sábado, setembro 28, 2019

Tá Escrito

Oiça o cantor brasileiro Xande de Pilares em Tá Escrito.

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta e não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer
É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar
Erga essa cabeça
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora (manda essa tristeza embora)
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar
Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora
Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta e não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer
É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar, vai
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar
Erga essa cabeça
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Manda essa tristeza embora, por favor
Basta acreditar que um novo dia vai raiar (um novo dia vai raiar)
Sua hora vai chegar
Erga essa cabeça
Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar
Fonte: LyricFind
Compositores: Alexandre Assis / Carlos Rodrigues / Gilson Bernini

https://www.youtube.com/watch?v=bqMMDty5KNY

sexta-feira, setembro 27, 2019

Há um novo Deus e uma nova verdade...



Há um novo Deus e uma nova verdade, que é compartilhada na Internet e imposta pela tecnologia, realidade que tem transformado as nossas vidas.
Esta nova realidade alternativa acaba por suplantar as relações no mundo real, servindo de alimento, muitas vezes de pouco valor, para satisfazer a nossa fome de conhecimento e de intimidade.

quinta-feira, setembro 26, 2019

A Lista

Oiça A Lista na voz do cantor brasileiro Oswaldo Montenegro.
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber

Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

quarta-feira, setembro 25, 2019

A Selvagem

Às vezes, como os grandes fantasistas,
Sinto o desejo intenso das viagens…
E ir sozinho habitar entre os selvagens,
Como num ermo os ásperos trapistas.

As grandes, vastas, límpidas paisagens,
Que sabem ver os imortais artistas…
Teriam novos tons, novas imagens,
Longe do mundo avaro e as suas vistas!

Com uma virgem — flor dessas montanhas —
Entre os mil sons das árvores estranhas,
Dos coqueiros, bambús … fôra feliz!…

Dormiria em seus braços nus, lustrosos,
E ouviria, entre uns beijos voluptuosos,
— Tilintar-lhe as argolas do nariz.
Gomes Leal

terça-feira, setembro 24, 2019

Sobre Rodas




Sobre Rodas é um filme infanto-juvenil e o primeiro longa metragem do realizador e roteirista brasileiro Mauro D'Addio.
Sobre Rodas foi eleito o Melhor Filme pelo público no TIFF Kids do Canadá, no Chicago International Children's Film Festival e na Mostra Geração do Festival do Rio 2018.
No elenco o filme conta com os desempenhos de Lara Boldorini, Cauã Martins, Georgina Castro, entre outros.



Sinopse:

Lucas (Cauã Martins) é um menino que chega a uma nova escola depois de sofrer um acidente que o colocou numa cadeira de rodas. Lá, ele se torna amigo de Laís (Lara Boldorini), uma colega de classe que sonha em conhecer o pai que a abandonou.
Juntos, os dois iniciam uma jornada inesperada e decidem fugir de casa atrás do pai da menina que ela não chegou a conhecer.
A partir daí, são abordados temas como inclusão, primeiro amor e despertar da adolescência.
Veja agora o Trailer do Vimeo.
SOBRE RODAS trailer from Klaxon Cultura Audiovisual on Vimeo.

segunda-feira, setembro 23, 2019

Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
Miguel Torga - Do livro: Diário X, s/editora, 1966, Coimbra

domingo, setembro 22, 2019

O Menino Selvagem

O Menino Selvagem é um filme francês de 1970, do género drama, realizado por François Truffaut e baseado em livro de Jean Itard (1774-1838), um médico psiquiatra francês que se torna responsável pela educação de uma criança selvagem.
O filme foi produzido por Marcel Berbert e a banda sonora é de Antoine Duhamel, o desenho de produção de Jean Mandaroux, os figurinos de Gitt Magrini e a edição de Agnès Guillemot.

