segunda-feira, outubro 17, 2016

Maputo tem Sul

"Maputo tem Sul", é uma crónica da angolana Aline Frazão, que não deve deixar de ler.
Aqui fica ela para a devida reflexão!

"Viajar dentro do continente é, provavelmente, o que me ensina mais sobre nós hoje em dia. Maputo é, em muitos sentidos, a antítese de Luanda. Não sei se é o Índico, a poesia rasgada de Eduardo White, o som hipnótico das timbilas ou a música por trás dos neologismos de Mia Couto. O céu é o mesmo mas o tempo aqui é outro. Não sei se é a proximidade com o pólo sul que cria um campo magnético capaz de fazer girar mais devagar os ponteiros deste relógio, ou se é mesmo um talento especial para o sossego. Sei que para uma luandense, chegar aqui pela primeira vez é encontrar o delicioso sabor da diferença.

Luanda - Av. dos Combatentes
Maputo tem luz, Luanda tem gerador. Maputo tem água nas torneiras, Luanda tem tanque e electrobomba. Maputo é uma cidade limpa, Luanda não se pode gabar disso. À hora de ponta, o trânsito daqui é o “até está a andar bem” para nós. Maputo é horizontal, Luanda é vertical. Maputo respira, Luanda transpira.

Hoje, terça-feira, é feriado em Moçambique. Celebra-se uma paz que, contraditoriamente, ainda não chegou. Apesar de falarem baixo, apesar da serenidade nos rostos e da amabilidade no trato, não se trata de um povo passivo ou resignado. Ainda ontem houve uma greve dos chapas, os candongueiros daqui, para exigir um ajuste do preço do transporte de acordo com a subida dos combustíveis. Moçambicano não se deixa. Quando me disseram que há mais de uma década que Moçambique tem eleições autárquicas levei as mãos à cabeça em sinal de vergonha. “Como é que nós, em Angola não temos? Será assim tão difícil? Não podemos aprender com os exemplos aqui ao lado?”

Falando em proximidade, no restaurante onde jantei ontem ouvi tocar pelo menos duas vezes o Carlos Burity. Angola, aqui, passa na rádio. Lamentei, em silêncio, que não aconteça o inverso. A música de Moçambique é uma grande desconhecida para nós. E não é falta de talento. De Sukuma a Azagaia, passando por Isabel Novela e Moreira Xonguiça, há para todos os gostos.
Maputo

Precisamos construir nossas pontes. Visitar-nos mais.

Maputo é um daqueles lugares do bom silêncio. Traço fino que vi no rosto de cidades como o Lubango. A precisão, o verde escuro, a temperatura. Até o vento da frente fria, que alonga a linha do “inverno” (nós diríamos cacimbo), nos arrefece com imprevisível doçura. Acho que é coisa de sul mesmo. Ou coisa de alguém com os sentidos tão viciados pelo caos da cidade, que tem o Sul como metáfora de Sossego. O Índico como um apontamento para a Lembrança.

No outro dia ouvi alguém dizer que “cada um tem a cidade que merece” mas não sei se estou de acordo. Se cada um estiver na cidade a que pertence… Como diria o extraordinário poeta Eduardo White, “não é justo um pássaro onde ele não pode voar.”

Luanda - Arredores
Luanda da tensão e dos problemas, dos lamentos e da extensão do riso, Luanda do martelo e dos motores, das sirenes e do “agarra gatuno”, Luanda da poeira, das bichas e das mil besteiras, Luanda da ostentação e do desejo, do ar-condicionado e das sofisticadas fechaduras, da poesia urbana e do gelado de múcua, capital mundial do contorcionismo burocrático, cidade da minha vida, diz-me, quando foi que começamos a ser assim?"
Aline Frazão

domingo, outubro 16, 2016

O Bife à Marrare

O Bife à Marrare,  foi a especialidade que imortalizou um dos mais célebres cafés de Lisboa do século XIX, o Marrare das Sete Portas.

António Marrare, cidadão napolitano, fixou-se em Lisboa no final do século XVIII e foi dono de vários cafés.

