmente como Rei Tut. O seu nome original, Tutankhaten, significa "Imagem viva de Áton", enquanto que Tutankhamun significa "Imagem viva de Amom". 

    A descoberta a 4 de novembro de 1922, por Howard Carter, da tumba de Tutancámon, financiada por Lord Carnarvon, recebeu a cobertura da imprensa mundial. Isto despertou um enorme interesse público pelo antigo Egito, do qual a Máscara mortuária de Tutancámon continua a ser um símbolo popular. 

    Tutancâmon foi enterrado num túmulo excepcionalmente pequeno tendo em conta o seu status. A sua morte pode ter ocorrido inesperadamente, antes da conclusão de uma grandiosa tumba real, fazendo com que a múmia de Tutancámon fosse sepultada num túmulo destinado a outra pessoa. Assim se preservaria a observância dos habituais 70 dias entre a morte e o enterro.

    A tumba, encontrada quase intacta e repleta de tesouros, foi saqueada pelo menos duas vezes na antiguidade.  Mas, com base nos itens retirados (incluindo óleos e perfumes perecíveis) e a evidência de restauração da mesma após as intrusões, esses saques provavelmente ocorreram alguns meses depois do enterro inicial. Entretanto, a localização do túmulo perdeu-se no tempo, porque ficou soterrado por detritos de tumbas posteriores, além disso, foram construídas casas de trabalhadores sobre a sua entrada.

    O túmulo continha 5,398 items, incluindo um caixão de ouro maciço, a máscara mortuária de Tutancámon, tronos, arcos e flechas, trombetas, um cálice de alabastro, 130 bengalas e suportes, comida, vinho, sandálias e roupas íntimas de linho. Howard Carter levou 10 anos a catalogar todos estes itens. Uma análise efetuada em 2016 descobriu que a lâmina de punhal de ferro de Tutancâmon, uma adaga recuperada da tumba, tinha uma lâmina de ferro confeccionada a partir de um meteorito.

    Em fevereiro de 2010, os resultados dos testes de DNA realizados confirmaram que ele era o filho de uma múmia que alguns acreditavam ser de Aquenáton. A  mãe era a irmã e a esposa de seu pai, cujo nome é desconhecido, mas cujos restos mortais são positivamente identificados como a múmia "Dama Jovem" (possivelmente Nefertiti).  

    Cem anos depois da descoberta do túmulo de Tut, o Rei Menino, repleto de tesouros maravilhosos, este continua a deslumbrar-nos e a proporcionar-nos novos conhecimentos acerca dos costumes egípcios. Tut transformou-se, assim, num dos faraós mais famosos do Egito. 

    sexta-feira, novembro 04, 2022

    A Gastronomia Cubana

    As comidas típicas (ou principais pratos) de Cuba são: 

    • Moros y Cristianos: é um prato tradicional  servido tanto nos restaurantes como nas casas cubanas  (veja a receita no vídeo abaixo). É a versão cubana do arroz com feijão, que é um prato encontrado em toda a América Latina, Caraíbas e no sul dos E.U.A..

    Moros y Cristianos significa literalmente em português, Mouros e Cristãos, que é um festival que ocorre na Espanha, de forma a celebrar a Reconquista aos mouros entre os séculos VIII e XV. Uma versão deste festival existe nas Filipinas como o nome de moro-moro. Em Portugal e nos países lusófonos, esta festa ocorre de forma parecida, com o nome de Cavalhadas.
    Moros y Cristianos é a versão cubana do arroz com feijão, em que os Moros são representados pelo feijão e os Cristianos pelo arroz.