Sinopse:
Um dos mais belos filmes de Truffaut, baseado num caso real: a tentativa de reeducação de uma criança selvagem capturada na floresta de Aveyron. O próprio Truffaut interpreta o papel do professor Itard que toma nas mãos o paciente trabalho, feito de esperanças e desilusões. Belíssima fotografia, a preto e branco, de Nestor Almendros.
É um ótimo filme, essencialmente dirigido às pessoas ligadas à Psicologia, à Educação e às Ciências Sociais.
O garoto selvagem - legendado pt br from Silvana on Vimeo.

sábado, setembro 21, 2019

A Antiga Colónia Agrícola de Pegões

Santo Isidro de Pegões é uma aldeia rural portuguesa localizada no concelho de Montijo que tem a particularidade de ser uma obra do modernismo português.
Foi planeada e construída de raiz há 65 anos pela Junta de Colonização Interna, uma estrutura que tinha como objetivo a colonização de terrenos e o desenvolvimento agrícola.
A Antiga Colónia Agrícola de Pegões fica situada a cerca de 20 de Km do Montijo e inclui os lugares das Faias e de Pegões Velhos, na freguesia de Pegões, concelho de Montijo. É um espaço agrícola de grande qualidade, com um património edificado com grande valor (as casas dos colonos, as igrejas, as escolas do ensino básico, a casa do padre, a casa do professor, etc.) e com uma cooperativa agrícola que produz dos melhores vinhos do mundo.
O principal arquiteto deste projeto, único a sul do Tejo, foi Eugénio Correia e tudo isto pode ter um grande valor turístico.
Se quiser ficar a saber mais sobre este assunto assista ao vídeo abaixo, ou ao programa da RTP, Visita Guiada,  clicando aquidedicado à Colónia Agrícola de Pegões.


sexta-feira, setembro 20, 2019

22 Segredos de Beleza





Fique a conhecer através do vídeo abaixo 22 segredos de beleza para poder ter uma imagem perfeita.
Não perca esta oportunidade
Ora veja!

quinta-feira, setembro 19, 2019

A sensação de falsa segurança



A sensação de falsa segurança alimentada pela sociedade de que Bauman já nos tinha alertado quando disse:
"A incerteza, a principal causa da insegurança, é o instrumento mais decisivo de poder".  Vendem-nos segurança como um remédio, enquanto nos roubam o nosso verdadeiro valor, deixando-nos a enfrentar riscos sem estarmos preparados.

quarta-feira, setembro 18, 2019

As Palavras

Ficarão para sempre abertas as minhas
salas negras.
Amarrado à noite,
eu canto com um lírio negro sobre a boca.

Com a lepra na boca,
com a lepra nas mãos.
Este mamífero tem sal à volta,
este mineral transpira, a primavera precipita-se.

Com a lepra no coração.
Mais de repente,
só chegar à janela e ver uma paisagem tremendo
de medo.

E uma vida mais lenta
só com uma estrela às costas,
uma tonelada de luz inquieta,
uma estrela respirando como um carneiro
vivo.

Igual a esta espécie de festa dolorosa,
apenas um ramo de cabelos violentos
e o seu odor a pimenta,
no lado escuro
como se canta que as salas vão levantar
o seu voo.

Ficarão para sempre abertas estas mãos exageradas
em dez dedos com sono,
como uma rosa acima do pénis.

Ao cimo do caule de sangue,
essa flor confusa.
Um equilíbrio igual,
só a estrela ao cimo do êxtase.

Só alguma coisa parada no cimo de uma visão
tremente.
A primavera, que eu saiba,
tem o sal como cor imóvel,

Por um lado entra a noite,
assim de súbito negra.

De uma ponta à outra enche-se o espaço
aplainando tábuas.
Rasga-se seda para aprender o ritmo.
Abraço um corpo com as camélias
a arder.

Abertas para sempre as negras partes
de mais uma estação.

Semelhante a isto
as mulheres andam pelas galerias transparentes,
e o palácio queima a noite onde estou
cantando.

É possível ainda cortar ao meio o ofício de ver —
e num lado há espelhos bêbedos,
no outro um cardume ilegível de sons
obscuros.

Sabe-se então pelo silêncio em volta,
sabe-se em volta que são lírios
sonoros.

Passando
as mulheres colhem estes sons irrompentes,
e as mãos ficam negras junto à beleza
insensata.

Elas sorriem depois com um talento
terrível.
Levamos às costas um carneiro palpitante.

Pesa tanto uma estrela
quando se acorda nas salas negras abertas de par em par,
e as mãos agarram um ramo de cabelos dolorosos,
e sobre a boca um lírio em brasa,
branco, branco,

que não nos deixa respirar.
A lepra na boca,
que não nos deixa respirar.