O primeiro situava-se junto ao Teatro de S. Carlos, os outros abriram no Cais do Sodré, no Chiado e na Rua dos Sapateiros. Todos foram pontos de reunião da melhor sociedade lisboeta.

Foi no Café da Rua dos Sapateiros, o tal  Marrare das Sete Portas, fundado em 1804, que nasceu o célebre bife, que faz hoje parte do património gastronómico da cidade de Lisboa.

Ingredientes:

1 bife alto do pojadouro (200 g);
80 gr. de manteiga;
3 colheres de sopa de natas;
sal grosso q. b;
pimenta preta em grão q.b;

Confecção:

Numa frigideira de ferro, derrete-se em lume vivo metade da manteiga.
Quando estiver bem quente, introduz-se o bife e deixa-se alourar de um dos lados.
Vira-se o bife sem o picar e aloura-se do outro lado.
(Esta operação, que deve ser relativamente rápida, tem por fim evitar que o suco da carne saia.)
Tempera-se com sal grosso e pimenta moída na altura.
Escorre-se da frigideira a gordura em que o bife fritou (conservando o bife) e junta-se a restante manteiga.
Reduz-se a chama e deixa-se cozer o bife durante uns minutos, agitando a frigideira.
Adicionam-se as natas e deixa-se engrossar o molho, continuando a agitar a frigideira.
Coloca-se o bife num prato aquecido e rega-se com o molho. Serve-se acompanhado com batatas fritas em palitos.

* * * * 

Uma variação do Bife à Marrare é o Bife à Café (outro dos primores da cozinha de Lisboa). Aí o molho é feito com leite em vez de natas e leva um pouco de mostarda e limão. Esta receita não leva café:  a sua designação tem a ver com os locais onde era tradicionalmente servido.

sábado, outubro 15, 2016

O Café Marrare

(...) "Esta baronesa da Corujeira lavava-se em leite, e cada vez estava mais suja, dizia-se no Marrare do Chiado, quando ela andava por ali farejando o Manuel Brown ou o Chico Belas, os leões. (...)
Camilo Castelo Branco - Eusébio Macário.

O Café Marrare foi o mais célebre estabelecimento comercial da Lisboa do Romantismo. Inaugurado em 1820, o Marrare era o mais requintado dos quatro cafés que o napolitano António Marrare, abrira em Lisboa. Um luxo, a decoração de madeira polida reluzente, que o revestia, valeu-lhe o sobrenome de Marrare do Polimento.
Digno herdeiro dos cafés do final de setecentos, como o Nicola ou o Botequim das Parras, o Marrare foi ponto de encontro favorito para a geração de Garrett, tornando-se o centro absoluto da vida social daquele tempo e por onde passaram nomes como Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Passos Manuel, José Estêvão, etc.
Além da sala de bilhar, tinha ainda um pequeno pátio coberto por uma clarabóia envidraçada onde, no Verão, as senhoras podiam comer os melhores gelados da cidade. Polido era também o atendimento: criados de libré serviam excelente café em cafeteiras de prata.
O Marrare tornara-se "o lugar de reunião de todos os elegantes e todos os homens de Lisboa", como escreveu Bulhão Pato.
"Lisboa era o Chiado; o Chiado era o Marrare e o Marrare ditava Leis", escreveu Júlio de Castilho.

Fechado em 1866, o Marrare reviveria em "Os Maias" de Eça de Queirós. No século seguinte, no mesmo número da Rua Garrett, reviveria com o digno sucessor Café Chiado (1925-1963), considerado o mais belo de Lisboa.

sexta-feira, outubro 14, 2016

O Valor das Coisas...




"Não eduques o teu filho para ser rico, educa-o para ser feliz.
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO".
Max Gehringer

quinta-feira, outubro 13, 2016

Canção à Vida

Orlando Teruz - Pintor brasileiro
A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
   
O Sena - Renoir
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)
Mario Quintana - Esconderijos do Tempo

quarta-feira, outubro 12, 2016

Se Eu Soubesse Quanto Dói A Vida (Naquela Mesa)

Zélia Duncan, Hamilton de Holanda, Nilze Carvalho interpretam "ao vivo" o samba intitulado "Naquele Mesa".
A letra do samba é de Nelson Gonçalves e a composição de Sérgio Bittencourt.