    • Ajiaco: Um prato muito famoso, não só em Cuba, mas também em outros países latinos. É um prato feito à base de batata, frango e milho. A especificidade do Ajiaco tem a ver com o uso de ervas nativas. Neste caso, especificamente, é adicionada uma erva chamada Guasca e as batatas utilizadas são originais de Cuba. 
    • Arroz Con pollo: Um dos pratos mais comuns e badalados de Cuba. A especificidade deste prato é a cor amarelada do arroz que  é misturado e cozido com Achiote. O acompanhante principal deste arroz é o frango, que também é cozido com o arroz.
    • Ropa Vieja: Um prato muito tradicional, básico e de sabor é excelente. Os ingredientes são: carne de vaca desfiada misturada com arroz branco, feijão e salada para fechar o prato. O grão de bico é algo fundamental também nesta refeição. 
    • Tamales: Um prato que pode encontrar noutros países, mas cada um deles tem um tempero específico. O cubano é uma mistura de frango e milho.  Os tamales são parecidos com uma pamonha, bem macia e deliciosa! 

    E agora quais são as sobremesas cubanas?

    As suas tradicionais sobremesas são: rosquita, tortica de morón e biscocho. No fundo são bolachinhas mais secas, mas deliciosas.

    quinta-feira, novembro 03, 2022

    Oxalá te Veja

    Ouça a banda portuguesa O'queStrada (exclusivo Antena 3) em Oxalá te Veja. 

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra os dias que passam a meu lado

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Que me dizem "estou aqui, estamos lá"

    Ai diz-me lá-á

    Diz-me aqui

    Oxalá oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra os dias que passam a meu lado

    Tenho dores fechadas em caixinhas

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Mas que me dizem "estou aqui, estamos lá!"

    Ai diz-me lá-á

    Diz-me aqui

    Oxalá oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Ao pé de mim

    Ai oxalá te veja a meu lado ah

    Oxalá te veja vem aqui

    Ai oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

    Ao pé de mim

    Glória à Hirmínia, ao merceneiro e tais fadistas

    Glória à ginjinha, ao medronho e à revista

    Glória à Hirmínia!

    Glória!

    À Hirmínia, ao merceneiro e tais fadistas

    À ginjinha, ao medronho e à revista

    Contra mim, contra ti, contra lá

    Contra aqui, contra ali, contra cá

    Conta mim, contra ti, contra lá

    Contra mim, contra ti, contra lá

    segunda-feira, outubro 31, 2022

    Broas De Café

    As Broas são uma tradição na época dos Santos ou no Natal em algumas regiões portuguesas. Aprenda a fazer broas de café com um toque de mel e nozes.  Para isso, deixo-lhe aqui várias receitas: nos vídeos abaixo, nos links e ainda outra já a seguir. 

    Ingredientes 

    700 g de açúcar amarelo
    500 ml de café forte
    500 ml de água
    20 g de erva doce em pó
    50 g de canela
    1 colher de chá de sal
    250 g de nozes moídas
    500 ml de azeite
    1 kg de farinha
    4 colheres de sopa de mel

    Preparação

    Ferva os ingredientes todos com excepção da farinha.
    Depois com o tacho fora do lume deita-se a farinha e leva-se novamente ao lume e deixa-se cozer um pouco.
    Vão ao forno em tabuleiro untado a secar um pouco, eu deixo cerca de 20 minutos.
    Ainda quentes passam-se por açúcar.

    Algumas dicas:

    A confecção das broas de café tem 2 segredos principais: a qualidade do café e a consistência da massa. Eis como proceder em cada uma das situações:

    1. Para obter um café bem forte: ferva a água e adicione o café. Mexa bem e volte a ferver novamente.
    2. Para saber quando a massa está com a consistência certa: mexa insistentemente até que comece a ficar com um comportamento semelhante à plasticina, em que a massa descola do fundo da panela. Se for necessário, adicione um pouco mais de farinha.
    3. Pode substituir o mel por caramelo. Também pode alterar a quantidade de açúcar consoante o seu gosto pessoal.
    4. A erva doce proporciona um aroma ótimo e contrasta bem com o sabor do café. Mas se não gostar, pode eliminar este ingrediente.

    Agora as Broas de Café e Mel (de Pedrógão - Torres Novas), também conhecidas como como Broas Fervidas, ou Podres.

    As Broas de Café e Mel são um dos doces tradicionais do Ribatejo, e são broas rápidas e fáceis de fazer. 