Um ramo de lepra contra o corpo,
como isto então só o movimento de águas obscuras
pelos canais de um canto,
como um palácio de salas negras abertas
para sempre.

Este animal respira como um espelho de pé,
no ar,
no ar.
Herberto Helder

terça-feira, setembro 17, 2019

O Nosso Cônsul em Havana

O Nosso Cônsul em Havana é uma série ficcional televisão portuguesa inspirada livremente no período em que Eça de Queiroz foi Cônsul de Portugal em Cuba, à época colónia espanhola. Realizada por Francisco Manso (Assalto ao Santa Maria, A Ilha dos Escravos, O Testamento do senhor Napomuceno) e escrita por António Torrado com colaboração de José Fanha, a série é uma ficção histórica com base em factos reais contada em 13 episódios de 45 minutos.
Em 1871 caiu o Governo que proibira as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, lideradas por Antero de Quental, onde Eça de Queiroz interviera.
No ano seguinte Eça é nomeado Cônsul, em Havana, por Andrade Corvo, Ministro dos Negócios Estrangeiros do novo Governo de carácter mais liberal.
Em Cuba, colónia espanhola, continua a escravatura.
Existem cerca de cem mil contratados chineses que saem da China através de Macau com documentos portugueses.
Eça segue para Havana com o encargo de tentar resolver o problema dos chineses, tratados como escravos nas plantações de cana-de-açúcar. Durante o tempo em que lá permanece, Eça não deixa por mãos alheias os seus méritos de sedutor e vive um amor escaldante com Mollie, filha do General americano Bidwell, uma jovem moderna e apaixonada que se sente tão à vontade à mesa de póquer como no jogo da sedução. Seguiremos também a história de Lô, uma menina chinesa que embarca clandestinamente para Cuba e que é ajudada por um marinheiro de bom coração, que a entrega às freiras do Convento de Santa Clara.
Para ajudarem Lô a escapar das garras do grande traficante de escravos da Ilha, Don Zulueta, vão convergir pessoas de bem e defensoras da liberdade: o jornalista e livre-pensador Vicente Torradellas, D. Antónia Morales, proprietária de terras, a Madre Filomena, o próprio Eça de Queiroz e o seu amigo Juan, um rapazito engraxador cheio de manhas e artimanhas necessárias à sobrevivência numa cidade como Havana. Se ainda não viu nenhum episódio não deixe de o fazer clicando aqui.  Entretanto para lhe abrir o apetite não deixe de ver, clicando aqui, o Makinf Off desta série. 

segunda-feira, setembro 16, 2019

As Viúvas

As Viúvas são um doce tradicional de Braga, com origem no antigo Convento dos Remédios, com uma apresentação idêntica aos pastéis de nata (segundo algumas receitas) ou de trouxas (segundo outras).
Como um bom doce conventual estão carregadinhos de gemas de ovo e açúcar e têm um leve sabor a noz. Inicialmente, eram simplesmente conhecidas como os pastéis dos Remédios. Certo é que desde o século XVIII já ninguém conhece estes doces senão como Viúvas de Braga.
Até à sua definitiva extinção em 1908, este convento era responsável pela produção de doçaria tradicional bracarense, que era depois comercializada em vários locais da cidade. De todos os doces produzidos pelas freiras franciscanas do Convento dos Remédios, eram as viúvas que tinham maior destaque, sendo muito apreciadas pelos bracarenses.
A tradição bracarense de consumir este doce manteve-se até meados do séc. XX. Depois as viúvas caíram no esquecimento, tendo sido a investigação histórica que contribuiu para que a receita fosse recuperada. A mesma permanecera intocada em apontamentos de cozinha das famílias mais antigas da cidade e nos livros onde as freiras registavam diariamente os gastos da cozinha, guardados no Arquivo Distrital de Braga.
Foi então uma investigação que as trouxe de volta à doçaria, graças à preservação de livros e dos registos das freiras franciscanas.
De um modo geral, as viúvas são feitas com uma massa de manteiga, farinha, ovos e leite e com um recheio de açúcar, gemas de ovo e noz. Depois, o doce é, normalmente, embrulhado em papéis recortados e fechados com fitas azuis e amarelas.
Para que não caiam de novo no esquecimento aqui fica uma receita deste doce bracarense.