Esta é uma belíssima apresentação que não deve perder, porque este samba parece cantado para cada um de nós!

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã



Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim




Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim


terça-feira, outubro 11, 2016

As Ilhas Faroé

As Ilhas Faroé são um território dependente da Dinamarca, localizado no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.
O arquipélago é formado por 18 ilhas maiores e outras menores desabitadas que acolhem, ao todo, 47.000 pessoas numa área de 1.499 km².
Na ilha maior, Streymoy, encontra-se a capital, Tórshavn, com cerca de 16.000 habitantes.
As terras mais próximas são as ilhas mais setentrionais da Escócia (Reino Unido), que ficam a sul-sueste, e a Islândia, situada a noroeste.
Estas ilhas são um território autónomo desde 1948, tendo decidido não aderir à União Europeia.
Gradualmente, têm adquirido cada vez mais, uma maior autonomia e num futuro próximo descortinam a possibilidade de se tornarem independentes da Dinamarca.
Atualmente, como território autónomo da Dinamarca, as Ilhas contam com um Alto Comissário - representante da Rainha da Dinamarca, com um parlamento formado por 32 membros (Lagting) e com um primeiro-ministro, que é o chefe de governo. Se quiser ficar a conhecer melhor este território, não deixe de ver a apresentação e o vídeo que se seguem. Não perca esta oportunidade porque vale mesmo a pena.
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segunda-feira, outubro 10, 2016

Noções de Linguística

Ouço os meus filhos a falar inglês
entre eles. Não os mais pequenos só
mas os maiores também e conversando
com os mais pequenos. Não nasceram cá,
todos cresceram tendo nos ouvidos
o português. Mas em inglês conversam,
não apenas serão americanos: dissolveram-se,
dissolvem-se num mar que não é deles.
Venham falar-me dos mistérios da poesia,
das tradições de uma linguagem, de uma raça,
daquilo que se não diz com menos que a experiência
de um povo e de uma língua. Bestas.
As línguas, que duram séculos e mesmo sobrevivem
esquecidas noutras, morrem todos os dias
na gaguez daqueles que as herdaram:
e são tão imortais que meia dúzia de anos
as suprime da boca dissolvida
ao peso de outra raça, outra cultura.
Tão metafísicas, tão intraduzíveis,
que se derretem assim, não nos altos céus,
mas na caça quotidiana de outras.
Jorge de Sena - Outubro, 1970

domingo, outubro 09, 2016

A Queda Dum Anjo

(...)" - As paixões, minha Srª D. Tomásia... - obtemperou o morgado, e lambeu os beiços molhados da libação de um vinho nervoso daquela garrafeira já mencionada. E prosseguiu! - As paixões do amor... Nem os grandes sábios, nem os grandes santos se isentaram delas. Somos todos de quebradiço barro; somos uns pucarinhos de Estremoz nas mãos infantis das nulheres. O tributo é fatal: quem o não pagou aos vinte anos, há de pagá-lo aos quarenta, e mais tarde quando Deus quer. Deus ou o demónio, que eu não sei ao justo quem fiscaliza estes mal - aventurados sucessos de amor, que a história conta e a humanidade experimenta a cada dia. (..)"
Camilo Castelo Branco - A Queda dum Anjo.

A Queda dum Anjo é o título de um romance satírico de Camilo Castelo Branco, escrito em 1866.
Nele o autor descreve a corrupção de Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, um fidalgo transmontano camiliano e o anjo do título, quando se desloca da província para Lisboa.
Esta é uma das mais célebres obras literárias escritas por Camilo Castelo Branco, onde descreve de maneira caricatural a vida social e política portuguesa e traz, ainda, um aspecto risível ao tratar, também, do desvirtuamento do Portugal antigo.