    Ingredientes:

    250ml azeite
    200ml água
    10gr café solúvel
    250gr açúcar amarelo
    10gr mel
    500gr farinha T65
    7gr erva doce
    10gr canela
    4gr fermento em pó
    1 pitada cravinho
    1 pitada de sal
    100gr frutos secos grosseiramente picados (amêndoa - noz - pinhão - mistura de vários frutos secos)*
    q.b. açúcar branco para polvilhar. Para as preparar não deixe de ver o vídeo a seguir. 

    domingo, outubro 30, 2022

    La Bodeguita del Medio

    La Bodeguita del Medio, ou La Bodeguita, é um bar e restaurante de comida típica cubana localizado em Havana Velha, Cuba. 

    Hoje em dia é uma  notória atração turística da cidade. As suas paredes estão repletas de escritos e assinaturas de visitantes, ilustres ou não. Dentre os seus frequentadores célebres, contam-se Salvador Allende, Pablo Neruda, Errol Flynn e Ernest Hemingway, que escreveu nas paredes: "My mojito in La Bodeguita, My daiquiri in El Floridita", ou seja, O Meu mojito na Bodeguita, o meu daiquiri no Floridita. O poeta cubano, Nicolás Guillén, por sua vez, dedicou-lhe estes versos:

    La Bodeguita es ya la bodegona,

    que en triunfo al aire su estandarte agita,

    más sea bodegona o bodeguita

    La Habana de ella con razón blasona.

    Hártase bien allí quien bien abona

    plata, guano, parné, pastora, guita.

    Mas si no tiene un kilo y de hambre grita.

    No faltara cuidado a su persona.

    La copa en alto, mientras Puebla entona

    su canción, y Martínez precipita.

    Marejadas de añejo, de otra zona.

    Brindo porque la historia se repita,

    y porque es ya la bodegona,

    nunca deje de ser La bodeguita.

    E agora fique também com Carlos Puebla em La Bodeguita del Medio. Aqui, no documentário para a televisão cubana (1989), Carlos Puebla é acompanhado por Los Tradicionales. 

    sábado, outubro 29, 2022

    O Pai Tirano

    O Pai Tirano (1941) é um filme português de António Lopes Ribeiro que conta no elenco com: Vasco Santana, Ribeirinho, Leonor Maia, Barroso Lopes, Graça Maria, Luísa Durão, Laura Alves e Eliezer Kamenesky.

    O Pai Tirano é um dos maiores e mais representativos sucessos da época dourada do cinema português. 

    Este filme é considerado a maior obra-prima do cinema em Portugal. É, também, considerado pelos especialistas, pelos fãs e pelos maiores cineastas internacionais como "O Melhor Filme Português de Sempre", incluindo "o maior clássico do cinema português". Foi, também, o maior desempenho de Vasco Santana no cinema, depois de  "A Canção de Lisboa" e antes de «O Pátio das Cantigas», a estreia de João Villaret no cinema e o início do sucesso de Ribeirinho.

    Sinopse: 

    O filme retrata a tempestuosa paixão de um jovem amador dramático, caixeiro nos Armazéns Grandella, por uma simpática empregada da Perfumaria da Moda.

    O protagonista é Chico Mega (Ribeirinho), empregado de sapataria dos Grandes Armazéns do Grandella, que nutre uma grande paixão por Tatão (Leonor Maia), empregada na Perfumaria da Moda. Esta, por seu turno, é cortejada por Artur Castro (Arthur Duarte), um bon-vivant. Como Tatão é uma fervorosa cinéfila, Chico esconde-lhe que é ator num grupo de teatro amador: os "Grandelinhas", dirigidos pelo mestre José Santana (Vasco Santana). Do grupo fazem também parte Gracinha (Graça Maria), apaixonada por Chico, Dona Cândida (Luísa Durão), Lopes (Barroso Lopes), Seixas (Seixas Pereira), o contrarregra Machado (Armando Machado) e o ponto Pinto (Reginaldo Duarte). O grupo decide levar à cena a peça "O Pai Tirano ou o Último dos Almeidas".