Ingredientes:
½ colher (café) de canela
125 g de miolo de noz partida em pedaços muito miúdos
15 gemas
3 claras
500 g de açúcar
raspas de 1 laranja

Confeção:
Leve o açúcar ao lume a fazer ponto de espadana (aos 117º C – ao retirar a colher depois de a mergulhar na calda, esta escorre em fitas largas, com o aspeto de lâmina).
Junte as nozes à calda e deixe ferver cerca de 2 minutos.
Retire o preparado do lume e deixe arrefecer.
Bata, juntamente, as gemas com as claras.
Acrescente os ovos batidos à calda, já morna, assim como a canela e raspa da laranja. Envolva bem.Deite o preparado em formas de queques bem untadas com manteiga  e disponha-as num tabuleiro.
Leve a cozer cerca de 25 minutos (convém verificar a cozedura). 
Noutra receita depois de feito o recheio, corte a massa em quadrados, recheie e modele trouxas. Disponha-as num tabuleiro e leve ao forno por cerca de 25 minutos.
E agora bom apetite.

domingo, setembro 15, 2019

João e Maria

Veja o vídeo oficial da faixa "João e Maria" (Ao Vivo), do DVD "Carioca ao Vivo", gravado no Canecão por Chico Buarque.
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três

Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz

E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido

Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem era nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim

Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim.

terça-feira, setembro 10, 2019

O Enigma de Kaspar Hauser

O Enigma de Kaspar Hauser é um filme alemão ocidental de 1974, um dos mais celebrados do realizador Werner Herzog. O trabalho, cujo título original significa, em tradução literal, "cada um por si e Deus contra todos" narra a história de Kaspar Hauser, uma criança abandonada envolta em mistério, encontrada na Alemanha Ocidental do século XIX, com alegadas ligações à família real de Baden.
O filme fez parte da competição para a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1975, onde ganhou três prémios.
O filme de Werner Herzog  baseia-se no livro "Casper Hauser oder die Trägheit des Herzens", de Jakob Wassermann, publicado em 1908, que, por sua vez, retrata o caso de um adolescente encarcerado na Alemanha do século XIX até a idade de 16 anos, quando teve o seu primeiro contacto verbal e social.
Somente depois disso, pôde ser observado algum desenvolvimento de Kaspar Hauser na linguagem e na socialização com outros indivíduos.

Sinopse:
Um homem jovem chamado Kaspar Hauser (Bruno S.) aparece de repente na cidade de Nuremberg em 1828, e mal consegue falar ou andar, transportando um estranho bilhete. Logo é descoberto que a sua aparição misteriosa se deve ao facto de que ele ficou fechado toda a sua vida num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. Quando é solto nas ruas sem motivo, muitas pessoas decidem ajudá-lo a integrar-se na sociedade, mas rapidamente Kaspar transforma-se numa atração popular.

Torres de Energia Originais

Na Islândia, arquitetos transformam torres de energia em incríveis esculturas.
As torres de energia que existem em todas as cidades não são das obras mais bonitas. Visualmente poluidoras, as estruturas que seguram os fios de alta-tensão que distribuem a energia elétrica, não seriam aprovadas por nenhum designer.
Pensando nesta poluição visual, os arquitetos Jin Choi e Thomas Shine, ambos islandeses, resolveram mudar a aparência destas torres no país. A intenção é modificar as estruturas transformando-as em verdadeiras obras de arte.
Em 2008, a dupla criou o projeto "Land of Giants" (Terra de Gigantes), que tem como objetivo dar aparência humana às torres, como se fossem pessoas segurando os cabos.
Este projeto transforma postes elétricos em estátuas, na paisagem da Islândia.
Atualmente, um modelo dos Giants é exibido como uma coleção permanente no Musée des Sciences et de la Technologie du Canadá, em Ottawa.
FONTE: http://www.jornalciencia.com/na-islandia-arquitetos-transformam-torres-de-energia-em-incriveis-esculturas/

segunda-feira, setembro 09, 2019

Esta gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo
Sophia de Mello Breyner Andresen -  "Geografia"

domingo, setembro 08, 2019

O Lago Retba ou Rosa

Situado no Senegal, mais precisamente ao norte da península de CapVert, a cerca de 30 km de Dakar, capital do Senegal, está o Lago Retba ou Rosa, que é um dos poucos do mundo que apresenta uma característica pouco comum: a sua cor.
Uma das características do lago Retba é a sua alta concentração de sal e de uma microalga que pode ser encontrada na sua água, que possibilita, então, o tom de cor de rosa da mesma.
São estas plantas que produzem um pigmento vermelho, que absorve a energia solar e cria, assim, mais energia e, consequentemente, fazendo a água ficar cor de rosa.