Sinopse:
O protagonista, Calisto Elói, um fidalgo transmontano, austero e conservador, é uma espécie de encarnação satírica desse Portugal: eleito deputado, Calisto vai viver para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital, tomando como amante uma prima afastada, Ifigénia, e transitando da oposição miguelista para o partido liberal no governo. Ironicamente, a esposa de Calisto, Teodora, uma aldeã prosaica, imita-o na devassidão: vendo-se desprezada pelo marido, une-se a um primo interesseiro e sucumbe ela própria aos vícios da modernidade.
Este livro faz parte do Plano Nacional de Leitura e é recomendado para a Formação de Adultos como sugestão de leitura.

sábado, outubro 08, 2016

Epitáfio

Oiça os Titãs em Epitáfio  (Clipe Oficial).
Titãs é uma banda de rock formada na cidade de São Paulo, Brasil em 1982. Embora originalmente tocassem pop-rock alternativo, o grupo também já cantou diversos outros géneros musicais, ao longo de mais de 30 anos de carreira, como new wave, punk rock, grunge, MPB e música eletrónica.
É uma das bandas de rock mais bem sucedidas no Brasil, que tem feito parcerias com vários artistas brasileiros de renome e diversos cantores internacionais.

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

sexta-feira, outubro 07, 2016

4 - O Acontecimento Que Mais Me Marcou foi...

Os Ataques Terroristas em França.

Porque a minha irmã e o meu sobrinho vivem lá.
S. Rodrigues - 12º C

(Morreram) pessoas inocentes que nada tinham a ver com os problemas que estavam gerados e muito menos tinham conflitos com os que atacaram o país. Era desnecessário.
J. Lopes - 12º C

Foram recentes. Tenho ainda muito presente na memória, um ataque mortífero, onde muitas pessoas morreram.
E. Borges - 12º C

O terrorismo é um ato desumano que abrange não só, rivalidades culturais, como outros tópicos do mundo e da sociedade e dos valores morais impostos pela sociedade onde foram criados.
A. Martins - 12º C

Foi chocante.
T. Guedes - 12º B

Foi um acontecimento que matou muita gente, abalou e ainda hoje aterroriza o mundo. Todos os países receiam um ataque terrorista, que arrasa um país economicamente e demograficamente.
B. Miguel - 12º B

Criou-se algum medo nos países que estavam a receber os refugiados, pois embora nem todos sejam terroristas, também existem terroristas dentro dos refugiados. E, como o nosso país também estava a receber sírios, instalou-se algum medo de um ataque terrorista.
A. Pinto - 12º B
Alunos de Geografia C do 12º ano.

quinta-feira, outubro 06, 2016

Homens Bons

Homens Bons é o mais recente livro do escritor Arturo Pérez-Reverte, que narra a épica aventura de dois homens que quiseram mudar o mundo através dos livros.
Arturo Pérez-Reverte (1951), é um novelista e jornalista espanhol. Desde o ano de 2003 é, também, membro da Real Academia Espanhola.
Há já alguns anos, que este jornalista de profissão se dedica exclusivamente à literatura, tendo publicado: A Sombra da Águia; O Tango da Velha Guarda e O Hussardo, entre outros. A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas.

Sinopse:
"Na Europa do século XVIII, dois homens viajam em segredo. 
A sua missão? Levar para Espanha algo proibido: os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. A delicada tarefa está nas mãos do bibliotecário don Hermógenes Molina e do almirante don Pedro Zárate, membros da Real Academia Espanhola. Mas estes dois académicos estão longe de imaginar as peripécias que os aguardam…
Da Madrid de Carlos III à Paris libertina e pré-revolucionária, com os seus cafés e tertúlias filosóficas, don Hermógenes e don Pedro embarcam numa intrépida aventura, repleta de heróis e vilãos, intrigas e incertezas. 
Arturo Pérez-Reverte, com o rigor – e baseando-se em acontecimentos e personagens reais, transporta-nos para a magnífica era do Iluminismo, quando a ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida, e dá-nos a conhecer os heróicos homens que quiseram mudar o mundo com os livros.
Um romance sobre fé e razão, Teologia e Ciência, sombra e luz".

quarta-feira, outubro 05, 2016

O Senhor Que Se Segue...