    Enquanto que o Mestre Santana procura ocultar de Gracinha a paixão de Chico por Tatão, este resolve albergar-se na mesma pensão onde mora Tatão, só para ficar mais próximo dela. A pensão é dirigida por Dona Emília (Emília de Oliveira), auxiliada pela criada Laura (Laura Alves) e entre os hóspedes encontram-se o contabilista Prata (Joaquim Prata), a dactilógrafa Amélia (Nelly Esteves) e o refugiado russo Ciriloff (Eliezer Kamenesky). Tatão vai rejeitando os avanços de Chico até ao dia em que ela erroneamente se convence que Chico é o herdeiro rico de uma família aristocrata.

    Decide então aceitar o pedido de namoro de Chico e pede-lhe para conhecer a sua família. Confrontado com esta situação, Chico resolve pedir ajuda ao Mestre Santana, que decide ensaiar um ato da peça num palacete onde trabalha como governanta a sua prima Teresa (Teresa Gomes), uma alcoólica inveterada. Conseguem enganar Tatão, até ao dia em que Artur descobre que Chico é ator e resolve convidar Tatão e todos os hóspedes da pensão para a estreia da peça.

    sexta-feira, outubro 28, 2022

    Cabra-Cega

    Ouça a cantora Márcia em "Cabra-Cega"  (vídeo oficial).

    Ana Márcia de Carvalho Santos (1982) é uma cantora e compositora portuguesa.

    Estudou Pintura na Faculdade de Belas Artes e estagiou em cinema documental, mas à parte da sua formação académica frequentou o curso de canto na Escola de Jazz Hot Clube. Fez parte do grupo popular Real Combo Lisbonense.

    Zero a zero, não me espanta o impasse

    Se você quer, escondo o medo sem mostrar como o faço

    No entanto amargo a cada som que não me sai, que adormeço

    Tenho cara de quem morde mas apenas sou o que mereço

    Uma oração pra perder o meu embaraço

    Em hora sã hei-de por termo ao que só me traz cansaço

    A cada cara à minha volta que me fita só que eu não posso ver

    Que tem a fé num perfeito que eu não sei fazer

    E eu sei de mais ou menos cem

    Quiçá eu não apareço hoje...

    Quero ficar bem a sós

    Amuada no meu canto e a aquecer a voz.

    Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta

    Mas também, sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta

    E olha quem, tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta

    E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted

    Nunca sei porquê o maltrato é um unguento

    Que sem ninguém ver vai guardando cimento

    A cada cara à minha volta vou lhe dizer só que eu não posso mais...

    Quero sedar o meu som confinar-me a afinar em silêncio


    Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é esperta

    Mas também, fugir pra ti faz parte de investir na pessoa certa

    E olha quem vem agora pra ficar é que eu ao menos não deixei aberta

    A minha porta a ver quanto tempo sobra pra quem vem

    A minha porta a ver quanto tempo sobra

    Eu sei que é fácil de montar o aparato da menina que é culta

    Mas também sorrir sai mais barato que cuspir pensamentos à solta...

    E olha quem tem a fome da sinceridade ao menos não te dei a volta

    E eu não volto a jogar à cabra-cega com usted

    E eu não volto a jogar à cabra-cega

    E eu não volto a jogar à cabra-cega

    E eu não volto a jogar à cabra-cega

    quinta-feira, outubro 27, 2022

    O Jogo da Cabra-cega

    A Cabra-cega é um jogo conhecido em toda a Europa. Na França é denominado como colin-maillard, em homenagem a um homem chamado Colin, que numa luta medieval, ficou cego.

    Na Itália chama-se Mosca cieca ("mosca cega"); na Alemanha, Blindekuh ("vaca cega"). Nos Estados Unidos a brincadeira é conhecida como blindman’s buff. A cabra-cega é uma brincadeira extremamente comum em vários países ao redor do mundo.