sábado, setembro 07, 2019

Estacionamento: Um Ovo de Colombo

Aqui lhe deixo uma solução simples e barata para o problema do estacionamento. É um autêntico Ovo de Colombo.
Devido ao número crescente de veículos que circulam nas grandes cidades, os "shoppings centers" constroem grandes áreas para estacionamento, obrigando os condutores a rodar muito até encontrarem um lugar vago para estacionar. Com a intenção de diminuir esta circulação à caça de um lugar desocupado - e a consequente diminuição de consumo de combustível - uma petroquímica sul coreana encontrou uma solução simples e que, aparentemente, funciona.
Ora veja!

sexta-feira, setembro 06, 2019

A Estrada do Atlântico



A Estrada do Atlântico (com 8 km) é uma espectacular rodovia, na Noruega, que desde a costa continental vai saltando de ilha em ilha até chegar a Averøy, num percurso fantástico através pontes que se retorcem sobre o mar.
Ora veja!
 
 Paisagens fantásticas tornam uma viagem pela Estrada do Oceano Atlântico, na Noruega, uma das da experiências mais fascinantes que alguém pode ter na vida. Aprecie,agora, o vídeo que se segue.

quinta-feira, setembro 05, 2019

Arinka



Aprecie o vídeo abaixo que mostra a apresentação de uma menina, Arinka de seu nome, de dois anos, no concurso Got Talent, na Ucrânia.

domingo, setembro 01, 2019

Pense sozinho. Pesquise, investigue, leia …




Pense sozinho. Pesquise, investigue, leia … Se não o fizer, alguém o fará em seu lugar, ensinando o que pensar, dizer e até mesmo sentir.
Lembre-se de que educar não é encher a mente, mas libertá-la dos seus vínculos e que, muitas vezes, as aprendizagens mais duradouras e profundas são aqueles que fazemos sozinhos.

sábado, agosto 31, 2019

Enquanto se sente a coisa mais importante do mundo...



Carlos Catañeda disse:
"Enquanto se sente a coisa mais importante do mundo, não pode verdadeiramente apreciar o mundo ao seu redor, você é como um cavalo com palas: só se vê, e está alheio a todo o resto".

A Internet, e especialmente as redes sociais, geram esse efeito aterrorizante, impedindo-nos de apreciar as coisas e as pessoas ao nosso redor.

quinta-feira, agosto 29, 2019

A Internet





"A Internet é projectada para nos dar mais do mesmo, qualquer que seja o mesmo, não importa o que é mais importante, e também para ficar preso ao que é diferente, tudo o que é diferente", disse Bauman. 

Numa época em que todos olham para baixo, quem olha além de tentar ver o horizonte, pode-se tornar um problema a ser erradicado.

quinta-feira, agosto 22, 2019

O cerco de tecnologia...






O cerco de tecnologia, as chamadas, as mensagens recebidas, as notificações e e-mails tornam-se  perigos que nos assediam, colocando a nossa atenção sob controle, impedindo-nos de relaxar.

quinta-feira, agosto 15, 2019

Para quem usa o telemóvel...




"Quem detém o celular como símbolo de poder está declarando ao mundo inteiro a sua condição desesperada como subordinado", disse Zygmunt Bauman.
Temos a certeza de que usamos o celular, ou a tecnologia é que nos usa?
Às vezes a linha é tão subtil que desaparece.

quinta-feira, agosto 08, 2019

A televisão pode dar-nos muitas coisas...





"A televisão pode dar-nos  muitas coisas, excepto o tempo para pensar", disse Bernice Buresh e Fellini, dando mais um passo afirmou que "a televisão é o espelho que reflecte a derrota de todo o nosso sistema cultural".

quinta-feira, agosto 01, 2019

Mais e mais conectados...