O próximo Secretário Geral da ONU é português. De seu nome António Guterres.
É um prestígio para o país e para a língua portuguesa.
Parabéns e bom trabalho.
Vai precisar da força de um Hérculos para vencer os desafios difíceis que tem pela frente.

A República e os Homens Bons





O dia 5 de outubro voltou a ser feriado nacional, depois de um interregno de quatro anos.
Neste dia comemora-se, anualmente, a Implantação da Repúblicadia em que saiu vitoriosa, no ano de 1910, em Lisboa, esta revolução.
Com a destituição da monarquia constitucional e o surgimento do regime republicano foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha.







Comemora-se também hoje o Dia Mundial do Professor.
O Dia Mundial do Professor homenageia todos os que contribuem para o ensino e para a educação da sociedade.

A propósito do seu livro " Homens Bons", veja o que é que Arturo Pérez-Reverte, respondeu na sua entrevista ao jornal Expresso (revista) em 01/10/16:

Exp: "Hoje em dia é mais difícil encontrar homens bons?
A. P. R.:É muito mais difícil. Mas eles existem. Um amigo perguntou-me: e quem são agora os homens bons? Pensei um pouco e respondi: talvez os professores. Os professores são, para mim, os homens bons neste momento. Os que mantêm a luz do conhecimento". (...)

terça-feira, outubro 04, 2016

O maior topázio do mundo

O maior topázio do mundo foi encontrado em meados dos anos 1980, na Floresta Amazónica, pelo aventureiro britânico Max Ostro.
Esta pedra preciosa, pesa 2 kg e tem 9,381 quilates, e esteve desde a sua descoberta, ou seja durante 30 anos, guardada num cofre.
O maior topázio azul do mundo será exposto ao público, a partir do dia 19 de outubro, no Museu Nacional de História, em Londres.
Segundo especialistas, o topázio é tão valioso que o seu preço é inestimável, podendo ultrapassar alguns milhões de libras.
Foi o filantropo Maurice Ostro, filho de Max, que morreu aos 84 anos (2010), que decidiu colocar a pedra preciosa em exibição para ajudar a família nos seus trabalhos de caridade.

segunda-feira, outubro 03, 2016

3 - O acontecimento que mais me marcou foi...


A - O atentado ao/à  bar/boate gay em Orlando nos E.U.A.
Porque os gays são pessoas normais como todas (as outras). O que mais irrita é que muitos acham que são pessoas ofensivas no mundo, sendo que são normais  como todas.
M. Silva - 12º C

Porque ninguém deve morrer devido às suas escolhas de vida, ou porque não o aceitam como realmente é. Porque amor é amor, não importa quem amamos.
A. Loureiro - 12º B.


B - A legalização do casamento gay/homossexual e da adoção (por casais homossexuais).

Por ser um acontecimento que me afeta pessoalmente. Foi um momento bastante importante para o desenvolvimento da sociedade e da liberdade de cada um.
A. Sousa - 12º C

Porque foi um grande passo de igualdade na sociedade.
L. Lima - 12º B
Alunos de Geografia C do 12º ano.

domingo, outubro 02, 2016

O Selo do Túmulo de Tutankamon

1) O selo do túmulo, completamente intacto, do faraó Tutankhamon, quando foi descoberto por Howard Carter, em 1922.
Esteve intacto cerca de 3,245 anos.