    Na Idade Média e na Era Vitoriana, era um divertimento aristocrático: na Casa dos Tudor (dinastia inglesa que reinou entre 1485 e 1603), os jogos de cabra-cega eram opção para recreação.

    F. Goya - Cabra-cega

    Acredita-se, contudo, que esta brincadeira tenha surgido durante a Dinastia Zhou, da China, perto do ano 500 a.C. Há quem defenda também que a Cabra-cega é uma brincadeira de crianças surgida há mais de 2.000 anos atrás, na Grécia. Hoje em dia é um jogo infantil, mas na Idade Média foi um passatempo palaciano. 

    A cabra-cega é, portanto, um jogo recreativo infantil (uma brincadeira a partir dos 6 anos) que estimula a atenção, a concentração e a orientação espacial.

    Nesta brincadeira um dos participantes, de olhos vendados (escolhido ou sorteado), será a cabra-cega e, procura adivinhar e apanhar os outros participantes da brincadeira. Aquele que for agarrado, passará a ficar com os olhos vendados. Neste jogo não há um número certo de jogadores e o material necessário é apenas uma venda para tapar os olhos da pessoa que faz de cabra-cega.

    O jogo começa com os jogadores a fazer uma roda à volta da cabra-cega que está de joelhos e, claro, de olhos tapados, entretanto começam a dizer o seguinte:

    "Cabra-cega, donde vens?"
    "Venho da serra."
    "O que me trazes?"
    "Trago bolinhos de atum."
    "Dá-me um!"
    "Não dou."

    Depois, começam todos a dizer "Gulosa, gulosa, gulosa,…" e a fugir, até que ela, ao apanhar alguém, terá de adivinhar quem é. Se assim for, essa pessoa passa a ser a cabra-cega. Antes de começar a apanhar, dá três voltas sobre si mesma, enquanto fogem os jogadores cantando:

    "Cabra-cega! Cabra-cega! Tudo ri, mãos no ar, a apalpar, tatear, por aqui, por ali. Tudo ri! Cabra-cega! Cabra-cega! Mãos no ar, apalpando, tateando, por aqui, por ali, agarrando o ar! Tudo ri…"

    Se a cabra-cega sair do local, poderá ser avisada pelos jogadores da seguinte forma: "Cabra-cega o que perdeste?"
    "Fina ou grossa?"
    "Fina" ou "Grossa"
    "Então anda achá-la."

    quarta-feira, outubro 26, 2022

    A Borlunga, Quissângua ou Mageu

    A Borlunga como é conhecida no sul de Angola e em especial em Moçâmedes - Namibe, é uma bebida agradável e energética. Também é conhecida por Quissângua (ou Garapa). 

    A Kissangua é uma bebida tradicional do povo Ovimbundu do sul de Angola. A sua forma original é feita de milho a germinar designado em umbundu de osovo. É uma bebida tradicionalmente obtida a partir de produção artesanal, contudo, na atualidade há a produção industrial da mesma.

    A maioria das pessoas fabricam esta bebida com fuba ou sêmola de milho (ver vídeo abaixo), batata doce , arroz, ou mesmo Massambala, contudo pode ser fabricada com frutos, em especial o abacaxi que é posto a fermentar. A mais comum é a feita com fuba e a sua fabricação estende-se até à África do Sul, onde é produzida industrialmente e conhecida por: "Mageu". 

    A receita de "Borlunga" ou "Quissângua" que lhe deixo aqui é feita com as cascas do abacaxi e com a parte dura existente no centro do fruto. 

    Preparação:

    1 - Descascar o abacaxi generosamente deixando um bom bocado da polpa do fruto agarrada à casca e retirar o centro duro do fruto. Não utilizar as rodelas do abacaxi. Podem-se comer ou fazer-se uma salada de frutas com elas. 

    2 - Cortar as cascas e o centro em bocados e colocá-las a cozinhar com pouca água. 

    3 - Fazer, com o preparado anterior, uma pasta com o pilão ou com a varinha mágica. Deitar essa pasta num garrafão dos de água (de 5 L). 