Mais e mais conectados, mas também mais sozinhos.
As redes sociais "satisfazem" a  nossa imperiosa necessidade de escapar da solidão, mas, contraditoriamente, fazem de nós uma ilha trancada em nós mesmos. Enquanto elas nos encorajam a nos conectarmos, retiram as nossas habilidades sociais. Enquanto espantam o fantasma da marginalização, isolam-nos dos que nos rodeiam.

quarta-feira, julho 31, 2019

O confessionário das redes sociais...




O confessionário das redes sociais é o lugar onde a ruptura entre o privado e o público é clara.
No dizer de Bauman: "o espaço público é onde ocorre a confissão de segredos e intimidades particulares". A linha divisória entre os dois mundos foi obscurecida, esvaziando o sentido público de significado e subtraindo o poder de unir as pessoas ao privado.


E agora, votos de Boas Férias de preferência sem confessionário.

terça-feira, julho 30, 2019

A loiça de Viana

"Viana do Castelo", importante centro cerâmico desde o século XVIII,  é para o coleccionador e amante de arte, uma das mais conceituadas marcas de faiança portuguesa.
Com peças de usos diversos, em tons de azul e branco ou cor-de-vinho, a louça de Viana, pintada à mão, continua a ser muito apreciada por coleccionadores, especialmente pela variedade e originalidade das formas e da decoração.
A fábrica de louça de Viana sedeada no Lugar do Cais Novo, na freguesia de Darque, Viana do Castelo, iniciou a sua produção de faiança no ano de 1774, vindo a encerrar em 1855.
Só passados noventa e dois anos, em 1947, é que é fundada a Empresa de Cerâmica Regional Vianense, Lda., mais conhecida por Fábrica da Meadela, com o objectivo de retomar a tradição da cerâmica artística vianense. Produzida em porcelana, distingue-se por ser totalmente pintada à mão e cozida a uma temperatura de 1400º, o que lhe dá uma resistência que outras não possuem.Tendo nos últimos anos adoptado a denominação de "Louça Regional de Viana", produz peças não só decorativas mas também utilitárias e funcionais que podem ser utilizadas no dia a dia.
A louça regional de Viana do Castelo é feita em moldes de gesso e pintada à mão pelos artesãos da região. Os motivos são tradicionais (temas vegetais ou composições geométricas) e pintados numa só cor ou em várias cores (azuis, verdes, amarelos, laranjas), mas predominando o azul.
A louça regional utilitária e decorativa que esta fábrica produz baseia-se em três motivos distintos: motivos religiosos, florais e brasões de famílias antigas que tiveram a sua história na cidade de Viana. Produz igualmente reproduções do séc. XVII e XVIII de peças existentes no Museu de Artes Decorativas da cidade e também uma nova linha do moderno design cerâmico.
 A atravessar um momento difícil, a fábrica da "Louça Regional de Viana", com 242 anos,  encontra-se desde 2012 com a produção suspensa, mantendo somente uma loja/galeria junto à fábrica e um pequeno museu com o valioso espólio de que dispõe.