Tutankhamon foi um faraó do Antigo Egipto que faleceu ainda na adolescência.
Era filho e genro de Aquenáton (o faraó que instituiu o culto de Aton, o deus Sol) e filho de Kiya, uma esposa secundária de seu pai. Casou-se aos 8 anos, e assumiu o trono quando tinha cerca de nove anos, restaurando os antigos cultos aos deuses e os privilégios do clero (principalmente o do deus Amon de Tebas).
Morreu, provavelmente, em 1 324 a.C., aos dezanove anos, sem herdeiros - com apenas nove anos de trono.
Devido ao facto de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão sumptuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim, é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta.
Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de  há 3 400 anos.

sábado, outubro 01, 2016

Casas Flutuantes

As casas flutuantes são um novo conceito turístico e podem ser encontradas no Dubai. As primeiras estarão à disposição dos interessados no final de 2016.
Ao lado de monumentos como o Burj Khalifa, o mar que banha a cidade dos Emirados Árabes Unidos vai ter uma série de luxuosas casas flutuantes.
As residências terão três andares e ficarão no meio do oceano, a aproximadamente 4 km da costa de Dubai.
Nestas casas o quarto principal, estará completamente submerso e, do lado de fora da sua janela panorâmica, haverá um coral artificial de 45 m² montado especialmente para entreter a visão dos residentes.
Segundo o presidente do Kleindienst Group, Josef Kleindienst, o coral será capaz de atrair a vida marinha que existe nos arredores de Dubai.
Já os outros dois andares, que ficam sobre a superfície do mar, abrigarão uma espaçosa sala, jacuzzi ao ar livre, espreguiçadeiras e miradouros para os arranha-céus desta metrópole e para o golfo Pérsico. 
Os interessados, porém, terão que desembolsar uma pequena fortuna pelas casas flutuantes. O preço previsto para cada uma delas será de US$ 2,7 milhões.
Pelas imagens divulgadas pelo Kleindienst Group, as casas, que são como barcos sem propulsão, parecem ter estabilidade suficiente para se manterem sobre as águas do mar.

E agora um quarto debaixo do mar

sexta-feira, setembro 30, 2016

Don't cry for Louie

Oiça a banda Vaya Con Dios em Don't cry for Louie (ao vivo, na Suíça).
Vaya Con Dios é uma banda belga, criada em 1986 por Dani Klein, Dirk Schoufs e Willy Lambregt (este último substituído posteriormente por Jean Michel Gielen), na cidade de Bruxelas. É um dos grupos mais bem sucedidos do país, com grande reconhecimento internacional.
Vaya Con Dios tem tido grande sucesso a nível internacional, com temas como: Just a Friend of Mine (um hit na França), What's a Woman? (número 1 na Holanda em 1990), Nah Neh Nah, Don't Cry for Louie, Puerto Rico, Heading for a Fall, Johnny, Sunny Days e Don't Break My Heart.

quinta-feira, setembro 29, 2016

2 - O acontecimento que mais me marcou foi...

O 11 de Setembro/O ataque às Torres Gémeas, porque:

"Foi um acontecimento que chocou o mundo devido ao número elevado de mortes e à astúcia dos terroristas... Foi um dia sombrio e as pessoas que se salvaram tiveram muita sorte".
B. Ribeiro 

"Foi um grande ato de terrorismo que abalou o mundo e não só os E.U.A. Fez com que o mundo vivesse com medo e com pouca segurança"
L. Gonçalves

"Foi um acontecimento chocante, morreram muitas pessoas inocentes, por causa de um golpe terrorista".
V. Ribeiro

"Por ver na televisão, todas aquelas pessoas a atirarem-se das janelas porque estavam presas por causa do fogo, e ver os aviões irem contra as torres. Acho que é algo que fica marcado na mente das pessoas e que criou algum medo.
Mas, o que ficou mais marcado foi ouvir as testemunhas do avião (antes de acontecer o pior) a despedirem-se dos seus familiares".
C. Parxotamo.

Alunos dos 12º C e 12º B - Geografia C

quarta-feira, setembro 28, 2016

Leve, Leve, o Luar

Leve, leve, o luar de neve
goteja em perlas leitosas,
o luar de neve e tão leve
que ameiga o seio das rosas.

E as gotas finas da etérea
chuva, caindo do ar,
matam a sede sidéria
das coisas que embebe o luar.