    4 - Encher o garrafão até cerca de 2/3 da sua capacidade com água. Acrescentar, depois, uma chávena de açúcar e para facilitar a fermentação juntar uma colher de chá de "fermipan". 

    5 - Fechar o garrafão com a rolha. Este deve ser colocado depois numa varanda sem exposição direta ao sol (não sei se o sol prejudica ou não a fermentação, mas os garrafões em Angola eram pendurados à sombra duma árvore, talvez para o vento ir agitando a bebida). 

    6 - No verão, ao fim de dois dias a bebida está pronta. Deve em seguida ser transferida para garrafas de água, depois de ser passada por um coador. As garrafas de bebida devem ser colocadas na geleira (frigorifico). É uma bebida muito agradável e nutritiva, posso dizer mesmo deliciosa, quando tomada bem geladinha. 

    - Normalmente usa-se o garrafão para mais dois fabricos e depois começa-se com novo abacaxi. Durante o fabrico, uma ou duas vezes por dia, deve agitar-se a mistura e tirar-se a pressão do CO2 produzido no processo de fermentação. A fermentação não se completa para o açúcar não aumentar o teor alcoólico que se deseja muito baixo ou quase nulo. 

    Cuidado: Esta bebida é tão boa, tão boa, que pode produzir viciação e tornar-se num borlungo-dependente. 

    Divirta-se fabricando e saboreando esta deliciosa bebida.

    Faça bom proveito.

    terça-feira, outubro 25, 2022

    O Machimbombo

    Embora o Dicionário Eletrónico Houaiss diga que o vocábulo machimbombo é de origem controversa, o Dicionário da Língua Portuguesa de 2008, da Porto Editora, considera que se trata de uma palavra vinda "do inglês, machine pump, bomba mecânica".

    Machimbombo é , portanto "ascensor mecânico; qualquer veículo pesado e ronceiro" e, em Angola e Moçambique, "autocarro de transporte público".



    Além das fotografias e do texto ao lado e abaixo, da Ilustração Portuguesa n.º 386, 17.07.1913, serem muito curiosos e interessantes, fique-se então a saber que machimbombo não é uma palavra com origem em África, mas que já se usava em Portugal no início do século XX.





    O que aqui está ao lado é o antecessor do eléctrico 28, sempre cheio de turistas e alguns ladrões e que muitos de nós continuamos a utilizar.




    Machimbombo da Bica, Machimbombo do Lavra... ficava realmente muito extenso.



    Concluindo, a palavra Machimbombo é, portanto, uma palavra bem portuguesa que significa elevador mecânico (Ascensor mecânico para ladeiras íngremes = Elevador), mas que caiu totalmente em desuso. 




    Em África (Angola e Moçambique) significa: grande veículo automóvel de transporte coletivo de passageiros, ou seja, Autocarro.  Este termo aparece, por vezes, como sinónimo de carro velho =  Carripana e Cangalho.

    domingo, outubro 23, 2022

    Tuareg

    Ouça o cantor brasileiro Lulu Santos em Tuareg.

    Na areia branca

    Do deserto escaldante

    Ele nasceu, cresceu guerreando

    Caminhando dia e noite

    No deserto sem errar

    Pois com muita fé

    Ele só pára rezar

    Pois pela direção do sol e das estrelas

    No oásis escondido

    Água ele vai achar

    Pois o homem de véu azul

    É o prometido de Alá

    Galopando seu cavalo preto brilhante

    Ele vem todo dia azul

    Orgulhoso e confiante

    Trazendo seu rifle embalado

    Sua adaga tira-colo

    Sempre pronto para o que der

    E o que vier

    Pois ele é sentimental

    Humano, é nobre é mouro

    È muçulmano

    Pois ele é guerreiro

    Ele é bandoleiro

    Ele é justiceiro

    Ele é mandingueiro

    Ele é um tuareg.


    Pois ele é guerreiro

    Ele é bandoleiro

    Ah! Ele é justiceiro

    Ele é mandingueiro

    Ele é um tuareg