segunda-feira, julho 29, 2019

A Misteriosa Gruta de Conchas de Margate

A Misteriosa Gruta de Conchas de Margate fica situada em Margate, condado de Kent, uma pequena cidade à beira mar, na Inglaterra.
Esta misteriosa construção coberta de conchas foi descoberta em 1835, quando um lavrador lavrava o seu campo. Depois de ter dado várias cavadelas no chão, um buraco fundo abriu-se e o trabalhador acabou por cair numa estrutura imensa e escura. A notícia espalhou-se pela cidade e James New Love, diretor de uma escola próxima, ofereceu-se para ajudar a investigar a extraordinária descoberta. O seu filho, Joshua, entrou no buraco com uma vela e investigou o que havia por lá. Depois de sair da caverna misteriosa, Joshua descreveu salas cheias de centenas de milhares de conchas cuidadosamente arranjadas. Dois anos depois, em 1837, o local foi aberto ao público pela primeira vez, recebendo a visita de curiosos e turistas até hoje.
A gruta está adornada com 4,6 milhões de conchas e tem 22 metros de passagens subterrâneas sinuosas que conduzem a uma câmara retangular.
A Gruta das Conchas está adornada com símbolos colocados como se fossem mosaicos feitos com milhões de conchas. Alguns deles celebram a vida; outros lembram-nos da morte. A gruta das conchas apresenta uma passagem, uma cúpula e uma câmara de altar. As conchas da gruta incluem vieiras, mexilhões, búzios, amêijoas, caramujos e ostras, e todas podem ser encontradas naquela região. No entanto, as conchas planas devem ter sido trazidas de outro lugar.
Com tantos e intrincados detalhes, numa escala tão grande, duas questões ainda permanecem: quem construiu esta caverna subterrânea e para quê?
Envolta em mistério, alguns acreditam que a gruta já teve um significado religioso - principalmente devido ao teto abobadado e ao espaço reservado para um altar. Ninguém sabe a idade desta gruta, mas algumas teorias indicam que ela tenha sido construída há cerca de 3.000 anos.
Outra teoria sustenta que a gruta foi criada como uma extravagância de um aristocrata em algum momento em 1700. Esta explicação proposta é validada pelo fato de que grutas subterrâneas foram realmente muito populares na Europa em 1700, especialmente entre os ricos. O único problema com esta teoria, porém, é que a sua localização é numa terra cultivada - uma terra que nunca tinha sido parte de uma grande propriedade onde essas edificações criadas apenas por capricho e diversão teriam sido executadas.
Outros acreditam que ela pode ter sido usada como um calendário astrológico no passado. Há aqueles também que dizem que a gruta deve, de alguma forma, estar relacionada com os maçons ou os Cavaleiros Templários. Outros acreditam que a gruta pode datar de 12.000 anos atrás, sustentando que está relacionada com uma misteriosa cultura mexicana...
Os mistérios a ela associados são muitos e têm deixado as pessoas completamente perplexas.
Ao que parece, tão cedo não se irá descobrir a origem deste local misterioso. A idade das conchas pode ser determinada através de datação por carbono, de acordo com o site da Gruta das Conchas, mas é um processo caro e outras questões de conservação estão sendo priorizadas.
Uma coisa é clara, porém: a disposição das conchas deve ter levado inúmeras horas de minucioso trabalho. Infelizmente, muitas conchas da gruta desapareceram ao longo do tempo, perdendo o seu brilho através de danos causados pela água. Ela deve ter sido deslumbrante e colorida quando foi construída.
Esta insólita gruta, com mais de 4,6 milhões de conchas, certamente deve ter sido impressionante e é, sem dúvida, um local digno de visita!



domingo, julho 28, 2019

O Transiberiano

O Transiberiano é um livro de Luís Contente.
As viagens são feitas de encontros e de desencontros, de chegadas e de partidas, e sobretudo de despedidas.
Deste mesmo autor pode ainda ler: Território Austral: uma travessia da Austrália ao longo da Stuart Highway;  O Caminho Inca: o relato de uma viagem ao Perú que inclui uma caminhada de 4 dias ao longo das montanhas andinas até Machu Picchu.

Sinopse:
O Transiberiano entre Pequim e Moscovo representa uma travessia de 10.000 km ao longo de seis fusos horários onde aventura e descoberta se misturam num único paradigma: o prazer de viajar. China, Mongólia, Sibéria, desfilam ao ritmo de distâncias tão impossíveis que não são concebíveis para o passo do ser humano. São florestas inteiras, povoações isoladas, rios implacáveis e uma estepe sem fim. O avião encurta caminhos. Mas a Sibéria não é um país para o transporte aéreo. É preciso o comboio para sentir a totalidade deste território. Há viagens que uma pessoa tem de fazer na vida. Esta é uma delas.

sábado, julho 27, 2019

Eu devo...

Eu devo, não quero negar, mas te pagarei quando puder
Se o jogo permitir, se a polícia consentir e se Deus quiser…
Não pensa que eu fui ingrato, nem que fiz triste papel,
Hoje vi que o medo é o fato e eu não quero um pugilato
Com seu velho coronel.

A consciência agora me doeu
E eu evito (detesto a) concorrência, quem gosta de mim sou eu!
Neste momento, saudoso eu me retiro,
Pois teu velho é ciumento e pode me dar um tiro.

Se um dia ficares no mundo, sem ter nesta vida mais ninguém,
Hei de te dar meu carinho,
Onde um tem seu cantinho, dois vivem também…
Tu podes guardar o que eu te digo contando com a gratidão
E com o braço habilidoso de um malandro que é medroso,
Mas que tem bom coração.
Noel Rosa - (1910 - 1937)