A luz, oh sol, com que alagas,
abre feridas, e a lua
vem pôr no lume das chagas
o beijo da pele nua.
Afonso Lopes Vieira - País Lilás, Desterro Azul

terça-feira, setembro 27, 2016

A Cachoeira Pongua ou Pongour

A Cachoeira Pongua (ou Pongour)/Pongua Falls situa-se no Vietname.
Localizada a 50 km de Dalat, esta magnífica cachoeira de 40 m de altura desagua num lindo lago produzindo um ruído tão alto que pode ser ouvido a uma grande distância.

A cidade de Dalat está localizada na província de Lam Dong, a cerca de 200 km a nordeste da cidade de Ho Chi Min.
Dalat fica a uma altitude de 1.500 m e, e tem a aparência de uma cidade francesa velha. Foi fundada em 1897 quando o Doutor Alexandre Yersin aconselhou que a área fosse desenvolvida como uma cidade turística.
Dalat tem muitos lagos naturais e artificiais, tais como o Ho Xuan Huong.
Uma viagem até  Dalat não fica completa sem que se visitem os seus Jardins das Flores. O clima temperado de Dalat é adequado para flores como orquídeas, rosas, lírios, e camélias.
Hoje em dia, os turistas não se limitam a conhecer Dalat; também visitam a área de Langbian Highland (e a montanha Langbian Mountain com 2165 m) e as minorias étnicas.

segunda-feira, setembro 26, 2016

1- O acontecimento que mais me marcou foi...

A fuga dos refugiados (sírios e outros):
" porque é uma tristeza enorme acordar um dia e não ter habitação e saber que todo o seu país se encontra em guerra e que é impossível estar seguro na sua própria casa".
C. Ribeiro 

"A maioria (dos refugiados) não tem culpa e todos merecem um local a que possam chamar de lar sem correrem o risco de serem mortos a qualquer hora"
A. Alves 

"É triste e desumano ver tantas famílias e, principalmente crianças, deixarem tudo, por nada, morrerem milhões de pessoas e no fim de tudo, continuar a miséria".
M. Saraiva 

"A crise de refugiados devido às imagens chocantes que as estações televisivas passam e ao sofrimento a que as pessoas estão sujeitas".
J. Fernandes 

"Todas os seres humanos, independentemente da sua religião, merecem que os direitos humanos sejam devidamente respeitados.
D. Oliveira 

12º B - Geografia C

domingo, setembro 25, 2016

O Palácio da Rosa

O Palácio da Rosa é um solar oitocentista com traços quinhentistas, situado no Largo da Rosa, na Mouraria, atual freguesia de Santa Maria Maior.
Em 1393 foi dada autorização pela câmara de Lisboa a Afonso Anes Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor e morador da dita cidade, filho do conhecido João das Leis e casado com Joana Vaz de Almada (filha de Vasco Lourenço de Almada), para derrubar uns "pardieiros" e fechar as ruas junto à Igreja de São Lourenço, para fazer umas casas e um edifício, "por que a dita cidade seria mais honrada", naquele que mais tarde veio dar origem a este Palácio da Rosa.
Este que fazia parte do chamado morgado de S. Lourenço e que entra, por casamento, para a casa dos Marqueses de Ponte de Lima e mais tarde, também por casamento, entra para os bens dos Marqueses de Castelo Melhor, daí igualmente ter sido conhecido por "Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e dos Castelo-Melhor".
O Palácio Rosa foi destruído quase na totalidade pelo Terramoto de 1755 e foi reedificado no Século XVIII.
Entre 1927 e 1942 era proprietário e morador, o escritor e poeta, Afonso Lopes Vieira (1878 - 1946).
Depois de tentar o exercício da advocacia junto do seu pai, Afonso Xavier Lopes Vieira, radicou-se em Lisboa, optando pelo ofício de redator na Câmara dos Deputados, que exerceu até 1916.
No último desses anos deixou o cargo para se dedicar exclusivamente à atividade literária. Na capital residiu no Palácio da Rosa, que fora dos marqueses de Castelo Melhor, e seria propriedade do poeta entre 1927 e 1942. Em frente do palácio, existe hoje o seu busto.
No final do século XX é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa. O conjunto constituído pelo Palácio da Rosa e Igreja de São Lourenço (incluindo toda a área de jardins) está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público.